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Circulação nacional do espetáculo infantil "Ibejis", com 30 apresentações acessíveis nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador. A proposta inclui 1 ensaio aberto gratuito, 4 oficinas de mediação artística, materiais educativos impressos e digitais e registro audiovisual das ações, promovendo o diálogo entre ciência e ancestralidade na valorização da cultura afro-brasileira e da infância.
Inspirado no itan dos gêmeos sagrados da tradição Ketu/Nagô, Ibejis conta a história de Taiwo e Kaindê, irmãos que descobrem, entre brincadeiras e disputas, que a ciência e o orixá são duas linguagens que falam da mesma vida. Unidos por um fio que simboliza ancestralidade e afeto, eles atravessam o mito dos Ibejis e enfrentam a Morte com a força do jogo, da música e da imaginação.O espetáculo celebra a infância como tempo presente e coletivo — onde o conhecimento se faz corpo, ritmo e descoberta — e a acessibilidade é parte da própria narrativa, com Libras, audiodescrição, trilha vibratória e cenários táteis integrados à cena.Entre células e tambores, Ibejis convida crianças e adultos a reencantar o mundo, celebrando a vida, a diversidade e a potência dos encontros.
Objetivo GeralPromover a valorização da cultura afro-brasileira e o diálogo entre ciência e ancestralidade por meio da circulação nacional do espetáculo infantil "Ibejis", ampliando o acesso do público infantojuvenil a uma experiência teatral sensível, inclusiva e antirracista, que fortaleça a representatividade negra e o reencantamento da infância como território de criação, memória e pertencimento. Objetivos EspecíficosRealizar 30 apresentações presenciais do espetáculo "Ibejis", sendo 8 no Rio de Janeiro, 8 em São Paulo, 6 em Belo Horizonte e 6 em Salvador, entre setembro e novembro de 2026.Assegurar acessibilidade integral em todas as apresentações, com intérprete/ator em Libras, recursos de audiodescrição e vibração sonora, promovendo uma experiência estética inclusiva.Realizar 1 ensaio aberto gratuito do espetáculo na cidade de São Paulo.Oferecer 4 oficinas de mediação artística (escrita criativa, desenho, corpo e som), voltadas a crianças e educadores, nas cidades visitadas, articulando arte e formação de público.Produzir e distribuir materiais educativos e de divulgação (programa impresso e digital acessível) que contextualizem o mito dos Ibejis e a relação entre ciência e ancestralidade.Registrar e documentar a circulação por meio de fotos, vídeos e relatórios técnicos, assegurando transparência e comprovação dos resultados.Fortalecer redes de produtores e artistas negros e ampliar o alcance do espetáculo para diferentes regiões do país, contribuindo para a difusão de práticas culturais antirracistas.
A circulação nacional do espetáculo "Ibejis" requer o apoio do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais (Lei nº 8.313/91) para viabilizar uma temporada em quatro capitais brasileiras — Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador — com estrutura técnica, acessibilidade cênica e logística compatíveis com o padrão de qualidade do projeto já aprovado no Edital Sesc Pulsar 2026.O uso da Lei de Incentivo é essencial para garantir a democratização do acesso (Art. 1º, incisos I e II), a difusão de bens culturais (Art. 1º, inciso III) e a preservação e valorização da diversidade étnica e cultural brasileira (Art. 1º, inciso VI)."Ibejis" concretiza os objetivos previstos no Art. 3º da Lei 8.313/91, especialmente:inciso I _ estimular a produção e difusão da cultura nacional;inciso II _ preservar e difundir bens e valores de natureza artística e cultural;inciso IV _ apoiar a participação de artistas e técnicos em atividades culturais em diferentes regiões do País;inciso V _ possibilitar o acesso da população aos bens de cultura;inciso VII _ estimular a pesquisa e a criação de novas linguagens artísticas.A proposta contribui para a formação de plateia infantojuvenil, o fortalecimento da representatividade negra e a integração entre arte, ciência e ancestralidade, ampliando o impacto do projeto para públicos diversos, inclusive com deficiência, por meio de práticas acessíveis e inclusivas.A Lei Rouanet, portanto, é o instrumento adequado para sustentar a expansão territorial e social do espetáculo, viabilizando a circulação nacional e assegurando que o acesso à arte negra e à cultura afro-brasileira ocorra de forma ampla, gratuita ou a preços populares.
