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O PRODUTO PRINCIPAL é a realização de montagem e temporada de estreia da peça na cidade do RJ. A CONTRAPARTIDA SOCIAL é a realização de 1 oficina, a cada mês de temporada realizada, para adultos e jovens universitários, oferecida pela autora do roteiro.
Um casal da zona sul carioca juntos há mais de vinte anos. Eduardo, médico, 66 anos, dividido entre o Rio e o interior do Estado, onde desenvolve projetos de assistência gratuita para pequenos agricultores de origem humilde, e Helena, 60 anos, após uma vida inteira dedicada à dança como bailarina do Municipal, decide ressignificar sua carreira profissional, numa releitura do balé romântico « Giselle » dançado por jovens das periferias.O drama inicia com Eduardo que, após um enfarto, se vê preso a uma cadeira de rodas e quer mudar radicalmente de vida, sair do Rio, cuja violência lhe salta aos olhos, e ir morar no sítio com a esposa.Gabriela, a filha do casal, artista visual radicada em Nova York, vive em conflito com o corpo, mesmo após uma cirurgia bariátrica. De volta ao Rio, reencontra, na casa dos pais, o grande amor da sua vida , o fazendeiro e agricultor de frutas, Marcelo. Marcelo vibra com a arte de Gaby e acolhe também as suas fragilidades, tentando a todo custa convencê-la a ficar no Brasil.Rafael, jovem médico, esbanja charme e vaidade, vai visitar o amigo Eduardo. Rafael o enxerga como um mentor, porém não consegue disfarçar sua eterna paixão por Helena, que é quase de Tróia. Sucumbirá de vez ao seu jogo de sedução?Ana, a velha governanta da casa, cuidou de Eduardo desde criança, e o tem como filho. Agora, se vê investida da missão de que o ateu Eduardo encontre a espiritualidade. Ana possui vários santos esculpidos pelo Aleijadinho e guarda segredo de como essas peças sacras chegaram às suas mãos.Uma espécie de « entre quatro paredes » tem lugar nessa casa, que será o palco de paixões, confissões, explosões de flores, frutos, areia, mar, amar, poesia, confrontos entre vida e morte, caos e novas ordens.Eros e Thanatos se enfrentam numa luta em que não há vencedor nem vencido e tudo se transforma num grande teatro, em jogo de revelações, pulsões e palpitações tendo o coração como centro de tudo.
OBJETIVO GERAL- Realizar a montagem e temporada de estreia de MAR DE GIRASSÓIS, com até 24 apresentações, durante 2 meses, em teatro do Rio de Janeiro, para posterior circulação, para proporcionar ao público brasileiro uma experiência teatral de alto impacto sensível e artístico, que una excelência cênica com acessibilidade, diversidade e formação de público.OBJETIVOS ESPECÍFICOS- Promover a transversalidade de linguagens (teatro, dança, artes visuais, arte sacra brasileira) e fomentar o encantamento por meio de experiências sensoriais que ativem memória e pertencimento.- Proporcionar a estreia no Brasil de uma nova dramaturga, Claudia Koogan Breitman; - Estreitar laços entre arte, território e identidade, por meio de uma dramaturgia que ecoa vivências reconhecíveis e universais.- Estimular o diálogo intergeracional e intercultural, abordando deslocamentos geográficos, afetivos e espirituais que atravessam a sociedade brasileira.- Oferecer sessões com acessibilidade plena (Libras, audiodescrição, materiais adaptados). - Desenvolver ações formativas com jovens artistas locais, sobretudo de periferias, conectando arte e transformação social.
