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PRONAC 250572Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Viver Itapuã

GABRIEL MOREIRA BISPO 04737404519
Solicitado
R$ 194,5 mil
Aprovado
R$ 194,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Prod. AV curta/média mtragem/Tv Edu Cult
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2025-09-01
Término
2026-01-30
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

"Viver Itapuã" visa a produção de um documentário média-metragem de 25 minutos, em 35 mm full frame 4k, que falará sobre importantes traços socioculturais, históricos e paisagísticos de um dos bairros mais importantes e conhecidos da cidade de Salvador: Itapuã. Ofilme abordará a preservação das memórias de trabalhadores e trabalhadoras negras do bairro, a partirdas experiências dos Pescadores Artesanais, que habitam o bairro desde o século XVIII, e foram os primeiros responsáveis pelo povoamento da região; as Ganhadeiras de Itapuã, que possuem reminiscência histórica na localidade desde o século XIX; e o Acarajé de Cira, que surgiu no bairro próximo ao final do século XX.

Sinopse

O documentário irá explorar a importância sociocultural dos Pescadores Artesanais, do grupo As Ganhadeiras de Itapuã e do Acarajé de Cira para o famoso bairro de Itapuã, em Salvador. A ideia central é fazer uma viagem pela história de alguns personagens de cada temática, girando em torno da força sociocultural, histórica e paisagística da região.Todas as três temáticas, que foram passadas de geração para geração através da oralidade, irão falar sobre as singularidades do bairro, que estarão indo desde o trabalho de sustentabilidade dos pescadores artesanais que fazem parte dos descendentes daqueles pescadores que começaram a formar a antiga vila, e deu origem ao bairro, ainda no século XVIII, até a música das ganhadeiras de Itapuã e finalizando com a gastronomia do acarajé mais famoso e bem avaliado de Salvador. Primeira parte:Iremos entrevistar os Pescadores Artesanais de Itapuã em seu próprio ambiente de trabalho e socialização: a praia, mais precisamente na colônia de pescadores Z-6, onde os barcos estão atracados, conhecida como “Rua dos Barquinhos”.O pescador artesanal possui um modo diferente de estar no mundo, de constituir família e organizar seu trabalho. O ofício de pescador é aprendido longe da escola, na tradição oral familiar. Essa forma artesanal de lidar com a natureza é responsável pela manutenção ecológica, cultural e histórica de determinadas localidades, dentre elas, o bairro de Itapuã.Esses trabalhadores do mar falarão, ora dentro de seus próprios barcos, ora na areia. Iremos captar a puxada de rede dos peixes frescos que chegam das calmas e cristalinas águas do bairro. Nessa parte da narrativa, Itapuã será apresentado como um paraíso praieiro dentro do urbano.A ideia central é deixar que pescadores, como Ari (Presidente da Colônia) e William (Vice-presidente da colônia), que fazem parte de mais uma geração de pescadores da família, falem a respeito de seu passado, de quando chegaram no bairro, de quem foi sua linhagem e qual a importância do seu trabalho para Itapuã.Tentaremos mostrar alguns dos pescados que chegam diariamente na colônia, como Badejo, Olho de boi, Dourado, Vermelho-rabo aberto, Dentão, Vermelho, Guaricema, Xáreu, Cavala, Dourado, Atum, Abelhão, Caranha, Barracuda, Pescada Amarela. Segunda parte:O grupo As Ganhadeiras de Itapuã nasceu da vontade coletiva de resgatar, valorizar e fortalecer a riqueza da identidade cultural do bairro de Itapuã, com base na lembrança das tradições e festejos que marcaram a história desta antiga vila de pescadores.Em uma combinação única de tradição e contemporaneidade é o samba que conduz o espetáculo do grupo sociocultural As Ganhadeiras de Itapuã. Com berço no bairro de Itapuã, na Bahia, e carregando em si detalhes da história primordial do Brasil, o grupo traz a memória das antigas negras de ganho do período colonial – primeiro símbolo representativo do empoderamento feminino no Brasil - e desenvolve hoje um trabalho de valorização da mulher como agente social e de resgate das tradições populares, sambas e cânticos de suas ancestrais.As ganhadeiras, que estão diretamente ligadas à Lagoa do Abaeté, pelo seu antigo trabalho de lavagem de roupas na famosa bacia de águas doces e escuras, serão entrevistadas nas areias brancas que cercam a Lagoa, abaixo das árvores, próximo a Casa da Música, onde costumeiramente ensaiam para suas apresentações.Iremos explorar a importância sociocultural e histórica desse grupo musical para o reconhecimento identitário do bairro, a partir de entrevistas com todas as gerações que participam da formação (crianças, adultas e idosas), tentando entender como se formou o grupo, qual a sua notoriedade no bairro, qual a história dos cantos, quais suas ações atualmente, e o que mais porvir...Captaremos algumas de suas canções praieiras, cantigas e cirandas, fruto do coro de 20 vozes femininas, que resgatam memórias e dão ritmo às saias de chita dessas mulheres que se movem pela força de suas raízes. Esses cantos contarão a história de um lugar, Itapuã, mas também a história de um país em transformação pelo protagonismo das mulheres. Uma história em que a luta pela sobrevivência se converte em poesia, música, dança, aconchego e afeto. Terceira parte:Em última instância, a respeito do Acarajé de Cira, iremos tratar sobre a personagem ícone dos tabuleiros do bairro. Falecida no ano de 2020, Jaciara de Jesus dos Santos, foi quituteira por mais de 50 anos, deixando um enorme legado para todas as baianas de acarajé da cidade, tendo criado todos os 5 filhos e 8 netos a partir da venda do produto, que é um Patrimônio Cultural de Salvador.Apesar de já ter falecido, o legado de Cira ainda se mantém vivo, visto que filhas e netas continuam o trabalho da quituteira mais famosa de Salvador. Ainda existem 4 pontos de venda do acarajé (Itapuã, Piatã, Rio Vermelho e Lauro de Freitas). Estima-se, que todos os pontos juntos vendem mais de 2 mil acarajés por semana.O filme irá se utilizar dos familiares que continuam nos tabuleiros de acarajé para falar sobre a importância sociocultural do alimento e de sua mãe para o reconhecimento identitário do bairro.Iremos entrevistar esses familiares, como as filhas Jussara e Cristiane, para ouvir histórias a respeito de Cira. Será captado o movimento cotidiano do tabuleiro no bairro, onde inúmeros turistas vêm diariamente experimentar o prato tão tradicional da Bahia.O filme falará sobre a história da negritude que formou a identidade sociocultural de Itapuã, norteado por histórias orais e saberes que foram passados de geração para geração, abordando paisagens, singularidades, gastronomia, música, artesanato, sustentabilidade, afroturismo, turismo de natureza, aventura, ecoturismo, patrimônios e tradições culturais.

