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PRONAC 2510827Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

AfroSom

34.064.530 EMILIO BEZERRA ANDRADE
Solicitado
R$ 497,3 mil
Aprovado
R$ 497,3 mil
Captado
R$ 298,4 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (1)
CNPJ/CPFNomeDataValor
02709449000159Petrobrás Transporte S. A1900-01-01R$ 298,4 mil

Eficiência de captação

60.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Programa Rouanet Nordeste 2025
Ano
25

Localização e período

UF principal
MA
Município
São Luís
Início
2026-01-01
Término

Resumo

Festival Itinerante de Música Regional Afro-brasileira "AfroSom" com apresentações musicais de reggae, samba, tambor de mina, tambor de crioula, pontos de umbanda e bumba-meu-boi em cidades maranhenses. Além de realização de ações educativo-culturais de mestras e mestres das culturas tradicionais e populares e ações formativas sobre música, capoeira, dança, artesanato, audiovisual, religiões de matriz africana, cultura afro-nordestina e artes em geral.

Sinopse

Projeto: AfroSom1: Festival Itinerante de Música Regional/Afro-BrasileiraDuração: 10 dias (apresentação de 30 grupos/bandas/coletivos e 10 djs)Alcance presencial: 10.000 pessoas (10 dias de festival).Alcance online: 100.000 pessoas.Forma de seleção: curadoria especializada.Artistas: grupos/bandas/coletivos e djs locais de cada cidade.Local: Espaços públicos a definir de acordo com a disponibilidade de pauta e obrigatoriedades de acessibilidade nas cidades de São Luís, Caxias, Raposa, São José de Ribamar, Pirapemas, Estreito, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Alcântara e Pinheiro no estado do Maranhão.Entrada gratuita.2: Ações de CapacitaçãoDuração: 10 diasAlcance presencial: 300 pessoas (ações educativo-culturais de mestras e mestres das culturas tradicionais e populares e ações formativas culturais sobre música, cultura afro-brasileira/nordestina e artes em geral).Carga horária: 04 (quatro) a 08 (oito) horas por ação formativa - total de 58 (cinquenta e oito) horas.Objetivo: capacitação de profissionais e pessoas com interesse em música, cultura afro-nordestina e artes em geral.Forma de seleção: inscrição com limite de vagas proporcional a cada ação de capacitação.Acesso gratuito.Temas a serem abordados:1. Batuques e Tambores SagradosObjetivo: Ensinar fundamentos rítmicos e espirituais dos tambores afro-nordestinos (tambor de mina, atabaque, alfaia, caixa do boi).Estratégias/Metodologia:Oficina sobre origem e simbolismo dos instrumentos.Prática coletiva com exercícios rítmicos.Montagem de roda de percussão como produto final.Carga horária: 6h.Conteúdo programático: história dos tambores, toques básicos, funções em rituais e festas.Professores/Instrutores: Mestres e mestras de tambor de mina, boi e percussão popular.Público-alvo: 30 alunos (adolescentes e jovens da rede pública, povos de terreiro, quilombolas).Seleção: inscrição gratuita via escolas públicas e associações culturais.Avaliação: participação ativa, apresentação coletiva final gravada e disponibilizada online.2. Cantigas de Terreiro e Cantos de BoiObjetivo: Valorizar a oralidade e o canto coletivo como expressão espiritual e cultural afro-brasileira.Metodologia:Oficina e escuta de registros tradicionais.Aprendizagem coletiva das cantigas.Exercício de canto coral e roda de cantoria.Carga horária: 6h.Conteúdo: cantos de mina, cantigas de orixá, toadas do bumba-meu-boi.Instrutores: Mestras cantadoras e pesquisadores da oralidade.Público: 30 alunos (mulheres, jovens da rede pública, PCDs).Seleção: indicação de professores das escolas + inscrição aberta a comunidades tradicionais.Avaliação: roda final de cantoria gravada e disponibilizada online.3. Capoeira Angola e RegionalObjetivo: Ensinar fundamentos da capoeira como prática cultural, corporal e de resistência.Metodologia:Curso prático de movimentos básicos.Introdução musical (berimbau, pandeiro, canto).História da capoeira e sua importância social.Carga horária: 6h.Conteúdo: gingado, jogo, musicalidade e rodas.Instrutores: Mestres de capoeira angola e regional.Público: 30 alunos (crianças e jovens da rede pública, quilombolas, indígenas).Seleção: inscrições via escolas públicas.Avaliação: apresentação final gravada e disponibilizada online.4. Dança Afro e EncantariasObjetivo: Trabalhar corpo, expressão e espiritualidade a partir da dança afro-brasileira.Metodologia:Oficina de exercícios corporais guiados.Passos inspirados nos orixás e encantados.Criação de uma pequena coreografia coletiva.Carga horária: 6h.Conteúdo: fundamentos da dança afro, movimentos tradicionais e simbologia corporal.Instrutores: Mestras de dança afro e pesquisadores de cultura popular.Público: 30 alunos (mulheres, jovens negros, LGBTQIA+).Seleção: escolas públicas + grupos culturais parceiros.Avaliação: apresentação final gravada e disponibilizada online.5. Corpo e Brincadeira – Cultura da InfânciaObjetivo: Resgatar jogos e cantigas infantis afro-nordestinos, fortalecendo a memória da infância.Metodologia:Dinâmicas lúdicas em grupo.Oficinas de cantigas de roda e brincadeiras tradicionais.Encontro intergeracional com mestres.Carga horária: 4h.Conteúdo: jogos de roda, cantigas, histórias infantis.Instrutores: Mestras brincantes, contadoras de histórias.Público: 30 crianças da rede pública.Seleção: escolas municipais como mediadoras.Avaliação: registro audiovisual e mostra lúdica.6. Exu, Ogum e os Caminhos da FéObjetivo: Promover reflexão sobre religiosidade afro-brasileira e combate à intolerância.Metodologia:Roda de conversa com sacerdotes e estudiosos.Debate mediado por educadores.Produção de carta coletiva de valorização da diversidade religiosa.Carga horária: 4h.Conteúdo: fundamentos de Exu e Ogum, religiosidade popular, direitos culturais.Instrutores: Sacerdotes(as) e pesquisadores(as).Público: Mínimo de 30 pessoas (jovens, professores, comunidades de terreiro).Seleção: convites a escolas públicas e comunidades tradicionais.Avaliação: relatório e produção de carta coletiva.7. Encontro Saberes das Mestras e Mestres do MaranhãoObjetivo: Valorizar e transmitir conhecimentos práticos de manifestações tradicionais.Metodologia:Encontro/Palestra com o pesquisador-cantador Josias Sobrinho sobre a importância de valorizar mestres populares e guardiões de saberes tradicionais.Demonstrações práticas + roda de conversa.Carga horária: 6h.Conteúdo: fundamentos de cada manifestação, práticas musicais e corporais.Instrutor/Mediador: Josias SobrinhoPúblico: 30 alunos (jovens da rede pública, comunidades tradicionais).Seleção: escolas + associações culturais.Avaliação: entrega de resenha dos aprendizados.8. Cores e Simbolismos do AxéObjetivo: Ensinar a criação de estandartes, adereços e pinturas corporais afro-brasileiras.Metodologia:Aula expositiva sobre cores e simbolismos.Oficina prática de confecção.Apresentação dos trabalhos produzidos na oficina.Carga horária: 6h.Conteúdo: estandartes, indumentárias, pintura corporal.Instrutores: Artesãs e artistas visuais de comunidades tradicionais.Público: 30 alunos (mulheres, jovens, artesãos em formação).Seleção: escolas de ensino médio, grupos de juventude.Avaliação: exposição final digital apresentada nas redes sociais do projeto.9. Artesanato Afro-NordestinoObjetivo: Ensinar técnicas de artesanato tradicional afro-nordestino.Metodologia:Oficina prática de trançado, miçangas e adereços.Discussão sobre geração de renda e empreendedorismo cultural.Carga horária: 6h.Conteúdo: artesanato de contas, trançado, uso de fibras naturais.Instrutores: Mestras artesãs quilombolas e indígenas.Público: 30 alunos (mulheres, quilombolas, PCDs).Seleção: associações de artesãos e escolas técnicas.Avaliação: exposição final digital apresentada nas redes sociais do projeto.10. Memória e Ancestralidade em CenaObjetivo: Capacitar jovens a registrar manifestações culturais com audiovisual comunitário.Metodologia:Oficinas de roteiro, filmagem e edição com celular.Produção de pequenos vídeos documentais.Carga horária: 8h.Conteúdo: linguagem audiovisual, memória e patrimônio cultural.Instrutores: Jovens realizadores e mestres da memória.Público: 30 alunos (jovens da rede pública, periferia, LGBTQIA+).Seleção: escolas públicas de ensino médio.Avaliação: 03 vídeos produzidos e publicados em rede social do festival.Diferenciais pedagógicos em todas as ações:Vagas gratuitas com prioridade para alunos da rede pública e grupos minorizados (negros, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, PCDs).Seleção via escolas públicas e associações comunitárias (garantindo recorte social).Equipe instrutora diversa, composta majoritariamente por mestres(as) da cultura popular.Avaliação participativa (registros, apresentações públicas online - redes sociais do projeto, produtos coletivos).

