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PRONAC 2510390Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Gari (Grupo de Ação e Resistência por Imagem)

A. R. A. & CIA LTDA
Solicitado
R$ 498,9 mil
Aprovado
R$ 498,9 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações de capacitação e treinamento de pessoa
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Indígenas
Ano
25

Localização e período

UF principal
AM
Município
Manaus
Início
2027-01-01
Término
2027-12-31
Locais de realização (1)
Manaus Amazonas

Resumo

O projeto Gari (Grupo de Ação e Resistência por Imagem) realizará uma oficina de audiovisual comunitário na Comunidade Indígena Três Unidos, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista, com 20 participantes em processo formativo que abrange roteiro, interpretação, câmera, som e edição. Como resultado, será produzido um curta-metragem coletivo, construído a partir das vivências dos educandos. A iniciativa transforma o audiovisual em instrumento de resistência e afirmação identitária, revelando o olhar da comunidade sobre suas histórias, desafios e esperanças.

Sinopse

O Gari – Grupo de Ação e Resistência por Imagem nasce como um gesto de encontro entre arte, memória e território. Realizado na Comunidade Indígena Três Unidos, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista (RDS Puranga Conquista), o projeto propõe um percurso formativo e criativo de audiovisual comunitário, reunindo 20 participantes indígenas em um processo que alia aprendizado técnico e descoberta poética.Durante cinco meses de atividades, os participantes mergulham nas linguagens que compõem o fazer cinematográfico - roteiro, interpretação, câmera, som e edição - vivenciando o audiovisual como uma ferramenta de autoconhecimento, criação coletiva e expressão identitária. A proposta parte da compreensão de que o cinema pode ser mais do que um instrumento de registro: é também um território simbólico de resistência, pertencimento e reconstrução de identidade.As oficinas não se limitam à transmissão de técnicas, mas são pensadas como espaços de criação dialógica, onde a escuta, a palavra e o gesto são igualmente valorizados. O educador se coloca como mediador de descobertas e o educando como autor do próprio olhar. Nesse processo, o grupo aprende a escrever roteiros inspirados em suas vivências, a construir imagens a partir de suas realidades e a transformar memórias em narrativas visuais.O ponto culminante desse percurso é a produção de um curta-metragem coletivo, criado de forma colaborativa a partir das experiências e histórias dos próprios participantes. Essa obra não parte de um roteiro imposto, mas emerge das vivências, lembranças e afetos da comunidade. O curta se constrói como um ato de fala visual, onde cada cena é impregnada de sentido, e cada imagem carrega o peso e a beleza de um povo que reivindica o direito de narrar a si mesmo.Mais do que uma simples obra audiovisual, o curta será um gesto político e poético de resistência. Nele, os participantes revelarão o que desejam que o mundo saiba sobre suas vidas, seus medos, suas lutas e suas esperanças. Mostrarão as formas como cuidam do território, como se relacionam com o rio, com a floresta, com os espíritos e uns com os outros. Cada quadro será resultado de um olhar que resiste à invisibilidade e reafirma o direito de existir, de criar e de ser ouvido.O cinema comunitário aqui não se reduz à formação técnica, mas atua como um instrumento de fortalecimento cultural, de revalorização da memória e de reconstrução do pertencimento. Ao manipular a câmera, ao decidir o enquadramento, ao