Objetivos

Objetivo geral: 1. Produção de um média-metragem documental de 25 minutos a respeito da influência sociocultural e histórica dos pescadores, das ganhadeiras e do acarajé de Cira para o bairro de Itapuã. Objetivos específicos:1. Realizar pesquisas sobre os três grupos entrevistados no filme.2. Realização de 01 roteiro de documentário.3. Trabalhar com equipe majoriatiamente baiana.

Justificativa

A pesca é uma das atividades mais tradicionais e economicamente importantes da região. A colônia de pescadores de Itapuã (Z6), fundada em 1956, reúne cerca de 1,2 mil pescadores e 32 barcos grandes. Falar dos pescadores de Itapuã é dar visibilidade ao processo histórico pelo qual passaram as minorias negras que povoaram a região há mais de dois séculos. Uma antiga vila de pescadores, que se formou a partir da subsistência e sustentabilidade, veio dar origem a uma das localidades mais conhecidas e aclamadas de toda Salvador. O mar, ora verde esmeralda, ora azul cristalino, foi mundialmente conhecido pelas músicas de alguns dos mais famosos cantores e compositores brasileiros, como Vinicius de Moraes e Dorival Caymmi.Demonstrarmos toda essa beleza no cinema, ao mesmo tempo em que viajamos nas histórias dos pescadores, faz valer uma herança identitária e promove o bairro com um grande potencial histórico, cultural e paisagístico.Sobre as ganhadeiras: a Lagoa do Abaeté, também exaltada em poemas e canções, como as de Caetano Veloso e As Ganhadeiras de Itapuã, carrega outro tipo de beleza natural singular. Muito próximo da colônia dos pescadores, mulheres negras adultas, idosas e crianças, formaram um grupo musical com intuito de cantar a força de sua reminiscência histórica, imbricada de luta, preservação de identidade e da cultura de seu povo. A transmissão de saberes através das gerações é um dos alicerces desse grupo e isto é evidenciado na composição etária do grupo - com mulheres de 2 a 88 anos - agregando samba, ciranda, coco, maracatu, ijexá, marchinha carnavalesca e música sacra.O grupo foi criado em 2004 e se tornou patrimônio da cultura baiana. Ganhou visibilidade e credibilidade em todo o Brasil, já tendo participado de importantes programas de televisão, e acompanhado diversos artistas nos palcos, como Margareth Menezes, Mariene de Castro, Gerônimo, Saulo Fernandes e Baiana System, sendo também tema da Escola de Samba Unidos do Viradouro do Rio de Janeiro, levando a escola, após 23 anos sem título, a ser vitoriosa no Carnaval de 2020.O grupo, composto por 20 vozes femininas, traz a memória das antigas negras de ganho do período colonial, e desenvolve hoje um trabalho de valorização da mulher como agente social e de resgate das tradições populares, sambas e cânticos de suas ancestrais.Um nome que faz homenagem às antigas ganhadeiras de Itapuã que obtinham seu sustento lavando roupa de ganho na Lagoa do Abaeté ou vendendo o peixe que era comprado na mão dos pescadores da praia, mas que também reflete a vivência e a história de um lugar na cidade de Salvador: Itapuã.Se utilizar da força sociocultural dessas mulheres e meninas, numa locação onde há uma lagoa escura, arrodeada de areia branca e cercada por uma imensa mata verde, carrega o potencial imagético e narrativo a se fazer pertinente no cinema.Sobre Cira: o ofício de baiana do acarajé é considerado Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde 2005. O legado que inclui a produção e a venda dos bolinhos é tão preciosa que recebeu uma atenção especial do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Logo, falar do Acarajé de Cira é de grandiosa importância, é pensar na história de mulheres negras que contribuem há mais de meio século para a formação histórica e sociocultural de um bairro aclamado pelas suas riquezas.Dificilmente quem visitou Itapuã, não experimentou o delicioso acarajé de Cira, que durante anos subsequentes recebeu títulos de melhor da cidade.Dessa forma, ao trazermos a história da falecida Cira _ quituteira mais famosa do Brasil _ também estaremos trabalhando em prol da preservação da memória de mulheres negras que contribuíram para o reconhecimento identitário do bairro. Falar de Cira, não é somente falar de Itapuã, mas de todas aquelas mulheres que se assemelham e a representam.Os segredos e técnicas envolvidos na comida de rua baiana sempre foram transmitidos como heranças de família. Até hoje, se você perguntar a uma baiana do acarajé como ela adquiriu os saberes necessários para seguir com a tradição, é muito provável que ela te conte como aprendeu tudo com a mãe ou com a avó. Como é o caso da quituteira que, com apenas 17 anos, começou a vender acarajé no bairro de Itapuã a partir do saber passado por sua mãe, e conseguiu criar toda uma família (5 filhos e 8 netos biológicos) com o comércio do produto.Por fim, visto que as produções audiovisuais, especialmente cinematográficas, estão mais voltadas ao centro histórico de Salvador, se mostra pertinente vislumbrar o outro lado da cidade, com outras histórias, outras paisagens, outras possibilidades de se viver e experenciar Salvador.Em consonância com o artigo 42 da Lei Brasileira de Inclusão e as diretivas da Lei Rouanet, a acessibilidade será trabalhada em todas as etapas do projeto, desde as reuniões de equipe até a divulgação, para garantir a participação social do público com deficiência em igualdade de condições e fruição com os demais, além de proporcionar a formação e ampliação deste público.Em parâmetro legislativo, o projeto "Viver Itapuã" se adequa às finalidades do Art. 1°, incisos I, II VIII e IX; aos objetivos do Art. 3°, incisos I _ b), II _ a); e Art. 25, inciso II, da Lei n° 8.313 de dezembro de 1991. Tal qual os objetivos do Art. 3°, incisos I, II, III e XV, do decreto n° 11.453 de março de 2023.A Lei de Incentivo à Cultura se mostra pertinente para essa produção, pois toda discussão social e histórica está intimamente ligada ao cenário cultural. Cultura é incentivo ao pensamento, à memória, ao reconhecimento. Para isso, "Viver Itapuã" necessita da lei.Apesar de ligado especificamente aos parâmetros apresentados acima, o projeto também contribui diretamente para o que idealiza a lei em seus aspectos mais gerais.

