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O projeto propõe a criação e realização de um espetáculo teatral autoral que dialoga com a arquitetura, a memória e a cultura popular do interior nordestino. A proposta busca investigar o espaço cênico como território simbólico de resistência e pertencimento, transformando vivências reais em poesia teatral. O projeto contempla 12 apresentações presenciais em três cidades brasileiras, com acesso gratuito, além da documentação audiovisual do processo criativo e uma ação formativa voltada a estudantes e artistas locais. Por meio da fusão entre linguagem teatral, cenografia e oralidade, o espetáculo pretende criar uma experiência sensorial e afetiva, convidando o público a refletir sobre identidade, ancestralidade e cotidiano. A iniciativa contribui para a democratização do acesso à arte, o fortalecimento da cena independente e a valorização das expressões culturais brasileiras, especialmente aquelas produzidas fora dos grandes centros urbanos.
"Casa de Farinha e Outras Histórias" é um espetáculo teatral inspirado no podcast homônimo e no documentário Maria Bezerra. A peça se trata de uma biografia e ficção sobre a vida de “Maria” e conta a trajetória de uma mulher nordestina que devido a situação de escassez e violência resolve fugir do interior da Bahia, em Cachoeira, para tentar a vida em Salvador aos 15 anos. Com fé e perseverança, ela estabelece laços e busca independência, enfrentando perdas e decepções, alternando entre sua cidade natal e a capital até tomar decisões sobre seu destino. A narrativa será permeada por diversos elementos gastronômicos e culturais como as casas de farinha, as rodas de samba, caruru, as rezas e elementos que sobrevivem no imaginário popular.
Objetivo GeralPromover a criação, produção e circulação de um espetáculo teatral autoral, integrando artes cênicas, cenografia e arquitetura como forma de expressão poética, crítica e acessível. O projeto busca fortalecer a cena teatral contemporânea, fomentar o diálogo entre territórios e públicos diversos e ampliar o acesso à cultura por meio de apresentações gratuitas e ações formativas em três cidades: Brasília, Salvador e Cachoeira.Objetivos EspecíficosRealizar 12 apresentações gratuitas do espetáculo, sendo quatro em cada cidade, com acessibilidade física, interpretação em Libras e postagens acessíveis nas redes sociais , alcançando um público estimado de 1.200 pessoas (média de 100 por sessão).Oferecer 1 workshop formativo de fotografia cênica, gratuito e aberto à comunidade local, com 30 participantes previstos.Produzir e disponibilizar registros audiovisuais e fotográficos das apresentações, compondo um acervo digital de memória e divulgação do projeto.Realizar campanha de comunicação digital e divulgação local, com foco na ampliação de público e no acesso gratuito à arte.Gerar emprego e renda para cerca de 10 profissionais, entre artistas, técnicos e produtores envolvidos, fortalecendo a economia criativa nas cidades participantes.Estimular a formação de público e o intercâmbio cultural entre regiões, conectando criadores e espectadores de contextos distintos.
A dramaturgia aborda a memória coletiva de indivíduos afro-brasileiros e como eles sentem o impacto da escravidão e da colonização em suas relações. O projeto escancara as desigualdades de gênero, desigualdades sociais além das diversas manifestações gastronômicas e culturais que se modificaram com o tempo, algumas existindo somente no imaginário popular. Logo o projeto se enquadra nos seguintes incisos do artigo 1º da Lei 8313/1991:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Em paralelo a isso a dramaturgia "Casa de Farinha e Outras Histórias" atende aos princípios estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), pelo Art. 227 da Constituição Federal, e pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), ao abordar a violência doméstica, a violência infantil e o trabalho infantil, promovendo reflexão, conscientização e valorização da memória cultural afro-brasileira.
