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Este projeto consiste na realização de um projeto de formação para arte-educação voltada para o atendimento de um nicho social extremamente excluído: pessoas com transtornos psíquicos. O seminário intitulado Arte fora da Razão RS prevê ser realizado em Canoas e Pelotas, de forma aberta e gratuito e com ampla divulgação para tratar sobre a temática ainda pouco abordada - e tabu - da saúde mental em sua intersecção com a arte. Durante o seminário, ocorrerão oficinas de formação para arte-educadores focados no trabalho com pacientes diagnosticados e para os próprios pacientes. A segunda etapa consistirá na apresentação do espetáculo chamado "Surto, um fauno em suspenso", com realização de uma roda de conversa com convidados, e na criação de um podcast de 7 capítulos contando com a participação dos palestrantes do seminário.
Sinopse de Surto, um fauno em suspenso: A obra é protagonizada pela bailarina e circense Consuelo Vallandro, e propõe uma imersão na psique do bailarino Vaslav Nijinski, ressaltando a forma explosiva com que sua genialidade se manifestava através da dança. A grande inovação vem da experiência do hibridismo entre o circo e a dança-teatro contemporânea, com o uso de técnicas acrobáticas para debruçar-se sobre a densa psique de um dos maiores nomes ocidentais da dança: Vaslav Nijinski. O espetáculo busca se distanciar da figura virtuosa e espetacular do bailarino, que marcou a história da dança e da arte contemporânea, para penetrar na densidade do ser humano que, diante da própria loucura, se vê preso e silenciado. A direção e a coreografia são assinadas por Maria Waleska Van Helden para a bailarina e circense Consuelo Vallandro, sob a direção cênica de Débora Rodrigues, coordenadora do Núcleo de Aéreos do Circo Girassol. A companhia desenhou a obra pensando neste corpo tão genial e leve, o qual foi, porém, imobilizado abruptamente por uma mente que não suportou o peso da própria genialidade. FICHA TÉCNICA SURTO Concepção, Coreografia e Direção Geral Maria Waleska van Helden Direção cênica - circo, atuação e preparação corporal: Débora Rodrigues Acrobata e bailarina-intérprete: Consuelo Vallandro Trilha sonora original: Kitty Santos Cenário, figurino e identidade visual: Diego Steffani Participação especial: Rafael Werner Músico convidado: Andriel Espindola Iluminação: Edu Kraemmer Rigger e contrarregra cênico: Guilherme Gonçalves Contrarregra cênica: Graziela Silveira Concepção de vídeo: Leco Petersen/ Rodrigo Kão Operação de vídeo: Rodrigo Kão Operação de som: Clarissa Gomes Residência artística: Maria Albers Preparação corporal: Claudia Dutra, Gabriel Guimard e Guilherme Gonçalves Produção: Consuelo Vallandro Assistência de produção e redes sociais: Rodrigo Kão Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu Fotografia para divulgação: Naira Pinz Fotos Classificação etária 12 anos Duração: 50min PALESTRAS e OFICINAS Palestra AGAFAPEA associação Gaúcha de Familiares de pacientes esquizofrênicos (AGAFAPE) é uma entidade da sociedade civil, fundada em 24 de junho de 1992, sem fins lucrativos, com duração indeterminada, com sede cedida pelo ministério público na rua Siqueira Campos, número 1114, 14º andar, em Porto Alegre, RS. Fundada a partir de uma demanda social de atendimento por familiares de pacientes esquizofrênicos do hospital de Clínicas de Porto Alegre. A AGAFAPE luta pela despreconceitualização, superação do isolamento social e pela inserção do portador de sofrimento psíquico, especialmente de síndrome de esquizofrenia junto à sociedade. Palestra DENISE SEVERO SPADONI DE VARGAS Vivência e Mostra de Arte produzida por pacientes O QUE É A ARTETERAPIA A arteterapia é reconhecida como profissão, por meio da Classificação Brasileira de Ocupação-CBO, publicada em janeiro de 2013, com o Código 2263-10, permitindo ao profissional prestar concurso e ser contratado com carteira assinada. O arteterapeuta pode atuar em ONGS, consultórios, CREAS, CRAS, presídios, instituições de recuperação social, em educação, desde que tenha registro profissional. A Arteterapia, juntamente com a Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, e outras Práticas, integram desde 2017, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), instituída desde 2006, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa norma contempla as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugere, que as ―Medicinas Tradicionais e Complementares‖, sejam