PRODUTO 1 – ESPETÁCULO TEATRAL INFANTIL “IBEJIS”Espetáculo com duração aproximada de 50 minutos, voltado ao público infantojuvenil (a partir de 6 anos). Encenação que une teatro, música, movimento e recursos visuais, inspirada no mito dos gêmeos sagrados da tradição Ketu/Nagô. O elenco é composto por dois atores em cena, com direção, dramaturgia, direção musical, figurino, cenário e iluminação assinados por profissionais especializados.O espetáculo integra recursos de acessibilidade incorporados à dramaturgia:Libras em cena, com ator-intérprete;Audiodescrição integrada às falas e movimentos;Trilha vibratória e estímulos táteis, ampliando a fruição sensorial.Cenário modular e de montagem rápida, com objetos contrastantes e elementos táteis. Duração: 50 minutos. Área mínima de palco: 6m (largura) x 5m (profundidade) x 3,5m (pé-direito). Necessita sistema de som estéreo, mesa de luz digital e refletores de LED. Público estimado: 150 a 250 pessoas por sessão.Serão realizadas 30 apresentações presenciais, distribuídas da seguinte forma:8 apresentações no Rio de Janeiro (RJ)8 apresentações em São Paulo (SP)6 apresentações em Belo Horizonte (MG)6 apresentações em Salvador (BA) PRODUTO 2 – ENSAIO ABERTO GRATUITOApresentação especial do espetáculo em formato de ensaio aberto, realizada em São Paulo, com entrada gratuita. Atividade voltada a estudantes, educadores e público em geral, seguida de conversa mediada com o elenco e direção. Objetiva democratizar o acesso e estimular o debate sobre infância, ancestralidade e representatividade negra. Duração total da atividade: 1h30 (50 minutos de apresentação + 40 minutos de mediação). PRODUTO 3 – OFICINAS DE MEDIAÇÃO ARTÍSTICASerão ofertadas 4 oficinas gratuitas, com duração média de 2 horas cada, voltadas a crianças e educadores das cidades visitadas. Temas:Escrita criativa e ancestralidade;Desenho e imaginação simbólica;Corpo e movimento;Som e ritmo como linguagem de criação.As oficinas serão conduzidas por integrantes da equipe artística do espetáculo, articulando práticas de criação com os temas da peça. Cada oficina atenderá até 25 participantes e contará com material básico (papel, lápis, instrumentos simples de percussão). Serão emitidos certificados de participação. PRODUTO 4 – MATERIAIS EDUCATIVOS E DE DIVULGAÇÃOProdução de programa impresso e versão digital acessível (em PDF e audiodescrição), contendo sinopse, ficha técnica, textos de contextualização sobre o mito dos Ibejis, ancestralidade, ciência e acessibilidade na arte. Distribuição gratuita nas apresentações e disponibilização online em plataforma digital do projeto. O material será desenvolvido com design universal, legibilidade ampliada e linguagem acessível. PRODUTO 5 – REGISTRO E DOCUMENTAÇÃO DA CIRCULAÇÃOCaptação fotográfica e audiovisual de todas as etapas do projeto, incluindo bastidores, trechos do espetáculo, oficinas e entrevistas com o elenco. Edição de vídeos curtos para redes sociais e acervo institucional, além de relatório técnico detalhado da execução. A equipe contará com fotógrafo, videomaker e assistente de comunicação. O material servirá para prestação de contas, memória e difusão dos resultados. PRODUTO 6 – RELATÓRIO FINAL E PRESTAÇÃO DE CONTASElaboração de relatório técnico final contendo:Resumo das ações realizadas;Relatório de público;Registro fotográfico e audiovisual;Demonstrativo financeiro e comprovação dos resultados.Documento entregue conforme orientações do Ministério da Cultura, garantindo transparência e rastreabilidade das metas do projeto.
