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Produção do curta-metragem: TÁCITO" que aborda a maternidade compulsória e a autonomia feminina, explorando o contraste entre Isis, que deseja ser mãe, e Maria, que opta por não criar o filho de uma gravidez indesejada. O projeto debate questões sociais e culturais sobre a maternidade ideal e a falta de preparo do mercado de trabalho para acolher mulheres. Com duração de 19 minutos, gênero drama, o curta-metragem trará reflexões necessária para os tempos atuais.
Ísis e Carlos formam o típico casal que, aos olhos do mundo, parece ter tudo sob controle. Mas por trás das aparências, suas vidas estão desmoronando. Aos 35 anos, Ísis se prepara para uma nova fase ao lado do marido: a adoção de seu primeiro filho. Ela espera que essa criança preencha o vazio deixado pelos abortos espontâneos que marcaram sua trajetória. No entanto, uma ligação inesperada da assistente social destrói essa esperança — houve um engano e eles não são os próximos na fila da adoção. Devastada, Ísis busca conforto nos braços de Carlos, que vendo sua esposa afundar cada vez mais, é consumido pela culpa de um segredo que escondeu até então. Incapaz de suportar o silêncio, ele decide revelar que a traiu e, a outra mulher, Maria está grávida. O casamento, já fragilizado, desmorona de vez, e Ísis decide pela separação. Enquanto tenta reconstruir sua vida, Ísis se depara com uma foto de Carlos e seus colegas de trabalho no Instagram. As marcações na foto estão posicionadas de maneira estranha, destacando o perfil de Maria que, estranhamente, não parece grávida. Movida pela curiosidade, Ísis investiga e descobre que a gravidez realmente está sendo escondida pela jovem em suas redes sociais. Impulsivamente, Ísis marca um encontro com Maria e, ao perceber que a jovem realmente não deseja ser mãe, faz uma proposta inesperada: adotar o bebê que Maria carrega. O que Ísis não sabe é que essa ideia foi sutilmente plantada por Carlos, em uma tentativa desesperada de reparar o dano que causou. Meses depois, em uma festa, Ísis e Carlos se reencontram. O sentimento entre eles ainda é palpável, e após uma recaída, Ísis decide dar outra chance ao relacionamento. Ela apresenta o bebê que adotou, mas omite o fato de que é filho de Carlos, mantendo em segredo a conspiração que ele orquestrou.
Objetivo Geral: O objetivo geral do projeto "TÁCITO" é realizar a produção de um curta-metragem que levante discussões relevantes e contemporâneas sobre a maternidade, explorando temas como maternidade compulsória, a autonomia da mulher sobre o próprio corpo e as imposições culturais e sociais que cercam o ideal de ser mãe. Objetivos Específicos: Gravar o curta-metragem e promover o debate atravé sdo audiovisual sobre a maternidade compulsória e a autonomia feminina através da narrativa de duas personagens com perspectivas opostas sobre a maternidade. Estimular a reflexão sobre o impacto da maternidade no mercado de trabalho e nas relações pessoais, abordando como as mulheres enfrentam desafios profissionais devido à gravidez e à criação dos filhos. Conscientizar o público sobre a diversidade de vivências femininas relacionadas à maternidade, sem juízo de valor, oferecendo uma representação sensível e humanizada dos personagens. Fomentar o acesso à cultura por meio de exibições gratuitas, workshops de dramaturgia, e debates em escolas públicas e comunidades periféricas, promovendo um diálogo acessível sobre as questões femininas contemporâneas. Gerar empregos para trabalhadores da cultura do Rio de Janeiro para fomentar e valorizar esse campo; Representar o cinema carioca em festivais nacionais e internacionais para fortalecimento da cultura audiovisual brasileira. A produção será disponibilizada gratuitamente pela internet, por meio de página eletrônica e em diversas redes sociais, com o objetivo de valorizar o cinema carioca.
O projeto "TÁCITO", um curta-metragem que aborda questões contemporâneas sobre a maternidade compulsória e a autonomia feminina, é perfeitamente alinhado aos princípios estabelecidos pela Lei 8.313/91, que institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC). A referida legislação visa incentivar e apoiar a produção e difusão de atividades culturais que ampliem o acesso à cultura para todos os cidadãos, promovam a diversidade cultural e estimulem a reflexão sobre questões relevantes à sociedade brasileira. Ainda, em consonância com o Artigo 25 da Lei 8.313/91, que incentiva a produção independente e a valorização dos novos talentos, o projeto "TÁCITO" possui uma equipe de criação predominantemente feminina e jovem, que inclui novos talentos do cenário cultural carioca, somados à experiência de profissionais renomados do audiovisual. Isso promove a diversidade de vozes e perspectivas, criando um espaço inclusivo para a produção cultural. Dessa forma, o projeto justifica-se não apenas por seu valor artístico, mas também por sua capacidade de fomentar o diálogo social, democratizar o acesso à cultura e promover a inclusão de grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência e comunidades periféricas, atendendo plenamente os objetivos da Lei Rouanet e contribuindo para o enriquecimento do patrimônio cultural brasileiro. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91 I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; O projeto tem por objetivo, dentre os elencados no Artigo 3º da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; A utilização da Lei de Incentivo à Cultura é fundamental para a preservação da memória através da produção audiovisual. São valores consideráveis, que somente através da lei de incentivo serão possíveis para a realização.
