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O projeto Bienal das Amazônias Sobre as Águas _ Plano Plurianual 2026-2029 é uma iniciativa que visa democratizar o acesso à cultura na Amazônia, levando um centro cultural flutuante e sua programação sociocultural a cidades ribeirinhas dos Estados Amazônicos, para tanto pretende: 1. Manutenção da Sede _ barco-obra e remuneração a equipe que dá apoio contínuo às atividades culturais e educativas da Bienal das Amazônias em sua sede flutuante; 2. Programação Cultural: Realização de apresentações teatrais, musicais, de dança e cinema; 3. Programa Educativo: Mediação cultural, oficinas socioeducativas e aulas de arte e cultura, promovendo cidadania; 4. Encontro de Gestores do Sul Global: Realização de duas edições em 2026 e 2028; 5. Elaboração de um catálogo por EStado Amazônico trabalhados (neste plano serão cinco).
O projeto Bienal das Amazônias: Sobre as Águas – Plano Plurianual 2026–2029 consiste na itinerância de um centro cultural flutuante – o barco-obra projetado por Freddy Mamani – que levará programação artística e educativa gratuita a cidades e comunidades ribeirinhas da Amazônia.A programação, aberta e livre para todos os públicos, será composta por:Mediação Cultural – encontros interativos conduzidos por mediadores especializados, voltados a todas as faixas etárias, com recursos de acessibilidade física e de conteúdo.Barco-Escola – espaço para realização de aulas ministradas por escolas locais, promovendo intercâmbio de saberes e experiências.Contações de História – narrativas inspiradas nas tradições e lendas amazônicas, acompanhadas de recursos cênicos e sonoros.Espetáculos Teatrais e de Dança – apresentações de até 90 minutos com artistas convidados, contemplando diferentes estilos e linguagens cênicas.Apresentações Musicais – grupos e artistas locais apresentando repertórios que dialogam com a cultura amazônica.Oficinas Socioculturais – atividades formativas com conteúdos diversos, integrando arte, cultura, cidadania e sustentabilidade.Exibições Audiovisuais – projeção de curtas, médias e longas-metragens em sessões internas e externas, com acessibilidade.Encontros de Gestores do Sul Global – eventos de articulação internacional, com mesas-redondas, palestras e grupos de trabalho reunindo até 50 instituições convidadas.Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos.
Objetivo Geral:Fortalecer a conexão entre as diversas regiões do território amazônico, em âmbito nacional e internacional, por meio de um centro cultural flutuante que percorre rios da Amazônia levando ampla programação cultural e socioeducativa. O projeto visa democratizar o acesso aos bens culturais no norte do Brasil, alcançando cidades e comunidades ribeirinhas que, em sua maioria, não dispõem de aparelhos culturais permanentes, contribuindo para o desenvolvimento cultural e social da região. A Bienal das Amazônias Sobre as Águas atua como plataforma para promoção da cultura amazônica, realizando apresentações teatrais, musicais, de dança e cinema; oficinas e mediação cultural voltadas à cidadania; criação de jogos educativos que integram arte e direito à terra; e a realização do Encontro de Gestores do Sul Global, ampliando a visibilidade das expressões artísticas locais, fortalecendo redes de cooperação e promovendo a sustentabilidade e o reconhecimento global da Amazônia.Objetivos Específicos1. Manutenção da Sede Flutuante _ Barco-ObraAssegurar o apoio contínuo às atividades socioculturais da Bienal das Amazônias em sua sede flutuante, garantindo a infraestrutura técnica, estrutural e gerencial necessária para o funcionamento regular do projeto. Isso inclui manutenção, operação e logística do barco-obra, permitindo a realização de atividades culturais e educativas ao longo do quadriênio 2026_2029. O objetivo é atender, nesse período, pelo menos 60 cidades e comunidades ribeirinhas localizadas às margens dos rios amazônicos.2. Programação CulturalRealizar uma programação diversificada que inclua apresentações teatrais, musicais, de dança e sessões de cinema, valorizando a produção artística amazônica e promovendo intercâmbios culturais entre comunidades, artistas e visitantes. As ações serão adaptadas a cada território, com participação de artistas locais e convidados, garantindo a pluralidade de linguagens e o fortalecimento da identidade cultural amazônica.3. Programa EducativoDesenvolver ações de mediação cultural, oficinas socioeducativas e aulas de arte e cultura que incentivem o exercício da cidadania, o pensamento crítico e a valorização dos saberes tradicionais. O programa também promoverá formações para educadores e agentes culturais locais, ampliando o alcance e a permanência dos impactos formativos.Criar e implementar jogos pedagógicos que integrem arte, cultura e direito à terra, visando ampliar o acesso a conteúdos culturais e estimular o aprendizado lúdico. Esses jogos serão desenvolvidos com base nas realidades e narrativas amazônicas, fortalecendo vínculos comunitários e a compreensão sobre direitos territoriais. Que estes materiais possam ser deixados junto a escolas e associações nas cidades envolvidas.4. Encontro de Gestores do Sul GlobalRealizar duas edições do Encontro de Gestores do Sul Global (2026 e 2028), reunindo lideranças culturais, curadores, gestores e pesquisadores para promover a troca de experiências e a articulação de redes internacionais de cooperação cultural, com foco em perspectivas do Sul Global e na valorização da produção artística amazônica.5. Elaboração de um catálogo por Estado Amazônico trabalhados (neste plano serão cinco).Um catálogo para cada EStado trabalhado, documentando todas as acões desenvolvidas. Cada edição terá uma tiragem de 800 unidades.