Objetivos

Objetivo Geral:1. Realizar o Festival de Música Regional e Afro-brasileira "AfroSom" nas cidades de São Luís, Caxias, Raposa, São José de Ribamar, Pirapemas, Estreito, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Alcântara e Pinheiro no estado do Maranhão com apresentações musicais de: reggae, samba, tambor de mina, tambor de crioula, pontos de umbanda e bumba-meu-boi.2. Promover ações educativo-culturais de mestras e mestres das culturas tradicionais e populares e ações formativas culturais sobre música, capoeira, dança, artesanato, audiovisual, religiões de matriz africana, cultura afro-nordestina e artes em geral.Objetivo Específicos:- Realizar festival itinerante de música regional e afro-brasileira com acesso gratuito com o total de 40 apresentações musicais (4 apresentações por cidade - 01 Dj e 03 Grupos musicais de reggae, samba, tambor de mina, tambor de crioula, pontos de umbanda e bumba-meu-boi);- Formar plateia e envolver novos públicos;- Oferecer 10 (dez) Ações de Capacitação (uma por cidade) com carga horária total de 58 horas, gratuitas com 30 (trinta) vagas por cidade de cultura afro-brasileira e nordestina: ações educativo-culturais de mestras e mestres das culturas tradicionais e populares e ações formativas culturais a fim de capacitar profissionais e pessoas com interesse em música, capoeira, dança, artesanato, audiovisual, religiões de matriz africana, cultura afro-brasileira/nordestina e artes em geral com os seguintes temas e objetivos:1. Batuques e Tambores SagradosObjetivo: Ensinar fundamentos rítmicos e espirituais dos tambores afro-nordestinos (tambor de mina, atabaque, alfaia, caixa do boi).2. Cantigas de Terreiro e Cantos de BoiObjetivo: Valorizar a oralidade e o canto coletivo como expressão espiritual e cultural afro-brasileira.3. Capoeira Angola e RegionalObjetivo: Ensinar fundamentos da capoeira como prática cultural, corporal e de resistência.4. Dança Afro e EncantariasObjetivo: Trabalhar corpo, expressão e espiritualidade a partir da dança afro-brasileira.5. Corpo e Brincadeira: Cultura da InfânciaObjetivo: Resgatar jogos e cantigas infantis afro-nordestinos, fortalecendo a memória da infância.6. Exu, Ogum e os Caminhos da FéObjetivo: Promover reflexão sobre religiosidade afro-brasileira e combate à intolerância.7. Saberes das Mestras e Mestres do MaranhãoObjetivo: Valorizar e transmitir conhecimentos práticos de manifestações tradicionais.8. Cores e Simbolismos do AxéObjetivo: Ensinar a criação de estandartes, adereços e pinturas corporais afro-brasileiras.9. Artesanato Afro-NordestinoObjetivo: Ensinar técnicas de artesanato tradicional afro-nordestino.10. Memória e Ancestralidade em CenaObjetivo: Capacitar jovens a registrar manifestações culturais com audiovisual comunitário.- Fomentar a criação, desenvolvimento e registro de novos olhares na área afro-brasileira/nordestina de música reggae, samba, tambor de mina, tambor de crioula, pontos de umbanda e bumba-meu-boi e cultura afro-nordestina;- Capacitar e descobrir novos talentos da cena de música reggae, samba, tambor de mina, tambor de crioula, pontos de umbanda e bumba-meu-boi no maranhão, capoeira, dança, artesanato, audiovisual, religiões de matriz africana, cultura afro-nordestina e artes em geral;- Oferecer entretenimento cultural, ações de capacitação e métodos de empreendedorismo ao público das cidades de realização do projeto a fim de capacitar profissionais e pessoas com interesse em música, capoeira, dança, artesanato, audiovisual, religiões de matriz africana, cultura afro-brasileira/nordestina e artes em geral;- Produzir material audiovisual para divulgação do projeto e automaticamente dos artistas, mestras e mestres das culturas tradicionais e populares, oficineiros, professores e palestrantes do festival;- A previsão de público presencial por cidade no festival é de 500 a 1000 pessoas (total 5.000 a 10.000 pessoas).- A estimativa de alcance nas plataformas de streaming é de no mínimo de 100.000 visualizações.- A estimativa total de alunos das ações de capacitação do festival é de 300 pessoas com carga horária de 04 (quatro) a 08 (oito) horas por ação formativa - total de 58 (cinquenta e oito) horas.

