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O projeto propõe a edição e publicação do romance histórico Gorceix: o educador que ensinava a ler o mundo, de autoria da escritora Guiomar de Grammont. A obra celebra os 150 anos da chegada de Claude-Henri Gorceix ao Brasil, destacando sua contribuição essencial à educação e à ciência, sobretudo por ter fundado a Escola de Minas a convite de Dom Pedro II. A iniciativa busca valorizar sua memória e reconhecer o papel transformador de sua atuação no ensino e na pesquisa. Ao apresentar sua trajetória por meio da literatura, o projeto estimula a leitura, promove o conhecimento histórico e aproxima as novas gerações de figuras inspiradoras da história brasileira. Para alcançar diferentes públicos, a publicação contará com 02 versões: jovem-adulto, voltada a leitores a partir do ensino médio, e infantojuvenil, com texto adaptado e ilustrações que facilitam a compreensão do conteúdo por crianças e adolescentes.
O romance se inicia com a chegada do francês Claude-Henri Gorceix a Minas Gerais e seu regozijo diante da paisagem, que considerou imediatamente ideal para fundar a escola que idealizara, a convite do imperador Dom Pedro II, de quem se tornou amigo dileto. A história do personagem é narrada por ele próprio, em diálogos com amigos e outros personagens que conhece na cidade, em cenas apresentadas em flashbacks.Em 1875, a convite do governo imperial do Brasil, Gorceix veio ao país para fundar uma escola voltada à formação técnica destinada à exploração das riquezas naturais do território. Sua principal missão era atender a uma demanda estratégica do Império: formar engenheiros de minas e geólogos capacitados para desenvolver a mineração nacional com base científica e técnica.Inspirado na École des Mines de Paris, fundou em 1876 a Escola de Minas de Ouro Preto, primeira instituição de ensino superior em engenharia de minas e geologia da América Latina, da qual foi o primeiro diretor. Seu modelo pedagógico, inovador para os padrões do Brasil do século XIX, enfatizava aulas experimentais, nas quais os estudantes aprendiam a observar, classificar e analisar amostras de minerais, rochas e solos diretamente no campo.Gorceix envolvia-se pessoalmente no ensino, ministrando aulas e acompanhando os alunos em excursões científicas. Buscava uma formação interdisciplinar, baseada em conhecimentos de engenharia, ciências naturais e técnicas industriais, que visava preparar o aluno não apenas como técnico, mas como intelectual autônomo, capaz de interpretar e transformar o território brasileiro. Para ele, a ciência e a educação deveriam estar a serviço da modernização do país e do bem público.Seu legado como educador e cientista visionário permanece vivo na atual Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), onde a antiga Escola de Minas continua sendo uma referência.
OBJETIVO GERAL- Publicar e apresentar às novas gerações brasileiras o livro Gorceix: o educador que ensinava a ler o mundo, em formato de romance destinado ao público jovem-adulto e em versão adaptada para o público infantojuvenil. A proposta inclui ainda a realização de um seminário de bate papo com a autora, com o objetivo de ampliar o acesso à trajetória de Claude-Henri Gorceix e à história da Escola de Minas, de forma lúdica, acessível e formativa.OBJETIVO ESPECIFICO- Editar, produzir e distribuir gratuitamente 500 exemplares da versão jovem-adulto do livro Gorceix: o educador que ensinava a ler o mundo;- Editar, produzir e distribuir gratuitamente 500 exemplares da versão infantojuvenil da obra, com linguagem adaptada e ilustrações;- Disponibilizar 500 unidades do livro em formato digital (e-book), nas versões em português e francês (250 portugues e 250 frances) ampliando o alcance da obra e promovendo o intercâmbio cultural;- Realizar 01 (um) seminário sobre o projeto, com a presença da autora e de especialistas na história de Claude-Henri Gorceix e da Escola de Minas, promovendo o diálogo entre literatura, educação, identidade cultural e memória.
