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PRONAC 250429Autorizada a captação total dos recursosMecenato

PROJETO CONSTRUINDO UMA SALVADOR INCLUSIVA E TOLERANTE

ASSOCIACAO COMUNITARIA ALZIRA DO CONFORTO
Solicitado
R$ 1,50 mi
Aprovado
R$ 1,50 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Desfiles festivos de caráter musical e cênico
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Povos de Terreiro
Ano
25

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2025-08-05
Término
2026-08-31
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

O projeto "Construindo uma Salvador Inclusiva e Tolerante" visa combater a intolerância religiosa, o racismo estrutural e promover a inclusão social no Pelourinho por meio de ações culturais e educativas, como exposições, seminários, oficinas e cortejos religiosos, realizadas pela ACAC (Associação Comunitária Alzira do Conforto). Fundada em 1998, a ACAC promove anualmente a "Caminhada Azoany" e o "Cortejo Exu não é Diabo". A Caminhada Azoany, que celebra a união de adeptos do Candomblé e da Igreja Católica, tem 26 anos em 2025 e destaca a importância das tradições afro-brasileiras. O Cortejo Exu não é Diabo, iniciado em 1999, homenageia Exu e combate a intolerância religiosa. Ambos os eventos valorizam a diversidade religiosa, reforçando o respeito à cultura afro-brasileira e sendo respaldados por legislações que garantem a liberdade religiosa e a igualdade racial.

Sinopse

1. Exposições FotográficasExposição Caminhada Azoany 2025Resumo: Esta exposição fotográfica celebra a trajetória da Caminhada Azoany, evento que completará 26 anos em 2025. As imagens retratam o engajamento comunitário, a resistência cultural e a importância da caminhada para a preservação da memória afro-soteropolitana.Classificação Indicativa: LivreDuração: 30 diasPúblico-alvo: Aberto ao público em geral.Exposição dos Participantes das OficinasResumo: A exposição resultante das oficinas de fotografia e vídeo será composta pelas imagens captadas pelos próprios participantes, refletindo suas vivências e a diversidade da cultura afro-brasileira.Classificação Indicativa: LivreDuração: 30 diasPúblico-alvo: Aberto ao público em geral. 2. SemináriosSeminário de Combate à Intolerância ReligiosaResumo: Este seminário abordará temas relacionados à intolerância religiosa, com foco em como ela afeta as comunidades de matriz africana, especialmente em Salvador. Acadêmicos, líderes religiosos e especialistas serão convidados para enriquecer o debate.Classificação Indicativa: 14 anosFormato: Híbrido (presencial e transmissão ao vivo pelo canal da ACAC no YouTube)Público-alvo: Praticantes de religiões de matriz africana, educadores, ativistas e interessados em geral.Seminário de Comunicação AntirracistaResumo: Focado em discutir estratégias de comunicação para combater o racismo e promover a representatividade negra, este seminário trará especialistas e acadêmicos para um diálogo entre o conhecimento formal e o popular.Classificação Indicativa: 14 anosFormato: Híbrido (presencial e transmissão ao vivo pelo canal da ACAC no YouTube)Público-alvo: Jornalistas, comunicadores, líderes comunitários e público em geral interessado na temática. 3. OficinasOficina de Capacitação em Inteligência Artificial AntirracistaResumo: Esta oficina discutirá como a inteligência artificial pode ser utilizada de forma ética e antirracista, abordando temas como vieses algorítmicos, coleta de dados e soluções tecnológicas inclusivas.Classificação Indicativa: 14 anosPúblico-alvo: Jovens negros e estudantes de escolas públicas entre 14 e 25 anos.Oficina de FotografiaResumo: Focada no desenvolvimento de habilidades em fotografia, essa oficina capacitará os participantes a capturar e narrar visualmente a rica diversidade da cultura afro-baiana.Classificação Indicativa: 14 anosPúblico-alvo: Jovens negros e estudantes de escolas públicas entre 14 e 25 anos.Oficina de Vídeo com Celular para Redes SociaisResumo: Ensinará técnicas de gravação, edição e storytelling usando celulares, focando na criação de vídeos impactantes para redes sociais com um olhar antirracista.Classificação Indicativa: 14 anosPúblico-alvo: Jovens negros e estudantes de escolas públicas entre 14 e 25 anos.Oficina de Criação de Conteúdo para Redes SociaisResumo: Oferecerá ferramentas e estratégias para a criação de conteúdo relevante e engajador nas redes sociais, abordando técnicas de produção e edição de posts e vídeos.Classificação Indicativa: 14 anosPúblico-alvo: Jovens negros e estudantes de escolas públicas entre 14 e 25 anos.Oficina de Moda e Beleza AfroResumo: Focada na valorização da estética negra, esta oficina ensinará técnicas de maquiagem, penteados e estilos de moda que promovem a autoestima e representatividade dos jovens negros.Classificação Indicativa: 14 anosPúblico-alvo: Jovens negros e estudantes de escolas públicas entre 14 e 25 anos.4. CaminhadasCaminhada Azoany 2025Resumo: A tradicional Caminhada Azoany, que em 2025 celebrará 26 anos de existência, será realizada no dia 16 de agosto. O evento visa resgatar a memória afro-soteropolitana, promovendo a cultura e resistência da comunidade negra.Classificação Indicativa: LivrePúblico-alvo: Comunidade em geral, com foco na população negra e nos militantes da cultura afrodescendente.Cortejo Exu Não é DiaboResumo: Cortejo que acontece no dia da quarta-feira de cinzas, celebrado como uma manifestação religiosa e cultural de resistência, com o tema "Exu Não é Diabo", conduzido por Raimundo Bouzanfraim.Classificação Indicativa: LivrePúblico-alvo: Comunidade em geral, com ênfase nas práticas religiosas afro-brasileiras.Classificação Indicativa GeralExposições Fotográficas e Caminhadas: LivreSeminários e Oficinas: 14 anos 5. Documentário do Conteúdo das Atividades, Caminhada Azoany e EXÚ NAO É DIABO!RAIMUNDO BOUZANFRAIM.