Justificativa

Festival Itinerante de Música regional Afro-brasileira "AfroSom" surge como resposta à necessidade urgente de valorização, preservação e difusão das culturas afro-brasileiras e nordestinas, que são parte essencial da identidade nacional, mas historicamente invisibilizadas e marcadas pela intolerância e preconceito.A realização do festival possibilitará:Democratização do acesso à cultura, com exibições artísticas e atividades formativas gratuitas em municípios do Nordeste com baixa oferta cultural.Valorização das mestras e mestres da tradição oral, que transmitem saberes fundamentais à manutenção das culturas afro-brasileiras e nordestinas e do patrimônio imaterial brasileiro.Promoção da diversidade cultural e da cidadania, assegurando a participação prioritária de crianças, adolescentes e jovens da rede pública, além de grupos minorizados (pessoas negras, quilombolas, povos de terreiro, indígenas, LGBTQIA+, mulheres e PCDs).Ações de capacitação em música, dança, artesanato e audiovisual, promovendo o desenvolvimento humano e a inserção social através da cultura.Itinerância regional, fortalecendo o intercâmbio cultural e a circulação da produção artística afro-brasileira.Necessidade de recursos públicos:A execução do Festival requer logística complexa (infraestrutura de som, luz, palco, transporte de equipe, acessibilidade comunicacional e de conteúdo, e arquitetônica), além da garantia de remuneração justa às mestras e mestres das culturas populares. Por se tratar de um projeto gratuito e voltado a comunidades em situação de vulnerabilidade social, não há viabilidade de custeio via bilheteria ou patrocínios privados isolados.Assim, os recursos públicos provenientes do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais (Lei Rouanet) são fundamentais para viabilizar a proposta, assegurando a equidade de acesso, a ampla participação popular e a preservação da cultura afro-brasileira.A proposta se enquadra no Art. 1º, nos seguintes incisos da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet):I. contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dosdireitos culturais;II. promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização derecursos humanos e conteúdos locais;III. apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV. proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelopluralismo da cultura nacional;V. salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI. preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII. estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores deconhecimento, cultura e memória;IX. priorizar o produto cultural originário do País.Também, pretende-se alcançar os seguintes objetivos, definidos pelo Artigo 3° da LEI Nº 8.313, DE 23 DEDEZEMBRO DE 1991. Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturaisem cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;Além disso, a iniciativa responde ao objetivo do edital de democratizar o acesso aos investimentos culturais incentivados, valorizando a região Nordeste, e promovendo diversidade, inclusão social e redução de desigualdades históricas de acesso aos meios de produção cultural.O Festival AfroSom representa um espaço de celebração da diversidade, inclusão e ancestralidade, alinhando-se diretamente à missão da Lei Rouanet e aos objetivos do Programa Rouanet Nordeste.A destinação de recursos públicos se justifica pela relevância cultural, pelo impacto social e pelo caráter educativo do projeto, que contribui de forma concreta para a formação cidadã, preservação do patrimônio imaterial e acesso igualitário à cultura no Brasil.Justificativa Técnica de Impacto Regional do Festival AfroSomFestival Itinerante de Música Afro-brasileira "AfroSom" tem como foco a região Nordeste, espaço de riquíssima diversidade cultural e ao mesmo tempo um dos territórios que mais sofrem com desigualdade de acesso a bens e serviços culturais.Abrangência RegionalO projeto prevê a circulação em 10 municípios nordestinos no estado do Maranhão, priorizando cidades de médio e pequeno porte e comunidades em situação de vulnerabilidade social, com menor acesso a programações culturais qualificadas.Dessa forma, o festival descentraliza a produção cultural, evitando a concentração em capitais, e garante capilaridade regional.Relevância CulturalO Nordeste é o berço de manifestações afro-brasileiras fundamentais, como o bumba-meu-boi, o tambor de crioula, o maracatu, a capoeira, o cacuriá e as encantarias do tambor de mina. Essas tradições, transmitidas por mestras e mestres da cultura, são patrimônio imaterial da humanidade e encontram no festival um espaço de valorização, difusão e salvaguarda.Público PrioritárioAs ações serão direcionadas a:Alunos e professores da rede pública de ensino.Comunidades tradicionais de matriz africana (terreiros, quilombos).Grupos sociais minorizados: mulheres, juventudes periféricas, povos indígenas, populações LGBTQIA+ e pessoas com deficiência.Assim, o projeto atende ao princípio da inclusão cultural e territorial, fortalecendo a cidadania e o respeito à diversidade.Impacto EducativoCom as 10 ações de capacitação cultural e formativa, o festival irá:Oferecer vivências práticas em música, dança, artesanato e audiovisual.Estimular a preservação da memória cultural afro-brasileira/nordestina e do Patrimônio Cultural Imaterial.Promover a inserção de jovens em linguagens artísticas e produtivas.Favorecer a interlocução intergeracional entre mestres(as) da tradição e novas gerações.Justificativa para o uso de recursos públicosNo Nordeste, a maior parte da população culturalmente produtiva está fora do circuito de mercado formal e depende do apoio estatal para garantir difusão e sustentabilidade. A gratuidade das ações e a necessidade de infraestrutura itinerante (palco, som, iluminação, transporte, acessibilidade) tornam indispensável o uso dos recursos públicos da Lei Rouanet, assegurando que a proposta alcance quem mais precisa, sem barreiras econômicas.Conexão com a Lei 8.313/91Esta justificativa reforça os incisos I, II, III e VI do Art. 1º da Lei Rouanet, pois o festival estimula a produção artística afro-nordestina, promove difusão regionalizada, preserva patrimônio cultural imaterial e apoia expressões tradicionais populares, garantindo impacto cultural de alcance regional e nacional.O Festival Itinerante de Música regional Afro-brasileira "AfroSom" contribuirá de forma efetiva para o fortalecimento da identidade cultural do Nordeste, promovendo inclusão, descentralização e difusão da memória afro-brasileira.O impacto esperado é a criação de um legado formativo e cultural, ampliando o acesso à arte e cultura em territórios historicamente marginalizados.

