| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 02709449000159 | Petrobrás Transporte S. A | 1900-01-01 | R$ 350,0 mil |
Formação gratuita em luteria de percussão tradicional e digital, com mestres da comunidade Xambá e professores convidados, integrando saberes afro-indígenas e tecnologia para fortalecer a cidadania cultural e enfrentar a exclusão digital. Realização de 2 módulos + Trilha Transversal (174h), com oficinas e redesign de instrumentos, produção de materiais acessíveis e abertos, no Instituto Fab Lab Rec (Recife) e no Centro de Arte e Cultura Grupo Bongar (CACGB) (Olinda). Democratização e diversidade: ajuda de custo e alimentação, acessibilidade plena e equipe majoritariamente feminina e negra, com prioridade para pessoas negras e periféricas, vinculadas à tradições culturais de matriz africana, além da doação integral do material permanente ao CACGB. Difusão: eventos Café com Bongarbit, circulação em 8 municípios e show de culminância com acesso gratuito. Sustentabilidade: gestão de resíduos, redução de descartáveis, reaproveitamento de materiais e plantio de insumos naturais.
Insira o conteúdo de todos os produtos do projeto que necessitam de um breve resumo em relação ao seu assunto, por exemplo: seminários, palestras, livros, espetáculo de circo, peça teatral, espetáculo de dança, performance, classificação indicativa etária.Limite: 8.000 caracteresMódulo I — Bases e Fundamentos (curso) Formação inicial em luteria de percussão tradicional e luteria digital. Com mestres da confecção de instrumentos tradicionais e docentes convidados, aborda construção de instrumentos orgânicos (ex.: engomes de macaíba, agbês), fundamentos de eletrônica e programação para Instrumentos Musicais Digitais (IMDs) e introdução histórico–espiritual–política das artes afro-brasileiras. Realização: Fab Lab Rec (Recife) e CACGB (Olinda). Gratuito e acessível (Libras/legendas, materiais em linguagem simples) com monitoria, ajuda de custo e alimentação para os participantes.Módulo II — Reparos e Melhorias Criativas (curso) Aprofundamento com foco em reparos, modificações e redesenho de instrumentos. Luteria de percussão tradicional (ex.: berimbaus, gonguês, tambores falantes) e luteria digital aplicada (sensores, placas, corte a laser e impressão 3D), culminando em mostras internas de processo. Gratuito e com recursos de acessibilidade de conteúdo, monitoria, ajuda de custo e alimentação para os participantes.Trilha Transversal — Educação Empreendedora (curso) Oito encontros mensais integrando o Ciclo da Invenção (inspiração, ideação, prototipação, teste e compartilhamento). Produção de um MVP por turma e planos curtos (projeto de vida/negócio cultural), com apresentação em evento do Café com Bongarbit. Materiais orientadores disponibilizados em formato acessível.Café com Bongarbit — eventos mensais abertos Encontros com artistas convidados, bate-papo e sessões de experimentação musical entre instrumentos dos convidados e instrumentos orgânicos e digitais criados pelo Bongarbit. Acesso gratuito, sem inscrição prévia, mediação acessível e registro para publicação com Libras e legendas.Show de Culminância — Música (apresentação ao vivo)Espetáculo gratuito com o Grupo Bongar e 3 grupos da comunidade Xambá, apresentando repertório autoral e tradicional com arranjos que integram instrumentos de luteria tradicional e IMDs criados pelos participantes das oficinas. Inclui mediação breve sobre processos de construção sonora. Classificação: Livre.Circulação em 8 municípios de Pernambuco (vivências/oficinas de curta duração) Ações em escolas, centros culturais e espaços comunitários de Paulista, Abreu e Lima, Camaragibe (Quilombo do Catucá), João Alfredo (Quilombo de Brejinhos), Ilha de Itamaracá, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes e Ipojuca. Compartilhamento de processos, demonstrações e experimentação de instrumentos orgânicos e digitais. Ampla divulgação, acesso gratuito e sem inscrição prévia.Materiais didáticos acessíveis (publicação digital) Conjunto de apostilas, slides, códigos-fonte e vídeos tutoriais com legendas; conteúdos em linguagem simples e versões com contraste ampliado. Disponibilização online para estudo e replicação.Classificação indicativa: Livre (conteúdo educativo e cultural).
