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Entre 2024/2025 celebramos o centenário de Luiz Sacilotto [1924-2003], nascido em Santo André, é personagem central, fundador e fundamental da arte concreta, da abstração geométrica e da op arte no Brasil. O projeto IN SITU consiste no desenvolvimento, produção, doação e implantação de esculturas do artista Luiz Sacilotto em espaços públicos nas cidades de São Caetano do Sul e São Paulo, em parcerias com instituições museológicas, acadêmicas e centros culturais. A primeira fase da operação se desenvolverá entre janeiro e dezembro de 2025, dentro do arco temporal de celebração do centenário de Sacilotto e a segunda, será apresentada e desenvolvida até dezembro de 2026. O projeto IN SITU aqui apresentado, destaca seu interesse pelo espaço público, patrimônio, arquitetura e a cidade, mas também abre o debate sobre a atualidade e a ressonância da obra de Sacilotto na arte contemporânea.
Sinópse Suas primeiras esculturas concretas — frequentemente pintadas de preto, branco fosco e/ou monocromático — surgem em meados dos anos 1950 e consistem em lâminas de alumínio cortadas em faixas semelhantes àquelas de Ritmos sucessivos, metade das quais seria dobrada de modo a formar espaços positivos e negativos que se alternam. O artista utiliza fendas e incisões no ferro para permitir a entrada da luz, em igualdade de medida entre cheios e vazios, dando ritmo à obra com intervalos regulares que intercalam cores e linhas, com base em regras de simetria. Em Concreção 5730 (1957), por exemplo; trabalha sobre um quadrado de alumínio: por meio de recortes e dobraduras, este procedimento assegura que a escultura de Sacilotto não tenha interior ou exterior, tampouco frente ou verso, o que destaca seu propósito estrutural e cria um apoio para que a peça se torne autoportante, sem a necessidade da base. Adota método similar de corte e dobra, em Concreção 5942 (1959), que alterna cheios e vazios para criar vários planos. A partir de 1954, Sacilotto começa a dar às pinturas, relevos e esculturas o título de Concreção e as enumera pelo ano e sequência de execução. Em 2000, a prefeitura de Santo André, instalou na principal via comercial da cidade, pavimentada com lajotas que reproduzem suas obras, a escultura Concreção 0005 e, na praça do IV Centenário a escultura Concreção 0011, atualmente integra o acervo da Casa do Olhar. A Grande São Paulo é uma das maiores conurbações mundo, mas não cultiva sua memória, fazendo da transformação permanente a sua identidade, sua condição de existência, por isso esse projeto é um convite para ativar os espaços públicos e privados, seja introduzindo mudanças que ajudem a perceber de maneira renovada a topografia, a paisagem, ou dando centralidade a temas como: patrimônio, memória, imagem, arquitetura, antropologia urbana e história. TERRITÓRIOS DE IMPLANTAÇÃOAs cidades do ABC Paulista e a mancha urbana da Capital guarda características singulares de aspectos construído à muitas vidas e culturas, entender a complexidade desses territórios é estar em contato permanente com a história e particularidade de cada uma dessas cidades. O conjunto de traços e tramas étnicas, econômicas, socioculturais, arquitetônicas e de hábitos que organizam a fascinante antropologia urbana da Grande São Paulo, situam os lugares escolhidos para implantação das esculturas como principais intermediários entre a cidade e o indivíduo. Nessa equação poética, a democratização do acesso à arte é um elemento de forte contorno narrativo, não só porque as esculturas atravessam o vocabulário estilístico do sistema tradicional de arte, mas também porque com as implantações IN SITU o público terá a oportunidade de desfrutar de uma experiência artística que ressignifica o cotidiano, cria caminhos expandidos e permite que cada um desenvolva sua própria narrativa lúdica. Fundação Pró-Memória de São Caetano do SulAtualmente, sua estrutura é formada pelo Museu Histórico Municipal, pelo Centro de Documentação Histórica e pela Pinacoteca Municipal. Em diversos espaços expositivos, como no Salão de Exposições, localizado no Espaço Verde Chico Mendes, no Espaço Cultural - Casa de Vidro e no Espaço do Forno, são realizadas exposições que divulgam o acervo iconográfico e documental da instituição. Na Casa de Vidro, a Fundação Pró-Memória instalou o Ateliê Pedagógico, para experimentações com gravura, desenho e outras técnicas, assim como para atividades integrantes das visitas monitoradas à Pinacoteca. Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São PauloInstalado em um complexo arquitetônico criado nos anos 1950 pelo arquiteto Oscar Niemeyer e equipe, o MAC USP possui um acervo de cerca de 10 mil obras, entre pinturas, gravuras, tridimensionais, fotografias, arte conceitual, objetos e instalações. É considerado um centro de referência de arte moderna e contemporânea, brasileira e internacional, mantendo à disposição de estudantes, especialistas e do público em geral uma biblioteca e um importante arquivo documental. Para fortalecer essa vocação, IN SITU vai promover em parceria com as instituições apoiadoras, um conjunto de atividades, incluindo visitas guiadas com eixos temáticos que aprofundam os diálogos e as reflexões entre artistas, público, comunidade, gestores e instituições culturais, a fim de considerar questões vinculadas a alienação do homem e sua consciência sobre a cidade hoje. Convidamos todos a refletir sobre a inexorável questão do complexo Arte, Espaço e Esfera Pública e a construção das cidades.
