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O projeto "A Culpa é da Julieta" tem como objetivo realizar a tradução, montagem e temporadas do espetáculo teatral inédito da dramaturga mexicana Bárbara Colio. A peça será apresentada em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Brasília e Porto Alegre, promovendo reflexões sobre feminismo, inclusão e representatividade no teatro contemporâneo. Além das apresentações, o projeto contará com recursos de acessibilidade como interpretação em Libras e audiodescrição, garantindo a inclusão de pessoas com deficiência. Complementarmente, serão realizados encontros presenciais e online que abordarão temas como a ocupação dos corpos negros na cena teatral e diálogos culturais entre Brasil e México, além de duas oficinas formativas destinadas a estudantes de artes, incentivando o debate crítico sobre os temas abordados. O projeto tem um forte compromisso com a democratização do acesso cultural e a ampliação das vozes femininas no teatro.
O que Blanche teria a dizer para Nora? E por sua vez, elas duas teriam algum conselho a dar a jovem Nina? E pra essas três mulheres, o sacrifício amoroso de Julieta Capuleto significaria alguma coisa? Pra nós, isso tem algum significado hoje? Bárbara Colio nos conta que essa dramaturgia nasce dessas perguntas e da vontade de oferecer a cada uma dessas personagens uma amiga, de lhes dar a oportunidade de visitar novamente um teatro pra brincar um pouco, pra que elas pudessem se encontrar consigo mesmas e ter a oportunidade de se reescreverem. Acredito que com esse jogo, a autora também nos dá a possibilidade de nos reconheceremos em cena e também nos reencontramos com nós mesmas. A Culpa é da Julieta, pega emprestadas as personagens Nora (Casa de Bonecas, de Henrik Ibsen, Noruega – 1879), Nina (A Gaivota, de Anton Tchekhov, Rússia – 1896) e Blanche (Um Bonde Chamado Desejo, de Tennesse Willians, EUA – 1947) e as traz para os dias de hoje colocando-as em cena novamente, dessa vez juntas em um mesmo cenário, para lhes oferecer um destino diferente a partir de uma perspectiva feminina e contemporânea. E esse encontro se dá num saguão de teatro diante da impossibilidade de entrarem pra assistir uma versão de Romeu e Julieta. E desse encontro entre mulheres nascem muitas possibilidades e questionamentos, pra elas mesmas e pra nós também. Questionamentos como decidir permanecer ou ir embora de um lugar, atravessar a porta, sair na chuva, ou ficar e compartilhar um whisky com outras mulheres, dançar... Enxergar no fato de não terem deixado você entrar numa peça, a possibilidade de inventar outra e de ser sua protagonista, e de até de encontrar um lugar seguro na bondade de uma desconhecida. A peça recorre a essas três personagens femininas fundamentais do teatro moderno, todas elas escritas por homens, para fazer ecoar a frase: a culpa é da Julieta. E as reescreve dentro da nossa sociedade atual, mas dessa vez essas personagens são narradas pelas palavras de uma mulher, e isso faz toda a diferença. No texto escrito por Bárbara, Nora é uma dona de casa que aparentemente não faz nada além de enfeitar seu lar, Nina é uma garota do interior que larga tudo pra estudar teatro, e Blanche é uma professora de literatura que foi demitida por se envolver com um aluno. Uma história de mulheres, mas não por isso feita só para mulheres, destaca a própria autora que diz que o teatro é para todo ser humano, é pra encontrarmos ressonância. Essa história encontrou eco em nós, proponentes desse projeto, e por isso queremos traduzir e colocar essa dramaturgia em cena para que essas palavras possam ressoar agora em português.
