Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 2510071Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Filhos de Gandhy – Carnaval 2026

SIMPLES PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 1,99 mi
Aprovado
R$ 1,99 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Desfiles festivos de caráter musical e cênico
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Desfiles festivos
Ano
25

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2025-12-02
Término
2026-05-31
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

- Viabilizar o desfile do Afoxé Filhos de Gandhy no Carnaval de Salvador 2026. Serão, ao todo, 3 (três) apresentações, sendo 2 (dois) no circuito Osmar (Campo Grande) e 1 dia no Circuito Dodô (Barra Ondina) , nos dias 15 a 17 de fevereiro de 2026. Cada apresentação terá uma duração média de cinco horas.

Sinopse

Não se aplica.

Objetivos

Objetivo Geral - Viabilizar o desfile do Afoxé Filhos de Gandhy no Carnaval de Salvador 2025. Serão, ao todo, 3 (três) apresentações, sendo 3 (três) no circuito Osmar (Campo Grande), nos dias 15 a 17 de fevereiro de 2026. Cada apresentação terá uma duração média de cinco horas. Objetivos específicos - Contribuir para a resistência da cultura afro-brasileira no acontecimento cultural de maior apelo e reconhecimento popular no Brasil; - Contribuir para a preservação da identidade cultural do povo brasileiro através da valorização da história e da cultura popular; - Incentivar a manutenção de atividades que possibilitam a sobrevivência das tradições culturais genuinamente brasileiras; - Promover a elevação dos níveis de autoestima dos participantes e das comunidades sob influência da entidade promotora do evento; - Contribuir para a intensificação da diversidade cultural do Carnaval de Salvador; - Disponibilizar espaço para que os afoxés possam mostrar sua música e ampliar a repercussão de seu trabalho e de sua cultura; - Reafirmar a pluralidade cultural existente na Bahia; - Oferecer mais uma opção de cultura e entretenimento para os foliões que participam do Carnaval de Salvador; - Incentivar e divulgar a cultura baiana, através da realização do desfile do Afoxé Filhos de Gandhy; - Contratar profissionais capacitados, a fim de garantir a máxima qualidade e segurança do desfile; - Movimentar a economia local através da cadeia produtiva gerada em torno do bloco. - Contribuir para a resistência da cultura afro-brasileira; - Contribuir para a preservação da identidade cultural do povo brasileiro através da valorização da história e da cultura popular; - Incentivar a manutenção de atividades que possibilitam a sobrevivência das tradições culturais genuinamente brasileiras.

