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Sonora Queer _ Festival de Intérpretes LGBTQIA+ é um projeto cultural que objetiva promover a visibilidade,a valorização e o reconhecimento de 30 artistas LGBTQIA+ na música. A proposta abrange a realização de um festival com apresentações ao vivo, uma cerimônia de premiação no valor total de 23 mil reais em prêmios mais troféus e a oferta de três oficinas formativas _ em técnica vocal,performance de palco e empreendedorismo cultural e captação de recursos _além da criação de um catálogo de artistas, disponível em formatos digital, audiobook e físico (com exemplares limitados em braile).
Sonora Queer – Festival de Intérpretes e Compositores LGBTQIA+ é um evento cultural inovador que promove a visibilidade, valorização e profissionalização de artistas LGBTQIA+ no cenário musical. Agora com duas categorias – Interpretação Musical e Composição, o festival amplia seu impacto, oferecendo uma plataforma única para cantores e compositores compartilharem suas vozes e criações com o público. Com programação diversificada, ações formativas e acessibilidade garantida, o Sonora Queer se consolida como um espaço inclusivo e colaborativo para o fortalecimento da cena musical LGBTQIA+. Atividades principais do festival:Mostra Competitiva: Apresentações ao vivo de artistas LGBTQIA+ selecionados, divididos entre as categorias Intérpretes e Compositores, avaliados por um júri especializado. As performances abrangem diversos gêneros musicais, refletindo a diversidade e a riqueza cultural da comunidade. Oficinas Formativas e Debates: O festival oferece oficinas e masterclasses sobre técnica vocal, composição musical, performance de palco e empreendedorismo cultural. As atividades são abertas tanto para os artistas do festival quanto para o público em geral, garantindo acessibilidade com interpretação em Libras e legendagem. Rodas de Conversa: Discussões sobre temas como identidade de gênero na música, diversidade no mercado musical, estratégias de carreira e produção independente, com profissionais renomados da música e dos direitos humanos. A classificação indicativa para as rodas de conversa é 16 anos, devido à profundidade dos temas abordados. Catálogo de Artistas LGBTQIA+: O festival publicará um catálogo digital e físico reunindo intérpretes e compositores participantes. Essa ferramenta servirá como um meio de visibilidade e conexão com produtores, curadores e contratantes do setor musical. Premiação: O evento reconhecerá talentos com troféus e R$ 26.000,00 em premiação distribuídos entre categorias as categorias de interpretação e composição. A classificação indicativa para a premiação é livre, sendo aberta ao público em geral. Ações de Acessibilidade: O festival garante acessibilidade comunicacional com interpretação em Libras, legendagem em materiais audiovisuais e infraestrutura adaptada para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, o catálogo de artistas será disponibilizado em formato de audiobook. O Sonora Queer se consolida como um marco na valorização da diversidade musical, proporcionando um ambiente seguro, acolhedor e profissional para que artistas LGBTQIA+ possam se expressar autenticamente e ampliar suas carreiras. A classificação indicativa geral do evento é livre, tornando-o acessível a todos os públicos.