Objetivo GeralRealizar a tradução, montagem e as temporadas do espetáculo "A Culpa é da Julieta" em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Brasília e Porto Alegre, promovendo debates sobre feminismo, inclusão, acessibilidade e representatividade no teatro contemporâneo, além de democratizar o acesso à cultura por meio de apresentações com recursos de acessibilidade e atividades formativas. Objetivos Específicos Realizar 24 apresentações do espetáculo em São Paulo. Realizar 12 apresentações do espetáculo no Rio de Janeiro. Realizar 3 apresentações em Recife. Realizar 3 apresentações em Brasília. Realizar 3 apresentações em Porto Alegre. Garantir acessibilidade com interpretação em Libras e audiodescrição nas apresentações, em todos os fins de semana de apresentações teremos um dia com acessibilidade. Realizar dois encontros presenciais (SP e RJ) sobre a releitura dos clássicos na atualidade, conduzidos pela diretora Malú Bazán. Realizar duas oficinas formativas (SP e RJ) para estudantes de artes, proporcionando debate e análise crítica após a participação no espetáculo. Promover dois encontros online, abordando temas como a ocupação dos corpos negros na cena teatral e os diálogos culturais entre Brasil e México.
O projeto "A Culpa é da Julieta" tem como foco a tradução, montagem e temporadas do espetáculo teatral inédito da dramaturga mexicana Bárbara Colio, trazendo à cena uma abordagem feminista e contemporânea sobre personagens clássicas do teatro, como Julieta, Nora, Nina e Blanche. A peça promove debates urgentes sobre representatividade, acessibilidade e inclusão, posicionando-se como uma plataforma para reflexões sobre o feminismo e os desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade e na arte. Além das apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Brasília e Porto Alegre, o projeto contempla uma série de atividades complementares, como encontros presenciais, debates online e uma oficina formativa, que reforçam seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e a formação de novos artistas e públicos. O uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais é essencial para a viabilização do projeto, dado o seu escopo abrangente e a necessidade de alcançar diferentes públicos em diversas regiões do Brasil. A Lei de Incentivo à Cultura, regulamentada pela Lei 8.313/91, oferece a estrutura necessária para que projetos culturais como este possam se concretizar, garantindo a captação de recursos junto à iniciativa privada, que, por sua vez, poderá investir diretamente na promoção da arte e da cultura no país. O financiamento por meio da renúncia fiscal se justifica pela necessidade de garantir que o projeto atenda a seus objetivos artísticos, sociais e culturais de maneira plena, possibilitando a realização de apresentações a preços acessíveis, além de assegurar a inclusão de públicos historicamente marginalizados, como pessoas com deficiência. Enquadramento no Art. 1º da Lei 8.313/91 O projeto "A Culpa é da Julieta" se enquadra em diversos incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91, que estabelece as finalidades do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac):Inciso II: Estímulo à formação artística e cultural. O projeto promove a formação de novos artistas e profissionais da cultura por meio da realização de uma oficina formativa destinada a estudantes de artes, que terão a oportunidade de assistir ao espetáculo e participar de um debate crítico com a diretora Malú Bazán. Essa ação formativa visa ampliar o repertório e as habilidades dos participantes, incentivando o desenvolvimento de novas perspectivas criativas.Inciso IV: Acesso às fontes de cultura nacional e universal. A peça conecta o público brasileiro a um texto inédito de uma dramaturga latino-americana, estabelecendo um diálogo intercultural entre Brasil e México. O projeto não só amplia o acesso a uma dramaturgia contemporânea internacional, mas também fomenta o intercâmbio artístico entre países latino-americanos, reforçando a diversidade de vozes e narrativas no teatro brasileiro.Inciso V: Apoio à produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e críticos do conhecimento. "A Culpa é da Julieta" oferece uma releitura crítica de personagens femininas icônicas do teatro mundial, incentivando o público a repensar narrativas patriarcais tradicionais e a discutir o papel da mulher na sociedade contemporânea. Ao promover reflexões sobre gênero, poder e inclusão, o