Duração prevista: 60 a 75 minutos Número de apresentações: 12 (4 em Cachoeira – BA, 4 em Salvador – BA, 4 em Brasília – DF) Público estimado por apresentação: 50 a 100 pessoas (considerando que a apresentação será realizada em parcerias com escolas e espaços culturais menores) Tipo de espetáculo: teatral com elementos de narrativa documental e misticismo popular
O espetáculo “Casa de Farinha e Outras Histórias” será totalmente gratuito, garantindo acesso amplo a diferentes públicos, incluindo comunidades de baixa renda, estudantes e interessados em cultura, memória afro-brasileira e educação social.Durante as apresentações, será disponibilizado intérprete de Libras, permitindo que pessoas surdas participem plenamente do espetáculo e compreendam todas as cenas e diálogos, garantindo a inclusão comunicacional em conformidade com a Lei nº 10.436/2002, que reconhece a Libras como meio legal de comunicação, e o Art. 28 da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que assegura acesso a bens culturais de forma acessível às pessoas com deficiência.Além disso, todos os conteúdos digitais divulgados nas redes sociais, como posts no Instagram, terão descrição de imagens e informações textuais acessíveis para pessoas cegas ou com baixa visão, seguindo os princípios do Art. 28 da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), do Decreto nº 5.296/2004, que trata da acessibilidade em comunicação e informação, e da NBR 15927/ABNT, que orienta sobre descrição de imagens em conteúdos digitais.Dessa forma, o projeto garante participação plena e efetiva de pessoas com deficiência visual e auditiva, respeitando a Constituição Federal (Art. 215 e 216), que assegura o direito de todos ao acesso às manifestações culturais e à preservação e fruição do patrimônio cultural.
O espetáculo “Casa de Farinha e Outras Histórias” busca ampliar o acesso à cultura e à memória afro-brasileira, contemplando diferentes públicos e territórios. Para isso:Acesso gratuito: Todas as 12 apresentações serão gratuitas, permitindo que pessoas de diferentes faixas sociais, estudantes e comunidade em geral possam participar.Distribuição geográfica: As apresentações ocorrerão em Cachoeira (BA), Salvador (BA) e Brasília (DF), alcançando tanto a cidade natal da história quanto capitais com maior diversidade de público.Inclusão de pessoas com deficiência:Intérprete de Libras nas apresentações, garantindo participação de pessoas surdas.Conteúdos digitais acessíveis, com descrição de imagens e informações textuais para pessoas cegas ou com baixa visão.Ações educativas e sociais: Serão distribuídos panfletos que promovem a reflexão sobre temas como memória cultural, violência doméstica e infantil, e trabalho infantil.O projeto está alinhado à Constituição Federal (Art. 215 e 216), à Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e ao Decreto nº 5.296/2004, garantindo que todas as pessoas tenham participação plena, acesso efetivo e democrático ao espetáculo.
PRODUTORA, ROTERISTA, ATRIZ E CENÓGRAFA: Renata do Canto dos Santos. Técnica em edificações pela UFBA. Arquiteta e Urbanista pela Universidade de Brasília. Atriz em “A vida como ela é” Nelson Rodrigues pela direção de Marcos Oliveira no espaço Xisto Bahia em julho de 2015. Atriz em “ Rádio Discórdia” pela direção de André Araújo em agosto de 2025. Participação no longa metragem “ESCUTA” disponível em https://youtu.be/1crS8jvi25w?si=-vAi1k8m4oSYEY0t. Oficineira do curso escrevivências em parceria com “Rosânia do Nascimento” com o apoio da Diretoria de Arte e Cultura da UnB, sendo executado no Campus Planaltina. Oficineira do curso de introdução à fotografia realizado com o apoio da Universidade de Brasília para estudantes em vulnerabilidade social durante o período da pandemia em 2021. Diretora de fotografia no curta metragem “Meu gênero” https://youtu.be/07-bGZOjev4?si=lh0vD3ER-ToEuJpf. Diretora e produtora do curta metragem “Maria Bezerra” - https://youtu.be/bWcwr-LfmW4?si=ZB4x6Fa1PCYFJ7gS. Diretora e produtora da série documental “ENTRE A CÉU E O INFERNO” - https://www.youtube.com/playlist?list=PLB-r9Xfujni4wftqVbRfkyCRzaz2FubwS. Produtora, roteirista e narradora do podcast em etapa final “Casa de Farinha e outras histórias” com o apoio do “We are Family foundation” primeira decupagem disponível em – https://www.youtube.com/playlist?list=PLB-r9Xfujni5VPwxe-FzX7AC9mY1KS2MU. Site disponível em: https://casadefarinhaeoutr.wixsite.com/casa-de-farinha-e-ou?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAAadvqyPEPSopX0o74ImPUaROewGxeSvCyvhYxWynPCoK34w4EobqCC6Pf-T3jg_aem_yUpzjtzrtghs6f-3wzucwQ
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.