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PRONAC 250290Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Oficina de Audiovisual com o Celular - Vale do Jequitinhonha

UZ PRODUCOES, EVENTOS & CRIACAO LTDA
Solicitado
R$ 198,0 mil
Aprovado
R$ 198,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações de capacitação e treinamento de pessoa
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2025-02-16
Término
2026-12-31
Locais de realização (1)
Chapada do Norte Minas Gerais

Resumo

A Oficina de Audiovisual com o Celular - Vale do Jequitinhonha tem o objetivo de impulsionar o aprendizado em audiovisual de não-ficção e amplificar as narrativas locais através de aulas para alunos de diferentes comunidades, especialmente rurais e/ou quilombolas. Para incentivar a participação de alunos que se encontram em situação de vulnerabilidade financeira, o projeto prevê bolsa de estudos para todos os participantes. As oficinas serão direcionadas a alunos com mais de 16 anos e têm o objetivo de contribuir para a geração de renda dos participantes. Durante o aprendizado das técnicas de audiovisual, os alunos serão encaminhados para a a produção de conteúdos com ênfase na valorização da cultura local e dos saberes ancestrais. Ao instrumentalizar a população com conhecimento técnico e potencializar a criação de conteúdo audiovisual, o projeto fortalece a rede de difusão da cultura do Vale do Jequitinhonha e colabora para a criação de um acervo de memórias para as próximas gerações

Sinopse

Dedicado a contar histórias das culturas rurais e quilombolas que permeiam o Vale do Jequitinhonha, o projeto Oficina de Audiovisual com o Celular - Vale do Jequitinhonha se apoia na arte do cinema para buscar e dar visibilidade para narrativas culturais locais. Vale lembrar que essas narrativas constituem um amplo arsenal em comunidades que têm a oralidade como ferramenta para preservar sua memória, semear sua cultura e seu conhecimento. O objeto é exaltar os saberes da população do Vale do Jequitinhonha através de oficinas gratuitas de audiovisual. O projeto beneficia a população local, historicamente pouco beneficiada financeiramente por eventos culturais, ao mesmo tempo em que amplifica as narrativas locais para além das fronteiras regionais. Desse modo, a partir do olhar dos participantes do projeto para realidades/símbolos/costumes que muitas vezes fazem parte de seus cotidianos, esperamos difundir aspectos fundamentais da representação local e construir novas e genuínas narrativas sobre esta população no Brasil contemporâneo.

Objetivos

OBJETIVO GERAL A Oficina de Audiovisual com o Celular - Vale do Jequitinhonha tem o objetivo de incentivar o aprendizado de audiovisual no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Para isso, serão oferecidas aulas gratuitas para que os alunos tenham capacitação técnica e conceitual para produzir conteúdos com narrativas sob o ponto de vista local. Por conhecer as dificuldades às quais a população está submetida nesta região, os idealizadores deste projeto prevêem que todos os alunos recebam uma bolsa para participar das aulas. Nesta região, é comum que as pessoas trabalhem na roça e recebam pagamentos por diária. Ao receber a bolsa, os participantes não perdem um pagamento de dia de trabalho o que os permite, inclusive, que possam pagar outra pessoa para substituí-los em suas atividades profissionais ou de cuidados com crianças e idosos. É objetivo do projeto incluir pessoas comumente excluídas de atividades culturais e de formação profissional. Durante as duas semanas de oficinas presenciais, os alunos vão aprender as técnicas e os conceitos necessários para desenvolver projetos audiovisuais de não-ficção e colocar em prática as etapas de produção, filmagem, captação de som, edição e finalização. Todos os alunos terão a oportunidade de experimentar cada função na prática. Com ênfase na valorização dos saberes ancestrais, os alunos serão convidados a produzir um vídeo sobre algum aspecto da cultura local. O intuito é sensibilizar a percepção dos alunos para a relevância histórica de atividades transmitidas oralmente de geração em geração e de manifestações cotidianas como, por exemplo, o artesanato em barro e em madeira, as danças, o congado, as cantigas, a relação com o meio ambiente etc. Ao final do curso, os participantes terão produzido um vídeo (curta-metragem) filmado e editado por eles mesmos para exibição na mostra de encerramento, onde haverá a entrega de certificado. Um módulo extra será realizado ao final das oficinas presenciais. No fim das aulas os alunos serão incentivados a realizar seus próprios curtas individuais, feitos inteiramente por eles. Os alunos serão convidados para um encontro virtual onde serão exibidos esses curtas. Existe a hipótese de que a produção selecione um dos curtas para ser submetido para festivais. OBJETIVO ESPECÍFICO PRODUTO PRINCIPAL: OFICINA DE AUDIOVISUAL DE NÃO-FICÇÃO I - Realizar 10 aulas de audiovisual de não-ficção; II - As aulas serão presenciais, práticas, gratuitas e os alunos receberão uma bolsa para participar de todas os dias de oficina; III- Realizar 40 horas/aula, divididas em 4 horas de aula por dia durante 10 dias; IV - Atender, pelo menos, 10 (e no máximo 15) alunos, preferencialmente, de comunidades diferentes para promover o intercâmbio de saberes e a formação de uma rede de contatos; V - Oferecer transporte e alimentação para os alunos durante os dias de aula; VI - Produzir 1 (um) curta-metragem feito pelo grupo de alunos durante as aulas; VII - Exibir o curta-metragem para alunos e convidados; VIII - Realizar curtas-metragens extras individuais filmados pelos alunos após a finalização das aulas; IX - Exibir os curtas-metragens dos alunos. PRODUTO SECUNDÁRIO: MOSTRA DE ENCERRAMENTO (I) - Realizar 1 (uma) exibição presencial para convidados no Centro Cultural Recanto das Artes, em Chapada do Norte, no último dia de aula. Caso os alunos se sintam confortáveis em apresentar publicamente o curta realizado pelo grupo durante as aulas, assim como os extras individuais finalizados, a equipe se dispõe a promover uma apresentação aberta ao público em uma praça no distrito de Cachoeira do Norte. A participação dos alunos e do público será registrada através de lista de selecionados, lista de presença, fotos, vídeos e relatórios finais.

