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As telas fazem a mediação entre nós e um espaço digital sem limites, onde o conteúdo se renova incessantemente — feeds que nunca acabam, notificações que se repetem, vídeos que se sucedem automaticamente. Mas que paradoxalmente nos aprisionam cada vez mais frente a elas. Representam uma presença silenciosa, que nos doutrinam na impossibilidade de desligar - como se a partir desse ato, perdessemos o contato com o mundo, um ciclo contínuo de estímulos visuais e informacionais que molda e que vem condicionando a experiência contemporânea.A proposta combina quatro frentes integradas e complementares:1) Um curta-metragem documental investigativo com especialistas, pais e educadores; 2) Um portal online permanente com informaçoes sobre o tema; 3) Um ciclo de debates gratuitos em escolas4) Um ciclo de oficinas gratuitos para jovens e crianças A iniciativa une audiovisual, educação e tecnologia como ferramentas de transformação social e cultural
Este projeto é um conjunto integrado de ações de comunicação e educação sobre os impactos do uso excessivo de telas na infância e adolescência. O conceito central é utilizar diferentes linguagens para criar um ecossistema completo de informação, indo da sensibilização à capacitação prática.Este projeto é um conjunto integrado de ações de comunicação e educação sobre os impactos do uso excessivo de telas na infância e adolescência. Em um mundo onde o deslizar do dedo nunca encontra fim, Tela Infinita investiga como o fluxo incessante de imagens molda a infância e a adolescência contemporâneas.Por meio de entrevistas com pais, educadores, profissionais de saúde, crianças e adolescentes, o documentário constrói um mosaico de vozes sobre o impacto do uso excessivo de telas — entre o fascínio e a exaustão, o aprendizado e o isolamento.Mais do que apontar causas ou soluções, Tela Infinita propõe uma pausa no movimento. Um convite a olhar para fora da tela, e a redescobrir o tempo, o silêncio e o encontro no mundo real.A importância dos materiais reside em sua complementaridade:Uma obra audiovisual documental O documentário sensibiliza o público por meio da arte e da narrativa humana; e serve como ferramenta de impacto e sensibilização inicial, traduzindo dados complexos e alertas científicos para uma linguagem humana e acessível. Uma plataforma digital (portal) e seus materiais educativos (guias/e-book) garantem a perenidade e a democratização do conhecimento, funcionando como uma biblioteca de consulta permanente e gratuita.Eventos presenciais (debates) promovem o diálogo direto e a troca de experiências, materializando a aliança necessária entre família e escola.Oficinas de audiovisual. Juntas, essas frentes formam uma ação de utilidade pública que não apenas alerta para um problema, mas constrói ativamente os caminhos para a solução.Classificação Indicativa: Livre.
Objetivo Geral:Alertar, capacitar e mobilizar a sociedade, com foco especial na comunidade escolar (educadores, pais e gestores), sobre os impactos do uso excessivo de telas, promovendo uma aliança estratégica entre família e escola.Objetivos Específicos:Produzir um curta-metragem documental investigativo com duração de até 25 minutos, abordando os impactos do uso excessivo de telas na infância e adolescência, com participação de pelo menos 8 especialistas das áreas de saúde e educação, além de famílias e educadores entrevistados. 🔹 Indicador de comprovação: cópia final do filme, lista de entrevistados, roteiro e registros de produção.Desenvolver, lançar e manter um portal online acessível contendo pelo menos 20 conteúdos curatoriais (artigos, vídeos, materiais educativos e ferramentas práticas) voltados a educadores, pais e gestores. 🔹 Indicador de comprovação: link do portal no ar, prints das páginas e relatórios de acesso.Disponibilizar as entrevistas completas realizadas durante a execução do documentário com especialistas e educadores, organizadas em um acervo digital com no mínimo 10 vídeos integrais hospedados no portal, de livre acesso público. 🔹 Indicador de comprovação: publicação online das entrevistas e registros de upload.Engajar a comunidade online e fomentar uma rede de apoio entre famílias e educadores, por meio de interação em mídias sociais e ferramentas do portal, buscando alcançar ao menos 5.000 interações (visualizações, comentários ou compartilhamentos) durante o período de execução. 🔹 Indicador de comprovação: relatórios de engajamento digital, métricas das redes e comentários dos usuários.Estabelecer bases para a continuidade do portal como acervo cultural digital permanente, com plano de atualização trimestral e manutenção técnica prevista para 12 meses após o lançamento. 🔹 Indicador de comprovação: plano de continuidade, contratos de hospedagem e manutenção do site.Realizar um ciclo de 5 debates gratuitos em escolas públicas e privadas, utilizando o curta-metragem como ferramenta de sensibilização e ponto de partida para a discussão, com público estimado de 400 participantes no total. 🔹 Indicador de comprovação: registros fotográficos, listas de presença e material de divulgação dos encontros.Realizar um ciclo de 5 oficinas gratuitas voltadas a jovens em escolas públicas e privadas, promovendo reflexão e produção de conteúdos sobre o tema, com público estimado de 100 alunos ao todo. 🔹 Indicador de comprovação: registros fotográficos, listas de presença, materiais produzidos nas oficinas e depoimentos dos participantes.
