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PRONAC 2510688Autorizada a captação total dos recursosMecenato

15 anos - Ensaio Cia de Dança

ETU PRODUCOES LTDA
Solicitado
R$ 895,4 mil
Aprovado
R$ 895,4 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Dança
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2026-01-15
Término
2027-06-30
Locais de realização (3)
Ilhéus BahiaJuazeiro BahiaSalvador Bahia

Resumo

O projeto "15 anos Ensaio Cia de Dança" celebra a trajetória da cia fundada em Cajazeiras/Salvador, referência na pesquisa e criação em dança afro-brasileira contemporânea. A proposta contempla a remontagem dos espetáculos "Mandinga" e "Orí", que consolidaram a identidade artística do grupo, e a criação de um espetáculo inédito.As ações abrangem formação, ensaios abertos e registro audiovisual, promovendo a difusão da dança afro-brasileira como patrimônio imaterial e linguagem de transformação social, e 18 apresentações gratuitas e acessíveis em Salvador, Ilhéus e Juazeiro.A iniciativa reforça a missão da cia de valorizar a cultura afro-brasileira e a produção independente baiana, ampliando o acesso à arte e à formação cultural. O novo espetáculo propõe uma reflexão sobre corpo, memória e identidade, mantendo o diálogo com as matrizes africanas e as danças populares nordestinas, ao mesmo tempo em que projeta a pesquisa da Cia para novas gerações e territórios criativos.

Sinopse

Remontagem de espetáculos de repertório1) Espetáculo Mandinga: Mandinga é entendida como uma forma de viver, experiência de vida e conhecimento, habilidades para superar as armadilhas que encontramos na vida. O espetáculo Mandinga aborda em cena a transversalidades entre a filosofia da capoeira e o candomblé, duas práticas culturais afro-brasileiras, que ganharam características bem peculiares na Bahia na sua difusão e estruturação histórica/contextual. Em cena, bailarinos expressam a ideia da pesquisa cênica onde o corpo é o elemento e via principal de comunicação. Falando de corpo histórico através de corpos historicamente emergentes, Mandinga é um olhar diacrônico na história e fusão de duas práticas afro-brasileiras, que imprime a identidade do nosso povo e ressignificação do nosso lugar na história e nossa contribuição para formação do brasileiro e suas relações identitárias.2) Espetáculo Orí:Conta a história de uma luta ancestral, inspirada nas relações de sobrevivência, trazendo uma crítica referente às questões da identidade na sociedade. Assim a obra visa abordar as diversas pisadas impostas covardemente fazendo uma relação da construção a partir da espiritualidade como um todo, tendo foco as relações das formações como meios de conectar o ancestral com o atual, tendo como base o arquétipo dos orixás das religiões de matrizes africanas afro diaspóricas. Em cena, através da formação das cabeças, o espetáculo busca trilhar caminhos a partir da espiritualidade no sentido de trazer a essência do equilíbrio e o cuidado com a conexão de cada cabeça. Tendo como objetivo central promover a importância da conexão ancestral a partir da crença e da fé enquanto conscientização, assim mantendo viva a cultura em nosso país, buscando revelar uma construção pela valorização artística.Pesquisa para nova obra, estreia e circulação:TAIWÒ é o terceiro e último capítulo da trilogia da Ensaio Cia de Dança, iniciada com Mandinga e Orí. Inspirado na mitologia iorubá dos gêmeos sagrados Ibeji, o espetáculo reflete sobre a dualidade entre corpo e espírito, vida e morte, início e retorno. Guiado pelo significado de Taiwo — “aquele que prova o mundo primeiro” —, a obra celebra o nascimento e o renascimento como forças criadoras. Unindo dança, música e ancestralidade, TAIWO afirma o corpo negro como território de memória e potência, em uma experiência cênica afrocentrada e contemporânea.

