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O Solar do Almirante, em Rio Pardo, RS, é um dos últimos exemplares preservados da arquitetura açoriana na cidade. Construído em 1790, o sobrado colonial abrigou importantes figuras históricas, como Alexandrino de Alencar, herói militar e político, Matheus Simões Pires, que foi o construtor e um dos primeiros açorianos da região. OSolar é um patrimônio cultural que precisa de restauração urgente. O projeto de restauro busca preservar suas características originais e resgatar seu valor histórico,do tempo em que foi sede do Museu Barão de Santo Ângelo, que abrigava peças da Revolução Farroupilha e objetos indígenas. No entanto, os altos custos de elaboração de laudos técnicos e arquitetônicos impedem a inclusão na Lei de Incentivo à Cultura para execução da obra de restauração. Assim, estamos propondo recebermos o patrocínio para financiarmos esta etapa de laudos e posteriormente realizaremos uma nova proposta para o obra em si.
O projeto de restauração do Solar do Almirante busca não apenas revitalizar um importante patrimônio histórico de Rio Pardo, mas também promover uma série de atividades educacionais e culturais que envolvem a comunidade local. A seguir, apresentamos um resumo dos principais produtos do projeto, que visam a conscientização sobre a preservação do patrimônio cultural e o fomento ao turismo na região. 1. Palestras em EscolasSerão realizadas palestras em escolas da região, com o objetivo de educar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural e a história do Solar do Almirante. Essas palestras abordarão temas como a história local, a arquitetura colonial, as influências culturais dos Açorianos e a relevância do Solar para a identidade de Rio Pardo. Os alunos serão incentivados a refletir sobre o valor do patrimônio cultural e o papel que cada um pode desempenhar na sua preservação. 2. Visitações ao SolarO projeto incluirá visitas guiadas ao Solar do Almirante, que permitirão ao público conhecer de perto a história e a arquitetura do local. Durante as visitas, serão apresentados elementos do patrimônio material e imaterial da cidade, como objetos históricos e narrativas de moradores. As visitas também oferecerão atividades interativas, como jogos e dinâmicas que incentivam a participação dos visitantes, tornando a experiência mais enriquecedora. O objetivo é conscientizar os participantes sobre a importância da preservação e valorização do patrimônio cultural. 3. Seminários e OficinasSeminários e oficinas sobre temas relacionados à preservação do patrimônio, como técnicas de restauração, a história dos Açorianos e o papel da comunidade na conservação do patrimônio cultural, serão oferecidos ao público. Esses eventos serão conduzidos por especialistas na área e servirão como uma plataforma para discussão e troca de ideias, além de capacitar os participantes a se tornarem agentes de preservação em suas próprias comunidades. Classificação Indicativa EtáriaAs atividades do projeto terão classificação indicativa etária adequada, garantindo que o conteúdo apresentado seja acessível e apropriado para todas as faixas etárias. As palestras em escolas serão adaptadas para diferentes grupos etários, assegurando que os estudantes possam absorver o conhecimento de forma lúdica e educativa. ConclusãoCom essas atividades, o projeto não apenas visa restaurar o Solar do Almirante, mas também promover um movimento de conscientização e valorização do patrimônio cultural entre as novas gerações. Através de palestras, visitas, seminários e oficinas, esperamos cultivar um senso de pertencimento e responsabilidade pela preservação da história local, assegurando que o Solar do Almirante continue a ser um símbolo de identidade cultural e um espaço de aprendizado para todos.