Vivemos uma epidemia silenciosa de superexposição a telas, cujos impactos no desenvolvimento cognitivo, social e emocional de crianças e adolescentes já são alertados por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o cenário é agravado pela alta penetração de dispositivos móveis e pela falta de orientação clara para as famílias.Essa verdadeira epidemia transcende as enormes desigualdades sociais que o país apresenta — é um fenômeno comportamental que se manifesta em todas as camadas da sociedade, das mais altas às mais humildes. O uso indiscriminado de telas por crianças e adolescentes consegue, de maneira trágica, unir toda a sociedade em torno de um problema que cedo ou tarde transbordará e causará profundas sequelas em nossos cotidianos.Os efeitos — déficit de atenção, ansiedade, dificuldades de socialização, queda no rendimento escolar — não se restringem ao ambiente doméstico; eles ecoam diretamente na sala de aula. Contudo, pais e educadores frequentemente se sentem isolados e impotentes.Nesse contexto, o Mito da Caverna, de Platão, torna-se uma metáfora poderosa para compreender o problema. No mito, seres humanos vivem acorrentados dentro de uma caverna, vendo apenas sombras projetadas na parede e acreditando que elas são a realidade. Quando um deles é libertado e vê o mundo fora da caverna, compreende que as sombras eram apenas reflexos distorcidos do real.Assim como no Mito da Caverna de Platão, estamos diante de uma geração que cresce olhando sombras projetadas em superfícies luminosas — acreditando que nelas reside a totalidade do mundo. As telas, como as paredes da caverna, refletem fragmentos e versões da realidade, moldando nossos afetos, percepções e vínculos. O gesto de "sair da caverna" torna-se, portanto, um ato simbólico de reconexão com o real — com o tempo, o corpo, a escuta e o outro.Este projeto se justifica pela necessidade de criar um ecossistema de apoio completo. Não basta apenas alertar: é preciso oferecer caminhos de libertação desse olhar condicionado, transformando consciência em prática cotidiana.É preciso:Sensibilizar de forma impactante (o documentário);Promover o diálogo e a ação coletiva (os debates e oficinas);Capacitar e oferecer ferramentas de forma contínua e acessível (o portal).Ao conectar família e escola, o projeto busca romper o ciclo das sombras, propondo uma aliança estratégica como o único caminho viável para a mudança.Mais do que um alerta, Tela Infinita propõe um movimento: olhar para fora da tela e reencontrar a luz — a luz do pensamento crítico, da presença e do encontro humano.Por que a Lei de Incentivo à Cultura?Para que este ecossistema de utilidade pública seja viabilizado de forma 100% gratuita e com ampla distribuição, o Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais é indispensável. Um projeto desta natureza não possui viabilidade comercial, pois seu único objetivo é o retorno social, educativo e cultural.O projeto se enquadra diretamente no Art. 1º da Lei 8.313/91, por fomentar:A produção de obras cinematográficas e videográficas de curta-metragem (Inciso III).A produção de multimídia de caráter cultural e educativo (Inciso II), materializada no portal online.Ao fazê-lo, a proposta cumpre diretamente os objetivos fundamentais da Lei, listados no Art. 3º:Inciso I: Contribui para a formação artística e cultural da sociedade, ao capacitar pais, educadores e jovens sobre o consumo e a produção consciente de mídias.Inciso III: Estimula o conhecimento dos bens e valores culturais e fomenta a reflexão crítica sobre um fenômeno comportamental (o uso de telas) que afeta diretamente os valores sociais.Inciso V: Promove a democratização do acesso e a difusão de bens culturais, garantindo que todos os produtos (filme, portal, debates) sejam de acesso livre e irrestrito.
