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PRONAC 2510628Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Mudéjar

19.303.678 THAMIRIS LADEIRA DA SILVA BARBOSA
Solicitado
R$ 200,0 mil
Aprovado
R$ 200,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Dança
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2026-02-02
Término
2027-07-02
Locais de realização (1)
Belo Horizonte Minas Gerais

Resumo

O projeto propõe a criação e estreia de um novo espetáculo de dança flamenca com música ao vivo, concebido e dirigido por Thamiris Ladeira, em parceria com o artista visual Alexandre Mancini, responsável pela concepção cenográfica. A proposta estabelece um diálogo entre corpo, música e espaço, integrando a expressividade do flamenco à visualidade da azulejaria — elemento que conecta as tradições árabe-andaluzas à azulejaria brasileira contemporânea. O projeto abrange todas as etapas de concepção artística e técnica, culminando em duas apresentações de estreia em Belo Horizonte e um ensaio aberto gratuito como contrapartida social. Unindo tradição e contemporaneidade, a obra reafirma o flamenco como linguagem viva e promove o intercâmbio entre dança, música e artes visuais, fortalecendo a cena cultural de Belo Horizonte.

Sinopse

Mudéjar é um espetáculo de dança flamenca com música ao vivo que investiga o encontro entre corpo, ritmo e forma visual. Inspirado na tradição arquitetônica e ornamental da cultura ibérica, o trabalho propõe um diálogo entre o movimento flamenco e a geometria da azulejaria — expressões que compartilham raízes árabes, mediterrâneas e populares.A obra parte da repetição e da variação como princípios de construção coreográfica, explorando o tempo, o ciclo e o padrão como metáforas do gesto humano e da memória coletiva. No palco, o corpo das bailaoras, o som da guitarra e da percussão e a cenografia assinada por Alexandre Mancini se fundem em uma experiência sensorial que transforma o espaço em ritmo e desenho.Com direção e coreografia de Thamiris Ladeira, Mudéjar une tradição e contemporaneidade, propondo uma leitura poética e plural do flamenco — uma arte nascida em contextos urbanos e periféricos, que se reinventa como linguagem universal de resistência e beleza.

Objetivos

Objetivo GeralPromover a criação e estreia de um novo espetáculo de dança flamenca com música ao vivo, concebido pela bailaora e diretora Thamiris Ladeira, em parceria com o artista visual Alexandre Mancini, estabelecendo um diálogo entre o flamenco e a azulejaria como expressões culturais de origem popular e mestiça. O projeto contempla todo o processo de concepção, ensaios e estreia do espetáculo em Belo Horizonte, contribuindo para o fortalecimento da cena flamenca no Brasil e para a ampliação do acesso à cultura de qualidade.Objetivos Específicos1) Realizar o processo de criação do espetáculo, incluindo concepção coreográfica, cenográfica, figurinos e ensaios, ao longo de um período de até 10 meses.2) Apresentar duas sessões do espetáculo de estreia em teatro com capacidade média de 350 lugares, atingindo aproximadamente 700 espectadores.3) Oferecer uma apresentação gratuita (ensaio aberto) como contrapartida social, destinada a até 350 estudantes e docentes da rede pública, com foco na democratização do acesso.4) Promover uma roda de conversa com artistas do elenco após o ensaio aberto, envolvendo 40 a 50 participantes, abordando temas como improvisação, processo criativo, e os vínculos culturais do flamenco com a música e a dança popular.5) Estimular o intercâmbio entre as artes do movimento e das artes visuais, por meio da colaboração entre Thamiris Ladeira e Alexandre Mancini, que trará referências da azulejaria e da geometria para a cenografia e identidade visual do espetáculo.6) Ampliar a visibilidade do flamenco no Brasil, por meio de ações de comunicação digital, divulgação na mídia especializada e parcerias com instituições culturais de Belo Horizonte.