Objetivo Geral:Promover a aprendizagem e a autonomia de uso, replicação e modificação de instrumentos musicais orgânicos e digitais, integrando saberes tradicionais afro-indígenas e tecnologias digitais, para enfrentar a exclusão digital e fortalecer a cidadania cultural de pessoas prioritariamente negras e periféricas vinculadas à comunidade Xambá e a tradições de matrizes afro-indígenas.Objetivos Específicos:Módulos de Luteria Orgânica e Digital- Realizar 2 módulos formativos (I — Bases e Fundamentos; II — Reparos e Melhorias Criativas) + 1 Trilha Transversal de Educação Empreendedora, cumprindo carga horária total de 174 horas ao longo de 6 meses nos municípios de Olinda e Recife. - Ofertar oficinas de luteria orgânica (Engomes de Macaíba, Agbês, Berimbaus, Gonguês, Tambores Falantes) e projetos de modificação de instrumentos tradicionais. - Ofertar oficinas de luteria digital: fundamentos de eletrônica e programação (Arduino), sensores e placas, fabricação digital (vetorização, corte a laser, impressão 3D) e construção/redesenho de Instrumentos Musicais Digitais do Bongarbit [mais informações no item "Outras Informações" deste formulário]. Linha Transversal — Educação Empreendedora - Realizar 1 encontro mensal ao longo de 6 meses de 3h (total 18h) integrados aos módulos, seguindo o Ciclo da Invenção (Inspiração, Ideação, Prototipação, Teste e Compartilhamento). - Produzir um conjunto de materiais da trilha (apostila digital e modelos de planilhas de custos/precificação e roteiro de apresentação). - Acompanhar 100% dos participantes na elaboração de um plano individual curto (projeto de vida ou de negócio cultural) e na produção de 1 MVP funcional por turma, com apresentação em um dos Café com Bongarbit. Acessibilidade, mediação e permanência - Disponibilizar material didático acessível (slides, apostilas, códigos-fonte, kits de eletrônica, bases sonoras e vídeos tutoriais) com Libras e legendas e audiodescrição quando aplicável, em repositório aberto para acesso público e replicação comunitária. - Conceder ajuda de custo média de R$ 150/mês a todas/os participantes durante 8 meses e fornecer alimentação em 100% dos encontros. - Implementar equipe de 10 monitores da comunidade Xambá para acompanhamento individualizado nas atividades práticas. Sustentabilidade e autonomia material- Organizar sistema de gestão e descarte responsável de resíduos da luteria e dos eventos, reduzir descartáveis e reaproveitar materiais de comunicação e sinalização sempre que possível.- Realizar plantio comunitário de insumos naturais para a continuidade da luteria (cabaças, macaíbas, jaqueiras).Ampliação de acesso e difusão - Realizar circulação em outros 8 municípios de Pernambuco (totalizando 10 municípios na proposta) — Paulista, Abreu e Lima, Camaragibe (Quilombo do Catucá), João Alfredo (Quilombo de Brejinhos), Ilha de Itamaracá, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes e Ipojuca — em escolas, centros culturais e espaços comunitários, com ampla divulgação, acesso gratuito e sem necessidade de inscrição prévia, contribuindo para a descentralização cultural no estado. - Realizar 6 eventos mensais abertos à comunidade (Café com Bongarbit), com artistas convidados e sessões de experimentação musical entre instrumentos dos convidados e os instrumentos orgânicos e digitais criados pelo Bongarbit [mais informações no item "Outras Informações" deste formulário]. - Realizar 1 show de culminância com o Grupo Bongar e 3 grupos da comunidade Xambá, com público estimado de 300 pessoas, classificação indicativa: Livre, e interpretação em Libras ao vivo. - Utilizar no show, no mínimo, 4 instrumentos produzidos ao longo das oficinas, potencializando os resultados formativos no contexto musical local. - Publicar registros audiovisuais acessíveis do processo e resultados em plataformas online de amplo acesso (com Libras e legendas), incluindo releases para imprensa e campanhas de comunicação com foco em diversidade e inclusão. - Produzir 1 relatório de difusão da culminância (fotos, vídeo, clipping, indicadores de público). - Fortalecer o protagonismo de mulheres e pessoas negras na gestão e execução, mantendo 87% da equipe (7 de 8) composta por mulheres e/ou pessoas negras, conforme a Ficha Técnica.