improvisar uma cena ou rediscutir o roteiro, os participantes exercitam um modo de pensar o mundo que passa pela imagem - um modo em que a lente deixa de ser um objeto distante e se torna extensão do corpo e da sensibilidade.O projeto entende que, na Amazônia, a imagem é uma forma de resistência. Num tempo em que o fluxo de conteúdos digitais muitas vezes suprime a identidade amazônida, substituindo o real por representações exóticas ou distorcidas, Gari propõe devolver a imagem a quem dela foi privado: os povos que vivem, cuidam e recriam a floresta todos os dias. Essa é uma ação que dialoga com o presente e com a urgência de fazer da arte uma aliada na construção de sentido e na defesa dos modos de vida tradicionais.O curta-metragem resultante será rodado no território da própria comunidade, com todos os participantes atuando nas funções artísticas e técnicas. As filmagens acontecerão após o ciclo de oficinas, quando o grupo já tiver desenvolvido domínio e autonomia sobre o processo criativo. O resultado será uma obra de 10 a 15 minutos, que trará o olhar dos educandos sobre suas histórias e memórias, cruzando a fronteira entre realidade e imaginação, entre o cotidiano e o simbólico.Cada personagem, diálogo e cenário surgirá das experiências compartilhadas. Serão retratadas as relações com o rio, o tempo das águas e o ritmo da floresta; os gestos cotidianos que definem o viver coletivo; a força das mulheres e dos anciãos como guardiões do saber; os jovens que aprendem a nomear o mundo com suas próprias palavras e imagens. Tudo isso será construído de modo sensível e respeitoso, valorizando o que é próprio da cultura indígena e ribeirinha, e transformando o cinema num espelho onde a comunidade possa se reconhecer.O processo de criação também será um ato pedagógico de descolonização da narrativa. Ao romper com a lógica de representação externa - em que o olhar sobre o indígena é quase sempre o olhar do outro - o projeto convida os participantes a inverter o ponto de vista: agora são eles que narram, enquadram, montam e interpretam. Essa virada estética e política faz do Gari um campo de experiência e não apenas um curso. A câmera, nesse contexto, é uma extensão da memória coletiva, uma testemunha das relações de pertencimento e uma ferramenta de transformação social.O encerramento do projeto será marcado por uma sessão pública gratuita, realizada na própria comunidade e aberta a todas as comunidades da RDS Puranga Conquista, com transporte gratuito e acessibilidade em Libras, reafirmando o compromisso do Gari com a democratização do acesso à arte e à cultura. Esse momento será mais do que uma exibição: será uma celebração comunitária, em que os participantes e o público se reconhecem nas imagens projetadas, reconstituindo laços e memórias por meio do cinema.Posteriormente, o curta será disponibilizado em plataformas digitais e redes sociais, ampliando o alcance da produção e garantindo sua difusão como um registro vivo das vozes da floresta. O filme funcionará como um documento poético e político da Amazônia contemporânea - uma Amazônia que fala por si, que pensa, cria e se representa.Assim, o Gari – Grupo de Ação e Resistência por Imagem afirma o audiovisual como um instrumento de emancipação e sentido, onde arte e vida se confundem na construção de um novo olhar sobre o território amazônico. O projeto transforma o processo formativo em gesto artístico, e o gesto artístico em ato educativo. Cada participante se torna sujeito da própria história, reafirmando que resistir é também criar, e criar é permanecer.Classificação indicativa: Livre para todos os públicos.