Objetivo GeralPreservar e restaurar o Solar do Almirante, um patrimônio histórico tombado de Rio Pardo, garantindo sua conservação estrutural e cultural, para que possa voltar a abrigar o Museu Barão de Santo Ângelo e manter viva a memória da cidade e do Rio Grande do Sul. O projeto visa devolver o edifício à sua forma original, promovendo o acesso ao patrimônio histórico pela população e futuros visitantes. Objetivos EspecíficosRealizar os laudos técnicos: Elaborar todos os estudos necessários, como laudos arquitetônicos, estruturais e de viabilidade, para garantir a segurança e a preservação do edifício. Conforme a documentação obrigatória da Lei de Incentivo/IPHAN. Elaborar o projeto de restauração arquitetônica: Criar um plano detalhado de restauração, com foco na preservação das características originais do Solar. Promover atividades culturais e educativas: Realizar eventos para sensibilizar a população sobre a importância patrimonial da cidade e do Solar do Almirante. Utilizar os resultados deste edital para ingressarmos futuramente com uma proposta de restauro na Lei de Incentivo Federal e estadual, outros editais, emendas parlamentares e na busca de patrocínio direto em empresas. Com a concretização desta proposta, ao viabilizar futuramente o restauro do Solar do Almirante, nos permitirá receber novamente o valioso acervo do Museu Barão de Santo Ângelo, que precisou ser removido devido às más condições estruturais do prédio. Atualmente, 90% desse acervo histórico encontra-se armazenado em um depósito da Prefeitura, inacessível ao público. Restaurar o Solar e expor novamente essas peças será fundamental para o resgate histórico da cidade, do próprio Solar e das figuras marcantes que habitaram a casa. A reabertura das exposições contribuirá para a revitalização cultural de Rio Pardo, atraindo novos públicos _ tanto moradores quanto turistas _ e reforçando o papel do Solar como um importante ponto de encontro entre a história e a cultura regional. Ao recuperar o acervo, reavivaremos a memória coletiva, promovendo o orgulho e a identidade local, além de fortalecer o turismo histórico, enriquecendo a experiência dos visitantes e ampliando o impacto cultural e educacional do espaço. Retornar de forma plena como exposições, saraus, encontros literários e cursos voltados à comunidade. Garantia a continuidade e o fortalecimento dessas ações, oferecendo um espaço mais adequado, seguro e confortável tanto para os participantes quanto para os organizadores. Com uma infraestrutura renovada, essas atividades poderão se expandir, tornando o Solar um centro cultural ainda mais dinâmico e acessível, capaz de atender a um público maior e diversificado.
A preservação do Solar do Almirante é fundamental para manter vivo um dos mais importantes patrimônios históricos de Rio Pardo, tanto do ponto de vista arquitetônico quanto cultural. O Solar, construído em 1790, não apenas carrega o legado de figuras históricas como Alexandrino de Alencar, mas também abriga um espaço cultural ativo, que, mesmo em condições precárias, promove exposições, saraus, cursos e encontros literários. A restauração do edifício permitirá preservar sua estrutura original e qualificar o espaço para essas atividades culturais, assegurando sua continuidade com mais segurança, conforto e acessibilidade para a comunidade e visitantes. Para financiar este restauro, o uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, conforme a Lei 8.313/91 (Lei Rouanet), é imprescindível. Este projeto se enquadra nos incisos II e III do Art. 1º da Lei, que destacam a preservação de bens de valor histórico e artístico e a promoção da cultura, arte e patrimônio cultural. A restauração do Solar do Almirante alinha-se diretamente com esses objetivos, já que o projeto visa conservar um bem cultural de extrema relevância e garantir seu acesso ao público. Além disso, o projeto atende a vários objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91, como: Incentivar a formação de público e o acesso aos bens e valores culturais, ao revitalizar um espaço de referência histórica e cultural para a comunidade;Proteger e valorizar o patrimônio histórico e artístico nacional, ao preservar um dos poucos exemplares da arquitetura colonial açoriana ainda existentes em Rio Pardo;Apoiar iniciativas culturais que fortaleçam a memória e a identidade local, garantindo que o acervo do Museu Barão de Santo Ângelo, atualmente armazenado devido às condições do prédio, possa retornar ao Solar e ser exposto ao público.A Lei de Incentivo à Cultura permite captar recursos de empresas e pessoas físicas que, ao direcionarem parte de seu imposto de renda, contribuem diretamente para a preservação de um patrimônio cultural de relevância nacional. Sem este mecanismo, seria inviável realizar o restauro, dado o alto custo dos laudos técnicos, projetos arquitetônicos e a própria obra de recuperação. Além de preservar a história, o restauro do Solar do Almirante possibilitará o retorno de atividades culturais e a reexposição do acervo do Museu, fortalecendo o turismo e o engajamento da população com sua história. Dessa forma, o uso da Lei de Incentivo à Cultura é a via mais eficaz e necessária para viabilizar esse projeto, garantindo que Rio Pardo não perca uma de suas joias arquitetônicas e culturais, promovendo o acesso à história e à cultura para gerações atuais e futuras.
