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PRONAC 250880Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

Beethoven do sertão - Documentário de média metragem

ANDREA CRISTINA MARTINS PEREIRA
Solicitado
R$ 294,4 mil
Aprovado
R$ 294,4 mil
Captado
R$ 75,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

25.5%

Classificação

Área
—
Segmento
Prod. AV curta/média mtragem/Tv Edu Cult
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Montes Claros
Início
2026-02-01
Término
2027-12-31
Locais de realização (3)
Brasília de Minas Minas GeraisMirabela Minas GeraisMontes Claros Minas Gerais

Resumo

O projeto visa concluir a produção e pós-produção de um filme documentário em média metragem, com duração de até 70 minutos, minutos, sobre a vida e obra do músico e luthier norte mineiro,Zé Coco do Riachão, representante da cultura popular brasileira.

Sinopse

O filme retratará a vida e a obra do músico e luthier Zé Côco do Riachão. De sua infância pobre e doente, quando descobriu o talento para a música e o trabalho com a madeira, o longo percurso de vida no anonimato, até ter seu valor reconhecido no país e no exterior, já quase no final da vida. O filme será construído tendo como cenário e personagens principais, o sertão, representado pelas localidades onde ele viveu, e o sertanejo e seu modo de vida, uma vez que o valor cultural de Zé Coco é indissociável de seu universo. Relatos de amigos, familiares e moradores, aliado a imagens de arquivo do artista e outros depoimentos contarão a história desse sertanejo, partindo do regional para o universal. Mais do que contar a vida de um personagem, o filme será um registro vivo de manifestações culturais, como a folia de reis, o forró, o calango, etc. Classificação indicativa: livre para todas as idades.

Objetivos

Objetivo Geral Produção de um filme documentário de média metragem sobre o artista da cultura popular Zé Côco do Riachão. Objetivos específicos 1) Produto: FILME DOCUMENTÁRIO de até 70 minutos, para exibição em mostras, festivais, cinemas e espaços públicos.

Justificativa

O músico e luthier Zé Côco do Riachão é reconhecidamente um dos mais genuínos nomes da cultura popular brasileira. Filho do sertão norte mineiro, ele fez do cerrado sua matéria prima para a fabricação de instrumentos musicais e fonte de inspiração para suas composições musicais. Zé Côco adotou o nome de Riachão em homenagem ao riacho que banha as quatro localidades em que ele viveu, nos municípios de Brasília de Minas, Coração de Jesus, Mirabela e Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. Por todos os lugares onde viveu e andou, ele espalhou sua arte e conquistou admiradores, com simplicidade, muita música e muita fé. José "dos Reis" Barbosa dos Santos nasceu em janeiro de 1912, no município de Brasília de Minas (MG), doente, com poucas chances de sobreviver. Em promessa, sua mãe, simbolicamente, ofereceu-o aos "Santos Reis", para que "escapasse" da morte. E assim se fez. Agradecido e crente, Zé Côco manteve uma relação com a folia de reis que durou toda uma existência, e ele tinha orgulho de dizer: "eu posso cabá cum tudo na vida, mas de tocar rebeca na fulia, eu num paro. Nunca, nunca." Ao que parece, a intervenção divina não apenas salvou a vida do menino doente, mas também o transformou em um artista de múltiplos talentos. Zé Côco nunca soube ler, nem sequer escrever o próprio nome _ sua "assinatura" era um J e um coqueiro desenhados com mão trêmula _ e, naturalmente, jamais teve acesso a teorias musicais. Apesar disso se transformou em um músico e compositor reconhecido em todo o país, e também fora dele. Filho de um "tocador" e "fazedor" de viola, ele aprendeu, de ouvido, a tocar rebeca, viola, violão, sanfona e cavaquinho, e paralelamente também desenvolvia a arte de fabricar e consertar instrumentos musicais. Como músico, chegou a ser internacionalmente conhecido, embora sempre por uma seleta platéia. De uma TV alemã, recebeu a denominação de Beethoven do Sertão, título que ele ostentou com orgulho, pois lhe disseram que o artista ao qual foi comparado (Beethoven), também era dos bons. Durante 68 anos, Zé Côco viveu praticamente no anonimato. Foi em meados de 1980, já residindo em Montes Claros, que ele foi revelado ao país por Téo Azevedo, que promoveu a gravação de dois LPs (Brasil puro, 1980; e Zé Côco do Riachão, 1981). A crítica especializada foi unânime em considerar o violeiro e seu trabalho como um verdadeiro achado em benefício de nossa cultura popular. Nesse período, ele frequentou as manchetes dos principais jornais do país e palcos de programas de televisão, como o Viola minha viola, (TV Cultura), o Programa da Hebe (SBT) Som Brasil e Globo Rural (Rede Globo). Novamente longe da mídia, apenas seis anos depois, Zé Côco voltou ao estúdio para gravar Vôo das Garças, seu terceiro e último LP, que se transformou em CD em 1997. Em dezembro de 1997, às vésperas do lançamento do CD Voo das Garças, Zé Coco foi levado, pelas mãos da responsável por este projeto, Andrea Martins, à comunidade de Riachão (Mirabela/MG), a fim de registrar, em vídeo, o seu reencontro com amigos e parentes da comunidade. A ideia, na época, era fazer um vídeo para divulgação do disco, o que não se concretizou devido à falta de recursos para finalização. Menos de um ano depois, o músico falecia em Montes Claros. A partir daí, a proponente vem alimentando a ideia de fazer um filme documentário de média metragem, construído com imagens de arquivos e entrevistas, a fim de registrar e perpetuar a memória e a arte desse personagem que, se por um lado carrega a simplicidade do sertanejo, por outro lado, traz em si a complexidade dos grandes gênios. Por muitas vezes, o projeto foi engavetado, mas o desejo de fazer o filme nunca morreu. Durante esse período, a proponente buscou uma aproximação maior com a linguagem do cinema, tanto em teoria, quanto na prática, conforme se verá pelo currículo anexo. Em 2023, com um pequeno recurso recebido de um edital de fomento cultural do Município de Montes Claros, a produção foi iniciada, com a atualização da pesquisa e o registro de algumas entrevistas. Conseguimos, também, um pequeno valor por meio de financiamento coletivo e mobilização de artistas montesclarenses. O uso do Mecanismo Incentivo a Projetos Culturais é importante para garantir que a realização do filme seja continuada e finalizada, tendo em vista o alto custo da produção e ao fato de que os recursos captados até o momento terem sido suficientes apenas para o início das primeiras etapas do projeto (pré-produção e produção). Ressalte-se que já temos a manifestação de interesse em apoiar o projeto, por parte de empresas locais e de outras regiões, mediante o benefício da renúncia fiscal federal. A proposta ora apresentada justifica-se, ainda, por se enquadrar em quase todos os incisos do Art. da Lei 8313/91, conforme se vê: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Da mesma maneira, os objetivos da proposta também estão contemplados no Art. 3º da referida Lei, nos incisos II e III, nas alíneas transcritas a seguir: II - fomento à produção cultural e artística: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural. III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: (...) c) restauração de obras de artes e bens móveis e imóveis de reconhecido valor cultural; d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;