Objetivos

Objetivo Geral. Promover o fortalecimento da identidade e da expressão cultural indígena por meio de uma oficina de audiovisual comunitária na Comunidade Três Unidos (RDS Puranga Conquista), culminando na produção de um curta-metragem coletivo criado pelos próprios participantes. O projeto busca valorizar os conteúdos e saberes locais, proteger as expressões culturais dos povos originários e salvaguardar seus modos de criar e viver, transformando o audiovisual em instrumento de resistência, pertencimento e difusão cultural.Objetivo específico Produto oficinaRealizar 20 encontros formativos de audiovisual comunitário, uma vez por semana, ao longo de 4 meses, totalizando 80 horas de atividades, com uma turma composta por 20 moradores indígenas da Comunidade Três Unidos (RDS Puranga Conquista). As oficinas abordarão roteiro, interpretação, câmera, som e edição, unindo técnica e sensibilidade em um processo de criação coletiva. O percurso formativo resultará na produção de um curta-metragem, desenvolvido a partir das narrativas, memórias e experiências dos participantes, fortalecendo o protagonismo cultural indígena, a valorização dos saberes locais e a resistência identitária por meio do audiovisual.Produto Curta-metragem coletivoProduzir um curta-metragem coletivo, com duração aproximada de 10 a 15 minutos, no 5º (quinto) mês de atividade, como resultado das oficinas de audiovisual realizadas com 20 participantes indígenas da Comunidade Três Unidos (RDS Puranga Conquista). O filme será desenvolvido a partir das criações autorais dos educandos, integrando elementos de roteiro, interpretação, som e edição trabalhados ao longo da formação. As gravações ocorrerão no território da comunidade, respeitando seus contextos culturais e saberes locais. A produção valorizará o olhar indígena sobre o cotidiano, a memória e a resistência, promovendo o audiovisual como ferramenta de expressão, pertencimento e afirmação identitária. O curta será exibido em sessão pública gratuita na comunidade e disponibilizado em plataformas digitais, ampliando o acesso e a difusão das produções amazônicas.Produto: Contrapartida SocialRealizar uma sessão pública gratuita de exibição do curta-metragem produzido nas oficinas do projeto Gari _ Grupo de Ação e Resistência por Imagem, aberta a todas as comunidades da RDS Puranga Conquista, com oferta de transporte gratuito para 500 comunitários das localidades vizinhas. A ação incluirá uma roda de conversa com os participantes e a equipe pedagógica, estimulando o diálogo sobre identidade, resistência e o papel do audiovisual como expressão cultural. Como gesto de celebração e convivência coletiva, o evento contará ainda com um jantar comunitário, reunindo educandos, moradores e equipe em um momento simbólico de encerramento e partilha. Essa contrapartida amplia o acesso à produção artística amazônica, fortalecendo o sentimento de pertencimento e o reconhecimento da cultura indígena como patrimônio vivo da região.

Justificativa

O projeto Gari (Grupo de Ação e Resistência por Imagem) surge da necessidade de fortalecer a identidade cultural indígena e amazônida frente à crescente homogeneização provocada pelos meios digitais. A identidade amazônida tem sido, em grande parte, suprimida pelo alto consumo de mídias que ocupam o imaginário coletivo sem compromisso com a realidade indígena e ribeirinha, reproduzindo narrativas externas e descoladas do território. Nesse contexto, o audiovisual torna-se um espaço de resistência e de reapropriação simbólica, onde os próprios sujeitos podem reconstruir suas imagens e narrativas a partir de suas vivências e saberes.A relação entre o audiovisual e a educação, especialmente no campo da cinematografia comunitária, revela-se cada vez mais relevante diante da convergência de mídias e tecnologias. O cinema, quando explorado artisticamente em ambientes educativos, é um exercício de autoconhecimento e criação coletiva, que estimula o pensamento crítico, a sensibilidade e a consciência corporal. Por meio dos jogos interpretativos, da elaboração de roteiros e da convivência criadora, os participantes redescobrem o corpo e a escuta, tornando-se mais atentos à própria existência e à do outro. É nesse encontro, entre arte, educação e vida comunitária, que o cinema revela seu poder transformador, ampliando horizontes e fortalecendo a noção de pertencimento.Na Comunidade Indígena Três Unidos (RDS Puranga Conquista), a carência de espaços formativos e de acesso a meios de produção audiovisual limita a expressão de narrativas próprias. O projeto propõe, portanto, formar novos agentes culturais e criadores de imagem, capazes de registrar, preservar e difundir suas realidades por meio do cinema. A Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91) é o instrumento necessário para tornar isso possível, garantindo estrutura técnica, equipe especializada e gratuidade total das atividades, viabilizando a democratização do acesso e a valorização das expressões culturais da floresta.O projeto está de acordo com os seguintes incisos do artigo primeiro da LEI Nº 8.313, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1991, por:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;IX - priorizar o produto cultural originário do País.O projeto também está em consonância com o artigo terceiro da LEI Nº 8.313, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1991, por:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos.III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.Assim, o Grupo de Ação e Resistência por Imagem reafirma o compromisso de tornar o audiovisual uma ferramenta de resistência, pertencimento e reconstrução simbólica da Amazônia e de seus povos.