Justificativa

O proponente pleiteia recursos junto à Lei Federal de Incentivo à Cultura motivado pelo interesse em realizar a primeira edição do projeto OFICINA DE AUDIOVISUAL COM O CELULAR - VALE DO JEQUITINHONHA. Para tanto, apresenta claros objetivos e metas, alinhados à legislação vigente. O projeto é definido como projeto específico, enquadra-se na área de Audiovisual, segmento Tipologia Educativos em Geral. O projeto tem por finalidades, de acordo com o art. 1, da Lei no 8.313, de 23 de dezembro de 1991: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. E para o cumprimento destas finalidades expressas no art. 1, o projeto prevê, conforme art. 3o da Lei no 8.313: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: a) concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil; c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.228-1, de 2001) b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: a) realização de missões culturais no país e no exterior, inclusive através do fornecimento de passagens; O projeto se justifica ainda nos termos do artigo 25 da Lei no 8.313, no que tange a: II - produção cinematográfica, videográfica, fotográfica, discográfica e congêneres; IV - música; V - artes plásticas, artes gráficas, gravuras, cartazes, filatelia e outras congêneres; VI - folclore e artesanato; VII - patrimônio cultural, inclusive histórico, arquitetônico, arqueológico, bibliotecas, museus, arquivos e demais acervos; VIII - humanidades; Este projeto também se justifica por atender as finalidades do Art. 3, do Decreto 11.453, de março de 2023, de acordo com os incisos: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira; IV - promover o restauro, a preservação e o uso sustentável do patrimônio cultural brasileiro em suas dimensões material e imaterial; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; VI - fomentar atividades culturais afirmativas para a promoção da cidadania cultural, da acessibilidade às atividades artísticas e da diversidade cultural; VII - desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivos locais, nos diversos segmentos culturais; VIII - fomentar o desenvolvimento de atividades artísticas e culturais pelos povos indígenas e pelas comunidades tradicionais brasileiras; X - apoiar ações artísticas e culturais que usem novas tecnologias ou sejam distribuídas por plataformas digitais; XII - impulsionar a preparação e o aperfeiçoamento de recursos humanos para a produção e a difusão culturais; XIV - estimular ações com vistas a valorizar artistas, mestres de culturas populares tradicionais, técnicos e estudiosos da cultura brasileira; XV - apoiar o desenvolvimento de ações que integrem cultura e educação. Os idealizadores acreditam na importância deste projeto como uma semente que inicia um novo campo de cultura no Vale do Jequitinhonha e no audiovisual brasileiro. Para tanto, o proponente deste projeto faz pleito a este mecanismo de fomento à cultura, nos termos do artigo 18 da Lei no 8.313, de 23 de dezembro de 1991 Ações de alívio à pobreza e de valorização da população no Vale do Jequitinhonha são urgentes devido a diferentes fatores. Uma das regiões do Brasil com um dos piores índices de desenvolvimento humano, que enfrenta anualmente chuvas e secas intensas, agora, resiste aos impactos das fumaças causadas pelas piores queimadas nos últimos 20 anos, além das explorações do lítio do . Entretanto, a região tem uma rica cultura ancestral, especialmente entre a população quilombola e rural. Há tradições centenárias de festas comunitárias, produção culinária e musical, diferentes saberes no uso de plantas, manejo da agricultura familiar, relacionamento com meio ambiente, além de ter como Patrimônio Cultural Imaterial as expressões artísticas relacionadas ao artesanato em barro. Uma parte da história do Brasil está preservada nos fazeres cotidianos dos povos que habitam esse território e corre o risco de se dissipar paulatinamente caso as novas gerações não sejam incentivadas a contribuir para a manutenção da memória de seus antepassados. Por ter um alto índice de analfabetismo e ter como característica a prevalência da oralidade, os conhecimentos transmitidos de geração em geração estão entrelaçados nos costumes cotidianos. Por isso, o audiovisual pode ser um aliado importante, porque contribui para que a população letrada, e, principalmente, a população analfabeta tenham registros em primeira pessoa de suas histórias, suas culturas e seus antepassados. Através do conhecimento de técnicas e conceitos do audiovisual de não-ficção, os alunos terão mais uma ferramenta de criação e difusão de narrativas e memórias coletivas, além de uma possibilidade de geração de renda. A ideia do projeto nasceu quando a equipe da produtora proponente estava desenvolvendo um documentário na região e teve dificuldade para contratar mão de obra local. Ao longo dos anos de produção do documentário, que segue em curso, a equipe notou que havia interesse de parte da população dos municípios visitados em aprender sobre audiovisual e que esta poderia ser uma importante fonte de renda para a população. Além disso, a equipe entendeu que ao oferecer conhecimento em audiovisual, o projeto também poderia fortalecer a rede de difusão da rica cultura do Vale do Jequitinhonha e colaborar para a criação um acervo que salvaguarda as memórias para as próximas gerações. Por estas razões, os idealizadores acreditam na importância deste projeto como uma semente que inicia um novo campo de cultura no Vale do Jequitinhonha e no audiovisual brasileiro. Para tanto, o proponente deste projeto faz pleito a este mecanismo de fomento à cultura, nos termos do artigo 18 da Lei no 8.313, de 23 de dezembro de 1991