O projeto "Bongarbit: Escola de Luteria de Instrumentos Musicais Orgânicos e Digitais da Xambá" propõe a criação de um espaço formativo e experimental único no Brasil, unindo saberes tradicionais afro-indígenas à inovação tecnológica no campo da música e da luteria. Trata-se de uma iniciativa de relevância cultural, social e educativa, voltada principalmente a jovens e adultos negros, periféricos e vinculados a tradições de matrizes afro-indígenas. Por sua natureza comunitária e por exigir infraestrutura, materiais, tecnologias digitais e o envolvimento de mestres tradicionais, o projeto não poderia ser viabilizado apenas com recursos próprios ou locais, o que justifica a necessidade do uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei Rouanet.A proposta se enquadra diretamente no disposto no Artigo 1º da Lei nº 8.313/91, que institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), nos seguintes incisos:Art. 1º, incisos II e VIII: promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais. O projeto nasce no Quilombo Urbano do Portão do Gelo (Nação Xambá), em Olinda/PE, e se expande para dez municípios da região metropolitana e interior de Pernambuco, valorizando saberes, mestres e tradições locais. Tal circulação atende também ao Art. 1º, inciso VIII, ao estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, fortalecendo práticas culturais e tecnológicas enraizadas no território nordestino e descentralizando o acesso às ações culturais.Art. 1º, inciso III: apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores. A iniciativa garante a difusão de expressões culturais afro-indígenas e a valorização de seus criadores, tanto na luteria tradicional (com a atuação de mestres como Iran Silva) quanto na criação de instrumentos digitais desenvolvidos coletivamente pelo Bongarbit [mais informações no item "Outras Informações" deste formulário].Art. 1º, inciso V: proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e dar-lhes a necessária visibilidade. A proposta protege e dá visibilidade às práticas culturais afro-indígenas, historicamente marginalizadas, assegurando que elas sejam transmitidas, documentadas e adaptadas a novos contextos tecnológicos.Art. 1º, inciso IV: proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira, salvaguardando a continuidade e o florescimento de seus modos de criar e fazer. Nesse sentido, o projeto adota ações de sustentabilidade e autonomia material, como gestão de resíduos nas oficinas e plantio de insumos naturais (tais como cabaças, macaíbas e jaqueiras) utilizados na luteria tradicional, garantindo a continuidade dos saberes e o vínculo ecológico com o território.Quanto aos objetivos do Artigo 3º da Lei nº 8.313/91, o projeto atende especialmente a:Art. 3º, inciso II, alínea c: fomento à produção cultural e artística, mediante a realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore. O Bongarbit promoverá oficinas, apresentações, vivências musicais e eventos abertos (como o Café com Bongarbit e o show de culminância), difundindo práticas culturais e musicais de matriz afro-brasileira e divulgando amplamente esses resultados por meio de ações estruturadas de comunicação pública e acessível.Art. 3º, inciso III: apoio a projetos que visem à preservação do patrimônio cultural brasileiro. O projeto busca preservar o patrimônio material e imaterial ligado às tradições musicais afro-indígenas, transmitindo oralmente e por meio de registros digitais os saberes sobre a construção de instrumentos e potencializando dinâmicas de engajamento das novas gerações com nosso patrimônio cultural. Para assegurar essa continuidade, todo o material permanente adquirido será doado integralmente ao CACGB, permanecendo a serviço da comunidade após o término do projeto.Art. 3º, inciso V: estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais.Através das oficinas e ações em múltiplos municípios, o projeto estimula a difusão e o reconhecimento dos valores culturais afro-indígenas, aproximando diferentes públicos e fortalecendo a cidadania cultural, com disponibilização pública e gratuita dos materiais produzidos (como apostilas acessíveis além de tutoriais e registros audiovisuais em Libras e legendados) em repositório aberto, promovendo acesso democrático e permanente ao conhecimento.Portanto, o uso da Lei de Incentivo à Cultura é fundamental para assegurar os recursos necessários à implementação de um projeto desta complexidade, que envolve formação continuada, produção e disponibilização aberta de materiais educacionais acessíveis, aquisição de materiais e ferramentas, remuneração de mestres tradicionais, ações de respeito socioambiental e circulação em diversos municípios. O apoio do Pronac garante que essa proposta, construída a partir da comunidade e com foco na diversidade e inclusão, possa alcançar sua plena realização, contribuindo para a democratização do acesso à cultura, a valorização das tradições afro-brasileiras e a inovação no campo da música e da luteria de instrumentos musicais de percussão.