Estratégia de execução

Deslocamentos terrestres da equipe de produção/educação (5 pessoas):1. São Luís - Caxias (ida e volta)2. São Luís - Pirapemas (ida e volta)3. São Luís - Estreito (ida e volta)4. São Luís - Barreirinhas (ida e volta)5. São Luís - Alcântara (ida e volta)6. São Luís - Pinheiro (ida e volta)Ficha técnica - extra:Mediador ação formativa:Heriverto Nunes (São Luís) (Negro/Povo de Terreiro/LGBTQI+/Morador de área vulnerável): sempre teve suas vivências musicais através de suas práticas religiosas dentro do seu convívio familiar, aos 11 anos de idade, ingressou na escola Cintra, onde deu seus primeiros passos no mundo do Teatro, prática ao qual se apaixonou e levou todo o aprendizado para a vida. Heriverto Nunes traz em suas composições algumas características bem evidentes de sua construção como suas paixões, o mar, suas vivências religiosas e familiar, com personalidade forte atua nos palcos de forma hibrida e singular. O artísta versa sobre acreditar e ter fé no amor como um clarão de esperança. Ator, formado em Teatro pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Em sua trajetória, Heriverto Nunes já foi indicado como melhor samba no Prêmio da Rádio Universidade.Em 2020, lançou “Afrofuturismo”, um disco com referências e samples que vão de Maria Bethânia à Casa Fanti-Ashanti, além de influências de hip-hop, trap, reggae e música maranhense.De terreiro, de Oxossi, Negro, Lgbtqia+. Heriverto Nunes levanta diversas bandeiras sociais importantes que contribuem para um novo olhar da sociedade maranhense.Profissionais prioritários a serem contratados para o projeto, além das citadas na ficha técnica:Mulheres, pessoas negras, pessoas oriundas de povos indígenas, comunidades tradicionais, inclusive de terreiro e quilombolas, populações nômades e povos ciganos, pessoas do segmento LGBTQIA+, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua, pessoas idosas e outros grupos minorizados.Mestras e mestres, técnicos e estudiosos da cultura brasileira.