Justificativa

No dia 18 de fevereiro de 1949 os estivadores do porto de Salvador, estavam sentados ao pé de uma mangueira perto da sede da entidade (Sindicato dos Estivadores), preocupados com a falta de trabalho nos portos e a política de arrocho salarial, gerada pela crise do pós-guerra. Inconformados com a impossibilidade de o bloco carnavalesco "Comendo Coentro" desfilar, Durval Marques da Silva, conhecido como "Vavá Madeira", sugeriu a idéia de colocar um bloco na rua. A sugestão foi logo aceita entre os vários colegas da estiva como Hermes Agostinho dos Santos, o Soldado, Manoel José dos Santos, Guarda-Sol, Almir Passos Fialho, o Mica, e muitos outros que participaram da fundação do bloco Filhos de Gandhy. No primeiro dia, saíram apenas 36 participantes apesar de ter mais de 100 inscritos. Ninguém podia imaginar o que a polícia iria fazer, pois o sindicato estava sob intervenção governamental. Para evitar represálias, o fundador Almir Fia lho deu a idéia para mudar a grafia do nome Gandi, inserindo as letras "dh" e trocou o "i" por "y", ficando Gandhy.A história é mais bem contada por aqueles que a viveram. A jornalista Carolina Campos, da Revista Exclusiva, afirma que o próprio Vavá Madeira, considerado o mais animado da turma, surgeriu o nome Filhos de Gandhy. Vavá explicou aos colegas a importância do líder hindu, Mahatma Gandhi, que havia sido assassinado em janeiro de 1948, um ano antes, com grande repercussão. Assim nascia o "Filhos de Gandhy" e em 1949 já desfilava pela primeira vez, como cordão. Desde a época de sua fundação até os dias atuais, o Afoxé, pioneiro da paz e com estilo próprio não parou de crescer. A idéia de expansão não agradou a todos porque apesar de ter sido fundado por estivadores, a partir de 1951, o bloco passou a admitir trabalhadores de outras classes. E, hoje, praticamente eles formam a minoria. O Filhos de Gandhy, nos primeiros anos, saiu cantando marchinhas até se dedicar especialmente ao ijexá, (inclusive compondo suas próprias canções). Enfrentou problemas nos anos de 1974 e 1975, quando não desfilou no carnaval, um golpe muito duro para os sócios, após 25 anos de desfile ininterruptos e marcados por glórias e vitórias. Somente nesses dois anos de sua infinita história ele deixou de desfilar, por motivos administrativos, mas logo os velhos fundadores e associados antigos, inconformados, resolveram investir do próprio bolso e com alguma ajuda e muito esforço eles conseguiram reorganizar o afoxé. Segundo o Professor Marco Aurélio Luz, "os afoxés contribuíram de modo contundente para o enriquecimento cultural dos festejos do carnaval no Brasil. O afoxé se caracteriza como um dos muitos desdobramentos culturais das comunidades-terreiros da religião tradicional africana no Brasil. Ele se constitui por uma linguagem contextual em forma de síntese recreativa que combina expressões de dança, música, dramatização, vestuário, instrumentos, emblemáticas etc., características da estética negra". A Associação Afoxé Filhos de Gandhy, tem sua sede localizada no Pelourinho, doada pelo Governo do Estado em 1983, onde funciona o ano inteiro a administração, quadra de ensaios, buscando na sua pluralidade sócio-cultural desenvolver diversas atividades tendo como missão, através do entretenimento e respeito pela tradição, pregar a paz e abrigar em seu ambiente pessoas de todos os credos, condições sociais e etnias e sendo ponto de parada de turistas de todo o mundo que visitam o Centro Histórico de Salvador. Segundo Kabengele Mananga, "a resistência cultural tem sido uma das mais fortes que os africanos e seus descendentes ofereceram em todas as suas diásporas contra a opressão escravista e colonialista. Ela está presente no cotidiano brasileiro sob a forma de religiosidade, das artes, como música, dança, culinária, escultura, sob a forma de gestos, estilos de vidas, entre outros aspectos. Os africanos e seus descendentes resistiram culturalmente para defender suas identidades, dignidade e liberdade, mais do que isso, eles conseguiram modelar a cultura e a identidade plural brasileira". Um dos maiores exemplos que comprovam a citação acima, é a cadeia produtiva que se forma no entorno da entidade nos meses que precedem o carnaval, são artesãos e artesãs, que preparam vários apetrechos que se fundem à fantasia de forma natural, muitos deles já estão na terceira geração, onde se estima uma geração média de recursos na ordem R$1.100.000,00 com vários artigos (confecção do turbantes, venda de colares e broches, bebidas e alimentos, reforço de sandálias), dentre outras. A fantasia do Afoxé Filhos de Gandhy é composta por um lençol de 2,20m X 2,00m, costurado nas laterais, com uma abertura na parte superior e uma pintura na parte frontal com o tema do Carnaval. O turbante é feito na cabeça do associado por um artesão (ã), usando uma toalha de banho que após ser dobrada, envolve a cabeça e é dado o acabamento usando-se linha e agulha. Para finalizar é aplicado o broche, de formato redondo com uma pedra azul, lembrando os marajás indianos. Para complementar a fantasia segue um par de sandálias, meias e faixa. Os colares, nas cores azul e branco, são uma reverência aos orixás Oxalá e Ogum. Por ser a difusão da PAZ durante os festejos de momo o principal objetivo da entidade, existem obrigações fundamentais que são executadas sigilosamente antes do Carnaval, não permitindo jamais que sejam expostas ao público, uma vez que a religião do candomblé merece respeito e consideração. As obrigações praticadas (padê), hoje, pelos seus componentes, foram as mesmas que os seus idealizadores praticaram nos primeiros anos de sua fundação. Antes feito na porta da sede, o despacho é efetuado no Largo do Pelourinho. Essa ação é repetida anos a fio no intuito de preservar a sua originalidade, isto, considerando que a maioria dos fundadores era praticante da religião nos vários terreiros de candomblé da Bahia. O Gandhy, nas ruas de Salvador, cultua uma das nações que é a Ijexá, impregnando a avenida com o ritmo peculiar e cadenciado dessa nação, ofertando ao público maçãs, peras, uvas, alimentos que representam a limpeza do corpo, da aura, perfumando as ruas com sua alfazema, transformando a avenida em um imenso tapete branco simbolizando a bandeira da PAZ. No desfile são utilizadas algumas alegorias que relembram o sentimento de Mahatma Gandhi: o elefante, símbolo da força que teve para não curvar-se diante do poder inglês; o camelo, símbolo da resistência que manteve fiel aos ideais de liberdade mesmo quando preso; a cabra, símbolo da vida porque através do leite pode recuperar as forças e continuar a peregrinação em favor da liberdade do povo indiano, a pomba da paz, em carro alegórico abrindo o desfile. Após alguns anos de quase invisibilidade na mídia, o Afoxé Filhos de Gandhy sem perder o contato com a tradição e de olho no futuro, adotou novas tecnologias tanto administrativas quanto estéticas, visando potencializar a sua imagem diante dos meios de comunicação existentes em destaque as redes sociais (instagram/fecebook) com um contato maior de formadores de opinião e seus associados. O Afoxé Filhos de Gandhy tem como missão através do entretenimento, pregar a paz e abrigar em seu ambiente, pessoas de todos os credos, condições sociais e raças e ser referência nacional e internacional de uma organização divulgadora dos preceitos de paz.

