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PRONAC 2510129Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Festival Comexatibá Viva!: Cultura e Sustentabilidade no Extremo Sul Baiano

RAIAR - REDES DE ACOES E INTERACOES ARTISTICAS
Solicitado
R$ 1,21 mi
Aprovado
R$ 1,21 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Difusão de acerv e conteúdo AV diver meios/suporte
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Festival, bienal, festa ou Feira
Ano
25

Localização e período

UF principal
BA
Município
Prado
Início
2026-04-01
Término

Resumo

O projeto "Festival Comexatibá Viva!" promove ações artísticas e educativas com o objetivo de fomentar a preservação ambiental no território que engloba a Terra Indígena Comexatibá e a Vila de Cumuruxatiba, no extremo sul da Bahia. A programação conta com a realização de 1 Mostra Itinerante de Filmes Ambientais em parceria com a Mostra Ecofalante de Cinema, 1 Seminário onde serão reunidas lideranças locais e especialistas em temáticas socioambientais, 3 Cursos de Formação em Audiovisual em parceria com o Programa Imagens e Movimento, que culminarão na produção de 3 Curtas Metragens, 5 Oficinas Ambientais, 6 Apresentações Musicais (sendo 4 de artistas locais) e 2 Apresentações Teatrais. Todas as ações previstas serão gratuitas, executadas em espaços públicos, voltadas para a população local, que reúne comunidades indígenas, pescadores, marisqueiras, moradores oriundos de grandes cidades, turistas e comerciantes.

Sinopse

SEMINÁRIO COMEXATIBÁ VIVA!O Seminário Comexatibá Viva! acontecerá em uma praça pública da vila de Cumuruxatiba, com convidados especialistas em assuntos relacionados ao desenvolvimento sustentável e à preservação das culturas tradicionais, bem como lideranças locais, durante quatro dias. O Seminário será aberto ao público e acontecerá de forma gratuita, visando um debate horizontal, abraçando os diferentes atores do território.CURSOS DE CINEMA E AUDIOVISUALEm parceria com o Programa Imagens em Movimento, o Festival Comexatibá Viva! realiza os Cursos de Cinema e Audiovisual em três aldeias diferentes da TI Comexatibá, sendo elas a Aldeia Kaí, Craveiro e Tibá. Os cursos terão abordagem teórica e prática, propiciando a elaboração de narrativas audiovisuais sobre o território a partir da perspectiva de seus próprios moradores tradicionais. Ao final de cada curso, um curta-metragem é desenvolvido pelos alunos com a supervisão do professor de cinema. Ao todo, serão produzidos três curtas-metragens.MOSTRA DE FILMES SOCIOAMBIENTAISA Mostra de Filmes Socioambientais circulará por 10 comunidades indígenas da TI Comexatibá, em parceria com a Mostra Ecofalante, um evento já consolidado no Brasil que exibe filmes com temática socioambiental, visando discutir temas como emergência climática, direitos de povos originários, desigualdade e ativismo através da linguagem audiovisual. A curadoria priorizará filmes realizados por cineastas indígenas.APRESENTAÇÕES TEATRAIS A curadoria do festival visa selecionar as apresentações teatrais considerando a potência das criações em dialogar com questões relacionadas à sustentabilidade, debatidas em seminário. APRESENTAÇÕES MUSICAISA curadoria do festival visa selecionar duas categorias de apresentações musicais: a primeira promoverá a apresentação de dois artistas ou grupos musicais de renome e alcance nacional, cuja linguagem musical dialoga com os ritmos característicos da região, como forma de divulgação externa do festival e uma estratégia de formação de público; a segunda categoria busca abarcar quatro artistas ou grupos musicais locais, valorizando a produção musical da região.OFICINAS AMBIENTAISReforçando o compromisso do Festival Comexatibá Viva com a sustentabilidade local, o projeto realizará 5 oficinas ambientais, realizadas por líderes locais em consonância com profissionais externos. As oficinas terão temáticas que visam aprofundar os saberes tradicionais e o contato com a natureza, além de apresentarem técnicas que podem colaborar com ações sustentáveis e de preservação no território, sendo elas: Oficina de Agroecologia, Oficina de Compostagem, Oficina de Ervas Medicinais, Oficina de Bioconstrução e Oficina Brincar com a Natureza.

