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O projeto Vozes Dissidentes promove uma residência artística interdisciplinar (teatro, dança, música e audiovisual) com foco na inclusão de 11 artistas LGBTQIA+, negros, indígenas e periféricos. Durante cinco meses, serão realizadas oficinas formativas, workshops, palestra, debates, a criação coletiva de um espetáculo e a produção de um e-book educativo e documental. O projeto culmina em apresentações públicas e na distribuição gratuita do e-book para instituições culturais e educacionais, fortalecendo a diversidade e o acesso à cultura no Vale do Paraíba.
O projeto "Residência Artística e Formação Cultural" se desdobra em uma série de atividades formativas, criativas e de produção que visam promover o desenvolvimento artístico e a troca de saberes entre os participantes. A residência acontecerá ao longo de 12 meses, com 5 meses dedicados à execução de oficinas e atividades presenciais e online. Os participantes terão acesso a um amplo leque de propostas formativas, incluindo teatro, dança, performance, improvisação, canto, produção cultural, e técnicas de criação coletiva. Produtos do Projeto:Oficinas Formativas: Teatro Documental: Exploração das memórias e histórias reais por meio do teatro, abordando questões sociais e políticas atuais.Teatro do Oprimido: Ações práticas que utilizam o teatro como ferramenta de transformação social, permitindo que os participantes se expressem e superem opressões.Dança Improvisação: Exercícios e técnicas de improvisação corporal para fomentar a expressão criativa e espontânea.Performance e Produção Audiovisual: Convergência de práticas de performance e audiovisual para criar projetos que exploram a interação entre os dois campos artísticos.Pesquisa e Criação em Teatro Imersivo: Desenvolvimento de obras que envolvem o público de maneira interativa, criando experiências imersivas e sensoriais.Improvisação Cênica: Exercícios práticos de improvisação para desenvolver a criatividade e a resposta espontânea em cena.Expressão Corporal e Movimento: Abordagem do corpo como principal veículo de expressão artística, explorando sua capacidade comunicativa e criativa.Expressão Vocal e Canto: Técnicas vocais e de canto para aprimorar a expressão verbal e sonora nas performances.Performance Relacional: Criação de performances interativas e sensoriais, com ênfase na relação entre o público e o artista.Performance Ruidosa: Abordagem inovadora que utiliza o "ruído" como metáfora para a desconstrução das normas artísticas.Produção Cultural e Captação de Recursos: Formação prática voltada para o desenvolvimento de projetos culturais e estratégias de financiamento.Oficina de Sensibilização para Diversidade e Inclusão: Atividades para ampliar a percepção sobre diversidade, acessibilidade e inclusão na arte.Oficina de Linguagem Cinematográfica: Introdução à linguagem do cinema e suas possibilidades narrativas dentro da performance.Oficina de Integração de Linguagens: Exploração da interseção entre diferentes linguagens artísticas, promovendo experimentação híbrida.Oficina de Escrita e Roteirização: Técnicas de escrita para teatro, performance e audiovisual, estruturando narrativas inovadoras.Oficina de Experimentação em Teatro e Performance: Laboratório prático de experimentação cênica e performativa.Oficina de Técnicas de Iluminação e Sonoplastia: Introdução ao uso da luz e do som como elementos dramatúrgicos dentro das criações. E-book Formativo: Conteúdo: O e-book será composto por artigos reflexivos sobre as práticas artísticas desenvolvidas durante a residência, histórias de impacto dos processos criativos e orientações para novos projetos culturais. Será disponibilizado também em versão áudio (audiobook), acessível a pessoas com deficiência visual. Mostra de Trabalhos Criados na Residência: Espetáculos e Apresentações: Durante a fase presencial, os participantes apresentarão criações individuais e coletivas, que incluirão performances teatrais, de dança e de música.Classificação Indicativa: As apresentações serão avaliadas para a classificação indicativa etária conforme a natureza e temática de cada performance, com objetivo de garantir acessibilidade ao público adequado. Plataforma de Transmissão Online: Transmissão de Atividades: Algumas performances serão transmitidas online, permitindo o acesso remoto para públicos que não podem participar presencialmente, ampliando a democratização do conhecimento.