Esta iniciativa é uma parceria entre o Piquete Lendas do Sul e a Associação de Amigos do Solar do Almirante - AASA, que juntos desejam unir esforços para a busca da preservação do patrimônio histórico, ambas entidades estão na mancha de calamidade pública do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Piquete Lendas do Sul Ao longo dos anos, o piquete participou ativamente de mais de 10 edições do Acampamento Farroupilha de Porto Alegre, recebendo prêmios em reconhecimento ao seu compromisso com a cultura e à sua dedicação à comunidade. Este trabalho vai além de meras festividades, configurando-se como uma verdadeira vocação familiar. O piquete se dedica a acolher escolas, pessoas em situação de vulnerabilidade social e empresas que apoiam a causa, promovendo a inclusão e a disseminação das tradições gaúchas.Com a pandemia, o piquete precisou se adaptar, deixando temporariamente de participar do Acampamento Farroupilha. No entanto, ele foi reconstruído em sua sede própria, com mais espaço, infraestrutura e acessibilidade, o que permitiu seu funcionamento durante todo o ano. Essa transição manteve o foco constante na promoção da cultura gaúcha, garantindo que o legado e as tradições continuassem vivos. O Piquete Lendas do Sul é uma entidade que vai muito além de um grupo de encontro e celebração. Fundado há mais de uma década, ele se estabeleceu como um ponto de referência na preservação e promoção da cultura gaúcha. A liderança de Gilberto e Graça Espindola, com sua vasta experiência e paixão pela tradição, tem sido crucial para o sucesso e a longevidade do piquete.A atuação do piquete não se limita ao Acampamento Farroupilha. Durante o ano todo, a sede do Piquete Lendas do Sul se transforma em um espaço de acolhimento e aprendizado. Escolas visitam o local para vivenciar e aprender sobre as tradições gaúchas, desde danças típicas até a culinária regional. Além disso, o piquete desenvolve ações voltadas para pessoas em situação de vulnerabilidade social,proporcionando momentos de lazer e integração, e promovendo a cultura como ferramenta de inclusão e transformação social.Empresas que apoiam a causa também encontram no piquete um parceiro para ações de responsabilidade social e cultural, participando de eventos e contribuindo para a manutenção das atividades. Com a nova sede, equipada com melhor infraestrutura e total acessibilidade, o piquete ampliou sua capacidade de receber visitantes e realizar eventos, fortalecendo ainda mais seu papel na comunidade. Sobre a Associação de Amigos do Solar do Almirante - AASA Para evitar que o Solar desapareça, um grupo de pessoas da comunidade ou com laços familiares e afetivos com Rio Pardo decidiram se unir para buscar recursos para o restauro do Solar. Queremos que ele permaneça! Não queremos ruínas onde tão lindo prédio existe agora. Para isso formamos a Associação de Amigos do Solar do Almirante – AASA – CNPJ no 33.695.837/0001-51, bem como o projeto de restauro e sustentabilidade para o Solar. A Associação de Amigos do Solar do Almirante, também designada pela sigla AASA, fundada em 17 de janeiro de 2019, é uma associação de direito privado, sem fins econômicos, com prazo de duração indeterminado e com foro e sede social localizada na Almirante Alexandrino, esquina com a Rua São Francisco, Centro- Rio Pardo./RS, e regendo-se por esse Estatuto Social, pelo Código Civil Brasileiro e pelas deliberações de seus órgãos. Em 2020 a AASA através do CONTRATO Nº 13/2023/SEDEP / PROCESSO SEI Nº 10154.129074/2022-41 do MINISTÉRIO DA GESTÃO E DA INOVAÇÃO EM SERVIÇOS PÚBLICOS obteve a concessão de uso por 20 anos, com a possibilidade de renovação, tendo desde então o apoio da Marinha do Brasil em questões referentes ao solar e a memória do Almirante Alexandrino. Referida associação é constituída de uma Diretoria, formada por: Presidente, Vice Presidente, Secretária, 2a. Secretária, Tesoureira e 2o Tesoureira