Neste campo serão descritos os instrumentos criados pelo Bongarbit, desenvolvidos juntamente com João Tragtenberg (coordenador técnico desta proposta) e membros da comunidade Xambá e frequentadores do Centro de Arte e Cultura Grupo Bongar (CACGB) - Guitinho da Xambá. Esse processo de design participativo fez parte da pesquisa de doutorado em Design de João em um processo de 3 meses de imersão no CACGB. Os módulos pedagógicos do projeto estão estruturados a partir dessas criações: o Módulo I tem como objetivo replicar esses instrumentos com os participantes, servindo como plano pedagógico para transmissão de conhecimento técnico e cultural; o Módulo II será dedicado a modificações e melhorias, seja para solucionar problemas identificados, seja para explorar novas possibilidades sonoras e projetuais, dando origem a novos instrumentos híbridos.O processo integra saberes tradicionais de luteria afro-indígena com técnicas de fabricação digital, propondo uma confluência entre orgânico e digital, sempre a partir do corpo, dos gestos e dos materiais da cultura Xambá.As atividades acontecerão em dois espaços complementares:Fab Lab Rec (sede do Instituto Fab Lab Rec, Recife): local onde serão realizadas as atividades que dependem de equipamentos de fabricação digital — impressoras 3D, cortadoras a laser e computadores de prototipagem. Esse parque tecnológico será empregado na construção de peças estruturais, carcaças e componentes personalizados para os instrumentos digitais. CACGB – Centro de Arte e Cultura Grupo Bongar – Guitinho da Xambá (Olinda): espaço cedido pela associação, onde acontecerão as oficinas de luteria orgânica, ensaios e processos de validação comunitária, permitindo que a construção digital dialogue diretamente com a tradição oral e a prática cultural local.Instrumentos criados anteriormente pelo Bongarbit:1) Agbau Instrumento híbrido que combina referências do agbê, berimbau e da sanfona de oito baixos. Construção: corpo de cabaça cortada ao meio, base de madeira, botoeiras maiores para sons de percussão e menores para baixarias/berimbau; eletrônica embarcada com síntese e sampler. Incorpora transdutor háptico que devolve vibração ao corpo do músico. Funcionamento: autocontido, sem depender de computador, com sons próprios e modos de repetição. O feedback vibrotátil amplia a acessibilidade para pessoas surdas.2) Botões Falantes Inspirado no tambor falante (Tama), altera o timbre conforme a pressão lateral. Construção: corpo cilíndrico em PVC flexível, reforçado com madeira e botões na face superior. Um sensor detecta a pressão lateral, controlando o pitch dos samples disparados. Funcionamento: funciona como controlador MIDI, dependendo de um computador ou sintetizador externo para ser tocado.3) Engome Adubado Derivado do Engome, instrumento semelhante ao Ilú da tradição Xambá, acrescido de efeito eletrônico. Construção: bojo de macaíba, e pele de couro de bode tradicional, microfone embutido, circuito de efeito controlado por pedal de expressão. Funcionamento: altera timbre em tempo real entre grave/agudo, mantendo características percussivas; saída P10 para amplificação.Integração cultura–tecnologia Cada instrumento articula gestos tradicionais (como o toque, a pressão lateral, a variação de afinação) com plataformas digitais acessíveis (Arduino, síntese embarcada, sensores). O resultado é um conjunto de dispositivos replicáveis, que podem ser modificados pelos próprios participantes, fortalecendo a autonomia técnica e cultural.Doação do material permanente Todo o material permanente adquirido pelo projeto (máquinas, computadores, projetor, ferramentas, eletrônica e instrumentos produzidos) será doado ao Centro de Arte e Cultura Grupo Bongar – Guitinho da Xambá (CACGB), CNPJ 10.392.473/0001-35, associação sem fins lucrativos. O objetivo é equipar o Bongarbit e garantir a continuidade das atividades formativas e criativas do Bongarbit no território após a execução do projeto.Opção por aluguel de equipamento de somO som não será comprado porque a aquisição de um equipamento adequado custaria em torno de R$20.000,00, valor muito superior ao aluguel pontual para as ações previstas (Café com Bongarbit e show de culminância). Assim, optamos pelo aluguel de equipamentos de áudio e iluminação em cada ocasião, o que garante economicidade, evita concentração de fornecedores e assegura a qualidade técnica necessária aos eventos, em conformidade com os parâmetros da Instrução Normativa MinC nº 23/2025.Valor econômico e muito viável para circulação em 8 municípios das oficinasO valor da circulação entre os oito municípios parceiros está dimensionado de forma mais enxuta porque as cidades são próximas entre si e de Olinda/Recife, havendo deslocamentos curtos e sem necessidade de hospedagem. Além disso, as ações em cada localidade têm duração de aproximadamente 2h, caracterizando vivências de curta duração. Os monitores já serão