Objetivos

O projeto tem como objetivo principal promover um Festival com ações artísticas de maneira gratuita em espaços públicos da Terra Indígena Comexatibá e da vila vizinha de Cumuruxatiba. As ações terão como eixo principal a conscientização para a preservação ambiental, como ferramenta estratégica para fomentar o crescimento sustentável de um território habitado por comunidades tradicionais que se encontra em processo de crescimento urbano.OBJETIVOS ESPECÍFICOS- Realizar 1 Seminário em praça pública na Vila de Cumuruxatiba, com duração de 4 dias e participação de 12 convidados, entre lideranças locais e especialistas em assuntos relacionados à sustentabilidade e suas aplicações no território, envolvendo temas como os impactos da gentrificação, preservação das águas, agroecologia, reciclagem e patrimônio arquitetônico;- Promover 3 Cursos de Formação em Cinema e Audiovisual, em parceria com o Programa Imagens em Movimento (https://imagensemmovimento.com.br/), nas aldeias Craveiro, Tibá e Kaí, na TI Comexatibá, gratuitos, com caráter teórico e prático, e que resultarão na produção de 1 filme de curta metragem cada;- Realizar 1 Mostra Itinerante de Filmes Ambientais, circulando por 10 comunidades tradicionais do extremo sul da Bahia - Aldeia Pequi, Aldeia Tibá, Aldeia Dois Irmãos, Aldeia Gurita, Aldeia Kaí, Aldeia Alegria Nova, Aldeia Monte Dourado, Aldeia Águas Belas, Aldeia Tawá e a Associação de Pescadores de Cumuruxatiba - com uma curadoria de filmes voltados para temáticas socioambientais e preservação das culturas tradicionais, em parceria com a Mostra Ecofalante de Cinema - SP (https://ecofalante.org.br/), democratizando o acesso à fruição do cinema e do audiovisual, e estimulando a experiência crítica e criativa do cinema;- Realizar 6 apresentações musicais gratuitas na vila de Cumuruxatiba, sendo 2 de artistas renomados e 4 de grupos locais, promovendo a valorização da musicalidade e fomento de intercâmbios culturais na comunidade;- Realizar a apresentação de 2 espetáculos teatrais com temática relacionada à sustentabilidade em sua narrativa e construção, sendo um dos espetáculos promovida pela núcleo local "Puxada de Rede", baseado na experiência da comunidade pesqueira tradicional do território;- Realizar 5 Oficinas com temáticas ambientais: Oficina de Agroecologia, Oficina de Compostagem, Oficina de Ervas Medicinais, Oficina de Bioconstrução e Oficina Brincar com a Natureza, ministradas por mestres e detentores de conhecimentos tradicionais do território e por profissionais convidados do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo;- Estabelecer articulações entre as populações das aldeias indígenas da TI Comexatibá e os diversos segmentos da vila de Cumuruxatiba, incluindo lideranças comunitárias, associações, escolas, comerciantes e turistas, constituindo assim uma rede de colaboração em prol do desenvolvimento sustentável do território;- Implantação de PEV: produzir, instalar e viabilizar a utilização comunitária de Pontos de Entrega Voluntária de resíduos recicláveis em locais estratégicos, de forma a contribuir para o fomento da prática de reciclagem de resíduos, ainda inxistente no município de Prado.- Garantir a empregabilidade de profissionais da cultura e artistas locais, pela contratação de projetos criativos que vão compor a programação do festival;- Realizar, na pré-produção do projeto, uma pesquisa ampla na comunidade que resulte em um levantamento sobre a relação dos moradores com o descarte de lixo, as dificuldades para implementação da separação dos resíduos, a consciência sobre a importância da reciclagem e o destino atual dos materiais no território, em pequena e em grande escala;- Executar um planejamento de comunicação que inclui a produção de wind flags e totens com QR codes com link de encaminhamento para o site do projeto. As peças impressas terão como objetivo divulgar a programação cultural e demais ações realizadas no Festival, além de informar sobre formas corretas de descarte de resíduos e o destino dos materiais.