Estratégia de execução

Nos Caminhos da Comunicação para a PAZ! Ao longo de mais de sete décadas de existência, o Filhos de Gandhy tem se firmado como um mensageiro da não-violência e da fraternidade, inspirado na filosofia de Mahatma Gandhi e fundamentado nas tradições religiosas e culturais de matriz africana. Com sua indumentária branca, fios-de-contas sagrados, perfumes, cânticos em iorubá e o ritmo inconfundível do ijexá, o Afoxé se apresenta como elo de ligação entre o passado, o presente e o futuro, traduzindo em cada gesto o compromisso com a paz. No Carnaval de 2026, o tema escolhido reafirma a necessidade de refletirmos sobre o papel da comunicação como instrumento de transformação social. A comunicação, em sua essência, não se limita à palavra falada ou escrita, mas se manifesta também nos sons dos atabaques, no toque do agogô, nas cores das fantasias, nos abraços fraternos, nos olhares de respeito e nos gestos de solidariedade. É por meio dela que povos se encontram, culturas se unem e comunidades se fortalecem. “Nos Caminhos da Comunicação para a PAZ!” é um convite para compreender que, em tempos de intolerância e de ruídos sociais, a verdadeira comunicação deve construir pontes, promover o diálogo, transformar diferenças em respeito e divergências em harmonia. Para o Filhos de Gandhy, comunicar é educar, é resistir, é preservar a ancestralidade e, sobretudo, é semear a paz. Com este tema, o Afoxé leva novamente às ruas de Salvador o seu desfile sagrado, exaltando a importância da palavra, da música e da expressão cultural como meios de reconciliação, tolerância e esperança. O branco da roupa simboliza Oxalá, senhor da paz e da criação; o azul remete a Ogum, guardião do caminho e da luta justa; juntos, formam a mensagem de que somente pelo entendimento e pelo diálogo se constrói um futuro de Paz. Assim, o Filhos de Gandhy reafirma sua missão histórica: transformar o Carnaval em um grande palco de resistência, cultura e compromisso social, mostrando que a paz não é apenas um ideal, mas um caminho possível e necessário, trilhado pela comunicação que aproxima todos a sua essência cultural.

Especificação técnica

Não se aplica.

