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Criação e apresentação do espetáculo solo MARIAS, protagonizado por Luciana Amaral (LuCorina), que mergulha nas múltiplas camadas do universo feminino. A proposta contempla pesquisa, dramaturgia original, produção cênica e circulação teatral. O projeto valoriza a potência das mulheres por meio de uma linguagem sensível, crítica e poética.
Espetáculo solo LuCorinaAtriz, arte educadora e produtora cultural celebrará em 2026, 23 anos de carreira profissional, criando o seu primeiro espetáculo solo.O espetáculo vai construir uma narrativa através de uma linguagem artística, leve e divertida, trazendo reflexões sobre ser mulher na contemporaneidade e celebrar a potência feminina que há em todas nós. LuCorina acredita no poder transformador da Arte e quer auxiliar através deste Solo, na construção de uma auto estima feminina mais elevada que conduzirá a mulher em todo o seu empoderamento de suas relações pessoais e profissionais.MARIASQuantas Marias somos entre Santa e Puta?O ponto de partida para a construção espetáculo se dá na escolha de seu nome, Marias. A primeira imagem de Maria, é a da mãe de Jesus, a mulher doce e santa, pura que com amor cria o salvador do mundo. Ao lado dela a segunda Maria, Madalena, a que desagradou a todos e foi julgada como puta, até enfim conhecer seu salvador e entrar nos “eixos”. Esses dois arquétipos femininos, analisados de forma superficial e deturpados pela nossa sociedade patriarcal, ditam muito de como nós mulheres somos rotuladas em nossa sociedade, ainda hoje na atualidade. Ou nos encerram como Santas, maculadas e puras, amorosa e muitas vezes submissa, ou nos encerram como raivosas, loucas, inconsequentes e desobedientes, putas!E o que há entre os polos que dividem uma Maria da outra, todo um Mar de histórias e vida de todas as Marias que somos! Falar de Marias é falar sobre o ser mulher, seus desafios e potenciais, falar destas tantas Marias que somos ao longo da nossa vida é quebrar as barreiras entre as duas imagens fixadas que a estrutura patriarcal nos delimitou.É um convite para ver e saltar estes muros/rótulos de Marias e celebrar a liberdade de ser a mulher que se quiser ser, com ou sem rótulos, respirar o feminino em sua potência e em sua vulnerabilidade. E celebrando este Mar de Marias possíveis e reais, arquetipicamente brasileiras, pra além dos dois arquétipos de Maria mãe de Jesus e Maria Madalena, através da linguagem e pesquisa da comicidade, o espetáculo irá contribuir para a reflexão de um olhar feminino mais amplo e diversificado, propondo novas perspectivas da mulher contemporânea.A base da construção vem a partir de registros auto biográficos da trajetória da atriz e sua experiência nos palcos, na arte educação e em consultório como mentora de comunicadores e terapeuta, onde auxilia diversas mulheres a se empoderarem de suas histórias e suas vozes. A Narrativa visa unir as histórias da trajetória de LuCorina ao universo de outras tantas mulheres, através de uma linguagem sensível e amorosa, cômica muito embora em alguns momentos sejam tratados temas densos. Mediante a construção autobiográfica a narrativa visa inspirar outras mulheres a superarem seus desafios com base da escuta de superações reais. De Mulher para Mulher! (Mariiiisssaaaa…)Acrescentamos que falar de Marias, é falar também de ancestralidade, e honrar todas as Marias vindas antes de nós. Para se empoderar da força feminina é necessário olhar para nossas raízes e crescer, honrar as que vieram antes de nós é invocar pertencimento, conexão, carinho e autocuidado. A maioria de nós mulheres, somos filhas de Marias silenciadas em suas potencialidades, anuladas em suas individualidades, sentenciadas ao cuidado dos sonhos dos demais, muitas sob constante ameaça de uma estrutura tolerante e violeta. Mulheres que ousam sonhar, se empoderar emocionalmente e financeiramente estão honrando suas ancestrais, quebrando este ciclo de opressão. Honrando as Marias que vieram antes de nós, as que somos e as que ainda virão, cada vez mais livres da opressão de nossas estruturas sociais.A construção dos movimentos e cenas de Marias se dará através da comédia. LuCorina é comediante e em sua trajetória somam-se prêmios em festivais de comédia por todo país. Para além disso, a escolha do gênero também vem para auxiliar a plateia a refletir de forma lúdica, sensível e prazerosa a tantas questões importantes de serem debatidas, mas sem deixar de lado a irreverência e a celebração da potência feminina inclusive no humor como