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PRONAC 2510292Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Espetáculo Doum - Construção e Fruição

48.737.925 DENYSON NELSON DA SILVA
Solicitado
R$ 284,5 mil
Aprovado
R$ 284,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Espetáculos artísticos / musicais com itinerância mínima em 2 regiões
Ano
25

Localização e período

UF principal
PE
Município
Recife
Início
2026-02-01
Término
2027-02-05
Locais de realização (7)
Salvador BahiaCamaragibe PernambucoCaruaru PernambucoJaboatão dos Guararapes PernambucoOlinda PernambucoPetrolina PernambucoRecife Pernambuco

Resumo

O projeto prevê a criação e realização do espetáculo teatral Doum, com apresentações públicas e participação em festivais de teatro. A montagem narra a trajetória de dois irmãos gêmeos moradores da periferia, crianças negras cujas vidas se entrelaçam a histórias reais e aos itãs da tradição iorubá. A proposta promove a fusão entre mitologia e cotidiano, resultando em uma obra cênica que valoriza a cultura afro-brasileira e o contexto periférico.

Sinopse

Em Doum, acompanhamos a trajetória de Cauê e Taiwo, irmãos gêmeos que crescem em uma comunidade periférica nordestina. Crianças negras, eles atravessam um cotidiano de dificuldades sociais, mas também de afetos, brincadeiras e descobertas. O espetáculo entrelaça narrativas da mitologia iorubá e vivências reais da periferia, criando um território poético onde realidade e ancestralidade dialogam. À medida que buscam compreender seu lugar no mundo, os gêmeos anunciam a chegada de Doum, o terceiro irmão, símbolo de renascimento e força coletiva que pulsa como corpo, sopro e tambor.

Objetivos

Objetivo GeralRealizar a criação, montagem e circulação do espetáculo teatral Doum, que une narrativas da periferia e mitologia iorubá, promovendo a difusão cultural e garantindo o acesso de diferentes públicos em cidades do Nordeste.Objetivos Específicos1 - Realizar 8 apresentações do espetáculo Doum em 7 cidades do Nordeste: Recife (2), Olinda, Jaboatão, Camaragibe, Caruaru, Petrolina e Salvador.2 - Apresentar o espetáculo em espaços não convencionais, como teatros em arena ou semi-arena, além de terreiros, escolas e associações, ampliando a circulação em diferentes territórios culturais.3 - Inscrever o espetáculo em festivais de teatro, promovendo a difusão e a visibilidade da produção nordestina em circuitos regionais e nacionais.4 - Garantir ações de democratização de acesso e acessibilidade, com todos os ingressos gratuitos e recursos de inclusão comunicacional, incluindo intérprete de Libras.

Justificativa

O projeto propõe a criação e circulação de um espetáculo teatral inédito, que nasce do encontro entre os itãs da tradição iorubá e as histórias contemporâneas vividas nas periferias urbanas do Nordeste. Em cena, acompanharemos dois irmãos gêmeos, crianças negras moradoras de uma comunidade periférica, que atravessam o cotidiano marcado por desafios sociais e afetivos, mas também pela força criativa e ancestral que sustenta suas existências. A dramaturgia mistura narrativas reais com o universo mítico, transformando a cena em um espaço de celebração da chegada de Doum, entidade que simboliza a vida, o sopro e o tambor que mantém tudo vivo.A proposta se fundamenta no Art. 1º da Lei 8.313/91, especialmente nos incisos I (facilitar a todos o livre acesso às fontes da cultura), II (estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de conteúdos locais), III (apoiar, valorizar e difundir manifestações culturais e seus criadores) e IV (proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira). Também se ampara no Art. 3º, inciso II, alínea c (realização de espetáculos de artes cênicas e participação em festivais de teatro) e no inciso IV, alínea a (distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais), garantindo que o projeto dialogue diretamente com as finalidades legais do Pronac.A relevância social e cultural do espetáculo está em dar centralidade a personagens historicamente invisibilizados: crianças negras da periferia. Ao entrelaçar mitologia e realidade, Doum possibilita que o público reconheça no palco um reflexo de sua própria história coletiva, reforçando vínculos comunitários e ampliando o imaginário simbólico sobre as juventudes periféricas. As apresentações serão realizadas em sete cidades do Nordeste (Recife, Olinda, Jaboatão, Camaragibe, Caruaru, Petrolina e Salvador), totalizando oito sessões, em espaços que incluem teatros de arena ou semi-arena com plateia reduzida, além de terreiros, escolas e associações comunitárias. Essa escolha reafirma a vocação do projeto de dialogar tanto com os grandes consumidores de teatro quanto com públicos que historicamente encontram barreiras de acesso.Além da circulação, a proposta prevê a inscrição do espetáculo em festivais de teatro, ampliando sua difusão em circuitos regionais e nacionais. Nesse sentido, Doum reafirma a potência da arte como ferramenta de transformação, promovendo diversidade, inclusão e difusão cultural, alinhando-se plenamente às diretrizes da Instrução Normativa MinC nº 23/2025, em especial quanto à democratização de acesso, acessibilidade plena e contrapartidas sociais.