Objetivo GeralPromover a visibilidade, formação e profissionalização de intérpretes LGBTQIA+ na música, ampliando a representatividade e o acesso a oportunidades na indústria cultural brasileira. Essa iniciativa visa combater barreiras históricas e estruturais que marginalizam esses artistas, contribuindo para a democratização do acesso à cultura e o fortalecimento de redes de apoio e networking no setor musical. Festival e Apresentações Ao Vivo: Realizar um festival com apresentações ao vivo de intérpretes selecionados, organizando uma mostra competitiva para que os participantes possam se apresentar para um júri especializado. Serão oferecidas 40 vagas, distribuídas conforme critérios de reserva (por exemplo: 10 para pessoas pretas e pardas, 5 para pessoas indígenas, 8 para pessoas trans e não binárias, 2 para pessoas com deficiência, 8 para mulheres e 7 de ampla concorrência).Oficinas Formativas: Oferecer TRÊS oficinas e masterclass específicas _ uma de Performance de Palco e uma de empreendedorismo cultural _ que atenderão tanto os participantes do festival quanto o público em gera, e uma masterclass de Técnica Vocal. Cada oficina contará com até 30 participantes, e terão carga horária de 2h cada.Rodas de Conversa e Masterclasses: Organizar dois debates e uma masterclass com profissionais da música e especialistas em identidade e mercado cultural, abordando temas como identidade de gênero, diversidade na indústria musical e estratégias de carreira, com o intuito de proporcionar formação continuada e insights práticos para os artistas.Encontro Informal entre Artistas: Promover um encontro casual e descontraído entre os artistas selecionados para o festival, com o objetivo de promover a interação e a troca de experiências, de forma leve e espontânea. Esse encontro funcionará como uma espécie de vernissage, onde os artistas poderão se apresentar de maneira informal para seus colegas, criando um espaço de fortalecimento da rede de apoio e colaboração dentro da comunidade LGBTQIA+.Premiações e Reconhecimento: Implementar um sistema de premiação que distribua um total de R$ 26.000,00, distribuídos em 5 lugares em cada categoria, por meio de troféus e incentivos financeiros para os melhores intérpretes. Os resultados serão mensurados por meio de avaliações técnicas e feedback do júri, incentivando a continuidade e a excelência artística.Catálogo de Artistas: Criar e publicar um catálogo de artistas LGBTQIA+ em formatos digital e físico, reunindo os perfis e as produções dos intérpretes participantes. Esse produto servirá como uma ferramenta de visibilidade e conexão, facilitando o acesso de produtores, curadores e demais agentes culturais às trajetórias dos artistas.Acessibilidade e Inclusão: Garantir ações de acessibilidade em todas as atividades _ como interpretação em Libras e legendagem para materiais audiovisuais _ assegurando a participação plena de pessoas com diferentes necessidades.Parcerias Estratégicas: Estabelecer parcerias com instituições culturais, selos musicais e coletivos LGBTQIA+ para ampliar o alcance do projeto e fortalecer a rede de apoio, possibilitando a prestação de contas detalhada por meio de indicadores mensuráveis de engajamento e impacto. Cada uma dessas ações será monitorada e registrada, permitindo a mensuração dos resultados na prestação de contas e comprovando o alcance dos objetivos propostos.
A proposta do Sonora Queer _ Festival de Intérpretes LGBTQIA+ surge como uma resposta estratégica para enfrentar desigualdades históricas no cenário cultural brasileiro, alinhando-se aos princípios da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet). Sua relevância é fundamentada na urgência de promover a diversidade e a inclusão, sobretudo num contexto marcado por violência estrutural e marginalização de pessoas LGBTQIA+. Contexto Social e Urgência do ProjetoFontes confiáveis demonstram que a violência contra a população LGBTQIA+ no Brasil permanece alarmante. Por exemplo, o Grupo Gay da