Especificação técnica

Objetivo Geral:1. Realizar o Festival de música afro-brasileira "AfroSom" nas cidades de São Luís, Caxias, Raposa, São José de Ribamar, Pirapemas, Estreito, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Alcântara e Pinheiro no estado do Maranhão com apresentações musicais regionais: reggae, samba, tambor de mina, tambor de crioula, pontos de umbanda e bumba-meu-boi.2. Promover ações educativo-culturais de mestras e mestres das culturas tradicionais e populares e ações formativas culturais sobre música, capoeira, dança, artesanato, audiovisual, religiões de matriz africana, cultura afro-brasileira/nordestina.Objetivo Específicos:- Realizar festival itinerante de música afro-brasileira com acesso gratuito - "AfroSom" com o total de 40 apresentações musicais locais (4 por cidade - 4 DJ's e 3 bandas/grupos/coletivos musicais);- Formar plateia e envolver novos públicos;- Oferecer 10 (dez) Ações de Capacitação (uma por cidade) com carga horária total de 58 horas, gratuitas com 30 (trinta) vagas por cidade: ações educativo-culturais de mestras e mestres das culturas tradicionais e populares e ações formativas culturais sobre a cultura afro-brasileira, a fim de capacitar profissionais e pessoas com interesse em música, capoeira, dança, artesanato, audiovisual, religiões de matriz africana, cultura afro-brasileira com os seguintes temas:1. Batuques e Tambores Sagrados2. Cantigas de Terreiro e Cantos de Boi3. Capoeira Angola e Regional4. Dança Afro e Encantarias5. Corpo e Brincadeira: Cultura da Infância6. Exu, Ogum e os Caminhos da Fé7. Saberes das Mestras e Mestres do Maranhão8. Cores e Simbolismos do Axé9. Artesanato Afro-Nordestino10. Memória e Ancestralidade em CenaPlano Pedagógico – Festival Axé Nordeste1. Batuques e Tambores SagradosObjetivo: Ensinar fundamentos rítmicos e espirituais dos tambores afro-nordestinos (tambor de mina, atabaque, alfaia, caixa do boi).Estratégias/Metodologia:Oficina sobre origem e simbolismo dos instrumentos.Prática coletiva com exercícios rítmicos.Montagem de roda de percussão como produto final.Carga horária: 6h.Conteúdo programático: história dos tambores, toques básicos, funções em rituais e festas.Professores/Instrutores: Mestres e mestras de tambor de mina, boi e percussão popular.Público-alvo: 30 alunos (adolescentes e jovens da rede pública, povos de terreiro, quilombolas).Seleção: inscrição gratuita via escolas públicas e associações culturais.Avaliação: participação ativa, apresentação coletiva final gravada e disponibilizada online.2. Cantigas de Terreiro e Cantos de BoiObjetivo: Valorizar a oralidade e o canto coletivo como expressão espiritual e cultural afro-brasileira.Metodologia:Oficina e escuta de registros tradicionais.Aprendizagem coletiva das cantigas.Exercício de canto coral e roda de cantoria.Carga horária: 6h.Conteúdo: cantos de mina, cantigas de orixá, toadas do bumba-meu-boi.Instrutores: Mestras cantadoras e pesquisadores da oralidade.Público: 30 alunos (mulheres, jovens da rede pública, PCDs).Seleção: indicação de professores das escolas + inscrição aberta a comunidades tradicionais.Avaliação: roda final de cantoria gravada e disponibilizada online.3. Capoeira Angola e RegionalObjetivo: Ensinar fundamentos da capoeira como prática cultural, corporal e de resistência.Metodologia:Curso prático de movimentos básicos.Introdução musical (berimbau, pandeiro, canto).História da capoeira e sua importância social.Carga horária: 6h.Conteúdo: gingado, jogo, musicalidade e rodas.Instrutores: Mestres de capoeira angola e regional.Público: 30 alunos (crianças e jovens da rede pública, quilombolas, indígenas).Seleção: inscrições via escolas públicas.Avaliação: apresentação final gravada e disponibilizada online.4. Dança Afro e EncantariasObjetivo: Trabalhar corpo, expressão e espiritualidade a partir da dança afro-brasileira.Metodologia:Oficina de exercícios corporais guiados.Passos inspirados nos orixás e encantados.Criação de uma pequena coreografia coletiva.Carga horária: 6h.Conteúdo: fundamentos da dança afro, movimentos tradicionais e simbologia corporal.Instrutores: Mestras de dança afro e pesquisadores de cultura popular.Público: 30 alunos (mulheres, jovens negros, LGBTQIA+).Seleção: escolas públicas + grupos culturais parceiros.Avaliação: apresentação final gravada e disponibilizada online.5. Corpo e Brincadeira – Cultura da InfânciaObjetivo: Resgatar jogos e cantigas infantis afro-nordestinos, fortalecendo a memória da infância.Metodologia:Dinâmicas lúdicas em grupo.Oficinas de cantigas de roda e brincadeiras tradicionais.Encontro intergeracional com mestres.Carga horária: 4h.Conteúdo: jogos de roda, cantigas, histórias infantis.Instrutores: Mestras brincantes, contadoras de histórias.Público: 30 crianças da rede pública.Seleção: escolas municipais como mediadoras.Avaliação: registro audiovisual e mostra lúdica.6. Exu, Ogum e os Caminhos da FéObjetivo: Promover reflexão sobre religiosidade afro-brasileira e combate à intolerância.Metodologia:Roda de conversa com sacerdotes e estudiosos.Debate mediado por educadores.Produção de carta coletiva de valorização da diversidade religiosa.Carga horária: 4h.Conteúdo: fundamentos de Exu e Ogum, religiosidade popular, direitos culturais.Instrutores: Sacerdotes(as) e pesquisadores(as).Público: Mínimo de 30 pessoas (jovens, professores, comunidades de terreiro).Seleção: convites a escolas públicas e comunidades tradicionais.Avaliação: relatório e produção de carta coletiva.7. Encontro Saberes das Mestras e Mestres do MaranhãoObjetivo: Valorizar e transmitir conhecimentos práticos de manifestações tradicionais.Metodologia:Encontro/Palestra com o pesquisador-cantador Josias Sobrinho sobre a importância de valorizar mestres populares e guardiões de saberes tradicionais.Demonstrações práticas + roda de conversa.Carga horária: 6h.Conteúdo: fundamentos de cada manifestação, práticas musicais e corporais.Instrutor/Mediador: Josias SobrinhoPúblico: 30 alunos (jovens da rede pública, comunidades tradicionais).Seleção: escolas + associações culturais.Avaliação: entrega de resenha dos aprendizados.8. Cores e Simbolismos do AxéObjetivo: Ensinar a criação de estandartes, adereços e pinturas corporais afro-brasileiras.Metodologia: Aula expositiva sobre cores e simbolismos.Oficina prática de confecção.Apresentação dos trabalhos produzidos na oficina.Carga horária: 6h.Conteúdo: estandartes, indumentárias, pintura corporal.Instrutores: Artesãs e artistas visuais de comunidades tradicionais.Público: 30 alunos (mulheres, jovens, artesãos em formação).Seleção: escolas de ensino médio, grupos de juventude.Avaliação: exposição final digital apresentada nas redes sociais do projeto.9. Artesanato Afro-NordestinoObjetivo: Ensinar técnicas de artesanato tradicional afro-nordestino.Metodologia: Oficina prática de trançado, miçangas e adereços.Discussão sobre geração de renda e empreendedorismo cultural.Carga horária: 6h.Conteúdo: artesanato de contas, trançado, uso de fibras naturais.Instrutores: Mestras artesãs quilombolas e indígenas.Público: 30 alunos (mulheres, quilombolas, PCDs).Seleção: associações de artesãos e escolas técnicas.Avaliação: exposição final digital apresentada nas redes sociais do projeto.10. Memória e Ancestralidade em CenaObjetivo: Capacitar jovens a registrar manifestações culturais com audiovisual comunitário.Metodologia:Oficinas de roteiro, filmagem e edição com celular.Produção de pequenos vídeos documentais.Carga horária: 8h.Conteúdo: linguagem audiovisual, memória e patrimônio cultural.Instrutores: Jovens realizadores e mestres da memória.Público: 30 alunos (jovens da rede pública, periferia, LGBTQIA+).Seleção: escolas públicas de ensino médio.Avaliação: 03 vídeos produzidos e publicados em rede social do festival.

