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A presente projeto prevê a publicação de um livro composto por fotos e textos, abordando a Natureza e seus guardiões. O valor artístico desta obra, traz a importância de um olhar muito sensível para documentar a natureza, um registro único cultural através de essência da natureza.
Desde o século XV, a invenção que chamamos de paisagem almejou ordenar o mundo para dominá-lo. Passou-se a considerar como representação fiel da natureza o recorte semelhante à vista que se tem de uma janela, separando, assim, natureza e espectador por uma vidraça invisível. Do lado de fora, permaneceu aquilo que deveria ser conquistado pela inteligência humana. Se lembrarmos que a palavra “conquista” possui três sentidos — militar, amoroso e realizador — lamentaremos o mau uso feito da linguagem pictórica. A inteligência humana poderia ter inventado a paisagem para estabelecer uma relação amorosa com a natureza, mas, em vez disso, empregou a técnica da perspectiva linear — precursora da fotografia — como estratégia de poder, afastando-se da natureza para perfurá-la e arrancar, à força, aquilo que ela amorosamente ofereceria como dádiva. Ao mesmo tempo em que o Renascimento propunha a matematização do espaço, o mar, imenso e azul, passou a ser concebido como rota para a destruição dos povos que amavam as montanhas, as praias e as árvores — que se compreendiam integrados à terra, emaranhados, animicamente, a tudo o que fosse vivo. E, de fato, tudo na natureza era vivo e, como bem retratado por Paula Braga nos mitos, os animais falavam, as montanhas guardavam espíritos, e a beleza da vegetação era compreendida como misteriosa, encantadora e generosa.As fotografias aéreas de Villas-Bôas produzem o arrebatamento necessário para a reinvenção da paisagem, a partir da reverência à beleza da natureza. O resultado é um belo conjunto que nos faz oscilar entre o deleite e a humildade. O deleite vem das cores que se impõem — o verde das copas das árvores, o azul do mar, o vermelho das falésias e o marrom dos rios —, como se toda essa maravilha estivesse ali para encantar os olhos humanos. Mas logo surge o antídoto a essa presunção: o reconhecimento de que a natureza é vastamente superior e incompreensível ao ser humano. São, portanto, fotografias que nos convidam a integrar beleza e assombro, rompendo com a separação entre o belo e o sublime estabelecida pela estética moderna.A distância que a câmera do drone estabelece não representa a separação arrogante da vidraça renascentista, mas sim a distância necessária ao respeito. Na série Pinturas, as manchas e formas dão à imaginação a liberdade do voo, enquanto o entendimento se empenha em decifrar uma geografia. Ao esquema kantiano de fruição do belo, as fotografias aéreas acrescentam o susto da altura e da imensidão inexplicável: amar a natureza não é um amor fácil, pois exige enfrentar o desamparo de não compreendê-la e de se sentir pequeno em comparação com o que a imagem revela. Dentre as vistas proporcionadas pelo drone, Gabriel Villas-Bôas interessa-se pelo registro de círculos naturais — como o lago que recebe o jorro de uma cachoeira — e dos círculos construídos pelo homem, como um cultivo que preserva a redondeza púrpura de uma copa de árvore. Nesses registros aéreos, a sensualidade se manifesta de forma sinuosa, como o curso dos rios que cortam vales verdejantes, integrando tecnologia e arte a um projeto de amor.A câmera acoplada ao drone capta as sombras das coisas, que, sendo projeções dos corpos causadas pela luz, se tornam irmãs da própria fotografia. A sombra revela o jogo do sol, atestando a presença do que seria difícil de perceber lá do alto. Surpreende constatar, por exemplo, que há um campo de futebol com o círculo central bem definido no meio de uma floresta densa; e, segundo o fotógrafo, o povo Kamaiurá acredita que as almas dos mortos habitam uma aldeia celestial onde até jogam bola. Imaginamos a câmera entre as nuvens, registrando as sombras e capturando o drible das almas que riem tanto quanto as crianças da aldeia Yawalapiti.Há vários anos, Gabriel Villas-Bôas fotografa os povos do Alto Xingu, e sua série sobre as lutas dos guerreiros durante o ritual do Kuarup registra o respeito mútuo entre os mais fortes. Esse ritual encerra um período de luto com o vigor dos corpos adornados, dignos dos filhos de uma natureza tão viva e pulsante. O drone, instrumento de tecnologia associada à vigilância, torna-se uma ferramenta que, guiada pela sensibilidade do fotógrafo, nos revela o que os povos originários sempre souberam: é preciso salvaguardar a natureza encantada.