incorporadas aos sistemas nacionais de saúde. É baseada na teoria da Psicologia Analítica do psiquiatra e psicanalista Carl Gustav , a qual é focada na expressão simbólica. Jung trouxe para a humanidade suas pesquisas sobre a psique, explicando que esta se desenvolverá durante toda a vida do ser humano. Assim como uma planta produz flores, a psique cria seus símbolos. Ele constatou que as imagens retidas no inconsciente, são a origem dos complexos e que podem ser acessadas por meio da expressão criativa e do diálogo com seus pacientes sobre as mesmas. (CARVALHO,1995) A expressão, é um caminho que favorece a comunicação de desconfortos ou experiências contraditórias, de difícil comunicação apenas em palavras”. Utiliza-se das várias linguagens expressiva da Arte (desenho, pintura, modelagem...),nas sessões arteterapeuticas, afim de facilitar o diálogo com o participante. Cada material possui características próprias que ajudam a mobilizar as questões do inconsciente e estas são ressignificadas e reelaboradas, vislumbrando outras possibilidades de se perceber as questões do cotidiano. Pati de La Rocha DRT 14.921/RSArtista da cena e pesquisadora. Formada em Direito (PUCRS) e Graduanda em Teatro (UFRGS). Desde 2023 trabalha com os usuários da rede de saúde mental do SUS, frequentadores da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro, onde desenvolve Oficina de Teatro semanalmente e criou o Grupo São Pedro em Cena que já apresentou a performance Movimentos. Irá abordar suas técnicas Masterclass Professor Márcio Pizarro Noronha Vida e obra de Nijinski e a influência de sua condição psíquica na sua produção. Será abordada a relevância histórica e simbólica deste bailarino para a dança ocidental moderna e contemporânea. MARIA ALBERS – oficina de dança inclusiva e apresentação do Grupo Soltos do Espaço A Cia.Soltos no Espaço, dirigida pela bailarina e coreógrafa Maria Albers, atua na interface entre Arte e Cuidado. Tem seu elenco composto por pessoas com e sem diagnósticos psiquiátricos e busca fazer do processo de criação cênica um espaço de cuidado, e vice-versa. Sua obra inaugural é Solo em Água Fervente, espetáculo premiado que teve sua estreia em 2011. Em 2023, estreou Para Ver Os Pássaros, no Festival MID em Brasília e Nós do Avesso, no 1.Festival de Esquetes Dramáticas do RS, em Porto Alegre. Também em 2023, participou com a coreografia Valsa Para 3 na Mostra de Dança Verão, em Porto Alegre. Elaine Regina Atriz, bonequeira, produtora cultural, focalizadora das Danças Circulares, permacultora. Atende grupos de adultos com esquizofrenia pela AGAFAPE- associação gaúcha de familiares e pessoas com esquizofrenia. Ministra oficinas de teatro e teatro de animação, pelo SINTRAJUFE/RS, capacitação para docentes. Atende grupos de mulheres adultas e idosas, na modalidade presencial/virtual e organiza oficinas de teatro de bonecos com foco na inclusão. Qualificação: Mestrado em Reabilitação e Inclusão, especialização em Pedagogia da Arte. Atendimento Educacional Especializado (AEE), além de cursos nas áreas de deficiência mental, visual e surdez. Arteterapia e Focalização em Danças circulares pelo Giraflor – Curitiba/PR. Oficina: “Arte bonequeira e a Inclusão” Oficina para a construção de boneco/objeto, ou seja, estrutura base para que o grupo possa criar diferentes personagens com reaproveitamento de materiais. Inclui investigação de sons não verbais, básico de LIBRAS e exibição de vídeo com trabalho do grupo de adultos com esquizofrenia, o qual a oficineira trabalha. Propõe atividades com jogos teatrais focados na consciência corporal, improvisações com objetos/bonecos, técnica de manipulação. Também inclui referências bibliográficas de grupos e vídeos com teatro de animação. A metodologia será primeiramente com atividades e jogos teatrais para trabalhar ritmo, coordenação motora, consciência corporal e foco para teatro de bonecos. Em seguida serão oferecidos materiais reciclados para que possam explorar e observar as possibilidades para animar esses objetos. Intervalo a combinar com a turma. Logo após o intervalo, será exibido o vídeo do grupo de adultos com esquizofrenia, assim como referências no teatro de animação. A próxima etapa será a investigação de sons vocais, sinais com Libras e improvisos para a criação de cenas curtas. Serão utilizadas técnicas de manipulação direta do teatro de animação. Também promoverá o trabalho em grupo, valorizando as habilidades de cada participante.