A visão do diretor: Visão / abordagem estética da diretora A proposta de direção permeia-se na construção de uma narrativa que deixe claro ao espectador a via de mão dupla que envolve a jornada de Isis e Maria. A última, uma personagem que servirá de contraponto à trajetória da nossa protagonista, será desenvolvida através da montagem. Teremos planos específicos, fechados e poéticos, que marcam desde o início, com muita delicadeza e certo mistério, a presença de Maria sempre em oposição aos momentos-chaves de Isis, fortalecendo a ideia de que as mulheres são múltiplas e materializando o quanto a relação de cada uma com a maternidade está longe de ser única. Aborda-se na trama a ótica feminina, porém sem vilanizar a figura masculina, permitindo que os personagens sejam humanizados e acolhidos diante de todas as suas escolhas, sem juízo moral, apenas compreendendo seus limites e permitindo que os conflitos sejam desenvolvidos através deles mesmos. A abordagem estética parte de um visual poético e simbólico que se constitui com uma fotografia predominantemente fechada e claustrofóbica, sendo essa uma decisão que nos faz entrar no mundo psicologicamente abalado de Isis. Esses planos fechados também darão ênfase às camadas de onde apenas as palavras verbalizadas não são suficientes, valorizando o que revela o olhar e o que dizem os gestos, enriquecido pelo material humano, focando nas atuações dos atores. Para a fotografia pretende-se trabalhar com movimentos fluídos de câmera trazendo o contraste da “câmera na mão” para destacar os momentos mais intensos da narrativa. Trabalharemos com uma cartela de cores mais fria e azulada para os momentos dramáticos do enredo. Todavia, cores quentes também serão utilizadas, mas em momentos pontuais, direcionadas individualmente para cada personagem em sua própria linha na história. Desse modo teremos uma cor geral ligada à narrativa e seus conflitos, ao mesmo tempo que teremos uma cor para cada personagem. Trazendo essa cartela de cores, pretende-se alcançar uma dessaturação de imagem que remete a uma fotografia "vintage", que explore os momentos de melancolia no processo da personagem Isis nessa busca em realizar-se como mãe. Referências como Her (2013) e Mothering Sunday (2021) fazem parte do conceito artístico proposto. Trabalharemos com um aspect ratio 2:35, que possibilita um olhar mais cinematográfico diante da obra. A proponente, fazendo uso do Art.4 - inciso 6 da IN 11/2024, se coloca á disposição para quaisquer esclarecimentos e informa que está dentro do regramento estipulando seu projeto em até R$ 200.000,00.
Classificação Etária: 14 anos Duração do curta - 15 minutos
Audiodescrição: é uma narração adicional planejada em português, inserida ao som original da obra audiovisual, que descreve ações, expressões faciais, emoções, cenários, figurinos e a aparência dos personagens, além de identificar ou localizar os sons no ambiente. Legendagem descritiva ou legendas para surdos e ensurdecidos (LSE): refere-se à transcrição do texto oral para o escrito, seja na mesma língua ou de uma língua de sinais para a escrita, levando em consideração a necessidade de condensação do conteúdo devido a limitações de tempo e espaço na tela, além da quantidade de caracteres, adequação ou exclusão de informações. As legendas devem incluir detalhes como efeitos sonoros, música, sons ambientes, pausas significativas e elementos não verbais da fala, como risos ou choro, e a identificação dos falantes. E nterpretação em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para espectadores com deficiência auditiva. Essas ferramentas são fundamentais para ampliar o acesso ao audiovisual, garantindo que o curta-metragem possa ser apreciado por um público mais diverso e garantindo a democratização do acesso à cultura. A Acessibilidade física será garantida, pois os espaços que o curta será exibido contará com facilitadores para a locomoção no espaço fisico.
Como principal entrega de execução oferecemos atividades como: a exibição do filme seguida de 01 (uma) palestra unindo a equipe de criação, uma psicanalista e uma socióloga falando sobre questões contemporâneas femininas; 2- 01 (um) workshop com a roteirista Paula Weiss sobre dramaturgia e escrita tendo como objetivo provocar uma livre manifestação com relação aos anseios e questionamentos humanos e existenciais dos participantes; 3- Exibições gratuitas voltadas para o público periférico através das famílias cadastradas nos CRAS e famílias com membros que possuem TEA e PCDs. 4- Possibilitar o acesso do público ao conteúdo do curta-metragem, seja por meio de plataformas de streaming, eventos culturais ou outros meios, promovendo a democratização do acesso à cultura; 5- Realizar 3 oficinas de audiovisual em escolas públicas municipais seguido de debate com o elenco principal do curta; 6- Disponibilizar o filme em plataforma pública, após o lançamento oficial do filme, para a Secretaria de Cultura do Estado e Município do Rio de Janeiro;
Ficha Técnica - Curta “TÁCITO” Realização: Barbara Reis e Raphael Najan Produção: BABIK Produções Co-produção: BACO Produções Artísticas Roteiro: Paula Weiss Direção: Marì Cassimiro Co-direção: Barbara Reis 1a. Assistente de direção: Natália Lira Continuista: Karen Marmello Produção Executiva: Marcela Bittencourt Direção de produção: Dayanna Maia Assistente de Produção: Bia Leite Direção de fotografia: Rodrigo Graciosa Técnica de som: Mariana Ísis Direção de arte: Didi Makarooun Figurino: Mari Milani Caracterização: Diva Correa Elenco: Raphael Najan Barbara Reis Caca Ottoni Tatiana Muniz Preparadora de elenco: Tatiana Muniz Coordenador de pós produção / montador: Iury Pinto
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.