Justificativa

Originado na Andaluzia, o flamenco é uma arte gestada em contextos urbanos periféricos e multiculturais, fruto da confluência de influências ciganas, mouriscas, africanas, judaicas e populares. Reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o flamenco expressa, por meio do baile, do canto e da música ao vivo, sentimentos de resistência, identidade e pertencimento. Sua força simbólica e sua atualidade o tornaram uma das expressões mais universais da arte contemporânea.No Brasil, o flamenco encontrou terreno fértil em sua diversidade cultural. A história compartilhada da diáspora, do sincretismo e da mestiçagem conecta profundamente o imaginário brasileiro às origens do flamenco. Essa aproximação se manifesta tanto na musicalidade quanto na corporalidade, em uma linguagem que une emoção, improvisação e coletividade.De forma paralela, a azulejaria, presente na tradição arquitetônica da Península Ibérica, também se desenvolveu a partir de forte influência dos povos árabes. Os padrões geométricos e cromáticos que caracterizam a arquitetura Andaluza, especialmente aquela caracterizada como arquitetura Mudéjar, também se desenvolvem a partir da fusão cultural, gerando uma linguagem visual de grande poder estético e simbólico.No Brasil, a azulejaria ganha novas camadas de significado, dialogando com processos históricos semelhantes aos que permeiam o flamenco: a diáspora africana, o sincretismo cultural e o entrecruzamento de influências europeias, indígenas e populares. Assim como o flamenco, a azulejaria brasileira ressignifica tradições ao mesmo tempo em que cria identidade própria, transformando-se em território fértil de memória e contemporaneidade.O projeto Sueño y Tiempo surge como desdobramento de um trabalho contínuo de criação, formação e difusão do flamenco em Belo Horizonte. Após temporadas bem-sucedidas em Belo Horizonte (2023, 2024 e 2025), Santa Luzia (2025) e uma nova apresentação confirmada em Ouro Preto (março de 2026), o grupo propõe a concepção de um novo espetáculo inédito, Mudéjar, que amplia o diálogo entre o flamenco e outras linguagens artísticas.Essa nova criação estabelece uma parceria entre a bailaora e diretora Thamiris Ladeira e o artista visual Alexandre Mancini, cuja obra dialoga com a azulejaria e a geometria — elementos de forte presença na cultura ibérica e na arte brasileira contemporânea. A proposta busca refletir sobre padrões, repetições e identidades, articulando o movimento do corpo à visualidade arquitetônica e simbólica dos azulejos, criando um território de encontro entre dança, música e artes visuais.Além de seu caráter estético, o projeto reafirma o flamenco como arte urbana e acessível, aproximando o público de suas origens populares e periféricas. O espetáculo contará com música ao vivo e um elenco majoritariamente feminino, reforçando a representatividade e a presença das mulheres na cena flamenca contemporânea.O financiamento via Lei de Incentivo à Cultura é essencial para a viabilização desta proposta, garantindo condições adequadas para a produção, a difusão e a acessibilidade do espetáculo. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91:Inciso II _ Fomento à difusão cultural em âmbito nacional e internacional, promovendo a circulação de espetáculos e o intercâmbio entre artistas de diferentes regiões do Brasil;Inciso III _ Preservação e difusão de bens culturais de natureza imaterial, considerando o reconhecimento do flamenco como patrimônio da humanidade e a importância de sua prática no Brasil;Inciso IV _ Incentivo à formação artística e cultural, por meio da realização de ensaios abertos e oficinas voltadas a estudantes e profissionais do flamenco.O projeto também responde diretamente a diversos objetivos do Art. 3º da mesma lei, especialmente:Inciso II _ Apoiar iniciativas que ampliem o acesso da população à arte, garantindo contrapartidas sociais como o ensaio aberto gratuito para estudantes da rede pública;Inciso III _ Estimular a produção e difusão de bens culturais, promovendo diálogos entre o flamenco e a cultura brasileira;Inciso V _ Promover e difundir a diversidade cultural, valorizando a descentralização do acesso à arte no país;Inciso VI _ Apoiar a preservação do patrimônio cultural universal, contribuindo para a continuidade e ampliação da prática flamenca no Brasil.A execução deste projeto contribuirá para a valorização da produção artística mineira, a formação de público e o intercâmbio entre artistas brasileiros, consolidando Belo Horizonte como um polo criativo e receptivo a expressões culturais de matriz diversa. Assim, a Lei Rouanet se apresenta como o instrumento mais adequado para assegurar a viabilidade e o impacto cultural da proposta, permitindo que ela alcance diferentes públicos e territórios, de forma democrática, inclusiva e transformadora.