Objetivo GeralPromover a inclusão e a valorização de artistas historicamente marginalizados, fortalecendo a cena cultural do Vale do Paraíba por meio de uma residência artística de 5 meses que resulte em obras interdisciplinares, na produção de um e-book documentando o processo, na apresentação de um espetáculo final em diferentes espaços culturais e na oferta de oficinas formativas de produção cultural e captação de recursos, ampliando o acesso e a reflexão sobre cultura, diversidade e transformação social. Objetivos Específicos Seleção e Participação: Selecionar 11 artistas (com 3 suplentes) de diversas linguagens e origens, com foco em grupos marginalizados (LGBTQIA+, negros, indígenas e periféricos), garantindo a diversidade e a representatividade do projeto.Oficinas e Workshops Internos: Realizar, durante os 5 meses, oficinas, palestras, workshops e debates que integrem discussões sobre diversidade, identidade e transformação social com treinamentos técnicos específicos em teatro, performance, dança, música e audiovisual.Desenvolvimento da Obra Coletiva: Promover a criação colaborativa de uma obra interdisciplinar, inspirada nas especificidades do território joseense, que será apresentada como espetáculo final.Apresentação Pública: Organizar a exibição do espetáculo final em três espaços culturais _ o Centro Cultural CineSantana e mais dois espaços culturais privados em São José dos Campos _ Além de uma apresentação extra na cidade de Taubaté, ampliando o acesso e a visibilidade do projeto.Apoio Logístico e Financeiro: Oferecer aos artistas uma bolsa mensal de R$ 1.000,00 durante os 5 meses da residência, além de ajuda de custo para deslocamento, alimentação e hospedagem, garantindo a dedicação integral ao processo.Produção e Distribuição de E-book: Desenvolver um e-book que documente todas as etapas do projeto _ da idealização à execução do evento _ contendo dados quantitativos (número de inscritos, sinopses das obras e performances), análises de impacto na vida dos artistas e reflexões teóricas (incluindo artigos de pesquisadores externos). O e-book será distribuído para instituições de ensino (públicas e privadas), bibliotecas, museus e CEUs, ampliando a disseminação dos conhecimentos e práticas culturais.Contrapartida Social _ Oficina de Produção Cultural e Captação de Recursos: Ofertar, três vezes durante o período de 1 ano de execução, uma oficina de 2 horas, aberta à comunidade (sem inscrição prévia) e com vagas limitadas a 30 participantes por aula, abordando temas de produção cultural e captação de recursos para a cultura, promovendo o empoderamento e a qualificação do público local.