Justificativa

O presente projeto contempla áreas da Terra Indígena Comexatibá (delimitada em 2015 pela FUNAI, embora ainda não demarcada) e a vila vizinha de Cumuruxatiba (município de Prado, extremo sul da Bahia). Trata-se de uma região que engloba praias paradisíacas da Reserva Extrativista Marinha do Corumbau, vizinhas ao Parque Nacional do Descobrimento.Habitada originalmente por pescadores, marisqueiras e indígenas de etnia Pataxó, a vila de Cumuruxatiba vive hoje um processo de crescimento urbano propulsionado pelo turismo, pela chegada de novos moradores oriundos das capitais e por uma grande quantidade de empreendimentos imobiliários como loteamentos e condomínios. O fluxo de turismo alcança grandes proporções no verão, gerando uma produção de resíduos intensa. A construção civil se encontra em franco processo de expansão, o que vem gerando escassez de recursos naturais, como a areia lavada - recurso típico do local, desvio de cursos dos rios e o aumento do despejo irregular de esgotos.Todos estes fatores apontam para um crescimento econômico do território que tem como consequência o aumento exponencial da produção de resíduos. Trata-se de uma área ameaçada pelo crescimento urbano, o que demanda ações urgentes de mobilização da comunidade, com capacidade de orientar o crescimento de forma sustentável. Cumuruxatiba e as aldeias vizinhas ainda não contam com um sistema de coleta seletiva de resíduos. O descarte inadequado de materiais impacta negativamente seu precioso ambiente natural e marinho. Este território encontra-se em um momento decisivo para alinhar seu desenvolvimento ao espírito da Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Esses objetivos globais são um chamado à ação para promover a prosperidade, proteger o planeta e garantir que as futuras gerações possam usufruir de um ambiente saudável. As comunidades indígenas locais vêm atuando continuamente na preservação ambiental e no reflorestamento, mas sofrem constantes ameaças de invasão em seus territórios, em função da especulação imobiliária, além de serem vítimas de diversos preconceitos. Neste contexto, consideramos fundamental dar visibilidade à importância das populações indígenas na preservação do meio ambiente, bem como fomentar o respeito a seus modos de vida e contribuir para o processo de revitalização de sua cultura originária, vítima de sucessivos processos históricos de opressão, perseguição e apagamento. A grande maioria dos turistas enxergam neste território um local para passar férias e se divertir, sem preocupação com o impacto socioambiental do turismo. Como consequência, a vila de Cumuruxatiba e as praias vizinhas, localizadas na Terra Indígena Comexatibá, já apresentam sinais de crescimento desordenado e agressivo ao meio ambiente. Neste contexto, a educação ambiental se faz urgente para preservar o ecossistema local, evitar o crescimento predatório e garantir a qualidade de vida da comunidade a longo prazo. Para isso, buscamos defender e valorizar o papel fundamental dos povos originários e das comunidades tradicionais da região, gerando espaços de visibilidade e troca de saberes entre as diversas camadas da população local. O projeto propõe ações que se conectam diretamente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU: Cidades e Comunidades Sustentáveis (ODS 11), Consumo e Produção Responsável (ODS 12), Vida na Água (ODS 14) e Vida Terrestre (ODS 15), fortalecendo o compromisso com práticas contínuas, a preservação dos recursos naturais e a valorização da identidade cultural local. Consideramos fundamental que a população local, os visitantes e comerciantes atuantes na área reconheçam o valor deste patrimônio natural e também do patrimônio imaterial da cultura Pataxó.Em relação a da Lei n° 8.313/91, o projeto FESTIVAL COMEXATIBÁ VIVA! se enquadra nas seguintes finalidades previstas no Artigo 1°:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Contemplamos igualmente as seguintes finalidades do Art. 3° da Lei n° 8.313/91:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;II - fomento à produção cultural e artística, mediante:a) produção de (...) vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais,(...); (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.228-1, de 2001)IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.Envolvendo a população nativa e os visitantes, acreditamos profundamente no potencial mobilizador de ações culturais que possam trazer ao centro do debate a questão da preservação socioambiental em "Cumuru".