Especificação técnica

"Viver Itapuã" será um filme rodado em 35mm full frame, 4K. PREVISÃO DE ESTRUTURAGirando pelos pontos turísticos de Itapuã, passaremos pelo monumento da sereia, por todas as praias que fazem parte do bairro, incluindo o farol de Itapuã, as estátuas de Vinicius de Moraes e Dorival Caymmi; assim como a Lagoa do Abaeté, com suas dunas brancas e a imensa mata ao redor; e no urbano, estaremos no largo do Acarajé de Cira.O filme será bastante colorido, representando a diversidade de Salvador e das temáticas abordadas, demonstrando a grandeza sociocultural, histórica e paisagística do bairro.Imagens de arquivo do bairro, das ganhadeiras, dos pescadores, de Dorival Caymmi junto aos pescadores, aparecerão no decorrer da narrativa, enquanto ouvimos os próprios entrevistados expondo seus relatos. Quando as fotos surgirem, que serão tanto de arquivo, quanto dos próprios entrevistados, os anos em que foram tiradas aparecerão em letreiro.O filme não contará com a voz do entrevistador ou a aparência do diretor. A ideia central é deixar que os personagens reais falem por si próprios, a respeito de suas histórias e dos encantos do bairro.Cada personagem será entrevistado no local a que remete sua temática: pescadores – praia/colônia de pescadores; ganhadeiras – Lagoa do Abaeté e Casa da Música; familiares de Cira – largo do Acarajé de Cira, um dos pontos urbanos mais movimentados do bairro.Em âmbito de performance, assistiremos um pouco do trabalho de cada um dos grupos. Nas praias, acompanharemos o trabalho da pescaria, como a organização dos barcos, o preparo para saída, os pescados chegando e sendo trabalhados na peixaria; na Lagoa do Abaeté, prestigiaremos o canto das ganhadeiras; nos tabuleiros, iremos desfrutar do preparo do acarajé.O filme estará sempre girando pelas imagens paisagísticas praianas do bairro, se complementando com a lagoa e o urbano. Viajaremos de drone por todas as praias, dunas, lagoa e paraísos concretos.A trilha musical seguirá ritmo de atabaques e tambores, representando a cultura afro-brasileira, que concretizam a identidade de Salvador.Noutros momentos, deixaremos o som da natureza e as cores brilhantes do azul e verde imperarem em nosso filme, caminhando junto a uma música que traga esse sentimento de magnitude e pertencimento – algo etéreo.A prioridade da narrativa é tratar sobre a história e a influência sociocultural desses grupos para o bairro, mas, como se trata de um documentário, e todo tipo de relato pode vir a ocorrer, contaremos com a aleatoriedade para que possamos ter uma abertura artística a ser explorada durante o processo de gravação e montagem. Com isso, não estaremos condicionados a rudimentar uma linha única de entrevista, pois relatos fora da curva podem e devem contribuir diretamente para enriquecer o produto.Eleição e Descrição dos EntrevistadosJussaraFilha de Cira do Acarajé, responsável pelo trabalho do tabuleiro de acarajé do bairro de Itapuã. CristianeFilha de Cira do Acarajé, responsável pelo trabalho do tabuleiro de acarajé do bairro de Lauro de Freitas. Neta de CiraNeta de Cira, trabalha no tabuleiro de Acarajé do bairro de Itapuã Amadeu AlvesDiretor Musical do grupo As Ganhadeiras de Itapuã. Rachel das VirgensUma das Ganhadeiras de Itapuã. Anamaria das VirgensUma das Ganhadeiras de Itapuã. Dandara VasconcelosUma das crianças Ganhadeiras de Itapuã. Edvaldo Conceição dos Santos.Sambador do grupo as Ganhadeiras de Itapuã. AriPescador do bairro de Itapuã há mais de 30 anos e presidente da colônia de pescadores. WilliamPescador do bairro de Itapuã há mais de 30 anos e vice-presidente da colônia de pescadores. RaimundoPescador do bairro de Itapuã há mais de 40 anos. AntônioPescador do bairro de Itapuã, sendo da quinta geração de pescadores da família. Procedimento Geral:A proposta inicial é realizar as gravações nos pontos turísticos que estejam relacionados a cada diferente grupo que será abordado. - Pescadores