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Produção e realização da 1ª Edição da SP TANGO QUEER - MOSTRA INTERNACIONAL DE TANGO, evento bienal que tem por objetivo reunir dançarinos profissionais especilistas em Tango, uma das danças mais famosas do mundo. A programação do evento prevê atividades artísticas e educativas, com acessibilidade, ofertadas gratuitamente ao público da cidade de São Paulo.
A Mostra SP Tango Queer reúne 16 atrações artísticas e educativas, entre espetáculos, oficinas, masterclasses com artistas e pesquisadores vindos da Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Filipinas e Brasil. A programação celebra a diversidade do tango contemporâneo, promovendo encontros entre culturas, corpos e perspectivas que ampliam o olhar sobre a tradição e suas transformações. Classificação indicativa: Livre Programação Educativa - de modo a realizar a ampliação do acesso ao projeto cultural gerado, serão realizadas palestras com especialistas sobre temas adjacentes do espetáculo, como:Oficina 01 – Aulão Tango Queer, ministrada por Caio Gomes (São Paulo/BRA)Oficina 02 – Tango Queer Feminista, ministrada pela Milonga La Furiosa (Buenos Aires/ARG)Oficina 03 – Tango Queer e Teoria Descolonial: outras masculinidades, ministrada por Pepe Ramallo (Montevidéu/URU)Masterclass – Tango: Tradição, Cena e Ruptura, ministrada por Leonardo Cuello (Buenos Aires/ARG)Classificação indicativa: Livre
Objetivo Geral:Produção e realização da 1ª edição da SP TANGO QUEER - MOSTRA INTERNACIONAL DE TANGO. Objetivos Específicos:São objetivos específicos do projeto a realização de: Produção da 1ª Edição da Mostra SP Tango Queer, com contratação de equipe técnica e artística especializada na produção de eventos do gênero;Apresentação de 08 atrações internacionais e 04 atrações nacionais, totalizando uma programação composta por artistas/coletivos que desenvolvem o Tango Queer na teoria e na prática;Realização de 04 atividades formativas sobre temas adjacentes do projeto.Adoção de medidas de acessibilidade e democratização no sentido de disponibilizar gratuitamente vídeos na íntegra dos 16 produtos culturais gerados (12 apresentações e 04 oficinas), com recursos de acessibilidade aplicados (Libras, audiodescrição, legendas descritivas, texto simples, etc.), em site do evento.
O tango foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2009 pela UNESCO _ Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura _ em reconhecimento à sua importância para a identidade cultural dos povos do Rio da Prata, entre Argentina e Uruguai.Nascido no final do século XIX, o tango se consolidou ao longo dos anos como uma dança dramática e sensual, popularmente conhecida pela imagem de um homem que conduz uma mulher à sua direita, com passos marcados e corpo levemente inclinado. Essa configuração, contudo, reforça uma hierarquia de gênero, na qual ao homem cabe o papel de condutor e à mulher o de ser conduzida — representação que ainda hoje cristaliza o imaginário coletivo global sobre o tango.Em suas origens, o tango era dançado entre dois homens, já que o abraço entre um homem e uma mulher era considerado obsceno. É importante destacar que essa prática não significa que o tango tenha nascido como uma expressão queer. No entanto, a associação exclusiva do tango a pares heterossexuais consolidou-se apenas com sua popularização mundial a partir da década de 1920, o que produziu um apagamento histórico de sua diversidade inicial.É nesse contexto que a mostra SP Tango Queer se torna particularmente relevante: o projeto trará a São Paulo profissionais e pesquisadores de diversas partes do mundo que compartilharão com o público uma visão contemporânea sobre o tango. A programação incluirá apresentações artísticas, oficinas e masterclasses, oferecendo não apenas espetáculos, mas também oportunidades de formação, troca e reflexão sobre as possibilidades dessa dança no século XXI. Trata-se de uma iniciativa inovadora, que valoriza a diversidade, a inclusão e a circulação de saberes internacionais, ao mesmo tempo em que dialoga com a realidade cultural paulista. Por seu caráter artístico, educativo e social, a mostra justifica plenamente a relevância de contar com o apoio do PROAC e da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de São Paulo, pois contribui para democratizar o acesso à cultura, fortalecer a economia criativa e projetar a cidade como referência internacional em iniciativas ligadas à dança e à diversidade.Lançando mão de recursos e equipe técnica altamente especializada, o projeto pretende oferecer ao público em geral uma programação artística do universo da dança Tango Queer no mundo, com vistas a apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores, nos termos do inciso II, do artigo 1º da Lei Federal de Incentivo à Cultural. Nos termos da alínea "c", do inciso II, do artigo 3º da referida Lei, os recursos captados serão canalizados para a realização de festival de espetáculos de artes cênicas ou congêneres, de modo a atender os objetivos do Programa Nacional de Apoio à Cultura.