Objetivos

Objetivo GeralPromover a circulação, difusão e formação artística por meio do repertório da Ensaio Cia de Dança, celebrando seus 15 anos de trajetória e fortalecendo a presença da dança afro-brasileira contemporânea como expressão de identidade, memória e resistência. O projeto visa consolidar a companhia como referência na criação e difusão de obras autorais, através da remontagem de "Mandinga" e "Orí" e da criação e estreia do novo espetáculo com continuação e finalização da trilogia, reafirmando o compromisso com a valorização da cultura afro-baiana e a democratização do acesso à arte. Objetivos EspecíficosRemontar os espetáculos "Mandinga" e "Orí", atualizando sua dramaturgia corporal e musical para circulação em novas cidades;Criar, ensaiar e estrear o novo espetáculo, concebido como continuidade estética e conceitual dos trabalhos anteriores;Realizar 18 apresentações gratuitas nas cidades de Salvador, Ilhéus e Juazeiro promovendo a circulação da dança afro-brasileira (6 apresentações de cada espetáculo contido no projeto);Oferecer oficinas formativas e workshops voltados a jovens, artistas e educadores locais, estimulando a formação artística e o intercâmbio de saberes;Registrar em audiovisual todo o processo criativo e as apresentações, produzindo um acervo de memória da companhia;Assegurar acessibilidade comunicacional, com tradução em Libras, legendas e audiodescrição;Valorizar a dança baiana independente e os saberes afro-brasileiros, fortalecendo a cena da dança contemporânea em Salvador e no interior;Fomentar a difusão da produção artística afro-brasileira, promovendo reconhecimento, continuidade e projeção nacional da Ensaio Cia de Dança.