Estratégia de execução

- O baixo orçamento da proposta deve-se ao fato de que a produção já estar bastante adiantada, no que se refere à pesquisa e gravação de entrevistas. Além disso, a produção está sendo feita com uma equipe enxuta, que entende a importância de se realizar o filme e que, por isso, vem atuando mediante cachês modestos. Ressalte-se que os profissionais responsáveis pela captação de imagem e áudio, possuem equipamentos de ponta, cujo custo pelo uso não corresponde aos valores de alugueis praticados no mercado.- O ator Jackson Antunes fará a narração do filme em primeira pessoa, representando a voz de Zè Côco do Riachão. - Tive dificuldade em preencher o Plano de distribuição, uma vez é impossível mensurar, por enquanto, como será a distribuição do filme. Quanto à contrapartida de oferecer estágio a estudantes, o manual do proponentenão orienta inserir no plano de distribuição, mas não localizei, na respctiva aba, a opção equivalente. No entanto, a presença de estagiários está prevista na etapa de produção.- Inserimos dois municípios em "Local de realização", a fim de atender cláusula contratual (de contrapartida) com o patrocinador. Essas localidades foram também incluídas no plano de distribuição. - Alteramos o percentual dos custos vinculados (Acessibilidade, comunicação e divulgação; custos de administração e remuneração para captação de recursos), a fim de adequar ao que é praticado no mercado, bem como ao acréscímo de medidas de acessibilidade, em atendimento à diligência desse setor.

Especificação técnica

Filme de média metragem de até 70 minutos, composto de imagens originais e de arquivo, o que implicará no uso de diferentes texturas (VHS, digital, fotografias impressas e de manchetes de jornais, etc). As captações originais estão sendo feitas com câmeras digitais profissionais e captação de som direto. A finalização será em DCP.

Acessibilidade

MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE FÍSICA:a) Sessões em cinemas comerciais (estrutura já existente: rampas, banheiros adaptados e piso tátil); b) Sessões em outros espaços (buscar-se-á espaços que ofereçam acesso a PcDs: rampas, banheiros adaptados e pisos táteis). ACESSIBILIDADE DE CONTÉUDO: Audiodescrição; Legendagem descritiva ou Legenda para surdos e ensurdecidos (LSE); e Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.