Aulão Tango Queer (presencial)O Aulão Tango Queer é direcionado ao público que deseja dar início à dança a dois dentro de uma experiência livre e acolhedora, sem imposição de hierarquias de gênero. A proposta compreende uma breve introdução à cultura do tango e à sua dança, explorando seus elementos essenciais. Em seguida, abordaremos os princípios básicos dessa expressão corporal e partiremos para uma prática com músicas tradicionais. Tango Queer Feminista (Presencial)Inspirada na energia da La Furiosa Milonga (Buenos Aires) esta oficina apresenta o Tango Queer Feminista, que questiona hierarquias de gênero e rompe com os papéis tradicionais da dança. A proposta convida participantes a experimentar livremente os lugares de condução e de seguimento, criando novas possibilidades de encontro, prazer e liberdade no corpo e no coletivTango Queer e Teoria Descolonial: outras masculinidades (Presencial)Ministrada por Pepe Ramallo (Uruguai), esta oficina articula prática corporal e reflexão crítica a partir da perspectiva do Tango Queer e da Teoria Descolonial. Inspirado em sua pesquisa sobre danças dissidentes, como no projeto Pa’ que bailen los chochamus, Ramallo propõe questionar os modelos tradicionais de masculinidade no tango, abrindo espaço para corpos plurais, afetos diversos e novas formas de experimentar o par dançante.Masterclass – Tango: Tradição, Cena e Ruptura (Buenos Aires)Conduzida pelo coreógrafo e bailarino Leonardo Cuello (Argentina), a masterclass investiga os diálogos entre o tango tradicional e suas reinvenções contemporâneas. A partir da experiência de Cuello na criação de obras que expandem os limites da cena – como Tango Varsovia e Cenizas – a atividade propõe exercícios práticos e reflexões sobre como tradição, linguagem cênica e ruptura podem se entrelaçar, revelando novas possibilidades expressivas para o tango atual.
Nos termos da Instrução Normativa 23/2025, a proponente se compromete a adotar medidas de acessibilidade de aspecto arquitetônico e de conteúdo, como: - Realização de apresentações em casa de espetáculos com acessibilidade física tanto na sala de espetáculo e em seus espaços acessórios (banheiros, p. ex.); - Disponibilização de memória audiovisual do projeto (site), com vídeos na íntegra de todas as apresentações (artísticas e educativas), no site do projeto com recursos de acessibilidade aplicado, como LIBRAS, audiodescrição, legenda descritiva, texto em linguagem simples etc.; - Divulgação acessível, com textos e imagens de simples leitura, que possam ser lidos por softwares especializados;- Presença de Intérprete de Libras nas atividades educativas que compõe e programação. No mais, o proponente se compromete a contratar consultoria especializada em acessibilidade cultural, para que possa oferecer as soluções mais adequadas para que a cada um dos produtos culturais gerados por meio do projeto, presencial e virtualmente, adotando ações necessárias para que a memória do projeto pode alcançar mais pessoas.
A distribuição dos produtos gerados por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, observará: 100% de distribuição gratuíta dos ingressos para apresentações, oficinas e masterclass. Da porcentagem total dos ingressos, haverá as seguintes reservas: - até 10% (dez por cento) para patrocinadores, havendo mais de um receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado;- até 10% (dez por cento) para ações de divulgação do projeto;- mínimo de 10% (dez por cento) com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino, com fornecimento de ônibus gratuito para deslocamento dos membros/alunos da instituição.