Objetivos Gerais:1. Realizar um seminário chamado Arte Fora da Razão em formato híbrido e gratuito (com gravação e disponibilização online gratuita das palestras) em Canoas e outro em formato presencial em Pelotas - duas cidades devastadas pelas enchentes de 2024; Objetivos Específicos de cada seminário: *Realizar no Seminário em Canoas e Pelotas:1. UMA Masterclass a respeito da importância do bailarino Vaslav Nijinski e a contextualização histórica da sua criação com o professor Márcio Pizarro Noronha, especialista em história da dança do Curso de Graduação em Dança da UFRGS2. UMA palestra com o professor Clovis Massa, coordenador do programa de extensão da UFRGS que atua junto ao Hospital Psiquiátrico São Pedro em Porto Alegre, a respeito desta atividade;3. UMA Masterclass com o professor Rafael Werner, psicanalista, doutor em filosofia e docente do Curso de Medicina do IMED, a respeito do tema Arte e Loucura 4. UMA palestra sobre artes visuais a respeito do trabalho de arte-terapia com pacientes com transtornos psiquiátricos, bem como uma mostra de peças artísticas produzidas com a arte-terapeuta especialista nesta área Denise Spadoni 5. UMA palestra com um representante da AGFPE - Associação Gaúcha dos Familiares e Pacientes Esquizofrênicos, que luta pela despreconceitualização, superação do isolamento social e pela inserção do portador de sofrimento psíquico, especialmente de síndrome de esquizofrenia junto à sociedade. 6. Uma Masterclass com diretor/curador do Museu de Imagens do Inconsciente (RJ), referência na área de saúde mental e arte desde sua fundação pela grande mestra Nise da Silveira. Público total dos dois seminários (Canoas e Pelotas): 1200 pessoas presencial / *as palestras do seminário de Canoas terão transmissão online. Público estimado: 500 pessoas 7. Um oficina de Teatro voltada para pacientes com transtornos psiquiátricos de 10h/aula com Patricia Rocha, que atua no curso de extensão junto ao Hospital Psiquiátrico São Pedro de Porto Alegre8. Uma oficina de 12h/aula para pacientes e facilitadores de dança com a professora Cláudia Albers, que trabalha junto ao CAPs de Esteio, para experimentações e trocas sobre dança e saúde mental9. Uma oficina de Arte Bonequeira Inclusiva, com a artista bonequeira especialista em inclusão Elaine Regina Público estimado para as 6 oficinas (canoas e Pelotas): 120 pessoas 10. Uma apresentação artística da cia inclusiva Soltos no Espaço, de Cláudia Albers, composta por pacientes do CAPs de Esteio, para o encerramento do Seminário.Público estimado: 120 pessoas 11. Realizar em Canoas e Pelotas uma apresentação do Espetáculo Surto, um fauno em suspenso, da GEDA cia de dança, seguido de uma roda de conversa com convidados. Público estimado total: 1000 pessoas para as duas apresentações 12. Gravar um podcast de 7 capítulos convidando os 6 palestrantes do seminário mais o grupo Soltos no Espaço para uma conversa/entrevista sobre os conteúdos que abordaram no seminário. Este podcast será postado nas redes sociais do projeto. Público estimado: 500 pessoas
Lei 8.313/91 Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I. contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; Pois... É direito de todo o cidadão ter acesso às fontes da cultura e ao pleno exercício dos direitos culturais. A realização do projeto irá possibilitar com que recursos materiais e humanos sejam mobilizados para a geração de produtos e serviços culturais que irão impulsionar a cadeia produtiva da dança, do circo e do teatro por meio dos postos de trabalho, bem como pelo bem estar que irá proporcionar à população, beneficiária final destas apresentações. A proposta visa garantir a ampliação do acesso ao seu conteúdo por meio de diversas formas de distribuição