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O projeto "Casarão Amália Noll - Fase 2 / OBRA" visa dar continuidade ao trabalho realizado nas Fases 1 e 2 (projetos financiados pela LIC RS) e consiste na realização da segunda etapa de OBRAS de restauro do conjunto arquitetônico tombado, na cidade de Feliz que foi fortemente impactada pela enchente.Em junho de 2024, a parte não restauradado casarão (fase 2) sofreu colapso parcial em sua estrutura precária, sendo que imediatamente foram tomadas providências relativas a estabilização da estrutura/ruína restante. Os projetos de restauro estavam em fase de finalização quando do ocorrido, e foram ajustados prevendo a reconstrução da parte colapsada a partir do material de rescaldo e registros do levantamento cadastral.
Obra de restauro da Fase 2 do Casarão Amalia Noll Este é o objeto principal deste projeto cultural, a ser realizado a partir dos projetos arquitetônicos e complementares de intervenção realizados pela equipe Escaiola Arquitetura Rara. O projeto visa devolver à comunidade felizense o patrimônio restaurado, voltando a abrigar a sala de cinema, entre outras atividades culturais (musica, teatro, dança).Como produtos acessórios de divulgação, a equipe visa desenvolver vídeo e fotografias registrando todo o processo de obra, bem como relato detalhado pelas arquitetas que acompanharão a execução, culminando em material impresso (livro) para distribuição nas bibliotecas da cidade de Feliz, faculdades de arquitetura, bilbiotecas e entidades afins do RS. Disponibilização online do conteúdo com livre acesso pela web. Também como produto acessório de divulgação, serão realizadas palestras de educação patrimonial na cidade de Feliz e região (atingida pela enchente) explicando o processo de restauro do Casarão em suas diversas fases. (total de 5 palestras). Demais ações serão definidas pela equipe de marketing, que atuará durante todo o projeto na produção de conteúdo digital e administração de redes sociais.
Localizado ao pé da Serra Gaúcha, em meio à natureza exuberante e servido por rodovias de qualidade, o município de Feliz, Capital Estadual da Cerveja Artesanal (Lei Estadual 14.697/2015), busca (desde 2014) concretizar um projeto determinante para a consolidação do potencial turístico-cultural local: o restauro do sítio histórico Casarão Amália Noll, tombado pelo Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Município, conforme Decreto no 3.177, de 28 de fevereiro de 2014. Construído no final do século XIX por Jacob Ruschel, filho do primeiro imigrante alemão da então localidade de Picada Feliz, o Casarão Amália Noll é um dos prédios mais antigos da cidade e localiza-se na via que originalmente foi rota dos imigrantes italianos em direção ao Campo dos Bugres (atual cidade de Caxias do Sul), nos altos da Serra. A clareira em frente ao imóvel, à beira do rio Caí, era local de pouso dos tropeiros. O trecho viário hoje urbanizado integra a estrada colonial Visconde do Rio Branco, que começava no Porto dos Guimarães, em São Sebastião do Caí, dava acesso à Colônia Caxias até Vacaria, e foi construída entre os anos de 1877 a 1907. As abordagens históricaspermitem afirmar que a Estrada Rio Branco foi feita em duas etapas: a primeira, de São Sebastião do Caí a Caxias do Sul, inaugurada em 1884, e a segunda, de Caxias do Sul a Vacaria, de 1897 a 1903. Na fase da produção colonial, a Estrada Rio Branco era a única via de ligação de transporte com os centros econômicos da época. A existência de vias de comunicação com outros municípios era considerada uma das principais condições para a emancipação das colônias. Um dos elementosmarcantes no percurso da Estrada Rio Branco é a presença de um patrimônio histórico material e imaterial, de cultura germânica no Vale do Caí; de cultura italiana, no trecho de Nova Palmira, pela Estrada do Imigrante, na Terceira Légua, até Ana Rech, em Caxias do Sul; e o trecho de cultura luso-brasileira, de Vila Seca até a Ponte dos Korff, em Criúva. A preservação e a valorização dos elementos culturais da Estrada Rio Branco de forma integrada constitui uma vantagem comparativa e competitiva, uma vez que a diversidade paisagística (vale, montanhas e campos de cima da serra) e a diversidade cultural (hábitos e costumes de três culturas) traduzem-se em potencial para atrativos e produtos turísticos. Na cidade de Feliz, restam poucos exemplares do patrimônio construído à época da imigração, sendo o restauro do Casarão Amália Noll objeto deste projeto. O imóvel foi residência da família Ruschel, entreposto comercial, salão de baile e cinema. Passou por sucessivas gerações da família até ser adquirido pela Prefeitura dos herdeiros de Amália Noll, neta de Jacob Ruschel. Amália Noll passou para o imaginário popular de Feliz como uma mulher arrojada, que trocou casamento e filhos pelo empreendedorismo e pela fotografia, uma de suas paixões. Foi ela quem fundou o salão de baile e posteriormente o cinema, presente na memória afetiva dos moradores da cidade e arredores com idade acima dos 50 anos. Foi o primeiro equipamento cultural do gênero em toda a região. O conjunto do sítio histórico consiste de três blocos, que são edificações de arquitetura eclética, mesclando áreas de enxaimel, pedra bruta, alvenaria de tijolos maciço e colonial português. No