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PRONAC 2510354Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Pontes Acessíveis – Intercâmbio Cultural Brasil-Japão

CULTURA DE ACESSO LTDA
Solicitado
R$ 499,3 mil
Aprovado
R$ 499,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2025-11-15
Término
2026-12-31
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Projeto binacional que promoverá acesso, criação e difusão cultural inclusiva entre Brasil e Japão. A programação articula oficina virtual bilíngue, duas residências artísticas acessíveis (uma no Japão com artistas brasileiros e outra no Brasil com artistas japoneses), a produção de um documentário bilíngue acessível (30’), uma mostra híbrida com debates e a publicação de catálogo físico-digital e kits de mediação. Todas as etapas asseguram acessibilidade física, comunicacional e sensorial, com difusão gratuita em plataformas abertas e repositório digital, fomentando redes, metodologias e políticas de cultura do acesso. Obs.: inclui observação e registro audiovisual das Surdolimpíadas/Japão 2025, como insumo para o documentário e para o repertório pedagógico do projeto.

Sinopse

Sinopse da ObraTítulo: Pontes Acessíveis – Intercâmbio Cultural Brasil–Japão Classificação indicativa: Livre para todos os públicos Duração aproximada: 30 minutos (documentário) Linguagem: Português / Japonês / Libras / JSL / IS Formato: Digital Full HD, acessível (audiodescrição, legendas descritivas e janela de Libras/JSL/IS)Sinopse: O documentário Pontes Acessíveis – Intercâmbio Cultural Brasil–Japão registra o encontro de artistas surdos, cegos e com deficiência motora do Brasil e do Japão em um processo colaborativo de criação, formação e mediação cultural. A obra traduz, de forma poética e bilíngue, o diálogo entre culturas e corpos diversos, apresentando a arte como linguagem universal capaz de atravessar fronteiras geográficas, sensoriais e simbólicas.Filmado em São Paulo e em Tóquio, o documentário acompanha oficinas, residências artísticas e mostras híbridas, revelando práticas de acessibilidade comunicacional, tecnologias assistivas e metodologias transsensoriais aplicadas às artes. As narrativas são conduzidas por múltiplas vozes e línguas — Libras, JSL, International Sign, Português e Japonês — compondo um tecido de afetos, sons, gestos e texturas que celebram a pluralidade humana e a potência criadora da diferença.Mais que um registro audiovisual, Pontes Acessíveis propõe uma experiência estética inclusiva e sensível: um convite à escuta do invisível e à visão do inaudível. A obra integra um conjunto de produtos do projeto — oficina bilíngue, residências artísticas, catálogo acessível e mostra híbrida — e busca inspirar novas políticas de cultura do acesso, valorizando o protagonismo das pessoas com deficiência como agentes criadores, mediadores e transformadores do mundo.

Objetivos

Objetivo GeralPromover um intercâmbio cultural acessível e inclusivo entre Brasil e Japão, por meio da realização de oficinas bilíngues, residências artísticas, documentário, mostra híbrida e publicações acessíveis, de modo a reposicionar pessoas com deficiência (PCDs) — especialmente surdos, cegos e pessoas com deficiência motora — como agentes criadores e mediadores culturais, fortalecendo redes, repertórios e políticas públicas de cultura do acesso.Objetivos EspecíficosRealizar intercâmbio artístico-cultural em acessibilidade entre Brasil e Japão, conectando artistas, educadores, produtores e intérpretes dos dois países em ações formativas, criativas e expositivas. → Indicador: assinatura de acordos de cooperação e realização das ações binacionais.Ofertar 1 oficina virtual bilíngue (Português/Japonês, Libras/JSL/IS) voltada à formação de 20 participantes (10 brasileiros e 10 japoneses) em práticas de acessibilidade cultural e mediação transsensorial. → Indicador: realização da oficina + lista de participantes + relatório de avaliação.Executar 2 residências artísticas acessíveis — uma no Japão (com artistas brasileiros) e outra no Brasil (com artistas japoneses) — com duração mínima de 10 dias cada, promovendo criação colaborativa e acessibilidade integral. → Indicador: registros audiovisuais + relatórios técnicos das residências.Produzir 1 documentário bilíngue acessível (30 minutos), com audiodescrição, legendas descritivas, janela de Libras/JSL/IS e tradução PT/JP, a ser exibido gratuitamente na Mostra Híbrida. → Indicador: entrega do filme finalizado + certificado de acessibilidade.Realizar 1 Mostra Híbrida Brasil_Japão, com exibição pública do documentário, debates bilíngues e atividades de mediação acessível, tanto presencialmente (São Paulo) quanto online. → Indicador: registros de público, mídia espontânea e relatórios de acessibilidade.Publicar 1 catálogo físico-digital bilíngue (PT/JP) e kits de mediação acessível, contendo metodologias, roteiros transsensoriais e boas práticas, disponibilizados sob licença aberta (Creative Commons). → Indicador: catálogo impresso + versão digital acessível em repositório online.Garantir 100% de acessibilidade física, comunicacional e sensorial em todas as ações, assegurando presença de intérpretes, audiodescrição, legendas e acessibilidade digital (design universal). → Indicador: checklist de acessibilidade por atividade + parecer técnico especializado.Constituir e disponibilizar 1 acervo digital aberto, reunindo vídeos, registros e materiais pedagógicos acessíveis para escolas, museus e coletivos culturais de ambos os países. → Indicador: link ativo do repositório digital com métricas de acesso.Ampliar a formação de público e a valorização da cultura surda e das linguagens inclusivas, por meio de ações gratuitas, bilíngues e interativas. → Indicador: número de participantes alcançados + engajamento online.