"Mar de Girassóis" é um espetáculo teatral que trata de questões importantes no mundo de hoje. Ele propõe um encontro sensível e multissensorial, abordando questões profundamente humanas e sociais, como o êxodo urbano e rural, os fluxos migratórios contemporâneos, os conflitos intergeracionais, confrontos entre vida e morte, o corpo e sua fragilidade, o papel do sacro em nossas vidas e principalmente a busca por pertencimento num Brasil em constante transformação. Ambientada entre o Rio de Janeiro e o interior do estado, a narrativa põe em cena uma família multifacetada que expressa, através da dança, da arte visual e da oralidade, as tensões entre memória e futuro, cidade e campo, tradição e reinvenção. "Mar de Girassóis" convida o espectador para dentro da casa de uma família onde todos os personagens vivem o "ponto de virada" da sua vida. Enquanto Helena ocupa todo o espaço a sua volta, seja no mar ou dançando pelos palcos do mundo, Gabriela tenta se fazer menor que o corpo já reduzido pela bariátrica. Eduardo, após um enfarto, tem seu mundo reduzido a uma cadeira de rodas, enquanto Marcelo trás a grandeza de sua colheita para a sala de estar do casal. Ana busca o divino enquanto Rafael vive uma grande paixão. Quero que o público sinta o cheiro de maresia surrupiado pela areia grudada nas pernas da Helena, veja o colorido das frutas do Marcelo, do gosto do uísque do Eduardo, e o balançar da corda bamba onde Gabriela tenta se equilibrar. "Mar de Girassóis" trata do corpo em suas diversas formas e fragilidades, da fuga e exílio dos jovens para outros países por causa da violência, do êxodo das cidades para o campo, do papel da arte e do sacro em nossas vidas. Essa dança migratória que vemos acontecer em tantas famílias, bate na porta dessa casa.
Há a intensão de fazer a circulação nacional.
- TEMPORARA DE TEATRO: até 24 apresentçõesTrata-se de uma montagem inédita e toda a parte de criação será elaborada.Há previsão de cenário físico e também com projeção mapeada.Duração: 1h30Classificação indicativa: 16 anosPúblico: Adultos e jovens- CONTRAPARTIDA SOCIAL: Oficina As novas dramaturgias ocupam um papel essencial na cena contemporânea ao expandirem as possibilidades de representação, linguagem e escuta dentro do teatro. Elas questionam estruturas narrativas tradicionais, propondo modos mais plurais, poéticos e críticos de abordar o mundo. Uma oficina dedicada a uma dramaturgia feminina, especialmente voltada a temas contemporâneos da sociedade, tem uma relevância singular: ela cria um espaço de expressão e reflexão sobre experiências muitas vezes silenciadas, promovendo a escuta sensível de vozes que atravessam questões de gênero, corpo, identidade, poder e afetos. Nesse contexto, o fazer teatral torna-se um gesto político e criativo, capaz de reconfigurar imaginários e inspirar novas formas de convivência e pensamento social. Público-alvo: Adultos e jovens artistas e alunos de instituições de ensino da arte, inclusive as instituições públicas de ensino, como universidades- a partir de 16 anos.Duração: 3 horas - 1 diaVagas: 40 participantesForma de inscrição: Formulário digital a ser divulgado o link no perfil da proponente e da peça, que será criado no instagram.Orientadores: Claudia Breitman
- Os teatros escolhidos para a realização da temporada terá a estrutura para atender ao público cadeirante ou com dificuldade de locomoção. O público com necessidades visuais e auditivas contará com sessões com audiodescrição e intérprete de libras. Haverá produtores orientando o público com necessidade especial. Buscaremos oferecer material em braile ou, através de um QRCode, informações acessíveis. - A divulgação através das redes sociais do espetáculo terá informação acessível. - Será oferecida 1 van em cada dia acessível, para o um grupo desse público com necessidade de locomoção, para ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: rampas, corrimão, banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Audiodescrição em 4 sessões, semana sim, semana não e/ou folder em braile. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras em 4 sessões, semana sim, semana não. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: produtores para auxiliar esse público em todas as sessões.
- Os ingressos terão preços acessíveis.- Todas as cotas serão cumpridas.- Serão realizadas promoções nas redes sociais com sorteios de ingressos, cupom de descontos, lista amigas e outras ações.- Será negociada formação de plateia e realização de campanhas sociais (fome, agasalho, etc).- Disponibilização de ingressos na plataforma EU FAÇO CULTURA, caso esteja em funcionamento. para distribuição de ingressos gratuitos a pessoas de baixa renda.- Realização de Oficina como contrapartida social inclusive para adultos e jovens de instituições públicas de ensino, respeitando a classificação etária.De acordo com o artigo 28 da IN 01/2023, será adotado no projeto os incisos:I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento);II - ampliar a meia entrada de que trata o § 3º do art. 27, em todos os ingressos comercializados, para pessoas elegíveis e não contempladas com a gratuidade de caráter social referida no inciso II, caput do art. 27;III - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos;VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas;X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC).
