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O Projeto Arte em Cena e Comunidade propõe a montagem e apresentação única do espetáculo teatral "Alice no País do Não sei, só sei que é assim…", uma adaptação autoral inspirada na obra de Lewis Carroll, reinterpretada a partir da realidade da juventude capixaba.
A peça Alice no País do Não Sei, Só Sei que é Assim… é uma adaptação livre e autoral do clássico “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carroll, reimaginada para o contexto cultural brasileiro e, especialmente, capixaba. A jovem Alice, uma menina curiosa e cheia de perguntas, mergulha em uma jornada surreal onde encontra figuras emblemáticas como a Lagarta Azul, que filosofa sobre identidade usando uma panela de barro como referência , e até mesmo a Caipora, do folclore nacional. A montagem une humor, crítica social e lirismo para abordar temas como amadurecimento, identidade e pertencimento, utilizando expressões regionais e elementos da cultura popular para criar uma conexão afetiva e imediata com o público.Classificação Indicativa Etária: Livre.As oficinas são a base para a montagem do espetáculo. Voltadas para jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social, promovem uma iniciação completa nas artes cênicas. Ao longo de 160 horas, os participantes vivenciarão práticas de expressão corporal, improvisação, técnica vocal, construção de personagem e criação coletiva. Mais do que formar um elenco, as oficinas têm como objetivo despertar a consciência crítica, desenvolver habilidades criativas e de trabalho em equipe, e fortalecer a autoestima dos envolvidos.Ciclo de Palestras e Rodas de Conversa: Este ciclo de encontros, realizado ao longo dos 9 meses de oficinas, substitui as tradicionais rodas de conversa por um programa robusto de formação cidadã e profissional. Em parceria com a Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (Semcid), a Secretaria Municipal de Cultura (SEMC) e a Escola Técnica FAFI, serão promovidas palestras e diálogos mediados pela assistente social do projeto. Os encontros abordarão temas como políticas públicas de cultura, direitos humanos, o papel da arte na sociedade e, crucialmente, as vias de acesso e os processos seletivos para a formação profissional na FAFI, oferecendo aos participantes uma perspectiva real de continuidade e carreira no setor cultural.
Objetivo GeralPromover o acesso à produção cultural e ao teatro por meio da realização de apresentação pública do espetáculo "Alice no País do Não Sei, Só Sei que é Assim…", estimulando a valorização da cultura local, a reflexão crítica e a formação de plateia no Espírito Santo. O projeto busca desenvolver novas aptidões e oferecer um espaço de expressão e criação, com possibilidade de continuidade através da secretaria de cultura, pleiteando encaminhamento de participantes das oficinas gratuitas para a Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música (FAFI)Objetivos Específicos - Realizar 1 (uma ) apresentação teatral do espetáculo autoral em um renomado teatro da Grande Vitória. - Produzir a peça "Alice no País do Não Sei, Só Sei que é Assim…" adaptada por Maria José Delaqua, com elementos da cultura capixaba, incluindo dramaturgia, figurino, cenário e trilha sonora originais.- Oferecer 1 (um) ciclo de oficinas de teatro com 160 horas de duração, ao longo de 9 meses, como processo formativo para a montagem do espetáculo, destinado a jovens e adultos da comunidade. - Estimular o desenvolvimento artístico e profissional dos participantes por meio da vivência prática nas artes cênicas, promovendo vínculos e pleiteando oportunidades futuras junto com a Escola Técnica de Teatro, Dança e Música-FAFI. - Contribuir para o fortalecimento da identidade cultural local por meio de uma adaptação dramatúrgica que valoriza elementos da cultura capixaba. - Integrar uma equipe multidisciplinar com profissionais de artes cênicas e assistência social para garantir o acolhimento emocional, o desenvolvimento pessoal e a boa convivência coletiva durante todo o processo. - Fomentar a coesão comunitária e o engajamento cívico por meio da arte, envolvendo aproximadamente 39.157 habitantes do bairro Jardim Camburi (incluindo crianças, jovens e idosos) através de Divulgação interna - Sessões abertas de ensaios - Conversas pós-espetáculo - Ações de integração com exibição do documentário do projeto em espaços comuns via colaboração da ACJAC Associação Comunitária de Jardim Camburi. - Impulsionar a dinâmica cultural e econômica local, por meio da mobilização de espaços culturais, contratação de profissionais da cultura e circulação de público nos eventos. - Valorizar o teatro como patrimônio cultural e ferramenta de transformação, tornando-o acessível e significativo para a comunidade fortalecendo a identidade cultural capixaba e estimulando a formação profissional.