A proponente, Flavia Stawski, possui um trabalho prévio consolidado na área de educação midiática, que fundamenta e se alinha diretamente ao tema central desta proposta.A ideia para este projeto surgiu organicamente a partir de duas frentes de atuação da proponente:Seu período de docência na ESPM, onde pôde observar de perto a gravidade do tema no ensino superior, os profundos choques geracionais e o impacto do uso de telas na capacidade de foco e interação dos jovens adultos.Seu trabalho prático em colégios ministrando a "Oficina Audiovisual: Produção Criativa e Consumo Consciente de Mídas Digitais", conforme ementa anexada.Esta oficina, voltada para crianças e adolescentes , já possui como objetivo explícito promover a "conscientização sobre o uso responsável das telas e os riscos da dependência digital" e aborda diretamente o "Consumo Equilibrado e Saúde Digital".Essa experiência prévia e direta em sala de aula, tanto com o público adolescente quanto com o jovem adulto, valida a urgência do projeto, a metodologia proposta para os debates e a capacidade da proponente em traduzir este complexo desafio para a comunidade escolar
O projeto é composto por quatro produtos principais interligados:1. Curta-Metragem Documental:Sinopse: Documentário de curta-metragem (aprox. 25 min) que investiga os impactos neurológicos, psicológicos e sociais do uso excessivo de telas no desenvolvimento infanto-juvenil. A obra costura dados estatísticos, entrevistas com especialistas das áreas da saúde (pediatras, neurologistas) e educação (pedagogos, professores), e depoimentos de famílias, expondo a urgência do tema e a necessária aliança entre família e escola.2. Ciclo de Debates ("Conectando Família e Escola"):Sinopse: Série de 05 palestras/debates gratuitos realizados em escolas e centros culturais. Cada evento é estruturado em três atos: Exibição do curta-metragem; Mesa de debate com a realizadora, um especialista em saúde e um especialista em educação; Sessão de perguntas e respostas com o público (pais e educadores), focada em estratégias práticas para o cotidiano. Duração: 1h30 a 2h.Quantidade de pessoas nas palestras, não há limite, tudo depende do espaço disponívelTemas possíveis:O tempo das telas e o tempo do corpoAprender em pixels: a escola diante do digitalSaúde mental e o excesso de estímulosFamília conectada: presença, limites e vínculoO futuro do olhar: o que queremos enxergar?3. Oficinas Práticas (5 encontros)Podem ser adaptadas para diversos públicos: pais, professores ou jovens, com foco em experiências e práticas cotidianas. Duração: 1h30 a 2h, para grupos menores (15/20 pessoas).Sugestões de oficinas:Mapeando o tempo de tela em casa – Ferramentas simples (inclusive aliando a conectividade dos aparelhos) para observar e equilibrar o uso de dispositivos na rotina familiar.Educação digital consciente – Estratégias para professores integrarem tecnologia com propósito, não como distração.Brincar desconectado – Dinâmicas e jogos para resgatar o tempo livre e o convívio sem telas.Comunicação e vínculo nas redes – Reflexão e dinâmicas sobre afetividade e limites na comunicação digital (pais e adolescentes).Cuidando de si no mundo conectado – Oficina para adolescentes sobre autopercepção, sono, corpo e atenção plena no contexto digital4. Portal Online e Materiais Educativos (E-book/Guias):Sinopse: Plataforma digital de acesso gratuito e permanente. O portal funcionará como um centro de recursos, oferecendo artigos, guias práticos em PDF (e-book, cerca de 40 páginas) para download (com seções distintas para pais e educadores) e uma videoteca com as entrevistas completas realizadas para o documentário, servindo como fonte de pesquisa aprofundada.
Audiodescrição (AD): O curta-metragem será entregue em sua versão final com faixa de áudio e legendas de Audiodescrição, garantindo a compreensão por pessoas com deficiência visual. Legendas Closed Caption (CC): Inclusão de legendas em português para surdos e ensurdecidos, além de texto em Língua Brasileira de Sinais (Libras), se possível. Acessibilidade Arquitetônica e Atitudinal: As sessões de exibição/palestras serão realizadas em espaços culturais ou educacionais que possuam acessibilidade arquitetônica plena (rampas, banheiros acessíveis e locais reservados para PcD e acompanhantes).
