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O projeto "Aqualtune: A Princesa Guerreira" propõe a criação e circulação de um musical infantil inédito que une teatro, música e recursos audiovisuais para narrar a trajetória da princesa africana Aqualtune, avó de Zumbi dos Palmares. Serão realizadas 12 apresentações em Pernambuco e Alagoas, sendo 4 gratuitas para escolas públicas, 4 para escolas particulares e 4 para o público em geral, todas a preços populares, com 20% dos lugares reservados a instituições que atendem crianças de matriz africana. O projeto inclui também a produção do livro homônimo, fortalecendo ações educativas e culturais em consonância com a Lei nº 10.639/03.
O espetáculo infantil “Aqualtune: A Princesa Guerreira” é um musical inédito que combina teatro, músicas originais e recursos audiovisuais para narrar a trajetória da princesa africana Aqualtune, avó de Zumbi dos Palmares e primeira de sua linhagem a chegar ao Brasil. Capturada em batalha, Aqualtune desembarcou em Pernambuco e, posteriormente, em Alagoas, onde se tornou símbolo da resistência e da luta pela liberdade no Quilombo dos Palmares.Com linguagem lúdica e acessível, a obra promove a educação antirracista e o reconhecimento da ancestralidade afro-brasileira, em consonância com a Lei 10.639/03. O projeto realizará 04 apresentações gratuitas para escolas públicas, 04 apresentações para escolas particulares e 04 para o público em geral a preços populares , garantindo 20% dos lugares reservados para instituições que atendem crianças de matriz africana, ampliando inclusão e representatividade.Mais do que um espetáculo teatral, trata-se de uma experiência cultural e formativa, que contribui para a construção de memória, identidade e fortalecimento das políticas públicas de valorização da diversidade, alinhando-se aos objetivos da Lei 8.313/91 (Lei Rouanet), especialmente no estímulo à produção cultural e à democratização do acesso.
Objetivo GeralPromover a valorização da ancestralidade afro-brasileira, a educação antirracista e o acesso democrático à cultura por meio da realização do espetáculo musical infantil "Aqualtune: A Princesa Guerreira", integrando teatro, música, dança e recursos audiovisuais. O projeto busca difundir a trajetória da princesa africana Aqualtune — avó de Zumbi dos Palmares e símbolo da resistência — e fortalecer a formação cultural de crianças e jovens, especialmente de escolas públicas e comunidades tradicionais. Objetivos Específicos.Realizar 12 apresentações do espetáculo musical infantil, sendo 4 gratuitas para escolas públicas, 4 para escolas particulares e 4 abertas ao público em geral, com ingressos a preços populares, nos estados de Pernambuco e Alagoas — regiões que marcaram a passagem histórica de Aqualtune no Brasil..Garantir a reserva de 20% dos lugares nas apresentações abertas para instituições que atendem crianças de matriz africana, promovendo inclusão, diversidade e representatividade..Produzir e lançar 1.000 exemplares do livro homônimo "Aqualtune: A Princesa Guerreira", com versão impressa e digital gratuita para escolas, professores e bibliotecas públicas, fortalecendo o caráter educativo e complementar do espetáculo..Criar e executar trilha sonora original, figurinos e cenários com elementos inspirados na cultura afro-brasileira, assegurando qualidade artística, acessibilidade e identidade estética própria..Disponibilização de materiais pedagógicos de apoio, impressos e digitais, existentes no livro para atividades sobre ancestralidade, cultura afro-brasileira e igualdade racial, em consonância com a Lei 10.639/03..Realizar rodas de conversas após as apresentações escolares, promovendo a reflexão sobre o legado de Aqualtune e incentivando o diálogo entre arte, história e educação..Garantir acessibilidade nas apresentações, com interpretação em Libras, audiodescrição e material em Braille, assegurando o acesso de pessoas com deficiência..Fomentar a formação de público infantojuvenil e o fortalecimento da produção cultural regional, estimulando novas gerações de espectadores, educadores e artistas.
A proposta "Aqualtune: A Princesa Guerreira" justifica-se por sua relevância social, educacional e cultural, ao resgatar a trajetória de uma das figuras mais emblemáticas da ancestralidade afro-brasileira. O espetáculo contribui para a valorização da memória, identidade e resistência do povo negro na formação do Brasil, alinhando-se às diretrizes da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas.O musical infantil é inédito, o projeto adota apresentações a preços populares, garantindo maior acessibilidade e alcance junto a crianças, jovens, famílias e escolas públicas, tendo 30% dos ingressos das sessões com distribuição gratuita.A proposta enquadra-se no Art. 1º da Lei 8.313/91 (Lei Rouanet), nos incisos: II _ estimular a produção e difusão de bens culturais; III _ apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VI _ possibilitar o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais dos cidadãos.Também atende ao Art. 3º da mesma lei, especialmente nos incisos: II _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; III _ apoiar prioritariamente as manifestações culturais populares, regionais e afro-brasileiras; IV _ preservar os modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira.Assim, a utilização do Mecanismo de Incentivo à Cultura é essencial para garantir a viabilidade financeira, a circulação do espetáculo, trabalho e renda para os profissionais da área, formação de plateia infantojuvenil e o fortalecimento das políticas públicas de educação antirracista e valorização da diversidade no Brasil.