Justificativa

Mesmo com marcos legais robustos (CDPD/ONU; LBI), barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais ainda limitam a participação plena de PCDs na cultura. O Pontes Acessíveis enfrenta esse cenário integrando formação, criação e difusão, com acessibilidade plena como princípio e prática. A cooperação com o Japão — reconhecido por tecnologias assistivas e forte organização comunitária surda — amplia repertórios e metodologias, atacando capacitismo institucional, déficit de mediação transsensorial e a lacuna de conteúdos bilíngues e sinalizados.A proposta gera impacto público mensurável (participação de PCDs, horas de conteúdo acessível, alcance digital), difusão gratuita e legado metodológico replicável em equipamentos culturais e redes educacionais, contribuindo para ODS 10 (Redução das Desigualdades) e ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis).O projeto Pontes Acessíveis _ Intercâmbio Cultural Brasil_Japão propõe um conjunto de ações formativas, artísticas e de difusão voltadas à inclusão plena de pessoas com deficiência (PCDs) na criação e fruição cultural, articulando cooperação internacional entre Brasil e Japão, acessibilidade comunicacional e tecnologias assistivas aplicadas às artes.Apesar dos avanços institucionais representados pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006), ratificada pelo Brasil com status constitucional, e pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), o campo cultural ainda enfrenta barreiras significativas: falta de conteúdos acessíveis, ausência de formação para profissionais da cultura sobre acessibilidade e escassez de políticas públicas específicas. O projeto responde diretamente a esse cenário, propondo formação bilíngue (Português/Japonês _ Libras/JSL/IS), residências artísticas acessíveis, produção de documentário bilíngue, mostra híbrida internacional e publicações com design universal.O uso do Mecanismo de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) é essencial para viabilizar as etapas internacionais e garantir a acessibilidade plena, cujo custo operacional é elevado, incluindo intérpretes, tradução, audiodescrição, legendagem descritiva, plataformas acessíveis e materiais táteis. Tais investimentos, embora imprescindíveis à democratização do acesso, dificilmente são cobertos por patrocínios diretos ou bilheterias — o que reforça a necessidade de incentivo fiscal para assegurar a igualdade de oportunidades entre artistas e públicos com e sem deficiência.Enquadramento Legal _ Lei nº 8.313/1991O projeto se enquadra no Art. 1º, incisos I, II e III, da Lei Rouanet:Inciso I _ "Estímulo à produção, difusão e circulação de bens culturais";Inciso II _ "Promoção e estímulo à liberdade de expressão e à criação artística e cultural";Inciso III _ "Apoio, valorização e difusão das expressões culturais regionais e nacionais".Além disso, contribui diretamente para o alcance dos objetivos do Art. 3º, especialmente:Inciso I _ "Estimular a produção e difusão cultural e artística";Inciso II _ "Proteger as expressões culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira";Inciso IV _ "Garantir a todos os cidadãos os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais";Inciso V _ "Priorizar o acesso aos meios de fruição cultural às camadas da população de menor renda e aos grupos com restrições de acesso";Inciso VII _ "Apoiar, por meio de intercâmbio e cooperação, as manifestações culturais de outros povos".Dessa forma, Pontes Acessíveis se configura como uma ação alinhada ao espírito da Lei Rouanet, ao promover:acessibilidade universal como dimensão estruturante da política cultural;inclusão internacional de PCDs como protagonistas culturais;difusão gratuita e bilíngue de bens culturais acessíveis;cooperação técnica e simbólica Brasil_Japão em torno da diversidade e da inovação inclusiva.O projeto fortalece políticas culturais voltadas à redução das desigualdades (ODS 10) e à promoção de cidades e comunidades sustentáveis (ODS 11), consolidando a cultura como direito, trabalho e ponte entre mundos — de onde surge, com legitimidade e urgência, a necessidade do financiamento público via mecanismo de incentivo à cultura.