IN SITU é um projeto de arte pública concebido pelo historiador de arte e pesquisador, Reinaldo Botelho e integra as ações a partir e em torno do centenário do artista Luiz Sacilotto (1924-2003), que será realizado no arco temporal que compreende os anos de 2025/2026. O projeto IN SITU consiste na produção, doação e implantação de duas esculturas do artista Luiz Sacilotto em espaços públicos nas cidades de São Caetano do Sul e São Paulo, durante o ano de 2025, como parte das ações do centenário do artista. Após a conclução da dessa primeira etapa o projeto será ampliado para outras localidades e instituições.A iniciativa amplia o acesso à arte, promove a democratização e a circulação cultural dos bens públicos. Também difunde a obra de Luiz Sacilotto, que é tão relevante para os estilos, escolas e movimentos artísticos da arte contemporânea, no Brasil e no exterior. Objetivo principal: Produzir, doar e implantar duas esculturas em aço para as instituições museológicas: Fundação Pró-Memória em São Caetano do Sul e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC USP. É legítimo destacar outros dois objetivos para nossa iniciativa: 1. A doação de esculturas de relevante valor artístico, histórico e humanístico, enriquece, fortalece os acervos museológicos dessas instituições públicas;2. Difundir a obra de Luiz Sacilotto e sua contribuição para o pensamento, criação e desenvolvimento das artes visuais a partir da metade do anos 1950 do século XX, deste modo atualizando e promovendo novos estudos e reflexões sobre arte contemporânea. Também é possível mensurar e qualificar um vasto conjunto de ações realizados em parceiria com as instituições museológicas e apoiadores que nos ajudarão impulsionar e aprimorar as metas deste projeto, democratizando e ampliando a quantidade de público. 1. visitas guiadas sobre arte, patrimônio e espaço público conectando artistas, comunidade e gestores de instituições culturais, fortalecendo a relação dos museus com seu entorno e a cidade;2. plano de acessibilidade e inclusão para portadores de limitação motora, deficientes visuais, auditivos e pessoas surdas;3. democratização de acesso com gratuidade a todos os eventos, atividades, ações, materiais e produtos gerados;4. descentralização, parte do projeto será realizado fora da capital, na região do ABC paulista. Para fortalecer essa vocação, IN SITU convida todos a refletir sobre a inexorável questão do complexo Arte, Espaço e Esfera Pública e a construção das cidades. 5. público estimadoPor tratar-se de arte pública, as esculturas estarão expostas em vias de circulação comum, podendo alcançar centenas de milhares e até milhões de visitantes, que ao transitarem no entorno poderão acessar e usufruir das obras instaladas nas praças das instituições.