Bahia registrou 275 homicídios de pessoas LGBTQIA+ em 2024, além de 16 suicídios, totalizando 291 mortes de pessoas dessa comunidade _ número que indica que, aproximadamente a cada 30 horas, uma pessoa dessa população perde a vida. Ademais, o dossiê da ANTRA de 2024 aponta que o Brasil, há 16 anos consecutivos, concentra os mais elevados índices de assassinatos de pessoas trans, somando. Ainda de acordo com o relatório, 60,8% das vítimas tinham entre 19 e 45 anos. A média de idade das travestis e transexuais assassinadas em 2024 é de 24 anos. Relatórios de organizações internacionais, como a Transrespect, evidenciam que mulheres trans e travestis enfrentam riscos tão elevados que sua expectativa de vida pode chegar a cerca de 35 anos, em razão da violência e da exclusão socioeconômica. No campo cultural, estudos (como os divulgados pelo Itaú Cultural) revelam que a representatividade de artistas que se identificam como LGBTQIA+ em festivais de música é extremamente baixa, e pesquisas setoriais indicam que uma grande parcela desses artistas enfrenta dificuldades para acessar editais públicos. Enquadramento Legal na Lei RouanetO Sonora Queer enquadra-se nos incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91 e contribui para os objetivos do Art. 3º, conforme descrito a seguir: Art. 1º _ Finalidades do PRONAC:Inciso I _ Incentivar a produção, promoção e difusão de bens culturais:O festival promoverá 40 apresentações inéditas e a criação de um catálogo digital de artistas LGBTQIA+, ampliando a difusão de obras marginalizadas pelo mercado tradicional.Inciso II _ Fomentar a formação de pessoal qualificado:Por meio de oficinas de masterclasses de técnica vocal, oficinas de performance de palco e empreendedorismo cultural, o projeto capacitará cerca de 50 pessoas nas oficinas e masterclass, contribuindo para reduzir a lacuna formativa existente nas comunidades LGBTQIA+.Inciso IV _ Preservar e valorizar o patrimônio cultural:Ao documentar trajetórias e manifestações artísticas de artistas queer, o projeto contribui para a preservação da memória da cultura musical produzida por essa comunidade, em consonância com os princípios internacionais de proteção do patrimônio cultural imaterial, defendidos por organismos como a UNESCO. Art. 3º _ Objetivos da Lei:Inciso II _ Democratizar o acesso à cultura:O projeto prevê que 100% dos ingressos sejam gratuitos, além da exibição online, para ampliar o acesso de comunidades periféricas e reduzir barreiras geográficas.Inciso IV _ Fortalecer a identidade e diversidade cultural:O festival valoriza as expressões artísticas queer, contribuindo para o reconhecimento e fortalecimento da identidade cultural da população LGBTQIA+.Inciso IX _ Estimular políticas públicas de inclusão:A criação do banco de dados de artistas LGBTQIA+ a partir das inscrições para o festival e do catálogo criado a partir dele, servirá de subsídio para o desenvolvimento de políticas setoriais, conforme as diretrizes previstas em planos nacionais de cultura, como o Plano Nacional de Cultura (2023_2033). Impacto e Alinhamento com Políticas NacionaisO Sonora Queer dialoga com diversas políticas públicas e marcos estratégicos, como a Agenda 2030 da ONU (ODS 10 _ Redução das Desigualdades e ODS 16 _ Paz e Justiça) e com diretrizes de políticas nacionais de direitos humanos, que priorizam ações contra a LGBTfobia. A iniciativa também se alinha com os princípios da Política Nacional de Cultura Viva (Lei nº 13.018/2014), ao fomentar redes colaborativas entre artistas da periferia e fortalecer a cultura marginalizada. O Sonora Queer transcende a dimensão artística ao se constituir em uma ferramenta de transformação social. Ao vincular-se à Lei Rouanet (Art. 1º, incisos I, II e IV; Art. 3º, incisos II, IV e IX), o projeto viabiliza não apenas o financiamento necessário, mas também o reconhecimento institucional da cultura LGBTQIA+ como eixo estratégico para a democratização cultural e a promoção dos direitos humanos no Brasil.