Estratégia de execução

O projeto Gari – Grupo de Ação e Resistência por Imagem se destaca por unir formação artística, fortalecimento identitário e produção audiovisual comunitária em território indígena amazônico. A proposta consolida uma metodologia que integra arte, educação e pertencimento, desenvolvida ao longo de anos de atuação do proponente junto às comunidades ribeirinhas e indígenas da Amazônia.A realização do projeto na Comunidade Indígena Três Unidos (RDS Puranga Conquista) representa um avanço na descentralização das políticas culturais, alcançando um público historicamente excluído das ações de formação e difusão artística. Além de estimular a criação de novas narrativas sobre a floresta, o projeto deixará um legado formativo e simbólico, fortalecendo as capacidades locais de produção e promovendo um cinema de autoria amazônica.

Especificação técnica

Plano pedagógico em anexo

Acessibilidade

Produto: Oficina.Acessibilidade Física: O local de realização das oficinas será adequado para pessoas com deficiência física, com banheiros adaptados, assentos reservados e rampas de acesso.Item na planilha: Não se aplica.Acessibilidade para PcD Auditiva: Durante as oficinas, haverá a presença de um intérprete de Libras, responsável pela tradução simultânea de todas as atividades e orientações, assegurando a participação plena das pessoas surdas no processo formativo.Itém na planilha: tradução simultâneaAcessibilidade para PcD Cognitiva: As oficinas contarão com monitores especializados, preparados para acompanhar e auxiliar participantes com deficiência cognitiva, favorecendo a compreensão dos conteúdos e a integração nas atividades práticas.Item na planilha: Monitores.Produto: Curta-metragem coletivoAcessibilidade para PcD Auditiva: O curta-metragem contará com legendas descritivas, permitindo que pessoas com deficiência auditiva possam compreender plenamente o conteúdo exibido. Item na planilha: Legenda descritiva.Produto: Contrapartida SocialAcessibilidade Física: A sessão pública gratuita de exibição do curta-metragem será realizada em local acessível a pessoas com deficiência física, com rampas de acesso, banheiros adaptados e assentos reservados, garantindo plena participação de todo o público. Item na planilha: Não se aplica.Acessibilidade para PcD Auditiva: Durante a exibição e a roda de conversa, haverá intérprete de Libras para tradução simultânea das falas e interações com o público. Item na planilha: tradução simultâneaAcessibilidade para PcD Cognitiva: O evento contará com monitores especializados para acompanhar pessoas com deficiência cognitiva, oferecendo suporte durante a roda de conversa, garantindo acolhimento e compreensão acessível da atividade.Item na planilha: Monitores.

Democratização do acesso

Todos os produtos resultantes do projeto serão distribuídos gratuitamente, portanto, o plano de distribuição da proposta está de acordo com o previsto no Art. 46 da IN MinC 23, de 05 de fevereiro de 2025.Quanto à ampliação do acesso, será adotado o previsto nos incisos II, III e IV do Art. 47 da IN MinC 23, de 05 de fevereiro de 2025:II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos, incluindo os seus acompanhantes;III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos;Além disso, os registros videográficos das oficinas e da contrapartida social serão disponibilizados gratuitamente nas redes sociais oficiais do projeto (YouTube e Instagram), assegurando amplo acesso público às ações e resultados do Grupo de Ação e Resistência por Imagem.