CentenárioPara além da efeméride, o centenário do artista Luiz Sacilotto [1924-2003] é uma oportunidade de examinar um dos movimentos e períodos mais profícuos e criativos das artes visuais no Brasil: o concretismo e suas ressonâncias na arte contemporânea. Portanto, a arte produzida por Sacilotto está em evidência com uma série de celebrações, mostras e publicações. Nesse contexto, a conjuntura se confirma como oportuna para destacar e promover a escultura brasileira, a arte pública e o fortalecimento dos acervos de museus e instituições culturais públicas, que na maioria dos casos não possuem recursos financeiros para novas aquisições.O projeto IN SITU vai produzir e doar duas esculturas do artista para instituições museológicas locais: Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul, na região do ABC Paulista, onde Sacilotto viveu e trabalhou e o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC USP. Art 1º II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; Art 3º - inciso III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; Relevância artística e históricaAdemais, suas pesquisas sobre arte e espacialidade, dinâmicas urbanas, narrativas e práticas sociais nas cidades, confluem com a relevância artística e estética, a fricção entre identidade e memória, assim como o diálogo entre as diferentes linguagens: escultura, instalações e arquitetura _ essa interação permite criar um campo ampliado de discussões cruzadas entre múltiplas áreas do pensamento contemporâneo, passando pelo debate sobre arte, espaço, patrimônio e esfera pública. Sacilotto foi signatário da abstração como um procedimento de análise, que pesquisa e reconhece o suporte com um novo espaço absoluto, autônomo, que se constrói não mais como representação e faz do espaço da tela, da estrutura, o espaço em si mesmo. Em seus trabalhos, o artista compõe e organiza o plano com linhas, pontos, cores, formas e explora a ideia de movimento, concentração ou expansão, conceitos que são abstratos, mas que alcançam o status de concretos por meio dos materiais utilizados. Atento às coincidências dos problemas matemáticos, a organização do espaço e a composição, radicaliza a síntese e usa a serialização e a repetição dos mesmos signos geométricos, criando uma ambivalência perspectiva-espacial que se abre para movimentos óptico-cinéticos. Art 1º VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Art 3º b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;Dimensão cidadãTrabalhava com materiais comuns — ferro, esmalte, alumínio, latão e madeira —, que podem ser utilizados tanto na produção industrial como na artística artesanal, viveu numa cidade operária, foi aluno da Escola Profissional Masculina no Brás, desenhista em escritório de arquitetura e teve uma serralheria. Entendia a relação entre arte e indústria, e que a reprodutibilidade na arte e o fim do objeto único poderiam alcançar um número maior de pessoas, coerente, criou e desenvolveu um conjunto de obras públicas e institucionais, criou um espaço de arte com outros artistas e deu aulas em equipamentos culturais do ABC paulista. ProtagonismoAté o início do século 20 a matéria da escultura havia sido volume e massa. Com Sacilotto e outros artistas brasileiros como Amilcar de Castro, Franz Weissmann e Waldemar Cordeiro, entre outros, a massa se evapora deixando em seu lugar o espaço vazio. Essa ruptura implicava o abandono da figura e consequentemente de toda a linguagem pictórica e escultórica do passado. No âmbito da escultura, Sacilotto é um dos pioneiros no Brasil, e ao desdobrar o plano no espaço, Sacilotto situa-se no centro da discussão escultórica moderna. A placa muda de forma — quadrada, circular, paralelogramo —, altera a proporção, troca de espessura, mas como efeito do mesmo recurso expressivo, o corte e a dobra é a permuta do volume pelo plano, da massa pela superfície.Art 1º IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;Suas primeiras esculturas concretas — frequentemente pintadas de preto, branco fosco e/ou monocromático — surgem em meados dos anos 1950 e consistem em lâminas de alumínio cortadas em faixas semelhantes àquelas de Ritmos sucessivos, metade das quais seria dobrada de modo a formar espaços positivos e negativos que se alternam. O artista utiliza fendas e incisões no ferro para permitir a entrada da luz, em