Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Elaboração e execução do projeto de restauro integral do Theatro José de Alencar, em Fortaleza (CE), visando à conservação e modernização de suas estruturas metálicas, pinturas artísticas e sistemas prediais, garantindo acessibilidade, segurança e preservação do patrimônio tombado federal e execução de um programa de formação em restauro de patrimônio.
Não se aplica, mas utilizaremos o campo para informações sobre o histórico de uso e de ocupação do espaço.O Theatro José de Alencar, equipamento que integra a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult/CE) e gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), foi inaugurado em 1910, e vem desempenhando significativos papéis na vida cultural cearense. Desde sua inauguração, configurou-se como uma casa de espetáculos, recebendo peças teatrais de grandes companhias, encenando peças de autores nacionais e estrangeiros. O primeiro espetáculo de grande público, O Dote, de Arthur de Azevedo, estreou em 23 de setembro de 1910, encenado pela companhia carioca Lucília Perez. Nos anos seguintes, passou a receber periodicamente companhias de teatro e artistas-solo, até ser necessária a primeira intervenção física (1918): a substituição dos combustores de gás carbureto usados na iluminação pela iluminação elétrica, a fim de tornar habitável a área da plateia, que sofria com o calor. Em 1933, recebeu o espetáculo teatral O Mártir do Gólgota, com texto de Eduardo Garrido e direção de José Limaverde, que seria reencenado diversas vezes no espaço até meados da década de 1970. Durante mais de 20 anos, inclusive, o TJA foi administrado pelo grupo Comédia Cearense, dirigido pelos atores Haroldo e Hiramisa Serra. Antes erguido com o propósito de atender aos anseios civilizatórios da elite fortalezense, o Theatro José de Alencar passou gradualmente a ser acessado por diferentes camadas da população. Ao longo das décadas, foi abrigo da Câmara Municipal, que não possuía sede própria; ateliê de pintura para os artistas Raimundo Cela e Ramos Cotoco; recebeu shows de calouros, quermesses e grandes bailes carnavalescos. No final da década de 1960, jornais e estudos apontam o quase abandono do Theatro, devido à sua estrutura precária, ao abandono do seu entorno na área central da cidade e seu preterimento pela população em relação a outros lazeres, como a televisão e outras casas de espetáculos. Após décadas de movimentação política da classe artística e da Secretaria da Cultura do Estado, de 1989 a 1991 o Theatro foi completamente reformado e ampliado com a adição do prédio anexo, o Centro de Artes Cênicas Padaria Espiritual - Anexo CENA. O Theatro transformou-se, então, num grande complexo cultural, abrangendo diversos espaços artísticos como o palco do jardim de Burle Marx, o Teatro Morro do Ouro, o pátio nobre, as salas do foyer, entre outros. Na década de 1990, após a reinauguração e atualizado com equipamentos de última geração, recebeu espetáculos locais, nacionais e internacionais, assim como apresentações musicais como o Quinteto de Sopros da Filarmônica de Berlim, o pianista inglês John Robilitte e a Orquestra de Câmara de Moscou. Também consolidaram-se as atividades formativas do Theatro, a exemplo da Oficina Princípios Básicos de Teatro, que se transformou no Curso Princípios Básicos de Teatro (CPBT), realizado até hoje e que já recebeu mais de 9 mil alunos.Em 2016, o Instituto Dragão do Mar (IDM) assumiu a gestão do Theatro José de Alencar, a fim de dar agilidade aos processos administrativos necessários ao bom funcionamento do espaço. Com mais de 12 mil metros quadrados, o TJA é um lugar de encontro, referência artística e turística no Ceará. O espaço oferece uma programação democrática, ativa e diversificada de atividades culturais e formativas no centro de Fortaleza, preservando sua estrutura patrimonial, cumprindo sua função de articulador do Sistema Estadual de Teatros e sendo reconhecido local e nacionalmente como um dos mais importantes espaços cênicos do país.Apesar do público expressivo (mais de 80 mil pessoas em 2022), como em vários outros momentos de sua história, o Theatro José de Alencar chega a um ponto crítico para sua estrutura, sendo necessária uma intervenção urgente e profunda no edifício para seu efetivo funcionamento e sua preservação integral.