Especificação técnica

Cursos de Cinema e Audiovisual: Para a realização de Oficinas de Formação em Cinema e Audiovisual, o projeto oferecerá todos os equipamentos necessários para a realização das atividades práticas e produção dos curta-metragens: filmadoras em alta resolução com lente; Microfones direcionais com vara boom, Gravador Zoom, headphones de alta qualidade, tripés e computadores para edição com software Adobe Première. Como culminância das oficinas serão realizados 3 curtas-metragens finalizados em formato digital HD 1920 X 1080, de ficção ou documentários e de duração média de 10 minutos cada. A metodologia se baseia em duas linhas de ação intrinsecamente ligadas: a análise e a realização de filmes. O objetivo é estimular o gesto criativo do aluno, enquanto observador e realizador. As práticas propostas têm premissas simples que instigam a experimentação das múltiplas possibilidades do cinema. Convidamos os alunos a reinventarem esta arte, a partir do encontro com obras de diversas partes do mundo, realizadas em diferentes momentos históricos.Mostra Itinerante de Filmes Socioambientais:Para a realização da Mostra, além da necessidade de um transporte adequado para os equipamentos, necessitaremos de cadeiras para um público de 100 pessoas por local. Considerando as condições de luminosidade e escala do espaço público, prevê o aluguel de um Painel de Led 4x2, com suporte adequado e alta resolução, 1 sistema de som 2.1 com 3.000w de potência e 2 caixas acústicas sides.