Maracutaia - Arte e Espaço Público - Fundada em 2014, a Maracutaia é uma produtora cultural com atuação na cidade de São Paulo, dedicada à promoção da arte em diálogo com o espaço público. Representa artistas, grupos e coletivos que desenvolvem trabalhos nas mais diversas linguagens — como arte urbana, performance arte, artes visuais, audiovisual e artes cênicas — com foco na experimentação artística, e circulação local e global.Entre os artistas representados, destaca-se o Desvio Coletivo, referência internacional em arte urbana e performance, com participações em importantes festivais e eventos artísticos na África, Ásia, EUA e Europa.Sob direção de Leandro Brasilio, diretor de produção (DRT 5329/SP) e advogado (OAB/SP 337.631) com especialização em Gestão de Projetos Culturais pela ECA/USP, a Maracutaia atua também no desenvolvimento, gestão e consultoria para projetos culturais, com ampla experiência na elaboração para editais públicos e leis de incentivo à cultura (Lei Rouanet, ProAC ICMS e ProMAC) e ao Esporte. Nos últimos anos, esteve à frente da produção de projetos realizados em eventos de grande relevância, como:Virada Cultural – São Paulo/SP (2015)Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília/DF (2016)Imaginarius - Festival Internacional de Arte de Rua de Santa Maria da Feira – Portugal (2017)Festival Aldeia do Velho Chico, Petrolina/ PE (2017)World Stage Design - evento organizado pela OISTAT – Organização Internacional de Cenógrafos, Arquitetos de Teatro e Técnicos - Taipei/Taiwan (2017)Mindelact – Festival Internacional de Teatro de Mindelo - Mindelo/Cabo Verde (2017)Ansan Street Arts Festival – Coréia do Sul (2018)Festival D’Aurillac – França (2018)GeorgeTown Festival – Malásia (2018)Mostra Teatro de Segunda – Curitiba/PR (2018)FIT - Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto - São Paulo (2019)Nuit Blanche Brussels - Bruxelas/Bélgica (2020)V Edição da CALLE - Bienal de Performance - São Paulo (2023)Desde 2024, a sede da produtora está localizada no 358 – uma ocupação artística situada no bairro do Cambuci, em São Paulo. O espaço tem funcionado como polo criativo e experimental, abrigando uma programação contínua voltada às artes e à cultura, com projetos que atravessam linguagens como artes cênicas, dança, circo, performance, música, literatura, fotografia, arte urbana, artes visuais e audiovisual, como: LABORATÓRIO DE PERFORMANCE, SOM NA SALA, PRETEXTO - CLUBE DO LIVRO, PROJETO PILOTO, além de cursos e oficinas de diferentes linguagens artísticas. Leandro Brasilio - Coordenação de Produção: artista, produtor cultural e advogado. É especialista em Gestão de Projetos Culturais e Eventos pelo Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação da ECA/USP. Diretor de Produção (DRT n. 5.349 /SP). Advogado com ênfase na área cultural (OAB/SP n. 337.631). Desde 2013 trabalha como produtor, desenvolvendo projetos em performance, artes cênicas, artes visuais, arte urbana e audiovisual. Desde 2015 integra o Desvio Coletivo (SP), grupo que atua na zona de fronteira entre arte urbana, performance arte e artes visuais. Produz a circulação global da performance urbana CEGOS que já representou o Brasil em festivais e eventos América do Sul, América do Norte, Europa, África e Ásia, dentre os quais: Festival D’Aurillac (França), Ansan Street Arts Festival (Coréia do Sul), Georgetown Festival (Malásia), Mindelact (Cabo Verde), Festival de Dança de Londrina (Paraná), Virada Cultural (São Paulo), World Stage Design (Taiwan), Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira (Portugal), Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, Festivale – Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba (São Paulo), Festival Aldeia do Velho Chico (Pernambuco), Nuit Blanche Brussels (Bruxelas, Bélgica), dentre outros. Em 2022 foi contemplado pelo Proac 04/2022 – Circulação para mais uma etapa de circulação de CEGOS no Estado de São Paulo; também produz a performance urbana MATRIMÔNIOS, do mesmo coletivo, realizada em São Paulo, em Santiago (Chile) durante o Encuentro 2016 / Hemispheric Instituto de Performance e Política da Universidade de Nova York e em Curitiba/PR, na Mostra Teatro de Segunda em parceria com o Festival de Curitiba. Nas artes visuais, participou da equipe de produção da exposição “Diário de Cheiros: Teto de Vidro”, para o Museu de Arte Contemporânea (MAC/USP) em São Paulo, da artista Josely Carvalho, considerada uma das 120 mulheres latino-americanas radicais pelo Hammer Museum, Los Angeles. Como palestrante, ministrou workshop sobre produção no âmbito de inúmeros festivais ao redor do mundo, com passagens pela Suiça, França, Portugal, Bélgica, Malásia, Taiwan, Coréia do Sul, Cabo Verde, dentre outros, com destaque para o workshop Brazilian Activism Urban Performance, realizado a convite do CIFAS, instituição cultural de Bruxelas, Bélgica, em 2019. Em 2020, ministrou palestra no âmbito do NICHO NOVEMBRO, evento