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O projeto Escola de Teatro de Paraisópolis pretende promover a formação em artes cênicas para jovens de Paraisópolis (São Paulo _ SP) e difundir a produção teatral da favela, dentro e fora da comunidade, gerando profissionalização, renda e maior acesso à cultura para uma população jovem em situação de vulnerabilidade.
Nove estrelas brilham no céu de Paraisópolis (espetáculo inédito) Em formato de musical e dividido em 5 atos, o espetáculo narra a história da fatídica noite de 01 de dezembro de 2019 quando nove jovens foram mortos em decorrência da ação truculenta da Polícia Militar durante um baile funk na Favela de Paraisópolis. A tragédia, no entanto, não é o centro da dramaturgia. Ela é pano de fundo para falar do cotidiano dos jovens que frequentam os bailes e fluxos na maior favela de São Paulo e o quanto esse tipo de atividade cultural movimenta a economia local. O foco, portanto, não é a morte, mas a vida e os sonhos de uma juventude que sofre violações de seus direitos pelos quais seguem lutando, mas, sem deixar de dançar e de sonhar. Janelas (remontagem) Texto elaborado durante as aulas de Teatro da Escola de Teatro de Paraisópolis, durante o ano letivo 2022 e segundo semestre do ano 2023. A base são as histórias, improvisos e relatados dos alunos nas aulas ministradas por Clarice Niskier e Clóvys Torres. O texto final tem dramaturgia do ator e dramaturgo, Clóvys Torres e Clarice Niskier, atriz, diretora e supervisora geral da Escola de Teatro de Paraisópolis, desde 2020. A peça aborda violência policial, problemas estruturais que a comunidade enfrenta, como a questão do esgoto, da violência policial, iluminação deficiente e diversos preconceitos que os alunos sofrem desde a infância até a vida adulta. A peça foi montada como resultado do curso e apresentada por 13 atores de diferentes ideias e formação. O espetáculo aborda ainda o sonho de novos e melhores empregos, saudades da família que mora fora de São Paulo, questões de moradia, qualificação profissional e medos típicos da juventude. Tudo isso bem filtrado pelo ponto de vista de cada ator/aluno em um forte exercício de formação de consciência cidadã através do teatro. Cada um ocupando a sua janela real e onírica nessa peça.
OBJETIVO GERAL Promover a formação em artes cênicas para jovens da comunidade de Paraisópolis (São Paulo _ SP) e difundir a produção teatral da favela gerando profissionalização, renda e maior acesso à cultura para uma população em situação de vulnerabilidade. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Estruturar uma escola de teatro dentro da Favela de Paraisópolis, em São Paulo - SP; - Aprimorar e equipar o espaço do Teatro Paraisópolis; - Viabilizar um Curso de Teatro por meio de um grupo de alunos-atores e professores pelo período de um ano, com participação livre e gratuita; - Montar o espetáculo de teatro inédito "Nove Estrelas Brilham no Céu de Paraisópolis" e realizar 4 apresentações - Remontar o espetáculo "Janelas" e realizar 4 apresentações na cidade São Paulo (ensaio, cenário, figurino).