O projeto Bienal das Amazônias: Sobre as Águas _ Plano Plurianual 2026_2029 requer a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais previsto na Lei nº 8.313/91 por se tratar de uma iniciativa de interesse público e de grande relevância cultural, com potencial de alcance em territórios historicamente carentes de equipamentos e políticas culturais permanentes.O barco-obra, centro cultural flutuante da Bienal, percorre rios amazônicos levando programação cultural diversificada (teatro, música, dança, cinema) e ações educativas estruturadas (mediação, oficinas socioeducativas, aulas de arte e cultura, jogos educativos sobre arte e direito à terra), alcançando diretamente milhares de cidadãos ribeirinhos. Trata-se de uma logística complexa e de alto custo, impossível de ser viabilizada apenas com recursos próprios ou bilheteria, dada a gratuidade do acesso.O projeto se enquadra nos incisos II e III do Art. 1º da Lei 8.313/91, por estimular e difundir a produção cultural e artística nacional e por proteger e divulgar o patrimônio cultural e artístico brasileiro _ neste caso, os saberes, expressões e práticas culturais amazônicas.Também atende de forma expressiva aos objetivos do Art. 3º da referida lei, notadamente:I _ contribuir para facilitar, a todos, os meios para livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, mediante programação gratuita em áreas remotas;II _ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;IV _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal formadores e informadores de conhecimento, arte e memória;V _ priorizar o produto cultural originário do País;VII _ apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores.A dimensão geográfica e logística da Amazônia, marcada por distâncias continentais, limita o acesso da população ribeirinha a bens culturais. A Lei de Incentivo à Cultura é, portanto, fundamental para viabilizar a manutenção da sede flutuante, a remuneração da equipe técnica e artística, o transporte e a montagem da infraestrutura, garantindo a continuidade e o alcance do projeto.Ao articular cultura, educação e cidadania, a Bienal das Amazônias: Sobre as Águas reforça a importância de políticas públicas que descentralizam recursos e democratizam o acesso, em sintonia com os princípios e objetivos da Lei nº 8.313/91, promovendo impacto cultural, social e econômico sustentável para a região amazônica e para o Brasil como um todo.
Ao longo dos 42 meses de execução do plano quadrienal, serão escolhidas três cidades em cada um dos cinco estados contemplados – Pará, Amazonas, Amapá, Acre e Rondônia. O barco-obra permanecerá, em média, três meses em cada cidade selecionada, funcionando como sede flutuante das atividades culturais e educativas.Durante o período de permanência, a instituição promoverá a formação de produtores e mediadores culturais locais, capacitando-os para atuar como articuladores e multiplicadores das ações nos territórios. Essa estratégia permitirá que, além das cidades-sede, o projeto alcance comunidades e municípios vizinhos, seja por meio de deslocamentos diretos do barco até esses locais, seja pela articulação de grupos interessados em participar da programação a bordo.Esse modelo de operação amplia significativamente o impacto territorial e social do projeto, favorecendo o acesso a um público mais diversificado e garantindo a continuidade das ações para além do período de permanência física do barco em cada cidade.