OBJETIVO GERALIntervenção de Conservação e Restauro do Theatro José de Alencar, patrimônio tombado pelo IPHAN em 1964 e um dos únicos exemplares de teatro-monumento existentes no Brasil. Com isso, espera-se contribuir para a preservação do patrimônio material brasileiro, a formação cultural e o fortalecimento da identidade e da história do povo cearense.Objetivos Específicos:Produto "Bem Imóvel _ Obra (Restauro / Construção / Reforma / Preservação)"Executar a restauração e modernização integral do Theatro José de Alencar, contemplando o edifício principal, o foyer e os espaços anexos, com intervenções voltadas à recuperação da estrutura metálica original e de seus elementos ornamentais, à recomposição das alvenarias e fachadas, à revisão e impermeabilização das coberturas e ao restauro das superfícies decoradas e revestimentos.O projeto abrange também a modernização dos sistemas prediais — elétrico, hidráulico, de climatização, drenagem e combate a incêndio —, a adequação das condições de acessibilidade física e comunicacional, a atualização das instalações cênicas e de iluminação, e a requalificação do jardim de Burle Marx, mantendo o traçado e o conceito paisagístico originais.As intervenções seguirão metodologia compatível com as normas de conservação de bens tombados e diretrizes técnicas do IPHAN, respeitando a autenticidade, a reversibilidade e a integridade do conjunto arquitetônico.Produto "Bem Móvel _ Restauração / Preservação / Aquisição"Realizar o restauro e conservação dos bens integrados ao Theatro José de Alencar, compreendendo elementos artísticos e construtivos originais como pinturas decorativas, vitrais, forros de madeira, esquadrias, guarda-corpos, balaústres, escadas e mobiliário fixo.As ações incluem higienização, consolidação estrutural, reintegração de partes faltantes, decapagem de repinturas, polimento de metais e vidros, substituição de ferragens deterioradas e recomposição cromática conforme prospecções pictóricas.Integram este produto a elaboração dos projetos executivos complementares de restauro — com levantamentos detalhados, diagnósticos, mapeamento de danos e definição das metodologias e materiais — e a execução das intervenções de conservação conforme padrões técnicos e cromáticos aprovados pelo IPHAN.Essas ações garantirão a preservação da unidade estética e material entre os elementos integrados e a arquitetura do edifício, assegurando a manutenção de sua autenticidade histórica e artística.Produto "Contrapartidas Sociais"Execução de 01 edição de curso de conservação e restauração de bens patrimoniais, a ser executada ao longo da obra de restauração e modernização (plano pedagógico em anexo).
O Theatro José de Alencar, localizado na face sul da Praça José de Alencar, no Centro de Fortaleza (CE), foi construído entre 1908 e 1910. O edifício, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1964, reflete uma combinação arquitetônica que mistura elementos do ecletismo e do art nouveau. Sua estrutura de ferro foi encomendada à empresa escocesa Walter MacFarlane & Co. e representa uma obra coletiva de arquitetos e engenheiros da época. A construção seguiu o modelo italiano de divisão funcional, com um bloco frontal de alvenaria para atividades sociais e um bloco posterior em ferro, dedicado às apresentações.Originalmente concebido como um teatro-jardim, o projeto sofreu alterações que impediram sua realização plena até 1973, quando um jardim projetado por Roberto Burle Marx foi incorporado ao conjunto arquitetônico. O Theatro passou por diversas reformas ao longo dos anos (1918, 1937, 1956-1957, 1967, 1973, 1989-1991 e 2005), sendo a mais significativa a de 1989-1991. Essa intervenção modernizou completamente a estrutura do teatro, equipando-o com tecnologia avançada em iluminação cênica e tornando-o apto a receber espetáculos contemporâneos. A reforma também reconfigurou espaços internos, como a remoção dos camarins das coxias para permitir maior mobilidade de artistas e cenários.A partir da década de 1990, o Theatro passou a