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O objetivo da proposta é a realização do espetáculo "Senhora dos Afogados", de Nelson Rodrigues, com direção de Monique Gardenberg e produção do Teatro Oficina. O projeto prevê a montagem (dramaturgia, pesquisa, criação e ensaios) e temporada com 16 apresentações no Teatro Oficina.
Em Nelson Rodrigues, a matéria dramática é extraída dos afetos e, principalmente, dos sentimentos malditos, tenebrosos, excessivos, que o manifestam. Em seu teatro, a natureza humana se desnuda das múltiplas facetas de sua ilusória integridade e dá lugar ao teatro do inconsciente. Enquanto na tragédia grega abate-se sobre o herói o Destino, brincando ironicamente com as ilusões da aventura terrestre, em Nelson Rodrigues a fatalidade vem do íntimo, força avassaladora que arrasta o homem para o abismo. Em Senhora dos afogados, a casa dos Drummond, a família matriz, é um cenário em ruínas. Margeada pelo mar, a casa é habitada pela atmosfera das mortes que, tanto no passado quanto no presente, arruinam as personagens. Imersa nesses ecos, a família Drummond naufraga. Mar e casa compõem um único ambiente plástico. Nessa superfície plana flutuam, insepultos, os mortos fantasmáticos que assombram as placentárias relações familiares dos vivos. Em torno do pai, Misael (Marcelo Drummond) assenta-se o núcleo familiar. Um cadáver do passado institui, na fabulação, o enigma que move uma das faces do enredo: há dezenove anos, a amante de Misael fora morta, no dia mesmo em que o juiz celebrava suas bodas com Eduarda (Leona Cavalli). Mas essa trama recobre um outro enigma: a misteriosa morte das filhas Dora e Clara, cujos corpos perderam-se no mar e sob o qual se esconde um conflito mais denso - o de Moema (Valentina Herszage). Nelson Rodrigues, na ausência dos deuses, faz recair sobre sua protagonista uma fatalidade quiçá mais tenebrosa: a do desejo. Incluída no rol das obras míticas, vejo Senhora dos Afogados como uma tragédia delirante. Será uma montagem operística, com interferências audiovisuais, atmosferas sensoriais e presença de um grande coro alegórico das putas do cais, que nos evoque Zé Celso, e nos deixe contar, com toda potência possível, a desvairada história dos Drummond.
Objetivo geral: Realização do espetáculo teatral "Senhora dos Afogados", com texto de Nelson Rodrigues, direção de Monique Gardenberg e produção do Teatro Oficina no primeiro semestre de 2024. Objetivo específico: Realização do espetáculo "Senhora dos Afogados", de Nelson Rodrigues, com direção de Monique Gardenberg e produção do Teatro Oficina. O projeto prevê a montagem de "Senhora dos Afogados" (dramaturgia, pesquisa, criação e ensaios) e temporada com 16 apresentações na cidade de São Paulo. Inclui´da no rol das obras mi´ticas, Senhora dos Afogados é uma tragédia delirante. Será uma montagem operística, com mais de 60 pessoas envolvidas na equipe e com interferências audiovisuais, atmosferas sensoriais e presença de um grande coro alegórico, que nos evoque Zé Celso, e nos deixe contar, com toda potência possível, a desvairada história dos Drummond. Contrapartida social: Realizar um bate-papo, gratuito, com participantes do projeto sobre a realização do espetáculo. 50% dos beneficiários desta contrapartida social serão de estudantes e professores de instituições públicas de ensino, atendendo, assim, o disposto no § 2º do art. 22 da IN nº 2/2019 do Ministério da Cidadania, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da companhia.