Estratégia de execução

O espetáculo Doum é uma realização do Grupo Panapanás, coletivo teatral da periferia de Recife formado majoritariamente por pessoas negras, pardas e pretas, moradores e moradoras de comunidades periféricas da cidade. A trajetória do grupo está ligada ao fortalecimento de narrativas invisibilizadas, trazendo para a cena experiências da juventude periférica, das culturas afro-brasileiras e dos territórios populares. Além da representatividade racial e territorial, o grupo também é composto por integrantes da comunidade LGBTQIAPN+, reafirmando seu compromisso com a diversidade e a pluralidade de identidades no campo artístico. O Panapanás atua em escolas públicas, associações comunitárias e coletivos locais, desenvolvendo projetos que unem teatro, educação e transformação social, com foco na ampliação do acesso à cultura e na valorização da cena nordestina. O projeto também se diferencia pela escolha de espaços não convencionais para a apresentação do espetáculo, incluindo terreiros, escolas e associações comunitárias, além de teatros de arena e semi-arena. Essa opção reforça o compromisso do grupo em levar o teatro a públicos que enfrentam barreiras de acesso, descentralizando a fruição cultural e aproximando a arte de territórios populares. Outro aspecto significativo é a articulação comunitária que o grupo mantém em cada localidade, contando com facilitadores locais e parceiros sociais para ampliar o alcance do projeto. O espetáculo, ao entrelaçar mitologia iorubá com narrativas da periferia, contribui não apenas para a difusão da cultura afro-brasileira, mas também para a construção de novos imaginários sobre juventudes negras e periféricas. A produção audiovisual acessível, que será disponibilizada gratuitamente em plataformas digitais, garante ainda que o legado do projeto ultrapasse os limites físicos das apresentações presenciais, promovendo continuidade, memória e impacto cultural.

Especificação técnica

1. Espetáculo Teatral – “Doum”Duração: aproximadamente 1h.Formato: espetáculo teatral em espaço convencional ou alternativo, com elenco de 2 atores, direção, cenografia, iluminação e sonoplastia.Paginação/Estrutura: dramaturgia autoral construída a partir de itãs da tradição iorubá e de histórias reais da periferia, estruturada em cenas que dialogam entre mito e cotidiano.Material cênico: cenografia modular (elementos móveis em madeira e tecido), figurinos autorais, adereços simbólicos que remetem à ancestralidade afro-brasileira e trilha sonora original inspirada em ritmos da diáspora africana e referências musicais do Nordeste.Recursos técnicos: iluminação cênica (refletores de LED e spots), sonorização com caixas ativas e microfones, registro audiovisual de cada apresentação.Acessibilidade: intérprete de Libras em todas as apresentações, audiodescrição em pelo menos uma sessão e materiais de apoio em fonte ampliada e linguagem simples.Público estimado: até 100 pessoas por sessão, totalizando 800 espectadores em 8 apresentações. 2. Contrapartida Social – Roda de Conversa e Ensaio AbertoFormato: ensaio aberto do espetáculo seguido de roda de conversa com elenco e equipe.Duração: 90 minutos (60 minutos de ensaio aberto + 30 minutos de conversa).Local: Escola Estadual de Pernambuco (Ainda a ser definido).Materiais: estrutura mínima de som e luz, cadeiras e material de registro audiovisual.Projeto pedagógico: oportunidade de aproximação entre estudantes/professores e o processo criativo, estimulando o diálogo sobre mitologia, periferia e identidade cultural.Público estimado: até 50 participantes. 3. Registro Audiovisual e Difusão DigitalFormato: gravação em vídeo do espetáculo com duas câmeras e captação de áudio profissional.Duração: edição final com cerca de 1h (duração integral do espetáculo).Materiais: arquivo em alta resolução, com versão acessível contendo legendas, janela de Libras e audiodescrição.Difusão: disponibilização gratuita em plataformas digitais de acesso público (YouTube e redes sociais do grupo). Equipe EnvolvidaDenyson Silva – Diretor do Espetáculo / Diretor de Arte / AtorAtor convidado – Segundo gêmeo (a ser selecionado)Brenda Lima – Diretora de IluminaçãoGusttavo Revorêdo – Diretor de CenografiaGui Urbano – Produtor ExecutivoAssistentes técnicos – Organização e suporte em equipamentos de som, luz e cenografia (a contratar)Profissionais de Libras – Interpretação em todas as apresentações e atividades (a contratar)Audiodescritor(a) – Responsável pela audiodescrição (a contratar)Designer gráfico – Criação de peças de divulgaçãoSocial media – Gestão de redes sociais e produção de conteúdo digitalFotógrafo – Registro fotográfico das apresentaçõesVideomaker – Registro audiovisual do espetáculo e atividades formativasContador(a) – Gestão técnico-financeira e prestação de contasFacilitador(a) local – Articulação comunitária em cada cidade de apresentação