de Itapuã: Colônia de Pescadores, na Rua do Romance.As entrevistas acontecerão na própria colônia, onde os barcos estão atracados, e também se localiza uma das peixarias.Com a nova reforma da prefeitura, poderemos desfrutar de um ambiente limpo e organizado nas gravações.Nesse ambiente, iremos explorar tanto o trabalho com os pescados recém chegados do mar, quanto os pescadores em serviço dentro de seus barcos.Priorizaremos realizar mais gravações dentro dos próprios barcos, para que possamos deixar o mar desenhar o complemento paisagístico do cenário enquanto as entrevistas acontecem. - Ganhadeiras de Itapuã: Lagoa do Abaeté e Casa da Música.As ganhadeiras serão entrevistadas na beira da Lagoa do Abaeté, abaixo das árvores, em local de sombra, deixando as águas escuras, rodeadas de areias brancas e mata verde, fazerem a composição imagética do cenário.Alguns cantos serão entoados também na Casa da Música, localizada na beira da Lagoa, onde as Ganhadeiras têm o costume de ensaiar. - Acarajé de Cira: Largo do Acarajé de Cira em Itapuã.As entrevistas serão realizadas dentro do próprio quiosque da venda de acarajé, para que possamos acompanhar o seu feitio, sua venda e o contato com os turistas.Nesse ambiente, optaremos pela demonstração do movimento urbano de Itapuã, principalmente à noite, onde a circulação de pessoas é mais intensa, com casas de festas abertas, sambas que ocorrem nas redondezas e a cidade iluminada sendo banhada pelos mares de Salvador. Filmagens paisagísticas e urbanísticas: Nas praias e na Lagoa do Abaeté iremos captar imagens de drone, fazendo uma viagem extensa pelos paraísos naturais do bairro, buscando fazer uma ligação entre o mar, o verde das matas e a lagoa, principalmente no momento de transição temática.Da praia, subiremos a ladeira do Abaeté em drone, até aterrissarmos na Lagoa.Da Lagoa, desceremos novamente a ladeira até o largo do Acarajé de Cira no seio urbano.Ao final do filme, uma imagem de drone mostrará a ligação de todos os ambientes filmados: praias, lagoa e largo do acarajé.Na edição, iremos incrementar uma linha vermelha traçando o caminho e a distância de um ponto turístico para o outro. Divisão da estrutura do filme: Será dividido em três partes, como numa cronologia histórica da aparição de cada grupo no bairro (1° - Pescadores; 2° - Ganhadeiras; 3° - Acarajé de Cira):Parte 1: Nesta primeira parte, iremos explorar a vida dos Pescadores de Itapuã que foram responsáveis pelo povoamento do bairro desde o século XVII. Nos debruçaremos em seus saberes geracionais, suas histórias de como chegaram ao bairro, sobre seus pais, avós, bisavós e até onde mais conseguirmos alcançar de suas árvores biológicas, que se elenque ao bairro.Especialmente, buscaremos relatos que engrandeçam a beleza paisagística das praias de Itapuã e a diversidade de pescados possíveis de serem encontrados no mar das redondezas. Parte 2: Nessa segunda parte, iremos explorar a importância do grupo As Ganhadeiras de Itapuã para o reconhecimento identitário sociocultural e histórico do bairro.Na beira da Lagoa do Abaeté, as entrevistadas vão contar rapidamente um pouco da história das antigas ganhadeiras, que remete ao século XVIII, e logo entraremos na atualidade, entendendo como o grupo de música se formou, onde se apresentou, qual sua relação com a lagoa, a relevância do espaço Casa da Música e suas apresentações no próprio bairro.Caso seja possível, iremos captar algumas imagens de um show protagonizado pelo grupo na noite do bairro. Parte 3: Nesta terceira e última parte, vamos entrevistar as familiares de Cira do Acarajé, explorando a importância da falecida quituteira para o bairro, tanto quanto a grandeza do patrimônio cultural que é o acarajé, sua relação com o público, especialmente os turistas e qual a importância de manter o legado vivo, tanto para Cira, quanto para a história e cultura da cidade de Salvador e do bairro de Itapuã. Duração total: 25 minutos.