O projeto "Vozes Dissidentes" se consolida como uma resposta urgente e estratégica às desigualdades culturais e sociais do Vale do Paraíba, alinhando-se rigorosamente aos princípios da Lei Rouanet (8.313/91) e integrando dados atualizados que evidenciam sua relevância. A seguir, detalhamos sua fundamentação legal, socioeconômica e cultural:O projeto atende de forma abrangente aos objetivos da Lei Rouanet, destacando-se em: Artigo 1º (Finalidades da Lei): Inciso I (Produção Cultural): Promove a criação interdisciplinar (teatro, dança, música, audiovisual) e o e-book documental, registrando metodologias colaborativas inéditas na região.Inciso II (Preservação Cultural): O e-book não só documenta o processo criativo, mas também se torna um acervo digital gratuito, democratizando o acesso a técnicas artísticas desenvolvidas por grupos marginalizados.Inciso IV (Direitos Humanos e Diversidade): Prioriza artistas LGBTQIA+, negros, indígenas e periféricos, combatendo a sub-representação histórica desses grupos no cenário cultural brasileiro (apenas 15% dos projetos nacionais focam em interseccionalidade, segundo o IPEA, 2023).Inciso V (Distribuição Cultural): Distribuirá o e-book gratuitamente para escolas, bibliotecas e coletivos, garantindo replicabilidade do conhecimento. Artigo 3º (Objetivos da Lei): Inciso I (Diversidade Cultural): Baseado no êxito da Residência IRANRAN INA (2021), que formou 68% de artistas periféricos, o projeto ampliará essa proporção para até 82%, com curadoria participativa.Inciso II (Acesso à Cultura): Realizará 3 apresentações gratuitas em espaços culturais de São José dos Campos.Inciso IV (Educação Artística): Oficinas de produção cultural e captação de recursos capacitam 30 pessoas, gerando autonomia para futuros projetos.Inciso VIII (Igualdade Racial e de Gênero): 82% das vagas são destinadas a mulheres, pessoas negras, LGBTQIAP+, pessoas trans e indígenas, grupos que historicamente subrepresentados na cultura.Inciso X (Documentação Cultural): O e-book incluirá dados quantitativos (ex.: impacto econômico do projeto na região) e artigos acadêmicos sobre cinema queer, criando um marco referencial para políticas públicas.Inciso XIII (Desenvolvimento Regional): Fortalece a economia criativa local, com contratação de 25 profissionais da região e parcerias com 3 coletivos artísticos do Vale. 2. Dados Estratégicos e Contexto SocioculturalDesafios Regionais: Cultura no Vale do Paraíba: Baixo investimento em cultura: Apenas 0,1% do orçamento municipal de São José dos Campos foi destinado à cultura em 2022.Desigualdade regional: 68% dos equipamentos culturais do Vale do Paraíba estão concentrados em cidades turísticas, como Campos do Jordão, deixando periferias sem acesso. Invisibilidade de Minorias: LGBTQIA+: O Brasil registrou 1 assassinato contra pessoas LGBTQIA+ a cada 30 horas em 2024 (Grupo Gay da Bahia), contexto em que projetos culturais tornam-se ferramentas de resistência e de perpetuação da memória e cultura queer brasileira. LGBTQIA+: No Brasil, apenas 12% dos projetos culturais financiados em 2022 abordaram temáticas LGBTQIA+.Pessoas negras e indígenas: No Vale do Paraíba, 34% da população é negra, mas apenas 8% dos editais locais priorizam esses grupos.Pessoas trans: Dados da ANTRA (2023) mostram que 82% das artistas trans no Brasil não têm acesso a financiamento cultural. Segundo a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), apenas 1 em cada 10 projetos culturais com temática LGBTQIA+ recebe financiamento federal. 3. Por que a Lei Rouanet é Indispensável?Recursos para Equidade: Do orçamento total, 20% serão destinados a bolsas e ajudas de custos para os artistas selecionados, garantindo participação de quem não pode custear formação.Fomento a Políticas ESG: Empresas apoiadoras poderão direcionar até 4% do IR devido a um projeto com impacto social comprovado, alinhando-se a metas de diversidade (Empresas do Vale buscam projetos com indicadores ESG, segundo a ACIVALE, 2024).Sustentabilidade Cultural: O e-book servirá como ferramenta pedagógica para escolas públicas, bibliotecas e coletivos culturais, impactando até milhares de artistas e estudantes e ampliando seu alcance. Além de atender aos critérios técnicos e normativos da Lei Rouanet, "Vozes Dissidentes" se propõe a ressignificar o papel da cultura como ferramenta de transformação social no Vale do Paraíba. A proposta vai além do financiamento de ações artísticas: ela busca construir um espaço onde as vozes tradicionalmente marginalizadas possam se expressar, dialogar e se reinventar. Nesse sentido, o projeto assume um caráter de resistência cultural e de renovação, estimulando a construção de redes colaborativas que valorizem a experiência e o protagonismo dos artistas locais. Ao integrar iniciativas de educação, divulgação e participação comunitária, "Vozes Dissidentes" fortalece o tecido social e contribui para a formação de um cenário cultural mais plural, que se alimenta tanto da tradição quanto da inovação.