Objetivos

O principal objetivo do projeto "Construindo uma Salvador Inclusiva e Tolerante" é promover a valorização da cultura afro-soteropolitana e combater o racismo e a intolerância religiosa, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e respeitosa em Salvador. Através de diversas ações culturais, educativas e formativas, o projeto visa resgatar, preservar e difundir as tradições e legados afro-brasileiros, ao mesmo tempo em que capacita jovens e sensibiliza a comunidade sobre a importância do respeito à diversidade étnico-cultural e religiosa, celebrando a pluralidade de crenças e identidades presentes na cidade. Objetivos Específicos: Preservação e Promoção da Cultura Afro-SoteropolitanaO projeto visa preservar e promover a cultura afrodescendente de Salvador, celebrando suas contribuições para a identidade local. Para isso, serão realizadas exposições fotográficas, seminários educativos, oficinas formativas e caminhadas religiosas. Essas ações terão como foco não apenas as tradições religiosas de matriz africana, como também as manifestações artísticas, gastronômicas e sociais que compõem o rico patrimônio cultural afro-soteropolitano. Quantidade de ações: Serão realizadas 4 exposições fotográficas, 3 seminários educativos, 4 oficinas formativas e 2 caminhadas religiosas.Resultados esperados: Maior visibilidade e valorização da cultura afro-brasileira em Salvador, com a participação ativa de 2000 pessoas nas caminhadas religiosas, cerca de 1000 participantes nos seminários e oficinas, e aproximadamente 50 artistas e fotógrafos envolvidos nas exposições.Combate ao Racismo e Intolerância ReligiosaO projeto busca sensibilizar a comunidade sobre a importância de combater atitudes discriminatórias, promovendo o respeito à diversidade étnico-cultural e religiosa. Através de seminários educativos e ações de sensibilização, o projeto pretende gerar uma reflexão crítica sobre os impactos do racismo estrutural e da intolerância religiosa na sociedade soteropolitana, além de apresentar alternativas para a promoção da igualdade e da inclusão social. Quantidade de ações: 3 seminários educativos abordando temas como intolerância religiosa, racismo algorítmico e comunicação antirracista.Resultados esperados: Aproximadamente 500 pessoas participantes nos seminários, com a produção de pelo menos 3 materiais educativos (livros, vídeos ou cartilhas) que possam ser distribuídos para escolas e centros culturais da cidade. Espera-se também que o projeto influencie ao menos 10 instituições locais a adotarem práticas mais inclusivas.Capacitação de Jovens Negros em Habilidades Digitais e ArtísticasO projeto visa capacitar jovens negros de escolas públicas, com idades entre 14 e 25 anos, em habilidades digitais e artísticas, em especial nas áreas de fotografia, produção de vídeo para redes sociais e criação de conteúdo. As oficinas formativas proporcionarão ferramentas e conhecimentos para que esses jovens possam expressar suas identidades, narrativas e visões de mundo de forma positiva e impactante nas plataformas digitais. Além disso, busca-se fomentar a criação de conteúdo que promova a cultura afro-brasileira e a luta contra o racismo. Quantidade de ações: Serão realizadas 4 oficinas de fotografia, 4 oficinas de produção de vídeo e 4 oficinas de criação de conteúdo.Resultados esperados: A capacitação de aproximadamente 100 jovens, com pelo menos 30% deles tendo suas produções exibidas em plataformas digitais, como redes sociais e sites culturais. A meta é que 50% dos participantes consigam realizar suas próprias produções artísticas e digitais como resultado das oficinas.Geração de Reflexões e Diálogos sobre Questões Sociais RelevantesO projeto pretende promover debates sobre temas cruciais para a sociedade, como intolerância religiosa, racismo algorítmico e comunicação antirracista, estimulando a reflexão crítica sobre essas questões. A realização de seminários educativos e rodas de conversa com especialistas e representantes das comunidades afro-brasileiras será uma das principais ferramentas para alcançar esse objetivo. Quantidade de ações: 3 seminários educativos e 5 rodas de conversa, com participação de 20 palestrantes e moderadores especializados.Resultados esperados: Promover pelo menos 500 diálogos entre diferentes grupos sociais, com a participação de 2000 pessoas no total. A criação de 3 publicações (livros, artigos ou relatórios) com os resultados das discussões será um dos principais produtos do projeto.Homenagem ao Legado de Alzira do ConfortoO projeto também tem como objetivo homenagear a memória de Alzira do Conforto, reconhecendo sua contribuição fundamental para a cultura afrodescendente em Salvador e o diálogo intercultural. Sua trajetória será celebrada em todas as ações do projeto, com destaque para a realização da Caminhada Azoany e o Cortejo Exu não é Diabo, eventos que têm a participação direta da comunidade afro-brasileira. Quantidade de ações: Serão realizadas 2 eventos principais: a Caminhada Azoany (26ª edição) e o Cortejo Exu Não é Diabo (27ª edição).Resultados esperados: Mais de 2000 participantes em cada um dos eventos, com a produção de 2 documentários que registrem a história de Alzira do Conforto e as manifestações culturais a ela relacionadas.Realização da 26ª Caminhada Azoany (16 de agosto de 2025)A 26ª edição da Caminhada Azoany será uma das grandes ações do projeto. Este evento, que ocorre anualmente, reúne membros do Candomblé e da Igreja Católica para celebrar as figuras de São Lázaro e Azoany (Omolú Obaluaê), promovendo uma reflexão sobre as tradições afro-brasileiras e a convivência entre diferentes religiões. Quantidade de ações: 1 caminhada de 6 km, com participação de 2000 pessoas.Resultados esperados: Aumento da participação e integração de diversas comunidades religiosas e culturais na cidade, além da criação de um conteúdo audiovisual sobre o evento que será distribuído para escolas e centros culturais.Realização do 26º Cortejo Exu Não é Diabo (Raimundo Bouzanfraim)Este cortejo, que ocorre todos os anos, é uma homenagem a Exu, divindade de grande importância nas religiões afro-brasileiras, e busca combater a intolerância religiosa. A 26ª edição será uma oportunidade para reforçar a mensagem de respeito e a visibilidade da cultura afro-brasileira. Quantidade de ações: 1 cortejo de 2 km no Centro Histórico de Salvador, com a participação de aproximadamente 2000 pessoas.Resultados esperados: Combate aos estereótipos negativos relacionados à figura de Exu, com o desenvolvimento de um material educativo e promocional sobre a importância de Exu nas religiões afro-brasileiras, distribuído para escolas e centros culturais.