e iniciativas voltadas à inclusão cultural. A estratégia de democratização envolve não apenas a acessibilidade de formato, mas também a criação de oportunidades para que o público possa vivenciar o processo artístico e educativo, e na iniciativa de trazer a pauta das pessoas portadoras de transtornos psiquiátrico e da saúde mental em geral. Além disso, o projeto visa beneficiar mais de duas mil e trezentas pessoas presencialmente em duas cidades devastadas pelas enchentes em 2024: Canoas e Pelotas, fomentando a reflexão sobre este tema tão necessário e ainda tabu em muitas instâncias. Nesta direção, o plano de acessibilidade cumpre a função de garantir a todos/as o livre acesso ao produto/serviço cultural gerado, na medida em que contempla acessibilidade arquitetônica, acessibilidade comunicacional, acessibilidade atitudinal, acessibilidade digital, sinalização e produção de material de divulgação em formatos acessíveis, como audiodescrição para imagens, textos simplificados e contraste adequado para pessoas com baixa visão, bem como assegura que todos os canais de comunicação, incluindo redes sociais e materiais impressos sejam acessíveis e cumpram as diretrizes de acessibilidade digital. Também está garantida a acessibilidade econômica pelo acesso gratuito a todas as atividades. As enchentes, para além dos transtornos de ordem sanitária e de estagnação na economia regional, trouxeram, consigo, o necessário isolamento da Capital gaúcha (devido à paralisação do aeroporto), fator que se refletiu no setor cultural. A realização deste trabalho irá trazer oportunidades para muitos profissionais encontrarem uma forma de sustento, proporcionando-lhes perspectivas de continuidade a partir da possibilidade de circulação da obra. II. promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; Pois ... A circulação do espetáculo por duas cidades gaúchas que estão na mancha da enchente _ Canoas e Pelotas _ permitirá a contratação de produtores e técnicos locais, fortalecendo a formação de redes, a interiorização da produção cultural e o trânsito de informações entre a Capital e o Interior do Estado. VIII. estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Pois (...) Entendemos que a geração de produtos e serviços culturais são estratégicos para desenvolvimento social e econômico de nosso Estado. Ao circular com um espetáculo de circo e dança contemporânea envolvendo e movimentando uma vasta cadeia produtiva, contribuímos, de forma inequívoca, para estimular a produção e a difusão de bens culturais de valor universal, que são formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória, de modo a acolher, entreter, informar e interagir, principalmente em um contexto de crise ambiental e climática, decorrente das enchentes de maio. Por se enquadrar nas exigências do presente mecanismo de incentivo a projetos culturais é que justificamos a necessidade de sua aprovação do presente projeto pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; As ações propostas estão em conformidade com o objeto e com as diretrizes previstas no presente edital. A produção de um seminário deste porte e profundidade, que marca às comemorações dos 40 anos da GEDA Cia de Dança Contemporânea, atende plenamente ao referido inciso da lei, pois fomenta o fazer cênico em dança e circo, gera postos de trabalho para profissionais do setor, extremamente prejudicado pela cheias de maio e seus reflexos. Ao mesmo tempo, legitima uma das mais importantes companhias de dança do RS, responsável pela formação e profissionalização de várias gerações de bailarinos e bailarinas. A realizadora desta iniciativa, GEDA Cia. de Dança Contemporânea, dirigida por Maria Waleska van Helden, reúne as condições artísticas, técnicas