Acessibilidade

1: Ação de Festivala. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:Para PcD Físico e idosos ou com mobilidade reduzidaSelecionar espaço de realização do festival que já possua medida de acessibilidade: banheiros, rampas, guias táteis para pessoas com mobilidade reduzida e idosos.Cadeiras reservadas para pessoas com obesidade, PCD's e idosos.Disponibilização de cadeira de rodas.Para PcD auditivoSinalização visual ampla, clara e bem iluminada.Placas indicando setores, banheiros, saídas, acessos e recepção.Uso de cores contrastantes para facilitar visualização rápida.Iluminação frontal adequada, evitando sombras no rosto (essencial para leitura labial).Ausência de obstáculos que impeçam o campo visual.Para PcD visualPrioridade em seleção de espaços que possuam piso tátil para deficientes visuais.Largura adequada para passagem com cão-guia.Caminhos contínuos, sem degraus acidentais.Rampas no lugar de soleiras sempre que possível.Entrada principal sem obstáculos.Para PcD intelectual e TEACadeiras reservadas na primeira fila para pessoas com TEA e seu acompanhante em locais com iluminação amena.Fast Pass em filas de acesso (acesso pela saída).Disponibilização de protetores auriculares ou fones de ouvido para diminuição de ruído.Layout claro, sem labirintos ou caminhos confusos.Evitar cruzamentos complexos.Áreas amplas e arejadas.Iluminação suave e difusa.Ambientes com menor eco e boa acústica (evita sobrecarga auditiva).Mobiliário com cores neutras.Evitar excesso de cartazes, objetos ou decorações que confundam.b. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:Para PcD visualAudiodescrição ao vivo nas apresentações do musical.Audiodescrição gravada em vídeos.Roteiros com descrição de cenários, figurinos e ações.Descrição verbal de atividades e mudanças de programação.Postagens nas redes sociais com legenda e texto alternativo, como recurso de descrição de imagens, utilizando a hashtag #PraCegoVer.Uso texto com fontes sem serifa e alinhados à esquerda.Criação de material visual com relação de contraste de 4,5:1.Simplificação textual.Para PcD auditivoProfissional de libras.Legenda descritiva e legendagem nos vídeos.Para PcD intelectual e TEAComunicação prévia sobre estímulos sensoriais do evento.Monitoria inclusiva especializada, com comunicação em “Linguagem Simples” (acessibilidade cognitiva).Monitoria treinada para proteção contra estímulos intensos (sons altos, luzes fortes, multidões).Uso texto com fontes sem serifa e alinhados à esquerda.Criação de material visual com relação de contraste de 4,5:1.Simplificação textual.2: Ações de Capacitaçãoa. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:Para PcD Físico e idosos ou com mobilidade reduzidaSelecionar espaço de realização das ações educativas que já possua medida de acessibilidade: banheiros, rampas, guias táteis para pessoas com mobilidade reduzida e idosos.Adaptação de mesas, cadeiras e equipamentos para uso acessível.Para PcD auditivoInstalação de sinais viso-motores para avisos importantes.Sinalização visual reforçada no ambiente de aula.Para PcD visualPriorizar espaços com piso tátil para deficientes visuais.Rotas acessíveis sem obstáculos.Para PcD intelectual e TEADisponibilização de protetores auriculares ou fones de ouvido para diminuição de ruído.Disponibilização de óculos escuros para diminuir a exposição à luzCadeiras preferenciais na frente da sala, com acompanhante, em ambiente de luz suave e baixo ruído.Fast pass na entrada das salas de aula.Adequação do ambiente para reduzir estímulos intensos.b. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:Para PcD visualMaterial de comunicação em letra ampliada para facilitar o uso por pessoas com baixa visão.Audiodescrição para o entendimento pleno em link específico ou aberta: elementos visuais dos exercícios aplicados, descrição física das pessoas.Disponibilização em áudio ou em braile dos materiais impressos que forem usados.Ledores inclusivos para deficientes visuaisPostagens nas redes sociais com legenda e texto alternativo, como recurso de descrição de imagens, utilizando a hashtag #PraCegoVer.Uso texto com fontes sem serifa e alinhados à esquerda.Criação de material visual com relação de contraste de 4,5:1.Simplificação textual.Legenda descritiva e legendagem nos vídeos.Para PcD auditivoSistema de legendagem.Tradução em Libras durante aulas, oficinas e atividades formativas.Para PcD intelectual e TEADisponibilização de Comunicação Ampliada Alternativa (CAA) impressa ou eletrônica para estudantesConteúdos e materiais didáticos editados em “Linguagem Simples”.Monitoria inclusiva para acompanhamento individualizado.Ritmo de aula adaptado com pausas e estrutura previsível.Uso texto com fontes sem serifa e alinhados à esquerda.Criação de material visual com relação de contraste de 4,5:1.Simplificação textual.Todas as ações formativas respeitarão o princípio da acessibilidade integral, conforme exigido pelo edital.