As especificações técnicas de cada produto cultural ainda serão detalhadas ao longo da execução do plano, levando em consideração a experiência acumulada nos cinco meses de atividades e navegação realizados em 2025. Esse período inicial permitiu compreender melhor as demandas técnicas, logísticas e pedagógicas de cada ação, o que servirá de base para ajustes e aprimoramentos.De forma preliminar, prevê-se que:Programas de Mediação Cultural: sessões presenciais com duração média de 50 a 90 minutos, adaptadas a diferentes faixas etárias, com recursos de acessibilidade física e de conteúdo (Libras, audiodescrição, Braille e legendas descritivas).Barco-Escola: estrutura adaptada para receber turmas escolares em regime de visita programada, com espaço para aulas expositivas, atividades interativas e vivências pedagógicas.Contações de História: duração média de 30 a 45 minutos por sessão, com uso de materiais cênicos, sonoros e visuais adequados a públicos infantis e familiares.Espetáculos Teatrais e de Dança: apresentações de até 90 minutos, com montagem e iluminação adaptadas ao espaço multifuncional do barco-obra.Apresentações Musicais: duração média de 40 a 60 minutos, priorizando grupos locais e repertórios vinculados à cultura amazônica.Oficinas Socioculturais: atividades de até 24 horas aula de duração/cada, com fornecimento de materiais pedagógicos, artísticos ou técnicos conforme a temática abordada.Exibições Audiovisuais: projeções de obras com duração variável (curtas, médias e longas-metragens), com equipamentos de som e imagem adaptados para ambientes internos e externos do barco.Encontros de Gestores do Sul Global: eventos de cinco dias, com palestras, mesas-redondas, grupos de trabalho e materiais de apoio, reunindo até 50 instituições convidadas.Todo o desenvolvimento contará com projeto pedagógico alinhado às diretrizes da Bienal das Amazônias, visando ampliar o impacto formativo e cultural das atividades, com metodologia participativa e foco na valorização dos saberes locais.
ACESSIBILIDADE1. Acessibilidade FísicaO projeto Bienal das Amazônias Sobre as Águas – Plano Plurianual 2026–2029 assegura acessibilidade universal em todos os ambientes e atividades, garantindo que pessoas com diferentes necessidades participem de forma plena e segura.Rampas de Acesso e Corrimões: O barco-obra possui rampas de acesso e corrimões entre andares e áreas de circulação, permitindo autonomia e segurança para pessoas com mobilidade reduzida.Banheiros Adaptados: Banheiros e camarotes acessíveis, equipados com barras de apoio e dimensões adequadas para cadeirantes.Guias Táteis: Implantação de pisos e faixas táteis em áreas estratégicas, orientando pessoas com deficiência visual nos espaços expositivos, educativos e de convivência.2. Acessibilidade de ConteúdoPara Pessoas com Deficiência AuditivaIntérpretes de Libras: presença em apresentações teatrais, musicais, sessões de cinema, oficinas e atividades educativas.Legendas Descritivas: incluindo sons, ruídos e elementos contextuais em materiais audiovisuais.Materiais Escritos Acessíveis: conteúdos expositivos e educativos em formatos digitais acessíveis e vídeo em Libras.Para Pessoas com Deficiência VisualEtiquetas em Braille em materiais educativos, jogos e elementos cenográficos.Audiodescrição em apresentações, sessões de cinema e atividades expositivas.Visitas Sensoriais com recursos táteis e sonoros, favorecendo a exploração por pessoas cegas ou com baixa visão. 3. Acessibilidade para Pessoas com Deficiência Intelectual (conforme Art. 42 da IN MinC nº 23/2025)Monitores e Educadores Treinados: formação específica em atendimento inclusivo, comunicação simplificada e mediação acessível.Sala Sensorial: ambiente acolhedor para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou outras condições que demandem regulação sensorial, disponível durante toda a programação.Materiais em Linguagem Simples (LS): textos expositivos, educativos e de mediação adaptados para leitura fácil, com estruturas claras e vocabulário acessível.Roteiros de Visita Personalizados: percursos curtos, pausas programadas e apoio individual para compreensão dos conteúdos.Com essas ações, o projeto reafirma seu compromisso com a inclusão cultural, garantindo que a experiência da Bienal das Amazônias Sobre as Águas seja plenamente acessível, participativa e transformadora para todos os públicos.