Justificativa

"Construindo uma Salvador Inclusiva e Tolerante", que visa promover a valorização e preservação da cultura afro-soteropolitana, combater o racismo e a intolerância religiosa, além de capacitar jovens negros em habilidades digitais e artísticas. A utilização desta lei se justifica por diversos fatores, e o projeto se encaixa perfeitamente nas diretrizes da norma, especialmente nos incisos do Art. 1º e nos objetivos do Art. 3º da Lei 8313/91. O Art. 1º da Lei Rouanet estabelece que a Lei de Incentivo à Cultura destina-se a financiar projetos culturais, abrangendo diversas manifestações artísticas e culturais. O projeto em questão se enquadra nos seguintes incisos: Inciso I _ Promoção e difusão de manifestações culturais de todo o país:O projeto tem como objetivo principal preservar, promover e divulgar a cultura afro-soteropolitana, com ênfase nas tradições afro-brasileiras, por meio de exposições, seminários, oficinas, caminhadas e cortejos. As ações buscam ampliar a visibilidade de culturas locais, inserindo-as no cenário nacional e até internacional, promovendo a valorização da diversidade cultural.Inciso II _ Promoção e fomento à formação, à capacitação e ao aperfeiçoamento de recursos humanos nas áreas culturais:O projeto visa capacitar jovens negros de escolas públicas entre 14 e 25 anos em habilidades digitais e artísticas, especificamente nas áreas de fotografia, produção de vídeos e criação de conteúdo. A formação desses jovens visa o desenvolvimento de habilidades profissionais e a criação de um espaço de expressão cultural por meio das plataformas digitais. Dessa forma, o projeto contribui para a qualificação da mão de obra e a valorização de talentos locais.Inciso III _ Promoção de atividades que envolvam o intercâmbio cultural, a pesquisa, a preservação e o fomento à cultura popular, de raiz ou de tendência experimental:A proposta do projeto, ao integrar ações de caminhadas religiosas e cortejos, promove o intercâmbio entre diferentes manifestações culturais, como o Candomblé, o catolicismo e outras tradições afro-brasileiras. Além disso, a realização de exposições fotográficas e seminários educativos se configura como uma oportunidade de pesquisa e preservação das tradições culturais locais, com destaque para o legado de Alzira do Conforto e o fortalecimento das expressões afro-brasileiras em Salvador.Objetivos do Art. 3º da Lei 8313/91 O projeto "Construindo uma Salvador Inclusiva e Tolerante" alcança diretamente os seguintes objetivos descritos no artigo: Inciso I _ Incentivar a produção e o desenvolvimento de manifestações culturais e artísticas de diversas linguagens e formas de expressão:A proposta do projeto visa incentivar a produção cultural afrodescendente e a divulgação de manifestações artísticas de raiz africana e religiosas. Ao promover a caminhada Azoany e o Cortejo Exu Não é Diabo, o projeto também contribui para o desenvolvimento de manifestações culturais que, de outra forma, poderiam ser marginalizadas ou esquecidas. Além disso, as exposições fotográficas e seminários educativos abrem espaço para uma reflexão crítica sobre as diversas formas de expressão cultural e religiosa presentes em Salvador, contribuindo para a diversidade cultural brasileira.Inciso II _ Incentivar a participação da sociedade na preservação e difusão da cultura:O projeto incentiva ativamente a participação da comunidade nas atividades culturais, como as caminhadas e os seminários. A inclusão de jovens negros nas oficinas formativas e a participação das diversas comunidades religiosas nas caminhadas demonstram um engajamento direto da sociedade na preservação e promoção das tradições afrodescendentes e no combate à intolerância religiosa. Além disso, ao capacitar jovens para a produção de conteúdos culturais nas redes sociais, o projeto fortalece o papel da sociedade na difusão da cultura afro-brasileira.Inciso V _ Fomentar a capacitação técnica e o desenvolvimento de recursos humanos, visando a criação de novos talentos:As oficinas de fotografia, produção de vídeo e criação de conteúdo fazem parte da estratégia do projeto para capacitar jovens negros em habilidades digitais e artísticas, com o objetivo de formar novos talentos para o mercado cultural e artístico. Esse objetivo se alinha perfeitamente à missão do projeto de fortalecer a autoestima, a expressão cultural e as habilidades profissionais da juventude negra, contribuindo para o desenvolvimento de uma nova geração de criadores culturais.Inciso VII _ Garantir a acessibilidade à cultura:O projeto garante a acessibilidade à cultura ao promover eventos de grande visibilidade, como a Caminhada Azoany e o Cortejo Exu Não é Diabo, que são gratuitos e abertos à população. Ao promover ações formativas e culturais na área do Pelourinho, o projeto contribui para a democratização do acesso à cultura em uma das regiões mais ricas e, ao mesmo tempo, mais marginalizadas de Salvador.O projeto "Construindo uma Salvador Inclusiva e Tolerante" se alinha de maneira sólida com os princípios da Lei Rouanet. A utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais é fundamental para garantir o financiamento e a realização das diversas ações culturais propostas, como exposições fotográficas, seminários educativos, cortejos religiosos e oficinas formativas. O projeto não só se enquadra nos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91, como também atende aos objetivos do Art. 3º, ao incentivar a produção e difusão de manifestações culturais, promover o intercâmbio cultural e capacitar novos talentos. Dessa forma, o projeto contribui significativamente para o fortalecimento da cultura afrodescendente em Salvador e para o combate à intolerância religiosa e ao racismo, alinhando-se aos princípios de inclusão, valorização da diversidade e acesso à cultura estabelecidos pela Lei Rouanet.