remunerados mensalmente pela atuação integral no projeto, o que reduz a necessidade de cachês adicionais, precisando apenas ter o gasto com gasolina, diárias de alimentação para a equipe e as horas-aula do professor. Mesmo com valores modestos, estão previstos recursos para combustível e alimentação durante os deslocamentos, garantindo a viabilidade logística.Remunerações do proponenteAs remunerações do proponente e de sua equipe dirigente foram calculadas respeitando o limite de até 20% do valor captado, previsto na IN MinC nº 23/2025, estando abaixo do teto legal. Também foi observada a regra de não concentração em um único fornecedor acima de 20% do valor total do projeto.Encargos trabalhistasTodos os encargos trabalhistas e previdenciários incidentes sobre bolsas e remunerações (como INSS patronal sobre bolsas incentivo e monitoria) foram previstos no orçamento, assegurando regularidade fiscal e conformidade com a legislação. Todos os outros prestadores de serviço o farão através de suas empresas, diminuindo muito esses encargos.Custo do ContadorO custo com contador foi dimensionado em um valor reduzido porque o proponente já possui contador vinculado à sua equipe permanente, que dará suporte às questões mais amplas de gestão financeira e fiscal da instituição. No âmbito específico deste projeto, a demanda de trabalho será limitada, uma vez que a maior parte dos prestadores de serviços atuará como pessoa jurídica, restando ao contador apenas a escrituração e acompanhamento de encargos relativos a parte da monitoria (50% contratada como pessoa física) e às bolsas de incentivo destinadas aos alunos. Dessa forma, o valor previsto é compatível com o volume efetivo de atividades a serem executadas, garantindo economicidade e conformidade com as exigências da Instrução Normativa MinC nº 23/2025.Prazo de Execução da PropostaNosso projeto está previsto para ser executado em apenas 10 meses, mesmo assim, por orientação dos técnicos que ministraram as capacitações pela região sugeriram que nós colocássemos um período de execução de janeiro de 2026 a dezembro de 2027 independentemente do nosso cronograma, uma vez que os mecanismos de captação com os parceiros do Programa Rouanet Nordeste podem ter cronogramas próprios que estão além de nosso controle. Esperamos que essa incongruência não seja vista como um erro, mas como uma orientação técnica que seguimos dos profissionais do MinC nas capacitações oficiais do programa.
Projeto PedagógicoObjetivos Gerais: Promover a aprendizagem sobre a confecção de instrumentos musicais orgânicos e digitais, visando a construção de autonomia para uso, replicação e modificação desses instrumentos por pessoas prioritariamente negras, periféricas e vinculadas às tradições de matriz afro-indígena. O projeto valoriza conhecimentos tradicionais transmitidos pela oralidade, integra tecnologias ancestrais e digitais, e atua no combate à exclusão digital em contextos comunitários.Objetivos Específicos: - Desenvolver a autonomia no uso de instrumentos musicais digitais de percussão por meio do ensino sobre o seu funcionamento; - Ensinar fundamentos básicos de eletrônica, programação e fabricação digital aplicados à música; - Promover oficinas de construção de instrumentos orgânicos tradicionais de percussão, orientadas por mestres da cultura afro-brasileira; - Estimular práticas criativas em grupo para reparos, modificações e melhorias de protótipos de instrumentos; - Integrar saberes espirituais, políticos e históricos dos instrumentos de matriz africana à prática pedagógica; - Favorecer o empreendedorismo cultural e tecnológico dos participantes, articulando cultura, inovação e economia criativa.Carga Horária:Total: 174h ao longo de 6 meses, divididas em: Módulo I (78h), Módulo II (78h), Linha Transversal (18h).Módulo I — Bases e Fundamentos (13 semanas): dois encontros semanais de 3h + 1 encontro mensal de 3h (total 78h). - Linha 1 — Luteria Orgânica: oficinas de Engomes de Macaíba (8d), Agbês (3d) e aulas de história, espiritualidade e política dos instrumentos de matriz afro-indígena (2d) (conduzidos por Iran Silva e Marconi Bispo).- Linha 2 — Luteria Digital: introdução histórica dos Instrumentos Musicais Digitais (IMDs) em contextos de música negra (1d), apresentação dos IMDs do Bongarbit (1d), curso de eletrônica e programação com Arduino para construção dos instrumentos criados pelo Bongarbit (11d). Módulo II — Reparos e Melhorias Criativas (13 semanas): dois encontros semanais de 3h + 1 encontro mensal de 3h (total 78h). - Linha 1 — Luteria Orgânica: oficinas de Berimbaus (2d), Tambores Falantes (Tama) (10d) e aulas de história, espiritualidade e política dos instrumentos de matriz afro-indígena (conduzidos por Iran Silva e Marconi Bispo). - Linha 2 — Luteria Digital: curso de sensores e placas de circuito (3d), Introdução à Fabricação Digital com atividades práticas de vetorização, corte a laser e modelagem/impressão 3D, conectando a concepção digital à materialização de protótipos musicais (6d) e projetos em grupo de redesenhos dos instrumentos do Bongarbit (4d). - Linha Transversal — Educação Empreendedora (18h): 6 encontros mensais de 3h integrados aos módulos principais. Cada etapa acompanha o Ciclo da Invenção (Inspiração, Ideação, Prototipação, Teste, Compartilhamento), relacionando os aprendizados técnicos da luteria com habilidades socioemocionais e empreendedoras. Os participantes elaboram um projeto de vida ou de negócio cultural, desenvolvem MVPs, testam junto à comunidade e compartilham seus resultados por meio de apresentações e narrativas de marca.