DISTRIBUIÇÃO DAS VAGASO programa contará com 11 vagas, distribuídas conforme os seguintes critérios: 2 vagas exclusivas para pessoas trans e não binárias – A fim de garantir a participação de artistas trans e não binários em um espaço seguro e estruturado para o desenvolvimento de suas práticas artísticas.3 vagas para pessoas negras (pretas e pardas) – Considerando a desigualdade estrutural no acesso a espaços culturais e oportunidades artísticas.1 vagas para pessoas indígenas – Valorizando a diversidade cultural e os saberes ancestrais, promovendo intercâmbios entre linguagens artísticas contemporâneas e tradicionais.2 vagas para pessoas LGB (lésbicas, gays e bissexuais) – Visando fortalecer narrativas LGBTQIAP+ nas artes e ampliar a representatividade desses corpos e vozes.1 vagas destinadas a artistas de baixa renda – Exclusivas para candidatos cuja renda familiar per capita seja de até meio salário mínimo, independentemente de identidade de gênero, raça ou orientação sexual.2 vagas destinadas à ampla concorrência – Abertas a qualquer candidato, independentemente de critérios identitários ou socioeconômicos. As vagas não são excludentes, ou seja, um mesmo candidato pode se enquadrar em mais de um critério. Isso significa que uma pessoa trans e negra, por exemplo, poderá concorrer às vagas destinadas a ambas as categorias. Caso um candidato atenda a mais de um critério, a organização poderá alocá-lo de forma a equilibrar o grupo de residentes, garantindo a representatividade e a diversidade na seleção final. Além dos 11 selecionados, serão escolhidos 3 suplentes, que poderão ser chamados em caso de desistência. Processo de SeleçãoA seleção será realizada em três etapas principais, garantindo um processo transparente, criterioso e comprometido com a proposta do projeto. 1. InscriçãoOs candidatos deverão preencher um formulário online, que incluirá: Informações pessoais (nome, idade, cidade de residência, identidade de gênero, orientação sexual, raça/etnia, renda familiar per capita);Currículo artístico e histórico de atuação na área cultural;Carta de intenção, detalhando o interesse na residência e como sua participação contribuirá para o processo coletivo;Portfólio artístico, que pode conter vídeos, fotografias, textos, links e outros registros de trabalhos anteriores;Comprovação de renda, no caso de candidatos às vagas de baixa renda, por meio de documentos como declaração de imposto de renda, carteira de trabalho ou autodeclaração. 2. Análise TécnicaA equipe curatorial do projeto analisará as inscrições considerando os seguintes critérios: Qualidade artística e originalidade do trabalho do candidato;Coerência com a proposta da residência e capacidade de troca e experimentação coletiva;Adequação ao critério de reserva de vagas (caso o candidato tenha se inscrito em uma das categorias prioritárias);Disponibilidade para participação integral na residência.Serão pré-selecionados até 20 finalistas para a próxima fase. 3. Entrevistas IndividuaisOs finalistas passarão por entrevistas online com a equipe curatorial, onde poderão apresentar melhor sua trajetória, suas expectativas e esclarecer dúvidas sobre a participação na residência. Após essa etapa, serão selecionados os 11 residentes e 3 suplentes.Critérios de DesempateCaso haja empate na pontuação de candidatos, serão adotados os seguintes critérios, na ordem de prioridade: - Artistas que se enquadrem em mais de um critério de reserva de vaga.- Artistas residentes no Vale do Paraíba e no estado de São Paulo – Considerando o foco geográfico do projeto e os custos de deslocamento.- Artistas de regiões periféricas ou de comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas, ribeirinhas, entre outras).- Artistas que ainda não tenham participado de residências financiadas por editais públicos nos últimos 3 anos. Considerações sobre Ajuda de Custo e RemuneraçãoOs artistas selecionados receberão uma bolsa mensal de R$ 1.000,00 como remuneração pelo período da residência (5 meses), garantindo que possam se dedicar integralmente ao processo formativo e artístico. Além dessa bolsa de estudos mensal, será oferecida uma ajuda de custo para os participantes durante o período das atividades presenciais, com os seguintes valores: Primeiro mês: R$ 1.200,00 (para cobrir despesas de deslocamento inicial e adaptação);Segundo mês: R$ 1.000,00 mensais para cobrir alimentação, transporte e hospedagem;Terceiro mês: R$ 1.200,00 (para cobrir despesas de retorno à cidade de origem). Essa ajuda de custo não tem o objetivo de cobrir todas as despesas individuais dos residentes, mas sim amenizar os custos e tornar a participação mais acessível. Ao todo serão oferecidos o valor de R$ 9.000,00 por residente, totalizando um investimento direto nos artistas de R$ 90.000,00.