Democratização do acesso

(Conforme Art. 47 da IN nº 23/2025)O Festival AfroSom será integralmente gratuito em todas as suas etapas, garantindo que o acesso do público não esteja condicionado ao pagamento de ingressos ou taxas de participação.O projeto assegura democratização de acesso por meio das seguintes medidas:III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas;VI - realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores;VIII - estabelecer parceria visando à formação de agentes culturais em iniciativas financiadas pelo poder público;IX - oferecer bolsas de formação, inserção e difusão para o mundo do trabalho em cultura voltadas para a pesquisa e a qualificação técnica, artística e cultural, que alcancem públicos prioritários e vulneráveis;Especificamente, serão oferecidas:Ações de capacitação abertas ao público (gratuitos), destinados à pessoas de todas as idades com aulas teóricas e práticas sobre música, cultura afro-brasileira/nordestina e artes em geral;Distribuição de materiais didáticos gratuitos para todos os participantes;Prioridade de vagas para jovens em situação de vulnerabilidade social, negros, indígenas, estudantes da rede pública de ensino, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência.Promoção do protagonismo, cidadania e diversidade cultural:Composição majoritária (mais de 50%) da equipe técnica composta por mulheres, pessoas negras, pessoas oriundas de povos indígenas, comunidades tradicionais, inclusive de terreiro e quilombolas, populações nômades e povos ciganos, pessoas do segmento LGBTQIA+, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua, pessoas idosas e outros grupos minorizados.Promoção da diversidade do público beneficiário:Ações direcionadas a grupos em situação de vulnerabilidade social, incluindo crianças e adolescentes, mulheres, pessoas negras, pessoas oriundas de povos indígenas, comunidades tradicionais, inclusive de terreiro e quilombolas, populações nômades e povos ciganos, pessoas do segmento LGBTQIA+, pessoas com deficiência e outros grupos minorizados.Estímulo de ações com vistas a valorizar as culturas tradicionais e populares:Preservação, valorização e difusão de manifestações e expressões das culturas afro-brasileiras tradicionais e populares com a inclusão de mestras e mestres, técnicos e estudiosos da cultura brasileira na equipe técnica do projeto.Informações complementares:1. Gratuidade e Público PrioritárioTodas as atividades (shows e ações capacitivas) serão gratuitas.Serão reservadas prioritariamente vagas para alunos e professores da rede pública de ensino, bem como para grupos em situação de vulnerabilidade social, em especial:Pessoas negras, quilombolas e povos indígenas.Comunidades tradicionais de matriz africana (terreiros).Populações em situação de rua ou em risco social.Mulheres, juventudes periféricas, pessoas LGBTQIA+ e pessoas com deficiência.Exibições e apresentações artísticas em espaços públicos (praças, escolas, centros culturais, comunidades de terreiro).Produção de registros audiovisuais disponibilizados gratuitamente em plataformas digitais.2. Acessibilidade Comunicacional, de Conteúdo, Divulgação e ArquitetônicaPresença de intérpretes de libras e profissionais de audiodescrição (quando necessário) em todas as atividades formativas e artísticas.Produção de materiais de comunicação com linguagem simples e acessível.Conteúdos de divulgação com legenda, legendagem e audiodescrição.Adequação de espaços físicos com banheiros, rampas, guias táteis para pessoas com mobilidade reduzida e idosos.Poltronas reservadas para autistas.3. Descentralização TerritorialO festival terá caráter itinerante, alcançando 10 municípios do Maranhão/Nordeste, priorizando localidades de pequeno e médio porte com baixa oferta cultural.A circulação regional contribui para a desconcentração da produção cultural, tradicionalmente centralizada nas capitais.4. Ações Educativas e FormativasSerão realizadas 10 ações de capacitação voltadas para música, dança, artesanato, audiovisual e religiosidade afro-brasileira.As vagas serão gratuitas, com inscrições priorizadas via escolas públicas, associações culturais e comunidades tradicionais.As ações educativo-culturais de mestras e mestres das culturas tradicionais e populares e ações formativas culturais terão caráter intergeracional e inclusivo, garantindo a participação de crianças, jovens, adultos e idosos.Assim, o Festival AfroSom cumpre integralmente as diretrizes do Art. 47 da IN nº 23/2025, assegurando acesso universal, gratuito, inclusivo e descentralizado, com medidas concretas de acessibilidade, ações afirmativas e contrapartidas sociais que ampliam o alcance cultural do projeto junto a públicos historicamente excluídos.Não haverá transmissão virtual do conteúdo dos produtos do projeto, apenas materiais de registro para divulgação nas páginas do projeto (a serem criadas na execução do projeto.).