Acessibilidade

A obra “Viver Itapuã” contará com os recursos de acessibilidade comunicacional: audiodescrição (AD), janela de LIBRAS, legenda descritiva e legenda em português. Uma pesquisa estética e de vocabulário será realizada para que a AD e a LIBRAS traduzam e dialoguem com a direção artística da obra. Para realizar a AD, estarão envolvidos os seguintes profissionais: Audiodescritor roteirista; Audiodescritor consultor com deficiência visual; Narrador e Editor. Será feita a tradução do roteiro da obra para LIBRAS e em seguida a interpretação da obra em LIBRAS para a janela. Estarão envolvidos os seguintes profissionais: tradutor intérprete de LIBRAS ouvinte, tradutor intérprete de LIBRAS consultor surdo e editor. A legenda descritiva contará com legendista e um consultor surdo.A divulgação da obra também contará com duas peças com acessibilidade comunicacional (AD, LIBRAS e legenda descritiva), com a presença de um(a) intérprete de LIBRAS surdo/a de relevância na comunidade cultural surda. LIBRAS - Tradução roteiro do filme para LIBRASLIBRAS - GravaçãoLIBRAS - IntérpreteLIBRAS - ediçãoLIBRAS - pesquisa estética e vocabulárioAudiodescrição - Roteiro, consultoria, gravaçãoAudiodescrição - ediçãoAudiodescrição - pesquisa estética e vocabulárioLegenda descritiva (com consultoria)Legenda portuguêsLIBRAS - intérprete divulgaçãoAudiodescrição - DivulgaçãoLegenda descritiva – Divulgação

Democratização do acesso

O filme será encaminhado para festivais de cinema ao redor do Brasil e do mundo. Além disso, também buscaremos exibições em salas de cinema em Salvador e cineclubes. Após o período de um ano de exibições, o material final será disponibilizado no Youtube para que a narrativa possa ser discutida em escolas e universidades públicas.