Este projeto é concebido para ser viabilizado por meio do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, pois sua estrutura, que une uma produção artística de qualidade a um robusto programa de formação sociocultural gratuito, não possui viabilidade comercial em um modelo de mercado tradicional. Os custos de uma produção teatral profissional, somados aos seis meses de oficinas gratuitas com acompanhamento especializado, não seriam cobertos pela bilheteria de uma única apresentação. O incentivo fiscal, portanto, é a ferramenta indispensável para que o projeto possa priorizar o impacto social e o acesso democrático em detrimento do retorno financeiro.A proposta atende diretamente às finalidades do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), conforme estabelecido no Art. 1º da Lei nº 8.313/1991:Inciso I - "contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais": O projeto materializa este inciso ao oferecer 100 horas de formação artística gratuita para jovens que, por sua condição socioeconômica, raramente têm acesso a tais oportunidades, além de garantir uma apresentação teatral aberta à comunidade.Inciso II - "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais": Ao ser realizado inteiramente em Vitória-ES, contratar profissionais locais e utilizar um texto que valoriza regionalismos brasileiros e capixabas, o projeto fortalece a cadeia produtiva da cultura local e estimula a formação de novos talentos na região.Inciso III - "apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores": A montagem e apresentação do espetáculo de uma dramaturga brasileira contemporânea cumpre o papel de valorizar e dar visibilidade à produção artística nacional.Adicionalmente, o projeto alcança os objetivos delineados no Art. 3º da Lei nº 8.313/1991:Inciso I, alínea 'c' - "instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura": As oficinas de teatro de 100 horas configuram-se exatamente como um curso de formação artística de base, oferecendo os fundamentos da prática cênica aos jovens participantes.Inciso I, alínea 'd' - "estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos [...] que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais [...] que visem à inclusão social de crianças e adolescentes": O projeto promove a interação direta entre artistas profissionais e os jovens aprendizes, em um contexto de inclusão social e desenvolvimento artístico.Inciso II, alínea 'e' - "realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres": A apresentação final do espetáculo é o produto cultural principal do projeto, que será entregue à sociedade como resultado do processo.
O projeto “Arte em Cena e Comunidade” nasce como uma resposta direta à carência de acesso a bens culturais e à necessidade de ações estruturantes em comunidades marcadas por vulnerabilidades sociais. A proposta será desenvolvida em territórios situados nos arredores do bairro Jardim Camburi, em Vitória-ES, que abrigam um universo de aproximadamente 5.000 (cinco mil) moradores.Dentro desta população, o projeto atuará com um foco duplo: as oficinas formativas serão oferecidas de forma prioritária aos jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social, enquanto as apresentações teatrais e ações abertas impactarão toda a comunidade, que será o público-alvo dos eventos, promovendo integração e o acesso democrático à cultura.Como principal desdobramento e diferencial, o projeto vai além da ação pontual ao articular uma rede de apoio com a Secretaria Municipal de Cultura (SEMC) e a Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (Semcid). Esta parceria possibilitará o encaminhamento concreto dos participantes para programas formativos futuros, como os oferecidos pela Escola Técnica Municipal FAFI, promovendo inclusão, pertencimento e a perspectiva real de continuidade profissional no campo das artes.Portanto, "Arte em Cena e Comunidade" não é apenas um projeto de montagem teatral, mas uma plataforma de desenvolvimento humano e comunitário, que utiliza a arte como ferramenta para gerar legado, oportunidade e transformação social.