desempenhar não apenas a função de palco para espetáculos, mas também de centro de formação cultural, com salas para ensaios, capacitação e atividades administrativas. Contudo, passados mais de 30 anos desde a última grande reforma, sua estrutura apresenta vários sinais de deterioração.O estado atual de conservação do Theatro José de Alencar é preocupante. A estrutura metálica está comprometida por corrosão, havendo peças danificadas e em risco de desprendimento. Infiltrações são frequentes, causando eflorescências e promovendo danos por agentes biológicos, como fungos e cupins, que afetam não apenas a parte estrutural, mas também elementos decorativos e de madeira. A pintura artística presente no foyer, na plateia e no palco apresenta sinais de desgaste e descamação, necessitando de um processo urgente de restauração.O sistema elétrico do teatro também é uma preocupação crítica. A maior parte da fiação elétrica está obsoleta, ultrapassando a vida útil recomendada de 20 anos, o que representa riscos de curtos-circuitos e incêndios. Além disso, o sistema de combate a incêndios é defasado e, em algumas áreas, inexistente, colocando em perigo frequentadores, colaboradores e a própria estrutura do prédio. A falta de acessibilidade física adequada também é um problema, restringindo o acesso de pessoas com mobilidade reduzida.A casa de máquinas localizada no subsolo também se encontra em estado crítico. Equipamentos como chillers, cisternas, tanques de termoacumulação e subestação elétrica estão ultrapassados e apresentam sérios problemas de funcionamento, exigindo substituição imediata.Diante desse cenário, é urgente uma nova intervenção para garantir a preservação e modernização do Theatro José de Alencar. Sem uma restauração completa e um reforço estrutural adequado, o prédio pode sofrer danos irreversíveis, comprometendo sua funcionalidade e colocando em risco um dos mais importantes patrimônios culturais do Brasil.Destaca-se que o projeto atende ao disposto nos itens 8.5.8 a 8.5.13 do Anexo II da IN MinC nº 23/2025, contemplando levantamento histórico e planialtimétrico, diagnóstico do estado de conservação, mapeamento de danos e memorial descritivo das intervenções. Inclui ainda os projetos executivos de arquitetura, urbanismo, paisagismo e engenharia, elaborados por profissionais com RRT e ART registradas.O Instituto Dragão do Mar não dispõe de recursos próprios para tamanha intervenção e somente o uso do incentivo no âmbito do projeto possibilitará a execução das obras e o atendimento do cronograma geral, visando a entrega desse patrimônio totalmente reformado e modernizado até 2028.O projeto pleiteado se enquadra nos seguintes incisos do art. 1º da Lei 8.313/1991, a saber:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;Considerando a extensa programação do Theatro José de Alencar, o projeto visa à ampliação das medidas de acessibilidade, por meio da implementação e modernização de estruturas e aquisição de equipamentos, garantindo a acessibilidade em suas formas arquitetônica, de conteúdo e comunicacional;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;Considerando que o Theatro José de Alencar é patrimônio tombado pelo IPHAN e que se trata de espaço com amplo usufruto pela sociedade, o projeto tem como objeto a execução da obra de restauro, contribuindo para sua preservação e conservação;O projeto atende aos seguintes objetivos do art. 3º da referida lei:III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:b) conservação e restauração de prédios, monumentos, logradouros, sítios e demais espaços, inclusive naturais, tombados pelos Poderes Públicos;O projeto trata da restauração e modernização do Theatro José de Alencar, patrimônio edificado tombado pelo IPHAN;c) restauração de obras de artes e bens móveis e imóveis de reconhecido valor cultural;Pois o projeto contempla, além da obra de restauração arquitetônica e correlatos, o restauro de elementos artísticos integrados, como pinturas e elementos decorativos que fazem parte da edificação como um todo.
