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Produzir adaptação teatral da HQ "Os Afrofuturistas - O Ataque dos Kips", obra publicada pelo autor negro Marcelo Oliveira Lima e premiada pelo Itaú Cultural no edital Rumos 2019-2020. A adaptação será dirigida por Rodrigo França (Pequeno Príncipe Preto). Os Afrofuturistas é uma obra voltada para crianças entre 6 e 9 anos de idade e se utiliza de humor e da brincadeira para apresentar conceitos como afrofuturismo e ancestralidade, respeitando a inteligência dos pequenos. O espetáculo teatral terá itinerância por cinco cidades brasileiras, incluindo Salvador e Feira de Santana (Bahia) Bahia, Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Recife (PE).
Adaptação da HQ Os Afrofuturistas – O Ataque dos Kips, do autor negro Marcelo Lima, o espetáculo é dirigido por Rodrigo França (O Pequeno Príncipe Preto) e destinado a crianças entre 6 e 9 anos. A narrativa acompanha três irmãos negros: Cosme, Dandara e Tereza. Um dia, descobrem ser descendentes do herói angolano Sudika-Mbambi e recebem poderes inspirados em figuras históricas e mitológicas afro-brasileiras, como Maria Felipa, Zumbi dos Palmares e Ananse. Entre humor, aventura e ludicidade, a peça aborda conceitos de ancestralidade, diversidade e afrofuturismo, com recursos de animação, trilha sonora ao vivo e estética que mistura referências da cultura afro-brasileira e da ficção científica. Classificação indicativa: Livre.
Obejtivo Geral:Promover a circulação da adaptação teatral da HQ Os Afrofuturistas - O Ataque dos Kips em cidades do Nordeste, fortalecendo o protagonismo cultural negro, democratizando o acesso às artes cênicas e promovendo práticas inclusivas e educativas.Objetivo específico: - Realizar 26 apresentações teatrais do espetáculo Os Afrofuturistas, em cinco cidades brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Feira de Santana e Recife), alcançando público estimado de 2.600 pessoas.- Oferecer 2 sessões exclusivas e gratuitas para estudantes da rede pública de ensino, em Salvador e no Rio de Janeiro, garantindo acesso cultural a crianças e jovens de baixa renda.- Disponibilizar ao menos 15% dos ingressos em formato social, com valor reduzido mediante doação de 1 kg de alimento, destinado a ONGs voltadas à infância.- Realizar uma oficina de dramaturgia online gratuita, com carga horária de 16 horas, destinada a até 15 autores negros selecionados por edital, fomentando a representatividade no campo teatral.- Promover uma oficina de atuação presencial em Salvador, com duração de 4 dias e participação de até 20 atores e atrizes negros, fortalecendo a cena baiana e possibilitando a descoberta de novos talentos.- Assegurar acessibilidade em todas as apresentações, com interpretação em Libras e versão online do texto teatral em audiodescrição, ampliando o alcance para pessoas com deficiência auditiva e visual.- Realizar rodas de conversa pós-espetáculo em todas as cidades da circulação, estimulando o diálogo com o público sobre diversidade, ancestralidade e práticas antirracistas.- Produzir materiais culturais complementares, incluindo 3.000 exemplares de um libreto ilustrado e um audiolivro com a audiodescrição da peça, distribuídos gratuitamente em formato físico e digital.- Gerar capacitação técnica e sensibilização da equipe envolvida para lidar com diferenças raciais, inclusão de pessoas com deficiência e práticas de sustentabilidade (separação de lixo e campanhas ambientais).