O projeto garante o acesso público e irrestrito aos seus principais produtos, sem qualquer comercialização. A estratégia de distribuição é focada na gratuidade e na ampla difusão digital e presencial:Portal Online: O portal de recursos, incluindo o e-book, os guias práticos e o arquivo completo com as entrevistas dos especialistas, será de acesso 100% gratuito e permanente, funcionando como uma biblioteca pública digital sobre o tema.Documentário (Online): Após um período inicial de circulação em festivais de cinema e nos debates, o curta-metragem documental será disponibilizado gratuitamente e na íntegra no portal do projeto e em plataformas de vídeo (como YouTube/Vimeo), permitindo o compartilhamento universal.Ciclo de Debates: As 05 sessões de debate, que incluem a exibição do filme e a participação de especialistas, serão inteiramente gratuitas e realizadas prioritariamente em escolas públicas e centros culturais de acesso livre.Ciclo de oficinas: As 05 oficinas gratuitas de audiovisual destinadas ao publico infanto-juvenil, prioritariamente com alunos de escola pública.Medidas Adicionais de Ampliação de Acesso:Transmissão Digital: O debate de lançamento do projeto (première) será transmitido ao vivo pela internet (streaming) através do portal, permitindo a participação de público de outras cidades e estados.Material Multiplicador: O portal incentivará ativamente que educadores utilizem o documentário e os guias como material pedagógico gratuito em suas próprias escolas, multiplicando o alcance da iniciativa.
Direção e Roteiro: Flavia Stawski (proponente) será responsável pelas atividades de Direçãoe Roteiro no curta metragem, além de conduzir o ciclo de palestras e oficinas.Atua há mais de 20 anos no mercado audiovisual, com passagem por diversas produtoras e emissoras de TV: Globo, Cultura, Gazeta, Record. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, com projeto contemplado em 1o lugar pelo CNPq no tema: Gênero no Telejornalismo.Na ESPM desde 2011, como professora nos cursos de Design e Cinema e Audiovisual, com disciplinas que trazem não apenas Conteúdos Técnicos como também Conceituais.Direção de arte e Fotografia: Suellen AdurSócia-administradora da empresa “Sem Sombra Cinema” desde janeiro de 2024. A empresa tem como atividade principal a pós-produção cinematográfica e audiovisual, área intrinsecamente ligada aos processos técnicos e estéticos da direção de fotografia — como correção de cor, gradação, composição visual e acabamento de imagem. Estruturada no segmento audiovisual, com foco na construção da linguagem visual e na finalização de obras para cinema, televisão e novas mídias.Colaboração no projeto “Ópera Mauro Wrona Show”, experiência de experimentação estética e desenvolvimento técnico em direção de fotografia e pós-produção, áreas fundamentais para a criação de identidade visual no audiovisual contemporâneo.Captação e edição de Som: André BomfimFormado em Audiovisual pela USP, atua em projetos documentários como diretor, roteirista, montador, pesquisador e técnico de som direto. É sócio da Mira Filmes. Em 2014, dirigiu a terceira temporada da série "O Papel da vida", apresentada por Marina Person e exibida no Canal Brasil. No mesmo ano, dirigiu o curta documentário "As Incríveis histórias de um navio fantasma" para a ESPN.Em 2015, dirigiu, também para a ESPN, o curta documentário "Seguindo a linha: a história de Ricardo Prado". Participou em 2016 do IDFA DocLab Academy 2016 como o primeiro latinoamericano selecionado para o programa. Em 2017, idealizou e dirigiu a série "Famílias".Atualmente, está finalizando seu primeiro longa documentário e está desenvolvendo a série "Sem palavras: a arte de ilustrar" para o canal Arte1Produção Executiva: Ricardo Felipe Areoso FernandezÉ Bacharel administração de empresas pela EAESP FGV e Mestre em Administração e Marketing pela Universidade de Barcelona.No Brasil como empresário atou em diversos setores como consultoria, ensino, comércio exterior, serviços e entretenimento.Em Barcelona trabalhou em projetos de consultoria com foco de atuação na análise de mercado, marketing e mídias sociais.Atualmente é diretor administrativo do Estúdio ÉFÊ.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.