Encontro dos Artistas - Construção de redes O encontro entre os artistas participantes do Sonora Queer ocorrerá de forma informal e descontraída, em um formato de "vernissage", promovendo um ambiente relaxado e descomplicado onde os competidores poderão se conhecer, conversar sobre suas carreiras e trocar experiências. Este evento será pensado para estimular a interação entre os artistas de uma forma leve e espontânea, sem formalidades, com o objetivo de criar conexões genuínas e celebrar o encontro entre criadores de música e performance. Nesse encontro, cada um dos artistas terá a oportunidade de compartilhar um pouco do seu trabalho com seus colegas, tocando uma música ou uma versão mais informal de sua performance para o grupo, criando um ambiente de celebração e troca. A ideia é que, ao som de música feita pelos próprios artistas, eles possam interagir, conversar sobre suas vivências e referências, e fortalecer as laços dentro da comunidade musical LGBTQIA+. Este momento também será uma maneira de aliviar a pressão da competição, permitindo que todos os participantes se sintam à vontade para ser quem são, sem a cobrança de uma apresentação formal. Critérios Curatoriais para Seleção dos ArtistasA curadoria do Sonora Queer será rigorosa e cuidadosamente planejada para garantir que a seleção dos 40 artistas seja representativa da diversidade, da qualidade artística e do impacto cultural da comunidade LGBTQIA+. Serão avaliados vários aspectos para assegurar que cada artista possua potencial artístico, autenticidade e, principalmente, a capacidade de provocar reflexão e identificação com o público LGBTQIA+ e demais espectadores. Autenticidade e Originalidade Musical: A curadoria priorizará artistas com trabalhos originais, que tragam sua verdadeira essência e identidade para a música. A originalidade será um critério-chave, reconhecendo aqueles que conseguem quebrar convenções e trazer algo novo e fresco para a cena musical, seja através de suas composições autorais ou interpretações inovadoras de repertórios. Artistas que demonstrem uma fusão criativa de influências diversas e que se afastem da musicalidade comercial serão altamente valorizados.Representatividade e Diversidade de Gêneros: Buscaremos garantir uma ampla representatividade de diferentes expressões de gênero e sexualidade dentro da comunidade LGBTQIA+, respeitando e valorizando a diversidade presente na cena musical. A diversidade será contemplada não apenas em termos de identidade de gênero e sexualidade, mas também em relação às influências culturais, raciais, regionais e estéticas. A curadoria se compromete a incluir artistas que representem uma gama de experiências e vozes, desde artistas mais conhecidos até talentos emergentes.Qualidade Musical e Técnica: Embora a ênfase do festival seja na expressão artística e na autenticidade, a curadoria também levará em consideração a qualidade técnica das performances, com especial atenção à competência vocal, à execução instrumental e à construção da performance ao vivo. Buscaremos artistas que tenham domínio de sua técnica e que consigam entregar uma apresentação impactante, seja através de uma composição bem estruturada, de uma execução vocal impecável ou de um arranjo criativo.Impacto e Relevância da Música para a Comunidade LGBTQIA+: A música que toca, emociona e reflete as vivências da comunidade LGBTQIA+ tem um poder transformador e de fortalecimento da identidade. Por isso, a curadoria levará em conta o impacto que as músicas podem ter dentro da própria comunidade LGBTQIA+, seja através de letras que abordem questões sociais e culturais relevantes ou pela maneira como os artistas refletem e afirmam suas identidades por meio da música. A curadoria se esforçará para incluir artistas que, além de demonstrar talento, tenham o poder de ressoar emocionalmente com o público, reforçando a importância da arte como ferramenta de resistência e expressão de direitos.Conectividade e Engajamento com o Público: Consideraremos também a capacidade dos artistas de criar uma conexão com seu público. Artistas que possuam um engajamento sólido nas redes sociais, ou que já estejam inseridos em um nicho de público fiel, poderão ser mais facilmente integrados ao festival, pois isso ajuda a construir a visibilidade do evento. No entanto, também valorizaremos a autenticidade de artistas emergentes ou que ainda estejam em processo de construção de seu público, mas que possuam uma proposta artística relevante.Inovação e Experimentação Sonora: O festival terá um olhar atento para aqueles artistas que se destacam pela experimentação e pela inovação dentro de seus