Ações de AcessibilidadeO projeto “Ibejis” será realizado em teatros e espaços culturais públicos que possuam condições adequadas de acessibilidade arquitetônica, incluindo rampas de acesso, sanitários adaptados, assentos reservados e áreas destinadas a pessoas com deficiência física, mobilidade reduzida, idosos e obesos, garantindo plena participação do público. A produção realizará vistoria técnica prévia, em parceria com as equipes locais, para assegurar o cumprimento das normas de acessibilidade dos espaços utilizados.Serão promovidas duas apresentações acessíveis em Libras e duas apresentações com audiodescrição em cada cidade da circulação, devidamente informadas no material de divulgação. As sessões em Libras contarão com intérpretes especializados em atuação cênica, integrados aos ensaios, assegurando harmonia estética e comunicacional com o elenco. As sessões com audiodescrição serão realizadas ao vivo, por profissionais qualificados, com uso de sistema de transmissão individual por rádio ou aplicativo, conforme a infraestrutura de cada teatro.Durante todas as apresentações, haverá acolhimento prioritário a pessoas com deficiência intelectual e neurodiversas, com reserva de lugares próximos às saídas, entrada antecipada para evitar filas e acompanhamento individualizado até o assento. A equipe de recepção será capacitada para atendimento humanizado e acessível, respeitando as especificidades de cada público.A acessibilidade atitudinal será trabalhada por meio de formação da equipe artística e técnica, promovendo práticas inclusivas, linguagem respeitosa e criação de um ambiente acolhedor, que reconhece a diversidade humana como valor central do projeto.Além disso, todos os materiais de comunicação impressos e digitais incluirão legendas, descrições textuais e informações sobre as sessões acessíveis, com observância das boas práticas de acessibilidade digital, como contraste de cores, legibilidade e compatibilidade com leitores de tela. Dessa forma, “Ibejis” assegura não apenas o cumprimento das exigências legais, mas a efetiva democratização do acesso cultural, alinhada à concepção estética do espetáculo, que integra a acessibilidade como linguagem artística.
A produção do projeto pretende contribuir com o processo de democratização de acesso por meio de ações sociais em parceria com as Secretarias de Educação do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador e com Instituições Não Governamentais com foco de atuação em atividades culturais e artísticas.A intenção é disponibilizar 10% de ingressos para alunos e professores em todas as apresentações da peça; lembrando que o poder transformador da cultura está presente em ações que enxergam na arte um caminho para a cidadania.Além disso, a produção se compromete em realizar um ensaio aberto gratuito do espetáculo na cidade de São Paulo, ampliando o acesso do público de diversos territórios, gêneros, etnias e classes sociais.
Sol Miranda - DIREÇÃO — Atriz, diretora e produtora premiada, fundadora do grupo de teatro negro Emú e idealizadora do projeto Segunda Black (Prêmio Shell). Protagonizou o filme Regra 34, vencedor do Leopardo de Ouro em Locarno, e atua em produções de cinema e TV.Isabelle Brum - ELENCO — Atriz e roteirista, integra o elenco de Cinderela Negra e O Tiro no Coração. Formada pela Escola Sesc de Artes Dramáticas, pesquisa máscaras, performance e narrativas afro-brasileiras no teatro contemporâneo.Lucas da Purificação - ELENCO — Ator e cantor, participou de musicais como Tom Jobim – O Musical e Andança – Beth Carvalho para Crianças. Indicado ao Prêmio CBTIJ pelo papel de Jair Rodrigues em Pimentinha – Elis Regina para Crianças.Leandro Melquiades - IDEALIZAÇÃO/COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO/PRODUÇÃO EXECUTIVA— Escritor, dramaturgo e educador. Cofundador da Era Uma Vez o Mundo, cria livros, brinquedos e narrativas que fortalecem o protagonismo infantil negro. Autor da peça Erê e idealizador do podcast Itans e Tantas Histórias.Jonas Maia - DIREÇÃO MUSICAL— Músico, compositor e diretor musical. Desenvolve trilhas e experiências sonoras em espetáculos infantis, com foco em ancestralidade e inclusão sensorial.Flávio Souza - CENOGRAFIA E FIGURINO — Figurinista, cenógrafo e diretor teatral indicado aos prêmios Shell e CBTIJ. Diretor do espetáculo ElefantE (2023), atua há mais de 20 anos investigando o teatro infantil e suas linguagens contemporâneas.Adriana Ortiz - ILUMINAÇÃO — Técnica e designer de luz com ampla experiência em teatro, ópera e musicais. Colabora com importantes diretores da cena brasileira e se especializou em direção técnica de grandes produções.Júlio Luz - DIREÇÃO DE PRODUÇÃO — Produtor, ator e diretor com mais de 20 anos de atuação no mercado cultural. Sócio da Lamparina Produções, coordena projetos teatrais, shows e formações, com experiência em produção executiva e assessoria artística.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.