Aqualtune, a Princesa Guerreira foi criado para o público infantil, como base do conhecimento e inspiração para as novas gerações. A história revela que a primeira pessoa da linha ascendente de Zumbi dos Palmares a pisar em solo brasileira foi Aqualtune, sua avó - uma princesa guerreira trazida de um navio negreiro do Congo, na África, escravisada no Brasil. A partir desse texto nasceu o livro Aqualtune, a Princesa Guerreira, que inspirou o espetáculo teatral. Uma narrativa poderosa que mostra a importnâcia de Aqualtune para o último quilombo do País e que todos deveriam conhecer.Para comprovar e reforçar ainda mais a importância dessa figura histórica, solicitamos a uma jovem poetisa alagoana que expressasse, por meio de uma poesia, o impacto ao conhecer essa história.Poema: AqualtuneOnde foi que escoderam essas mulheres quando eu precisei delas nos meus livro de história?De pensar que tantos já envelheceram, tiveram a vida esgotada, e numa inteira jornada escolar nunca ouviram falar em Aqualtune, nem o nome de Dandara.O que a gente entende por ensino fundamental, tão básico para a formação de uma criança, se reveste de um sistema sujo, racista e colonial, com o objetivo principal de nos afastar da nossa herança. Como é possível que eu só tenha conhecido duas tão grandes representantes do Quilombo perto de concluir a faculdade? Como é que as crianças pretas ainda crescem sem acesso a uma literatura que lhes faça sentir bravura pela sua ancestralidade?Carrego nas palavras deste poema a vida, a luta e a mortede duas mulheres pretas que construíram a história de nosso país.Zumbi dos Palmares ainda teve a sorte de lutar ao lado delas, de carregar no próprio sangue o DNA honrado de mulheres que resistiram até o fim.Como eu pude amadurecer ser ter como referência essa pricesa congolesa, vendida como escrava reprodutora para o Brasil?Como vivi tantos anos de escola sem nem um sinal da história dessa mulher que é estrutura da resistência negra também esculpiu?E o que falar de Dandara mulher preta guerreira, que lutou a vida inteira ao lado de homens e mulheres, e se negou até o fim a se entregar enquanto escrava?Como ainda podemos aceitar, depois de conhecê-las, para que além de agradecer a elas pudessemos honrá-las?Se hoje existem mulheres fortes, mesmo sofridas, erguem sua cabeça, se hoje existem mulheres que, numa estrutura racista, machista e violenta, sentem orgulho de sua pele preta, foi pela luta histórica e essencial de duas guerreiras quase apagadas de nossa história.Pois, neste poema e nesta noite, é nossa responsabilidade eternizá-las, mudar o foco dos holofotes que aplaudem e se emocionam há tantos anos com a abolição assinada pelas mãos da Princesa Isabel, em 1888.E eu me pergunto: De que abolição estamos falando, quando ainda hoje testemunhamos homens pretos morrendo pela covardia de homen brancos?A lei que tirou do povo preto os grilhões dos pés e as algemas das mãos, que promoteu cuidar e proteger aqueles que agora viveriam com os outros com irmãos, foi a mesma lei que nada fez, que nenhum direito garantiu. As periferias se super lotaram, os presídios encheram de negros, e viramos ponto turístico para os racistas do Brasil.As merendeiras, as faxineiras, as babás dos seus filhos com toda a certeza, não ouviram falar sobre Aqualtune nem Dandara.Se tivessem conhecido essas mulheres pretas que mantiveram a cabeça erguida, hoje, mesmo com a vida sofrida, se veriam como mulheres revolucionárias.Com vinte e um anos, depois de quase uma vida inteira sem conhecer essas mulheres que tornaram possível nossa liberdade, olho para o lado e vejo, tão perto de mim, mulheres que eu sei que vão lutar até o fim dentro de qualquer adversidade.Essas mulheres e crianças pretas, esses homens pretos, precisam ter acesso à sua história.E eu já não espero mais pela inclusão nos livros, nem deposito toda minha fé na educação primária.Hoje, eu recito versos, eu invoco seu sangue, seu nome, sua dor e sua alma. E se a lei abolicionista não aboliu a escravidão, a partir de hoje, a nossa missão é promulgá-la.Giovanna L. J. SalgueiroMulher, Preta e Poetisa
Especificações Técnicas do Produto Espetáculo Musical Infantil inédito de aproximadamente 60 minutos, integrando teatro, dança, músicas originais e recursos audiovisuais. Cenários e figurinos representando culturas africanas e brasileiras, iluminação e som adaptados aos espaços de apresentação. Trilha sonora original e projeções visuais complementam a narrativa.Acessibilidade: Reserva de 20% dos lugares para instituições que atendem crianças de matriz africana; intérprete de Libras, audiodescrição e legendas descritivas.Material de Apoio: Atividades lúdicas, fichas didáticas e materiais digitais e impressos distribuídos gratuitamente às escolas participantes, em consonância com a Lei 10.639/03.Ensaios Abertos: Rodas de conversa para estudantes e educadores.Registro Audiovisual e Divulgação: Filmagem e fotografia de todas as apresentações, produção de material gráfico digital para redes sociais e divulgação.