Democratização do acesso

A distribuição do filme será feita na sequência das ações a seguir, seguindo a dinâmica do setor: - pré-lançamento para convidados dos patrocinadores, apoiadores, imprensa e equipe de produção. - inscrição em festivais e mostras de cinema, no Brasil e exterior; - exibição em salas de cinemas comerciais, garantindo-se meia entrada, conforme o que estabelece o parágrafo 1º, incisos I, II e III do art. 45, da IN MINC nº 23/2025 MEDIDAS DE AMPLIAÇÃO DO ACESSO: - exibições gratuitas em universidades, escolas e outros espaços públicos, seguido de bate-papos entre o diretor e/ou convidado especialista no tema, com o público presente; - exibições em instituição de longa peranência para idosos (art. 47, inciso VII, da IN MINC nº 23/2025); - disponibilização para acesso livre em sites da internet (após período de participação em festivais e distribuição comercial).

Ficha técnica

Andrea Cristina Martins Pereira responde pela gestão técnico-financeira do projeto; pesquisa, roteiro e direção geral do filme. CURRÍCULO RESUMIDO: Cineasta, escritora, roteirista, pesquisadora e professora universitária. Doutora em Estudos de Linguagem, pela UFF, com pesquisa em literatura e audiovisual (a estética de Hoje é dia de Maria e A pedra do Reino, dirigidas por Luiz Fernando Carvalho); autora do roteiro de curta-metragem Todos os dias são iguais, premiado no concurso I Prêmio Estímulo ao curta-metragem em Minas Gerais, produzido em 35 mm e dirigido por Carlos Gradim (2001); autora do roteiro Reunião de família, selecionado como melhor texto pelo roteirista Luiz Carlos Maciel, ao final de curso: Cinema, teatro e televisão: a arte de escrever roteiro, ministrado na Rede Minas de Televisão, dirigido por Breno Milagres (2002); roteirista e diretora do documentário Romeiros de fé e festa (2008), que retrata os 257 anos da festa popular dedicada a Santo Antônio, na localidade de Boqueirão, em Unaí/MG; roteirista e diretora do curta metragem A voz de Sofia, exibido no III Festival de Cinema de Montes Claros, em 2011; roteirista colaboradora do filme Beatriz, dirigido por Alberto Graça (2015); roteirista, produtora e diretora do curta metragem Encontro, adaptado do conto “O encontro”, de Luiz Fernando Veríssimo (2018). Hernane Alves – (Diretor de som) Estudou gravação, mixagem, masterização e técnicas de captação de som para TV e cinema no IATEC/RJ - Instituto de Áudio e Técnicas de Comunicação. Trabalhou em vários projetos musicais, documentários, programas de TV e peças publicitárias. É membro da AES - Audio Engineering Society e da Academia do Produtor Musical. Atua como produtor audiovisual e musical e como engenheiro de gravação, mixagem e masterização de áudio na PRO ART - Produtora Audiovisual; atuou como técnico de som direto, edição de som e masterização no curta metragem “Encontro”, dirigido pela proponente. Samuel Barbosa Reis (Diretor de fotografia)- Graduado em artes visuais, especializou-se em fotografia. Possui larga experiência com fotografia publicitária e cinematográfica, tendo assinado dois trabalhos de curta metragem premiados: “Estrada Real – Sempre viva” e “Vertente”. Atuou como diretor de fotografia e editor no curta metragem “Encontro”, dirigido pela proponente. Sócio proprietário da Produtora Eleffante. Portfólio disponível em: https://www.samuelreis.com.br https://elefantte.com.br/portfolio-elefantte-2/#all Vanessa Rodrigues Araújo (produção e assessoria de imprensa) - Jornalista formada em Comunicação Social pela Funorte (2014) e especialista em Cinema e Linguagem Audiovisual pela Estácio de Sá (2016). Com mais de uma década de experiência em assessoria de imprensa, também tem forte atuação em projetos culturais, tendo sido coordenadora da 3ª e 4ª Mostra de Cinema de Montes Claros. Renata Maia (pesquisa e assistente de produção) - Doutora em História pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, com mestrado e graduação em História pela Unimontes. Integrante do Grupo de Pesquisa Gênero e Violência (CNPq). Desenvolve estudos sobre gênero, cinema, sexualidades e feminismos, com dissertação, tese, capítulos de livro e artigos relacionados ao audiovisual como fonte de pesquisa. Possui também curso de extensão universitária em Assistente de Produção Cultural pelo Instituto Federal do Norte de Minas Gerais - Campus Diamantina, IFNMG, Brasil. Jackson Antunes (narrador) - Ator e cantor, atualmente contratado da Rede Globo, possui vasta experiência como ator de novelas, séries e filmes. É norte mineiro e conviveu muito tempo com Zé Côco do Riachão.

Providência

Transferência de recursos entre conta captação e conta movimento no valor de R$75.000,00 em 13/03/2026.