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O presente projeto trata-se de uma produção audiovisual, de curta-metragem, de duração de 15 minutos, sobre a trajetória do Coletivo Filme de Rua, atuante desde 2015 na cidade de Belo Horizonte (MG), e que vem produzindo, dirigindo e tendo obras estreladas por jovens que vivem ou viveram na rua da capital mineira, junto com profissionais das arte plásticas, cinema, psicanálise e comunicação e a criação de um site sobre a trajetória do coletivo.
Filme de Rua é um curta-metragem, de gênero documentário e classificação livre, que retrata a trajetória do Coletivo Filme de Rua, da cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais. É um curta-metragem sobre o encontro entre profissionais das artes plásticas, cinema, psicanálise, comunicação e história, e 15 adolescentes e jovens, negros e negras, cis e trans, em situação de rua em Belo Horizonte, em que a partir do convite de fazer seu próprio filme, eles e elas produziram roteiros, realizaram derivas com a câmera pelo centro da cidade, manusearam equipamentos, imaginaram narrativas, pensaram projetos de vida.
O objetivo geral do projeto Filme de Rua 10 anos é retratar, por meio de uma produção audiovisual, a história do Coletivo Filme de Rua, em atividade desde 2015, em que inicia a sua atuação no audiovisual com a gravação de um filme junto a seis profissionais e militantes das artes plásticas, cinema, psicanálise, comunicação e história, e 15 adolescentes e jovens, negros e negras, cis e trans, em situação de rua no município de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Objetivos específicos: - Produzir e finalizar 1 curta-metragem, de gênero documentário, de 15 minutos; - Criar 1 website (infra-estrutura e produção de conteúdo) sobre a trajetória do Coletivo Filme de Rua; - Disponibilizar, de forma gratuita, o curta-metragem com Libras e legenda; - Disponibilizar, de forma gratuita, uma versão do curta-metragem em audiodescrição; - Realizar 5 oficinas de curta-duração em escolas com o tema Produção Audiovisual, criada para discutir a relação entre a linguagem audiovisual, história e memória. (CONTRAPARTIDA SOCIAL); - Estimular a formação de público para documentários produzidos no Brasil; - Alcançar diferentes públicos a partir da inclusão e acessibilidade do conteúdo. - Obter 2.000 acessos no site; - Obter 2.000 acessos no curta-metragem;
O cinema brasileiro tem se destacado como uma poderosa forma de expressão artística e como um veículo de transformação social. Por meio da combinação de imagens em movimento, sons e narrativas envolventes, o cinema possui um potencial para influenciar e impactar a vida das pessoas, permitindo a reflexão crítica, o diálogo intercultural e a promoção da diversidade. Além disso, o cinema desempenha um papel fundamental na construção da identidade cultural de uma comunidade, atuando como uma forma de arte e entretenimento que reflete e representa as vivências e experiências de seu povo. A partir disso, destaca-se o Coletivo Filme de Rua como um potencial catalisador e transformador, idealizado por profissionais e militantes do audiovisual, das artes plásticas, da psicanálise, da comunicação e da história _ que surgiu do filme de mesmo nome, Filme de Rua, que, em 2015, juntou adolescentes em situação de rua para fazerem seu próprio projeto. O curta foi premiado pelo 19o FestCurtas como o Melhor Curta Metragem de MG em 2017 e circulou por importantes festivais como o Cachoeiradoc e o Janela Internacional do Recife, no mesmo ano, o que encorajou o Coletivo a seguir realizando novas produções. O Coletivo foi contemplado com o Rumos Itau Cultural, o que possibilitou a criação de mais 3 filmes e a abertura do Espaço Cultural Filme de Rua, onde funcionou a sede do Coletivo e uma sala de cinema com capacidade para 40 pessoas e mais de 80 produções audiovisuais exibidas entre 2019 e 2020. As produções do coletivo são feitas de forma colaborativa, desde o roteiro e a construção das personagens até a fotografia. Assim, o cinema tem efeitos impressionantes na vida das pessoas em situação de rua, que passam a ser consideradas realizadoras, produtoras e agentes culturais. Também é necessário reconhecer que o acesso ao cinema na sociedade não é democrático, em que a desigualdade de oportunidades e a falta de acesso à cultura são desafios significativos enfrentados por diversas comunidades. Nesse sentido, a democratização do acesso à cultura, incluindo o cinema, desempenha um papel central na promoção da inclusão social e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Dessa forma, surge o projeto Filme de Rua 10 anos, com o intuito de realizar o registro audiovisual, por meio de um curta-metragem, de gênero documentário, da trajetória do Coletivo Filme de Rua e a criação de um site e assim perpetuar as diversas narrativias e demonstrando o impacto do cinema na vida das pessoas em situação de rua e potencializar o projeto de forma gratuita pelas plataformas digitais do projeto. A partir disso, consideramos que o projeto se enquadra nos objetivos da Lei Federal de Incentivo, de acordo com os seguintes incisos da Lei 8.313/91, Em atendimento às finalidades do Art. 1 da Lei 8.313/91, o projeto atende os itens: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Em relação ao Art. 3 o projeto atende o objetivo: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural.