Especificação técnica

1. Caminhada Azoany 2025 e 2026 Duração: 1 dia (das 9h às 17h)Material e Equipamentos:Faixas, banners e placas informativas para orientar os participantes.Equipamentos de som (microfones, caixas de som portáteis).Camisetas personalizadas para os participantes.Água, lanches e suporte de saúde (equipes de primeiros socorros).Painéis educativos e culturais sobre a luta contra o racismo e intolerância religiosa.Projeto Pedagógico:Reflexão sobre a importância da resistência afrodescendente.Integração cultural com atividades de sensibilização e performance artística.Inclusão de mensagens educativas sobre os temas do projeto, como igualdade racial e diversidade religiosa. 2. Oficinas Oficina de Fotografia (1ª e 2ª turma)Duração: 2 dias (das 9h às 17h)Material e Equipamentos:Câmeras fotográficas digitais e/ou celulares.Computadores e projetores para visualização de imagens.Impressoras fotográficas para impressão das imagens selecionadas.Materiais educativos sobre a história da fotografia e o olhar antirracista. Projeto Pedagógico:Capacitação para registro fotográfico de manifestações culturais afrodescendentes.Enfoque na ética da fotografia, o direito à imagem e a representatividade.Produção de ensaios fotográficos sobre temas de identidade racial e ancestralidade. Oficina de Inteligência Artificial Antirracista (1ª e 2ª turma)Duração: 2 dias (das 9h às 17h)Material e Equipamentos:Computadores com softwares de IA, conectividade e ferramentas de design.Materiais de leitura e vídeos sobre a aplicação da IA no combate ao racismo.Acesso a plataformas e aplicativos de IA antirracistas. Projeto Pedagógico:Reflexão sobre o impacto da inteligência artificial nas questões de diversidade e racismo.Aplicação prática em plataformas de IA que auxiliem na promoção de igualdade racial.Produção de protótipos de soluções tecnológicas voltadas para o combate à discriminação racial. Oficina de Vídeo com Celular (1ª e 2ª turma)Duração: 2 dias (das 9h às 17h)Material e Equipamentos:Smartphones com câmeras de boa qualidade.Equipamentos de áudio e iluminação portáteis.Softwares de edição de vídeo. Projeto Pedagógico:Ensinar técnicas de gravação e edição de vídeos com celular.Criar narrativas visuais que abordem temas sobre igualdade racial, intolerância religiosa e cultura afro.Produção de vídeos curtos para redes sociais e campanhas educativas. Oficina de Moda e Beleza Afro (1ª e 2ª turma)Duração: 2 dias (das 9h às 17h)Material e Equipamentos:Produtos de beleza afro (cremes, tinturas naturais, utensílios de cabelo).Materiais educativos sobre moda afro e a história da beleza negra.Manuais sobre o uso consciente de cosméticos e técnicas de estilo afro. Projeto Pedagógico:Exploração da história da beleza afro-brasileira e suas influências culturais.Técnicas de cuidado com cabelos e peles afro, promovendo autoestima.Criação de looks que celebrem a cultura afro-brasileira. Oficina de Criação de Conteúdo para Redes Sociais (1ª e 2ª turma)Duração: 2 dias (das 9h às 17h)Material e Equipamentos:Smartphones e computadores para criação de conteúdo.Plataformas de design gráfico (Canva, Photoshop).Guias de boas práticas para redes sociais, ética e ativismo digital. Projeto Pedagógico:Capacitação para criação de conteúdo digital que promova igualdade racial e ações antirracistas.Técnicas para desenvolver campanhas, vídeos e posts em redes sociais que tratem da representatividade negra.Fomento ao engajamento digital e à ampliação do alcance de iniciativas voltadas para a causa. 3. Exposição Fotográfica Caminhada AzoanyDuração: 15/11/2025 a 04/12/2025Material e Equipamentos:Impressões fotográficas de alta qualidade.Painéis e suportes para exibição das fotos.Espaço de exposição no ACAC (Pelourinho), com curadoria e organização do ambiente.Áudio ambiente com músicas e discursos que acompanhem as fotos. Projeto Pedagógico:Exibição de registros das caminhadas e oficinas, evidenciando a participação das comunidades afrodescendentes.Reflexão sobre as imagens como formas de resistência cultural e histórica.Espaço para interação e sensibilização do público visitante sobre a luta contra o racismo e a intolerância religiosa. 4. Exposição Fotográfica Resultado das OficinasDuração: 10/01/2026 a 31/01/2026Material e Equipamentos:Fotos produzidas pelos participantes das oficinas de fotografia, vídeo e criação de conteúdo.Galeria interativa, utilizando tecnologias como realidade aumentada, se possível.Painéis informativos sobre cada oficina, detalhando o conteúdo pedagógico.Projeto Pedagógico:Apresentação dos resultados das oficinas, com ênfase nas experiências e produções dos participantes.Reflexão sobre o processo criativo e as potencialidades do audiovisual na promoção da cultura afro-brasileira.Debates e troca de experiências entre os participantes e o público. 5. SemináriosSeminário de Combate à Intolerância ReligiosaDuração: 1 dia (das 9h às 18h)Material e Equipamentos:Palestras, mesas redondas e debates com especialistas.Material de apoio impresso e digital.Equipamentos de áudio, projetores e telas.Projeto Pedagógico:Discussão sobre intolerância religiosa e sua relação com o racismo.Propostas de ação e políticas públicas para enfrentamento da intolerância religiosa no Brasil.Inclusão de práticas e tradições religiosas afro-brasileiras.Seminário de Comunicação AntirracistaDuração: 1 dia (das 9h às 18h)Material e Equipamentos:Palestras, debates e oficinas práticas de comunicação antirracista.Projetos e ações de comunicação já desenvolvidas por grupos e coletivos.Equipamentos de áudio e vídeo para gravações e transmissões ao vivo.Projeto Pedagógico:Capacitação em comunicação estratégica para o combate ao racismo.Apresentação de boas práticas de comunicação inclusiva.Discussão sobre o impacto da mídia e das redes sociais na formação de estereótipos raciais.

