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Editar e publicar o livro Imagem e Tempo do artista Vando Figueiredo, para documentar a obra do artista, preservar seu legado, contextualizar sua trajetória e garantir que seu trabalho seja compreendido e apreciado pelas futuras gerações. A publicação deste livro permitirá uma análise de sua evolução artística, influências e impacto cultural, oferecendo uma visão abrangente, através de textos, depoimentos e imagens. Palestras serão oferecidas em Contrapartida Social.
O livro estará dividido nos seguintes capítulos, aos quais incorporamos um pequeno texto para que possa dar uma ideia de como será a publicação : PRIMEIROS TRAÇOS O menino de apenas quatro anos tinha um projeto um tanto ambicioso: desenhar um xerife, com direito a chapéu, botas, colete, estrela. Desprovido da finesse característica do artista que conhecemos hoje, sua mão ainda não se submetia docilmente à imaginação. Janice veio em seu auxílio. A irmã marcou o traçado no papel; o moleque tratou de ligar os pontos. A mesma professora de desenho prestou-lhe uma outra vez assistência. Foi Janice que, em proteção ao pequeno Vando, apagou os escritos do caderno do ano letivo anterior. Vando enchia com os mais variados desenhos o caderno escolar que normalmente daria para o ano todo. TRANSFORMAÇÕES O comentário de Heloísa Juaçaba sacudiu o artista. “O que ela quis dizer com arte primitiva? Em respeito à Dama das Artes do Ceará, resolvi rever meus conceitos.” Vando mergulhou na literatura especializada. Estudou métodos e técnicas de desenho e pintura, “Fiz amizade com os nossos artistas e comecei a ter aulas com alguns deles.” Entre os professores estão o caricaturista Valber Benevides, os pintores e desenhistas André Luiz e Vidal Júnior, e o mestre paraibano Otto Cavalcante (1930-2019). Um curso mais formal com o cubano Raul de La Nuez selou o diagnóstico: “Sem sombra de dúvidas, Heloísa tinha razão. Eu me achava clássico, mas era apenas um olhar apurado e sensível para as formas. Quer ser clássico, Vando? Vá estudar!” Comprometido com o aprimoramento técnico, Vando Figueirêdo não deu ouvidos ao colega Tarcísio Hissa (1949-1993). Assim como Vando, Tarcísio também iniciava sua carreira, mas já vislumbrava uma arte de ponta. LUZES DA CIDADE Em 1995, Vando Figueirêdo juntou-se ao SOHO, galeria e ateliê coletivo fundado por Emília Porto e Maria da Glória Vilar. O SOHO era uma espécie de galpão de arte, do qual participavam os artistas Antunes, Bia Hoppe, Cecília Bichucher, Claudio César (1956-2018), Fernando França, Geraldo da Silva (1972-2019), Hilton Queiroz, Irma Ferraro, Mino Castelo Branco, Mano Alencar, Marcos Jossiê (1943-1997), Maria Theresa Alencar Pinto (1944-2008), Sandra Montenegro e Tota. Vando logo se tornou o sócio de Emília Porto em uma parceria que o colocou à frente do projeto até o ano 2000. O SOHO levou o trabalho dos artistas cearenses ao Chile e a Portugal; Mano Alencar e Emília Porto realizaram exposições em Nova York; um outro grupo expôs na Flórida. Ainda hoje, Vando Figueirêdo vibra com os êxitos do grupo na época. O sucesso da iniciativa ele atribui à garra de Emília Porto, “uma mulher que come, respira e vai morrer arte.” Através do SOHO, Vando realizou sua primeira viagem internacional. Junto com Emília Porto, ele levou a arte do grupo a Paris. INSPIRAÇÕES Quem conta um conto aumenta um ponto: eis o germe da inovação. “As pessoas se sentem numa obrigação de fazer uma pintura diferente. Querem fazer o que ninguém fez. Isso não existe. Tudo já foi feito. Isso quem diz não sou eu. Quem diz isso é a Bíblia.” Segundo Vando Figueiredo, a arte é uma forma de contar histórias. Decidido a não contar sempre a mesma, Vando foge da repetição. Cada série, por mais bem-sucedida que seja, tem os dias contados. Foi assim com as pinturas sobre madeira, assim será com a mais nova das séries. Para Vando Figueirêdo, o artista permanece novo enquanto busca novos meios de se expressar, mas “o novo não existe”. Estamos diante de uma contradição? “Todo artista tem que ser inquieto, estar sempre pesquisando. A busca estimula a criatividade, dá mais leque para apresentar o trabalho ao mercado.” O inconformismo para com a repetição em alguém desacreditado do novo resulta em uma inquieta busca por identidade que, por sua vez, acaba por conferir unidade ao trabalho de Vando Figueirêdo. Identidade, em suas palavras, é nada mais que a manifestação autêntica do ser. NEOEXPRESSIONISMO A produção artística de Vando Figueiredo foi fortemente impactada pela audácia grotesca de Francis Bacon (1909-1992) e o expressionismo abstrato de Willem de Kooning (1904-1997). Diferente do maior ícone do expressionismo brasileiro e constante fonte de inspiração, Iberê Camargo, Vando acolhe com simpatia a mistura de elementos proposta pelo neoexpressionismo, de materiais