Especificação técnica

1) Espetáculo MudéjarDuração: Aproximadamente 1h20min / espetáculoClassificação Etária: LivreExpectativa de público: aproximadamente 350 espectadores/espetáculo (total: 700 espectadores em duas apresentações)Elenco: Thamiris Ladeira, Ana Isabel de Sá, corpo de baile Sueño y Tiempo, João Paulo Drumond, guitarra e cante flamenco a serem selecionados.Iluminação: Joana D’arcCenografia: Alexandre ManciniMúsica: Guitarra flamenca, cante flamenco, palmas, cajón e outros instrumentos de percussão.2) Ensaio Aberto - Contrapartida Social (01 ensaio)Duração: Aproximadamente 2hs / ensaioClassificação Etária: LivreExpectativa de público: aproximadamente 350 espectadores Elenco: Thamiris Ladeira, Ana Isabel de Sá, corpo de baile Sueño y Tiempo, João Paulo Drumond, guitarra e cante flamenco a serem selecionados.Iluminação: Joana D’arcCenografia: Alexandre ManciniMúsica: Guitarra flamenca, cante flamenco, palmas, cajón e outros instrumentos de percussão.2) Roda de Conversa - Contrapartida Social (01 roda de conversa)Duração: Aproximadamente 1h Classificação Etária: LivreExpectativa de público: aproximadamente 50 participantesParticipantes: Thamiris Ladeira, elenco Sueño y Tiempo, Alexandre Mancini e Joana D’arc

Acessibilidade

O projeto Sueño y Tiempo adotará um conjunto de medidas para ampliar o acesso e a fruição das apresentações por públicos diversos, independentemente do espaço definitivo de realização. A seguir, as ações previstas:Acessibilidade arquitetônica e de mobilidade- A seleção do local de apresentação considerará, sempre que possível, espaços com condições adequadas de acessibilidade física.- Caso o teatro escolhido apresente limitações arquitetônicas, a equipe disponibilizará suporte presencial para pessoas com mobilidade reduzida, priorizando auxílio na locomoção e reserva de assentos adequados.Acessibilidade comunicacional e de conteúdo- Está prevista a produção de vídeos informativos em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para divulgação nas redes sociais, oferecendo informações claras sobre datas, horários, local, compra de ingressos e orientações de acesso.- Será feita a elaboração de roteiros de audiodescrição para os espetáculos (descrição de figurinos, cenografia e movimentação), que serão gravados e disponibilizados em formato de áudio acessível via QR Code nas peças de divulgação e em plataformas digitais.- Publicações em redes sociais incluirão legendas e linguagem simples, ampliando a compreensão e a disponibilidade da informação.Estas medidas visam reduzir barreiras de acesso físico e de comunicação, promovendo participação e fruição plena dos espetáculos por um público mais amplo. Quando o espaço definitivo for definido, as ações de acessibilidade serão ajustadas em função das características do local e comunicadas com antecedência ao público.

Democratização do acesso

O projeto foi concebido com o compromisso de garantir o acesso amplo e diversificado às suas atividades, assegurando que a arte flamenca — expressão reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Imaterial da Humanidade — chegue a diferentes públicos e contextos socioculturais.Como contrapartida social, será realizado um ensaio aberto para aproximadamente 350 espectadores, seguido de uma roda de conversa com cerca de 50 espectadores, ambos com acesso gratuito, com a participação da diretora artística, dos músicos e do cenógrafo do espetáculo. A atividade terá caráter formativo, abordando temas como o processo criativo, a relação entre música e dança no flamenco e o diálogo entre a cultura ibérica e a brasileira.Além disso, dez por cento dos ingressos de cada apresentação (35 ingressos por apresentação) serão distribuídos gratuitamente à população, e vinte por cento dos ingressos para as duas sessões serão disponibilizados a preços populares, de modo a eliminar barreiras econômicas ao acesso, com ampla divulgação nas redes sociais, rádios comunitárias e veículos locais.Além de garantir o acesso físico, o projeto busca promover a acessibilidade de conteúdo, com ações de mediação cultural que contextualizam o espetáculo e aproximam o público da linguagem flamenca. Será produzido material de divulgação em libras, assegurando a compreensão por pessoas com deficiência auditiva.Com essas ações, o projeto pretende atingir um público total de aproximadamente 1000 pessoas, entre pagantes e participantes das atividades gratuitas, contribuindo para a formação de novos públicos, a valorização da diversidade cultural e a democratização efetiva do acesso à arte em Belo Horizonte.