Estratégia de execução

Esta primeira edição da Oficina de Audiovisual com o Celular - Vale do Jequitinhonha é o piloto de um projeto amplo e longevo de integração entre cultura e educação através do audiovisual. O intuito é caminhar para futuras edições que expandam as oficinas oferecidas para diferentes campos de conhecimento. Além disso, também é de interesse dos idealizadores oferecer, futuramente, mostras públicas dos documentários produzidos pelos alunos, incluindo no evento apresentações que enalteçam as manifestações culturais locais como apresentações de dança, de versos e exibição de produtos artesanais . Para chegar lá, a proponente inicia sua jornada com a presente proposta de oficinas de audiovisual de não-ficção com ênfase na valorização da cultura local.

Especificação técnica

As atividades da primeira edição da Oficina de Audiovisual com o Celular - Vale do Jequitinhonha serão gratuitas e divulgadas em diversas comunidades pertencentes a municípios com distância de até 70 km do local das aulas presenciais, inclusive em quilombos e em áreas rurais. Por entender o contexto de vulnerabilidade e a dificuldade de locomoção na região, cada participante da oficina receberá uma bolsa de estudos para garantir o comparecimento em todas as aulas. Além disso, o projeto vai oferecer transporte e alimentação durante os 10 dias de aulas. O processo seletivo terá como critério a inclusão de alunos de, pelo menos, 3 comunidades diferentes, tanto para favorecer o intercâmbio entre participantes de diferentes origens, quanto para criar uma rede de contatos entre as comunidades. Para participar das oficinas, os alunos não precisarão comprar nenhum equipamento, pois todo o material será fornecido pela organização do evento. Dessa maneira, o projeto oferece as condições necessárias para que os participantes possam comparecer nas oficinas e se concentrar nas aulas, aproveitando integralmente os benefícios que a experiência do aprendizado pode proporcionar.