inusitados, como a areia e a palha. Posteriormente, o artista cearense também viria a identificar em sua arte a mesma tendência neoexpressionista de Jean Michel Basquiat (1960- 88). O artista afro-americano de carreira e vida fulminantes retratou cenas da vida urbana por meio de expressivas colagens, nervosas pinceladas e indecifráveis rabiscos. Assim como Basquiat, Vando Figueirêdo também apostou na desconstrução de ícones da história da arte. Produziu irreverentes versões da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. DE VOLTA À CAVERNA E se depois de sair para vasculhar o mundo o caçador descobrisse a verdade dentro da caverna? Ao revisitar os ossos de rabada de boi com os quais brincava como se manada fossem, Vando Figueirêdo redescobriu a arte rupestre das Cavernas de Altamira (Espanha) e Lascaux (França). O tempo converteu grutas pré-históricas nos primeiros museus da humanidade. Estudiosos ainda debatem sobre o real propulsor da gravura rupestre. Seria um fenômeno meramente místico ou genuinamente artístico? Também questionada é a autenticidade das figuras encontradas, surpreendentes pelo primor técnico. Alheio à disputa científica, o artista bebe livremente da singeleza pré-histórica. O reencontro de Vando Figueirêdo com as primeiras expressões da humana necessidade de fazer arte resultou nas séries Pinturas Rupestres (1997) e Primitivo Contemporâneo, cerca de dez anos depois. Enquanto Pinturas Rupestres reconstrói a pintura em pedra das cavernas, Primitivo Contemporâneo resulta em uma linha mais gráfica, pinturas com toque moderno e fundo chapado. O caçador de imagens salienta a relevância da volta a caverna: “Foi com a pintura rupestre que a minha arte ganhou força.” A arte sempre retoma a infância. UMA DOSE DE POP Cada momento histórico encontra manifestação artística correspon- dente. A passagem da modernidade para a pós-modernidade, marcada pela massificação capitalista da cultura popular, também encontra a sua estética. O kitsch da arte pop arrebata os salões. Termômetro involuntário da atualidade, Vando Figueirêdo lança mão da estética das massas. O resultado são desenhos simplificados, cores inusitadas, verdadeiros panfletos do cotidiano. O caçador de imagens confirma “muita influência de Warhol e Rauschenberg.” Robert Rauschenberg (1925-2008) antecipou o pop art com pinceladas largas, quase destruindo a figura. Embora Rauschenberg utilizasse a técnica de transfer; e Wahrol, a serigrafia, o princípio técnico se assemelhava. Ambos apropriaram-se da fotografia, aliando a gravura mecânica à pintura. Wahrol desbaratou o mundo ao transmutar arte em produto e produto, em arte. DIAMANTES No início havia apenas o desejo. Quando ao talento acenou a glória, foi preciso recuar: esmerar a técnica, seguir no compasso dos mestres; abstrair as formas; abrir-se a novas possibilidades; regressar às origens; beber uma boa dose do pop. Então o engenho de Vando Figueirêdo, tão visível em cada fase de seu trabalho, irrompeu em uma outra forma de pintar. O primoroso da nova etapa da carreira de Vando Figueirêdo é a capacidade de pintar com o papel, torná-lo fluido, conferir-lhe brilho. A primeira a reconhecer o esplendor da nova linha de trabalho foi Christiane, filha de Vando. Ela batizou a série Diamantes. O nome faz alusão ao brilho das faces de polígonos que fragmentam como peças cubistas, confundem como traços impressionistas. “Não é técnica mista, é 100% colagem. A única coisa pintada é a assinatura.” Na série Diamantes, Vando Figueirêdo nos surpreende com colossais recriações dos clássicos da pintura universal. Ao caçador de imagens, nos resta perguntar o que há para além dos diamantes. O livro ainda contará com os seguintes capítulos : GALERIA GLOSSÁRIO DE ARTE ÍNDICE DE IMAGENS SOBRE O ARTISTA
Objetivo Geral Nosso objetivo é documentar a obra do artista Vando Figueiredo para preservar seu legado, contextualizar sua trajetória e garantir que seu trabalho seja compreendido e apreciado pelas futuras gerações. A publicação deste livro permitirá uma análise de sua evolução artística, influências e impacto cultural, oferecendo uma visão abrangente, através de textos, depoimentos e imagens, que vão além das exposições temporárias, quer sejam coletivas ou individuais, ou da volatilidade atual das mídias digitais. Para além disso, nosso objetivo é que a documentação sistemática do livro possa contribuir para a valorização das obras do artista no mercado das artes, fornecendo uma referência ampla e confiável para colecionadores, críticos e historiadores. Objetivos Específicos 1. Para o livro - Produzir 1.000 exemplares do livro Imagem e Tempo do artista Vando Figueiredo; 2. Contrapartidas Sociais - O artista e convidados, realizarão 04 palestras presenciais, para 25 pessoas cada, em universidades e escolas públicas, para um total de 100 alunos e professores ao final.