Notas sobre projetos arquitetônicos e orçamentos: No campo Anexar Documentos, no campo listado como “Jogo completo e detalhado das propostas arquitetônicas e complementares de intervenção”, consta um documento com links para armazenamento em nuvem de todo esse conjunto de plantas, uma vez que a quantidade e tamanho dos arquivos era incompatível com a capacidade do SALIC. No anexo inserido no campo “Cronograma de execução atualizado” consta um documento com links para armazenamento em nuvem dos orçamentos detalhados dos produtos “Bem Imóvel – Obra (Restauro / Construção / Reforma / Preservação)” e Produto “Bem Móvel – Restauração / Preservação / Aquisição” e seus respectivos cronogramas, em formato .xls, como determinado nos itens 8.5.12 e 8.5.14 do Anexo II da IN MinC 23/2025.Carta ao proponente:1. Carta-Consulta (documento encaminhado para o programa Novo PAC), atendendo aos itens 8.5.1, 8.5.2 e 8.5.9 do Anexo II;2. Extratos de IPTU 2023 e 2025 com análise tipológica, atendendo ao item 8.5.9 do Anexo II.3. Lista de RRT/ART dos profissionais envolvidos, atendendo ao item 8.5.15 do Anexo II;Autorização do proprietário do imóvel / comprovação da posse, por interesse público/social por 20 anos.1. Declaração de tombamento do imóvel, emitida pelo IPHAN, atendendo aos itens 8.5.3, 8.5.4 e 8.5.6 do Anexo II.Proposta de intervenção aprovada pelo órgão responsável pelo tombamento.1. Parecer técnico Nº 43/2021, emitido pelo IPHAN/CE, atendendo ao item 8.5.13 do Anexo II.Autorização para realização da obra, pela autoridade competente.1. Parecer técnico Nº 43/2021, emitido pelo IPHAN/CE, atendendo ao item 8.5.13 do Anexo II.Cópia autenticada do ato de tombamento, em caso de intervenção em imóveis tombados pelos poderes públicos.1. Declaração de tombamento do imóvel, emitida pelo IPHAN, atendendo ao item 8.5.6 do Anexo II.Cópia autenticada da escritura do imóvel, quando o proponente envolver intervenção em bens imóveis.1. Declaração de tombamento do imóvel, emitida pelo IPHAN, atendendo ao item 8.5.3 do Anexo II.Planta de situação do imóvel.1. Planta de implantação, com levantamento planialtimétrico, atendendo ao item 8.5.9 do Anexo II.Cronograma de execução atualizado.1. Listagem de orçamentos e cronogramas, com links para acesso a arquivos .xls, atendendo aos itens 8.5.12 e 8.5.14 do Anexo II:Orçamentos detalhado e cronograma físico-financeiro do produto “Bem Imóvel – Obra (Restauro / Construção / Reforma / Preservação)” Orçamentos detalhado e cronograma físico-financeiro do produto “Bem Móvel – Restauração / Preservação / Aquisição” (atendendo ao item 8.5.18 do Anexo II)Informações adicionais.1. Ficha técnica: indicação de arquiteto e urbanista como coordenador do projeto executivo e indicação dos responsáveis técnicos por cada um dos projetos, atendendo aos itens 8.5.15 e 8.5.16 (parcial) do Anexo II;2. Plano de Sustentabilidade Social e Ambiental: Plano de Sustentabilidade Ambiental e Social (contratação de mão de obra local, equidade de gênero/raça, parcerias locais), atendendo ao item 8.5.17 do Anexo II;3. Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos: Plano de Gestão de Resíduos conforme legislação vigente, atendendo ao item 8.5.17 do Anexo II.Jogo completo e detalhado das propostas arquitetônicas e complementares da intervenção.1. Listagem de projetos, com respectivos links para acesso aos arquivos, atendendo ao item 8.5.12. do Anexo II: Projeto de Arquitetura e RestauroProjeto de AcessibilidadeProjeto de Estruturas MetálicasProjeto de Estrutura em ConcretoProjeto de Estrutura em MadeiraProjeto de Instalações HidrossanitáriasProjeto de Climatização e VentilaçãoProjeto de Drenagem de Águas PluviaisProjeto de ImpermeabilizaçãoProjeto de Cabeamentos Estruturados e Sistema de ComunicaçãoSistema de Proteção contra Descargas AtmosféricasSistema de Detecção e Alarme de IncêndioProjeto de Instalações Elétricas e LuminotécnicoProjeto de Interiores e DesignProjeto de PaisagismoMapa de Danos e Diagnóstico de Patologias, atendendo ao item 8.5.10 do Anexo IIRestauro de Elementos Artísticos e Integrados, atendendo ao item 8.5.18 do Anexo IIMemoriais, atendendo ao item 8.5.9 do Anexo II.Levantamento Planialtimétrico / Modelagem BIM, atendendo ao item 8.5.9 do Anexo II.Análise dos Projetos: Aprovação dos projetos pelo órgão tombador e demais órgãos competentes, atendendo ao item 8.5.13 do Anexo II.Levantamento arquitetônico completo, especificando possíveis danos existentes ao bem tombado.1. Apresentação do projeto executivo de restauro, atendendo aos itens 8.5.9 e 8.5.10 do Anexo II.Materiais diversos que comprovem a atuação do candidato.1. Plano pedagógico do curso de restauração e conservação de bens patrimoniais (Produto Contrapartidas Sociais), atendendo ao item 8.5.21 do Anexo II.Memorial descritivo detalhado, assinado pelo autor da proposta.1. Memorial de projeto arquitetônico, atendendo ao item 8.5.11 do Anexo II.Registro documental fotográfico ou videográfico da situação atual dos bens a receberem a intervenção.1. Relatório fotográfico: Relatório fotográfico, descritivo e breve histórico do bem a ser conservado e/ou restaurado, atendendo ao item 8.5.9 do Anexo II.2. Apresentação do projeto executivo de restauro, atendendo ao item 8.5.9 do Anexo II.