Acessibilidade

O projeto “Construindo uma Salvador Inclusiva e Tolerante” tem como um de seus princípios fundamentais garantir a acessibilidade a todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais ou cognitivas. Com isso, o projeto prevê facilitadores de acessibilidade física e de conteúdo, assegurando que as atividades sejam inclusivas e que toda a comunidade tenha acesso às manifestações culturais e educativas propostas. A seguir, detalho as ações planejadas para garantir a Acessibilidade Física e a Acessibilidade de Conteúdo nas diversas ações do projeto. Acessibilidade FísicaPara garantir que o espaço físico seja acessível a todas as pessoas, incluindo aquelas com deficiência física ou mobilidade reduzida, serão tomadas as seguintes medidas: Rampas de Acesso:As atividades do projeto serão realizadas em espaços como o Centro Histórico de Salvador e outros locais que receberão as exposições, seminários e oficinas. Todos os locais terão rampas de acesso para pessoas com deficiência motora, garantindo que possam circular com segurança e facilidade nos ambientes.Banheiros Adaptados:Serão disponibilizados banheiros adaptados em todas as instalações que receberão o público, com portas largas, barras de apoio e espaço suficiente para circulação de cadeirantes, garantindo conforto e dignidade para todos.Sinalização Visual e Tátil:O espaço contará com placas de sinalização visual e tátil (guia tátil e placas em Braille) para facilitar a orientação de pessoas com deficiência visual. Serão instalados pisos táteis e sinalizações visíveis e em contraste, facilitando a locomoção e localização de pontos importantes como saídas, banheiros e áreas de interesse.Assentos Reservados:Durante os eventos, como seminários e cortejos, será oferecida área de assentos reservados para pessoas com mobilidade reduzida, priorizando o conforto e o melhor aproveitamento das atividades para essas pessoas.Acessibilidade de ConteúdoO projeto visa tornar as atividades culturais e educativas acessíveis para todas as pessoas, incluindo aquelas com deficiência auditiva, visual ou cognitiva. Para tanto, serão adotadas as seguintes estratégias: Libras (Língua Brasileira de Sinais):Durante as oficinas, seminários e exposições, será disponibilizado um intérprete de Libras para garantir que as pessoas com deficiência auditiva possam acompanhar as atividades e interagir com os facilitadores e participantes. Esse serviço será oferecido em todos os momentos de fala e explicação dos conteúdos.Braille:Serão confeccionados materiais informativos (programações, catálogos, e folhetos explicativos) em Braille, para que pessoas com deficiência visual possam compreender o conteúdo das exposições e seminários. Esses materiais serão distribuídos no início de cada evento, para garantir o acesso à informação desde o começo.Audiodescrição:Durante as exposições fotográficas e cortejos religiosos, haverá audiodescrição dos conteúdos visuais. Isso garantirá que as pessoas com deficiência visual possam ter uma experiência rica e completa, com a descrição detalhada das imagens, cenas e manifestações culturais. A audiodescrição será realizada por profissionais especializados, proporcionando um acompanhamento preciso das atividades.Legendas Descritivas:Todos os vídeos e conteúdos audiovisuais produzidos durante o projeto (como as filmagens dos cortejos e seminários) terão legendas descritivas. Essas legendas, além de transcreverem o áudio, também descreverão as imagens e sons relevantes para que as pessoas com deficiência auditiva ou visual possam compreender completamente os conteúdos exibidos.Visita Sensorial:Para as exposições fotográficas e atividades culturais em que a interação com o público é essencial, serão realizadas visitas sensoriais. Essas visitas permitirão que pessoas com deficiência visual experimentem as obras por meio de outros sentidos, como o tato, o olfato e a audição. A curadoria das exposições será adaptada para criar uma experiência tátil e olfativa que reforce a percepção da cultura afrodescendente através de elementos como texturas, sons e aromas relacionados à temática da exposição.Materiais Educativos Adaptados:Os seminários e oficinas também contarão com materiais educativos adaptados, como apostilas em formato digital, que podem ser acessadas por softwares de leitura de tela. Além disso, os conteúdos das oficinas e seminários serão apresentados de maneira clara e objetiva, utilizando recursos multimodais para garantir que todas as pessoas compreendam as atividades propostas, independentemente de sua condição.