Há uma preocupação crescente entre pesquisadores, historiadores, instituições e grupos de interesse quanto à preservação da memória e do patrimônio histórico. A perda de elementos essenciais compromete a identidade cultural, dificultando a transmissão de conhecimento às futuras gerações e enfraquecendo a compreensão de nossa trajetória e dos valores que moldaram a sociedade.Claude-Henri Gorceix, fundador da Escola de Minas de Ouro Preto, figura como um dos personagens mais relevantes na história da educação no Brasil. Contudo, apesar de sua importância, sua vida e seu legado ainda permanecem restritos a círculos acadêmicos, com pouca difusão junto ao grande público. Pretendemos apresentar a história de Gorceix e da Escola de Minas com uma narrativa acessível, envolvente e humanizada que aproxime as novas gerações de sua trajetória e contribuições.O projeto "Gorceix: o educador que ensinava a ler o mundo" propõe justamente preencher essa lacuna, por meio da edição e publicação de um livro no estilo "romance histórico", capaz de narrar de forma literária a vida de Gorceix, suas motivações, desafios e conquistas, até a criação da Escola de Minas. A proposta combina rigor histórico com linguagem acessível, buscando criar uma obra instigante tanto para leitores em formação quanto para o público em geral, com linguagem acessível e ilustrada, destinada também ao público juvenil.Além de preservar e difundir a memória de Gorceix, o livro terá caráter formativo e educativo, podendo ser utilizado em escolas, universidades, bibliotecas públicas e ações culturais diversas. A obra será acompanhada por atividade de lançamento com palestra sobre Gorceix, que fortalecerá o diálogo entre literatura e história.O projeto também contempla a valorização de profissionais da cadeia do livro _ escritores, editores, revisores, designers e ilustradores _ além de fomentar a economia criativa regional, por meio da impressão e circulação da obra em Minas Gerais, especialmente em Ouro Preto e outras cidades da região dos Inconfidentes.Diante da ausência de financiamento privado para projetos culturais com esse perfil, torna-se fundamental recorrer a mecanismos de fomento como a Lei Federal de Incentivo à Cultura. A utilização de incentivos fiscais permite viabilizar economicamente a produção editorial e garantir que o acesso à obra seja democrático, com distribuição gratuita a escolas públicas e bibliotecas, além de preços populares, para o público em geral.Por meio deste romance histórico, pretende-se não apenas resgatar e valorizar uma trajetória singular, mas também inspirar reflexões sobre o papel da ciência, da educação e da cultura na construção do país.Considerando o Artigo 1° da Lei 8.313, o projeto "Gorceix: o educador que ensinava a ler o mundo" se enquadra aos seguintes incisos:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e de seus respectivos criadores;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;Quanto ao Artigo 3° da Lei 8.313, o projeto alcança os seguintes objetivos:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes.
LIVRO VERSÃO JOVEM-ADULTO. Formato 15X22cm; Miolo com aproximadamente 200 páginas em preto e branco em papel; Papel offset 75g ou pólen soft 80g; Capa em papel Cartão Supremo 250g com orelhas de 10 cm; Colado. LIVRO VERSÃO INFANTO-JUVENIL. Formato 22X22cm; Miolo com 40 páginas coloridas em papel Couché fosco150g; Capa em papel Cartão Supremo 300g; Colado; (ambos sujeitos a alterações durante o processo criativo)
Serão adotadas medidas de acessibilidade compatíveis com a natureza de cada produto cultural: PRODUTO: LIVRO (impresso e digital) Acessibilidade física (impresso): utilização de papel com contraste adequado (fundo claro e texto escuro), tipografia com boa legibilidade e espaçamento apropriado entre linhas e caracteres. Acessibilidade de conteúdo: disponibilização de versão em áudio com narração profissional ou sintetizada, com entonação clara e fluente, acessível a pessoas com deficiência visual ou dificuldades de leitura. PRODUTO: SEMINÁRIO Acessibilidade física: realização em local com rampas de acesso ou alternativas adequadas à mobilidade, além de reserva de assentos para pessoas com deficiência e idosos. Acessibilidade de conteúdo: intérprete de Libras durante o evento.