Justificativa

O projeto "15 anos Ensaio Cia de Dança" celebra a trajetória da companhia fundada em Cajazeiras/Salvador, referência na pesquisa, criação e difusão da dança afro-brasileira contemporânea. Desde sua fundação, pelo diretor e coreógrafo Luis Deveza, a companhia vem consolidando uma linguagem própria, que une ancestralidade e contemporaneidade, explorando o corpo como território de memória, resistência e invenção. A proposta contempla a remontagem dos espetáculos "Mandinga" e "Orí", obras que marcaram a trajetória da Ensaio Cia de Dança, e a criação e estreia do novo espetáculo, concebido como continuidade estética e simbólica das duas montagens anteriores. O projeto prevê também ações formativas, oficinas, workshops, registros audiovisuais e apresentações acessíveis e gratuitas, ampliando o alcance e o diálogo com públicos diversos. A iniciativa reafirma o compromisso da companhia com a valorização da cultura afro-brasileira, a salvaguarda de expressões imateriais e o fortalecimento da dança baiana independente, contribuindo para a descentralização da produção artística e a democratização do acesso à arte. Ao promover o encontro entre artistas, comunidades e territórios culturais distintos, o projeto atua na formação de público, na difusão da criação contemporânea e na continuidade de uma pesquisa que atravessa corpo, identidade e espiritualidade. Enquadramento Legal — Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet) O projeto "15 anos Ensaio Cia de Dança" atende plenamente às finalidades do Art. 1º da Lei Rouanet, enquadrando-se nos seguintes incisos: Art. 1º, inciso I _ "Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais." O projeto oferece apresentações gratuitas e ações formativas abertas ao público, assegurando o direito de acesso à arte e à cultura como bem comum. Art. 1º, inciso II _ "Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais." A Ensaio Cia de Dança fortalece a produção cultural da Bahia e do Nordeste, priorizando a circulação regional e a valorização de artistas e técnicos locais. Art. 1º, inciso III _ "Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores." O projeto difunde a dança afro-brasileira como manifestação artística e reconhece seus criadores e intérpretes como agentes fundamentais da cultura nacional. Art. 1º, inciso IV _ "Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional." A obra protege e visibiliza as expressões culturais afro-brasileiras, base essencial da diversidade e do pluralismo cultural do país. Art. 1º, inciso V _ "Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira." O projeto preserva e reinventa tradições corporais e musicais afrodescendentes, contribuindo para sua continuidade e ressignificação no presente. Art. 1º, inciso VI _ "Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro." As montagens e remontagens da companhia atuam na preservação do patrimônio imaterial da dança afro-brasileira, reconhecido como herança viva da cultura nacional. Art. 1º, inciso IX _"Priorizar o produto cultural originário do País." Toda a criação artística é original e brasileira, composta por artistas, coreógrafos e músicos nacionais comprometidos com a valorização da cultura local. Objetivos Atendidos — Art. 3º da Lei nº 8.313/91 O projeto também cumpre objetivos do Art. 3º, especialmente: I _ Incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) "Instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura." As oficinas e workshops oferecidos nas cidades participantes atuam como espaços formativos, fortalecendo o aprendizado técnico e teórico de artistas e educadores locais. II _ Fomento à produção cultural e artística, mediante: a) "Produção de vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais." O projeto prevê o registro audiovisual do processo e das apresentações, compondo um acervo de memória e difusão. c) "Realização de espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore." As 18 apresentações gratuitas contemplam a circulação da dança contemporânea afro-brasileira como expressão artística e cultural. e) "Realização de festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres." A estrutura do projeto articula arte, formação e difusão, configurando-se como um evento de relevância pública e cultural. III _ Preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) "Proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais." O projeto valoriza tradições afro-brasileiras e expressões populares que compõem a identidade da dança e da música do país. IV _ Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) "Distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos." Todas as apresentações serão gratuitas e acessíveis, assegurando inclusão e democratização do acesso à arte. V _ Apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: c) "Ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura." O projeto articula diversas linguagens artísticas, formação e acessibilidade, sendo de evidente relevância cultural e social. Síntese O projeto "15 anos Ensaio Cia de Dança" reafirma o papel transformador da arte como ferramenta de resistência e pertencimento. Ao celebrar 15 anos de trajetória, a companhia não apenas revisita sua história, mas projeta o futuro da dança afro-brasileira no Brasil contemporâneo, promovendo difusão, formação, preservação e inovação artística. Sua execução representa um investimento simbólico e social no fortalecimento da cultura nacional, consolidando a Ensaio Cia de Dança como patrimônio vivo da criação baiana e ampliando o acesso da população às expressões culturais que refletem nossa diversidade, ancestralidade e identidade.

Estratégia de execução

APRESENTAÇÃO DE PESQUISA – ESPETÁCULO “TAIWÒ”TAIWÒ é o terceiro e último capítulo da trilogia criada pela Ensaio Cia de Dança, que teve início com Mandinga e seguiu com Orí. Nesta nova obra, a companhia aprofunda sua pesquisa sobre o corpo afro-diaspórico, a ancestralidade e as espiritualidades de matriz africana, propondo uma investigação poética sobre a dualidade, o espelhamento e a complementaridade dos opostos.O título vem do termo iorubá Taiwò, que significa “o primeiro gêmeo a provar o mundo”. Na tradição iorubá, os gêmeos sagrados — Ibeji — simbolizam o equilíbrio e a interdependência entre as forças da vida. Taiwo nasce primeiro, enviado por seu irmão Kehinde para “experimentar” a existência e retornar espiritualmente com a resposta sobre se o mundo é bom. Assim, Taiwo representa a travessia, o movimento entre o visível e o invisível, o que vem antes e o que vem depois, o que parte e o que retorna.No percurso da trilogia, Mandinga tratou do corpo enquanto sabedoria e resistência — um corpo que se reinventa através das práticas da capoeira e do candomblé, afirmando a força das tradições afro-brasileiras na construção identitária do povo negro.Em Orí, a companhia mergulhou na espiritualidade e no poder da cabeça como centro da consciência, da fé e da ancestralidade, propondo uma reflexão sobre o equilíbrio interno e a necessidade de reconexão com o sagrado.Agora, em TAIWÒ, essa trajetória alcança o ponto de convergência: o nascimento. O espetáculo simboliza o início e o retorno, o diálogo entre o que abre e o que encerra um ciclo. A pesquisa propõe refletir sobre a dualidade entre matéria e espírito, corpo e cosmos, vida e morte, e sobre o papel do corpo como mensageiro entre esses mundos.A montagem parte de laboratórios coreográficos e rituais de escuta corporal, atravessados por música ao vivo, cantos em iorubá, ritmos percussivos e movimentos que evocam a ancestralidade africana em diálogo com a contemporaneidade.TAIWO nasce, portanto, como um rito de passagem, onde o corpo-dançante se torna veículo da memória, da continuidade e da criação de um novo ciclo de existência.Mais do que encerrar uma trilogia, o espetáculo propõe um reencontro: entre passado e futuro, entre o primeiro e o último respiro, entre quem veio antes e quem ainda virá.TAIWÒ é o espelho de Kehinde — e é também o reflexo da própria Ensaio Cia de Dança ao celebrar 15 anos de trajetória, reafirmando sua vocação para transformar a ancestralidade em movimento e o corpo em testemunha viva da história afro-brasileira.