Objetivo Geral O presente projeto prevê a publicação de um livro composto por textos e fotografias de Gabriel Villas-Bôas, como forma de registrar sua profunda conexão com a terra e a natureza. Suas imagens revelam uma sensibilidade poética que capta a beleza do mundo natural em momentos de contemplação entre o Xingu e a Serra do Mar.As fotografias de Gabriel são uma verdadeira prática de reencantamento do mundo, revelando cenas únicas da fauna e da flora brasileiras, sempre em tons intensos de verde e azul. O resultado é um trabalho visualmente encantador e reflexivo, que será reunido nesta publicação.Gabriel Villas-Bôas integra a nova geração de fotógrafos brasileiros dedicados à representação da natureza, unindo olhar artístico, técnica apurada e profundo respeito pelo meio ambiente. Objetivo específico Livro: Produzir e publicar um livro bilingue, 3000 exemplares, e distribuir 750 exemplares gratuitamente. Contrapartida Social:Será oferecida, como contrapartida social, a realização de palestras voltadas a estudantes e professores de instituições de ensino públicas e privadas, respeitando os limites quantitativos estabelecidos pela Instrução Normativa vigente. mativa.
A solicitação de apoio ao projeto junto à Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo justifica-se pelo fato de que a Lei de Incentivo à Cultura é uma ferramenta fundamental para a democratização do acesso à cultura em todo o país. Por meio desse mecanismo, torna-se possível viabilizar iniciativas culturais de qualidade, alcançando diferentes públicos e promovendo inclusão e diversidade. O projeto propõe o acesso da população aos bens e serviços culturais, como nocaso do livro e da produção da literatura nacional e internacional com a finalidade de fomentar a produção cultural e artística brasileira em conformidade com os seguintes artigos e incisos da lei 8313/91: I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;VII - Desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; O Artigo 2º: considerando que o Pronac será implementado através do seguinte mecanismo:III - Incentivo a projetos culturais e por considerar no item de Democratização de Acesso e Acessibilidade deste projeto sem fins lucrativos a democratização e disponibilização da obra para o público de baixa renda em locais e acessível à pessoa com deficiência, observado o disposto em regulamento. (Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015). Art. 3° da referida lei:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;IV - Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:b) Levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; É fundamental poder contar com o uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, uma vez que o presente projeto é de valor artístico, literário e humanístico.