1. Oficinas e atividades presenciais Duração: 3 meses presenciais, com oficinas realizadas de segunda a sexta-feira.Formato: Atividades práticas e teóricas, divididas por temas e abordagens específicas como Improvisação Cênica, Performance Ruidosa, Teatro Documental, etc. Cada oficina terá sua carga horária definida de 90 minutos a 6 horas.Equipamentos e Materiais: Cada oficina contará com materiais essenciais para o desenvolvimento das atividades, como cadernos, canetas e recursos audiovisuais básicos, como vídeos e textos complementares. Serão fornecidos também os equipamentos de som e projetores necessários para a realização das atividades presenciais e online.Espaço: As oficinas e atividades ocorrerão em espaços adequados para suas práticas, incluindo salas amplas e com boa acústica, bem como espaços para experimentação de movimento e performance e locais para estudo teórico.Acessibilidade: Intérprete de Libras será disponibilizado para as atividades de oficinas presenciais, caso seja necessário. 2. E-book Educativo Duração da Produção: 4 meses para o desenvolvimento do conteúdo, curadoria, layout e revisão final.Formato: O e-book será uma obra digital contendo entre 50 a 90 páginas com capítulos teóricos e práticos. Ele incluirá imagens, gráficos e textos explicativos sobre os temas abordados nas oficinas e nos processos criativos.Distribuição: O e-book será disponibilizado em formato PDF e ePub, com versão em áudio disponível para facilitar o acesso de pessoas com deficiência visual.Conteúdo: Além de textos explicativos sobre os temas abordados, como Performance Ruidosa, Teatro do Oprimido, e Produção Cultural, o e-book trará estudos de caso, entrevistas com facilitadores e participantes, e links interativos para complementar a experiência.Acessibilidade: Versão em áudio do e-book, com narração completa dos capítulos para facilitar o acesso a pessoas com deficiência visual. 3. Espetáculo Final (Apresentações) Duração: Aproximadamente 60 a 90 minutos por apresentação.Formato: Performance colaborativa composta por cenas criadas a partir das oficinas realizadas. O espetáculo englobará elementos de dança, teatro, improvisação e performance ruidosa, trazendo à tona questões sociais e políticas trabalhadas durante a residência.Equipamentos e Materiais: O espetáculo contará com cenografia simples, figurinos, iluminação e som adequados ao contexto da apresentação. Os equipamentos audiovisuais serão utilizados para gravar e documentar a apresentação.Espaço: As apresentações serão realizadas em espaços adequados para performances, como teatros, centros culturais ou auditórios, com infraestrutura que permita uma boa visualização e sonorização da plateia.Acessibilidade: As apresentações presenciais contarão com tradução em Libras para garantir a inclusão de pessoas surdas. As transmissões online também terão a opção de legendas. 4. Transmissão Online Duração: A transmissão será realizada ao longo de 3 semanas durante o período de apresentações presenciais.Formato: A transmissão será de uma das apresentações finais do espetáculoEquipamentos: Para garantir uma transmissão de qualidade, serão usados equipamentos de gravação de alta definição, como câmeras profissionais, e plataformas de transmissão como YouTube ou Vimeo.Acessibilidade: A transmissão contará com legendas e a presença de intérprete de Libras durante as apresentações online, garantindo a inclusão total do público.Plataforma de Acesso: A transmissão será feita em plataformas públicas, com links disponibilizados nas redes sociais do projeto, para garantir o acesso fácil ao público geral.