projeto contribui diretamente para a formação de um pensamento crítico e transformador entre os espectadores.Inciso VII: Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais. O projeto valoriza a produção artística feminina e latino-americana, tanto em sua criação quanto em sua execução, ao destacar o trabalho de uma dramaturga mexicana e uma diretora e equipe majoritariamente feminina. A escolha por temas como feminismo e representatividade também dialoga diretamente com os desafios e debates atuais na sociedade brasileira, incentivando o conhecimento e a valorização dessas questões culturais. Contribuições para os Objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91Além de seu enquadramento nas finalidades do Art. 1º, o projeto "A Culpa é da Julieta" também contribui para o cumprimento de vários objetivos estabelecidos no Art. 3º da Lei 8.313/91, como:Inciso I: Promover a formação, o desenvolvimento e a difusão de bens culturais. O projeto tem como um de seus pilares a difusão da dramaturgia latino-americana e o incentivo à criação artística contemporânea, promovendo a inclusão de vozes femininas no cenário cultural brasileiro. A realização de temporadas em diferentes capitais brasileiras e a acessibilidade das apresentações garantem que o projeto atinja um público diverso e em distintas regiões do país, promovendo a ampliação do acesso à cultura.Inciso II: Proteger as expressões culturais e a diversidade étnica e regional. O espetáculo, ao contar com uma equipe criativa diversa e ao abordar a representatividade de corpos e vozes negras e femininas, reforça a valorização das diferentes expressões culturais e sociais presentes na sociedade brasileira. Além disso, o projeto promove debates online que discutem a ocupação dos corpos negros na cena teatral contemporânea, trazendo à tona questões importantes sobre inclusão racial no campo artístico.Inciso III: Universalizar o acesso aos bens e serviços culturais. Com o compromisso de garantir acessibilidade em parte das apresentações por meio de recursos como Libras e audiodescrição, o projeto visa integrar plenamente pessoas com deficiência, democratizando o acesso à experiência teatral. Além disso, parte significativa das apresentações será oferecida a preços acessíveis, permitindo que públicos de baixa renda e com acesso limitado à cultura possam participar.Inciso IV: Estimular o acesso à cultura nas mais diversas regiões do país. Ao realizar temporadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Brasília e Porto Alegre, o projeto amplia o alcance geográfico de sua proposta, garantindo que diferentes públicos em várias regiões do Brasil tenham acesso ao espetáculo. Essa descentralização é fundamental para promover o acesso à cultura em cidades fora do eixo tradicional de produção cultural.Inciso VIII: Garantir a preservação das manifestações culturais de grupos formadores da sociedade brasileira. O projeto destaca-se por incluir discussões sobre representatividade racial e de gênero, valorizando as manifestações culturais de grupos marginalizados. Com a participação de artistas negros e a promoção de debates sobre a ocupação dos corpos negros no teatro, o projeto busca contribuir para a inclusão desses grupos na cena cultural contemporânea. Por que o Mecanismo de Incentivo à Cultura?A realização de um projeto com a dimensão de "A Culpa é da Julieta" depende do uso do Mecanismo de Incentivo à Cultura pela complexidade de sua execução e pelo compromisso com a democratização do acesso à cultura. O projeto prevê temporadas em duas capitais do Brasil, acessibilidade (libras e audiodescrição) em parte das apresentações, atividades formativas e debates com relevância social e cultural. Sem o apoio financeiro proporcionado pelo Mecanismo de Incentivo à Cultura, a realização dessas atividades com qualidade e acessibilidade seria inviável, especialmente considerando o compromisso com o acesso popular.O apoio da iniciativa privada, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, será crucial para cobrir os custos de produção, transporte, remuneração da equipe, acessibilidade e divulgação do espetáculo, garantindo a concretização das metas sociais e culturais estabelecidas pelo projeto. O projeto busca não apenas entreter, mas também educar e provocar reflexões fundamentais sobre o papel da mulher, da acessibilidade e da diversidade no campo artístico, oferecendo à sociedade brasileira uma obra que se compromete com a transformação cultural.