Democratização do acesso

No âmbito da proposta do projeto “Construindo uma Salvador Inclusiva e Tolerante”, a democratização de acesso será promovida de forma ampla e acessível a todas as camadas da sociedade, com especial ênfase para a população negra e em situação de vulnerabilidade social. A distribuição e comercialização dos produtos da proposta, que incluem as exposições fotográficas, seminários, oficinas e demais materiais gerados durante o projeto, seguirão as diretrizes de inclusão, diversidade e acessibilidade, buscando garantir que os produtos e conteúdos criados cheguem ao maior público possível, sem barreiras econômicas ou sociais. Distribuição e Comercialização: Acesso Gratuito aos Produtos e Atividades: Todas as atividades programadas — incluindo exposições fotográficas, seminários, oficinas e caminhadas religiosas — serão oferecidas gratuitamente à comunidade. As exposições e seminários terão entrada livre para o público, com a possibilidade de participação de até 60 pessoas presencialmente, além da transmissão online ao vivo. Esta medida visa eliminar barreiras econômicas, garantindo que a população de Salvador, especialmente a negra e marginalizada, tenha acesso aos produtos culturais e educacionais sem custos. Transmissão Online e Acessibilidade Digital: Todos os seminários, exposições e eventos de grande relevância serão transmitidos pela internet, por meio do canal oficial da ACAC no YouTube. Isso permitirá a ampliação do alcance, com a participação remota de pessoas de outras regiões do Brasil e até de fora do país, sem custos adicionais. As transmissões serão gravadas e disponibilizadas posteriormente, criando um acervo digital acessível para aqueles que não puderam participar ao vivo. Inclusão de Pessoas com Deficiência: As exposições contarão com placas de legenda em braille e audiodescrição, garantindo que pessoas com deficiência visual também possam acessar as obras e se envolver nas narrativas propostas. As atividades serão projetadas para serem acessíveis a todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas ou sensoriais.Medidas de Ampliação de Acesso: Oficinas Paralelas e Ações Educativas: Além das oficinas principais previstas no projeto, serão realizadas oficinas paralelas de curto prazo, abordando temas emergentes dentro da pauta da cultura negra e da inclusão. Estas oficinas adicionais poderão ser realizadas em escolas públicas, comunidades periféricas e outros espaços de fácil acesso para os grupos sociais mais vulneráveis, levando o conhecimento e a capacitação diretamente para as pessoas. Ações de Divulgação e Parcerias Estratégicas: Para garantir que a informação sobre as atividades do projeto alcance o maior número de pessoas, serão estabelecidas parcerias com escolas públicas, instituições culturais e comunitárias locais, além de campanhas de divulgação nas redes sociais e outros meios de comunicação digitais, como rádios comunitárias e plataformas de streaming. Essas ações visam a amplificação da visibilidade das atividades e produtos culturais gerados pelo projeto, promovendo a sua disseminação gratuita e acessível a todos.Em resumo, a democratização de acesso no projeto será garantida pela gratuidade das atividades, pela transmissão online de conteúdos, pela inclusão de acessibilidade nos eventos e pela ampliação da participação através de oficinas paralelas e parcerias com instituições comunitárias. Essas ações têm como objetivo promover a equidade no acesso à cultura, à educação e ao empoderamento, especialmente entre os jovens negros e as comunidades marginalizadas de Salvador.