Para o projeto Vozes Dissidentes, a Acessibilidade Física será assegurada com a adaptação dos espaços de oficinas e apresentações, incluindo banheiros acessíveis e rampas de acesso, para garantir a locomoção de pessoas com deficiência. A Acessibilidade de Conteúdo será garantida através da presença de intérprete de Libras durante as apresentações artísticas e as atividades formativas, caso haja participantes surdos ou com deficiência auditiva. Além disso, o projeto disponibilizará uma versão em áudio do e-book para garantir o acesso à informação para pessoas com deficiência visual ou dificuldades de leitura. Embora não haja previsão de sinalização tátil ou visita sensorial, o objetivo é garantir a inclusão plena dos participantes com necessidades especiais nas atividades propostas.
A democratização de acesso no projeto Vozes Dissidentes será promovida através de diversas estratégias de distribuição e ampliação do alcance dos produtos da proposta. O e-book documental será distribuído gratuitamente para instituições públicas e privadas, como bibliotecas e universidades, além de ser disponibilizado em plataformas digitais para o público em geral, garantindo o acesso amplo à documentação cultural e artística gerada. Além disso, o projeto prevê a realização de oficinas gratuitas abertas à comunidade, com temas relacionados à produção cultural, empoderamento de grupos marginalizados e técnicas de captação de recursos. Essas oficinas serão realizadas em espaços públicos e privados de São José dos Campos, garantindo a inclusão de diferentes públicos, especialmente de áreas periféricas. Também será promovida uma transmissão online das apresentações, permitindo o acesso remoto para pessoas que não possam comparecer presencialmente, ampliando o alcance do projeto para outros municípios e regiões. Por fim, para fortalecer a transparência e o envolvimento da comunidade, serão realizados ensaios abertos para que o público tenha acesso ao processo criativo, podendo acompanhar a construção das apresentações e atividades de forma participativa. Essas ações garantirão uma ampla democratização do acesso à cultura e às produções geradas pelo projeto.
A Coletiva Transperformática Ruidosa Alma, como instituição proponente, será responsável por toda a execução da Residência Artística Vozes Dissidentes, garantindo sua estruturação e implementação de acordo com os princípios da Performance Ruidosa e das práticas artísticas interdisciplinares que pautam suas ações. Dentre as principais atribuições, a coletiva ficará encarregada de: Gestão Geral e Coordenação Estratégica: Supervisão da logística, execução e acompanhamento das atividades, garantindo a fidelidade ao conceito artístico e pedagógico proposto. Curadoria e Seleção: Auxiliará na escolha dos participantes e colaborará no alinhamento do conteúdo programático com a identidade do projeto. Gestão de Recursos e Captação: Responsável pela administração financeira, pagamentos, prestação de contas e viabilização de futuras expansões do projeto. Comunicação e Divulgação: Planejamento estratégico de comunicação, articulação de redes e interlocução com artistas e instituições para ampliar o alcance do projeto. Mediação e Conexão entre Participantes: Atuação direta na experiência dos residentes, promovendo articulações e oportunidades para continuidade de seus processos criativos. Como dirigente e idealizadora do projeto, Ruya Carlo desempenhará um papel fundamental na estruturação e implementação da residência, sendo responsável por: Direção Geral: Coordenação global do projeto, garantindo que cada etapa seja realizada de forma eficiente e alinhada aos objetivos