PROPOSTA DE ENCENAÇÃO: “Essa mariposa presa na lâmpada, estão vendo? Está dando voltas ao redor da luz. Ela quer sair. Eu tenho visto ela ali por vários dias seguidos, fazendo a mesma coisa: se chocar contra o cristal uma e outra vez, repetidamente. (...) Olhem pra ela, ela não consegue evitar, mesmo que sua atração a destrua, ela não consegue deixar de fazer a mesma coisa. Eu a vi se manter imóvel por um longo tempo, e depois tentar com todas suas forças chegar até a saída, mas seu sol a prende, a puxa, a convence a deixar-se queimar. Ela até resistiu mais que outras. Vi algumas que se queimaram logo na primeira vez, e que logo foram varridas e jogadas no lixo. Mas ela vem resistindo há uns dias, é a mesma mariposa, eu sei.”Nina, em A Culpa é da Julieta “Sabemos que os feminicídios estão relacionados à construção do gênero, à masculinidade guerreira e possessiva. Mas também estão relacionados com a nossa construção amorosa dependente, numa escala emocional e numa escala material.O amor, obviamente, está sempre no centro da questão. O amor como desafio, como destino, o amor que tudo pode e que é, ao mesmo tempo, impossível. Quanto mais impossível, melhor. Temos Romeu e Julieta de Shakespeare como exemplo, que remonta a alguns séculos e permaneceu no imaginário coletivo europeu como a grande história de amor e que vocês sabem o quanto durou e como termina. Toda essa exaltação do amor como dificuldade, como sacrifício, que dá sentido a tudo está entranhado em nosso imaginário. Combinada com a construção social das mulheres como cuidadoras, que é também uma construção subjetiva, deu origem a um cocktail muito perigoso de confusão entre o amor e a violência, e entre o amor e a aceitação íntima da violência porque o amor pode tudo.”Briggitte Vassallo Uma dona de casa, uma estudante de teatro e uma professora desempregada. Três mulheres em um saguão de teatro. Presas em uma teia invisível. Três mariposas em torno da luz. Talvez mais uma vez elas se queimem. Três mulheres ouvindo atrás da porta. Ouvindo mais uma vez a tão contada história de Romeu e Julieta. Mais uma vez, mais uma história escrita por um homem sobre o amor. Três mulheres presas a essa narrativa. Mas talvez dessa vez nós possamos reescrevê-la. Esses pensamentos me perpassam pensando a encenação para este texto: A Culpa é da Julieta. E eu concordo com Blanche, a culpa é da Julieta mesmo. Bárbara pediu licença e usou personagens escritas por outros para agora nos narrar, e com isso me traz a possibilidade de me escrever a partir da cena, colocando suas palavras no palco. E penso em fazer isso potencializando os pensamentos acima. Colocar 3 mulheres num espaço vazio em volta da luz. Um saguão de teatro não realista, um espaço simbólico, onde possamos ver essas três mulheres, durante seus voos ao redor da luz, se esbararem, abraçarem, se confrontarem; um espaço amplo o suficiente para que suas palavras ecoem, mas delimitado por plateia de todos os lados, uma arena, uma praça pública para discutirmos de forma humorada nossa existência como mulheres e homens enquanto esperamos a chuva passar. CONCEPÇÃO DE CENÁRIOS, FIGURINOS ILUMINAÇÃO E TRILHA SONORA O principal disparador para a construção desse espaço simbólico e de todos os elementos da cena é a obra Ttéia 1C (2002), de Lygia Pape A ideia é partir dessa imagem-provocação para junto com Anne Cerrutti parceira antiga, pensarmos cenário, figurinos e toda a direção de arte do espetáculo. A luz, que será criada por Gabriele Souza, será de fundamental importância para construir o espaço cênico, essa arena de luz que estou propondo. A artista para criar a sonoplastia, ainda será convidada, mas a ideia é que a trilha construa o mundo exterior à cena. Ainda sobre o figurino, quero também friccionar mais uma referência para alimentar a criação: o trabalho de Liliana Maresca. E acrescentar a essa provocação a elementos como o espartilho, a cinta, o sutiã e outras das amarras colocadas sobre nossos corpos de forma “aceitável” socialmente. Mas a ideia é apenas apontar de forma sutil e desconstruir essas amarras em cena. Portanto, a encenação propõe uma montagem minimalista, mas onde todos os elementos se transformam em narrativa ampliando as possibilidades desse texto ecoar na cena.