Livro: 256 PÁGS - CAPA DURA Formato 280x220, 1- Cadernos 16pg, cores 4x4, colche fosco 170grs, Acabamento Dobrados: Verniz à base D'Agua Fosco total Frente: Total verso 2- Sobrecapa Francesa 8 pg, cores 4x0, Masterblank Linho LD 135 gramas, Serigrafia: corte e vinco: Refilados Dobrados: Silk 1 cor branca 1 area de 20x20cm, Verniz a base D'agua fosco total frente; Acabamento - PAPELÃO 15 Revest-capa, Coberxil 0g 1 - REFILADOS: corte de bobina GUARDAS, Papel - COLOR PLUS ESCURO 180g, Acabamento -DOBRADOS; REFILADOS; CADERNOS 16 pg, 4x4 Polem Soft 80 grs, Dobrados
Atendendo ao disposto no art. 27, inciso II, do Decreto 5761/06, que diz “proporcionar condições de acessibilidade a pessoas idosas, nos termos do art. 23, da Lei nº 10741, de 1º de outubro de 2003, e portadoras de deficiência, conforme o disposto no art. 46, do Decreto 3298, de 20 de dezembro de 1999”, destacamos que:Livro:Acessibilidade física: O lançamento do livro acontecerá em local que atenda às medidas de acessibilidade para pessoas com deficiência física: rampas de acesso, corredores amplos, banheiros adaptados. Haverá monitores disponíveis para dar suporte e apoio aos convidados. Item na planilha: Não se aplica Acessibilidade visual: O livro contará com formato Daisy. Item na planilha: Livro Narrado Acessibilidade auditiva: Para o lançamento do livro contará com intérprete de libras para tradução simultânea para pessoas com deficiência auditiva. Item na planilha: Intérprete de libras. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Caso alguém do público se apresente solicitando auxílio em razão de qualquer tipo de espectros ou doenças que gerem limitações para apreensão dos conteúdos oferecidos, o projeto disponibilizará 02 monitores especialmente preparados para apoio para que também estes participantes possam acompanhar integralmente as atividades previstas pelo projeto.GARANTIMOS O ATENDIMENTO À PNE EM 100% DAS ATIVIDADES PLANEJADAS PARA O PROJETO.Item Orçamentário: Monitores. Contrapartida SocialAcessibilidade física:A palestra acontecerá em local que atenda às medidas de acessibilidade para pessoas com deficiência física: rampas de acesso, corredores amplos, banheiros adaptados. Item na planilha: Não se aplica. Acessibilidade visual:A palestra contará com material impresso em braile sobre o tema, para pessoas com deficiência visual. Item na planilha: Impressão em braile.Acessibilidade de Conteúdo: O projeto disponibilizará o documentário com legendas em um site gratuito de modo a garantir acessibilidade à pessoas com deficiência visual. Item na planilha: Não se aplica. Acessibilidade auditiva: A palestra contará com intérprete de libras para tradução simultânea para pessoas com deficiência auditiva. Item na planilha: Intérprete de libras. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Caso alguém do público se apresente solicitando auxílio em razão de qualquer tipo de espectros ou doenças que gerem limitações para apreensão dos conteúdos oferecidos, o projeto disponibilizará 01 monitor especialmente preparados para apoio para que também estes participantes possam acompanhar integralmente as atividades previstas pelo projeto. GARANTIMOS O ATENDIMENTO À PNE EM 100% DAS ATIVIDADES PLANEJADAS PARA O PROJETO.Item Orçamentário: Monitores.
Democratização:Livro:Em atendimento ao Art. 46 da IN n° 23 de 02/2025, serão produzidos 3.000 exemplares do livro:Sendo:05% - dos exemplares referente a cota de divulgação10% - dos exemplares referente a cota de patrocínio40% - dos exemplares referente a cota venda preço normal20% - dos exemplares referente a cota venda preço popular25% - dos exemplares referente a cota população, Escolas públicas e Bibliotecas, etc. Além disso, vale destacar também que a proponente permitirá a captação de imagens das atividades e autorizará a sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias. Contrapartida social - ação formativa cultural (em atendimento ao artigo 49 da IN nº 23 de 02/2025).: Palestra educativas sobre pesquisa do livro voltadas a estudantes e professores e instituições de ensino publico e privados, principalmente estudantes de Arte, Professores e formadores de opinião respeitando o quantitativo do disposto na Instrução Normativa