e administrativas para concretizar, com sucesso, seu intento. IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; Todas as atividades serão ofertadas gratuitamente, de modo a garantir o pleno acesso e conhecimento dos bens e valores culturais gerados. Este projeto aplica recursos em benefício de pessoas PCDs, LGBTQI+, negres e mulheres. c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; Pois (...) É fundamental que iniciativas como a que estamos propondo também proporcionem estímulos à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura. Nesta direção, este projeto ganha relevância social pelas ações formativas que promove, por meio de uma série de oficinas presenciais que serão realizadas em todas as cidades em parceria com uma instituição de ensino público, favorecendo a troca de conhecimentos e experiências, tanto pelo tema abordado, como pelo processo de construção da obra coreográfica. Estão previstas ações de acessibilidade em Libras e audiodescrição, bem como ampla divulgação das ações por meio de assessoria de comunicação, favorecendo a difusão das ações. Todas as atividades serão ofertadas gratuitamente, de modo a garantir a democratização de acesso aos produtos e serviços culturais gerados. Este projeto aplica recursos em benefício de pessoas PCDs, LGBTQI+, negres e mulheres. Por se enquadrar nas exigências do presente mecanismo de incentivo a projetos culturais é que justificamos a necessidade de sua aprovação do presente projeto pela Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Sobre a companhia e o espetáculo: O GEDA em 2023 comemorou 40 anos de trajetória e celebra em 2024 com esta estreia de uma cocriação do Circo Girassol, cia que também conta com mais de 30 anos de atuação. A obra propõe um mergulho na subjetividade de um gênio da arte, a figura de Vaslav Nijinski, grande nome da dança ocidental do início do século XX que parou de dançar precocemente devido a problemas de saúde mental (foi diagnosticado com esquizofrenia aos 29 anos e terminou internado pelo resto da sua vida). A obra segue a linha de pesquisas biográficas em dança realizada pela Cia GEDA há mais de uma década, que já resultou em 2 espetáculos solo com sucesso e repercussão em âmbito nacional: Não me toque, estou cheia de lágrimas, sobre Clarisse Lispector; e Às vezes eu Kahlo, sobre Frida Kahlo - ambos indicados a muitos prêmios como o Açorianos, o Brasken e o Olhares da Cena.
*As oficinas terão entre 8 e 12h aula, conforme disponibilidade da sala alugada e necessidade do oficineiro. *As palestras terão a duração de 50 a 70 minutos cada. *O seminário deve ocorrer em 3 dias seguidos em cada cidade. *O seminário de Canoas terá transmissão aberta pelas redes do GEDA. *O espetáculo "Surto, um fauno em suspenso" tem duração de 50min *O Espetáculo da Cia Soltos no espaço tem duração de 40min. *A roda de conversa ocorrerá depois do espetáculo Surto e terá duração de 30min. * O podcast terá 7 capítulos, cada um com duração de 40 a 60min.
Todas as palestras e masterclass receberão tradução em LIBRAS. O espetáculo Surto receberá audiodescrição e LIBRAS. O espaço onde ocorrerão as apresentações terá todos os itens de acessibilidade arquitetônica: rampas, banheiro acessível, espaço para cadeirantes. As postagens e ações de divulgação receberão descrição para pessoas com baixa visão. Além destes itens, vale lembrar que a própria finalidade de todo o projeto é promover a inclusão de pessoas neurodivergentes. Haverá busca ativa para as divulgações atingirem estes nichos de PCDs supracitados.
Todas as entradas serão gratuitas e ingressos e inscrições serão disponibilizados de maneira online.Haverá ainda a transmissão do seminário de Canoas e do podcast pelas redes sociais do GEDA.
