Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Um espetáculo teatral de 65 min. Adaptação do romance "GRITO" de Godofredo de Oliveira Neto, membro da ABL.A montagem parte de uma trama densa e contemporânea para refletir sobre a condição humana e suas contradições. No palco, ganha relevo o embate entre gerações e corpos: uma mulher mais velha e um jovem ator negro constroem uma relação atravessada por afeto, desejo, preconceito e resistência. O espetáculo transita entre realidade e metáfora, fazendo ecoar os silêncios sociais e os gritos abafados que marcam nossa época.
"O Grito" é uma peça de teatro que explora a complexa relação entre a octogenária Eugênia, uma ex-atriz de teatro, e o jovem e ambicioso Fausto. A narrativa é uma jornada entre o real e o imaginário, onde a linha entre a realidade e a ficção é constantemente borrada.A peça conduz o público por um labirinto de emoções, memórias e criações, explorando a relação entre a arte e a vida. A partir da perspectiva de Eugênia, a trama questiona a natureza da arte e da realidade, investigando como a criação e a encenação podem influenciar e refletir a realidade. Com uma abordagem inovadora, "O Grito" oferece uma reflexão profunda sobre a arte e a vida.
Objetivo Geral Realizar a adaptação teatral da obra "GRITO", de Godofredo de Oliveira Neto, com dramaturgia adaptada por Julio Lellis, abordando de forma crítica e poética os temas do envelhecimento, do etarismo e das relações inter-raciais, fortalecendo o teatro como espaço de debate social e cultural. Objetivo Específico · Valorizar a literatura brasileira por meio da adaptação cênica de uma obra de relevância contemporânea. · Estimular a reflexão do público sobre a terceira idade e o etarismo, combatendo preconceitos estruturais, através de bate papo após os espetáculos, pelo menos um por semana durante a temporada de um mês (teatro público) ou mais meses em teatro privado. · Abordar de forma sensível a relação entre uma mulher mais velha e um jovem ator negro, questionando estereótipos sociais e de gênero. · Promover a circulação do espetáculo em diferentes espaços culturais, ampliando o acesso democrático ao teatro. · Contribuir para a formação de plateias críticas e diversas, conectadas aos debates atuais da sociedade.
A escolha da obra "GRITO" responde à necessidade de ampliar o debate sobre envelhecimento, etarismo e diversidade racial, questões cada vez mais presentes no imaginário coletivo e na cena artística brasileira. Ao propor essa adaptação, buscamos valorizar a dramaturgia nacional contemporânea e provocar reflexões críticas no público, promovendo representatividade e diálogos urgentes. A montagem reafirma o papel do teatro como espaço de enfrentamento simbólico das desigualdades e como campo fértil para a experimentação estética e política. Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória e priorizar o produto cultural originário do País. O uso de recursos da lei será necessário para o fomento à produção cultural e artística, mediante realização de espetáculo de artes cênicas.
não se aplica
O espetáculo “O Grito" de Godofredo de Oliveira Neto reconhece a arte como espaço de encontro e diversidade. Assim, o projeto reafirma seu compromisso com a acessibilidade plena, garantindo que pessoas com deficiência e mobilidade reduzida possam vivenciar a experiência teatral em igualdade de condições.As ações estão organizadas em quatro dimensões:1. Acessibilidade física: As apresentações ocorrerão em espaços com infraestrutura acessível, dispondo de rampas, áreas reservadas, assentos preferenciais e banheiros adaptados. A equipe técnica será orientada para assegurar segurança e conforto no deslocamento do público durante todo o evento. O nosso critério de escolha do teatro será aquele que atenda essa demanda.2. Acessibilidade comunicacional: Serão oferecidas sessões com intérprete de Libras e audiodescrição, conforme disponibilidade técnica e agenda de apresentações. O material de divulgação conterá descrição textual das imagens e informações claras sobre os recursos disponíveis em cada sessão.3. Acessibilidade atitudinal: Toda a equipe de produção e atendimento participará de ações de sensibilização voltadas ao respeito à diversidade e à inclusão. A proposta é que o acolhimento seja uma prática cotidiana, refletindo o espírito crítico e humanista do espetáculo, que também questiona estruturas de poder e representação cultural.4. Comunicação acessível: Nos canais digitais do projeto, serão utilizados recursos de acessibilidade — legendas em vídeos, textos alternativos em imagens e linguagem simples — para ampliar o alcance da comunicação e o acesso às informações do espetáculo.Essas ações seguem as diretrizes da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e as políticas de democratização do acesso à cultura da Lei Rouanet, reafirmando o princípio de que a arte é um direito de todos.