Inicialmente entendemos que este projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; E também no que ressalta, no Art. 3.°, nos seus incisos : II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; Sobre o livro Uma obra de arte é uma doação, é tudo o que o artista tem para dar. Vando Figueirêdo Vando Figueiredo nasceu em Fortaleza _ CE (1952), e iniciou sua carreira em 1988 com a classificação de cinco obras na IX Unifor Plástica. Vando é diplomado em desenho e pintura através de curso ministrado por Raul de La Nuez, licenciado pelo Instituto Superior de Arte de Cuba. É desenhista, pintor, gravurista e escultor. Ensinou desenhos e pintura na Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Sem Fronteiras (USF), Faculdades Integradas Grande Fortaleza (FGF), todas sediadas em Fortaleza _ CE, Museu de Arte Contemporânea Dragão do Mar _ Fortaleza/CE e Centro de Cultura de Guaiúba/CE. Consta em sua trajetória várias exposições individuais e coletivas e participação nos mais importantes Salões de Arte nacional e no exterior, que segue detalhado no arquivo com o portfólio do artista. Recoreremos a um texto da médica e professora da Faculdade de Medicina, Dra. Lia Sanders, que também desenvolve trabalhos como artista visual e escritora. (@liasanders_arte). Este texto é parte integrante do livro : Procurei Vando com o intuito de apresentar meu trabalho e ouvir bons conselhos. "Você não vai pintar comigo?" é a pergunta de Vando Figueirêdo que me faz dar meia-volta. Começo a captar a generosidade do grande artista diante de mim. Amigos em ação, anuncia a camisa que ele me empresta para a nossa primeira aula de arte. Eu ainda não desconfio que já trago na blusa o títuto do prólogo do livro sobre a trajetória de Vando Figueirêdo. Um artista que se revela através de suas obras. A mim ele se revelou primeiramente através das incríveis colagens da série Diamantes, um primoroso diálogo de Vando Figueirêdo com a arte de todos os tempos. A jornalista Ian Gomes, querida amiga em comum, já me falara a seu respeito. Prestes a voltar a morar em Fortaleza _ talvez eu deva esclarecer que sou médica com a excentricidade de dedicar minhas horas vagas às letras e às artes plásticas _ tomo a coragem de entrar em contato com Vando. Qual não é a minha surpresa ao descobrir que ele já conhece o meu trabalho ! Grande incentivadora de minha arte, Ian Gomes já lhe havia mostrado os quadros da amiga cearense "de Berlim". Vando demonstra respeito pelo meu trabalho, e, sobretudo, paciência para com minha indecisão entre o desejo de retratar e o de remediar o drama humano. Ele já pensou em ser médico. Fará um retrato meu e me quer de olho na tela. Descortinará seu processo criativo e faz questão de que eu veja tudo. Apareço logo nos primeiros traços, que ele logo perde. Não, ele não perde; ele me deixa ir, mas eu volto. Eu sempre volto. É o desapego de Vando para com a sua arte que a faz tão rica. Não se trata de congelar um corpo em um retrato. A tela ganha os reflexos de minha imagem em seu espelho. A tela é o seu retrato através da minha imagem. Inquieto, Vando busca a melhor forma de expressão. Ele não quer escondê-la. Nem a expressão, nem a busca. "A arte é livre." A liberdade de ir e vir que Vando dá aos traços é a primeira lição. Aliás, a segunda. A primeira foi a de simplicidade. Vando mede o talento de um artista pela coragem, pelo traço, não por aplausos. Diz que reconhece em mim um estágio pelo qual já passou. Eu suspeito que ele se reconheça em todas as pessoas. Vando brinca. Cria, recria a minha fisionomia, sua expressão. Teresinha Olivier, a fotógrafa da noite, arregala os olhos cada vez que Vando se despede de um traço meu. Aos poucos ela se acostuma. É tudo parte do show. Como as várias fases do trabalho de Vando Figueirêdo, as muitas imagens que se projetam na tela