Acessibilidade

Serviço de interprete de libras durante o desfile. A utilização de rampas de acesso e/ou outras formas de acessibilidade serão disponibilizadas nos espaços onde serão realizadas as atividades. Para o Carnaval não se faz necessária, de antemão, já que o circuito é de rua e o espaço urbano já contempla essas alternativas.

Democratização do acesso

As apresentações acontecerão nas ruas de Salvador, abertas ao público e, portanto, todas as pessoas presentes nos circuitos Dodô e Osmar poderão assistir, de forma gratuita, ao desfile do Afoxé Filhos de Gandhy. Além disso, como forma de democratização do acesso ao produto cultural, parte das fantasias será distribuída para as associações e instituições atendidas. Será reservada uma parte das fantasias a valores promocionais para estimular a permanência de antigos associados no desfile do bloco, em busca da manutenção e preservação da tradição e costumes do Afoxé Filhos de Gandhy. Além disto, permitiremos a captação de imagens do desfile e autorizaremos sua veiculação por redes públicas de televisão.

Ficha técnica

CURRÍCULO DO COORDENADOR DE PRODUÇÃO JANELA DO MUNDO é uma empresa de soluções em produção, comunicação e marketing cultural, com base na cidade de Salvador e atuação global. Está presente no mercado desde 2007. A empresa tem como foco a criação e gestão de conteúdos culturais de forma diferenciada, apostando no marketing cultural como plataforma de conexão de conteúdos com o público e considerando a comunicação e a distribuição como ferramentas fundamentais para elaboração de estratégias mercadológicas para cada um dos produtos. Desta forma, a Janela do Mundo tem investido na consolidação das Indústrias Criativas, mercado que começa a mudar a economia mundial baseando-se na criatividade, habilidade e talento individuais através da propriedade intelectual. A Janela do Mundo atua de forma transversal, acreditando na força do coletivo e na necessidade de ter fornecedores especializados em seus segmentos. Tem experiência em gestão de carreiras de artistas como Carlinhos Brown, Mariene de Castro, Orkestra Rumpilezz e BaianaSystem. Produziu de eventos de rua no Brasil e na Europa, shows, eventos indoor, produções vídeo-fonográficas e licenciamento de produtos. O que O que a Janela do Mundo faz? Gerenciamento de carreira artística, elaboração de projetos culturais, captação de patrocínios e realização de projetos culturais. CURRÍCULO DO PROPONENTE Empresa que atua na área de gestão de projetos culturais e produção de conteúdo audiovisual. Principais clientes: § Vinicius S.A Gestão de carreira e realização de projetos. Projeto: Lágrimas de São Pedro § Orquestra Afro Sinfônica Gestão, administração e produção executiva de shows e projetos. Projeto: Circulação da Orquestras pelas principais cidades da Bahia. Contemplado no Edital da Secretaria de Cultura da Bahia – 2012. § Janela do Mundo Gestão e administração de projetos e produção executiva. Projetos: Filhos de Gandhy, Cortejo Afro, Sarau du Brown – Carlinhos Brown, Enxaguada – Carlinhos Brown, Baiana System. § Lilás Produções Artísticas Gestão e administração de projetos e produção executiva. Projetos: Cine na estrada, Concerto da Orquestra Sinfônica da UFBA, Grupo Choro Novato. § VPC Cinemavídeo Produções Artísticas Ltda Gestão de projetos, produção e planejamento na área de cinema, música, artes visuais e dança. Projetos: I, II, III, IV, V, VI, VII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, Filme longa metragem Dawson Ilha 10. § Mil Produções Artísticas – 2009 a 2012 Gestão de projetos culturais e produção executiva. Projetos: Festival Instrumental de Música da Bahia, Festival de Música – Interior, Retrate, Festival de Cinema da Chapada Diamantina, Los Catedrásticos, Paixão de Cristo. § Araçá Azul – 2009 a 2012 Gestão de projetos e produção de eventos. Projetos: IX e X Oficina de Roteiros de Orlando Senna, Finalização do filme Capitães de Areia, Encontro de Documentaristas. § Artista Marcondes Dourado – 2011 e 