Com mais de 100 anos a Favela de Paraisópolis é a mais antiga e maior favela da cidade de São Paulo, contando atualmente com 58.527 habitantes, conforme Censo 2024 do IBGE. O circuito cultural de Paraisópolis é pujante e diversificado e movimenta significativamente a economia do território. Na comunidade há inúmeros projetos sociais com enfoque na cultura, a música é o grande destaque com vários MCs, além do forró na sua vertente mais contemporânea do piseiro. Paraisópolis conta com uma enorme biblioteca e um CEU _ Centro de Educação Unificado, equipamento da Prefeitura que tem um teatro para 400 pessoas. Observando o interesse de muitos jovens da comunidade em atuar, mas sem oportunidades de aprendizado nas artes cênicas de maneira estruturada Daniel Cristovão, proprietário da produtora Favela Music, resolveu criar o Teatro Paraisópolis, um espaço que funciona desde 2021 e que vem lutando para se estabelecer como escola de teatro. Inspirado no projeto Nós do Morro, do Morro do Vidigal, Rio de Janeiro, a Escola de Teatro de Paraisópolis realiza aulas ministradas por profissionais qualificados e experientes, garantindo ensino de qualidade para todos os alunos. São abordados diferentes temas e estilos teatrais, permitindo que cada participante desenvolva sua criatividade, autoconfiança e habilidades artísticas. Assim, visando viabilizar as atividades no ano de 2026 e garantir uma rotina semanal de trabalho presencial na sede do grupo, apresentamos o projeto Escola de Teatro de Paraisópolis que se enquadra no seguinte inciso do Artigo 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; Sendo que o projeto tem por finalidade, dentre as elencadas no Art. 3º da Lei 8313/91: I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante a oferta de curso de teatro; II - Fomento à produção cultural e artística, mediante a realização de espetáculos teatrais; IV - Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante a distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
PROJETO PEDAGÓGICO – CURSO DE TEATRO Objetivos: · Formar atores e atrizes que cresceram num ambiente carente de Arte e Cultura : Favela Paraisópolis. · Proporcionar a um Grupo de alunos-atores e professores uma experiência pedagógica e prática sobre a atividade teatral; · Oferecer uma iniciação teatral para o Grupo com montagem de uma peça de criação coletiva; Metodologia: Teatro Brasileiro – A partir de referências da nossa dramaturgia, vamos desenvolver nos alunos-atores suas capacidades de leituras de mundo, de escrita e verbalização dessas leituras, por meio de cenas, diálogos, estruturas dramáticas. O objetivo é abrir um panorama cênico para os alunos-atores, estimulando a pesquisa. Queremos abrir universos infinitos de possibilidades para que compreendam que o teatro é uma linguagem que se realiza a partir de um espaço vazio, no qual um ator se coloca diante de um espectador, e dá-se o mistério do Teatro. Assim, nascem múltiplos mundos de afetos. Geralmente, quando se abre um panorama vasto, o grupo acaba escolhendo seu autor preferido, e a partir dessa escolha vamos então nos aprofundar na criação de um texto coletivo cuja temática será escolhida pelo próprio Grupo. Como inspiração, faremos leituras de textos e peças de autores como Martins Penna, Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Ariano Suassuna, Plinio Marcos, Marcelino Freire, Newton Moreno, Oduvaldo Vianna Filho, Mario de Andrade, Millôr Fernandes, Maria Clara Machado, etc. Vamos estudar algumas biografias importantes, tais como a de Grande Otelo, Dercy Gonçalves, Marilia Pera, Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira, Laura Cardoso, Lima Duarte, Wagner Moura, Pedro Cardoso, Beth Coelho, Lazaro Ramos, Elias Andreato, Denise Weinberg, Naruna Costa, etc.... Conteúdo: · O Teatro Brasileiro e sobre a profissão do ator; · Construção de personagem; · Texto teatral; · Expressão corporal; · Voz e canto; · Ritmo e música Carga horária: 03 horas presenciais por semana e 01 hora para apoio das pesquisas individuais e coletivas do Grupo, durante 11 meses. Quantidade de participantes: 20 jovens de Paraisópolis Profissional responsável: Clovys Torres Formado pela Universidade Metodista, o ator é também autor e educador teatral. Com mais de trinta montagens teatrais como ator, ele também dirige e escreveu mais de vinte peças teatrais. Também marcou presença em novelas e está prestes a estrear no cinema no longa de Aimar Labaki. Trabalhou com importantes diretores, Elias Andreato, Clarisse Abujamra, Amir Haddad, Gabriela Mellão e outros.
Para fins de promoção ao acesso aos produtos culturais do projeto serão adotadas as seguintes medidas de acessibilidade física e de conteúdo: Comunicação: serão utilizados os caracteres ampliados, os dispositivos multimídia, assim como a linguagem simples, escrita e oral. Adequações do espaço: os espaços onde acontecerão as atividades terão sua estrutura adaptada com rampas de acesso, barras de apoio, corrimões para receber pessoas com limitações física motoras e portadores de necessidades especiais. Espaços em que há maior facilidade de acesso serão reservadas para acomodar pessoas que tenham limitações físico motoras, deficiências, idosos e gestantes. Conteúdo: Acompanhamento de Intérprete em Libras (Língua Brasileira de sinais) em todas as apresentações dos espetáculos.