Acessibilidade:Acessibilidade Física O proposta ao defininir os espaços das apresentações do espetáculo “Aqualtune: A Princesa Guerreira” observará a acessibilidade, com a disponibilidade de rampas de acesso, banheiros adaptados, assentos reservados para pessoas com mobilidade reduzida e guias táteis, quando existentes. Serão priorizados equipamentos culturais que atendam às normas de acessibilidade, garantindo condições adequadas de circulação e permanência para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.Acessibilidade de Conteúdo Para ampliar a compreensão e a participação do público, o projeto implementará recursos de acessibilidade comunicacional, tais como:*Tradução em Libras durante as apresentações;*QRCode com áudio descritivo do espetáculo em material de divulgação;*Versão digital acessível;*Visita sensorial prévia ao espetáculo, possibilitando que pessoas com deficiência visual explorem cenários, figurinos e adereços.Essas ações garantem a democratização do acesso, a inclusão social e a valorização da diversidade, ampliando o alcance artístico e educativo do projeto.
A proposta “Aqualtune: A Princesa Guerreira” assegura a plena democratização do acesso à cultura por meio da realização de 4 apresentações gratuitas para escolas públicas, 4 para escolas particulares e 4 apresentações abertas ao público em geral, com ingressos a preços populares. Do total das sessões abertas, 20% dos lugares serão destinados prioritariamente a crianças, jovens e comunidades quilombolas.Serão realizados ensaios abertos voltados a estudantes e educadores, seguidos de rodas de conversa sobre o processo criativo, a história de Aqualtune e os temas abordados pelo espetáculo. O projeto prevê ainda a distribuição gratuita de materiais educativos e de atividades criativas, em formato impresso e digital, destinados a professores e alunos, em consonância com a Lei 10.639/03, fortalecendo o caráter pedagógico da iniciativa. A proposta também valoriza o desenvolvimento regional ao priorizar a contratação de mão de obra local para apoio técnico e de produção, ampliando oportunidades de aprendizado e atuação no mercado cultural. Essas ações garantem ampla participação social e reafirmam o caráter educativo, artístico, inclusivo e formativo do projeto.
Produto 1 – Espetáculo Teatral Infantil “Aquatune, a Princesa Guerreira”Gênero: Teatro infantil / Musical educativoDuração: 60 minutosClassificação: LivreFormato: Presencial, com interação do públicoNúmero de apresentações: 12 (06 em Recife e 06 em Maceió)Equipe envolvida: Elenco de 06 atores, direção e equipe técnicaO cenário será cuidadosamente concebido respeitando o meio ambiente, trazendo elementos da cultura afro-brasileira e contará com iluminação especial e efeitos visuais que realçarão a atmosfera mágica da história, proporcionando uma experiência imersiva para o público.Acessibilidade: Rampas de acesso, banheiros adaptados, vídeos com Libras e legendas descritivas.Público estimado: 3.600 pessoas (entre crianças, professores e familiares).Produto 2 – Livro Infantil “Aqualtune, a princesa Guerreira”Formato: Impresso e digital (PDF)Paginação: 20 páginas ilustradas coloridasDimensões: 21 x 21 cmTiragem: 1.000 exemplares impressosConteúdo: Texto integral da história, ilustrações originais e atividades pedagógicas para aplicação em sala de aula.Distribuição: Gratuita para escolas públicas, professores e crianças participantes das apresentações.Acessibilidade: Versão digital acessível com leitura em voz e texto ampliado.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.