e Conselho Fiscal, ainda, a ela podendo agregar-se pessoas da comunidade que tenham o mesmo objetivo em qualquer tempo. Foi idealizada por um grupo de pessoas da Comunidade preocupado com a manutenção e conservação do nosso Patrimônio arquitetônico, Histórico e cultural que sofrem o abandono e a deterioração. A Associação neste primeiro momento deu prioridade ao Solar do Almirante Alexandrino, localizado na rua que leva seu nome e que já abrigou por longos anos o Museu histórico, e a Casa Açoriana, pertencendo inicialmente à Marinha do Brasil. O objetivo é restaurar o Solar em etapas, contando com a iniciativa público/privada de forma que possa tornar-se um espaço autossustentável que possa abrigar iniciativas culturais e artísticas. A associação, enquanto luta pelo restauro do Solar do Almirante, tem atuado de maneira proativa para preservar e valorizar o espaço, aproveitando as condições de uso que ainda temos. Por meio de doações e um estudo técnico de restauração, conseguimos realizar a pintura da fachada, que, no entanto, já demonstra a necessidade de novas intervenções. Esse esforço inicial evidencia nosso compromisso contínuo com a preservação do prédio, mesmo diante de desafios estruturais. Além da manutenção física, o Solar se consolidou como um importante centro cultural na cidade, promovido pela associação através de uma variada agenda de eventos, como saraus, exposições, apresentações musicais, shows e espetáculos. Em reconhecimento a esse papel, o Solar foi certificado como Ponto de Cultura - Cultura Viva, uma distinção que reafirma sua importância como espaço de preservação e fomento à cultura local. Essa certificação reforça nossa responsabilidade em garantir que o Solar continue ativo e acessível, abrigando atividades culturais e educativas que beneficiem a comunidade. Um exemplo recente desse esforço foi a contemplação, para novembro de 2024, do Bolsa Retoma Cultural RS do FUNARTE, que permitirá o desenvolvimento e exibição da exposição "Rio Pardo - Ecos da Ancestralidade Negra", celebrando a história e o legado afro-brasileiro na região. Além disso, já foram realizadas inúmeras ações culturais no espaço, atraindo a população e mantendo o Solar vivo, não apenas como um edifício histórico, mas como um centro dinâmico de expressão cultural. Essas ações demonstram que a associação não está apenas focada no restauro físico do prédio, mas também comprometida em transformá-lo, desde já, em um espaço cultural de grande relevância para Rio Pardo. O reconhecimento como Ponto de Cultura e os eventos que promovemos sublinham nossa intenção de torná-lo um patrimônio cultural vivo, que não só preserva a memória da cidade, mas também enriquece a sua vida cultural. Artigo 3º do Estatuto, a Associação “I – Promover o restauro e conservação do Solar do Almirante, imóvel localizado à Rua Almirante Alexandrino, Centro, neste Município de Rio Pardo;a) Apoiar e realizar iniciativas voltadas para o desenvolvimento social, artístico e cultural da comunidade;b) Dotar sua sede social com acervo adequado, e utilização do prédio como espaço cultural, com recursos próprios ou provenientes de doações, subvenções, auxílios, convênios, etc;c) Opinar nas questões que interessam ao patrimônio histórico cultural do referido Solar de forma doutrinária, cultural e técnica;”. Nossas metas 1ª Atualização do Projeto Estrutural; 2ª Projeto no intuito de transformá-lo em espaço público cultural; 3ª Trazer a comunidade rio-pardense para a associação; 4ª Capitalização de verbas por meio das iniciativas público/privada. Isto posto, a AASA, que tem por objetivo, com o consentimento e auxílio deste órgão competente, restaurar o Solar em etapas contando com a iniciativa público/privada de forma que possa tornar-se um espaço autossustentável e abrigar iniciativas culturais e artísticas, requer a Vossa concordância e auxílio para dar sequencia no projeto, este que, urge.