As atividades do projeto são desenvolvidas com o propósito de democratizar o acesso aos públicos diversos. Para tanto, prevê que 100% dos produtos resultantes serão distribuídos de maneira gratuita, além de realizar ações culturais voltada ao público jovem. Em complemento às medidas de democratização de acesso o projeto oferecerá bolsas de formação, inserção e difusão para o mundo do trabalho em cultura voltadas para a pesquisa e a qualificação técnica, artística e cultural, que alcançam públicos prioritários e vulneráveis.
Daniel Cristóvão – DIREÇÃO GERAL Daniel da Silva Cristóvão, é nascido e criado na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. Aos 15 anos de idade, decidiu fazer parte do grupo de rappers conhecido como Corporação Palmares, permanecendo até os 23 anos. No grupo, fez poesia e, através das letras, expressava a realidade vivida, incorporando logo depois a música a suas composições. Compõe, canta e se fortalece na alegria da arte e da cultura. Atualmente é Diretor da Rádio Nova Paraisópolis. É também produtor de eventos na comunidade desde 2018, promovendo e criando projetos - como o Festival "Favela Music, que contribui diretamente para o desenvolvimento do setor da cultura na região onde vive e atua. Além disso, produtor assistente do festival "Inspirartes 2020*, voltado para a reflexão e a produção cultural sobre o ano de 2020. Ocasionalmente, é colaborador, desde 2018, em eventos da Orquestra Filarmônica de Paraisópolis. Com o apoio da Fundação Dom Cabral (FDC), concluiu o Programa de Desenvolvimento de Dirigentes (PDD/POS), capacitando-se para a gestão de projetos culturais em comunidades. É diretor executivo da cultura do G10 das favelas. Adrielli Viana de Souza - PREPARAÇÃO CORPORAL Nascida na Cidade de São Paulo, seu berço foi a grande e muito falada comunidade de Paraisópolis. Desde os seus 15 anos, começou a trabalhar, a conhecer e se apaixonar pelo mundo das imagens, da arte, da cor, do amor... Em outras palavras, o mundo da fotografia! Desde então tem clickado tudo o que pode ao seu redor. Ao longo de sua trajetória, conheceu Pablo Saborido, um fotógrafo italiano que vive no Brasil. Foi ele quem lhe apresentou a fotografia profissional por meio de seus ensinamentos e principais técnicas necessárias para o mundo da fotografia. Atualmente Adrielli cursa o segundo ano do ensino médio na escola Alef Peretz no Jardim Paulistano. Paralelo a sua trajetória escolar Adrielli ingressou em cursos extracurriculares sendo um deles na Fundação Dom Cabral (FDC), onde completou o curso "Raízes - Programa de Inovação Social" que lhe ensinou a melhor forma de se comprometer e de contribuir para o mundo em que vive. Mais tarde na Fundação Paulistana de Educação, Tecnologia e Cultura concluiu a "Oficina Habilidades e Comunicação para o sucesso Profissional. Participou também de importantes workshops de fotografia profissional e de conteúdo digital/planejamento e criação. Em 2018 fez parte da banda feminista Diversity of Women, banda responsável por grandes intervenções na cidade de São Paulo. No mesmo ano junto de uma equipe maravilhosa ingressou como produtora das três edições do "Favela Music - Arte e Cultura". Em 2019 trabalhou como fotógrafa no encerramento do evento "13 Semana de Paraisópolis - Aniversário de 100 anos* onde em paralelo atuou como modelo fotográfica do Projeto "Costurando Sonhos. Desde 2020 estuda teatro na Escola de Teatro de Paraisópolis, espaço do qual também é coordenadora, além de exercer o cargo de produtora executiva do mesmo espaço. Em tempos remotos trabalhou como assistente nos eventos da "Conexão do Ser Político" (Projeto que retrata pessoas com nomes de flores). Enfim atuou como voluntária na candidatura a deputada federal Tabata Amaral. Clarice Niskier – COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Estreou no Teatro Tablado, em 1981, na peça "Tambores na Noite", de Bertolt Brecht, sob a direção de Dina Moscovici, no Rio de Janeiro. Em seguida, foi convidada a participar da peça "Porcos Com Asas", de Mauro Rádice e Lidia Ravera, sob a direção de Mario Sérgio Medeiros, interpretando a sua primeira protagonista, em 1982, no Teatro Cacilda Becker. Já trabalhou em mais de 40 espetáculos, como atriz, dramaturga e diretora. Entre eles: "Cabra Marcado Pra Correr", (titulo original: Judas em Sábado de Aleluia), de Martins Pena, e "Tá Ruço no Açougue" ( título original: Santa Joana dos Matadouros), de Brecht, direção Antonio Pedro. "O Círculo de Giz Caucasiano", de Brecht, sob a direção de Paulo Reis; "Dito e Feito", infantil de Marilia Gama Monteiro, direção Lucia Coelho, "Os Possessos", de Dostoievski, dir. Bia Lessa; "Faces, o Musical", de Maria Lucia Priolli, dir. Amir Haddad. "Bonitinha, Mas Ordinária", de Nelson Rodrigues, direção Eduardo Wotzik;| "Confissões das Mulheres de Trinta", texto coletivo, direção Domingos Oliveira. "Yerma", de Federico Garcia Lorca, e "Tróia", de Eurípedes, ambas dir. Eduardo Wotzik. Troia lhe valeu as indicações para os Prêmios Shell e Mambembe de Melhor Atriz em 1993. Encenou ainda, uma coletânea de textos de Clarice Lispector, e a peça "Equilíbrio Delicado", de Edward Albee. "Buda", de sua própria autoria, "Confissões das Mulheres de Quarenta", de sua autoria e de Domingos Oliveira, "Isabel", de Aderbal Freire-Filho, "Amores" e "Primeira Valsa", de Domingos Oliveira. A partir do ano 2000 trabalhou nas seguintes peças: "A Memória da Água", de Shelagh Stephenson, sob a direção de Felipe Hirsh; "O Caso da Rua ao Lado", de Eugène Labiche, sob a direção de Alberto Renault; "Antônio e Cleópatra", de Shakespeare, sob a direção de Paulo José; "Tudo Sobre Mulheres", de Miro Gavran, sob a direção de Ticiana Studart, que Ihe rendeu a sua segunda indicação para o Prêmio Shell de Melhor Atriz, em 2006; "A Alma Imoral, sua adaptação do livro "A Alma Imoral", de Nilton Bonder, sob a supervisão de Amir Haddad, há quinze anos em cartaz, vista por mais de 500 mil espectadores, indicação para vários prêmios, entre eles, os Prêmios Eletrobrás de Melhor Espetáculo, Melhor Atriz e Melhor Figurino. Com A Alma Imoral, Clarice foi a vencedora do Prêmio Shell de Melhor Atriz, 2007 RJ e do Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz - Drama SP em 2008. No CCBB, atuou em 2009 na peça "Maria Stuart", sob a direção de Antonio Gilberto. Atuou também, em 2012 e 2014, na peça O Lugar Escuro, de Heloisa Seixas; em 2015 estreou o monólogo "A Lista", de Jenniffer Tremblay, que lhe valeu nova indicação para o Prêmio Shell de Melhor Atriz de SP. Em março de 2020, estreou seu monólogo "A Esperança na Caixa de Chicletes Ping Pong", almanaque lírico inspirado na obra poético-musical de Zeca Baleiro. E em 2021 estreou no CCBB RJ peça de sua autoria, ao lado do ator Isio Ghelman, Coração de Campanha". Clarice tem ainda em seu currículo várias participações em programas de televisão, Sua última novela foi em 2016/18, "Carinha de Anjo", do SBT. Clarice Niskier já dirigiu diversas peças, entre elas, A Cabala do Dinheiro, A Beira do Abismo Me Cresceram Asas e Aquela Outra. A atriz completa em 2021, 40 anos de atividades ininterruptas no Teatro. E atualmente segue na estrada com um repertório teatral. A Alma Imoral, A Lista, Coração de Campanha e A Esperança Na Caixa de Chicletes Ping Pong Clovys Torres - PROFESSOR Formado pela Universidade Metodista, o ator é também autor e educador teatral. Com mais de trinta montagens teatrais como ator, ele também dirige e escreveu mais de vinte peças teatrais. Também marcou presença em novelas e está prestes a estrear no cinema no longa de Aimar Labaki. Trabalhou com importantes diretores, Elias Andreato, Clarisse Abujamra, Amir Haddad, Gabriela Mellão e outros.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.