O projeto de montagem da peça "Senhora dos Afogados", de Nelson Rodrigues, pelo Teatro Oficina, tem como objetivo contribuir para o fortalecimento e a disseminação da cultura brasileira, valorizando uma das obras mais importantes de um dos maiores dramaturgos nacionais juntamente com a linguagem da mais antiga companhia teatral em atividade no país, legado de seu fundador José Celso Martinez Corrêa. Essa iniciativa se alinha diretamente com o Artigo 1 da Lei nº 8.313, que estabelece como diretriz a promoção e a valorização da cultura nacional, garantindo o pleno exercício dos direitos culturais de todos os cidadãos e do Artigo 3, Art. para cumprimento das finalidades expressas no art. 1º desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; "Senhora dos Afogados" é uma obra de grande relevância artística, abordando de forma profunda e simbólica as relações familiares e os conflitos humanos, temas universais e atemporais com a capacidade de provocar reflexões profundas e seu tratamento inovador de temas considerados tabus. Sob a direção de Monique Gardenberg, a peça aborda temas como patriarcado e moralidade, convidando o público a refletir sobre a sociedade atual e provocando um debate importante sobre as mudanças culturais e comportamentais no Brasil. Assim, o projeto busca contribuir para a construção de uma sociedade mais consciente e crítica, alinhando-se aos objetivos de valorização da diversidade cultural e garantia de acesso igualitário à cultura, conforme estabelece a Lei nº 8.313. Por fim, o projeto "Senhora dos Afogados" reafirma o compromisso do Teatro Oficina com a preservação e a inovação das artes cênicas brasileiras, ao mesmo tempo em que cumpre sua missão de provocar o público e promover uma transformação social através do teatro. A peça de Nelson Rodrigues, sob o olhar do Teatro Oficina, propiciará ao público uma experiência única, contribuindo para o enriquecimento cultural e intelectual da sociedade.
Os bens permanantes, propostos no orçamento, irão garantir a continuidade do trabalho da campanhia, além da economicidade em relação às locações dos mesmos.
Espetáculo teatral com 16 apresentações no Teatro Oficina, no bairro da Bela Vista, São Paulo, SP, com duração aproximada de 270 min. O Teatro Oficina, atualmente, tem capacidade para 310 pessoas,
INSTRUÇÃO NORMATIVA MINC Nº 11, DE 30 DE JANEIRO DE 2024, CAPÍTULO IV DA ACESSIBILIDADE E DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO À CULTURA Seção I Das Medidas de Acessibilidade - Art. 27. PRODUTO: Espetáculo de artes cênicas - Senhora dos Afogados Medidas de acessibilidade do aspecto físico/arquitetônico: - garantir atendimento e assentos preferenciais para pessoas PcD, idosos e com mobilidade reduzida. - garantir banheiros acessíveis (caso o local não seja adaptado, serão locados banheiros químicos adaptados) Medidas de acessibilidade para PcD VISUAIS: - garantir atendimento e assentos preferenciais para pessoas PcD visuais - audiodescrição Medidas de acessibilidade para PcD AUDITIVOS: - garantir atendimento e assentos preferenciais para pessoas PcD auditivos - intérprete de libras Medidas de acessibilidade para PcD INTELECTUAIS: - garantir atendimento e assentos preferenciais para pessoas PcD intelectuais - fones com redução de ruídos para para TEA O material de divulgação dos produtos culturais gerados pelo projeto deverá conter informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade.
Democratização de acesso: Para realizar a democratização de acesso, o espetáculo prevê: - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino; - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem R$ 50,00 (cinquenta reais). - meia-entrada assegurada para estudantes em, no mínimo, 40% (quarenta por cento) do quantitativo total dos ingressos comercializados, conforme o art. 1º, § 10 da Lei nº 12.933, de 26 de dezembro de 2013; - meia-entrada assegurada para idosos em todos os ingressos comercializados, conforme o art. 23 da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003; - meia-entrada para acesso a eventos artístico-culturais a estudantes, jovens de baixa renda portadores da Identidade Jovem (ID Jovem) e pessoas com deficiência, em todos os ingressos comercializados, conforme o do Decreto nº 8.537, de 5 de outubro de 2015. - os ingressos ou produtos culturais serão comercializados com o preço médio do ingresso inteiro ou produto no limite de R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais). - a aceitação do Vale-Cultura como meio de pagamento quando da comercialização dos produtos culturais resultantes, nos termos da Lei nº 12.761, de 27 de dezembro de 2012. Das Medidas de Ampliação de Acesso - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos: Realizar um bate-papo, gratuito, com participantes do projeto sobre a realização do espetáculo. 50% dos beneficiários desta contrapartida social serão de estudantes e professores de instituições públicas de ensino, atendendo, assim, o disposto no § 2º do art. 22 da IN nº 2/2019 do Ministério da Cidadania, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da companhia.