Projeto de Restauração: Adequando-se às características do sítio, onde está implantada sua planta funcional, desenvolve-se em três níveis altimétricos: O Pavimento Térreo, que serviu como ala comercial e de serviços, com área construída de 120,61m2; o Pavimento Intermediário, que abrigava a cozinha doméstica, com área construída de 53,13 m2 e o Pavimento Superior ou Sobrada” onde funcionava a ala residencial, com área construída de 120,61m2. Sendo a sua área construída total, 294,35 m2. Por solicitação do poder público municipal com o apoio de lideranças locais, o prédio foi adquirido pelo Ministério da Marinha em 29 de abril de 1954, e, posteriormente teve seu uso e ocupação transferidos para o Ministério de Educação e Cultura, através do Decreto 1.340, de 31 de agosto de 1962, destinando-se ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Porém, o imóvel só passou para a jurisdição da Diretoria de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional , na data de 28 de julho de 1970 (Conforme Livro de Contratos, nº 01 do Ministério da Fazenda, fls. 20 a 21, segundo F. RioPardense de Macedo, em “O Solar do Almirante”. Co- edição UFRGS - IEL). O imóvel está registrado no Ofício de Registro de Imóveis de Rio Pardo (RS), sob o n.o 11.898, Livro 3AB, fls. 60. Registro anterior n.o 382 a fls. 48 do Livro 3K. Permanecendo sem uso durante décadas, desde a sua aquisição pelo Ministério da Marinha, a edificação sofreu desgastes diversos pela falta de obras e serviços de conservação. Neste período, a comunidade local buscou recursos para sua restauração e revitalização, com a finalidade de instalar no Sobrado, o Museu Municipal Barão de Santo Ângelo (criado pelo Ato Administrativo n.o 14, de 1o de Março de 1940 ) , que funcionava precariamente em imóvel particular. No final da década de 70, o imóvel recebeu intervenções de conservação e restauro, com a finalidade de adequação dos seus espaços para a instalação do Museu Municipal. No ano de 1982, com as obras de restauro concluídas, o prédio passou a abrigar o Museu Municipal Barão de Santo Ângelo, através de sessão firmada entre a Prefeitura Municipal e a extinta Fundação Nacional Pró-Memória. Desde então, e até o ano de 2016, o imóvel abrigou o Museu Municipal, cujas despesas de conservação e manutenção prediais, tarifas públicas, e custeio das atividades institucionais (exposições, acervo, atividades pedagógicas, etc.), bem como, o custeio com funcionários, foram de responsabilidade do poder público municipal de Rio Pardo. Objetivo do Produto: Elaborar um plano detalhado para a restauração do Solar do Almirante, incluindo avaliação técnica, histórico, intervenções necessárias e propostas de acessibilidade.2. Componentes do ProjetoO projeto de restauração será composto por diferentes elementos, cada um com suas especificações e objetivos. 2.1 Levantamento Histórico e EstruturalDescrição: Coleta de dados históricos e arquitetônicos do Solar, incluindo sua construção, modificações ao longo do tempo e relevância cultural.Métodos: Pesquisa em arquivos públicos, entrevistas com historiadores locais e coleta de relatos de moradores.Resultado Esperado: Um documento que sintetiza a história do Solar, contextualizando sua importância para Rio Pardo e o estado do Rio Grande do Sul. 2.2 Laudos TécnicosDescrição: Avaliações detalhadas da estrutura do Solar, considerando fatores como integridade estrutural, estado de conservação dos materiais e possíveis intervenções.Profissionais Envolvidos: Engenheiros civis, arquitetos e restauradores especializados.Resultados Esperados: Laudos que apresentem diagnósticos claros das condições atuais do Solar e recomendações para as intervenções necessárias. 2.3 Projeto de RestauraçãoDescrição: Documento técnico que inclui plantas, cortes, elevações, detalhes construtivos e especificações dos materiais a serem utilizados na futura restauração.Conteúdo:Plantas: Layout atual e proposto, incluindo as áreas a serem restauradas e adaptadas para acessibilidade.Cortes e Elevações: Representações gráficas que mostram a volumetria do edifício e as intervenções propostas.Especificações de Materiais: Descrição dos materiais que serão usados para o restauro, respeitando as características originais e promovendo a durabilidade. 