igualdade de medida entre cheios e vazios, dando ritmo à obra com intervalos regulares que intercalam cores e linhas, com base em regras de simetria. Art 1º - I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;IN SITU convida o público a um diálogo numa região caracterizada por mudanças estruturais e operações na paisagem e no design urbano, abre caminhos de pensamento e espaços para experiências pessoais onde as referências à história da arquitetura são parte do projeto para a compreensão da arte. AcessibilidadeAcesso para deficientes físicos: Criação ou adaptação de espaço com rampas, corrimãos e barras para idosos ou portadores de limitação motora, de acordo com as normas da lei Audiodescrição: narração, em língua portuguesa, com acesso por meio de código de barras, site e redes sociais do projeto, contendo descrições de sons, elementos visuais e informações adicionais que sejam relevantes para possibilitar a melhor compreensão da obraLíngua Brasileira de Sinais — LIBRAS: forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil Braille — Sistema é formado por caracteres em relevo que permitem o entendimento por meio do tato. Os materiais de divulgação do projeto IN SITU conterá informações sobre as medidas de acessibilidade adotadas e orientações de como usá-las, informando os dias e horário das sessões e agendamentos visitas guiadas e comentadas, garantindo desse modo igualdade de participação a todos, além de ampliar a participação do público Educativo A ação educativa de IN SITU é um pilar fundamental do projeto e visa o alcance dos mais variados tipos de público. A ação educativa será elaborada a fim de pensar programas como: visitas agendadas; oficinas; encontros de professores e público em geral; produção de um conteúdo educativo, a ser distribuído gratuitamente. DEMOCRATIZAÇÃO DE ACESSOArt 3º IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; IN SITU é um projeto de arte pública, com esculturas implantadas em áreas abertas, de circulação e livre acesso a todos, portanto totalmente gratuito. Serão disponibilizados atendimentos especiais e gratuitos às escolas, organizações não governamentais, grupos de 3ª idade, minorias e portadores de necessidades especiais O conteúdo e produtos gerados estarão disponíveis para consulta e download no website e nas redes sociais das instituições participantes
Em 2024 celebramos o centenário de Luiz Sacilotto (1924-2003), nascido em Santo André, é personagem central, fundador e fundamental da arte concreta, da abstração geométrica e da op arte no Brasil. Signatário da abstração como um procedimento de análise, que pesquisa e reconhece o suporte com um novo espaço absoluto, autônomo, que se constrói não mais como representação e faz do espaço da tela, da estrutura, o espaço em si mesmo. Em seus trabalhos, Sacilotto compõe e organiza o plano com linhas, pontos, cores, formas e explora a ideia de movimento, concentração ou expansão, conceitos que são abstratos, mas que alcançam o status de concretos por meio dos materiais utilizados. Atento às coincidências dos problemas matemáticos, a organização do espaço e a composição, radicaliza a síntese e usa a serialização e a repetição dos mesmos signos geométricos, criando uma ambivalência perspectiva-espacial que se abre para movimentos óptico-cinéticos. Trabalhava com materiais comuns — ferro, esmalte, alumínio, latão e madeira —, que podem ser utilizados tanto na produção industrial com na artística artesanal, viveu numa cidade operária, foi aluno da Escola Profissional Masculina no Brás, desenhista em escritório de arquitetura e teve uma serralheria. Entendia a relação entre arte e indústria, e que a reprodutibilidade na arte e o fim do objeto único poderiam alcançar um número maior de pessoas, coerente, criou e desenvolveu um conjunto de obras públicas e institucionais, criou um espaço de arte com outros artistas e deu aulas em equipamentos culturais do ABC paulista. Sacilotto se interessava por múltiplas disciplinas, leu títulos sobre música, pedagogia, física, eletrônica, robótica, psicologia, fenomenologia, matemática, arquitetura, sociologia, poesia, literatura e arte. O projeto IN SITU aqui apresentado, destaca seu interesse pelo espaço público, arquitetura e a cidade, mas também abre o debate sobre a atualidade e a ressonância da obra de Sacilotto na arte contemporânea.