Ficha técnica

Adriano Rodrigues Alves - Proponente, Coordenador geral, professor e Diretor do curta-metragemAtor, educador e gestor cultural com mais de três décadas de experiência em teatro, educação e projetos socioculturais. É pós-graduado em Logoterapia e Análise Existencial e mestrando em Arte da Cena, formação que integra à prática pedagógica e artística com foco no autoconhecimento, na responsabilidade e no sentido de vida por meio da arte.Iniciou sua trajetória artística em 1996 e, em 2005, fundou o Grupo Garis da Alegria, utilizando o teatro como instrumento de conscientização ambiental e transformação social em Manaus. Atuou como professor de teatro no SESI (2009) e no SENAC (2012), onde formou jovens aprendizes e promoveu experiências de iniciação artística. Foi também palestrante em temas de motivação, segurança no trabalho e relações interpessoais, aproximando a arte da formação humana e corporativa.Em 2013, reformulou e fortaleceu o Grupo Garis da Alegria, ampliando sua atuação no campo da arte-educação. Em 2015, assumiu a coordenação de Arte-Educação da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), passando a atuar diretamente com comunidades ribeirinhas e indígenas, desenvolvendo projetos de leitura, arte e fortalecimento cultural. Em parceria com o Funbio e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, participou da elaboração do Plano Gestor da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Madeira.Em 2018, foi contemplado pelo Instituto MRV com um projeto voltado à educação ambiental e ao gerenciamento de resíduos sólidos junto a jovens em Manaus. Atualmente é fundador da empresa GARI – Grupo de Amigos Reciclando Ideias, dedicada a levar formação artística e projetos culturais a territórios com pouco acesso à arte e à cultura.Paralelamente à trajetória como educador e diretor teatral, atua também no audiovisual, com participações nos curtas-metragens “Flores Secas” (Arba Filmes) e “O Conto do Grande Café Tucumã” (Criador Filmes); no média-metragem “Deus Me Livre, Mas Quem Me Dera” (Globo Filmes); e nos longas “Lados Opostos do Mesmo Rio” e “Quando Acreditar” (Curumim Filmes).No presente projeto, Gari – Grupo de Ação e Resistência por Imagem, Adriano atuará como professor e diretor pedagógico, sendo responsável pela condução artística, técnica e formativa das oficinas de audiovisual e pela direção geral do curta-metragem coletivo, acompanhando cada etapa do processo, da formação inicial à exibição pública.Bruno Pereira - Agente educativo: instrutor (fotografia)Cineasta, produtor audiovisual e educador, com sólida trajetória na área de cinema, fotografia e formação audiovisual. É especialista em Gestão e Planejamento de Projetos Sociais com Ênfase em Captação de Recursos pela Faculdade Salesiana Dom Bosco (FSDB) e licenciado em Educação Física pelo Centro Universitário do Norte (UNINORTE).Atuou como instrutor de cinema na Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), vinculada à Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas, entre 2007 e 2015, integrando o programa Cine Educador, voltado à formação de jovens e professores em linguagem cinematográfica.Dirigiu e roteirizou diversos curtas premiados, como “Filha da Mãe D’água” (premiado no Festival Internacional de Cinema Infantil), “Tá Quente”, “Merenda” e “O Caso Tucumã” — este último vencedor de Melhor Direção de Fotografia no Festival Pirarucurta. Foi também diretor de fotografia de obras como Oscarino e Peteleco, Ciclos, O Gato, Vai que é Tua Tafarinha, e 1º assistente de direção de fotografia do longa-metragem “Pirôco”.Acumula experiência em roteiro, direção, fotografia e som direto, tendo colaborado em mais de 30 produções audiovisuais para cinema, TV e plataformas digitais. Também possui trajetória como ator de teatro, com passagens por grupos como FAK, LIT e Centro Cultural Cláudio Santoro.No projeto Gari – Grupo de Ação e Resistência por Imagem, será responsável pela direção de fotografia e pela ministração das oficinas de audiovisual, atuando diretamente