cita a atriz e comediante Ingrid Guimarães em entrevista para revista GQPortugal publicada em 6 de maio de 2023:(...) “As mulheres não podiam ser atrizes, até há pouco tempo atrás, eram putas. Quiçá rir de boca aberta ou fazerem graça (...) Tivemos grandes mulheres comediantes que não foram reconhecidas porque não tinha espaço para elas. É um movimento muito maior do que a mulher ser protagonista: tem que ter mulher que escreve, que dirige. O filme tem que ser sobre a mulher (...)”Reforçamos assim uma quebra de paradigmas onde a mulher era um gênero utilizado até pouco tempo no Brasil, somente para exibir seus corpos ou para rir dele. A comédia vem sendo passo a passo território de comediantes mulheres. Sendo assim uma mulher comediante, cercada por uma equipe de mulheres, contará por meio da comédia sua trajetória de riso e resistência. Uma evidência de que é possível que toda mulher pode e deve estar no lugar que desejar no mundo. Ao acessar sua força ela pode enfim saltar os muros que a encarceram e viver, celebrar a sua potência feminina. E unida a diversas Marias criar sua vida para além dos limites sociais que pintaram para ela como seu território.Arte e Responsabilidade SocialA equipe do espetáculo MARIAS vai olhar para questões urgentes e humanitárias como é o caso da violência contra a mulher, e pretende contribuir para a diminuição desta cadeia cruel onde se encarceram milhões e milhões de brasileiras.Rejane Jungbluth Suxberger titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de São Sebastião em sua entrevista para o Correio Braziliense publicada em 30 de maio deste ano ressalta:“(...) Não existe violência doméstica sem violência psicológica. Deteriorar o psicológico da mulher, conduzindo-a à submissão e à incapacidade para reagir e responder à situação de violência é o primeiro passo do agressor ou da agressora. O homem ou a mulher que cometem a violência crescem diante da agressão que lhes concede autoridade, poder e impunidade, pois a vítima ao ser deteriorada psicologicamente não consegue reagir ou denunciar seu ofensor. A violência psicológica produz estresse e emoções negativas como tristeza, falta de esperança, vergonha, raiva, ansiedade, medo, frustração... durante e depois da humilhação. O resultado é a diminuição da autoestima da vítima e a dependência emocional do ofensor. (...)”Acreditamos que ao convidarmos mulheres para assistirem uma obra de arte feita por mulheres para mulheres, estamos instaurando por meio da alegria, leveza, brincadeira e irreverência, questões fundamentais para o público como autoconfiança, empoderamento, auxiliando na construção de alternativas possíveis para estas mulheres de libertarem das situações de abuso em que se encontram.Afinal, e de conhecimento que alguém que compreende a importância da autoimagem positiva, busca ter mais cuidado consigo e isso transparece para as pessoas que estão ao redor. Ter uma imagem positiva de si mesma não significa tornar-se perfeita. É reconhecer que existem características das quais se orgulhar em todos os tipos de mulher.E é exatamente isso que MARIAS quer possibilitar. Promover um autoconhecimento de diversas “Marias” existentes, em toda a comunidade do DF, com apoio da Lei Rouanet.A estrada para a construção de um autoestima feminina elevada pode ser longa, mas traz muitos benefícios às mulheres e acreditamos que podemos, pela arte, participar deste desenvolvimento. Quando uma mulher tem dificuldades para reconhecer o próprio valor pode se envolver com mais facilidade em relacionamentos abusivos, e MARIAS virá para edificar essa mulher perante sua vida pessoal e profissional.O amor transforma, e o próprio, revoluciona. MARIAS quer libertar suas vozes, corpos e almas!
Objetivo GeralPromover a valorização da mulher e suas múltiplas identidades por meio da criação e circulação do espetáculo teatral solo MARIAS, protagonizado por Luciana Amaral (LuCorina), estimulando reflexões sociais e culturais sobre o universo feminino. Objetivos Específicos- Pesquisar referências teóricas e artísticas sobre o feminino, com foco em diversidade e representatividade, criando dramaturgia original baseada nas vivências e percepções de mulheres brasileiras e assim, produzir o espetáculo MARIAS, incluindo cenografia, figurino, trilha sonora e direção artística, com a realização de 6 (seis) apresentações públicas gratuitas em espaços culturais acessíveis, com foco em inclusão social.- Criar e divulgar material gráfico e digital para promoção do espetáculo, incluindo cartazes, vídeos e redes sociais.