EsculturasOs projetos executivos de cada peça, com suas dimensões, quantidade de aço e tinta, forma de engaste no local de implantação e outros detalhamentos serão realizados de acordo com cada local especificamente, levando em conta o projeto arquitetônico, o paisagismo e a escala da escultura escolhida para ser implantada, daí o título do projeto: IN SITU As esculturas de Luiz Sacilotto possuem uma escala muito favorável e estabelece singular e intensa conversa com a arquitetura, paisagismo e urbanismo. O corte nas peças revela uma intenção marcante, tornando visíveis novas formas tridimensionais nos espaços vazios, que se alteram à medida que o espectador circula as obras interagindo com o espaço, enquanto suas cores destacam ou suavizam a geometria, sugerindo novas configurações. Com efeito, o projeto se propõe a transmitir a dissolução das obras na própria estrutura/bairro/lugar, de modo que o participador perca o discernimento entre obra e ambiente, promovendo de forma clara a percepção de um espaço não idealizado para exposições, como em instituições tradicionais. Neste projeto, a capacidade que os trabalhos implantados IN SITU têm de se comunicar uns com os outros cria uma potência conceitual — a ênfase no objeto sempre se contrapõe de modo inteligente ao entendimento do lugar —, portanto não se trata apenas de uma exposição, mas de criar novos desenhos que abriguem, amparem e expressam hábitos urbanos contemporâneos. Construir uma situação, isto é, estabelecer uma relação dialógica e dialética entre o objeto novo e o lugar existente, problematizando o sítio ao lhe dar maior visibilidade — sobretudo no caso das cidades da região do ABC Paulista, onde o partido é muito mais complexo do que aparenta —, portanto não se trata, como pode parecer num primeiro olhar, apenas de um choque, mas de uma profunda consideração das questões urbanas, num nível que estamos pouco acostumados a ver. OficinasAs oficinas serão oferecidas por arte educadores em parceria com o núcleo educativo das das instituições museológicas que receberão a doação das esculturas em atividades abertas e gratuitas ao público.Catálogo digitalO catálogo digital será um material com textos do curador, textos instituicionais, fotografias das esculturas produzidas, programa educativo e conteúdos oferecidos nas oficinas, créditos dos profissionais envolvidos e logomarcas relacionadas ao projeto. Vídeos registrosOs vídeos terão duração de 3 minutos cada, e serão essencialmente videos registros editados que apoiarão a divulgação do projeto e também servirá como material documental do processo.
IN SITU convida o público a um diálogo numa região caracterizada por mudanças estruturais e operações na paisagem e no design urbano, abre caminhos de pensamento e espaços para experiências pessoais onde as referências à história da arquitetura são parte do projeto para a compreensão da arte. Acessibilidade Acesso para deficientes físicos: Criação ou adaptação de espaço com rampas, corrimãos e barras para idosos ou portadores de limitação motora, de acordo com as normas da leiAudiodescrição: narração, em língua portuguesa, com acesso por meio de código de barras, site e redes sociais do projeto, contendo descrições de sons e elementos visuais e quaisquer informações adicionais que sejam relevantes para possibilitar a melhor compreensão da obraLíngua Brasileira de Sinais — LIBRAS: forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do BrasilBraille — Sistema é formado por caracteres em relevo que permitem o entendimento por meio do tato.Em todo material de divulgação do projeto IN SITU conterá informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade adotadas, informando os dias e horário das sessões, garantindo desse modo igualdade de participação a todos, além de maior quantidade de público
Democratização de acesso IN SITU é um projeto de arte pública, com esculturas implantadas em áreas abertas e de livre acesso a todos, portanto totalmente gratuitoO projeto prevê ações em duas cidades, São Caetano na região do grande ABC e São Paulo (capital), todas vinculadas a instituições (Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul e Museu de Arte Contemporânea - MAC USP) e seus espaços públicos, caracterizando a descentralização e a gratuidade como pilares da iniciativa.Serão disponibilizados atendimentos especiais e gratuitos às escolas, organizações não governamentais, grupos de 3ª idade e ONGs ligadas a minorias e portadores de necessidades especiaisO conteúdo e produtos gerados estarão disponíveis para visitação e consulta no website do projeto e nas redes sociaisReforçamos que o principal objetivo do projeto é a difusão e democratização dos bens e produtos culturais EducativoA ação educativa de IN SITU é um pilar fundamental do projeto e busca a ampliação de seu território, visando ao alcance e ao acolhimento dos mais variados tipos de público, atendendo à especificidade de cada um. A ação educativa será elaborada junto com a curadoria artística, a fim de pensar programas como: visitas agendadas; oficinas; encontros de professores, educadores sociais, jornalistas e público em geral; cursos de formação; e produção de um material educativo, a ser distribuído gratuitamente para profissionais da área, possibilitando o trabalho posterior à mostra. Os educadores terão autonomia para pesquisar e propor maneiras de atuar e articular conteúdos com e junto ao público, fazendo deste departamento um lugar híbrido e múltiplo.