Especificação técnica

O projeto 15 anos Ensaio Cia de Dança será realizado ao longo de 17 meses, divididos em três grandes etapas — pré-produção, produção e pós-produção — contemplando os eixos artístico, formativo e documental. O conjunto das ações propõe a remontagem dos espetáculos Mandinga e Orí, a criação e circulação de uma nova obra inédita (Taiwò), além de oficinas, palestras e a produção de um acervo audiovisual que consolida a memória e o legado da companhia.Na etapa de pré-produção (1 mês), serão realizadas todas as ações de planejamento e estruturação do projeto, incluindo o detalhamento do cronograma de atividades, a contratação das equipes técnica, artística, pedagógica e administrativa, a definição e reserva dos espaços de ensaio e apresentações, bem como a elaboração do plano de comunicação e divulgação. Essa fase também contempla a aquisição de materiais de trabalho e a organização de logística e transporte. O principal resultado esperado é o início dos processos criativos com equipe estruturada, metas definidas e condições ideais para execução das etapas seguintes.A produção (14 meses) representa o núcleo central do projeto e se divide em quatro momentos complementares: remontagem de repertório, criação inédita, circulação e formação artística.As remontagens dos espetáculos Mandinga e Orí terão duração de quatro meses cada, com ensaios de atualização técnica e coreográfica e adequações nos elementos de luz, som, figurino e cenografia. Mandinga aborda as transversalidades entre a capoeira e o candomblé como expressões de resistência e sabedoria ancestral, reafirmando o corpo como portador de memória e identidade. Já Orí reflete sobre as dimensões simbólicas e espirituais do corpo, tratando a cabeça como centro da fé, da consciência e da criação. Ambas as obras terão apresentações gratuitas e acessíveis em Salvador, Ilhéus e Juazeiro, acompanhadas de oficinas e rodas de conversa que aproximam artistas e público.A criação e montagem do novo espetáculo Taiwò se desenvolverá em um processo criativo coletivo de quatro meses, sob direção de Luís Deveza, integrando pesquisa de movimento, dramaturgia corporal e composição musical original. Inspirado na mitologia iorubá dos gêmeos Ibeji, Taiwo simboliza o nascimento e o renascimento como metáforas da criação artística e encerra a trilogia iniciada por Mandinga e Orí. O processo inclui ensaios diários, construção de elementos cênicos, produção de trilha e figurino, culminando em sua estreia em Salvador. Em seguida, o espetáculo circulará por quatro cidades da Bahia, consolidando a presença da companhia e ampliando a difusão da dança afro-brasileira.A dimensão formativa do projeto se estrutura a partir de um programa pedagógico continuado, atividades práticas e teóricas, unindo aulas, ensaios e oficinas ministradas pelo diretor da companhia. O programa se organiza em três eixos que dialogam com as obras do repertório: Mandinga (corpo histórico e ancestralidade), Orí (espiritualidade e consciência) e Taiwò (nascimento e criação). A proposta metodológica compreende o corpo como território de conhecimento e resistência, combinando pesquisa de movimento, escuta rítmica, trabalho coletivo e experimentação criativa. Cada módulo culminará em uma apresentação pública ou mostra de processo, transformando o aprendizado em experiência compartilhada.Durante o período de circulação, o projeto também promoverá ações formativas e mediações culturais — palestras, rodas de conversa e oficinas abertas — que abordarão temas como processos criativos, corporalidade afro-brasileira, musicalidade, e produção artística independente. Essas atividades terão duração média de duas a três horas por encontro e serão conduzidas por artistas da companhia e convidados.A pós-produção (2 meses) será dedicada à finalização e documentação do projeto, incluindo a edição e catalogação dos registros audiovisuais e fotográficos, a organização do acervo digital e a publicação de conteúdos de difusão. Essa etapa também compreende a elaboração dos relatórios técnicos, artísticos e financeiros e a avaliação geral das ações realizadas.Os produtos complementares incluem o desenvolvimento da identidade visual e do material de comunicação do projeto, a produção de vídeos institucionais e a criação do Acervo Digital – 15 anos Ensaio Cia de Dança, reunindo making of, entrevistas e registros das apresentações.Materiais e equipamentos utilizados: sistema de som profissional, refletores e mesa de luz, figurinos e adereços, câmeras, microfones, softwares de edição, cenário portátil e materiais pedagógicos digitais.Resultados esperados: Consolidação da linguagem estética da Ensaio Cia de Dança, fortalecimento de seu repertório e identidade afro-brasileira, ampliação do acesso à formação artística e valorização do corpo negro como território de memória, criação e potência. O projeto também reafirma a relevância da companhia no cenário nacional e preserva sua trajetória através da criação de um acervo permanente de pesquisa, arte e educação.Espetáculos: - 6 bailarinos em cena cada- 60 minutos de apresentação cada- 6 apresentações cada (total 18 apresentações)- Material: espaço, equipamentos de som e luz compatíveis com as necessidades dos espetáculos, alimentação de camarim (catering), figurinos e cenografia- Público esperado: 400 espectadores por apresentação (total 7200 pessoas)- Local: Salvador, Juazeiro e IlhéusOficinas:- 1 professor de dança- duração: 10 meses- carga horária: 40 encontros de 2h/aula (total 80h/aula)- Material: sala de dança adequada e equipamento de som- Vagas: 50- Local: SalvadorWorkshop de capoeira (imersão Mandinga):- 1 professor especialista- duração: 2 meses- carga horária: 8 encontros de 2h/aula cada (total 16h/aula)- material: sala adequada e equipamento de som- vagas: 50- Local: Salvador