CLAUDIA KOOGAN BREITMAN - AUTORA Mestre em Dramaturgia pelo Actors Studio, em Nova York, é uma escritora internacional. No Rio de Janeiro, foi sócia da Hyper Mídia Editora e do Laboratório de Desenhos 2/Dlab. Para televisão e cinema, criou e desenvolveu as séries Quarto do Jobi e Meu Amigãozão. Em Nova York, trabalhou no Actors Studio (com Estelle Parsons) e teve sua peça The Yellow House encenada no Circle in the Square Downtown. Participou de workshops com Laura Maria Censabella e na Primary Stages, além de cursos na NYU Tisch School of the Arts. Trabalhou com Todd London no New Dramatists — um dos mais importantes centros de dramaturgia dos EUA —, onde realizou leitura dramática de sua peça Blood Pressure. Foi membro do “Lit Wing” no Lark Play Development Center, a convite de John Eisner (diretor artístico). Na Christie’s, obteve o Advanced Certificate in Connoisseurship and the History of the Art Market e trabalhou também no Studio Museum do Harlem. Claudia é formada em Direito pela PUC-Rio, fez curso de verão em Harvard e possui LL.M. (mestrado em Direito) pela Universidade de Chicago. KAREN ACIOLY - DIREÇÃO GERAL - Especialista em artes multidisciplinares criativas, com ênfase em artes cênicas, visuais, audiovisuais e digitais para novos públicos. Autora de livros infantis, roteiros, libretos e textos teatrais. Doutoranda e mestre em Educação (UFF), mestre em Mídias Criativas (UFRJ) e maître em Études Théâtrales pela Sorbonne Nouvelle – Paris 3. Recebeu diversos prêmios em literatura e teatro, como os prêmios de Melhor Livro de Teatro pela FNLIJ (2008, 2010, 2012 e 2014), tornando-se Hors-Concours. Criadora, curadora e realizadora do FIL – Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens, que em 2025 completa sua 22ª edição. Em 30/04/2025, o FIL foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro (Lei 10.759, de autoria do deputado Carlos Minc). 🔗 Saiba mais: www.karenacioly.com MARIO J. FERRARO - COMPOSIÇÃO MUSICAL PhD em Música pela City University of London (2012), com pesquisa em ópera contemporânea, e mestre em Música pela UFRJ (2002). Suas obras são interpretadas internacionalmente por grupos como Royal Academy of Music (Londres), Quinteto Villa-Lobos e ABSTRAI Ensemble. Vencedor de diversos prêmios de composição no Brasil. É compositor de quatro óperas de câmara: The Moonflower (Londres, 2011), O Comedor de Nuvens (Londres/Rio, 2013), Medeia (Rio, 2016) e Protocolares (Rio, 2022). Criador e diretor artístico da BOA — Bienal de Ópera Atual (2016) e da BOA.pocket (2022), dedicadas à ópera contemporânea no Brasil. Desde 2003, é professor titular de música no Colégio de Aplicação da UFRJ. MARCOS LUCAS - COMPOSIÇÃO MUSICAL Compositor carioca, PhD em Composição Musical pela University of Manchester. Suas obras são apresentadas regularmente no Brasil e no exterior. Venceu, entre outros, o Franz Liszt Composition Competition (Itália, 2017). Destacam-se duas óperas em sua produção: O Pescador e Sua Alma (2006), com mais de 30 récitas em centros culturais e teatros brasileiros, e Stefan and Lotte in Paradise (2012), estreada no Media City UK/BBC, na Inglaterra. É professor da UNIRIO, onde dirigiu o ensemble de música nova GNU. Membro do coletivo de compositores Prelúdio 21 desde 1998. Foi compositor visitante em universidades no Brasil e no exterior, incluindo a Jacobs School of Music – Indiana University (2017). Em 2025, recebeu bolsa da Fundação Rockefeller para residência em Bellagio (Itália). TONI RODRIGUES - DIREÇÃO DE MOVIMENTO Artista, professor, terapeuta, preparador corporal, coreógrafo e diretor de movimento em espetáculos no Brasil e no exterior. Atuou em companhias do Rio de Janeiro e com diversos diretores. Licenciado em Dança pela Faculdade Angel Vianna e pós-graduado em Arte/Dança Contemporânea pela UniverCidade. Formado em Cadeias Musculares e