Ficha técnica

Associação Alzira do ConfortoFunção no projeto: Gestão CulturalOrganização com 25 anos de atuação, localizada no Pelourinho, Salvador-BA. Referência na promoção de ações educacionais e culturais voltadas ao combate do racismo e à valorização da cultura afro-brasileira. Realiza iniciativas reconhecidas como a Caminhada Azoany e EXÚ NAO É DIABO!RAIMUNDO BOUZANFRAIM Fernanda MatosFunção no projeto: Pesquisa Cinematográfica / Roteiro BaseJornalista e produtora cultural formada pela UFBA, com especialização em Jornalismo Digital pela AECI, na Espanha. Possui vasta experiência em grandes veículos como Rede Bahia, Jornal A Tarde e TVE, além de atuação em projetos culturais e audiovisuais. Atualmente, é gestora do Laboratório da Notícia, com foco em conteúdos inovadores. Tulani MasaiFunção no projeto: Produtora MusicalArtista multifacetada, ativista e produtora cultural com forte atuação na promoção da música negra e na luta pelos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIAPN+. Idealizadora da @ubuntu.casa, espaço que celebra o afroempreendedorismo e a cultura de resistência. Thiago Del ReyFunção no projeto: Diretor de CenaCom mais de 20 anos de carreira, é formado em Web Design (UNIFACS), Publicidade (FTC) e Direção Audiovisual (AIC). Já dirigiu campanhas e projetos audiovisuais para marcas e artistas de renome, como Djavan e Carlinhos Brown, consolidando-se como referência em produção audiovisual de impacto. Tiago FerreiraFunção no projeto: Assistente de DireçãoProfissional versátil, atua como editor, diretor de vídeos e locutor. Com sólida experiência em produção audiovisual, dedica-se a criar conteúdos que combinam técnica e criatividade. Igor Rangel Santos OliveiraFunção no projeto: Fotógrafo StillGraduando em Tecnologia pela UFBA, designer gráfico e ativista do Movimento Negro. Integra sua experiência em design com sua paixão por registrar a essência da cultura afro-brasileira. Silvia Rita Santos de CerqueiraFunção no projeto: Pesquisa Cinematográfica / Consultoria CulturalProfessora e arte-educadora com mais de 40 anos de experiência, formada em Dança e pós-graduada em Arte Educação pela UFBA. Desenvolve projetos educacionais voltados à valorização da cultura e das tradições afrodescendentes. Albino Apolinário JuniorFunção no projeto: Produtor ExecutivoAdministrador e produtor cultural com duas décadas de experiência em gestão de projetos culturais de grande impacto, como a Caminhada Azoany e o bloco "Reggae O Bloco". Luan RicardoFunção no projeto: Consultoria JurídicaAdvogado especializado em Direito Criminal, Consumidor e Trânsito. Proveniente de uma família de origem humilde, é pioneiro na sua trajetória acadêmica, destacando-se pela dedicação à justiça social e à promoção da igualdade. Adriano DantasFunção no projeto: Produtor de Pautas / PesquisaPublicitário e produtor com uma década de experiência em desenvolvimento de conteúdos audiovisuais. Especialista em planejamento estratégico para redes sociais, com forte foco na comunicação cultural. Alison SodréFunção no projeto: Produtor / Consultor de DiversidadeAdvogado, ativista antirracista e especialista em diversidade étnico-racial. Possui 20 anos de experiência em projetos de difusão da cultura negra, sendo um nome respeitado na articulação de pautas culturais e sociais. Mariana LoupFunção no projeto: Produção / DivulgaçãoPublicitária com sólida experiência em criação de conteúdo e eventos culturais. Com 8 anos de atuação, desenvolve estratégias criativas para engajamento em mídias sociais. Mirela CostaFunção no projeto: Contabilidade e AdministraçãoAssistente social formada, com mais de 20 anos de experiência administrativa e financeira. Especialista na produção e coordenação de eventos culturais e sociais. Bruno SatoFunção no projeto: Diretor de Artes e RoteiroDesigner e diretor de arte com MBA em Marketing e 20 anos de atuação em criação audiovisual. Desenvolve projetos que aliam estética e funcionalidade, garantindo impacto visual e narrativo. Caio PranaFunção no projeto: Editor / MontadorEspecialista em efeitos visuais e sonoros, com formação técnica em Rádio e TV e experiência crescente em produção publicitária. Atua no desenvolvimento de peças criativas e dinâmicas. Reginaldo LuzFunção no projeto: Assistente de LocaçãoFormado em Tecnologia da Informação e Técnico em Elétrica, com mais de 10 anos de experiência em logística e produção de eventos culturais de médio e grande porte.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.