O projeto Os Afrofuturistas no Teatro propõe a adaptação da HQ Os Afrofuturistas - O Ataque dos Kips, publicada em 2023, para os palcos, com circulação em cinco cidades brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Feira de Santana e Recife. Voltado principalmente ao público infantil, o espetáculo utiliza humor e ludicidade para apresentar conceitos como afrofuturismo, ancestralidade afro-brasileira, promovendo a valorização da diversidade cultural e contribuindo para a formação de novas gerações de espectadores.Sua pertinência cultural e social dialoga diretamente com os objetivos da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91). O projeto se enquadra no Artigo 18, que prevê incentivo fiscal integral para iniciativas de artes cênicas que assegurem democratização do acesso. Atende também ao disposto no Art. 1º e Art. 3º, ao garantir o pleno exercício dos direitos culturais e valorizar as expressões dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, em especial a população negra; e ao Art. 22, ao fomentar a produção e circulação de espetáculos. Além disso, cumpre o Art. 25, ao prever ações concretas de acessibilidade e democratização do acesso.Entre as medidas que garantem esse caráter democrático estão: sessões gratuitas para estudantes de escolas públicas em Salvador e no Rio de Janeiro; ingressos sociais a preços populares, mediante doação de alimentos destinados a ONGs da infância; e a disponibilização de ações de acessibilidade, como tradução em Libras em todas as apresentações e versão do espetáculo em audiodescrição, ampliando o acesso para pessoas surdas e pessoas com deficiência visual.O projeto também se destaca pelo seu compromisso com a formação de novos talentos e o fortalecimento da cena cultural local. Serão realizadas oficinas gratuitas de dramaturgia online, voltadas a autores negros, e oficinas presenciais de atuação em Salvador, direcionadas a jovens atores e atrizes negros, incentivando trajetórias de artistas historicamente sub-representados e abrindo caminhos para uma maior equidade no setor. Essas ações formativas dialogam com a missão da Lei Rouanet de estimular a produção cultural independente e inclusiva, ao mesmo tempo em que contribuem para a sustentabilidade do campo artístico.Outro aspecto relevante é a presença de rodas de conversa pós-espetáculo em todas as cidades da circulação, incentivando o diálogo com famílias e escolas sobre diversidade, ancestralidade e práticas antirracistas. Dessa forma, o projeto transcende a função de entretenimento e atua como ferramenta de conscientização, contribuindo para o fortalecimento da cidadania cultural.Em termos econômicos, Os Afrofuturistas no Teatro movimenta a economia criativa em quatro estados brasileiros, com a geração de empregos diretos e indiretos para artistas, técnicos e produtores culturais. O elenco será majoritariamente nordestino e selecionado por audições abertas, valorizando a representatividade regional e descobrindo novos talentos. Esse recorte também garante que os recursos do projeto circulem em diferentes territórios, estimulando o desenvolvimento local.O projeto incorpora ainda compromissos com a sustentabilidade e inovação: prevê a compensação da pegada de carbono, a inclusão de campanhas ambientais em sua programação e a adoção de práticas como reciclagem e redução do consumo de energia nos teatros parceiros. Além disso, a criação de materiais culturais complementares, como um libreto ilustrado (com 3.000 exemplares distribuídos gratuitamente) e a versão em audiodescrição em formato de audiolivro, amplia o alcance da obra e contribui para a difusão cultural.
O projeto foi um dos contemplados pela Seleção Petrobras Cultural Novos Eixos.