O proponente, a Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, foi fundada em 1958 e dirigida por José Celso Martinez Corrêa. Dentro de seu repertório, estão os icônicos espetáculos "O Rei da Vela", "Roda Viva", "As Bacantes", "Os Sertões", "Cacilda!", "Mistérios Gozosos"e "Esperando Godot". A Associação é responsável pela gestão de todo o projeto. Ficha técnica prevista: Direção: Monique Gardenberg Produtora cultural, diretora teatral, e cineasta, tem em seu currículo a direção das peças "Os Sete Afluentes do Rio Ota", de Robert Lepage, e "Baque", de Neil Labute. No cinema dirigiu "Jenipapo" (1996), "Benjamim" (2004) e "Ó Paí, Ó" (2007). Além disso, também produziu eventos como Free Jazz Festival, Carlton Dance, TIM Festival e shows de artistas internacionais como Rolling Stones e Elton John. Atuação: Leona Cavalli Atriz, diretora e produtora brasileira premiada no teatro, no cinema e na televisão. Estreou no teatro aos 16 anos, na peça Valsa nº 6, de Nelson Rodrigues. Fez diversas novelas e estrelou filmes como Um Céu de Estrelas (1996), Amarelo Manga (2002), Carandiru (2003) e Contra Todos (2004). A atriz recebeu aclamação da crítica por sua performance no filme “Um Céu de Estrelas” onde venceu o Prêmio APCA de Melhor Atriz em Cinema; o Candango de Melhor Atriz pelo Festival de Brasília; além de ter recebido sua primeira de quatro indicações ao Prêmio Guarani. No teatro, atuou em Hamlet, Bacantes, Cacilda Toda Nudez Será Castigada, Um Bonde Chamado Desejo e Fausto, entre outros. Atuação: Regina Braga Atriz que atuou em teatro, cinema e televisão. Entre os seus trabalhos, destacam-se: Chiquinha Gonzaga “Ô abre alas”, de Maria Adelaide Amaral, Uma relação tão delicada, de Loleh Bellon, A margem da vida, de Tenesse Williams, Um porto para Elizabeth Bishop, de Marta Góes, Rainha(s), onde ganhou o prêmio Shell de Melhor Atriz, People vs People, peça que escreveu e dirigiu em 2019, Desalma, série de Ana Paula Maia , Amor de Mãe, novela de Manuela Dias, Pantanal, novela da Rede Globo e Elas por Elas, novela da Rede Globo Atuação: Marcelo Drummond É ator do Teatro Oficina desde 1986. Participou de mais de 25 peças sob a direção de Zé Celso Martinez Corrêa como ator e iluminador, entre elas, As boas (Les Bonnes) e Ela (Elle), de Jean Genet; Hamlet, de Shakespeare; Bacantes, de Eurípides; as 7 montagens Cacilda, de Zé Celso; Boca de ouro, de Nelson Rodrigues; as 5 montagens baseadas em Os sertões, de Euclydes da Cunha; Os bandidos, de Schiller; Pra dar um fim no juízo de deus, de Artaud; Banquete, de Platão; O rei da vela, de Oswald de Andrade; e Roda viva, de Chico Buarque. Como diretor, realizou as montagens de Os malefícios do tabaco, de Tchekhov, com Pascoal da Conceição; O assalto e santidade de Zé Vicente; O assassinato do anão; e Navalha na carne, de Plínio Marcos; e Cipriano e Chantalan, de Luis Antonio Martinez Corrêa. No cinema, participou de curtas e longas, como Via láctea, de Lina Chamie; Baal e Ralé, de Helena Ignez; Amor líquido, de Vitor Steinberg; e Horácio, de Mathias Mangin. Dirigiu, também, o filme da peça Os sertões - Homem 2 de Euclydes da Cunha. Atuação: Valentina Herszage Atriz