Dan Galeria - como proponente realizará os seguintes serviços: gestão geral e coordenação financeira do projeto. A DAN Galeria foi fundada em 1972, em São Paulo, por Gláucia e Peter Cohn. Nos primeiros anos de atividade, a galeria concentrou-se na arte moderna brasileira, apresentando obras de importantes artistas do movimento modernista de 1920, tais como Di Cavalcanti, Antonio Gomide, Ismael Nery, Tarsila do Amaral entre outros.Ainda nos primeiros anos de funcionamento, artistas como Alfredo Volpi, Cícero Dias, Antonio Bandeira e Yolanda Mohalyi foram incorporados ao grupo representado pela galeria que, ao longo das últimas décadas, expandiu-se também para a produçãointernacional e para a arte contemporânea.O departamento de arte contemporânea foi criado em 1985 por Flávio Cohn, filho do casal fundador. Posteriormente, seu irmão Ulisses Cohn também se associou ao quadro de direção da DAN. Juntando pesquisa histórica e sintonia com o mercado internacional, nos últimos vinte anos a galeria exibiu obras de Lygia Clark, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Gonçalo Ivo, Ascânio MMM, Macaparana, Sérgio Fingermann e artistas internacionais como Sol LeWitt, Antoni Tapies, Jesus Soto, Cesar Paternosto, Eduardo Stupía, Adolfo Estrada, Knopp Ferro, Ian Davenport, Max Bill, Joseph Albers, além dos britânicos Tony Cragg, Kenneth Martin e Mary Martin.A DAN Galeria sempre teve por propósito destacar artistas e movimentos fundamentais da arte brasileira do período compreendido entre 1920 e a atualidade. Ao mesmo tempo, mantém uma relação próxima com artistas internacionais, uma vez que os movimentos artísticos historicamente se entrelaçam e dialogam entre si sem fronteiras. Expor estes entrelaçamentos, realçando a invenção de nossos artistas e os possíveis diálogos com a produção internacional, é o mote de nosso trabalho nas feiras nacionais e internacionais, nas exposições na galeria, no apoio a exposições institucionais e na produção de conteúdo, seja nos mais de 100 catálogos jápublicados, seja usando tecnologias digitais. Gabriel de Filippi Villas-Boas - Fotógrafo Nasceu vive em São Paulo, com constantes pausas para estar na natureza, entre o Xingue a Serra do Mar. Formado em Cinema pela FAAP, fez a direção de fotografia de cinco curta-metragens, além de muitos vídeos nos quais assinou tanto a direçãoquanto a produção, dentre os quais destacam-se os documentários “Kuarup noKamaiurá” (2016), “Vem da Terra” (2018), e, recentemente, “Aritana, invencível no seu mundo” (2020), filmado no território indígena do Xingu. Também em 2020, participouda maior feira de arte da América Latina, a SP Arte-Foto. Filho de mãe fotógrafa e pai indigenista, aprendeu cedo aregistrar seu amor à terra e a perceber a poesia imanente na vida. ORUM PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA - Prestação de contas (Custos Vinculados de Administração) A Orum Produções e Eventos, nome fantasia Cidadania Corporativa, atua em diversos segmentos da produção cultural, desde a formatação de projetos para as leis de incentivo fiscal à finalização integral de eventos. Realiza, também, estudos e planos de marketing cultural para empresas. Atuação na Formatação de projetos para leis de incentivo fiscal, produção executiva, promovendo a gestão da execução financeira até a aprovação final da prestação de contas do projeto cultural. Com uma estrutura inovadora de gestão cultural pautada na formação de uma sólida, com equipe orientada pela expertise e altamente capacitada, garantindo o atendimento à demanda exclusiva de cada cliente. A empresa tem em seu currículo aprodução de importantes eventos culturais, entre eles a exposição internacional “Arte de Contradições. Pop, Realismo e Política. Brasil-Argentina 1960”,exposição sobre a influência da Pop Arte na América do Sul durante o período de repressão destes países. A exposição já foi realizada nos seguintesmuseus: Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, Fundação Proa, em Buenos Aires, Galleria d’Arte Moderna e Contemporanea di Bergamo (GAMeC), emBergamo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ). * O proponente será o responsável pela coordenação administrativa financeira de todo o projeto cultural e garantirá a execução dos objetivos constantes no projeto e a boa gestão dos recursos financeiros.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.