Os custos de obras e serviços que compõem a planilha orçamentária estão referenciados na tabela SINAPI-CE-Agosto/2025, SEINFRA-CE Outubro, Tabela 028.1/2025.
A restauração e modernização do Theatro José de Alencar apresentará a adequação integral das instalações às novas normativas de uso, permitindo a utilização de maneira autônoma, independente e segura aos ambientes, edificações, mobiliários, equipamentos urbanos e elementos para todas as pessoas. O projeto de acessibilidade atende aos critérios e parâmetros técnicos relativos às adaptações necessárias às edificações previstas na legislação e normas vigentes destinadas à acessibilidade às edificações, mobiliários e espaços. Além de facilitadores para a locomoção no espaço físico, após a reabertura, o Theatro contará também com recursos para acessibilidade de conteúdo.Com estas medidas o projeto pretende atender às especificações estabelecidas no Artigo 42 da Instrução Normativa MinC nº 23/2025 e legislações citadas.
A restauração e modernização do Theatro José de Alencar prevê a reestruturação de seus espaços, a partir de reforma ampla, aquisição e instalação de equipamentos, maquinários e tecnologias assistivas. Dessa forma, pretende-se ampliar a capacidade de receber novas programações e, consequentemente, do público frequentador do espaço.O Theatro José de Alencar já promove uma série de ações gratuitas e a preços populares, como espetáculos cênicos, atividades formativas e visitas guiadas, inclusive para escolas públicas. Em complemento as medidas de democratização de acesso, de acordo com o Art.47 da IN 23 de 2025, a execução da obra de restauração e modernização irá ampliar a democratização do acesso ao Theatro, atendendo ao inciso V:V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas.Dentro do projeto, está prevista a realização do Curso de Conservação e Restauração de Bens Patrimoniais pela Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho, gerida pelo IDM e especialista na oferta de cursos e formações na área de patrimônio. O plano do curso proposto encontra-se anexo a esta proposta.A realização do curso cumpre o disposto no item 8.5.21 do Anexo II da IN MinC nº 23/2025, que faz referência à inclusão de produto secundário alinhado à Educação Patrimonial.
Instituto Dragão do Mar | Proponente e gestor do projetoO Instituto Dragão do Mar (IDM) é uma Organização Social (OS) com 27 anos de atuação no campo cultural do Ceará. Uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que trabalha em parceria com o poder público para ofertar para a sociedade uma vasta programação que materializa as diretrizes e políticas públicas em atividades e serviços para a população. O IDM é especialista na gestão de experiências de formação e fruição cultural em artes, patrimônio e memória, gastronomia social, esporte e meio ambiente. Atualmente, o Instituto é responsável pela administração de 16 espaços e equipamentos públicos, em parceria com o Governo do Ceará, além de elaborar, executar e fazer a gestão de diversos projetos que promovem o desenvolvimento sociocultural. Nesse projeto, o IDM é responsável pela gestão do projeto.Rachel Gadelha | Diretora-Presidenta e Responsável jurídica(sem remuneração pelo projeto)Rachel Gadelha é Mestre em Políticas Públicas e Sociedade pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Graduada em Antropologia na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP-SP). Pós-graduada em Organização de Eventos pela Universidade Estadual do Ceará (2000). Master em Gestión Cultural pela Universidade de Barcelona (2005) e Políticas Públicas e Gestão Cultural pelo Itaú Cultural e Universidade de Girona (2017). Foi diretora da Via de Comunicação (1997 a 2015), empresa idealizadora e realizadora do Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga, onde atuou nas áreas de produção e organização dos mais importantes projetos culturais cearenses. Autora do livro “Produção Cultural: conformações, configurações e paradoxos”, publicado em 2015, pelo Armazém da Cultura e Secretaria da Cultura do Ceará. Leciona cursos e disciplinas na área de produção