REINALDO BOTELHOCoordenador Geral e Curador Curador, gestor, editor e pesquisador na área de estética e história da arte. Formou-se em Comunicação Social pela Universidade Anhembi Morumbi. Entre 2016 e 2017, atuou como pesquisador visitante no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte, PGEHA-USP. Em 2023 cursou a disciplina: Leituras Interdisciplinares em Antropologia, Arqueologia e História no Museu de Arqueologia e Etnologia, MAE-USP. Há 24 anos atua na área de artes visuais, com pesquisas a partir das linhas: espaço, arquitetura e o campo ampliado na arte. Nesse período concebeu e organizou mostras, seminários e programas públicos para diversas instituições, como: Urbe_Mostra de Arte Pública, edições 2016 e 2018, Centenário Lina Bo Bardi [Instituto Lina e P.M Bardi], 2014. Desde 2018 é diretor artístico e curador da Casa do Olhar Luiz Sacilotto e do Instituto Urbe de Arte Pública. Atualmente coordena o projeto SCLTT100 iniciativa que dá unidade às ações do Centenário do artista Luiz Sacilotto, pioneiro da arte concreta no Brasil, assinando a curadoria das exposições: Sacilotto em Movimento [abril/junho 2024, Casa do Olhar], Sacilotto BioGráfico que acontecerá entre os meses de Janeiro e julho de 2025, no Sesc Santo André. É organizador e autor do livro O Visível e o Invisível na Arquitetura Brasileira, DBA, 2017 e da Coleção Moda Brasileira I e II, CosacNaify 2008, onde foi editor por 8 anos. Assinou a curadoria da Mostra de Videoarte e do Ciclo de Conversas: Crítica de Arte, SPArte, 2005. Ofereceu consultoria para a Secretária do Audiovisual - gestão Newton Cannito, SAv-MinC, 2010 cursos e seminários 2022_Arte urgente e insurreições estéticas: Arthur Danto e Jacques Rancière- fflch_usp 2022_Arquivos na pesquisa: modos de usar- fflch_usp 2021_ Educação patrimonial – Centro de Preservação Cultural - fflch_usp 2020_ V Encontro de Pesquisas em História da Arte – epha_unifesp. 2019_ Preservação do Patrimônio Cultural no Brasil: Conceitos, políticas públicas, estratégias - museu paulista da usp. 2019_ XIV EHA - Encontro de História da Arte - Instituto De Filosofia e Ciências Humanas, ifch-unicamp. 2018_ Henri Lefebvre e a utopia do Direito à Cidade – Instituto de Estudos Avançados - iea-usp. 2017_ Seminário Hélio Oiticica – Instituto de Estudos Avançados_ iea-usp + eca-usp + each-usp. 2017_ Curso Patrimônio Cultural Imaterial, Interfaces e Novas Mídias – Centro de Preservação Cultural_usp . 2017_ 2º Encontro de Teoria Crítica e Filosofia Política – fflch_usp. 2017_ III Colóquio Cidades: experimentações e criatividade política – centro universitário maria antonia _usp. 2017_ Fórum Direito à Cidade – Desafios para uma Agenda Metropolitana - Fórum Pensamento Estratégico unicamp 2015_ Seminário Internacional: Tempo Livre na Cidade – escola da cidade. 2015_ Seminário Internacional: Cidades Rebeldes – sesc e editora boi tempo. prêmios_ 2019_ Prêmio ABCA como curador do Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto2003_Prêmio Jabuti de melhor projeto + produção editorial pelos livros Alexandre Herchcovitch e Farnese de Andrade ERICA FERRARICoordenadora Erica Ferrari é artista visual e pesquisadora. Possui doutorado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, mestrado e graduação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Artista com produção voltada à escultura e instalação, participou de exposições no Brasil, Estados Unidos e diversos países da Europa, com uma extensa e premiada atividade. Trabalhou também em instituições públicas e privadas como professora assistente; com organização e produção de oficinas e exposições; com organização, banco de dados e conservação de acervos; como designer gráfica e gestora de mídia social. FELIPE BRAITProdutor Executivo Desde 2001 trabalha com intervenções urbanas e projetos de investigação e ações sobre o espaço público. Ligado a produção em trabalhos