Articulares GDS (Mme Stuyff) e em Experiência Somática – SE-ABT (Peter Levine). Vencedor do Certamen Internacional de Ballet y Danza de Buenos Aires. Indicado para os prêmios Rio Dança (1999), Coca-Cola de Teatro (2000), APTR (2023, 2024 e 2025) e vencedor do Prêmio de Humor 2025 (Categoria Especial). JOÃO DE MELLO - DIREÇÃO ASSISTENTE Diretor, cineasta, dramaturgo, produtor e educador. Mestre em Literaturas Francófonas (UFF) e doutorando em Literatura Francesa pela Sorbonne Nouvelle (Paris III). Professor de língua e literatura francesa no CAp-UFRJ. Produziu o espetáculo Água de Beber, apresentado no Festival Premiers Pas no Théâtre du Soleil, em Paris (2011). Realizou o evento de homenagem a Rimbaud no Teatro da Maison de France e foi assistente de Ednei Giovenazzi em O Canto do Cisne, de Tchekhov. Em 2018, realizou residência artística no Centre International Les Récollets, em Paris, para pesquisa sobre Arthur Rimbaud. Criou e dirigiu o filme Épiphanies de Carnaval e foi assistente de direção de Brigitte Bentolila no espetáculo La Plus Forte, de Strindberg, no Tréteaux de France. FERNANDA MATTOS DE SOUZA - ILUMINAÇÃO Doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO (2025) e mestra em Artes da Cena pela UFRJ (2018). Atua como iluminadora cênica, pesquisadora e técnica, com vasta experiência em festivais e espetáculos. Trabalhou com mestres da iluminação como Jorginho de Carvalho e Luiz Paulo Nenen. Assinou a luz de produções como Opereta Pigmalione, Kinky Boots, Ponto de Vista, Valsa Nº 6, Ananse e o Baú de Histórias e Felizes Para Sempre, além das três operetas da BOA – Mostra de Óperas de Bolso (2022) e do espetáculo Cello Dance – Tributo a Elza Soares (2022). Foi coordenadora técnica de iluminação no FIL – Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens (2021–2023), no Festlip (2022) e no Festival Amazonas Jazz (2022–2024). Tem publicações na área e integrou o corpo editorial da revista A Luz em Cena. BIA JUNQUEIRA - CENOGRAFIA Cenógrafa e diretora de arte. Viveu dez anos na França, onde trabalhou com Richard Peduzzi, colaborador de Patrice Chéreau. Atuou em filmes como Sushi, Sushi (1991), de Laurent Perrin, e Louis, enfant roi (1993), de Roger Planchon. Formada em Artes Cênicas pela UFRJ, foi uma das fundadoras do festival Rio Cena Contemporânea. No cinema brasileiro, trabalhou em Mauá – O Imperador e o Rei (1999), Meu Filho, Teu (2001), Concerto Campestre (2003), O Outro Lado da Rua (2003) e Mais Uma Vez Amor (2005), entre outros. PAULA ACIOLI - FIGURINO Mestre em Moda, Cultura e Artes pelo Centro Universitário Senac-SP, bacharel em Design pela UFRJ e especialista pelo London College of Fashion (Reino Unido). Pesquisadora de moda e comportamento, com foco em história da moda brasileira e internacional. Idealizou e coordena o curso de Educação Executiva em Moda da FGV, onde ministra as disciplinas Cultura de Moda Contemporânea e Cultura de Moda Brasileira. Autora de diversos livros, como 30 Estilistas – À Moda do Rio, A Seda e a Chita, A Menina que Conversava com as Roupas e A Culpa é do Rio! — este último indicado ao Prêmio Jabuti. ANACRIS MONTEIRO - COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO - Fundadora e diretora da Ouro Verde Cultura, atua há mais de 15 anos no mercado carioca como produtora cultural, com especialização em processos de liberação, administração e prestação de contas de recursos fomentados, incentivados e conveniados para projetos culturais. Desde o início da produtora, foi contemplada com o Prêmio Klauss Vianna 2010 e segue sendo selecionada em importantes editais culturais, firmando sólidas parcerias. Atua em diversas linguagens artísticas, como dança, teatro infantil e adulto, festivais, espetáculos musicais, shows, concertos com orquestras e corais, entre outros.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.