Acessibilidade

O projeto prevê ações de acessibilidade física, comunicacional e de difusão, em conformidade com a IN MinC nº 23/2025. Todas as apresentações serão realizadas em espaços que garantam acesso arquitetônico para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, contemplando rampas, banheiros adaptados e circulação sem barreiras. As sessões contarão com intérprete de Libras e serão disponibilizados materiais de divulgação em linguagem simples e fonte ampliada, além de versões digitais acessíveis com descrição de imagens.Como medida de democratização do acesso, 100% dos ingressos serão gratuitos e distribuídos primordialmente a grupos sociais em situação de vulnerabilidade, em articulação com escolas públicas, associações comunitárias e coletivos culturais. O projeto também prevê a realização de pelo menos uma sessão com audiodescrição e de uma apresentação gratuita com uma roda de conversa como atividade paralela voltada a estudantes da rede pública, como contrapartida social. Além das medidas acima, o projeto disponibilizará o registro audiovisual de uma das apresentações, acompanhado de Libras e audiodescrição, em ambiente digital de livre acesso.Essas ações asseguram que pessoas com deficiência, idosos, jovens periféricos e demais públicos historicamente excluídos tenham condições de usufruir plenamente do espetáculo e das atividades formativas vinculadas ao projeto.

Democratização do acesso

Todas as apresentações do espetáculo Doum terão ingresso gratuito, garantindo a plena democratização do acesso. A distribuição será realizada em parceria com escolas públicas, associações comunitárias, coletivos culturais e organizações sociais, de forma a priorizar jovens, crianças, idosos, pessoas com deficiência e comunidades periféricas.O projeto também assegura que parte dos ingressos seja reservada para distribuição em pontos de fácil acesso ao público em geral, evitando barreiras de participação. Além da gratuidade, haverá atividade paralela gratuita em formato de roda de conversa voltada a estudantes da rede pública, cumprindo a contrapartida social exigida pela legislação.Com essas medidas, o projeto atende ao disposto nos arts. 46 e 47 da IN MinC nº 23/2025, promovendo não apenas o acesso gratuito, mas também a ampliação de públicos e a circulação cultural em territórios de baixa oferta de equipamentos artísticos, alinhando-se às diretrizes de descentralização e inclusão previstas no Programa Rouanet Nordeste.

Ficha técnica

Nome: Denyson Silva Função: Diretor do Espetáculo / Diretor de Arte / Ator Currículo Resumido: Artista negro, produtor cultural, ator, diretor de arte e professor. Formado em Técnico em Teatro pela Escola Técnica Estadual Professor Alfredo Freyre e graduando em Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal de Pernambuco. Possui também formações em Administração e Publicidade. Atua desde 2022 em espetáculos como Doroteia e Os Fuzis da Senhora Carrar. É integrante e coordenador do Grupo Panapanás, onde desenvolve projetos de teatro comunitário, comunicação visual e ações culturais voltadas à juventude periférica. Já atuou como oficineiro no projeto Escola Aberta e tem experiência em coordenação e gestão de projetos culturais.Nome: Ator ainda vai ser definido por seleção Função: Ator (Segundo Gêmeo) Currículo Resumido: Profissional a ser selecionado por meio de processo de audição, priorizando artistas da cena nordestina com experiência em atuação teatral contemporânea.Nome: Brenda Lima Função: Diretora de Iluminação Currículo Resumido: Mulher negra, artista da cena, produtora cultural e bailarina. Graduanda em Licenciatura em Teatro pela UFPE e formada como Técnica em Teatro pela ETE Profº Alfredo Freyre. Possui formação complementar como assistente de produção cultural pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul. Atua na produção de espetáculos, oficinas e projetos de linguagem teatral, além de integrar o Grupo Panapanás e o Coletivo Catapulta. Tem experiência em iluminação cênica e produção cultural em Recife e Olinda.Nome: Gusttavo Revorêdo Função: Diretor de Cenografia Currículo Resumido: Ator e cenógrafo, fundador e integrante do Grupo Panapanás. Estudante de Licenciatura em Teatro na UFPE e formado como Técnico em Teatro pela ETE Profº Alfredo Freyre. Tem experiência em cenografia, direção e atuação, tendo participado de criações coletivas e espetáculos como Panapanás, Os Fuzis da Senhora Carrar e Doroteia. Já atuou como assistente de produção e ajudante de direção, com interesse na experimentação estética e na criação coletiva.Nome: Gui Urbano Função: Produtor Executivo Currículo Resumido: Artista negro, ator, dançarino e produtor cultural. Formado em Teatro pela Escola Técnica Estadual Professor Alfredo Freyre e graduando em Licenciatura em Dança pela UFPE. Possui formações em Publicidade e Administração. Atuou em espetáculos como Doroteia e Os Fuzis da Senhora Carrar e integrou a produção de eventos como o festival CENA Cumplicidades. Tem experiência como auxiliar de produção no projeto Histórias em Cena e vem desenvolvendo trabalhos ligados à produção executiva de espetáculos e eventos culturais.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.