2012 Gestão de projetos e produção de eventos. Projeto: Exposição encruzilhada de Mundos § Associação Virgo Cultural – 2008 a 2010 Gestão de projetos. Planejamento e execução de projetos na área de cultura e turismo. § Memória Cultural – 2008 e 2009 Coordenação de projetos e produção– Espetáculo “O Brasileiro Gil”. HISTÓRICO DA ATRAÇÃO PRINCIPAL A Associação Cultural Recreativa e Carnavalesca Filhos de Gandhy tem 65 anos de Carnavais da Bahia. No dia 18 de fevereiro de 1949 os estivadores do porto de Salvador estavam sentados ao pé de uma mangueira perto da sede da entidade (Sindicato dos Estivadores), preocupados com a falta de trabalho nos portos e a política de arrocho salarial, gerada pela crise do pós-guerra. Inconformados com a impossibilidade de o bloco carnavalesco “Comendo Coentro” desfilar, Durval Marques da Silva, conhecido como “Vavá Madeira”, sugeriu a ideia de colocar um bloco na rua. A sugestão foi logo aceita entre os vários colegas da estiva como Hermes Agostinho dos Santos, o Soldado, Manoel José dos Santos, Guarda-Sol, Almir Passos Fialho, o Mica, e muitos outros que participaram da fundação do bloco Filhos de Gandhy. No primeiro dia, saíram apenas 36 participantes apesar de ter mais de 100 inscritos. Ninguém podia imaginar o que a polícia iria fazer, pois o sindicato estava sob intervenção governamental. Para evitar represálias, o fundador Almir Fialho deu a ideia para mudar a grafia do nome Gandi, inserindo as letras “dh” e trocou o “i” por “y”, ficando Gandhy. A história é mais bem contada por aqueles que a viveram. A jornalista Carolina Campos, da Revista Exclusiva, afirma que o próprio Vavá Madeira, considerado o mais animado da turma, sugeriu o nome Filhos de Gandhy. Vavá explicou aos colegas a importância do líder hindu, Mahatma Gandhi, que havia sido assassinado em janeiro de 1948, um ano antes, com grande repercussão. Assim nascia o “Filhos de Gandhy” e em 1949 já desfilava pela primeira vez, como cordão. Desde a época de sua fundação até os dias atuais, o Afoxé, pioneiro da paz e com estilo próprio não parou de crescer. A ideia de expansão não agradou a todos porque apesar de ter sido fundado por estivadores, a partir de 1951, o bloco passou a admitir trabalhadores de outras classes. E, hoje, praticamente eles formam a minoria. O bloco Filhos de Gandhy, nos primeiros anos, saiu cantando marchinhas até se dedicar especialmente ao ijexá, (inclusive compondo suas próprias canções). Enfrentou problemas nos anos de 1974 e 1975, quando não desfilou no carnaval, um golpe muito duro para os sócios, após 25 anos de desfile ininterruptos e marcados por glórias e vitórias. Somente nesses dois anos de sua infinita história ele deixou de desfilar, por motivos administrativos, mas logo os velhos fundadores e associados antigos, inconformados, resolveram investir do próprio bolso e com alguma ajuda e muito esforço eles conseguiram reorganizar o afoxé. Segundo o Professor Marco Aurélio Luz, “os afoxés contribuíram de modo contundente para o enriquecimento cultural dos festejos do carnaval no Brasil. O afoxé se caracteriza como um dos muitos desdobramentos culturais das comunidades-terreiro da religião tradicional africana no Brasil. Ele se constitui por uma linguagem contextual em forma de síntese recreativa que combina expressões de dança, música, dramatização, vestuário, instrumentos, emblemáticas etc., características da estética negra”. A Associação Cultural, Recreativa e Carnavalesca Filhos de Gandhy, tem sua sede localizada no Pelourinho, doada pelo Governo do Estado em 1983, onde funciona o ano inteiro a administração, quadra de ensaios, buscando na sua pluralidade sociocultural desenvolver diversas atividades tendo como missão, através do entretenimento e respeito pela tradição, pregar a paz e abrigar em seu ambiente pessoas de todos os credos, condições sociais e etnias e sendo ponto de parada de turistas de todo o mundo que visitam o Centro Histórico de Salvador.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.