Todas as atividades previstas no projeto Bienal das Amazônias: Sobre as Águas – Plano Plurianual 2026–2029 serão gratuitas e abertas ao público nas cidades e comunidades ribeirinhas atendidas, garantindo que a ausência de recursos financeiros não seja barreira para a participação. A embarcação, adaptada para acessibilidade física e de conteúdo, funcionará como sede flutuante, oferecendo ampla programação cultural e socioeducativa.A distribuição e o acesso aos produtos culturais ocorrerão da seguinte forma:Acesso Presencial Gratuito: apresentações teatrais, musicais, de dança, sessões de cinema, oficinas socioeducativas, jogos educativos e encontros serão realizados sem cobrança de ingresso, com ampla divulgação local para garantir participação da comunidade.Ações Formativas: todo o programa educativo, incluindo oficinas, workshops, mediações culturais e visitas sensoriais, será gratuito e aberto à população, com prioridade para estudantes e educadores das redes públicas de ensino.Medidas de Ampliação do Acesso:Doação de produtos educativos – pelo menos 20% dos jogos educativos e materiais didáticos produzidos serão doados a escolas públicas, bibliotecas e espaços culturais de acesso gratuito nas localidades visitadas.Transporte gratuito – em articulação com prefeituras e secretarias de educação e cultura, serão disponibilizados transportes gratuitos para estudantes, idosos e pessoas com deficiência das comunidades próximas aos portos de atracação.Autorização de captação e veiculação – o projeto permitirá a captação de imagens das atividades e sua veiculação por redes públicas de televisão, rádios comunitárias e mídias digitais, ampliando o alcance para públicos que não possam estar presencialmente.Com essas ações, o projeto reforça sua missão de democratizar o acesso à arte, cultura e educação na Amazônia, garantindo a participação plena e inclusiva de públicos diversos, fortalecendo vínculos comunitários e promovendo o direito à cultura como bem essencial.
Instituto Bienal das Amazônias O Instituto Bienal das Amazônias, apesar de ser juridicamente recente, já se destaca pela relevante contribuição cultural e artística na região amazônica. Seus associados foram responsáveis pela concepção e realização de projetos de grande impacto, como a Bienal das Amazônias, a Bienal das Amazônias Sobre as Águas e a itinerância da primeira edição da Bienal das Amazônias. Essas iniciativas não apenas promovem a arte e a cultura locais, mas também fortalecem o diálogo sobre a importância da Amazônia no cenário global, conectando artistas, comunidades e públicos em torno de temas fundamentais para a sustentabilidade e preservação do bioma.Lívia Condurú – Diretora Geral Idealizadora e diretora executiva da Bienal das Amazônias. Mestre em Artes pela Universidade Federal do Pará, onde desenvolveu pesquisa sobre políticas públicas para a cultura no norte do Brasil. Atua há quase duas décadas como produtora cultural na Amazônia, elaborando e gerindo ações socioculturais e de comunicação para e em parceria com instituições e empresas como Itaú Cultural, Estúdio Madalena, Mercado Livre, Vivo, Claro, Hydro, Vale, MRN, Fundo Vale e Natura.Keyna Eleison – Diretora Artística Curadora e pesquisadora. Diretora Executiva de pesquisa e conteúdo da Bienal das Amazônias e ex-diretora artística do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ). Herdeira griot e xamânica, narradora, cantora e cronista ancestral. Mestre em História da Arte e especialista em História da Arte e da Arquitetura pela PUC-Rio; bacharel em Filosofia pela UFRJ. Membro da Comissão da Herança Africana para o reconhecimento do Cais do Valongo como Patrimônio Mundial (UNESCO). Curadora da 10ª Bienal Internacional de Arte SIART (Bolívia), da 1ª Edição da Bienal das Amazônias e Co-Curadora at large da 35ª Bienal de São Paulo.Freddy Mamani – Arquiteto e Artista Convidado Arquiteto e pedreiro boliviano, referência na chamada “Nova Arquitetura Andina”. Seu trabalho é marcado pela valorização das tradições culturais andinas e pelo uso de cores e formas inspiradas na cosmovisão aimará. Já realizou projetos na Bolívia, Peru e Brasil, criando espaços que unem funcionalidade, identidade e arte. Autor do projeto arquitetônico do barco-obra da Bienal das Amazônias Sobre as Águas, Mamani concebeu uma embarcação que é, simultaneamente, centro cultural flutuante e obra de arte, símbolo da união de culturas pan-amazônicas e da projeção internacional do projeto.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.