Produto Principal: Espetáculo Teatral “Alice no País do Não Sei, Só Sei que é Assim…” Formato: Peça teatral com dramaturgia autoral, inspirada livremente no clássico de Lewis Carroll e adaptada para o contexto cultural capixaba. O elenco será formado por jovens e adultos das comunidades de Jardim Camburi e arredores, selecionados e preparados ao longo das oficinas formativas do projeto.Estrutura Dramatúrgica: A peça possui uma estrutura de 3 atos e 12 cenas, com transições que mesclam linguagens do teatro físico, musical e elementos da cultura popular brasileira. A dramaturgia prevê a participação de um coro e a interação de atores com a plateia para ampliar a experiência cênica.Duração: Aproximadamente 60 a 90 minutos, incluindo abertura e transições cênicas.Classificação Indicativa: Livre.Elenco e Equipe: O elenco será composto por atores não profissionais oriundos das oficinas do projeto, sob a direção artística de um profissional experiente. A equipe técnica contratada incluirá profissionais de iluminação, sonoplastia, coreografia, contrarregragem, produção e apoio de acessibilidade.Concepção Visual (Cenário e Figurino): A cenografia será modular e adaptável a diferentes palcos, utilizando materiais leves e de fácil montagem. Os figurinos serão coloridos, com influências do universo lúdico da obra original e da estética popular regional. Adereços serão criados artesanalmente com materiais acessíveis e sustentáveis.Recursos Técnicos Previstos: Iluminação cênica (refletores, LEDs, mesa de luz), sistema de sonoplastia com trilha sonora original, microfones sem fio, figurinos completos, maquiagem cênica, elementos cenográficos móveis e transporte para equipe e cenário.Acessibilidade: O espetáculo contará com tradução simultânea em Libras em todas as sessões e visita sensorial guiada (mediante agendamento). Os espaços de apresentação serão selecionados com base em sua estrutura de acessibilidade física.Número de Apresentações: Será realizada 1 (uma) apresentação pública na Grande Vitória, com um plano de distribuição de ingressos misto (gratuito e pago a preços populares e de mercado). Produto Secundário: Oficinas de Teatro Comunitário com rodas de conversa. Público-Alvo: 50 jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social, moradores das comunidades de Jardim Camburi e arredores.Carga Horária e Duração: Carga horária total de 160 horas, distribuídas ao longo de 9 meses.Projeto Pedagógico: O processo formativo é o resultado direto das oficinas e culmina na montagem do espetáculo. A metodologia é fundamentada na pedagogia do teatro comunitário, com foco em:Valorização das identidades e narrativas locais;Desenvolvimento de habilidades de expressão, comunicação e convivência;Formação do elenco com base em práticas colaborativas e na criação coletiva de cenas;Estímulo à criatividade e ao pensamento crítico. Formato: Série de encontros e rodas de conversa integrados ao cronograma das oficinas.Conteúdo: As palestras serão ministradas por representantes convidados da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (Semcid), da Secretaria Municipal de Cultura (SEMC) e da Escola Técnica FAFI.Objetivo Pedagógico: Conectar a prática artística com a formação cidadã, abordando temas como políticas culturais, direitos humanos e o papel da arte na sociedade. Além disso, o ciclo visa apresentar aos participantes as oportunidades e os caminhos para a profissionalização no setor cultural, incluindo orientação técnica sobre os processos de ingresso na Fafi, criando uma ponte para a continuidade de suas trajetórias.
Comprometido com a inclusão e o pleno acesso, em conformidade com a Lei nº 13.146/2015 e a IN MINC nº 23/2025, o projeto implementará medidas de acessibilidade física e de conteúdo.Acessibilidade Física: Para a realização das oficinas, ensaios e apresentações, serão selecionados espaços culturais que já possuam infraestrutura adequada às normas vigentes. O teatro escolhido para as apresentações deverá obrigatoriamente dispor de rampas de acesso, sanitários adaptados, sinalização tátil e espaços reservados na plateia para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.Acessibilidade de Conteúdo: Para garantir a fruição do conteúdo artístico por todos, as apresentações contarão com tradução simultânea em Libras. Será oferecida também visita sensorial guiada ao palco, figurinos e objetos cênicos antes do espetáculo, mediante agendamento, destinada a pessoas com deficiência visual e/ou intelectual. A equipe contará com um monitor capacitado para recepção e mediação com o público com deficiência.