Acessibilidade

PRODUTO PRINCIPAL (Oficinas): ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO · Deficiente visual: Audiodescrição (mediante demanda no ato de inscrição nas oficinas) · Deficiente auditivo: Língua Brasileira de Sinais (mediante demanda no ato de inscrição nas oficinas) ACESSIBILIDADE FÍSICA · Deficiente físico: será realizada em local com acessibilidade física Importante: As medidas de acessibilidade serão amplamente divulgadas no lançamento do projeto e durante a fase de inscrições pensando em maior alcance do público que demanda tais medidas. As mediades de acessibilidade para as oficinas serão executas por profissionais especializados, contratados pelo projeto, à disposição em tempo integral para os alunos que apresentarem tal necessidade. PRODUTO SECUNDÁRIO (Exibição): ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO (exibição presencial): · Deficiente visual: Audiodescrição · Deficiente auditivo: Língua Brasileira de Sinais e/ou legendagem descritiva ACESSIBILIDADE FÍSICA (exibição presencial): · Deficiente físico: Será realizada em local com acessibilidade física ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO (exibição virtual): · Deficiente visual: Audiodescrição · Deficiente auditivo: Língua Brasileira de Sinais e/ou legendagem descritiva ACESSIBILIDADE FÍSICA (exibição virtual): · Deficiente físico: não se aplica (já que será virtual) Importante: As medidas de acessibilidade para exibição virtual serão inseridas nos produtos no momento da finalização dos filmes.

Democratização do acesso

As atividades do projeto Oficina de Audiovisual com o Celular - Vale do Jequitinhonha serão abertas e amplamente divulgadas. Além disso, os alunos selecionados ganharão uma bolsa para que eles possam se dedicar às aulas sem precisar se preocupar com a renda faltante proveniente de suas atividades regulares. O projeto tem como meta incluir indivíduos que costumam ser excluídos de atividades culturais e de formação profissional. O filme produzido será exibido, gratuitamente, para os alunos e seus convidados num centro cultural local de fácil acesso. Caso os alunos se sintam confortáveis em apresentar publicamente os trabalhos finalizados (o curta-metragem feito pelo grupo, assim como os trabalhos individuais), a equipe promoverá uma apresentação aberta ao público em uma praça no distrito de Cachoeira do Norte. De acordo com o artigo 27 da IN 01/23, o projeto deve II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo. Todas as ações do projeto serão gratuitas, contemplando mais do que os 10% sugeridos no inciso. De forma complementar, pelo artigo 28 da IN 01/23: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; O curta produzido serão disponibilizados no youtube e nas redes sociais do projeto como forma de ampliação do acesso à arte e cultura. Também serão disponibilizados fotos e vídeos das oficinas como forma de evidenciar o processo de execução do projeto e produção das oficinas e curtas. O PÚBLICO PREVISTO: PRODUTO PRINCIPAL (Oficinas): Oficinas: 10 a 15 participantes (atividade gratuita) PRODUTO SECUNDÁRIO (Festival/Mostra) Exibição virtual: 500 pessoas (atividade gratuita) Exibição presencial para convidados: 50 pessoas (atividade gratuita) Exibição presencial em praça municipal: 500 pessoas (atividade gratuita) Total de público: 1050 INDICADORES PARA AFERIÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO: O público on-line será aferido através do número de visualizações nas plataformas em que estarão disponíveis como youtube ou vimeo, visto que estas plataformas geram relatórios quantitativos de acessos e visualizações. No caso do público participante das exibições presenciais, a aferição será por lista de presença e registros fotográficos e videográficos. Tais indicadores seguirão como relatório de comprovação do número de beneficiários na prestação de contas do projeto.