- Café com Bongarbit — eventos mensais abertos (6 edições, 18h): encontros de 3h com bate-papo de mestres/artistas convidados e sessões de experimentação musical entre instrumentos trazidos pelos convidados e os instrumentos orgânicos e digitais criados no projeto; integra a formação (apresentação de processos e protótipos criados nas aulas), é gratuito e com acessibilidade (interpretação de Libras/legendas nos registros, indicação de rotas e acessibilidade física para PCDs e interação por toque e experimentação acessível para pessoas surdas por tecnologias vibrotáteis).- Show de Culminância - 1 apresentação gratuita: apresentação do Grupo Bongar e 3 grupos da comunidade Xambá, integrando os resultados dos Módulos I e II (luteria orgânica e digital) em performance pública coerente com a cultura local. Objetivo pedagógico: permitir que os participantes vejam/escutem seus instrumentos em cena, “ganhando vida” na comunidade.Público-Alvo e Critério de Seleção: O projeto prioriza jovens, adultos e educadores negros, de comunidades periféricas e vinculados à tradições de matriz africana, especialmente aqueles que já participam do Quilombo Urbano do Portão Do Gelo (Quilombo Xambá). Serão adotados critérios de diversidade racial, de gênero e territorial, assegurando a inclusão de mulheres, pessoas negras, quilombolas, LGBTQIA+, pessoas com deficiência e outros grupos em situação de vulnerabilidade social. A seleção se dará por uma chamada e processo seletivo públicos.Metodologias de Ensino: O projeto pedagógico integra a tradição oral afro-indígena e a educação maker, conectando espiritualidade, prática comunitária e tecnologias digitais. A metodologia é orientada pelo Ciclo da Invenção do Fab Lab Rec — Inspiração, Ideação, Prototipação, Teste e Compartilhamento. Essa abordagem conecta os saberes tradicionais e digitais em práticas mão na massa, colaborativas e situadas. São utilizadas rodas de conversa, oficinas práticas, projetos em grupo e apresentação pública de resultados. O processo privilegia a intergeracionalidade, a oralidade e a coletividade, estimulando protagonismo, cidadania e inovação.Material Didático: - Materiais orgânicos: cabaças, madeiras, couros, macaíba; - Materiais digitais: kits de microcontroladores (Arduino, ESP32, Bela, Raspberry Pi), sensores (capacitivos, de distância, piezoelétricos, rotativos, botões), placas eletrônicas de prototipação, impressoras 3D, cortadora a laser; - Ferramentas Mecânicas: Lixadeiras, furadeiras, martelos, serrotes e serras tico-tico, microrretíficas, esmerilhadeira, serras circulares, morsas, etc..- Ferramentas Eletrônicas: Softwares livres(Inkscape, Tinkercad, IDE Arduino, Audacity), Estações de solda, multímetros, alicates, kits de prototipagem eletrônica para áudio, microcontroladores de baixo custo (ESP32, Arduino), sensores, etc.- Materiais acessíveis: apostilas digitais com materiais em vídeo legendados.- Registros audiovisuais e amostras sonoras dos instrumentos tradicionais gravadas pela própria comunidade.Conteúdo a Ser Ministrado: - Luteria orgânica: técnicas ancestrais de confecção de instrumentos de percussão; - Luteria digital: fundamentos de eletrônica, programação e fabricação digital; - Introdução prática à fabricação digital (corte a laser e impressão 3D); - História, espiritualidade e política dos instrumentos de matriz africana; - Reparos, manutenção e modificações criativas em IMDs; - Projetos coletivos de prototipação; - Empreendedorismo cultural, economia criativa e projeto de vida.Profissionais Envolvidos: - Coordenação geral: Letícia Falcão de Andrade; - Coordenação administrativo-financeira: Raquel Guerra Britto; - Coordenação do técnica: João Tragtenberg; - Coordenação cultural: Thúlio Xambá; - Mestre de luteria tradicional: Iran Silva; - Professor de aspectos históricos, políticos e religiosos das tradições de matriz africana: Marconi Bispo; - Consultoria pedagógica: Roberta Maria Valentim de Carvalho; - Consultoria técnica: Renata Paton.Composição da Equipe Técnica: A equipe é formada por 8 profissionais, dos quais 7 são mulheres ou pessoas negras, correspondendo a 87% do quadro técnico, em alinhamento aos critérios de promoção da diversidade, cidadania cultural e protagonismo previstos no edital.