artísticos e pedagógicos. Supervisão da Equipe Técnica e Artística: Acompanhamento das ações dos demais membros da equipe e suporte na execução das atividades pedagógicas e performáticas. Desenvolvimento e Execução Logística: Gerenciamento dos recursos humanos e materiais, elaboração de cronogramas, orçamentos e controle de qualidade das ações realizadas. Articulação Institucional: Diálogo com parceiros, coletivos e instituições culturais para potencializar a difusão e continuidade do projeto. Direção de Produção: Planejamento e execução da produção prática do projeto, desde a definição de cronogramas até a gestão de todas as atividades logísticas. Será responsável pela coordenação das atividades diárias, controle dos recursos materiais e humanos, acompanhamento da infraestrutura necessária, e resolução de qualquer imprevisto que possa surgir durante a realização das oficinas e eventos. --- Currículo Resumido dos Principais Participantes Ruya Carlo (Idealizadora, Diretora de Produção e Diretora Geral) Co-fundadora da Ruidosa Alma, Ruya Carlo se destaca na produção cultural, captação de recursos e gestão de projetos artísticos interdisciplinares. Dirigiu e produziu a Residência Artística IRANRAN INA, além de coordenar o FIRQ+ - Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+ (1ª edição em São José dos Campos e 2ª edição em Pelotas). Produziu a Mostra Cinematográfica Ruídos Emergentes e fez a co-direção em montagens como Genon&Cídios, Dois Pontos e Cigana Terena. Co-criadora da performance Altar da Pátria, já apresentou trabalhos em diversas cidades do Brasil e fora do Brasil, além da exibição dos curtas criados pela coletiva em festivais internacionais. Responsável pela captação de mais de R$ 250.000,00 via editais culturais, foi contemplada pela Lei Aldir Blanc e Lei Paulo Gustavo, recebendo em 2020 o Prêmio de Reconhecimento da Cultura Pelotense pelo impacto de seu trabalho no cinema experimental. Sá Pretto (Diretora Geral, Diretora Cênica, Produtora Executiva) Artista multidisciplinar, pesquisadora, curadora e co-fundadora da Ruidosa Alma, Sá Pretto é a criadora do conceito de Performance Ruidosa, que guia a identidade da Ruidosa Alma. Com ampla trajetória em teatro, performance e cinema, dirigiu, atuou e colaborou em espetáculos como Genon&Cídios, Dois Pontos e Altar da Pátria. Como produtora e curadora, atuou no FIRQ+ e na Residência IRANRAN INA, além de desenvolver projetos experimentais de audiovisual e artes cênicas. Sua pesquisa transita entre corpo, ruído e desconstrução de narrativas tradicionais, consolidando-se como referência na arte queer e performática. Kowawa Apurinã (Curadora e Palestrante) Artista indígena, antropóloga e pesquisadora, Kowawa Apurinã atua como consultora em projetos que articulam ancestralidade, cultura e resistência. Contribuiu com sua expertise em eventos como o FIRQ+, além de integrar discussões sobre representatividade e descolonização na arte. Sua participação como curadora e palestrante na Residência Artística Vozes Dissidentes trará um olhar aprofundado sobre cosmovisões indígenas, discursos decoloniais e processos artísticos coletivos. Ed Pretto (Assistente de Produção, Curadora e Social Media) Curadora, artista e produtora cultural, Ed Pretto atua na construção e fortalecimento de redes artísticas independentes. Participou da produção e comunicação do FIRQ+ e da Residência IRANRAN INA, além de colaborar na curadoria da Mostra Ruídos Emergentes. Sua atuação envolve pesquisa em artes visuais, experimentações cênicas e produção de conteúdo digital voltado para a difusão artística.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.