Ficha técnica

Diego Kelmann - Diretor de Produção Radicado em Nova York há quase duas décadas, Diego trabalha com desenvolvimento artístico para promover transformação humana e impacto social. Desde 2006 trabalha para um programa que, sob a chancela do Departamento de Educação de Nova York, usa a dança como ferramenta para desenvolvimento socioemocional. Atualmente, faz parte do comitê de inclusão, diversidade, equidade e acessibilidade deste mesmo programa. Diego já preparou atores em produções como: as séries Billions e Orange is the New Black; novelas do horário nobre da Globo como Império; e o filme da Netflix Natal com Você, que em Novembro de 2022 chegou a ser o 3º mais assistido nos EUA. No cinema, foi assistente do diretor no filme boliviano Tu Me Manques, candidato à vaga de Oscar Internacional. Foi roteirista e assistente de direção no curta-documentário Fale Conosco, exibido no Museu de Arte de Aspen e ganhador de mais de 10 prêmios internacionais, entre eles o Prêmio do Público do Festival Assim Vivemos. Sua experiência em diferentes mídias, como cinema, TV, teatro e artes plásticas, lhe confere uma percepção única sobre o impacto positivo que a valorização da cultura tem na vida das pessoas. Movido por sua inquietude artística, Diego abriu a produtora UZ Productions nos Estados Unidos e a UZ Produções no Brasil. Jussara Costa - Produtora Local Natural do Quilombo do Macuco, Minas Gerais, Jussara é ativista e produtora cultural. Criadora do Macucultura, festival quilombola do Vale do Jequitinhonha, Jussara trabalha para a valorização da população rural, com foco nas mulheres negras. Além disso, atua como anfitriã de turismo pela Rota dos Quilombos, coordena o congado Vozes do Macuco e desenvolve o podcast Fala Quilombo. Ao longo dos anos, por viver em diferentes cidades e regressar para casa, notou que hábitos regionais corriqueiros eram uma relevante herança histórica. A cada retorno, seu olhar apurava e sua escuta expandia, refletindo na forma de reivindicar políticas públicas, tão escassas na região. Multifacetada, resiliente e determinada, Jussara precisou atuar em diferentes áreas profissionais para conciliar seus projetos culturais com as necessidades cotidianas na criação dos três filhos. Dentre sua vasta experiência estão tanto serviços rurais quanto urbanos: trabalhos em usina de corte de cana, colheitas de laranja e amendoim, trabalhos domésticos e gerente de obras. Atualmente, cursa Arquitetura na FMU, em São Paulo, com o mérito de bolsa de estudos integral do Prouni. No campo acadêmico, estuda e desenvolve projetos voltados à arquitetura dos quilombos de sua região. Jussara está expandindo seu campo de atuação ao aceitar o convite da UZ Productions para trabalhar com audiovisual. Atualmente, Jussara é co-diretora do documentário de impacto Viúvas de Maridos Vivos. Renata Lobo - Produtora Executiva Jornalista carioca formada pela PUC-Rio e pós-graduada em Relações Internacionais pela FGV-Rio, Renata atuou durante oito anos como produtora e editora no canal de notícias GloboNews. Lá, pode desenvolver sua capacidade de captar os assuntos pulsantes na sociedade e transformá-los em pautas nos jornais, programas e documentários, contribuindo para debates de relevância nacional. Conquistou duas medalhas de prata no New York Film Festival como produtora executiva dos documentários Trincheiras no deserto e Kobani Vive, do diretor vencedor de dois Emmy Gabriel Chaim. Renata também conquistou a segunda colocação no Prêmio CICV de Cobertura Humanitária Internacional com o programa jornalístico A vida de refugiados dos Rohingyas, um povo muçulmano. Com interesse especial em geopolítica e Direitos Humanos, Renata viajou para países como Irã, Líbano e Iraque. Durante sua viagem ao Curdistão iraquiano, Renata pode entrevistar e fotografar mulheres da etnia Yazidi que haviam sido sequestradas pelo Estado Islâmico e buscavam apoio internacional. A partir de 2018, seu ímpeto de conhecer o mundo a levou a uma viagem como nômade digital por mais de dez países. Ao cruzar cada fronteira, sua visão de mundo era reconstruída. A empreitada teve um novo capítulo ao chegar na África, em 2019, quando assumiu o posto de Oficial de Comunicação no World Food Programme, agência de combate à fome da ONU, laureada com o Nobel da Paz de 2020. Viver por um ano na Guiné-Bissau e atuar no combate à fome e ao coronavírus foi uma experiência poderosa e transformadora. Após tantas imersões culturais, Renata retorna ao Brasil e se une à equipe da UZ Productions para continuar trabalhando com temas de impacto social. Atualmente, é produtora executiva e produtora de impacto do projeto Viúvas de Maridos Vivos. Leandro Jr. - Produtor Associado Quando criança, Leandro encontrava na arte um refúgio para aliviar a dureza de uma infância de tantas privações no sertão mineiro. Seguir a carreira artística não se apresentava como uma opção possível diante do histórico de sua família. Seu pai trabalhava no corte de cana-de-açúcar e sua mãe cuidava da roça familiar. Foi a partir de 2006 que Leandro decidiu transformar seu talento inato em ofício ao dar início ao curso de Educação Artística com ênfase em Artes Plásticas na Faculdade São Luís de Jaboticabal, no interior de São Paulo. Muito obstinado, conciliou as aulas na universidade com o trabalho na usina de cana-de-açúcar e, hoje, se orgulha do espaço que vem conquistando. A partir da experiência acadêmica, Leandro impactou a vida de centenas de pessoas do Vale do Jequitinhonha. Foi professor de artes de três Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e professor voluntário no Quilombo de Cuba. As obras do artista já foram expostas em centros de amplo alcance, como o Museu Nacional da República, em Brasília, a Biblioteca Pública Municipal, em Belo Horizonte, o Museu de Arte Sacra, em São Paulo e a Slag Gallery, em Nova York. Atualmente, faz residência artística em Portugal no Simon Watson Arts. A convite da ONU, Leandro desenvolveu 17 obras para representar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.