ao longo do caminho também estão presentes na última versão. Vando não é um artista de uma tela só; é um artista de todas as telas. A pintura de Vando Figueirêdo _ um pintor que não vê nada, nem mesmo o seu trabalho, em isolamento - liga sempre a figura central ao todo. É a arte que extravasa por Vando. Ele se sabe instrumento, se declara engolido pela arte. E é entre pinceladas que a vida apronta mais uma das suas. Ela me leva ao pintor para me revelar escritora. Sem ler uma única linha de minha autoria, Vando me dá a incumbência de escrever o seu livro. Já no dia seguinte nos encontramos em seu ateliê para discutir o projeto. Vando recebe a visita de Inez Figueiredo. Ele me explica que ela é um dos maiores nomes da nossa literatura atual. Inez se despede, levando consigo uma das telas do artista e uma pergunta me corrói. Por que é que ela não escreve o livro do Vando? "Porque eu não pedi a ela; eu pedi a você." É mais uma do Vando professor. Está mais interessado em me dar a oportunidade de aprender através da sua imersão na arte universal do que pôr o livro em mãos experimentadas e competentes. Vando me convida a uma viagem de descoberta, uma travessia da caverna da ignorância em relação ao mundo da arte rumo à luz do Sol. É a caça da beleza além do visível, uma peregrinação que conta com o brilho de mestres das artes plásticas de todas as épocas, mas também com a angústia e o talento de Vando Figueirêdo e artistas de seu tempo. É também a segunda grande oportunidade que ele me dá de fazer o seu retrato, um retrato de toda a arte que tranborda por ele, a arte que Vando irradia. O livro, além de dissecar a vida e a obra de Vando Figueirêdo, tem como objetivo trazer ao grande público noções básicas de arte. Estudiosos e amantes da arte em geral encontrarão nos francos relatos do notável artista plástico brasileiro uma deleitosa fonte de informação, contemplação e entretenimento.
Capa 4x0 Couche Fosco Imune150 g/m2 Formato 270 x 270 mm Acabamento 4 x 0 + Verniz UV Brilho Reserva Frente, Laminação Frente BOPP Fosco e Prova digital - 4, Formato padrão Guarda 4x4 Couche Brilho Imune 170 g/m2 Formato 540 x 270 mm (270 x 270 mm) Acabamento Laminação Frente BOPP Fosco e Prova digital - 8, Formato padrão Miolo 196 Páginas 4x4 Couche Brilho Imune 150 g/m2 270 x 270 mm, 196 Páginas Prova digital - 196, Formato padrão
PRODUTO : LIVRO EM SI Inciso II - aspecto comunicacional - faremos uma audiodescrição do livro e disponibilizaremos na página do artista, permitindo o acesso ao conteúdo do produto cultural resultante deste projeto. PRODUTO : LIVRO LANÇAMENTO Inciso I - aspecto arquitetônico - acessibilidade física, no lançamento o espaço a ser escolhido guardará o que dispõe a IN com rampas de acesso, guias táteis, corrimões e banheiros adaptados; Inciso II - aspecto comunicacional - no lançamento teremos LIBRAS para pessoas com deficiências auditivas e no caso das deficiências visuais, audiodescrição. PRODUTO : CONTRAPARIDA SOCIAL Inciso I - aspecto arquitetônico - acessibilidade física, no lançamento o espaço a ser escolhido guardará o que dispõe a Instrução Normativa com rampas de acesso, guias táteis, corrimões e banheiros adaptados; Inciso II - aspecto comunicacional - nas palestras teremos LIBRAS para pessoas com deficiências auditivas e no caso das deficiências visuais, audiodescrição.
O processo de democratização de acesso neste projeto se dará através do que estabelece o artigo específico Instrução Normativa : I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento).
Gestão administrativa e financeira do projeto Instituto Vando Figueiredo Editor Junior Gomes – Book Editora Edição Carlos Rios Capa Junior Gomes e Carlos Rios Organização e preparação de textos Juliana Gomes Correção textual Yerlon Magalhães
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.