Estratégia de execução

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1. BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 jul. 2015. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 06 ago. 2025.2. CANEVACCI, Massimo. Estéticas da comunicação: uma antropologia além da modernidade. São Paulo: Paulus, 2006.3. SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 8. ed. Rio de Janeiro: WVA, 2010.4. FERREIRA, Ana Paula Cruz. Mediação Cultural e Acessibilidade: um estudo sobre práticas inclusivas em museus brasileiros. Salvador: EDUFBA, 2015.5. MELLO, Renato Dias. Pedagogia da Cooperação: educar para a solidariedade. São Paulo: Paulus, 2004.6. OLIVEIRA, Ana Mae Barbosa. A imagem no ensino da arte. 11. ed. São Paulo: Perspectiva, 2015.7. MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.8. DINIZ, Débora; MEDEIROS, Marcelo; SANTOS, Fernanda. Deficiência e desigualdade social. Brasília: Letras Livres, 2007.9. ROSE, David. Acessibilidade ao currículo: como tornar o ensino mais inclusivo. Porto Alegre: Artmed, 2002.10. OLIVEIRA, Cláudia Werneck. Ninguém mais vai ser bonzinho: na sociedade inclusiva, diferença é convívio. Rio de Janeiro: WVA, 2000.11. NAKANE, Chie. Sociedade japonesa. São Paulo: Edusp, 2005.12. SASAKI, Romeu Kazumi. Uma introdução à surdez e à comunidade surda japonesa. In: Revista Brasileira de Educação Especial, v. 15, n. 3, 2009, p. 389–402.13. STROBEL, Karin Lilian. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis: UFSC, 2008.14. BERSCH, Rita. Tecnologia Assistiva: recursos e estratégias para a inclusão de pessoas com deficiência. Porto Alegre: Morashá, 2013.15. BRASIL. Ministério da Cultura. Cultura Acessível: orientações para acessibilidade cultural. Brasília: MinC, 2010. Disponível em: https://www.gov.br/cultura. Acesso em: 06 ago. 2025.