Acessibilidade Física- Locais e vistoria prévia: antes de cada atividade no Fab Lab Rec e no CACGB, será realizada verificação técnica pela equipe de produção das condições de acesso: rotas acessíveis, banheiros acessíveis, áreas de circulação, assentos de descanso e apoio à mobilidade (rampas/planos inclinados, corrimãos).- Filas e assentos prioritários: organização de fila prioritária e reserva de assentos sinalizados para pessoas idosas, gestantes, PCD e pessoas com mobilidade reduzida.- Logística inclusiva: divulgação dos pontos de transporte público mais próximos, indicação de embarque/desembarque acessível e horários de maior facilidade de acesso.- Circulação nos 8 municípios: nas ações em Paulista, Abreu e Lima, Camaragibe (Quilombo do Catucá), João Alfredo (Quilombo de Brejinhos), Ilha de Itamaracá, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes e Ipojuca, a equipe realizará checagem prévia dos espaços (escolas, centros culturais e comunitários), adotando mediação suplementar quando a infraestrutura local for limitada.Acessibilidade de Conteúdo-Legendagem: todos os registros audiovisuais publicados (tutoriais, registros de processo e divulgação) terão legendas acessíveis. - Interpretação em Libras: nos eventos Café com Bongarbit, nos módulos I, II e na linha transversal das oficinas, em atividades de circulação das oficinas e na Culminância haverá intérprete de Libras.- Audiodescrição e linguagem simples: seleção de vídeos e peças comunicacionais com roteiros de audiodescrição; materiais escritos (programação, sinalizações, instruções) em linguagem simples, com versões em alto contraste e fonte ampliada para download.- Percepção vibrotátil para pessoas surdas: nos eventos de experimentação e apresentação final dos instrumentos criados, uso de transdutores vibrotáteis (ex.: Vibroblaster e similares) para que a vibração dos sons dos instrumentos possam ser sentidos pelo tato.- Visita sensorial mediada: realização nos eventos do Café com Bongarbit e no show de culminância atividades de visita sensorial com toque orientado antes das apresentações em materiais (madeiras, couros, cabaças), componentes e peças selecionadas.- Materiais didáticos acessíveis: distribuição de apostilas e slides acessíveis, códigos-fonte e tutoriais; disponibilização via QR Codes e materiais impressos, levando a conteúdos em texto, áudio e vídeo acessíveis.- Mediação contínua: atuação de 10 monitores da comunidade Xambá para acompanhamento individualizado, organização de fluxo, leitura mediada de conteúdos e apoio a participantes com deficiência ou necessidades específicas.Comunicação, Registro e Justificativas- Informação clara ao público: toda a comunicação (convites, cartazes, redes) indicará recursos de acessibilidade disponíveis e contatos para solicitações antecipadas.- Registro e prestação de contas: após cada etapa, elaboração de Relatório de Acessibilidade (física e de conteúdo), com o que foi implementado, eventuais impossibilidades do espaço e medidas alternativas adotadas.- Integração com a permanência: as ações são gratuitas, com ajuda de custo mensal e alimentação durante os encontros formativos, reduzindo barreiras econômicas e assegurando acesso e permanência qualificados.