Acessibilidade

Para cada produto proveniente da execução do Festival, propomos ações de Acessibilidade de diferentes perfis, sendo: I. Seminário a) Acessibilidade Física - O Seminário será realizado em local público onde serão instaladas estruturas acessíveis, contando com sinalização adequada e lugares reservados para pessoas com mobilidade reduzida, deficiência física, idosos e gestantes, com corredores de passagem com espaço suficiente para manobra e boa visibilidade de tela; - Serão instalados banheiros químicos adaptados a pessoas com deficiência. b) Acessibilidade de Conteúdo - Os debates terão audiodescrição e Interpretação em Libras; - Convidados e mediadores dos debates serão orientados a adotar uma linguagem simples, acessível e sensível às diferentes formas de percepção e compreensão do público. II. Cursos de Formação em Audiovisual a) Acessibilidade Física - As Oficinas serão executadas em espaços que respeitem os princípios do Desenho Universal, com infraestrutura acessível, podendo a produção instalar algumas ferramentas quando necessário; - O projeto garante transporte adequado a estudantes com deficiência física, contando com veículos adaptados para usuários de cadeira de rodas. b) Acessibilidade de Conteúdo - Curtas-metragens a serem usados como material pedagógico ao longo das Oficinas, terão a inserção de recursos de acessibilidade: audiodescrição, legendagem descritiva e/ou interpretação em Libras; - Os professores serão responsáveis por incentivar que pessoas com deficiência visual se dediquem ao trabalho do som, e que pessoas com deficiência auditiva trabalhem com a criação de imagens, enfatizando o envolvimento de diferentes sentidos no processo de realização cinematográfica, como política de inclusão.III. Mostra Itinerante de Filmes Ambientais a) Acessibilidade de Conteúdo - Serão contratados projetos de exibição com recursos de audiodescrição, para pessoas com deficiência visual, Legendagem para surdos e ensurdecidos (LSE). Também haverá a contratação de intérpretes de Libras, que se revezarão, em consonância com a Lei nº 14.704/2023, que regulamenta a profissão;- A tela e os materiais de exibição terão tamanho grande o suficiente para contemplar pessoas com visão reduzida.IV. Oficinas Ambientais a) Acessibilidade Física- As oficinas serão realizadas em espaços públicos com estrutura e espaços apropriados para usuários de cadeira de rodas, incluindo banheiros adaptados para pessoas com deficiência. b) Acessibilidade de Conteúdo - As Oficinas Ambientais terão audiodescrição e Interpretação em Libras; - Oficineiros serão orientados a adotar uma linguagem clara, acessível e sensível às diferentes formas de percepção e compreensão do público.V. Apresentações Musicais e Apresentação Teatral a) Acessibilidade Física - As apresentações acontecerão em espaços públicos com área reservada para pessoas com deficiência física (Área PcD) em local de boa visibilidade do palco, com estruturas facilitadoras de locomoção, como rampas, contando com sinalização adequada e corredores de passagem com espaço suficiente para manobras; - Haverá a instalação de banheiros químicos adaptados.b) Acessibilidade de Conteúdo - As apresentações contarão com contratação de intérpretes de libras, que se revezarão, em consonância com a Lei nº 14.704/2023, que regulamenta a profissão;- Instalação de recursos visuais e sonoros adequados para promover acessibilidade sensorial.Os materiais de divulgação do projeto, tanto físicos quanto virtuais, terão linguagem simplificada e acessível e critério de escolha de cores e tamanhos de imagens baseados na fácil compreensão, como ação de acessibilidade para pessoas com deficiência intelectual. Todas as postagens em redes sociais terão legenda alternativa com descrição, respeitando o movimento #ParaTodosVerem. Todas as ações de Acessibilidade estarão de acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), Lei nº 13.146 de 6 de julho de 2015 e com as diretrizes do Desenho Universal, conceito que propõe a criação de espaços com uso democrático, garantindo condições igualitárias em sua qualidade de uso.

Democratização do acesso

As políticas de Democratização do Acesso ao "Festival Comexatibá Viva!" incluem a escolha de sua execução em espaço público e a gratuidade em todas as suas ações, como uma estratégia para envolver as comunidades locais, ampliar o público do projeto e alargar seu alcance, especialmente para pessoas com poucas oportunidades de acesso à produção e à fruição do Cinema e do Audiovisual. A curadoria do festival tem especial interesse na difusão de obras cinematográficas de reconhecido valor estético e relevância sociopolítica, que não circulam nos grandes circuitos comerciais, incluindo e priorizando filmes realizados por cineastas indígenas. O projeto visa ainda oferecer a possibilidade de acesso à experiência criativa de realização audiovisual, através de cursos teóricos e práticos capazes de oferecer a populações indígenas e comunidades pesqueiras as ferramentas necessárias para a produção e a difusão de conteúdos audiovisuais de qualidade, voltadas para a representação e difusão de suas culturas e modos de vida. Nesse sentido, as ações do o projeto se alinham às linhas do Artigo 1 da Lei de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/1991), que se relacionam à democratização da Produção Cultural, por "I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o LIVRE ACESSO às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, [...] IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional, V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira, [...], VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória e IX - priorizar o produto cultural originário do País."