O projeto "A Culpa é da Julieta" resulta na montagem de um espetáculo teatral contemporâneo, baseado no texto inédito da dramaturga mexicana Bárbara Colio. A proposta é uma releitura crítica e feminista de personagens icônicas do teatro, como Julieta, Nora, Nina e Blanche, contextualizando suas histórias nas questões de gênero e representatividade atuais. A seguir, detalhamos as especificações técnicas que garantem a qualidade artística e a acessibilidade do produto. 1. Produto ArtísticoTítulo: A Culpa é da JulietaDuração do Espetáculo: Aproximadamente 90 minutos.Formato: Teatro, com encenação ao vivo.Número de Apresentações: Total de 45 apresentações, distribuídas em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Brasília e Porto Alegre. 2. Elenco e Equipe TécnicaElenco: Composto por três atrizes, representando uma diversidade de gêneros e etnias, refletindo o compromisso do projeto com a inclusão e a representatividade.Direção: Malú Bazán, reconhecida por sua abordagem inovadora no teatro contemporâneo.Produção: A equipe de produção incluirá profissionais experientes na gestão de projetos culturais, garantindo a eficiência na execução do espetáculo.Equipe Técnica: Composta por iluminadores, sonoplastas, figurinistas e cenógrafos, todos especializados em suas áreas e comprometidos com a qualidade artística da montagem. 3. Cenografia e FigurinosCenário: A proposta cenográfica será inspirada na obra Ttéia 1C de Lygia Pape, com um design minimalista que utiliza luz e movimento como elementos centrais. O cenário será modular e versátil, permitindo diversas configurações para criar uma atmosfera simbólica que representa a luta interna e externa das personagens.Figurinos: Desenvolvidos em colaboração com designers de moda, os figurinos terão como objetivo expressar as amarras sociais impostas às mulheres, utilizando elementos visuais que remetam a ícones femininos e a estética contemporânea. Os figurinos também serão projetados para facilitar a movimentação dos atores em cena. 4. Iluminação e SonorizaçãoIluminação: A iluminação será cuidadosamente planejada para criar atmosferas que dialoguem com a narrativa do espetáculo. A designer de iluminação Gabriele Souza será responsável por desenvolver um projeto que amplifique as emoções e as tensões dramáticas.Sonorização: A trilha sonora será composta por uma artista convidada, e os efeitos sonoros serão integrados ao espetáculo para enriquecer a experiência sensorial do público. O sistema de som será de alta qualidade, assegurando que todos os elementos auditivos sejam claramente percebidos. 5. AcessibilidadeO espetáculo terá um forte compromisso com a acessibilidade, incluindo:Interpretação em Libras: As apresentações acessíveis contarão com a presença de intérpretes de Libras, que garantirão que o público surdo possa acompanhar a narrativa de forma fluida e natural.Audiodescrição: As apresentações com recursos de acessibilidade incluirão audiodescrição, permitindo que o público com deficiência visual compreenda todos os aspectos visuais do espetáculo. 6. Materiais e RecursosMateriais Gráficos: Serão produzidos conteúdos digitais para a divulgação do espetáculo, destacando as informações sobre acessibilidade e as atividades complementares.Registro Audiovisual: O espetáculo será gravado em alta definição, com a edição do material resultante que será disponibilizado na internet, permitindo que um público mais amplo tenha acesso ao conteúdo e às discussões promovidas pela obra.