Especificação técnica

O projeto Pontes Acessíveis – Intercâmbio Cultural Brasil–Japão é composto por seis produtos interligados — formativos, artísticos, audiovisuais e editoriais — que configuram um ecossistema de criação, acessibilidade e difusão cultural. Todos os produtos seguem princípios de design universal, linguagem bilíngue (Português/Japonês) e acessibilidade plena (Libras, JSL, IS, audiodescrição e legendas descritivas).1. Oficina Bilíngue Virtual – “Mediação Transsensorial e Cultura do Acesso”· Formato: Oficina online interativa via plataforma acessível (Zoom + repositório Moodle).· Duração: 24 horas/aula (8 encontros de 3 horas).· Período: fevereiro–março/2026.· Participantes: 12 pessoas (06 do Brasil / 06 do Japão).· Linguagens: Português, Japonês, Libras, JSL e IS.· Materiais didáticos: Apostila digital bilíngue (PDF e versão em Braille); vídeos legendados e audiodescritos; podcasts complementares.· Recursos pedagógicos: pedagogia da cooperação, metodologias ativas, rodas de escuta, exercícios de percepção sensorial e análise de práticas acessíveis.· Projeto pedagógico: visa formar multiplicadores culturais em acessibilidade comunicacional e mediação artística, com ênfase em práticas colaborativas e interculturais.· Produtos derivados: certificados de participação e relatórios de acessibilidade.2. Residência Artística Acessível – Japão· Local: Tóquio, Japão.· Duração: 10 dias.· Participantes: 6 artistas brasileiros + 6 artistas japoneses (incluindo PCDs).· Atividades: laboratórios de criação transsensorial, intercâmbio de linguagens visuais, corporais e sonoras, registro audiovisual e oficina aberta ao público local.· Espaço físico: centro cultural com acessibilidade física total (rampas, pisos táteis, sinalização bilíngue).· Materiais: equipamentos de áudio e vídeo, materiais táteis, tecidos, instrumentos sonoros, objetos olfativos e táteis.· Resultados: performances coletivas, ensaios abertos, material audiovisual bruto e relatórios de experiência bilíngues.· Conexão pedagógica: intercâmbio de saberes entre culturas e corpos diversos, estimulando processos de cocriação e inclusão artística.3. Residência Artística Acessível – Brasil· Local: São Paulo/SP – Espaço Cultural Acessível Parceiro.· Duração: 10 dias.· Participantes: 6 artistas japoneses + 6 artistas brasileiros (incluindo PCDs).· Atividades: oficinas práticas, criação de performances, ensaios abertos, rodas de conversa e mediações acessíveis.· Infraestrutura: ambiente com rota tátil, rampas, banheiros adaptados, sinalização em Braille e alto contraste.· Materiais: instrumentos musicais, projeções audiovisuais, painéis táteis e gravações sonoras.· Projeto pedagógico: residências como campo experimental de acessibilidade artística, com acompanhamento técnico de audiodescrição e tradução bilíngue.· Produtos finais: registros em vídeo, relatórios técnicos e material para o documentário.4. Documentário Bilíngue Acessível – “Pontes Acessíveis”· Formato: Digital Full HD (1920x1080), 16:9.· Duração: 30 minutos.· Idiomas: Português / Japonês / Libras / JSL / IS.· Acessibilidade: audiodescrição, legendas descritivas, janela de Libras/JSL/IS.· Captação: câmeras digitais 4K, microfones de lapela e captação de som ambiente.· Edição: software profissional (DaVinci Resolve e Premiere Pro) com legendagem sincronizada.· Trilha sonora: composta por artistas surdos e cegos participantes das residências.· Distribuição: exibição gratuita em plataformas digitais e Mostra Híbrida Brasil–Japão.· Finalidade: sensibilizar e divulgar as práticas artísticas inclusivas geradas pelo intercâmbio.5. Mostra Híbrida Brasil–Japão· Formato: evento presencial + transmissão online.· Local: São Paulo/SP (presencial) e plataforma bilíngue (online).· Duração: 30 dias consecutivos.· Programação: exibição do documentário, debates bilíngues, performances artísticas acessíveis, rodas de conversa e experiências sensoriais guiadas.· Acessibilidade: Libras, JSL, IS, audiodescrição simultânea, legendas em tempo real e visitas táteis.· Materiais técnicos: projetores, sistema de som, telas, dispositivos vibratórios e kits sensoriais.· Público estimado: 1.000 pessoas presenciais e 3.000 acessos online.· Projeto pedagógico: aproximação entre arte, educação e acessibilidade, promovendo a formação de público inclusivo.· Avaliação: questionário bilíngue e relatório de acessibilidade por atividade.6. Catálogo Físico-Digital Bilíngue + Kits de Mediação Acessível· Formato: publicação física e digital (Creative Commons).· Paginação: 60 páginas.· Idiomas: Português / Japonês.· Versões: impressa, digital (PDF acessível), Braille e fonte ampliada.· Conteúdo: metodologias do projeto, entrevistas, roteiros de mediação, fotografias e boas práticas de acessibilidade.· Design: layout em alto contraste, fontes sem serifa, diagramação inclusiva conforme WCAG 2.1.· Materiais: papel reciclado 150g, capa laminada fosca, impressão offset.· Distribuição: gratuita para escolas, universidades, museus e centros culturais do Brasil e Japão.· Kits de mediação: compostos por roteiro em Braille, guia tátil, QR Code para conteúdos sonoros e vídeo acessível.· Projeto pedagógico: material de referência para formação e replicação de metodologias inclusivas em espaços culturais.7. Repositório Digital Acessível· Endereço eletrônico: www.pontesacessiveis.org (domínio institucional).· Conteúdo: vídeos, podcasts, materiais pedagógicos e publicações do projeto.· Navegação: compatível com leitores de tela (NVDA, JAWS, VoiceOver), comandos por voz e tradução automática PT/JP.· Acessibilidade: contraste ajustável, opção de fonte ampliada e vídeos com Libras/JSL/IS.· Armazenamento: hospedagem em servidor com certificação de acessibilidade digital.· Finalidade: garantir difusão gratuita, permanente e aberta dos conteúdos acessíveis, fortalecendo redes internacionais de cultura inclusiva.Síntese Técnica Geral: Todos os produtos seguem os princípios da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006) e das diretrizes do design universal, com atenção especial à diversidade cultural e linguística entre Brasil e Japão. O projeto assegura acessibilidade 100% integral, abrangendo aspectos físicos, comunicacionais, pedagógicos e digitais, consolidando-se como modelo internacional de cooperação cultural inclusiva.