desde criança, participou do filme "Mate-Me Por Favor” como Bia e recebeu o Troféu Redentor de Atriz na edição de 2015 do Festival do Rio. Em 2016, atuou na peça Jovem Estudante Procura. Em 2017, estreou na televisão na novela das sete Pega Pega da Rede Globo como Bebeth Ribeiro. Em 2019, interpreta Hebe Camargo na juventude, na minissérie Hebe do Globoplay. No mesmo ano, rodou o longa The Seven Sorrows of Mary, do diretor português Pedro Varela e, em novembro, fez a protagonista do filme Raquel 1:1, de Mariana Bastos, lançado no SXSW em 2022. Ainda participou do filme Homem Onça, de Vinicius Reis. No teatro, Valentina integrou o elenco da montagem brasileira de Lazarus, de David Bowie e Enda Walsh. Em 2023, interpretou Vera Sílvia Facciolla Paiva no filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles. Atuação: Giulia Gam Prolífica no cinema, teatro e televisão desde o início da década de 1980, iniciou sua carreira profissional em uma montagem de Romeu e Julieta aos quinze anos na companhia do diretor Antunes Filho, com quem percorreu grandes turnês mundiais com o grupo de teatro, ganhando o Prêmio APCA por sua performance. Sua estreia na televisão se deu em Mandala, novela do horário nobre da TV Globo, em 1987. Logo recebeu aclamação por sua atuação e venceu o Troféu Imprensa e o seu segundo Prêmio APCA por este trabalho. Em seguida passou a interpretar consecutivas protagonistas marcantes, como em O Primo Basílio (1988), Que Rei Sou Eu? (1989), Fera Ferida (1993) e Dona Flor e Seus Dois Maridos (1998). No cinema, participou de filmes como: Chico Xavier (2010), A Favorita (2008), Árido Movie (2005), Pobres-Diábolos no Paraíso (2003), Miramar (1997). No teatro atuou em inúmeras peças, como Othello: A Sombra de uma Dúvida, Fim de Jogo, Cacilda, Medida por Medida, Macbeth e Os Sete Afluentes do Rio Ota. Atuação: Cristina Mutarelli Atriz, diretora, poeta, artista plástica, performer e escritora. Cristina Mutarelli possui formação pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Lee Strasberg Theater Institute de Nova York e estagiou no Théâtre du Soleil em Paris. Com uma trajetória de sucesso, no teatro Cristina fez parte do coro de protagonistas de “O Rei da Vela”, de Oswaldo de Andrade e direção José Celso Martinez Corrêa. “A Escola do Escândalo” – de Richard Sheridan e direção Miguel Falabella também está em sua lista de sucessos. No teatro infantil adaptou “Contação de História” do texto infantil “O Lobo Bobo”. Dirigiu muitos espetáculos entre eles “Pedro e Vanda” de Jay Di Pietro; a ópera “Macbeth” – de William Shakespeare e ópera de Giuseppe Verdi e o show “Entre Nuvens” – lançamento do CD de Luiz Millan e Plínio Cutait. Na televisão, fez parte do elenco das novelas “Deus Salve o Rei” (Rede Globo); “Carinha de Anjo” (SBT); “Amor à Vida” (Rede Globo) entre outras. No cinema esteve nos filmes “Os Parças 2” de Claudio Torres Gonzaga; “O Riso de Ariano” de José Eduardo Belmonte; “Paraiso Perdido” de Monique Gardenberg e várias outras produções de grande repercussão. Roteirizou os filmes “Diversões Eletrônicas” – coautoria de Cristina Santeiro e a “A Rainha do Xerox”.
PROJETO ARQUIVADO.