realizado pelo Nicho 54, cujo tema foi “Direitos Autorais: Audiovisual como direito ao trabalho”. No audiovisual integrou a equipe de produção do projetos Queer Eye Brasil (2021), Casamento às Cegos Brasil – II temporada (2022), ambos para Netflix, Match nas Estrelas (2022), para Amazon Prime e Craque da Voz, para TV Globo (2024). Juliana Saviani - é produtora cultural com mais de 20 anos de experiência, atuando em diferentes áreas da cultura, com ênfase no audiovisual, mas também com trânsito em múltiplas linguagens artísticas. Construiu sua trajetória em instituições e produtoras de grande porte, como Endemol Shine Brasil, Sentimental Filmes, Floresta e TV Cultura, acumulando experiência em todas as etapas da cadeia produtiva: planejamento, coordenação de equipes, produção executiva, logística, locação, pós-produção, marketing, controladoria e gestão administrativa. Participou de projetos de grande visibilidade, como The Masked Singer Brasil, Canta Comigo, Casamento às Cegas, Queer Eye Brasil e Troca de Esposas, demonstrando capacidade de articulação entre equipes criativas e administrativas, sempre alinhando rigor de gestão com excelência artística. Possui sólida experiência na gestão de grandes verbas, tanto públicas quanto privadas, atuando diretamente na organização, controladoria e prestação de contas, assegurando transparência, conformidade legal e eficiência na utilização dos recursos. Essa atuação diversificada consolidou sua visão estratégica para a execução de projetos culturais de diferentes formatos e linguagens, característica essencial para iniciativas financiadas por editais públicos, em que planejamento, impacto social e sustentabilidade são determinantes. Suas principais competências incluem organização, gestão de tempo, liderança, comunicação eficiente e resolução de problemas em contextos complexos, com destaque para a habilidade de articular parceiros e recursos, garantindo a viabilidade técnica e a entrega de resultados de alta qualidade.Caio Gomes - é dançarino, professor e produtor cultural com trajetória consolidada no campo do tango queer, atuando de forma contínua na América Latina e na Europa. Sua formação e prática estão profundamente vinculadas à pesquisa de linguagens corporais e à construção de espaços inclusivos de dança, que questionam hierarquias de gênero e ampliam a diversidade no tango contemporâneo. Entre 2016 e 2018, realizou uma viagem de bicicleta por mais de 12.000 km pela América do Sul e Europa, experiência singular que lhe permitiu integrar arte e vida de forma radical. Nesse percurso, Caio compartilhou a dança em milongas e festivais queer em países como Argentina, Uruguai, Colômbia, Espanha, Itália e Turquia, estabelecendo redes de colaboração e de trocas artísticas internacionais. Essa vivência itinerante foi fundamental para o amadurecimento de sua pesquisa, permitindo-lhe atuar em diferentes comunidades e contextos culturais, sempre a partir da perspectiva do tango queer como linguagem plural e política. Em 2018, Caio fixou-se em Buenos Aires, reconhecida como a capital mundial do tango, onde aprofundou sua formação com professores e mestres de destaque. Nesse período, passou a atuar como personal dancer, professor de aulas individuais e coletivas, organizador de milongas e produtor de eventos culturais, desenvolvendo uma prática que articula tradição e inovação. Sua atuação busca promover o tango queer não apenas como estética de dança, mas como um espaço de convivência democrática e de transformação social. Como bailarino, integrou espetáculos da Cia Del Otro Lado, com apresentações em Bariloche, Mar del Plata e Buenos Aires, expandindo sua experiência de palco em diferentes formatos e públicos. No campo da produção, organizou milongas queer em distintas cidades, entre as quais se destacam: La Atorranta (realizada em Bariloche e em São Paulo), El Arrebol (Bariloche) e a TITA Milonga QUEER (Buenos Aires, 2022), esta última considerada uma referência na cena portenha pela valorização da diversidade e pela abertura de espaços de experimentação artística no tango. Sua trajetória inclui ainda colaborações em diferentes festivais, atuando como assistente de produção, dançarino convidado e monitor de aulas em encontros de tango de abrangência internacional. Nessas experiências, Caio tem contribuído para a circulação de práticas e reflexões sobre o tango queer, inserindo-o como eixo estético e político nas programações e fortalecendo sua visibilidade global. Ao longo de sua carreira, vem se dedicando a construir uma prática artística comprometida com a inclusão, a diversidade e a inovação. Sua atuação combina criação artística, produção cultural e pedagogia da dança, configurando-se como um trabalho que ultrapassa fronteiras e que contribui de maneira significativa para a expansão, consolidação e reconhecimento do tango queer tanto no Brasil quanto no exterior.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.