estilos musicais. Artistas que desafiem fronteiras sonoras, que incorporem elementos de diferentes gêneros ou que apresentem uma estética não convencional, terão maior espaço na curadoria. A ideia é que o Sonora Queer seja uma plataforma que celebre o experimentalismo, trazendo novas abordagens sonoras e visuais que desafiem o status quo da indústria musical. A Premiação do FestivalA premiação do Sonora Queer será estruturada de maneira a reconhecer diversos aspectos da performance e da produção artística dos participantes. As categorias de premiação foram pensadas para não apenas premiar os melhores intérpretes, mas também reconhecer aqueles que se destacam em outros elementos fundamentais de uma apresentação, como a interpretação vocal, a presença de palco e a originalidade das composições. Ao todo, o festival distribuirá prêmios nas seguintes categorias: Categoria Interpretação 1º Lugar: R$ 4.000,00 2º Lugar: R$ 3.000,00 3º Lugar: R$ 2.500,00 4º Lugar: R$ 2.000,00 5º Lugar: R$ 1.500,00 Categoria Composição 1º Lugar: R$ 4.000,00 2º Lugar: R$ 3.000,00 3º Lugar: R$ 2.500,00 4º Lugar: R$ 2.000,00 5º Lugar: R$ 1.500,00 Esses prêmios serão entregues durante a cerimônia de encerramento do festival e visam reconhecer o esforço, o talento e a dedicação dos artistas na criação de uma experiência musical e performática impactante. A distribuição dos prêmios abrange tanto aspectos técnicos como criativos, refletindo a natureza multidisciplinar e dinâmica do evento.
1. Festival de Música e Apresentações Musicais Duração: O festival terá uma duração de uma noite, com apresentações ao vivo, oficinas e rodas de conversa distribuídas ao longo da semana do evento.Local: O evento será realizado em Teatro Municipal de São José dos Campos ou no CineTeatro Benedito Alves, com infraestrutura adequada para performances musicais e atividades formativas. Programação: Mostra Competitiva de Intérpretes: Apresentações ao vivo de artistas LGBTQIA+ com duração de 5 a 10 minutos por apresentação, além do pocket show de artista convidado na abertura. totalizando aproximadamente 3 a 4 horas de apresentações ao vivo.Oficinas Formativas e Masterclasses: Cada oficina terá duração de 2 a 3 horas, totalizando cerca de 6 a 9 horas de conteúdo formativo.Rodas de Conversa: Cada roda de conversa terá 1 a 2 horas de duração, com a participação de profissionais e especialistas da música e da cena LGBTQIA+.Acessibilidade: Todas as apresentações e atividades contarão com interpretação em Libras e suporte para público com mobilidade reduzida. Material de Apoio: Materiais Didáticos: Serão disponibilizados materiais de apoio digital e impressos para as oficinas, contendo resumos de conteúdo e sugestões de leituras complementares. Os participantes receberão certificados de participação. 2. Catálogo de Artistas LGBTQIA+ Duração: O catálogo será produzido e publicado em formato digital e impresso. A versão digital estará disponível em até 45 dias após o término do festival, enquanto a versão impressa será distribuída até 75 dias após o evento. Material: Versão Digital: O catálogo digital será publicado em formato PDF e disponível para download em uma plataforma online. Ele conterá informações detalhadas sobre os artistas participantes, incluindo biografia, fotos, links para redes sociais e amostras de performances.Versão Impressa: O catálogo físico será impresso em formato A4, com páginas coloridas e acabamento de alta qualidade, totalizando aproximadamente 60 a 90 páginas, dependendo do número de artistas participantes. Veersão Impressa em Braile: O catálogo em braile será impresso em formato A4, com páginas resistentes e acabamento de alta qualidade, totalizando aproximadamente 120-150 páginas, dependendo do número de artistas participantes. Distribuição: O catálogo será distribuído a produtores, curadores e contratantes do setor musical, além de ser disponibilizado aos artistas participantes para ampliar suas redes de contato e visibilidade. Projeto Pedagógico: O Catálogo de Artistas LGBTQIA+ tem como objetivo criar uma ferramenta de visibilidade para os artistas participantes, conectando-os diretamente com profissionais do mercado musical, como produtores, curadores e contratantes.O projeto pedagógico envolvido na criação do catálogo se baseia em uma metodologia de valorização artística e fomento à profissionalização. Além disso, ele contribui para a formação e fortalecimento da cena musical LGBTQIA+, oferecendo aos artistas uma plataforma de promoção contínua além do festival.Acessibilidade: A versão digital do catálogo terá uma interface simples para facilitar o acesso a todas as informações.