O projeto “O Grito" tem como princípio a democratização do acesso à arte teatral, buscando atingir diferentes públicos e promover a circulação cultural de forma ampla e inclusiva.A distribuição dos ingressos será realizada com a venda a preços populares e a reserva de cotas gratuitas destinadas a escolas públicas, instituições sociais, comunidades periféricas e pessoas com deficiência. Essa política assegura que públicos diversos possam participar da experiência cênica, ampliando o alcance social do projeto.Além das apresentações regulares, o projeto prevê ensaios abertos ao público e rodas de conversa após algumas sessões, permitindo o diálogo direto entre artistas, estudantes e espectadores sobre os temas abordados no espetáculo — como poder, representação e identidade na cultura brasileira.Será promovida também oficina paralela de iniciação a produção teatral, com foco em jovens e agentes culturais locais periféricos e de comunidade, contribuindo para a formação de novas redes culturais da região.A comunicação do projeto incluirá divulgação digital acessível (com legendas, textos alternativos e linguagem simples) e a transmissão de trechos ou bastidores pela internet, garantindo o acesso remoto ao conteúdo artístico e educativo.Essas ações reforçam o compromisso do projeto com a democratização do acesso aos bens culturais, em consonância com os princípios da Lei Rouanet, valorizando a diversidade, a inclusão e o direito de todos à experiência teatral.
Texto: Godofredo de Oliveira Neto· Godofredo de Oliveira Neto é escritor, professor e membro da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a Cadeira nº 35 desde 2022. Nascido em Blumenau (SC), é doutor em Letras pela UFRJ, com formação em Letras e Relações Internacionais pela Universidade de Paris. Professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1980, atuou também como diretor do Departamento de Ensino Superior do MEC.· Autor de mais de vinte obras entre romances, contos e ensaios, tem como temas centrais a identidade, a cultura brasileira e as relações de poder. Entre seus livros destacam-se Menino Oculto e O Desenho Extraviado de Hieronymus Bosch. Sua trajetória combina produção literária, pesquisa acadêmica e atuação cultural, consolidando-o como uma das vozes mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Direção Artística: Julio Lellis Dirigiu diversos curtas e, atualmente, está realizando a montagem de um longa-metragem sobre a vida da escritora Nélida Piñon, numa produção hispânico-brasileira. "Nélida Piñon - O Atlântico e suas Correntes" conta a vida e obra de uma das mais importantes escritoras do mundo. Direção de Produção: Christiano Nascimento A Mulher Monstro – Teatro Laura Alvim (RJ) – Direção: José Neto Barbosa – 2017 Realização S.E.M Companhia de Teatro Uma Peça para Dois – Teatro Maison de France (RJ) – Direção: Delson Antunes – 2018 Luzes, Câmera e uma Boa Ação – Exposição do Artista plástico Abyner Gomez com patrocínio da Cesgranrio – Curadoria e Concepção – 2019 Redenção – Museu da Justiça (RJ) – Direção Ary Coslov (versão on-line na pandemia) 2020. O que é isso Produção? MUF – Museu de Favela – Pavão, Pavãozinho e Cantagalo – workshop de preparação para o edital Retomada 2 – SECEC/RJ – Contemplados com R$ 50K para o projeto de formação de mediadores – 200 anos de (in)dependência. 2021 Eu não sou João Caetano – Itaboraí – Niterói e Rio de Janeiro – Direção: Reinaldo Dutra – 2022 (versão on-line na pandemia 2021) – Edital Retomada 2 – SECEC/RJ Documentário dos bastidores do espetáculo: Eu não sou João Caetano_ Direção e edição_ curta metragem 2023. Ministrante da disciplina de Produção em Artes Cênicas do curso de pós graduação da Associação Brasileira de Gestão Cultural – ABGC 2023 – 2024. Silêncios Claros – Cidade das Artes (RJ) – Arena B3 (SP) – Teatro da UFF (Niterói) - 2025 Atriz: Sonia Clara Atriz brasileira com sólida trajetória em teatro, cinema e televisão. Iniciou sua carreira na década de 1960 e participou de produções marcantes da teledramaturgia nacional, como Guerra dos Sexos, entre outras obras da Rede Globo. No cinema, atuou em longas como Histórias Íntimas, dirigido por Júlio Lellis, além de diversos curtas e espetáculos teatrais contemporâneos. Reconhecida por sua versatilidade e presença cênica, Sônia Clara dedica-se à atuação e à formação artística, integrando projetos culturais voltados à valorização da dramaturgia brasileira. O restante do elenco será escolhido por teste, sendo o outro papel protagonista, vamos dar prioridade de um ator periférico.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.