Ficha técnica

Ana Dillon - Coordenação GeralDesde 2022 moradora da comunidade de Cumuruxatiba. Ana é Graduada em Comunicação Visual pela PUC–Rio. Mestre em “Didática da Imagem em Movimento” pela Universidade Paris 3 – Sorbonne Nouvelle, sob orientação de Alain Bergala. Cursou Especialização em roteiro na Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de Los Baños, em Cuba. Fundadora, professora e diretora do Programa Imagens em Movimento (PIM) desde 2011, é sócia da Panapaná Produções Artísticas e presidente da associação sem fins lucrativos RAIAR – Rede de Ações e Interações Artísticas. Trabalhou no departamento pedagógico da Cinemateca Francesa (2010). Coordenadora pedagógica e professora dos projetos Cinemim (SMC e SME-Rio, entre 2011 e 2013), Cinema em Movimento (MPC/ICEM desde 2012) e Meu Rio Vale um Filme (Naves do Conhecimento – SMCT Rio – 2015). Integrante do Conselho da rede mundial Cinema, cem anos de Juventude, fundada pela Cinemateca Francesa.Amanda Torres - Produção ExecutivaDesde 2023 moradora da comunidade de Cumuruxatiba. Amanda é graduada em Administração pela PUC Minas. Atua desde 2020 com gestão e produção de projetos sociais, ambientais e culturais em Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. A nível nacional atua como Secretária Financeira da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e realiza a produção executiva do Congresso Brasileiro de Agroecologia, 12º edição Rio de Janeiro (RJ) em 2023 e 13º Edital Juazeiro (BA), 2025. Produziu o circuito Nas Rodas Com Tambor (Funarte) com circulação nos estados da Bahia, Pernambuco e Maranhão. Localmente, em Cumuruxatiba, atuou na produção executiva do curta Metragem Teias da Terra, do projeto Cine Lab Extremo Sul, escreveu e captou recursos para Cinema itinerante do Pescador, Cinema Ibapitanga e Curumim Batuque pelos editais Paulo Gustavo e Aldir Blanc.Maria Mariana - Coordenação EducativaÉ nascida em Cumuruxatiba. Bacharel em Humanidades e Licenciada e História, com Pós Graduação em em Educação do Campo e Economia popular solidária pela UFVJM. Trabalhadora Humanitária e educadora popular em crises emergentes. Há 14 anos trabalha com o desenvolvimento de Metodologias Participativas para apoiar processos de auto-organização comunitária com povos e comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, geraizeiros, populações migrantes, entre outros. Pesquisadora e ativista no contexto da migração.Tamikuã Pataxó - Coordenação EducativaEducadora da etnia Pataxó, nascida no extremo sul da Bahia. É licenciada em Pedagogia pela ULBRA (Universidade Luterana do Brasil) e em Ciências da Vida e da Natureza pela Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG. Pós graduanda em Educação Escolar Indígena pela Bookplay. Foi gestora do Colégio Estadual Indígena Aksã Pataxó na aldeia Craveiro, extremo sul da Bahia, durante 4 anos. Professora no Colégio Estadual Indígena Kijetxawê Zabelê, em Cumuruxatiba, entre 2023 e 2024. Atualmente é Diretora de Educação da FINPAT (Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia). Primeira mulher indígena eleita como Ouvidora Geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia.Manuhâ Pataxo (Eduardo Ferreira) - Assistente/Articulação localJovem liderança indígena, comunicador e agente cultural da aldeia Tibá, atuante no território indígena Comexatibá, na vila de Cumuruxatiba, localizada no Extremo Sul da Bahia. Atua na preservação e difusão do patrimônio cultural imaterial Pataxó em sua aldeia (Tibá) com vivências e projetos culturais e de etnoturismo. Atua em projetos de artvismo e educação socioambiental despertando a importância de preservar o meio ambiente através da arte. Também participa ativamente de atividades políticas em prol da causa indígena.Jemilly Viaggi - Curadoria do SeminárioBióloga e Doutora em Ecologia pela UFRJ, Jemilly cresceu em Cumuruxatiba, onde começou seu amor pelo oceano. Gerente de Projeto e Advocacy da Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano. Membro da Liga das Mulheres pela Sustentabilidade do Oceano. Organizadora do Grupo de Engajamento da Sociedade Civil Oceans 20 do G20.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2027-01-29
Locais de realização (1)
Prado Bahia