O projeto Sonora Queer foi concebido com uma abordagem inclusiva e abrangente, contemplando tanto a Acessibilidade Física quanto a Acessibilidade de Conteúdo, para garantir que todas as pessoas, independentemente de suas necessidades, possam participar e compreender integralmente as atividades do festival. Acessibilidade Física: Locomoção e Infraestrutura: O evento será realizado em espaços com estrutura adaptada, como o Cine Teatro Benedito Alves e o Teatro Municipal de São José dos Campos, que dispõem de rampas de acesso, elevadores e circulação adequada para pessoas com mobilidade reduzida.Banheiros Adaptados: Os locais escolhidos contam com banheiros adaptados para garantir conforto e segurança para os participantes com deficiência.Acessibilidade de Conteúdo: Interpretação em Libras: Todas as atividades, incluindo apresentações, debates e oficinas, contarão com intérpretes de Libras para garantir que pessoas surdas ou com deficiência auditiva tenham acesso integral ao conteúdo.Audiodescrição: Serão oferecidas audiodescrições nos materiais audiovisuais, permitindo que pessoas com deficiência visual possam compreender os detalhes visuais e o contexto das performances.Legendas Descritivas: Os vídeos e materiais audiovisuais contarão com legendas descritivas, que complementam as informações para pessoas com diferentes necessidades de compreensão.Dessa forma, o Sonora Queer se compromete a oferecer um ambiente inclusivo e acessível, garantindo que todas as dimensões do evento – físico e de conteúdo – estejam adequadas para o pleno acesso e compreensão, reafirmando seu compromisso com a diversidade e a democratização cultural.
O Sonora Queer – Festival de Intérpretes LGBTQIA+ adotará uma estratégia integrada para garantir a ampla distribuição e comercialização de todos os produtos culturais gerados pelo projeto, promovendo o acesso democrático à cultura. Para isso, serão implementadas as seguintes medidas: Distribuição e Comercialização: Ingressos e Acesso: Será disponibilizado 100% dos ingressos para as atividades do festival de forma gratuita.Produtos Culturais: O catálogo de artistas, desenvolvido em formato digital e físico, será distribuído por meio de parcerias com instituições culturais, bibliotecas e centros comunitários, ampliando sua circulação e impacto. Medidas de Ampliação de Acesso: Ensaio Aberto: O ensaio dos artistas antes do festival será aberto ao público interessado, permitindo que o público acompanhe de perto os preparativos do festival, conheça os artistas e vivencie a experiência cultural nos bastidores.Oficinas Paralelas: Paralelamente ao evento principal, oficinas e uma masterclass (Masterclass de técnica vocal, oficinas de performance de palco e empreendedorismo cultural) estarão disponíveis ao público, ampliando o leque de atividades e fomentando a formação e o intercâmbio cultural.Transmissão pela Internet: Todas as apresentações serão transmitidas online, possibilitando que pessoas de diferentes regiões do país (e até do exterior) possam acompanhar o festival em tempo real, eliminando barreiras geográficas e garantindo a inclusão digital. Essas ações visam não apenas comercializar e distribuir os produtos culturais do Sonora Queer, mas, sobretudo, promover uma efetiva democratização do acesso à cultura, assegurando que o festival seja uma plataforma inclusiva, acessível e transformadora para todos os públicos.