2.4 Projetos Hidráulicos e ElétricosDescrição: Desenvolvimento de projetos hidráulicos e elétricos que garantam a funcionalidade e segurança do Solar.Projetos Hidráulicos:Conteúdo: Sistema de abastecimento de água, esgoto e drenagem, incluindo pontos de captação e a rede de distribuição.Resultados Esperados: Um projeto que atenda às normas de saneamento, garantindo a qualidade da água e a eficiência do sistema de esgoto.Projetos Elétricos:Conteúdo: Planejamento da rede elétrica, incluindo a distribuição de circuitos, pontos de luz, tomadas e dispositivos de segurança.Resultados Esperados: Um projeto que assegure a segurança elétrica, prevenindo sobrecargas e garantindo a eficiência energética. 2.5 Prevenção de IncêndioDescrição: Elaboração de um plano de prevenção e combate a incêndios que atenda às normas de segurança e proteção do patrimônio.Conteúdo:Sistema de Alarme: Proposta para a instalação de alarmes de fumaça e sistemas de detecção de incêndio.Saídas de Emergência: Planejamento de rotas de evacuação e sinalização adequada.Extintores: Localização e tipo de extintores adequados para diferentes classes de incêndio.Resultados Esperados: Um plano que minimize riscos de incêndio e assegure a segurança dos ocupantes e do patrimônio. 2.6 Soluções de AcessibilidadeDescrição: Propostas para garantir que o Solar seja acessível a todas as pessoas, incluindo aquelas com deficiência.Conteúdo:Adequações Físicas: Sugestões para instalação de rampas, banheiros acessíveis e sinalização.Conteúdos Inclusivos: Propostas de atividades e materiais em formatos acessíveis (Braille, audiodescrição, etc.).Resultados Esperados: Um conjunto de diretrizes que asseguram que a futura restauração do Solar atenda aos princípios da acessibilidade. 3. MetodologiaPlanejamento: Definição das etapas e cronograma de trabalho para a elaboração do projeto.Interdisciplinaridade: Colaboração entre profissionais de diversas áreas (historiadores, arquitetos, engenheiros) para garantir uma abordagem holística.Consulta Pública: Realização de encontros com a comunidade local para discutir propostas e coletar sugestões, promovendo o engajamento social. 4. Prazo de EntregaDuração Total do Projeto: 8 meses, conforme detalhado nas etapas do trabalho. 5. Resultados EsperadosDocumento Final: Um projeto técnico completo que apresente todas as informações e diretrizes necessárias para a futura restauração do Solar do Almirante.Engajamento da Comunidade: Aumento da conscientização sobre a importância do patrimônio cultural e a participação ativa da população nas discussões sobre o Solar. 6. Validação do ProdutoAprovação: O projeto será submetido aos órgãos competentes de preservação do patrimônio para validação e recomendações de implementação.Essa especificação técnica detalha os elementos essenciais do projeto de restauração do Solar do Almirante, garantindo uma abordagem abrangente e segura para sua preservação, sem incluir a execução da obra neste momento.
AcessibilidadeO projeto de restauração do Solar do Almirante deverá prioriza a implementação de medidas que assegurem plena acessibilidade física e de conteúdo, promovendo um espaço cultural inclusivo e acessível a todos os públicos, independentemente de suas condições físicas ou sensoriais. Acessibilidade FísicaNo projeto de reforma, serão adotadas diversas melhorias estruturais que facilitarão a locomoção de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. As principais ações devem incluir: Rampas de acesso para garantir a mobilidade por todo o espaço, especialmente nas áreas de entrada e saída do Solar, respeitando as normas de acessibilidade (ABNT NBR 9050);Banheiros acessíveis, adaptados com barras de apoio e espaço adequado para cadeirantes;Instalação de guias táteis para facilitar a orientação e deslocamento de pessoas com deficiência visual;Sinalização acessível em pontos estratégicos do prédio, com mapas e informações em Braille para facilitar a navegação dos visitantes pelo local.Acessibilidade de Conteúdo Além da acessibilidade física, as ações de Educação: Intérpretes de Libras em eventos, palestras e visitas guiadas, possibilitando que pessoas surdas tenham pleno acesso às informações e atividades;Audiodescrição durante as visitas guiadas, para que pessoas com deficiência visual possam compreender o ambiente e o conteúdo exposto;Visitas sensoriais, adaptadas para públicos com diferentes tipos de deficiências, utilizando sons, texturas e narrações para enriquecer a experiência.A implementação dessas soluções garantirá que o Solar do Almirante, além de preservar sua importância histórica e cultural, se torne um exemplo de inclusão e acessibilidade, permitindo que todos os públicos possam usufruir e se beneficiar do espaço em igualdade de condições.