Distribuiremos toda a tiragem gratuitamente. Além disso, atenderemos ao seguinte inciso, previsto pelo Art. 47 da IN nº 23/2025: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, além do previsto no art. 46, inciso III, totalizando 20% (vinte por cento);
CRISTINA CAIRO Arquiteta formada pela UFMG (1978) e especialista em Restauração e Conservação de Monumentos e Conjuntos Históricos pela UFBA (1984), possui extensa trajetória dedicada à preservação do patrimônio cultural. Atuou no IEPHA/MG (1978–1989), no Ministério da Cultura em projetos de preservação em Alcântara/MA e no Inventário do Acervo Cultural do Piauí, além de desenvolver projetos arquitetônicos no setor privado (1978–2008). Foi sócia-fundadora da Século 30 – Preservação e Restauro e da OP Arquitetura Ltda., integrando ainda a Comissão de Defesa do Patrimônio Cultural do IAB/MG (1983). Exerceu cargos de direção no IPHAN/MG e no Conselho Deliberativo do Patrimônio de Belo Horizonte, atuando também como coordenadora do Programa Monumenta em Congonhas e Ouro Preto. Foi assessora especial e depois superintendente de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto (2007–2012), presidindo o Conselho de Preservação do município. É membro do ICOMOS-Brasil desde 2004, tendo ocupado a secretaria (2015–2018), e participou de iniciativas internacionais como o grupo World Heritage Portuguese Origin (2010). Prestou consultorias para a UNESCO e diversos municípios mineiros, destacando-se em projetos de inventário, restauração e políticas culturais, consolidando-se como referência nacional na área de preservação do patrimônio histórico e cultural. MATEUS JÚNIO PIRES GUIMARÃES: Elaboração do Projeto, Coordenação Geral e Captação de Recursos. Graduado em Turismo pela Universidade Federal de Ouro Preto, estudou Administração Financeira na Universidade de Jaén (Espanha) com bolsa concedida como Premiação do Santander Universidades. Possui sólida experiência, com mais de 10 anos de atuação nos processos de gestão cultural incentivados pela Lei Rouanet, incluindo projetos como: Produtor do Fórum das Letras de Ouro Preto (2016); Coordenador Executivo do Fórum das Letras (2017); E experiência em projetos com captação direta: Coordenador Executivo do programa audiovisual de entrevista In(Confidências) (2018) Coordenador Executivo da Exposição: Águas e Ouro Preto patrimônio de todos nós” (2018) Coordenador Executivo da Exposição 310 Anos de Ouro Preto (2021) Produtor Instalação da Casa Bandeirista de Amarantina (2022) Produtor da Instalação do Centro Cultural de Ouro Preto (2023)GUIOMAR DE GRAMMONT: Autora. Natural de Ouro Preto, é filha de um engenheiro de minas formado em 1959 na Escola de Minas de Ouro Preto. Escritora, dramaturga e curadora de eventos literários, é professora titular da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Doutora em Literatura Brasileira pela USP e pós-doutora pela UFMG, é autora de, entre outros títulos, Os livros na minha vida (ensaio, 2020), Aleijadinho e o Aeroplano (ensaio, 2008), Sudário (contos, 2006), O fruto do vosso ventre (contos, 1994, Prêmio Casa de las Américas), Palavras Cruzadas (romance, 2015, Prêmio Nacional de Narrativa do Pen Clube, 2017), publicado em espanhol, francês e alemão, e Mais pesado que o ar (poemas, 2024).Foi editora executiva da Editora Record (2012–2013) e jurada de importantes prêmios literários, como Portugal Telecom (2009), Casa de las Américas (Cuba, 2016), Jabuti (2017), Prêmio Minas de Literatura (2017), Cidade de Belo Horizonte (2019), Biblioteca Nacional (2020) e Oceanos (2021–2024).Criou e coordena, desde 2005, o Fórum das Letras de Ouro Preto, que chegou à sua 20ª edição em 2020. É curadora da FLINKSAMPA – Festa da Cultura, do Conhecimento e da Literatura Negra, desde 2015.Atuou ainda como curadora de espaços nas Bienais do Livro do Rio (2007), da Bahia (2011) e de Minas (2008, 2010 e 2025); do Letras em Lisboa (2008 e 2009), em parceria com Inês Pedrosa; da homenagem ao Brasil na Feira Internacional do Livro de Bogotá (2012); e do Salão do Livro de Paris (2015). Em 2018, com Clara Riso e Marcia Souto, foi curadora do Festival Literatura-Mundo do Sal – Extensão Lisboa.Realizou, em 2021, a exposição La Maison de Clarice, sobre Clarice Lispector e a França, que circulou por cinco cidades brasileiras.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.