A Coletiva Transperformática Ruidosa Alma, como instituição proponente, será responsável por toda a execução da Residência Artística Vozes Dissidentes, garantindo sua estruturação e implementação de acordo com os princípios das práticas artísticas interdisciplinares que pautam suas ações. Dentre as principais atribuições, a coletiva ficará encarregada de: Gestão Geral e Coordenação Estratégica: Supervisão da logística, execução e acompanhamento das atividades, garantindo a fidelidade ao conceito artístico e pedagógico proposto. Como dirigente e idealizadora do projeto, Ruya Carlo (RUI CARLOS SANTOS DUTRA JUNIOR) desempenhará um papel fundamental na estruturação e implementação da residência, sendo responsável por: Direção Geral: Coordenação global do projeto, garantindo que cada etapa seja realizada de forma eficiente e alinhada aos objetivos artísticos e pedagógicos. Direção de Produção: Planejamento e execução da produção prática do projeto, desde a definição de cronogramas até a gestão de todas as atividades logísticas. Será responsável pela coordenação das atividades diárias, controle dos recursos materiais e humanos, acompanhamento da infraestrutura necessária, e resolução de qualquer imprevisto que possa surgir durante a realização das oficinas e eventos. Currículo Resumido dos Principais Participantes Ruya Carlo (Idealizadora, Diretora de Produção e Diretora Geral) Ruya Carlo, co-fundadora da Ruidosa Alma, é referência na produção cultural e na gestão de projetos artísticos interdisciplinares com forte viés queer. Ao longo de sua carreira, destacou-se na captação de recursos e na coordenação de iniciativas que ampliam as narrativas marginalizadas na arte contemporânea. Com um histórico sólido, Ruya dirigiu e produziu a Residência Artística IRANRAN INA, um espaço de criação que impulsiona a experimentação e a produção de obras inovadoras. Além disso, Ruya Carlo coordenou o FIRQ+ – Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+, tendo realizado sua primeira edição em São José dos Campos e, posteriormente, expandido o projeto com uma segunda edição em Pelotas. Essa iniciativa, que celebra o cinema experimental e as narrativas queer, destaca-se pela curadoria cuidadosa e pela promoção de debates sobre identidade, política e resistência. Em paralelo, ela produziu a Mostra Cinematográfica Ruídos Emergentes, reforçando seu compromisso com a difusão de produções alternativas e o incentivo ao surgimento de novos talentos. Ruya também atuou na co-direção de montagens impactantes, como Genon&Cídios, Dois Pontos e Cigana Terena, além de ser co-criadora da performance Altar da Pátria, que percorreu diversas cidades do Brasil e foi exibida em festivais internacionais. Seus trabalhos demonstram uma sensibilidade única para integrar elementos de dança, teatro e audiovisual, criando experiências imersivas que questionam as estruturas tradicionais do mercado cultural. Com visão estratégica, Ruya Carlo foi responsável pela captação de mais de R$250.000,00 via editais culturais, sendo contemplada pela Lei Aldir Blanc e Lei Paulo Gustavo. Em reconhecimento ao seu impacto no cinema experimental, ela recebeu, em 2020, o Prêmio de Reconhecimento da Cultura Pelotense, destacando a relevância de seu trabalho para o cenário cultural brasileiro. Sua atuação vai além da produção e direção, pois Ruya também integra a comissão de cultura da Associação Transbordamos, contribuindo para a formulação e reivindicação de políticas públicas que promovam a inclusão e os direitos da comunidade LGBTQIAP+. Por meio de sua gestão e liderança, a Ruidosa Alma se tornou uma referência no circuito das artes performáticas e no fortalecimento das vozes transgressoras e experimentais. Sá de Moraes Pretto (Diretora Geral, Produtora Executiva e Direção de Curadoria) Sabiá, artisticamente conhecida como Sá Pretto, é uma referência multidisciplinar na arte queer e performática. Formada em teatro pela UFPel e mestra em Artes Cênicas pela UFMA, ela construiu uma sólida