Produto: Curta-metragem O produto será lançado, de forma gratuita, no formato para plataformas digitais (classificação livre), qualidade 4K. Terá duração de 15 minutos. Em outras plataformas, o conteúdo será no formato Full HD. Os anúncios e peças gráficas digitais serão nos respectivos formatos 4K no formato digital. A produção inclui algumas cenas gravadas em diversas locações, em ambientes externos e internos. Os materiais de divulgação serão os seguintes: - Anúncios pagos em mídias eletrônicas: redes sociais, sites de divulgação, sites locais, blogs sobre a temática; - Divulgações em rádios locais O curta-metragem será disponibilizado, inicialmente, de forma gratuita nas plataformas digitais do projeto e a expectativa de público estimado é de 2.000 acessos. Produto: Sítio de Internet: O produto engloba diversos elementos técnicos, como hospedagem, domínio, plataforma de CMS, estrutura de URLs, segurança, otimização para dispositivos móveis e integração com ferramentas de análise. A expectativa de acessos ao site estimado é de 2.000 acessos.
Produto: CURTA METRAGEM: A proponente compromete-se a cumprir as exigências de acessibilidade, na exibição gratuita pelas plataformas (audiodescrição, Libras e legenda) para o projeto Filme de Rua 10 anos. Produto: SÍTIO DE INTERNET A proponente compromete-se a cumprir as exigências de acessibilidade web que se refere na criação de um site que seja acessível para todas as pessoas, especialmente usuários com deficiências. Para atingir um bom nível de acessibilidade em na página, será realizado o uso de design inclusivo, tecnologias integradas e uso de softwares especializados. Produto: CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física: O projeto prevê acessibilidade física ao escolher locais que tenham facilitadores de locomoção, como rampas, piso táctil e elevador/plataforma; Acessibilidade para deficientes visuais: Assim como previsto na produção audiovisual, terá a presença de narrador de audiodescrição durante as oficinas; Acessibilidade para deficientes auditivos: Haverá intérprete de Libras para as oficinas; Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: contratação de um mediador, especialista em inclusão.
O presente projeto será disponibilizado, inicialmente, de forma gratuita nas plataformas digitais do projeto e a expectativa de público estimado é de 2.000 acessos no site e 2.000 acessos no curta-metragem. Outras medidas de ampliação de acesso, conforme IN 11/2024: I - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas;
Proponente, gestão e direção: Joanna Angelo Ladeira é graduada em Psicologia(FUMEC/2004), com mestrado em Estudos Psicanalíticos pela UFMG(2014). Desde 2005 trabalha no consultório particular e coordenando projetos socioculturais voltados para jovens em situação de vulnerabilidade. Coordenou uma pesquisa sobre a Vida Loka que resultou numa HQ publicada em 2015, fundou e participou de uma roda de conversa embaixo do Viaduto Santa Tereza/BH intitulada Real da Rua e em 2010 conheceu numa conversação no Miguilim alguns jovens em situação de rua que, em 2015 convidou pra fundação do Coletivo Filme de Rua, que se tornou uma Associação em 2019. Nesse Coletivo atua como realizadora audiovisual, ocupando funções como a de direção, produção, montagem e a coordenação de projetos, como o Cinema de Rua, realizado com apoio do Rumos Itau Cultural(2019). Comunicação: Artênius Daniel é Jornalista com mais de 20 anos de experiência formado pela PUC Minas, professor de língua portuguesa e inglesa formado pela UFMG, roteirista e redator publicitário, assessor de comunicação e imprensa. Foi diretor de cultura do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de MG e ex-presidente da Associação Cultural Filme de Rua. Atuante nas áreas de juventude, cultura, trabalho humanitário, movimentos sociais, terceiro setor, direitos humanos, política. Escritor, músico, diretor musical, empreendedor na área da gastronomia, fundador e sócio do Boteco Nada Contra. Ativista e entusiasta da cena artística e urbana de Belo Horizonte, idealizador do projeto BH Anos 10. Produção: Paula Árvores: É graduada em Museologia (UFOP) e Pós-Graduada em Projetos Sociais e Direitos Humanos (FMU). Atua desde 2012 no desenvolvimento de projetos e execução nos campos de educação e cultura, bem como em projetos sociais com organizações sociais em diferentes estados do país, com foco na elaboração e produção de projetos em editais públicos e privados. Os demais cargos serão contratados posteriormente após a aprovação do projeto.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.