O projeto de restauro e revitalização do Solar do Almirante visa garantir que o acesso ao espaço cultural seja amplo, inclusivo e democrático, atingindo o maior número possível de pessoas, tanto localmente quanto em outras regiões. Para isso, serão adotadas diversas estratégias para distribuir e promover as atividades culturais, além de assegurar a participação de públicos de diferentes perfis. Distribuição e Comercialização dos ProdutosAs atividades realizadas no Solar do Almirante, como exposições, saraus, encontros literários e cursos, serão majoritariamente gratuitas, visando atender a uma parcela ampla da população. Caso ocorra eventos pagos, será adotada uma política de ingressos acessíveis, com a concessão de meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e outros grupos de acordo com a legislação vigente. Também serão distribuídos convites gratuitos para escolas públicas, ONGs e instituições culturais, de forma a incluir públicos de baixa renda e estimular o envolvimento da comunidade com o patrimônio histórico e cultural. Palestras em escolas:Rio Pardo possui um vasto patrimônio arquitetônico, muitas vezes negligenciado, como demonstra o estado precário de seus prédios históricos. A transformação dessa realidade passa pela educação patrimonial, envolvendo toda a sociedade, não apenas os gestores públicos. O Solar do Almirante, a construção mais antiga da cidade (1790), é um exemplo simbólico dessa história. Para promover sua preservação, realizaremos palestras em seis escolas, destacando a importância desse patrimônio para a identidade e cultura local, visando criar uma geração mais consciente e ativa. Oficinas para universitários:Durante o processo de restauro do Solar do Almirante, os estudantes de Arquitetura e Urbanismo da UNISC serão convidados a participar ativamente, acompanhando as etapas do projeto. Eles terão a oportunidade de realizar visitas técnicas ao Solar, supervisionados pelos profissionais responsáveis pela obra, o que permitirá uma imersão prática no universo da preservação e restauro arquitetônico. Essa iniciativa oferece aos graduandos a chance de compreender os desafios reais envolvidos na conservação de patrimônios históricos, complementando sua formação teórica com uma experiência de campo enriquecedora. Além disso, os alunos terão acesso ao projeto finalizado, podendo estudar os métodos, técnicas e soluções aplicadas. Essa vivência proporcionará uma visão aprofundada sobre a importância de preservar edificações históricas, aliando o conhecimento acadêmico à prática profissional, formando futuros arquitetos mais conscientes e capacitados para atuar em projetos de preservação do patrimônio cultural. A iniciativa visa não apenas proporcionar um aprendizado técnico, mas também inspirar uma nova geração de profissionais a valorizar e proteger o patrimônio arquitetônico, garantindo que o legado histórico continue sendo parte integrante da nossa cultura.
O Piquete Lendas do Sul será responsável para formalização do projeto, e prestação de contas.A Associação Amigos do Solar do Almirante, será responsável pela indicação para contratação do escritório de arquitetura para a realização do Projeto de Restauro, assim como fará a administração dos recursos, colaboradores necessários e todo apoio necessário para o desenvolvimento do projeto.Presidente da AASA - Patricia Boeira da Fontoura - Coordenação Geral do Projeto Patricia Boeira da Fontoura é coordenadora e advogada com vasta experiência em liderança e projetos culturais. Foi presidente da Comissão da Mulher Advogada de Rio Pardo (2018-2022), organizando diversos eventos e palestras sobre temas como a Nova Lei da Previdência Social e cotas de gênero. Também atuou como Conselheira e Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (2021-2023). Em 2019, fundou a Associação de Amigos do Solar do Almirante, onde coordenou vários eventos culturais, como exposições, sarau, encontros literários e o Primeiro Carnaval de Marchinhas, promovendo a cultura local e a preservação do patrimônio histórico.