Atualmente é de conhecimento que é um desafio diário ser mulher e se olhar no espelho, afinal, são tantos filtros que a autoestima insiste em fugir para algum deles. Mulheres convivem com aquela "voz" interior que diz: aquele relatório podia ter ficado melhor; que os filhos não estão recebendo atenção suficiente; e que você não vai na academia há semanas. A autoestima feminina é posta à prova todos os dias. Essa não é uma dificuldade de um número pequeno de mulheres, a pressão sobre os corpos e atitudes de meninas mostra que a construção de uma autoimagem saudável requer esforço dobrado. É de conhecimento que mulheres se sente pressionada a nunca cometer erros e demonstrar fraqueza. A estrada para a construção de um autoestima feminina elevada pode ser longa, mas traz muitos benefícios às mulheres. Quando uma mulher tem dificuldades para reconhecer o próprio valor pode se envolver com mais facilidade em relacionamentos abusivos. Existem diversas atitudes que identificam um parceiro como abusivo, porém por trás de todas elas o objetivo maior e minar a autoestima feminina. Mulher com uma boa autoimagem podem viver relacionamentos assim? Claro, porém quando você possui amor próprio as chances de uma situação assim acontecer é menor. Ter esse amor permite que a mulher perceba que os erros apontados pelo parceiro não podem vir somente do seu comportamento. O mercado de trabalho também é um espaço onde mulheres sentem a pressão de maneira diferente dos homens. Normalmente homens ganham um salário maior que mulheres. Portanto, para além da autoestima feminina o mundo do trabalho não tem sido justo com as mulheres. Apesar disso, é importante destacar que posicionar de maneira segura e ativa, principalmente quando se ocupa cargos de chefia, pode fazer toda a diferença no que diz respeito às relações de trabalho. Quando se busca valorizar os pontos fortes e reconhecer os pontos fracos, respeitando limites e sendo generosa consigo mesma, as mulheres têm mais chance de evitar ambientes tóxicos de trabalho, além de assédios. Várias mulheres acreditam que a mídia precisa se esforçar para retratar mulheres de diferentes tipos de beleza, mostrando maior diversidade de idades, raça, biótipo e tamanho. Estar ciente de que existem diferentes tipos de belezas, gera identificação e bem-estar. Alguém que compreende a importância da autoimagem positiva, busca ter mais cuidado consigo e isso transparece para as pessoas que estão ao redor. Ter uma imagem positiva de si mesma não significa tornar-se perfeita. É reconhecer que existem características das quais se orgulhar em todos os tipos de mulher. E é exatamente isso que MARIAS quer possibilitar. Promover um autoconhecimento de diversas "Marias" existentes, inicialmente no DF, porém com intenção de posteriormente contribuir com diversas outras. O espetáculo MARIAS vai construir uma narrativa através de uma linguagem artística, leve e divertida, verdades que precisam ser absorvidas por todas as mulheres para se transformar e se emponderar para tantas questões que se exige do feminino, mas principalmente, contra a violência doméstica. O amor transforma, e o próprio, revoluciona. MARIAS quer libertar suas vozes, corpos e almas! Assim sendo, MARIAS propõe a criação, produção e circulação de um espetáculo teatral solo protagonizado por Luciana Amaral (LuCorina), com foco na valorização da mulher e no fortalecimento da autoestima feminina por meio da arte. A Lei de Incentivo à Cultura é essencial para a viabilização deste projeto, pois permite a captação de recursos junto à iniciativa privada, garantindo a execução plena das ações previstas, incluindo acessibilidade, transporte, alimentação e democratização do acesso à cultura. O projeto não possui fins lucrativos e visa o impacto social e cultural, promovendo inclusão, reflexão e transformação social. O projeto MARIAS se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei Rouanet:Inciso I _ Fomento à produção, difusão e circulação de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória: o espetáculo promove a criação e circulação de um bem cultural inédito, com potencial de impacto social e educativo.Inciso II _ Proteção e valorização da expressão cultural dos grupos formadores da sociedade brasileira: o projeto valoriza a expressão artística feminina e a diversidade de vivências das mulheres brasileiras.Inciso V _ Apoio à produção cultural dos grupos sociais menos favorecidos: acesso gratuito ao espetáculo.Inciso IX _ Desenvolvimento da consciência para o exercício dos direitos culturais: promove o empoderamento feminino por meio da arte, incentivando a participação cidadã e o reconhecimento da cultura como direito. O projeto também contribui diretamente para os seguintes objetivos do Art. 3º:Inciso I _ Facilitar o acesso da população aos bens culturais: com apresentações abertas à comunidade e com acessibilidade garantida.Inciso II _ Valorizar a diversidade étnica e regional brasileira: ao abordar o universo feminino sob múltiplas perspectivas, o projeto reconhece e celebra a diversidade de experiências das mulheres brasileiras.Inciso IV _ Proteger e estimular as manifestações culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira: o espetáculo parte de vivências reais e simbólicas das "Marias", promovendo a escuta e a representação dessas vozes.Inciso V _ Preservar os modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira: ao valorizar a oralidade, o corpo e a memória feminina como elementos centrais da dramaturgia.