Acessibilidade

O projeto Pontes Acessíveis – Intercâmbio Cultural Brasil–Japão foi concebido sob o princípio do design universal, garantindo que todas as suas etapas — da formação à difusão — sejam acessíveis a pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual e múltipla. A acessibilidade é compreendida como dimensão estrutural e não apenas complementar, assegurando condições plenas de participação, fruição e protagonismo artístico.Acessibilidade FísicaPara garantir o acesso e a circulação de todos os participantes e público nas atividades presenciais (oficinas, residências e mostra), o projeto prevê:· Espaços com rotas acessíveis, rampas de acesso, corrimãos e pisos táteis direcionais;· Banheiros adaptados com barras de apoio e área de manobra;· Sinalização tátil e visual em alto contraste para orientação espacial;· Áreas reservadas para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida nas atividades públicas;· Apoio logístico de transporte acessível para participantes com deficiência motora;· Equipamentos de suporte ergonômico (bengalas, cadeiras adaptadas, audioguias e mapas táteis nas exposições).Os locais de realização (São Paulo e Tóquio) serão previamente vistoriados, garantindo adequação às normas de acessibilidade física previstas na ABNT NBR 9050/2020 e na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).Acessibilidade de ConteúdoO conteúdo do projeto será produzido, traduzido e difundido com acessibilidade comunicacional e sensorial, contemplando múltiplos formatos para garantir compreensão, expressão e fruição por todos os públicos. As ações incluem:· Interpretação simultânea em Libras, JSL e IS (International Sign) em todas as atividades e produtos audiovisuais;· Audiodescrição ao vivo em oficinas, mostras e exibições, e audiodescrição gravada no documentário e no catálogo digital;· Legendas descritivas bilíngues (Português/Japonês), com informações de fala, som e ambiente;· Traduções em linguagem simples e acessível nos textos de divulgação e materiais pedagógicos;· Versões em Braille e fonte ampliada dos catálogos e roteiros de mediação;· Visitas e experiências sensoriais guiadas, voltadas a pessoas cegas e com baixa visão, com foco em estímulos táteis, sonoros e olfativos;· Plataforma digital acessível, compatível com leitores de tela (NVDA, JAWS, VoiceOver) e comandos por voz;· Materiais visuais em alto contraste e diagramação inclusiva, seguindo diretrizes do WCAG 2.1 (Web Content Accessibility Guidelines).O conjunto dessas medidas assegura 100% de acessibilidade física, comunicacional e sensorial em todas as ações do projeto, ampliando a participação e o protagonismo de pessoas com deficiência e garantindo equidade de condições no acesso aos bens culturais. Assim, o Pontes Acessíveis se consolida como um modelo de cultura inclusiva e internacional, articulando arte, educação e tecnologia social em prol de uma cultura verdadeiramente para todos.