1. Espetáculo Teatral – Os Afrofuturistas no TeatroGênero: Teatro infantil / Artes CênicasDuração: 60 minutos por apresentaçãoQuantidade: 26 apresentações em 5 cidades (RJ, SP, Salvador, Feira de Santana, Recife)Espaço cênico: Teatros com capacidade média entre 250 e 400 lugares, com acessibilidade físicaRecursos técnicos: Cenografia inspirada em Salvador, com elementos afro-brasileiros e ficção científica; figurinos originais que mesclam cultura afro-brasileira e estética nerd/sci-fi; trilha sonora ao vivo por DJ; uso de projeções e animações 2DEquipe envolvida: Direção, dramaturgia, elenco de até 6 atores, técnicos de luz, som, cenografia e figurinoClassificação indicativa: LivreContrapartidas: 2 sessões gratuitas para escolas públicas (RJ e Salvador); ingressos sociais em todas as temporadas 2. Oficina de Dramaturgia (Online)Formato: Curso online, via plataforma de videoconferênciaCarga horária: 16 horas (divididas em 4 encontros de 4h cada)Participantes: até 15 autores negros selecionados por editalMateriais didáticos: apostila em PDF, referências bibliográficas e exercícios práticos de escrita dramatúrgicaProjeto pedagógico:Módulo 1 – Estrutura narrativa e construção de personagensMódulo 2 – A dramaturgia afro-brasileira e afrofuturistaMódulo 3 – Adaptação de HQ para teatroMódulo 4 – Escrita prática e feedback coletivoObjetivo: estimular a representatividade no campo da dramaturgia e oferecer formação técnica básica em escrita teatralClassificação indicativa: 18+ 3. Oficina de Atuação (Presencial – Salvador)Formato: Oficina prática de atuação e interpretaçãoCarga horária: 4 dias, 4 horas por dia (total: 16h)Participantes: até 20 atores e atrizes negrosEspaço: sala de ensaio ou teatro parceiro em Salvador, com acessibilidade físicaMateriais didáticos: exercícios corporais, leitura dramatizada, jogos teatrais e construção de cenasProjeto pedagógico:Módulo 1 – Corporeidade afro-brasileira e consciência corporalMódulo 2 – Construção de personagem e improvisaçãoMódulo 3 – Cena e coletividadeMódulo 4 – Mostra final e avaliação coletivaObjetivo: qualificar jovens atores negros e fortalecer a cena teatral baiana, servindo também como audição para elencoClassificação indicativa: 16+ 4. Roda de Conversa Pós-espetáculoFormato: Debate mediado após cada apresentaçãoDuração: 30 a 40 minutosParticipantes: público presente (estimativa: 50 a 100 pessoas por sessão)Condução: diretor, dramaturgo e elenco convidadosObjetivo pedagógico: estimular reflexão sobre diversidade, ancestralidade e práticas antirracistas em família e na escolaClassificação indicativa: Livre 5. Livreto Ilustrado do EspetáculoFormato: publicação impressa e digitalPaginação: 32 páginas (miolo colorido)Tiragem: 3.000 exemplares impressos + versão em PDF gratuita no site do projetoConteúdo: texto da dramaturgia adaptada, ilustrações dos personagens, contextualização do afrofuturismo, notas educativas e ficha técnicaMateriais: papel couchê 150g, impressão coloridaObjetivo pedagógico: oferecer material de apoio para professores, famílias e estudantes, promovendo a continuidade do aprendizado após o espetáculoClassificação indicativa: Livre 6. Audiodescrição em formato de AudiolivroFormato: arquivo sonoro digital (MP3/Streaming)Duração: aproximadamente 70 minutos (incluindo descrição de cenas, figurinos e expressões)Disponibilização: gratuita em plataformas digitais (Spotify, site do projeto)Materiais: roteiro de audiodescrição, gravação em estúdio, edição de somObjetivo pedagógico: garantir acesso a pessoas cegas ou com deficiência visual, permitindo compreensão integral da obraClassificação indicativa: Livre
Acessibilidade Física Todas as apresentações do espetáculo serão realizadas em teatros que já contam com condições de acessibilidade arquitetônica, incluindo rampas de acesso, banheiros adaptados, áreas reservadas para cadeirantes e sinalização de emergência acessível. Onde houver, serão utilizados guias táteis para orientação de pessoas com deficiência visual. A produção acompanhará de perto a adequação dos espaços e garantirá a reserva de assentos prioritários para pessoas com deficiência, idosos e gestantes, conforme legislação vigente.Acessibilidade de Conteúdo O projeto prevê medidas de acessibilidade comunicacional que possibilitam a compreensão plena do espetáculo por diferentes públicos:Interpretação em Libras em todas as apresentações, garantindo acesso ao público surdo;Audiodescrição integral do espetáculo, disponibilizada em formato de audiolivro online e gratuito, acessível em plataformas digitais;Legenda descritiva em materiais de divulgação digitais (posts e vídeos em redes sociais), assegurando maior alcance e compreensão;Visita sensorial: sempre que possível, será oferecida a experiência de visitação ao palco e cenários para grupos de pessoas cegas, possibilitando contato tátil com adereços e figurinos.