na formação técnica dos participantes e na captação das imagens do curta-metragem coletivo, integrando a pedagogia da imagem à valorização das narrativas indígenas e ribeirinhas da Amazônia.Elisa Telles - preparadora técnica de teledramaturgiaAtriz, produtora e diretora, com destacada atuação nas áreas de cinema, teatro e preparação corporal. Graduada em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes Célia Helena (2015) e pós-graduada em Formação do Corpo do Ator, possui ainda formação em Produção Executiva pela EBAC e certificação em Concepção de Projetos Audiovisuais e Fontes de Financiamento pela ANCINE.Sua trajetória reúne mais de 15 anos de experiência nas artes cênicas e no audiovisual, com participações em produções reconhecidas nacional e internacionalmente. Atuou nos longas “As Almas que Dançam no Escuro”, “Ménage” (indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro), “Jamary”, e “Retrato de Sara”, além das séries “Bom Dia, Verônica” (Netflix) e “Sessão de Terapia” (Globoplay). É também diretora e produtora dos curtas “Tapuia” (SPCine), “Jamary” (Lei Aldir Blanc), “Paranoia ou Mistificação” (ProAC) e “Nhandê” (Banco da Amazônia – BASA), todos premiados e exibidos em importantes festivais como Clermont-Ferrand, Kinoforum e Festival do Rio.Como atriz e preparadora de elenco, atuou em espetáculos de destaque, como Morte e Vida Severina (dir. Marco Antônio Rodrigues), Relatos Efêmeros da França Antártica (Festival de Curitiba, Sesc Pompeia) e Jogo Aberto (Teatro Folha, indicado ao APCA). Traz uma sólida formação corporal, tendo iniciado carreira na dança clássica pelo Royal Ballet of Dance (1995–2011) e formação como instrutora de yoga pela AllianceYoga.No projeto Gari – Grupo de Ação e Resistência por Imagem, Elisa será responsável pela oficina de câmera e preparação de elenco, orientando os participantes na relação entre corpo, câmera e interpretação. Sua atuação integrará os processos formativos de criação e filmagem, contribuindo para o desenvolvimento expressivo e técnico dos educandos e para a construção de um cinema de identidade e pertencimento na Amazônia.Begê Muniz - preparador técnico de roteiro e direçãoAtor, diretor e roteirista com ampla trajetória no cinema, teatro e televisão, reconhecido por sua atuação em produções de destaque nacional e internacional. Formou-se em Direção de Fotografia pela Academia Internacional de Cinema (AIC) e cursou Letras na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), além de ter realizado formações complementares em roteiro, atuação e direção com mestres como Fátima Toledo, Wolf Maya e Emílio Fontana.Como ator, protagonizou o longa “A Floresta de Jonathas” (Sérgio Andrade, 2012), premiado no Festival de Cinema do Rio de Janeiro e exibido em festivais como Rotterdam (Holanda) e Mostra Internacional de São Paulo, além de conquistar o prêmio de Melhor Ator no Festival de Santa Maria da Feira (Portugal). Também integrou o elenco dos longas “Antes o Tempo Não Acabava” (Festival de Berlim, 2016), “Luz dos Trópicos” (Paula Gaitán, Berlim 2020), “Amazon Adventure” (Mike Lee, 2017), “Jamary”, e de séries como “3%” e “Spectros” (Netflix), “Além do Horizonte” e “Guerreiros do Sol” (Globo).Como diretor e roteirista, realizou curtas premiados como “Jamary” (Lei Aldir Blanc, vencedor de 8 prêmios, incluindo Melhor Direção no Festival Taquary), “Paranoia ou Mistificação” (ProAC/SP), “Tapuia” (SPCine) e “Nhandê” (Banco da Amazônia/BASA), todos exibidos em festivais no Brasil e no exterior. É também criador do projeto “Cosmos Amazônicos”, obra cênico-audiovisual contemplada pelo Edital Zé Renato (2020).No projeto Gari – Grupo de Ação e Resistência por Imagem, Begê Muniz ministrará oficina de direção e roteiro, contribuindo com sua experiência em narrativa cinematográfica e preparação de elenco, orientando os participantes nos processos de criação, linguagem e encenação para a câmera, fortalecendo a autoria indígena e ribeirinha no audiovisual amazônico.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.