Todos os produtos do projeto serão ofertados de forma a garantir o mais amplo acesso. Os produtos secundários, como as oficinas formativas (160h), rodas de conversa e ensaios abertos, serão 100% gratuitos, com prioridade para moradores de áreas de vulnerabilidade social. Para o produto principal (espetáculo teatral), a distribuição de ingressos seguirá o disposto no Art. 46 da IN 23/2025. 30% dos ingressos gratuitos, destinados a pessoas de baixa renda, idosos e pessoas com deficiência.20% dos ingressos a preço popular R$ 50,00.50% dos ingressos vendidos R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia.Em complemento ao plano de distribuição e em conformidade com o Art. 47 da IN MINC nº 23/2025, o projeto implementará as seguintes ações gratuitas para ampliar ainda mais seu alcance e impacto:Ensaios Abertos ao Público: Serão realizadas sessões de ensaio abertas à comunidade, permitindo o acompanhamento do processo de criação cênica.Mediação Cultural Pós-Espetáculo: Ao final de cada apresentação, a equipe artística e os participantes promoverão um bate-papo com a plateia. Esta atividade, 100% gratuita, visa aprofundar o diálogo sobre os temas da obra e o processo de montagem. Articulação para Continuidade Formativa: Os participantes das oficinas receberão todo apoio necessário para terem acesso às políticas culturais municipais, como o encaminhamento para a Escola Técnica FAFI.
Coordenadora Geral:Maria José Delaqua – CNPJ: 30.706.274/0001-61 Responsável Legal: Maria José Delaqua – CPF: 774.971.717-04Graduada em Comércio pela Estácio, licenciada em Letras (Português/Inglês) pelo IFES e pós-graduada em Língua Portuguesa e Língua Inglesa pela UNIVES. Atua como administradora e professora, com ampla experiência em desenvolvimento de projetos, gestão e produção cultural.No projeto Arte em Cena e Comunidade, será responsável por:Gestão técnico-financeira, abrangendo controle orçamentário, emissão e organização documental, e acompanhamento da prestação de contas junto ao Ministério da Cultura, em conformidade com a legislação vigente;Captação de recursos, buscando viabilizar financeiramente o projeto por meio de parcerias e articulações institucionais;Gestão operacional, especialmente nas fases de pré-produção e produção, coordenando a contratação de profissionais, fornecedores e prestadores de serviço, e assegurando a execução das etapas previstas no cronograma;Acompanhamento pedagógico e cultural, garantindo que os objetivos de inclusão, democratização do acesso e impacto social do projeto sejam plenamente alcançados. Diretor Teatral:Elieser Almeida Santos Ator (Cinema, Teatro, TV). DRT-180/88 Diretor Artístico-Ministrante de arte cênica e terapêutica. DRT-569/98.Como ator: Destacou-se no início da carreira ao interpretar o personagem “Corpo Santo” na peça Eu Sou Vida, Eu Não Sou Morte, baseada em texto do próprio autor. Atuou também na mimofarsa O Riso (Clown), em coautoria com o diretor César Huapaya, que também o dirigiu em Mitologia, onde interpretou um homem primitivo em mimodrama. Outros papéis relevantes incluem: Dom Jorge, na peça A Farsa de Juliana e Dom Jorge; personagens em obras de Bertolt Brecht; A Gang do Beijo (inspirada na obra de José Louzeiro, direção de Mecena Oliver); Que Pe Coi Po Sa Pa, infantil de Pernambuco de Oliveira; Don Juan, de Molière, no qual interpretou o personagem-título, entre outros.Como diretor: Dirigiu espetáculos como Que História é Essa (clown, também coautor), Cinema Mudo (inspirado em Charlie Chaplin) e coreografias para eventos culturais. Atuou na preparação cênica do corpo de baile do espetáculo Alice no País das Maravilhas, dirigido por Lenira Borges. Dirigiu shows musicais com as cantoras Madu Marino e Simone Itaboray, e participou do show de lançamento do CD O Cavaleiro de Teodorico Boa Morte como diretor e intérprete.No cinema: Atuou em filmes como Moças de Fino Trato (Paulo Thiago), Fica Comigo (Tizuka Yamazaki), e Lamarca, interpretando “Zequinha”, papel pelo qual recebeu o Troféu APCA – Prêmio Chico Botelho/SP (1995). Também participou de Guerra de Canudos, como Beatinho, braço direito do personagem histórico Antônio Conselheiro, interpretado por José Wilker.Responsável pela direção teatral do projeto.Advogada:Claudia Rodrigues Nascimento OAB/ES 9787Av. Armando Duarte Rabello 126, sala 910, jardim Camburi. Vitória ES
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.