Será espetáculo teatral solo com dramaturgia original, com aproximadamente 60 minutos. A proposta são de 1 apresentação de estreia + 5 apresentações públicas (total: 6 sessões) que contará com figurino autoral, trilha sonora, iluminação cênica, recursos de acessibilidade (intérprete de Libras, descrição em Braille e texto ampliado).Para isto, terá como equipe envolvida, a atriz-autora, direção artística, produção executiva, cenógrafo(a), figurinista, técnico de som/luz, intérprete de Libras e demais profissionais da economia criativa necessários para a realização do projeto.
As apresentações teatrais terão espaços reservados para garantir a pessoa com mobilidade reduzida apreciar e participar de forma completa da experiência. Todo o projeto visa garantir que os espaços físicos tenham a estrutura necessária para atender o público com mobilidade reduzida, inclusive avaliando o transporte público que dá acesso ao espaço e todo o meio urbano adjacente. Temos conhecimento que os espaços culturais e de lazer estão em fase de adequações arquitetônicas, aprimorando os recursos de acessibilidade e com atuações que não se restringe a mobilidade reduzida. Terá também nas apresentações teatrais, Intérprete de Libras com o local determinado para posicionamento do profissional identificado com o símbolo internacional de pessoas com deficiência auditiva, garantindo, um foco de luz posicionado de forma a iluminar o intérprete de sinais, desde a cabeça até os joelhos. Terá também nas apresentações teatrais, a quem necessitar, o direito a audiodescrição com rádio transmissor e receptores e mesa de som para assegurar a qualidade e experiência do público.Nas divulgações das redes sociais, terá acessibilidade de comunicação específica para o público PcD tal como imagens com descrição em texto alternativo e/ou em legendas com uso de hashtags educativas, entre elas #PraTodosVerem; vídeos com legendas para surdos e ensurdecidos. No foyer do teatro, estará disponível uma descrição guiada em Braille e uma versão ampliada em texto do cenário, especialmente desenvolvidas para pessoas com deficiência visual. Esses recursos permitirão que o público tenha uma compreensão prévia da ambientação do espetáculo, favorecendo uma experiência mais imersiva e sensível, além de ampliar a conexão dos espectadores com o espaço cênico e a atmosfera da obra.
O projeto MARIAS prioriza o acesso gratuito e inclusivo à cultura, com ações voltadas especialmente para mulheres. A distribuição dos produtos culturais será feita da seguinte forma:- Apresentações gratuitas do espetáculo teatral em espaços públicos e culturais acessíveis.- Material gráfico e digital (cartazes, folders, vídeos e posts) será distribuído em formato impresso e virtual, com linguagem acessível e recursos de acessibilidade como audiodescrição e Libras.- Campanha solidária durante as apresentações, incentivando a doação de alimentos, casacos e cobertores para o Grupo de Ajuda Juliana Amaral, fortalecendo o vínculo entre arte e cidadania. Essas estratégias asseguram que MARIAS seja um projeto cultural verdadeiramente inclusivo, transformador e conectado com as realidades do público que pretende alcançar.
* Raquel Bomfim - sócia administradora da empresa PROPONENTEFunção no projeto: Coordenação de Produção & Prestação de contasMiniBio: Mulher preta, mãe, empreendedora e produtora cultural com sólida atuação desde 2006. Pós-graduada em Administração e Planejamento de Projetos Sociais pela UGF e graduada em Serviço Social pela UnB, construiu uma carreira que integra sensibilidade social e excelência na gestão cultural. Atua como Produtora Executiva e Cultural, conciliando com maestria os aspectos criativos e administrativos da produção artística, com foco em iniciativas que promovem inclusão, diversidade e impacto social. * Luciana. Amaral / LuCorina Função no projeto: Atriz / Co autora (dramaturgia)MiniBio: Atriz, arte-educadora e produtora cultural, LuCorina traz em sua trajetória mais de duas décadas dedicadas à arte como caminho de transformação e liberdade. Formada em Interpretação Teatral pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, atuou em mais de 30 espetáculos, conquistando premiações nacionais e reconhecimento por seu trabalho sensível e potente. Fundadora da Estupenda Produção Cultural, LuCorina acredita no teatro como espaço de cura, encontro e reinvenção. Sua pesquisa cênica une humor, poesia e crítica social, atravessando temas ligados ao feminino, à ancestralidade e à expressão autêntica. Com presença marcante e linguagem acessível, constrói pontes entre palco e plateia, fazendo da arte um ato de afeto e consciência.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.