Acessibilidade

A acessibilidade no projeto “15 anos Ensaio Cia de Dança” é concebida como um princípio de inclusão e democratização do acesso à arte, garantindo que pessoas com deficiência possam participar, compreender e vivenciar as atividades propostas. As ações de acessibilidade serão integradas às etapas de circulação, formação e disponibilização dos espetáculo gravados nas plataformas de streaming da companhia, priorizando soluções viáveis e sustentáveis.1. Acessibilidade FísicaAs apresentações, ensaios e oficinas ocorrerão em espaços culturais que já possuam infraestrutura acessível, priorizando locais com:- Rampas de acesso e banheiros adaptados, conforme as normas de acessibilidade vigentes;- Circulação livre de barreiras arquitetônicas, garantindo autonomia de deslocamento para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida;- Assentos preferenciais e áreas reservadas para pessoas com deficiência e acompanhantes;- Equipe de acolhimento capacitada, preparada para orientar o público e oferecer suporte durante os eventos.- Essas medidas asseguram a participação plena do público, sem necessidade de intervenções estruturais adicionais, e reforçam o compromisso da companhia com a inclusão e o cuidado nos espaços de fruição cultural. 2. Acessibilidade de ConteúdoA acessibilidade de conteúdo será garantida por meio de recursos que ampliam a compreensão e a experiência artística de pessoas com deficiência auditiva e visual. Serão adotadas as seguintes ações:- Tradução e interpretação em Libras durante todas as apresentações e atividades formativas;- Audiodescrição para o espetáculo, permitindo que pessoas com deficiência visual acompanhem a narrativa e a performance;- Legendas descritivas em vídeos e registros audiovisuais disponibilização dos espetáculo gravados nas plataformas de streaming da companhia, ampliando o acesso de pessoas com deficiência auditiva;- Conteúdos digitais acessíveis, com contraste visual adequado e compatibilidade com softwares de leitura de tela;- Visitas sensoriais guiadas antes das apresentações, quando possível, para aproximação tátil e sonora ao espaço cênico e aos elementos do espetáculo.Esses recursos asseguram a acessibilidade comunicacional e simbólica, possibilitando que o público com diferentes necessidades participe plenamente das ações artísticas e formativas do projeto.

Democratização do acesso

O projeto “15 anos Ensaio Cia de Dança” tem como princípio central a democratização do acesso à arte e à cultura, assegurando a participação ampla e gratuita do público em todas as suas ações.As 18 apresentações dos espetáculos “Mandinga”, “Orí” e Taiwò serão totalmente gratuitas e de livre acesso ao público, realizadas em espaços culturais e teatros públicos das cidades de Salvador, Ilhéus e Juazeiro priorizando locais com infraestrutura acessível, circulação popular. e locais públicos quando a apresentação for em locais alternativos.Não haverá cobrança de ingressos nem comercialização de produtos culturais — todas as atividades serão oferecidas como bens culturais públicos, financiados pelo mecanismo de incentivo à cultura.Como forma de ampliação de acesso, o projeto prevê ainda:- Ensaios abertos ao público, que permitirão o acompanhamento do processo criativo e o diálogo direto com a comunidade;- Oficinas formativas e workshops gratuitos, voltados a artistas, educadores e estudantes, estimulando a formação de novos públicos e criadores;- Exibições audiovisuais e materiais digitais acessíveis, com legendas e audiodescrição;- Transmissão de trechos de apresentações e bastidores pela internet, ampliando o alcance e a difusão do projeto nas redes sociais da companhia.- Essas ações asseguram que o projeto alcance públicos diversos e de diferentes regiões, fortalecendo o papel social da dança como instrumento de educação, pertencimento e valorização das expressões afro-brasileiras.