Coordenação Geral, produção do PODCAST e atuação no espetáculo Surto - Consuelo Vallandro Artista LGBTQI+, começou seu trabalho corporal com a ginástica acrobática voltada para apresentações artísticas aos 13 anos de idade, transitou para o circo com os aparelhos aéreos e posteriormente à dança aérea. Há duas décadas vem expandindo seus horizontes e práticas artísticas no campo da arte transdisciplinar, envolvendo a dança contemporânea, o circo e a performance, sendo esta última foco de sua pesquisa de mestrado junto ao PPG-AC da UFRGS. É gestora em Artes Circenses pelo IFSUL e graduada em Letras pela UFRGS. Já participou de mais de 10 espetáculos que foram à cena em teatros de todo o estado, como Trajetórias e Vertigens (do Circo Girassol), ambos de acrobacia e dança aérea; as óperas Orfeu, P-U-N-C-H e Dido e Enéias, como bailarina-intérprete e acrobata, e os espetáculos de dança contemporânea Verde (in)Tenso, Memórias Encorpadas, Vaga e A Piscina, do Geda cia de dança, participando dos maiores festivais das artes cênicas do Estado: Porto Alegre em Cena, Palco Giratório, Festival de Circo de Santa Maria e Caxias em Cena. Realizou performances em inúmeros eventos de dança e artes visuais, inclusive na FLIP de Paraty e no Festival de Arte de Porto Alegre (2018/2019). Em 2018, fez residência artística com o grupo britânico Imitating the dog e realizou o espetáculo Night of the Living Dead Redux, bem como montou um duo de palhaçaria e, com o espetáculo Pode virar amor. De 2014 a 2021 foi professora de acrobacia e artes circenses na escola inclusiva Legato, utilizando a arte para a educação e formação de alunos com e sem deficiência. Em 2020 ganhou o prêmio da FUNARTE Arte em toda Parte por sua oficina de acrobacia em dupla e em 2021 teve seu trabalho em vídeo-dança indicado para o Festival internacional Dancine e ganhou o Prêmio Funarte Mark Ferrez de Fotografia. É a atual presidente da Associação Circo Sul e coordenadora adjunta do Colegiado de Circo do Estado do RS. É conselheira estadual e municipal de cultura. Direção do espetáculo Surto e host dos convidados no PODCAST - Maria Walesca Van Helden, da GEDA Cia de Dança A GEDA Cia. de Dança Contemporânea foi criada em 1983 na cidade de Alegrete – RS, onde sua diretora, Maria Waleskavan Helden, vivia na época. A partir dos anos 2000, passou a atuar na cidade de Porto Alegre/RS. Recebeu três PrêmiosKlauss Vianna, bem como os Prêmios Olhares da Cena, Açorianos de Dança e o Prêmio Dança na Rua, do então Ministérioda Cultura, com a obra Dores em Allegro. A companhia tem como obras de relevância em seu repertório os seguintesespetáculos: Andaime, A Piscina, Vaga, Às vezes eu Kahlo, Verde Intenso, Não me toque, estou cheia de lágrimas, Cem Metros de Valsa e um Grama e o Corte; bem como a criação dos projetos de performance em dança de caráter site-specific "Dança na sua Casa" e "Uma noite para criar, um dia para dançar", proporcionando o hibridismo entre literatura, arquitetura, artes visuais e dança. A GEDA Cia. de Dança já realizou circulação pelo interior do Estado, por 10 capitais do Brasil, além de ter atuações em países como Bélgica, Argentina e Cuba. Participou de mais de uma edição de grandes festivais de Artes Cênicas, como o Porto Alegre em Cena e o Janeiro dos Grandes Espetáculos (Recife) - no qual já esteve duas vezes nos últimos 5 anos, bem como o Diagonales (Havana). Esta companhia, com atuação permanente na cidade de Porto Alegre, circula, tendo como filosofia a ocupação de espaços não convencionais e abordagem de temas sociais da contemporaneidade. Além disso, Maria Waleska, a proponente responsável legal por este projeto, foi a responsável pela realização do Festival Dança Alegre Alegrete, um dos maiores festivais de dança do Rio Grande do Sul, por vinte edições, tendo, portanto, larga experiência na produção de eventos de Mostra de Artes e de atividades de formação. Palestrantes e oficineiros MARIA ALBERS é bailarina, coreógrafa, encenadora, arte-educadora, terapeuta e educadora somática. É graduada em Dança (Licenciatura) pela UERGS/FUNDARTE (2008). Especializou-se em Saúde Mental Coletiva, através do Programa de Residência Integrada em Saúde da Escola de Saúde Pública-RS (2014). A partir de sua experiência como artista na área da Saúde, desenvolve o método chamado Cuidado Em Cena, através do qual explora a linguagem das artes cênicas, a pesquisa em Arte e as práticas somáticas como ferramentas terapêuticas e de cuidado. Atua como Oficineira de Dança e Acompanhante Terapêutica na rede pública de cuidado em Saúde Mental de Porto Alegre e Região Metropolitana há mais de 12 anos. Atualmente trabalha no Centro de Atenção Psicossocial (CAPSII) do município de Esteio e em sua clínica-estúdio em Porto Alegre. Dirige a Cia. Soltos no Espaços, onde também atua como coreógrafa e bailarina, formada majoritariamente por artistas que receberam diagnósticos psiquiátricos ou que precisam de acompanhamento em função de sofrimento psíquico severo e persistente e que encontram na Arte formas de inventar e se reinventar. De 2013 a 2019, dirigiu cenicamente o Grupo de Teatro NAU da Liberdade. Em 2021, produziu e dirigiu a video-dança Cartas Dançantes de Amor e Cuidado, pelo Edital (Re)Volta da Dança 2021, realização Centro de Dança de Porto Alegre e Instituto Goethe. Em 2019, foi contemplada com o Prêmio Açorianos de Dança - Categoria Difusão e Formação em Dança, por seu Projeto de Dança e Saúde Mental. Em 2011, foi contemplada com o Prêmio Açorianos de Dança de Melhor Bailarina, pela sua atuação no espetáculo Solo Em Água Fervente, também vencedor da Categoria Melhor Espetáculo deste mesmo ano. MARCIO PIZARRO NORONHA Docente no curso de Licenciatura em Dança (UFRGS ESEFID). Formação em História (Licenciatura Plena e Bacharelado) e Economia (Bacharelado). Dr. Em Antropologia (USP) e Dr. Em História Ibero-Americana (PUCRS), mestre em Antropologia (UFSC). Formação em Psicanálise. Membro do comitê científico da COLEÇÃO ANTROPOLOGIA DA DANÇA e do comitê nacional da rede latino-americana de Antropologia da Dança. Equipe de edição do livro ANTROPOLOGIA DA DANÇA (2022). Membro da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HISTÓRIA DA RELIGIÃO (ABHR), ANPUH e ABA, Membro do CORECON – CONSELHO DE ECONOMIA. Integrante do GRACE GRUPO DE PESQUISA CNPQ - ESTUDOS EM ARTE, CORPO E EDUCAÇÃO. É colaborador do grupo de trabalho SALTO no espaço multicultural A VILA, na cidade de Porto Alegre RS. Escreve sobre a temática das redes de produção e economias dos objetos artísticos e estéticos. com foco em gestão, produção e governança, estudo de organizações e economia da cultura. ATUA NAS ÁREAS DE ESTUDOS HISTÓRICOS E SOCIOCULTURAIS DA DANÇA, PESQUISA EM DANÇA, ATIVIDADES PRÁTICAS EM PROJETOS EM DANÇA, GESTÃO DE PROJETOS EM DANÇA, E, AINDA EM ESTÉTICA E DANÇA, PRODUÇÃO VÍDEO FOTOGRÁFICA EM DANÇA (COM ÊNFASE PARA TEATRO E CINEMA MUSICAL) e ECONOMIA DAS ARTES DA CENA – DANÇA. RAFAEL WERNER Professor e Psicanalista. Doutorado, Mestrado e Graduado em Filosofia. Desenvolve pesquisas a partir de temas como: Liberdade; Humanismos; Naturezas; Culturas; Antropologia; Ética; Conhecimento. É membro da Associação Livre Psi - Psicoterapia e Psicanálise: clínica e pesquisa (ALPSI). É membro associado do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre (CEPdePA). Atua na docência universitária e na clínica em Psicanálise. DENISE SEVERO SPADONI DE VARGAS Arteterapeuta- AATERGS-215/0121, Arte-Educadora, Artista Plástica Graduada em Educação Artística/Artes Plásticas pela UNIVALE – Cachoeira do Sul, RS em 1994. Especialista em Arteterapia, Psicologia Analítica e Psicopedagogia. Atuou por muitos anos, como Arte-educadora, em escolas da rede pública estadual e municipal (Porto Alegre) nas séries iniciais, finais e ensino médio. Realizou pesquisa sobre os benefícios da arte como ferramenta para dificuldades de aprendizagem junto as classes de alfabetização de uma escola de Porto Alegre. Atuou também como Psicopedagoga na escola, passando a utilizar a arte, como ferramenta, explorando a criatividade dos adolescentes, com o objetivo de liberar seus bloqueios cognitivos e emocionais.
PROJETO ARQUIVADO.