e gestão cultural em universidades e instituições de ensino, dentre elas a Unifor e o Itaú Cultural. Foi coordenadora pedagógica do curso técnico Laboratório de Produção Cultural. Foi gestora do Cineteatro São Luiz (2015 a 2021) e Diretora de Articulação Institucional no Instituto Dragão do Mar (2016 a 2021). Atualmente responde pela Presidência do Instituto Dragão do Mar.Adriana Victorino | Diretora Administrativo-Financeira(sem remuneração pelo projeto)Bacharel em Ciência Contábeis, MBA Executivo em Finanças pela COOPEAD. Há mais de 16 anos atua em cargos de gestão administrativa-financeira, dos quais 12 foram à frente de organizações sociais, como IDM, Instituto Cuca e Cineteatro São Luiz. Atualmente, ocupa o cargo de Diretora Administrativo-Financeira do IDM.Natália Escóssia | Gestora do Theatro José de Alencar(sem remuneração pelo projeto)Formada em Comunicação Social - Publicidade pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR), trabalhou de 2003 a 2013 em agências de publicidade de Fortaleza como Executiva de Contas, Produtora de Eventos Corporativos e Produtora Gráfica. De 2014 a 2020 trabalhou na Escola Porto Iracema das Artes coordenando o setor de Estágios e Parcerias. De 2021 a 2023, foi coordenadora de Economia Criativa do Theatro José de Alencar. Está como gestora do TJA desde 2023.Walter Façanha | Gerente de Infraestrutura(sem remuneração pelo projeto)Engenheiro eletricista formado pela UFC, com pós-graduação em Iluminação e mestrado em Artes pelo IFCE. Desde 1998 atua no Instituto Dragão do Mar, com ampla experiência em iluminação cênica, concepção técnica e montagem de espaços culturais, como a Estação das Artes e o MIS. Dirigiu tecnicamente a Bienal Internacional de Dança do Ceará e o Festival Cine Ceará. Premiado com o SATED Ceará e o Troféu Carlos Câmara, é referência em iluminação e construção técnica de equipamentos culturais. Atualmente, é gerente de Infraestrutura do IDM.Letícia Almeida | Especialista em Infraestrutura(sem remuneração pelo projeto)Arquiteta formada pela Universidade de Fortaleza (2018), com experiência em projetos, obras e manutenção de equipamentos culturais. Atua desde 2023 como especialista de infraestrutura, gerenciando 17 espaços culturais e conduzindo ações de conservação, eficiência energética e adequação técnica. Entre 2018 e 2023, atuou como arquiteta autônoma, desenvolvendo projetos residenciais e comerciais. Domina ferramentas como AutoCAD e SketchUp e possui forte atuação em planejamento, gestão documental e acompanhamento técnico de obras. Atualmente, é especialista em Infraestrutura no IDM.Francisco Alexandre Veras de Freitas | Arquiteto coordenador do projeto executivo(sem remuneração pelo projeto)Mestre em Arquitetura e Urbanismo e Design pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade Federal do Ceará (UFC). Possui experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase no patrimônio cultural edificado. Foi Chefe do Escritório Técnico da Superintendência Estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Sobral/CE, e membro do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural do Estado do Ceará (COEPA), como suplente do Coordenador da Coordenadoria de Patrimônio Histórico Cultural da Secretaria da Cultura do Estado. Desde 2018, é arquiteto da Coordenação de Patrimônio, Cultura e Memória (COPAM), da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (SECULT).Ficha Técnica do ProjetoOs responsáveis pela elaboração dos projetos executivos estão em arquivo anexo a esta proposta. O arquiteto coordenador da execução da obra é Francisco Alexandre Veras de Freitas, CAU A35437-6.Indicação dos profissionais contratados para execução das obrasUma pesquisa de mercado das empresas e profissionais especializados em obras de restauração e modernização está sendo realizada pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, órgão proprietário do bem tombado, em conjunto com o proponente do projeto, o Instituto Dragão do Mar, para definição das contratações dos envolvidos na execução da obra.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.