A distribuição e comercialização dos ingressos seguirá uma lógica inclusiva:Sessões gratuitas para estudantes de escolas públicas (uma em Salvador e outra no Rio de Janeiro);Ingressos sociais em todas as cidades, com preço reduzido mediante doação de 1 kg de alimento, destinado a ONGs da infância;Ingressos a preços populares (valor médio de R$ 40,00), em patamar acessível e adequado ao perfil do público-alvo. Além das apresentações, o projeto contempla:Ensaio aberto em Salvador, permitindo que estudantes e grupos comunitários acompanhem parte do processo criativo;Oficinas paralelas e gratuitas de dramaturgia (online) e de atuação (presencial em Salvador), voltadas a jovens autores e atores negros;Transmissão pela internet de trechos e bastidores do espetáculo, acompanhados de entrevistas e rodas de conversa, ampliando o alcance para públicos que não possam estar presencialmente nos teatros;Rodas de conversa pós-espetáculo em todas as cidades, promovendo reflexão coletiva sobre diversidade, ancestralidade e práticas antirracistas.
Marcelo Oliveira Lima – Dramaturgia / Coordenação do projeto Escritor, roteirista e produtor. Autor da HQ Os Afrofuturistas (Editora Veneta/Itaú Cultural, 2023). Vencedor do Prêmio João Ubaldo Ribeiro pela HQ O Bicho que Chegou à Feira e do Troféu Angelo Agostini pela obra Lucas da Vila de Sant’Anna da Feira. Roteirista das séries animadas Auts (PlayKids, TVE, TV Cultura), Mundo Ripilica (Discovery Kids/Amazon Prime) e Passinho (Disney+). Atua como gestor da Patala Filmes, produtora baiana voltada para dramaturgia e audiovisual.Rodrigo França – Direção Ator, dramaturgo e diretor teatral. Recebeu o Prêmio Shell de Teatro 2019 na categoria Inovação com o Coletivo Segunda Black. Atuou em mais de 40 espetáculos e dirigiu 8 peças, incluindo o sucesso O Pequeno Príncipe Preto. É referência na cena cultural brasileira pela abordagem de temas ligados à negritude e à diversidade.Patricia Ashanti – Dramaturgia / Direção Atriz formada pela Escola Livre de Teatro de Santo André. Diretora teatral, bordadeira e artista multidisciplinar. Fundadora do Ateliê Ashanti, pesquisa corporeidades afro-brasileiras e africanas. Integra coletivos como Arpillera de Histórias e Teatro Popular Solano Trindade. Desenvolve trabalhos que unem performance, figurino, contação de histórias e memória cultural.Gildon Oliveira – Consultoria de Dramaturgia Dramaturgo premiado, vencedor do Prêmio Braskem de Teatro. Reconhecido por seu trabalho em dramaturgias contemporâneas e afro-brasileiras, atua como consultor e colaborador em montagens que valorizam narrativas de diversidade e inclusão.WIP Productions – Co-produção Plataforma de aceleração do ecossistema criativo e de entretenimento. Reliza laboratórios criativos para Netflix (Segundo Ato, Colaboratório Criativo), Warner (Black Brazil Unspoken) e projetos de licenciamento cultural (Laerte, Chico Rei). Atua como parceira no desenvolvimento estratégico, criativo e de negócios do espetáculo.Gisele Santana – Assessoria de Imprensa Jornalista e assessora de comunicação, com ampla experiência em divulgação de projetos culturais e institucionais. Fundadora da GI Comunica, é responsável pela estratégia de imprensa do espetáculo em todas as cidades da circulação.
Projeto arquivado em razão da omissão do proponente na regularização da ocorrência: Perfil agência incompatível com tipo pessoa, o que impediu a abertura das contas e a continuidade processual. Eventual desarquivamento poderá ser solicitado em até 30 dias pelo email dfind.sefic@cultura.gov.br.