Ficha técnica

Produção executiva Nataly Pinho Tem experiência em produção, distribuição e exibição audiovisual. Atuou na produção do curta Romântica (2025) e do longa A Mensageira (2025). Distribui diversos filmes, entre curtas e longas. Foi produtora no Panorama Internacional Coisa de Cinema e no Cine Glauber Rocha. Diretor e roteirista Rafael Barros Historiador, pós-graduado em cinema, graduando em jornalismo e mestrando em cultura e sociedade. Já atuou como diretor, roteirista e produtor de dois curtas-metragens – “Alguém” e “Me Liga –, estando atualmente produzindo seu terceiro filme, e com um documentário aprovado na Lei Paulo Gustavo.Atuou também como roteirista e co-diretor de um videoclipe, além de ter escrito roteiros publicitários para grandes marcas como o carnaval da Brahma em Salvador (2024) e o São João da Deline em Caruaru e Campina Grande (2024).Foi assistente de produção com a El Patron filmes no carnaval de 2023 e curador de filmes pedagógicos para a plataforma de streaming educacional da Pupilo TV.Publicou 2 livros – “O selo do sono” e “Contra Corrente” –, trabalhou como revisor de roteiros e participou do programa nacional de escrita criativa da ABERJE, o Escalando o Futuro. Coordenador de Produção Gabriel Moreira Produtor Audiovisual, pessoa com deficiência visual, graduado pelo Centro Universitário Jorge Amado – UNIJORGE. Possui vivência nas áreas de televisão, vídeos para internet e clipping. Desde 2018 vem atuando em projetos culturais no estado da Bahia, a exemplo do ‘Arte Eletrônica Indígena’ e do ‘Encontro Periférico de Artes’. Também participou dos documentários ‘Aldeia do Cachimbo’ e ‘Do Dendê Ao Acarajé’. Em 2022 dirigiu o filme “mar, cores, sons e texturas – O OLHAR QUILOMBOLA NA INFÂNCIA”. Operador de câmera Paulo Philipe Sampaio Filmmaker, publicitário, formado em 2020.1 através da Universidade Salvador e desde 2016 vem atuando em produções audiovisuais para grandes marcas do cenário baiano e brasileiro como Brahma, Uniftc, Sumup e empresas de todos os tamanhos e diferentes nichos, voltado especificamente para direção de fotografia e operação de câmera, já tendo produzido dezenas de filmes empresariais.Em Dezembro de 2022 participou como diretor de fotografia e operador de câmera do curta-metragem “Alguém”. Diretora de arte Mirella Silveira Formada em Licenciatura em Artes Plásticas pela UFBA, se reconhece como artista multiplural, atuando além de diretora de arte como muralista e artista plástica. No audiovisual como produtora de arte atuou no longa “De volta à Bahia” que será lançado em 2025. Como diretora de arte já trabalhou com marcas como Fys, Avatim e Bem Bolado, além de videoclipes para os artistas Murilo Chester, Rachel Reis, Sued Nunes, Gab Ferruz e Marí Alves. Atua também com direção de arte digital voltada para comunicação corporativa com marcas como Cea, Catho, Globo, entre outras. Técnica de som direto Marise da Silva Urbano Lima Mulher negra, responsável pela GIRA POMBA PRODUÇÕES. Profissional do cinema e audiovisual. Atua como Diretora de som, Técnica de som direto e Mixagem. Integra o COLETIVO CINEMA NEGRO SONORO, pesquisando sobre som no cinema e audiovisual a partir de uma escuta ancestral. Trabalhou como técnica de som direto na websérie "Os Deraldos" de Alan Miranda e Tiago Rocha, no documentário "Mãe solo" de Camila de Morais, na ficção "Cinco Fitas" de Heraldo de Deus e Vilma Martins, e como Diretora de som, em "Espelho" de Luciana Oliveira, entre outras produções. 