AcessibilidadeO projeto "A Culpa é da Julieta" se compromete a garantir que o espaço físico e o conteúdo do espetáculo sejam acessíveis a todos os públicos, especialmente às pessoas com deficiência. Serão implementadas medidas de acessibilidade física e de conteúdo, assegurando uma experiência inclusiva para o público. Acessibilidade FísicaPara facilitar a locomoção de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, as apresentações serão realizadas em teatros e espaços culturais que atendam a critérios de acessibilidade, incluindo:Rampas de acesso: proporcionando mobilidade para usuários de cadeiras de rodas e pessoas com dificuldades de locomoção.Banheiros adaptados: os locais contarão com banheiros acessíveis, equipados com barras de apoio e espaço suficiente para facilitar o uso.Guias táteis: sempre que possível, haverá sinalização tátil para ajudar pessoas com deficiência visual a se orientarem e se deslocarem com segurança dentro dos espaços.A equipe do projeto será treinada para oferecer o suporte necessário e garantir que o público com deficiência física possa acessar e desfrutar das apresentações de forma confortável e segura. Acessibilidade de ConteúdoPara assegurar que o conteúdo do espetáculo seja acessível a pessoas com deficiência sensorial, um terço das apresentações contará com recursos de acessibilidade, oferecendo:· Interpretação em Libras: uma apresentação por semana terá intérpretes de Libras, permitindo que o público surdo acompanhe plenamente a narrativa. O uso de Libras será integrado à encenação de forma natural, respeitando a estética do espetáculo.· Audiodescrição: essa mesma apresentação contará com audiodescrição, permitindo que pessoas com deficiência visual compreendam todos os detalhes visuais do espetáculo, como gestos, expressões faciais e movimentações no cenário.Medidas ComplementaresAlém dos recursos principais, o projeto também prevê:· Visitas sensoriais: serão realizadas visitas sensoriais antes das apresentações acessíveis, onde o público com deficiência visual poderá explorar o cenário e figurinos por meio do toque. Essa atividade ajudará a promover uma melhor compreensão do ambiente cênico e da proposta visual do espetáculo. Essas iniciativas reforçam o compromisso do projeto com a inclusão e a democratização do acesso à cultura. O objetivo é que "A Culpa é da Julieta" proporcione uma experiência artística acessível, garantindo que todos possam participar e se envolver com o conteúdo apresentado.
Além da distribuição e comercialização acessíveis, o projeto "A Culpa é da Julieta" também promoverá outras iniciativas que visam ampliar o acesso à cultura, incluindo: Ensaios Abertos:Serão realizados ensaios abertos, onde o público poderá assistir ao processo criativo do espetáculo antes da estreia oficial. Essa ação tem o objetivo de proporcionar uma experiência única, permitindo que os espectadores vejam como a produção se desenvolve e possam interagir com a equipe artística, enriquecendo a relação entre o público e a obra. Oficinas Paralelas:Serão oferecidas oficinas formativas durante a temporada, voltadas a estudantes e interessados nas artes cênicas. As oficinas abordarão temas como a construção de personagens, a interpretação e a encenação, promovendo a formação artística de novos talentos e incentivando a participação ativa na cultura. Gravação e Disponibilização na Internet:O espetáculo será gravado e posteriormente disponibilizado na internet, permitindo que pessoas que não puderem comparecer fisicamente ao teatro tenham a oportunidade de assistir à performance em um momento posterior. Essa ação visa alcançar um público ainda mais amplo, incluindo aqueles em áreas remotas ou que enfrentam dificuldades de locomoção, garantindo que a mensagem e as discussões promovidas pelo espetáculo cheguem a todos. Essas estratégias não apenas atendem às diretrizes da Lei Rouanet e da Instrução Normativa, mas também reforçam o compromisso do projeto "A Culpa é da Julieta" com a inclusão e a promoção da diversidade cultural. Ao democratizar o acesso à arte, o projeto busca criar um ambiente onde todos possam se sentir parte da experiência teatral, promovendo a fruição cultural como um direito de todos os cidadãos.