Ficha técnica

Direção e Coordenação:Direção Geral e Artística: Luís DevezaProdução executiva: Lucila Poppi Produção Geral: Sofia SerafimElenco e Criação ArtísticaElenco Fixo: 6 bailarinos/intérpretes da Ensaio Cia de DançaCoreografia e Criação: Luís DevezaDramaturgia: Bruno de JesusFigurino e Adereços: Jorge SilvaCenografia: Jorge AlbertoTécnica e MontagemTécnico de Luz: Anderson RodrigoAções FormativasOficinas e Workshops: ministrados por Luís DevezaMini-Bios:Luis Deveza - Direção artística, coreografia e professorBailarino, coreógrafo, diretor artístico e produtor cultural, com mais de 30 anos de atuação entre a dança contemporânea e moderna. Sua pesquisa integra dramaturgia do corpo, criação coreográfica e saberes de matrizes africanas e indígenas, unindo a fisicalidade técnica às expressões populares e rituais. Sua formação teve início no projeto Bahia Afro e Lendas, com o professor Edson Souto, e se consolidou na Escola de Dança da FUNCEB. A partir desse percurso, desenvolveu uma linguagem própria que mescla energia ancestral e princípios da cena contemporânea.Sofia Serafim - Produção geralProdutora cultural, artista, educadora, bailarina e diretora de projetos com mais de 10 anos de atuação. Atua junto à produção de espetáculos de dança, música e teatro, com experiência em produção executiva, produção operacional, gestão de equipes, além da escrita de projetos culturais para editais públicos e privados, coordenação de circulação e articulação com espaços culturais e instituições. Desenvolve e acompanha ações formativas, oficinas e residências artísticas, integrando também núcleos de pesquisa e criação. Possui vivência em projetos financiados por leis de incentivo, fomentos municipais, estaduais e federais. Sua atuação conecta práticas artísticas e políticas públicas, com foco na valorização da cultura, educação e equidade.Lucila Poppi - Produção exectivaProdutora cultural com 20 anos de atuação, trabalha com projetos voltados para linguagens de música, dança, audiovisual e, especialmente, vinculados às culturas tradicionais brasileiras. Fundadora da Cia Brasílica (2006) e da Juremas Coletiva Percussiva (2018). Sócia da Etù Produções. Também é produtora colaboradora da B15 Arte e Cultura e do projeto Traseuntis Mundi, de Cândida Borges. Tem experiência com a elaboração e gestão de projetos dentro de políticas públicas municipais, estaduais e federais. Recebeu o Prêmio Periferia 2024 e foi finalista do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2024.Bruno de Jesus - DramaturgiaBailarino, coreógrafo, diretor artístico e dramaturgo. Doutorando e mestre em Dança pela UFBA, foi professor substituto na instituição e é idealizador da Plataforma Nacional de Artes Negras. Com mais de 12 obras coreográficas, destaca-se pela pesquisa em dramaturgias do corpo negro e pela direção de DI-Quebrada, vencedor do Prêmio Nacional Leda Maria Martins. Também dirigiu o documentário Raimundos: Mestre King e as Figuras Masculinas da Dança na Bahia e atua em produções nacionais e internacionais que cruzam dança, performance e escrita cênica.Anderson Rodrigo - iluminadorDiretor, coreógrafo, iluminador e pesquisador com mais de 25 anos de trajetória na dança. Reconhecido pela obra Poesia de Um Corpo, destaca-se também na criação de iluminações cênicas que exploram a tridimensionalidade do corpo em cena. Como técnico de luz, assinou projetos para companhias como Ênsaio Cia de Dança, Áttomos, Omi Cia de Dança, Jorge Silva Cia de Dança e Escola de Dança da FUNCEB. Formado pela FUNCEB e com estudos na Escola de Dança da UFBA, é graduando em Ciências Sociais pela UNEB. Jorge Alberto (JA Design) - Cenografia Jorge Alberto é cenógrafo e designer de cena que assina trabalhos de cenografia, adereços e decoração sob o selo JA Design. Tem registro de projetos para festas e intervenções públicas — inclusive decorações temáticas de São João e cenografias para a Ala infantil da FLIPELÔ — além de apresentar processos criativos e maquetes. O artista também divulga um selo/linha chamada Di Terreiro, vinculada ao trabalho de design/decoração que desenvolve. Prática em montagem de estruturas cenográficas, adereços e cenotécnica voltada a eventos culturais e comunitários.Jorge Silva - FigurinistaJorge Silva é diretor, coreógrafo e figurinista baiano. À frente da Jorge Silva Cia de Dança, assina também os figurinos de seus próprios espetáculos, como Em Breve, Palafitas e Acúmulo de Desejos, além de colaborar com outras companhias, a exemplo do Balé Jovem de Salvador (Agni), Reforna Cia de Dança e Bolero. Seu trabalho se destaca pela integração entre corpo, movimento e visualidade, criando figurinos que expandem a expressividade da cena e dialogam com a estética contemporânea da dança baiana.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.