1° Assistente de direção Emily Dias Ribeiro Mulher negra, é cineasta e atua como diretora de cena, fotografia e assistente de direção. Multifacetada, também trabalha como diretora criativa, atua como assistente de direção e desenvolve projetos enquanto artista visual. É graduanda em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e co-fundadora da Acessos Produtora. Já realizou curadorias de filmes para mostras de cinema como a Mostra de Cinemas Africanos (2021) e a Mostra Med Hondo (2021). Integra o projeto de formação artística Práticas Desobedientes, além de ser associada à APAN - Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro. Diretor de fotografia Kaio Amaral Kaio da Cruz Amaral é pardo, filmmaker e vem atuando em produções audiovisuais para empresas no cenário Brasileiro e Internacional como Manchester City, Corona, Brahma, Neoengergia, Unijorge e Airlet como operação de câmera, drone, montagem e colorista. Atualmente Cursando direção para documentaristas na Escola de artes Britânica.Em Dezembro de 2022 participou como Colorista e Drone no curta-metragem “Alguém”, além de operador de câmera, editor e colorista do curta-metragem "Me liga". Editor de imagem Gabriel Cruz Filmmaker, fotógrafo, diretor de fotografia, montador, editor e fundador da Movie Box LAB. Desde 2017 está em contato com as câmeras e o universo do audiovisual. Participou em 2018 do Curso Livre de Cinema da UFBA (CLIC) e a partir disso vem se aprimorando através de cursos online extensivos como o Ateliê Bucareste, Academia Internacional de Cinema, Escola OZI de Audiovisual, Av Makers etc. Atua em Salvador no nicho de videoclipes, já tendo produzido mais de 10 videoclipes para artistas independentes atuando como diretor, câmera e editor de vídeo. Além de videoclipes, atua também no setor publicitário, já tendo dirigido e editado vídeos e campanhas para empresas como a Ambev, UNIFTC, Espaço Laser, além de ser especialista em lidar com empresas de médio porte na cidade de Salvador. Ademais, também atuou como montador e editor no curta-metragem “Alguém”. Edição de som Gabriel Muniz Formando em Geografia (UFRGS). Possui graduação em Design Gráfico (IFPE) e em Cinema e Audiovisual (UFPE). Homem negro-africano em diáspora, colecionador de aprendizados sobre sonoridades, luta e ancestralidade negra desde os âmbitos familiar e comunitário, bem como em espaços de educação popular. Realiza atividades enquanto cineclubista em territórios negros de Recife/Olinda-PE e Porto Alegre-RS junto ao Cineclube Bamako, pelo qual realiza produções em audiovisual negro. Integra o COLETIVO CINEMA NEGRO SONORO. Também é educador popular com experiências em design, som, audiovisual e arte tecnológica. Coordenação de acessibilidade José Ednilson Almeida do Sacramento Pessoa com deficiência visual, escritor e palestrante. Bacharel em Jornalismo e também em Humanidades com Ênfase em Gestão Cultural - UFBA. Graduando em Produção e Comunicação em Cultura - UFBA. Consultor em Audiodescrição. Consultor em conteúdo cultural para cinema/televisão, Consultor em Acessibilidade Cultural e Turismo e Mentor em Acessibilidade para Museus.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.