jardim, um pé de parreira centenário teria sido a matriz dos parreirais implantados na atual Nova Milano, em Farroupilha por um dos primeiros imigrantes italianos do Rio Grande do Sul. Nesta etapa proposta, será executada a segunda fase das obras de restauro, a qual diz respeito a recomposição dos dois volumes construtivos cujos projetos foram financiados pela LIC-RS. Feliz é destaque em qualidade de vida no Brasil. Em 1998, foi o primeiro colocado no ranking dos municípios brasileiros com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH/ONU). No Censo 2010 do IBGE, foi considerado o município mais alfabetizado do Brasil. Em 2012, destacou-se pelo maior índice de desenvolvimento do Rio Grande do Sul (FGV-SP). A população de 13 mil habitantes é constituída predominantemente por descendentes de imigrantes germânicos (70%), italianos (15%) e de outras origens (15%), como polonesa, portuguesa, suíça e austríaca.Em 2024, o município de Feliz foi fortemente atingido pela enchente do Rio Caí, tendo decretado estado de calamidade. O Casarão Amália Noll foi invadido pelas águas, superando qualquer registro histórico quanto ao nível do Rio, tendo sido fortemente impactado na parte ainda não restaurada. Sua restauração, além do resgate histórico, será regado de simbologia quanto a condição de força e reconstrução do povo gaúcho. Objetivo geral: o restauro da fase 2 do Casarão Amalia Noll, parcialmente destruído pelas fortes chuvas de maio/junho 2024.Objetivos específicos: resgatar/restaurar/reconstruir o patrimonio edificado de Feliz, que traz consigo o saber fazer de diversos povos formadores do RS; resgatar o sentimento de força, pertencimento e de reconstrução do RS; disponibilizar a população um espaço multicultural, além do restabelecimento da sala de cinema.
O projeto porposto visa atender o Art. 1 da Lei 8313/91 no que tange:III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; Alem disso, visa o atendimento aos objetivos constantes no art 3 da Lei 8313/91 III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos;b) conservação e restauração de prédios, monumentos, logradouros, sítios e demais espaços, inclusive naturais, tombados pelos Poderes Públicos;c) restauração de obras de artes e bens móveis e imóveis de reconhecido valor cultural;d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;
Obra: duração 24 mesesMaterial impresso: pelo menos 100 paginas diagramadas entre texto (relato obra) e fotos da obra. Vídeo: pelo menos 20 minutos de material editado Fotografias: divulgadas nas redes sociais
Acessibilidade física da obra de intervenção é garantida conforme projetos anexos.Demais materiais produzidos em divulgação sempre manterão ações que garantem acessibilidade universal (tradução em libras e sinais, audiodescrição, legendas, etc)
Será garantido através do carater publico do equipamento cultural, garantindo acesso gratuito para todos os cidadãos.
Rauber Projetos e Obras (proponente) Atuará como produtor cultural e executor das obras de restauro.Portfolio de obras realizadas em anexo. Coordenação geral da obra de restauro Coordenação das ações de inauguração do empreendimento CURRÍCULOS RESUMIDOS DA EQUIPE PRINCIPAL - https://lattes.cnpq.br/ Juliana Betemps Vaz da SilvaGraduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pelotas (2001). Especialista em Projetos de Arquitetura e Urbanismo em Áreas de Interesse Cultural (2020). Atuou na Coordenação Geral da Secretaria de Planejamento de Carlos Barbosa, 2002, e como Secretária Municipal de Planejamento 2003 ? 2004. Sócia-diretora da empresa Juliana Betemps Arquitetura, na cidade de Carlos Barbosa ? RS (desde 2004). Arquiteta e Urbanista da Prefeitura de São Pedro da Serra (2011 - 2023). Integrante do corpo técnico da Escaiola Arquitetura Rara - grupo de profissionais autônomos que atua na área de preservação, restauro e educação patrimonial (desde 2013) . Presidente da Associação dos Profissionais e Empresas da Construção Civil de Carlos Barbosa (2018-2020), Secretária de Finanças da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (2017-2019 e 2020 - 2022). Consultora em serviços de arquitetura com ênfase ao turismo da Associação de Turismo da Serra Nordeste (Atuaserra - 2015 a 2019). Experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, Planejamento Urbano, Patrimônio Histórico, Projetos de Áreas de Interesse Turístico. Trabalhos de arquitetura de interiores, projetos arquitetônicos residenciais, comerciais e institucionais, projetos de restauração arquitetônica de patrimônio cultural. Cristiane RauberGraduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Feevale (2011). Especializando-se em Patrimônio Arquitetônico e Urbano (2020). Profissional liberal na cidade de Bom Princípio - RS e integrante da equipe Escaiola Arquitetura Rara, desde 2013. Atua como responsável técnica de CARGO E FUNÇÃO pelos serviços de Arquitetura e Urbanismo e outras atividades profissionais, científicas e técnicas na empresa RAUBER PROJETOS, OBRAS E COMERCIO EIRELI na cidade de Bom Princípio - RS. Experiência na área de Projetos de Revitalização e Restauração. Projetos Arquitetônicos Residenciais, Comercias, Institucionais, Projetos de Arquitetura de Interiores, Construção e Administração de obras.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.