Ficha técnica

Diretor/Coordenador Geral do Projeto e Curador: Emilio Sagaz (São Luís - MA)/(Pardo/Povos de Terreiro): músico, cineasta e produtor de eventos há mais de uma década. Premiado em 2024 pelo Estado do Maranhão na categoria "MAIS SABERES, MEMÓRIAS E PERTENCIMENTO" que tem como objeto a premiação dos mestres, mestras e fazedores culturais residentes no Maranhão. Focado em eventos independentes, Sagaz é um fomentador da arte local, em suas produções envolvem não só a música, mas também outras atividades artísticas, como: cinema, fotografia, culinária, poesia e artes plásticas. Seus primeiros eventos foram realizados em 2010: Lançamento do disco da BandaDiamante Gold no Creole Bar e no Chez Moi. No mesmo ano, Emilio trouxe uma atração nacional para São Luís - MA (De Leve). São dezenas de eventos produzidos pelo artista no decorrer desses 16 anos de trajetória musical e de produção de eventos. Destaque para O Roda de Som 2021 e Festival Dente de Ouro em 2024 que beneficiou diversos artistas e a cadeia de profissionais voltados para a produção de eventos. Responsável por gerenciar/coordenar todas as etapas do projeto. Emilio fará parte do time de músicos a se apresentarem nos shows. Alquimista sonoro, Emilio Sagaz apresenta mais de treze anos de carreira e 09 discos com estilos diferentes, mas sempre manteve a essência da música reggae, brasileira-nordestina em suas canções. Emilio vem apostando em uma estética inédita no Brasil, que é a mistura do reggae roots e revival com outros sons universais: batidas do rap, guitarras do rock, as matracas do bumba-meu-boi ou a cuíca do samba.Diretora de Comunicação: Camila de Meneses Dourado (São Luís - MA)/(Mulher): Focada em produções independentes, Camila é graduada em Publicidade e Propaganda (2015) e possui MBA em Mídias Digitais (2018). Atua nas áreas Marketing, Eventos e Produção Audiovisual há mais de 10 anos, com foco na área artística, cultural e empresarial. Dourado tem experiência com fotografia, direção de cena, produção/coordenação de eventos e coordenação de mídias de grandes empresas. No meio artístico, pretende dar voz a oportunidades de realização profissional de iniciativas culturais no mercado criativo.Coordenador de Produção: Jorginho Dupan (São José de Ribamar - MA)/(Negro/Morador de Área Vulnerável/Povos de Terreiro): A partir do ano de 2013 o artista inicia sua caminhada como produtor audiovisual e integra equipe da TV Guará como técnico de mídias, na ocasião o artista desenvolveu suas habilidades técnicas em gravações. Entre seus trabalhos como produtor audiovisual destaca-se o Pocket Show gravado no Talkin Blues, o artista também é umbandista, e de suas vivências e experiências de terreiro produziu pela lei Aldir Blanc o show intitulado Santos Pretos e Caboclos gravado no Reviver Hostel, ambos pelo edital Conexão Cultural através de Lei Aldir Blanc, outro destaque para indicação para o 45° Festival Guarnicê de Cinema como diretor do documentário “João Paulo, o berço do samba da Turma da Mangueira”, disponíveis na plataforma do youtube. Profissional de Libras: Angelina Freitas (São Luís - MA)/(Negra/Mulher): Pedagogia e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais-LIBRAS / Entidade: Universidade Estadual Valedo Acaraú-UVA. Pós graduada: Educação Especial e Educação Inclusão; Especialista:Tradução e interpretação em língua Brasileira de Sinais-LIBRAS /UNOESTE. Aprovada pelo Exame Nacional de Certificação de Proficiência em Língua Brasileira de Sinais PROLIBRAS/UFSC. Professora e Intérprete na Faculdade Pitágoras; A primeira Tradutora intérprete de libras na Câmara Municipal de Vereadores em SãoLuís/MA; Tradutora e intérprete de Libras no Musical João do Vale; Professora e Tradutora Intérprete na Escola de Governo Municipal– EGGEM; Tradutora intérprete no curso superior no Instituto Federal do Maranhão- IFMA.Assessoria de Imprensa: Talita Romênia Barbosa Pavão Viana (Paço do Lumiar - MA)/(Negra/Mulher): Possui formação em Comunicação Social (Jornalismo)- Universidade Ceuma e Biblioteconomia - Universidade Federal do Maranhão (em curso). Experiências: Estação Ceuma (Produção de matérias e reportagens). Assessoria de Comunicação na campanha do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade)- em 2018, 2019 e 2021. Social Media- Colégio Cristo Rei– 2021 e 2022. Social Media- AH JOB Comunicação Integrada. Assessoria de Comunicação na campanha do MDB (Movimento Democrático Brasileiro)- em 2022. Assessoria de Comunicação na prefeitura de Paço do Lumiar.Designer Gráfico: LARISSA LIMA PORTELA (São Luís - MA)/(Mulher): Designer e Artista 3D, atua na área de criação há mais de 8 anos com foco em Live Marketing no segmento de Arquitetura Promocional, desenvolvendo projetos com cenários e espaços específicos para a realização de eventos, estandes e exposições corporativas. Atividades: Design de exposições e instalações ambiente de espaços corporativos, design de varejo, displays, mobiliários promocionais e cenografia.Mediador do Encontro (Roda de Conversa) Exu, Ogum e os Caminhos da Fé: Iago Luiz Munduruca Alves (São Luís - MA)/(Pai de Santo/Estudioso da Cultura Afro-brasileira/Povos de Terreiro): Iniciou sua jornada espiritual aos 13 anos, desenvolvendo trabalhos em terreiro com atendimentos, aconselhamentos, festividades e consultas oraculares (búzios e cartas). Atualmente, é dirigente do Abassá Kubeza Kubelesela, terreiro aberto que conduz há 5 anos com dedicação e fundamento. Além da espiritualidade, é formado em Administração de Empresas, combinando gestão estratégica com saberes tradicionais. Teve a experiência de morar em Toronto, Canadá, onde também atuou com os fundamentos da Umbanda, expandindo sua visão cultural e religiosa. Com uma trajetória que une conhecimento ancestral, gestão e vivência internacional, Iago busca integrar a sabedoria espiritual à organização e ao acolhimento de quem busca orientação.Mediador do Encontro Saberes das Mestras e Mestres do Maranhão:Josias Sobrinho (São Luís - MA)/(Pesquisador das tradições do Maranhão/Idoso): É um dos principais nomes da chamada “Geração do Laborarte” (Laboratório de Expressões Artísticas), grupo criado em São Luís nos anos 1970 que revolucionou a cena cultural maranhense, reunindo música, teatro e artes visuais. Sua obra é marcada pela valorização das tradições maranhenses, especialmente o bumba-meu-boi, o tambor de crioula, a cultura popular afro-brasileira e as festas do interior. Ao lado de nomes como César Teixeira, Sérgio Habibe, Ronald Pinheiro e Papete, consolidou a “Música Popular Maranhense”, que deu projeção nacional à cultura do estado. Josias Sobrinho é considerado um patrimônio vivo da música brasileira. Sua obra une poesia, engajamento social e raízes populares, mantendo viva a ligação entre o Maranhão e a cultura nacional. Como jornalista e articulador cultural, escreveu artigos, crônicas e textos críticos sobre a cena cultural do Maranhão, sempre ressaltando a importância de valorizar mestres populares e guardiões de saberes tradicionais. Atuou em programas de rádio e televisão, entrevistas e debates sobre música e cultura, funcionando como um divulgador da memória cultural maranhense. Foi próximo de mestres como Humberto de Maracanã, Mestre Felipe, Dona Teté e tantos outros. Ao longo da carreira, Josias ajudou a construir a ideia de que a música maranhense é um campo de pesquisa em si: cada toada, cada ritmo, cada ritual carrega saberes ancestrais. Sua obra é, portanto, uma cartografia sonora do Maranhão, contribuindo para que as novas gerações tenham referências sólidas sobre sua identidade cultural.Curador: Fernando Antonio Lima de Souza (São Luís - MA)/(Pesquisador Musical/Pardo/Deficiente Visual/Povos de terreiro): músico, pesquisador, multi-instrumentista, compositor, pintor e escritor. Atua há 20 anos como músico no cenário reggae, afro-nordestina com a banda Nômades Calças Vermelhas e ritmos universais.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2026-12-31
Locais de realização (10)
Alcântara MaranhãoBarreirinhas MaranhãoCaxias MaranhãoEstreito MaranhãoPaço do Lumiar MaranhãoPinheiro MaranhãoPirapemas MaranhãoRaposa MaranhãoSão José de Ribamar MaranhãoSão Luís Maranhão