Democratização do acesso

O projeto Pontes Acessíveis – Intercâmbio Cultural Brasil–Japão foi estruturado com base no princípio da democratização do acesso à cultura como direito humano, garantindo participação gratuita, acessível e diversificada em todas as suas etapas — da formação à difusão.Todas as atividades terão entrada franca, sem cobrança de ingressos ou taxas de inscrição, assegurando que artistas, educadores, pessoas com deficiência e o público em geral possam usufruir plenamente das ações culturais e educativas.1. Distribuição e Comercialização dos Produtos· Documentário bilíngue acessível (30’): será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais públicas (YouTube, Vimeo, site institucional e repositório acessível), com licenciamento Creative Commons, permitindo uso educativo e cultural não comercial.· Catálogo físico-digital bilíngue (PT/JP): será distribuído gratuitamente para bibliotecas públicas, escolas, universidades, centros culturais, museus e instituições de referência em acessibilidade. A versão digital estará disponível para download aberto no site do projeto e em acervos parceiros (Ministério da Cultura, Fundação Japão, Itamaraty Cultural).· Kits de mediação acessível: serão enviados gratuitamente a instituições de ensino e coletivos culturais inclusivos, contendo roteiros táteis, conteúdos em Braille e materiais de referência para replicação das práticas.· Repositório digital de acesso livre: reunirá todo o acervo produzido (vídeos, registros, materiais pedagógicos, relatórios de acessibilidade), com navegação bilíngue e compatibilidade com leitores de tela.Nenhum produto resultante do projeto será comercializado. A política de acesso livre e gratuito é central à proposta, garantindo difusão ampla e permanente dos conteúdos.2. Outras Medidas de Ampliação de AcessoPara potencializar o alcance e o engajamento do público, o projeto prevê:· Transmissão ao vivo (streaming) de trechos das residências artísticas, da oficina virtual e da Mostra Híbrida Brasil–Japão, com interpretação simultânea em Libras, JSL e legendas descritivas;· Ensaio aberto e mostras públicas ao término das residências, permitindo interação direta entre artistas e comunidade;· Oficinas paralelas gratuitas de mediação acessível e tecnologias assistivas, ministradas por artistas surdos, cegos e com deficiência motora;· Debates bilíngues e rodas de conversa com intérpretes e tradução PT/JP, transmitidos em canais públicos de vídeo e rádio;· Campanha de comunicação acessível e multiplataforma, com vídeos legendados, podcasts e postagens audiodescritas nas redes sociais;· Ações de descentralização digital, que disponibilizarão os conteúdos do projeto em repositórios educativos abertos, alcançando escolas públicas, ONGs e coletivos culturais de diferentes regiões do Brasil e do Japão.Com essas medidas, o Pontes Acessíveis assegura não apenas o acesso físico, mas também o acesso cognitivo, comunicacional e territorial, fortalecendo o papel da cultura como vetor de inclusão, aprendizagem e diálogo intercultural. A proposta valoriza a arte como ponte entre mundos — sem fronteiras, sem barreiras e sem bilhete de entrada.

Ficha técnica

Atuação do Dirigente / Instituição ProponenteA Cultural de Acesso Ltda, na qualidade de proponente do projeto Pontes Acessíveis – Intercâmbio Cultural Brasil-Japão, será responsável pela coordenação geral, articulação institucional, produção executiva, gestão administrativa e financeira, e garantia da acessibilidade integral de todas as etapas do projeto. O dirigente responsável, Alcebiades Nascimento Silva Junior, atuará diretamente na gestão e supervisão técnica, acompanhando as atividades formativas, o planejamento das residências artísticas, a mediação com parceiros internacionais e a coordenação da equipe de acessibilidade (intérpretes, audiodescritores e tradutores). Também responderá pelo acompanhamento da prestação de contas e da articulação com patrocinadores e instituições parceiras.Alcebiades Nascimento Silva Junior – Coordenação GeralProdutor cultural, consultor em acessibilidade e fundador da Cultural de Acesso Ltda. Atua há mais de 15 anos com projetos inclusivos nas áreas de artes cênicas, educação e direitos culturais. Especialista em acessibilidade comunicacional, é referência nacional na mediação cultural com foco em pessoas com deficiência. Participou da implementação de programas de acessibilidade em museus, festivais e eventos internacionais.Stanley Kennedy Garcia – Produção ExecutivaHistoriador, produtor cultural e escritor. Atua com gestão de projetos culturais, acessibilidade, interseccionalidade e inovação social. Fundador do SKG HUB e coordenador de festivais culturais multilinguagens. Com experiência em editais da Lei Rouanet, Funarte e legislações estaduais, possui sólida trajetória em projetos voltados à diversidade, justiça social e economia criativa.Thatianne Andréa da Silva – Coordenação de Comunicação e Acessibilidade de ConteúdoPesquisadora e comunicadora com foco em linguagem inclusiva, acessibilidade digital e estratégias de comunicação sensível. Atua na produção de conteúdos acessíveis, transcriação de materiais e supervisão de linguagem simples. Coordenou ações em projetos culturais com foco em pessoas surdas, negras e LGBTQIAPN+.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.