A Instituição Proponente realizará a Administração do projeto. Ficha Técnica Texto: Barbara Colio Tradução: Solange Tavares de Assis e Malú Bazán Direção: Malú Bazán Atrizes: Thais Lago, Heloísa Cintra e Nicole Cordery Iluminadora: Gabriele Souza Cenários e Figurinos: Anne Cerutti Direção de Produção: Marcelo Chaffim Organizadora do debate com a autora: Solange Tavares de Assis Administração do Projeto: Cordery e Viana Produções Artísticas Ltda. Breves Currículos: MALÚ BAZÁN é diretora, atriz, professora de teatro e tradutora, indicada ao APCA de melhor direção pelo espetáculo Aproximando-se de A Fera Na Selva, em 2018. Criadora do Da Ideia à Cena - Território de Experimentação Cênica para criação, desenvolvimento e pesquisa de Solos Teatrais, projeto que visa fomentar a criação de trabalhos autorais e a troca entre artistas.Nascida na Argentina e criada no Brasil, vem procurando experienciar o diálogo entre culturas dentro do Brasil e com outros países da América Latina através de deslocamentos, da circulação internacional de seus trabalhos e da tradução de textos latino-americanos. Suas três últimas experiências nessa busca, foram a Circulação do monólogo Alice, retrato de mulher que cozinha ao fundo, que estreou em 2015 no SESC Consolação, participando do Circuito Internacional de Teatro organizado pelo INT da Argentina em 2017, realizando apresentações em 6 cidades diferentes da Argentina; Soledad – A Terra é Fogo Sob Nossos Pés, espetáculo concebido durante sua estadia em Recife (2014 e 2015) e que realizou duas circulações através do prêmio FUNCULTURA de Pernambuco, realizando apresentações durante 2018 e 2019 em 4 estados do Brasil ( Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará) e 3 países da América Latina (Paraguai, Uruguai e Cuba); e o acompanhamento do projeto Histórias de Nossa América, do Coletivo Labirinto, auxiliando na pesquisa e tradução de textos de 8 países da América Latina para ciclo de leituras e debates sobre essa dramaturgia e que gerou uma pequena biblioteca digital de livre acesso.HELOÍSA CINTRA - formou-se em jornalismo na PUC, pós graduação na FGV em comunicação digital, e em artes cênicas no Teatro Escola Célia-Helena . Como atriz participou de diversos espetáculos e trabalhou com diretores renomados como Marcelo Lazzaratto, Gabriel Villela, Camila Turim, Hugo Possolo, Elias Andreato, Malu Bazan, Sérgio Ferrara e Francisco Medeiros. Antes da carreira solo, foi atriz integrante da Cia Elevador de Teatro Panorâmico de 2000 até 2008, onde fez 7 espetáculos sob direção de Marcello Lazzaratto. Participou de muitos comerciais de tv e fez participações em longas metragens como “Até que a Sorte Nos Separe” e “O Novelo”.THAIS LAGO natural de Salvador, formou-se em 2014 no NAC- NÚCLEO DE ARTE CÊNICAS, coordenação, Lee Taylor e na Universidade Anhembi Morumbi, Curso Audiovisual completo em 2013. Integrou a cia. Do Tijolo em 2012. Cursou a Oficina Estética da Voz com Eudosia Acuña, a Academia de interpretação – Cinema Televisão com Marcos Vinicius e a Oficina de Teatro grupo triptal. Ministrado por André Garoli em 2011. Em 2010 Participou do Grupo de Estudos do TAPA com Clara Carvalho e Malú Bazán. Em 2009 fez a Oficina de teatro “MAZZAROPIS”, Oficina Vila Velha: TEATRO, Oficina Vila Velha: Dança contemporânea. Em 2008 cursou a Escola Globe de Teatro, Interpretação e expressão e a Oficina de interpretação “A POESIA E A CENA” ministrada Fabiana Vasconcelos Barbosa.Atou na novela Sangue Bom, (Mari), em 2013, na série da TV Cultura Eu quero tem um milhão de amigos, em 2014, na Novela do SBT Cumplices de um resgate. (Flávia) em 2015. Em 2017 participou da série 3% da Netflix, em 2019 da série “Vale dos esquecidos” (Alma), em 2023 da série Desejos da Starplus (Maria) e em 2023 na série da netflix DNA do crime (Mônica). NICOLE CORDERY foi indicada aos prêmios APCA 2015 de Melhor Atriz pela peça Dissecar uma Nevasca, Aplauso Brasil 2015 de Melhor Atriz por Ato a Quatro, Aplauso Brasil 2019 de Melhor Atriz Coadjuvante por Nunca Fomos tão Felizes e Vencedora do 6o. Festival Carioca de Novos Talentos do Rio de Janeiro, como atriz, por Nem Morta. Nasceu em Niterói, se formou na CAL em 1996. Vive em São Paulo desde 2000. Atuou no Grupo Tapa entre 2000 e 2006.GABRIELE SOUZA é Iluminadora, Operadora de Luz e Eletricista de Espetáculos. Trabalha como Designer, técnica e operadora de iluminação, é integrante da Cia da Revista e do Grupo Folias. Estreou seu primeiro desenho de luz em 2017 e desde então assina múltiplos projetos nas linguagens do teatro, dança, performances e shows, em destaque para os coletivos e artistas independentes: Ultravioleta_s, São Paulo Cia de Dança, Leandro Souza e a Banda Fresno. Além da função criativa, têm desenvolvido Oficinas de Iluminação, ministrando aulas para o Programa Jovem Monitor Cultural da Prefeitura de São Paulo, no curso livre de Iluminação do Galpão do Folias e na SP Escola de Teatro como artista convidada e, também, como parte da banca examinadora do curso de Iluminação.ANNE CERUTTI é formada em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, ingressou no Centro De Pesquisas Teatrais (CPT/SESC Consolação) em 2000, coordenando o Núcleo de Criação por 4 anos e participando dos processos criativos deste período, ministrados por Antunes Filho. No CPT fez cenário e figurino de Medeia II e Figurinos e Adereços de O Canto De Gregório recebendo indicação ao Prêmio Shell de Figurino. Segue como Figurinista de montagens teatrais e em cinema, como figurinista de séries e longa metragens. Atualmente possui Acervo de Figurinos para Teatro e Cinema e participa de montagens deteatro e projetos audiovisuais. MARCELO CHAFFIM é um profissional com mais de 15 anos de experiência em Teatro, eventos, musicais, shows, exposições e festivais de música. Atualmente é Diretor de Produção do Projeto Circulação Comemorativa Literatura Acessível (Instituto Incluir) desde maio de 2023 e do Programa Empodera de Igualdade de Gênero (Instituto Incluir) desde abril de 2023. Recentemente, atuou como Coordenador Técnico do espetáculo musical IRON – O Homem da Máscara de Ferro, de junho de 2023 a setembro de 2023. Ele também foi Produtor Técnico da Exposição Digital Imersiva "Monet à Beira D’Água" (Rua 34), realizada em São Paulo de agosto de 2022 a março de 2023 e no Rio de Janeiro de fevereiro de 2022 a junho de 2022. SOLANGE DE ASSIS, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1960. Foi integrante do Centro Acadêmico do Colégio Pedro II, onde descobriu o teatro como a melhor forma de se comunicar. Estudou Arquitetura e Urbanismo na UFRJ (1978 a 1983). Cursou Letras e Literatura na UERJ. Em 1985 obteve Bolsa de Estudo Master em Arquitetura na Espanha. Fez pós-graduação, mestrado e doutorado em Arquitetura. No teatro trabalhou com cenógrafa e diretora de arte.BÁRBARA COLIO (nascida em 1969) é uma dramaturga e diretora teatral mexicana. Nasceu em Mexicali, na Baja California. Estudou engenharia na Universidade Autônoma da Baja California (UABC), onde também iniciou sua carreira teatral, aparecendo pela primeira vez como atriz em 1988. Em 1998, mudou-se para Madri, na Espanha, para estudar com o escritor Jose Sanchis Sinisterra. Em 2000, Colio foi a primeira dramaturga mexicano oficialmente convidado para uma Residência Internacional no Royal Court Theatre em Londres. Colio escreveu mais de 30 peças, incluindo La boca de lobo, Pequeñas certezas, Usted está aquí, El día más violento, Ventana Amarilla, Cuerdas, Instinto, Humedad, Latir. La boca de lobo foi produzida no Festival Cervantino em Guanajuato em 2004.
PROJETO ARQUIVADO.