____Vera Lúcia Schultze - vice-presidente da Asas - Arquiteta especialista em restauração - Coordenação do Projeto de Restauro FORMAÇÃO ACADÊMICA/TITULAÇÃO1983 -Graduada em Arquitetura e Urbanismo. Universidade do Vale do Rio dos Sinos,1984 Especialização em Restauro Arquitetônico. Universidade do Vale do Rio dos Sinos, UNISINOS,Rio Grande do SulATUAÇÃO PROFISSIONAL:- Projeto Qualificar/RS-UNISCDocente no Módulo de Introdução & Restauração Arquitetônica- Instituto Artec - POACargos ou Funções: Docente no Módulo de Introdução & Restauração Arquitetônica - Prefeitura Municipal de Rio PardoCargos ou funções: Coordenação do DPHARP - Departamento de Patrimônio Histórico e Artístico de Rio Pardo.- Universal Leaf de Tabacos Ltda.Projeto e Acompanhamento de obra do Centro Agronômico - Arquitetura Temática Luso-Brasileira.- Equipe de Pesquisa de Investigação de Patologias/UNISCLevantamento físico e pesquisa de patologias no prédio da Igreja Matriz N. S. do - Rosário de Rio Pardo. - Consultoria ao DPHARP- Depto. de Patrimônio Histórico e Artístico de Rio Pardo, da Prefeitura — Municipal de Rio Pardo, com atuação na regulamentação urbanística do Centro Histórico e nas demaisdemandas relacionadas à gestão do Patrimônio Tangível Imóvel do município.- Prefeitura Municipal de Santa Cruz do SulLevantamento e identificação dos imóveis de interesse cultural do Centro Histérico do município, com vistas a elaboração do Inventário do Patrimônio Cultural Tangível do município de Santa Cruz do Sul. - Secretaria de Planejamento e Coordenação — CIPUR, da Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul.- Proprietária de Escritório de ArquiteturaAutoria e coordenação de projetos e obras de arquitetura nas áreas de construção e restauração/revitalização.Participando nas equipes de Projetos para Intervenção de Restauro na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário e Capela de São Francisco de Assis, de Rio Pardo; Teatro Prezervodovsky de Itaqui; Centro Regional de Cultura, Rio Pardo: Casa Textor, Santa Cruz do Sul; Casa Raupp. Rio Pardo, Casa Benozatti Gazzone, Rio Pardo; Casa Borges, Rio Pardo; Casa Borba, Rio Pardo; Sede da Fazenda Gavido, Rio Pardo Consultorias a pessoas físicas e jurídicas nas áreas de preservação e restauração arquitetônica. Palestras e conferências as instituições de ensino e pesquisa, em Fóruns e Seminários de estudos relacionados à proteção do patrimônio cultural tangível. Publicações de artigos em jornais e revistas. ___ RONALDO WINK - Arquiteto responsável pelo gerenciamento executivo do Projeto de RestauroARQUITETO — CAU/RS A 17 891-8» GRADUAÇÃO ARQUITETURA E URBANISMO: UNIRITER — PORTO ALEGRE - 1990.= MESTRADO em Desenvolvimento Regional - UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL-2000. ESPECIALIZAÇÃO em qualidade do ambiente construído: projeto, estratégias eMétodos - 2022 (em andamento). UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL.EXPERIENCIA PROFISSIONALRONALDO WINK ARQUITETURA (1990 até a atualidade)= Desenvolvimento de vários projetos residenciais, comerciais e institucionais.= Concursos públicos de projetos (todos classificados em 12 lugar):- Ginásio Poliesportivo de Santa Cruz do Sul (1992).- Sede social do Santa Cruz Tênis Clube (1994)- Centro Cultural de Santa Cruz do Sul (1995)- Monumento Pira da Pátria de santa Cruz do Sul {1998)PROJETOS DE RESTAURORESIDÊNCIA FRANTZ (1886)Projeto de restauração de prédio para ocupação comercial - farmácia nova.ano: 1998local: Santa Cruz do Sul -RSCATEDRAL SÃO JOÃO BATISTA (1928/1978)Assessoria técnicaano: 2004/2008local: Santa Cruz do Sul - RSCONJUNTO COLONIAL WINK (1890/1910/1940)Projeto de restauração e execuçãoano: 2003/2006local: Linha Rio grande — Sinimbu - RSCASA DAS ARTES REGINA SIMONIS (1922)Projeto de restauração conjunto escultórico da fachadaano: 2007local: Santa Cruz do Sul -RSIGREJA DE SANTO INÁCIO DE LOYOLLA (DÉCADA DE 1950)Projeto de restauraçãoano: 2010local: Lajeado — RSCASA DAS ARTES REGINA SIMONIS (1922)Projeto de restauração e readequação de uso (coordenação da equipe técnica)ano: 2012 a 2014local: Santa Cruz do Sul -RS
PROJETO ARQUIVADO.