coletivos, desenvolve pesquisas e projetos relacionados a mídias, políticas de subjetividade e processos colaborativos. É idealizador e diretor da PROTOLAB Cultural. Foi fundador dos coletivos Radioatividade e EIA (Experiência Imersiva Ambiental) e é membro da Frente 3 de Fevereiro. Como curador, destacam-se seus projetos CANVAS Audiovisuais (plataforma de arte e tecnologia iniciada em 2010), URBE_Mostra de arte pública (2012, 2016 e 2018) e a cartografia coletiva Ecossistema Tropical 2.0.www.urbe.org.br KARINA MACHADO Diretora de Produção Artista com um corpo de estudos e criações que permeia múltiplas expressões nas artes cênicas, visuais e nas linguagens textuais. Expôs trabalhos em diversos países, como Alemanha, Brasil, Itália e Suíça. Assinou o desenho de dezenas de exposições de arte e de design contemporâneo, assim como projetos cenográficos para obras coreográficas e óperas. Criou coleções de jóias e acessórios para o corpo. É a idealizadora do estúdio de criação Palavrapalco (@palavrapalco), fundado em 2020 com o propósito de transformar qualquer espaço, físico ou virtual, em um palco de confluência e conexões entre espectadores e criações, sejam elas artísticas, literárias ou do design. Os trabalhos realizados pelo estúdio Palavrapalco incluem pesquisa, concepção, produção e montagem de espetáculos, exposições e instalações. É fundadora e vice-presidente da Associação Grafias da Cena Brasil (@grafiasdacenabrasil), que reúne profissionais das espacialidades, visualidades e sonoridades da cena de todo o Brasil. Compõe o Corpo Curatorial que representa o país na Quadrienal de Praga - o maior festival internacional dedicado às artes performáticas e aos desenhos de cena (@praguequadrennial @pqbrasil). Foi criadora da Casa Goia (@casa_goia), projeto que aconteceu de 2014 a 2020, com experimentações em artes e design, entre outras linguagens contemporâneas. Karina é, também, formada e pós-graduada em direito. GEORGIA SHARPPesquisadora e assistente de produção Georgia Sharp é arquiteta e pesquisadora. Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e, atualmente, faz parte do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia da USP, como estudante de mestrado. Investiga o desenho como ferramenta para a comunicação museal, analisando a relação entre a narratividade de uma exposição e a tradução do discurso teórico para o espaço. Também atua na preservação e valorização do patrimônio construído na cidade de São Paulo, pesquisando sobre as mudanças na paisagem da Avenida São João. Já trabalhou como designer de exposições, assistente de curadoria e designer gráfica. VINÍCIUS SIMÕESCoordenador de Montagem e ConotécnicoHá 20 anos atua como coordenador de montagem de exposições de artes visuais, cenotécnico e cenógrafo emespetáculos de teatro e dança. Apoia e colabora com inúmeros profissionais de diferentes frentes em um projeto.Em trabalhos de minha autoria conduzo o foco conceitual para a sustentabilidade buscando o menor impacto possívelna transformação e no descarte dos materiais utilizados na realização de um projeto, buscando sempre alinhar opensamento da ressignificação e redesignação de materiais.Ao longo de minha carreira, desenvolvi habilidades em técnicas avançadas de serralheria, integrando estética efuncionalidade em cada peça. Domínio de técnicas de soldagem, corte e acabamento de metais (aço carbono, aço inoxe não ferrosos).Domínio em processos de tratamento de superfícies, garantindo durabilidade e uma estética refinada. Integração deelementos de design para criar peças que se destacam em ambientes arquitetônicos e artísticos para projetosmuseográficos/expográficos/cenográficos. Manuseio e instalação de obras de arte, coordenação técnica de montagem,desenho e desenvolvimento técnicos de projeto criativo e serralheria para mobiliários e equipamentos de arquitetura.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.