Ficha técnica

A equipe artística e técnica do projeto é composta por profissionais de ampla trajetória nas áreas de dança, música, artes visuais e produção cultural, reunindo experiências que asseguram a qualidade conceitual e a excelência técnica do espetáculo.Direção e CoreografiaThamiris LadeiraBailaora, professora e diretora artística com formação em flamenco desde 1995. É designer de produtos pela FUMEC (2015) e fundadora do grupo Sueño y Tiempo, onde é diretora e coreógrafa desde 2022. Estudou com mestres renomados na Espanha, como Juana Amaya, El Oruco e Nazaret Reyes, além de atuar em importantes palcos brasileiros. Com mais de 25 anos de experiência, desenvolve um trabalho autoral voltado à investigação do flamenco como linguagem contemporânea e plural, explorando suas relações com outras formas artísticas e culturais.CenografiaAlexandre ManciniArtista visual autodidata, é um dos principais nomes da azulejaria contemporânea brasileira. Iniciou sua carreira em 2006 e tornou-se referência ao renovar essa tradição no país, criando e produzindo painéis autorais reconhecidos pela força estética e pelo domínio técnico. É o criador do perfil @azulejariabrasileira, dedicado à difusão da história e das técnicas da azulejaria nacional, e já ministrou cursos e palestras no Brasil e no exterior. Em seu trabalho, Mancini dialoga com a geometria e com a herança árabe da azulejaria, estabelecendo pontes simbólicas entre o universo visual ibérico e a cultura brasileira — eixo central da concepção cenográfica deste espetáculo.Assistência de Direção e Produção ExecutivaAna Isabel de SáArquiteta e urbanista, bailaora e produtora, com experiência em flamenco desde 1993. É cofundadora e assistente de direção do Sueño y Tiempo. Atuou em diversos palcos de Belo Horizonte, foi professora e integrante da Cia de Baile Flamenco La Gitana Mora entre 1999 e 2006, e mantém-se em constante atualização por meio de estudos com mestres espanhóis e brasileiros. Com sólida experiência em gestão de projetos acadêmicos e artísticos, coordena a produção e a execução técnica dos projetos do grupo.IluminaçãoJoana D’arcIluminadora e gestora cultural com décadas de experiência, parceira do projeto Sueño y Tiempo desde sua fundação, Joana D’arc ficará responsável pela concepção e execução da iluminação do espetáculo. Direção Musical Thamiris Ladeira e João Paulo Drumond vão compartilhar a direção musical do espetáculo.João é percussionista com formação no Brasil e na França, João Paulo atua como músico, pesquisador e professor, com ênfase em projetos de percussão, improvisação e música flamenca. Já acompanhou artistas como Farruquito, El Carpeta e La Moneta em festivais internacionais de flamenco. É colaborador do Sueño y Tiempo desde sua criação, sendo responsável pela direção musical e pela pesquisa rítmica que orienta o diálogo entre os músicos e as bailaoras no processo criativo.Os demais músicos - guitarra e cante flamenco - serão selecionados pela direção musical, entre artistas de renome nacional na cena flamenca, na etapa de pré produção, com preferência para parceiros de espetáculos anteriores do projeto Sueño y Tiempo.O corpo de baile será formado por alunas de Thamiris Ladeira de nível profissional/avançado que tenham participado de outras montagens do Projeto Sueño y Tiempo, todas mulheres com mais de dez anos de experiência com baile flamenco e em constante processo de capacitação e atualização.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.