base acadêmica que se reflete em sua prática inovadora. Co-fundadora da Ruidosa Alma, Sá Pretto criou o conceito de Performance Ruidosa, que desafia narrativas tradicionais ao transformar o ruído em expressão estética e crítica – um conceito que sustenta a identidade da Ruidosa Alma, conforme destacado em ruidosalma.com e ruidosqueer.com. Sua trajetória inclui trabalhos expressivos no teatro, na performance e no cinema, com participações marcantes em espetáculos como Genon&Cídios, Dois Pontos e Altar da Pátria, nos quais atuou, dirigiu e colaborou, sempre explorando temas de identidade, diversidade e resistência. A artista também se destacou como produtora e diretora do Festival do Interprete de Espumoso, um projeto que promove a visibilidade dos intérpretes e fortalece a produção independente no cenário cultural. A passagem de Sá Pretto pelo The Voice Brasil 2022 evidenciou seu talento disruptivo, ao unir técnicas vocais experimentais com uma identidade queer marcante, surpreendendo o público e os jurados com performances que desafiam os padrões tradicionais. Essa experiência consolidou sua imagem como uma artista inovadora, comprometida com a transformação cultural e a democratização dos espaços artísticos. Kowawa Kapukaja Apurinã (Curadora) Kowawa Apurinã é uma artista indígena, antropóloga e pesquisadora cuja trajetória multifacetada a consagrou como referência na articulação entre ancestralidade, cultura e resistência. Graduada em Direito pela UCPel, e também formada em Antropologia e Artes Visuais pela UFPel, ela alia uma sólida formação acadêmica a uma sensibilidade artística que desafia e reinventa narrativas tradicionais. Com mestrado em Educação pelo IF-Sul e doutorado em regime sanduíche em Antropologia pela UFF/Sorbonne Paris 3, sua pesquisa aprofunda as interseções entre saberes ancestrais e as demandas contemporâneas por justiça social e representatividade. Ao longo de sua carreira, Kowawa tem atuado como consultora em projetos culturais, contribuindo para a preservação e difusão das culturas originárias e para a promoção de práticas descoloniais. Sua participação em eventos como o FIRQ+ enriquece debates sobre representatividade e inclusão na arte, trazendo à tona questões urgentes da contemporaneidade. Na Residência Artística Vozes Dissidentes, ela atuará como curadora e palestrante, oferecendo um olhar profundo e transformador sobre cosmovisões indígenas, discursos decoloniais e processos artísticos coletivos. Seu trabalho inspira novas práticas e paradigmas que promovem a equidade e o diálogo intercultural, reafirmando seu compromisso com a transformação social e a valorização das identidades marginalizadas. Eduard de Moraes Pretto (Assistente de Produção e Social Media) Eduard Pretto é uma curadora, artista e produtora cultural dedicada à construção e fortalecimento de redes artísticas independentes. Formada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), atualmente está cursando mestrado na mesma instituição, aprofundando seus estudos na área. Sua formação acadêmica sólida complementa sua atuação prática no cenário cultural. Na Ruidosa Alma, Eduard desempenha papéis essenciais como produtora e atriz, contribuindo para a criação de filmes que exploram temas contemporâneos e experimentais. Essas produções têm sido selecionadas para diversos festivais internacionais, incluindo o Lift Off Sessions, destacando a qualidade e relevância de seu trabalho no circuito cinematográfico global. Além de sua atuação artística, Eduard esteve envolvida na produção e comunicação do Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+ (FIRQ+), evento que celebra a diversidade e a inclusão através do cinema. Também participou da Residência Artística IRANRAN INA, um espaço dedicado à experimentação e à criação artística. Sua colaboração na curadoria da Mostra Ruídos Emergentes evidenciou seu compromisso com a promoção de novas vozes e perspectivas no cenário artístico.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.