Todas as oficinas do projeto serão gratuitas e acompanhadas de medidas de apoio à permanência dos participantes. Cada pessoa selecionada receberá uma ajuda de custo mensal de R$150,00, além de alimentação durante os encontros, garantindo que moradores de bairros periféricos possam participar sem barreiras financeiras, compensando custos de transporte e tempo dedicado às atividades.O ensino será fortalecido pela atuação de 10 monitores da comunidade Xambá, integrantes do Bongarbit, que acompanharão os professores e proporcionarão atendimento individualizado a quem tiver maiores dificuldades ou interesse, ampliando a inclusão e o protagonismo comunitário.Para expandir o impacto territorial, o projeto prevê uma circulação em 8 municípios de Pernambuco, onde serão compartilhadas partes do processo pedagógico e realizadas vivências de experimentação e demonstração dos instrumentos orgânicos e digitais desenvolvidos pelo Bongarbit. As ações ocorrerão em escolas, centros culturais e espaços comunitários dos municípios de Paulista, Abreu e Lima, Camaragibe (Quilombo do Catucá), João Alfredo (Quilombo de Brejinhos), Ilha de Itamaracá, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes e Ipojuca, sempre com ampla divulgação, acessibilidade plena, entrada gratuita e sem necessidade de inscrição prévia. Essa estratégia descentraliza o acesso e amplia o alcance cultural e educativo do projeto.Além disso, serão realizados eventos mensais abertos à comunidade, denominados Café com Bongarbit, consistindo em encontros de bate-papo com artistas convidados, acompanhados de sessões de experimentação musical em diálogo com os instrumentos criados no laboratório. Esses momentos funcionarão como espaço de troca, formação e aproximação entre público, artistas e comunidade.O show de culminância será gratuito, com ampla divulgação e acessibilidade plena; local com área reservada PCD e sinalização. Haverá intérprete de Libras no palco e visita sensorial breve pré-show para reconhecimento de instrumentos (toque orientado).O projeto também garantirá a produção e publicação de registros audiovisuais acessíveis, disponibilizados em plataformas online de amplo acesso, com interpretação em Libras e legendas, permitindo que pessoas surdas possam acompanhar os conteúdos produzidos e ampliar a disseminação dos resultados.
INSTITUTO FAB LAB REC (Proponente representado por Letícia Falcão de Andrade)Função: Coordenação Geral Nome: Letícia Falcão de AndradeFunção: Coordenação Geral(mulher, branca, cisgênero)Comunicadora social (UFPE, 2007), especialista em Bens Culturais: Cultura, Economia e Gestão (FGV, 2013) e em Tecnologias do Design (UNICAP/ICAM, 2021). Atua há mais de 15 anos na produção e gestão de projetos culturais, criativos e de inovação social. Diretora Administrativa-Financeira do Instituto Fab Lab Rec e Coordenadora Geral do Movimento Mulheres Makers, lidera iniciativas como o Projeto Mão na Massa e Virada Maker, voltadas à promoção da cultura, da tecnologia e da redução de desigualdades.Nome: Raquel Guerra Britto(mulher, branca, cisgênero)Função: Coordenação Administrativo-FinanceiroAdvogada (OAB/PE 39.441), graduada em Direito pela UNICAP (2013), especialista em Direito Civil e Processo Civil (UNINASSAU, 2021) e especialista em Direito Contratual (UFPE, 2025). Certificada em Mediação e Arbitragem pelo INAMA, atuou como conciliadora no TJPE e em projetos da Prefeitura do Recife, como o Colorindo o Recife, ReciclaMais e Mais Vida nos Morros; enquanto no Instituto Ikone desempenhou atividades administrativo financeiras, desde organização do espaço físico a elaboração de prestação de contas e realização de pagamentos. Atualmente, presta serviço para o Instituto Fab Lab Rec como Gerente Administrativo-Financeira com experiência em gestão, contratos e processos administrativos.Nome: João Tragtenberg(homem, branco, cisgênero)Função: Coordenador TécnicoDoutorando em Design (UFPE) e Mestre em Ciência da Computação (UFPE), coordena a formação e criação tecnológica, e a gestão do Bongarbit desde sua fundação em 2023 junto à comunidade da Xambá, integrando pesquisa acadêmica, formação de equipe e governança comunitária. Sua trajetória combina design, música e tecnologias digitais, tendo recebido o Pamela Z Award for Innovation (NIME 2021, Pequim/China) e o prêmio de Best Paper (SBCM 2019, Brasil). Como artista e pesquisador, apresentou criações em eventos como o Festival Ars Electronica (Áustria/Romênia), a conferência internacional NIME, e a Abertura do Carnaval do Recife de 2018, desenvolvendo instrumentos digitais e performances que unem inovação tecnológica e cultura popular.Nome: Thulio Xambá(homem, negro, cisgênero)Função: Coordenação CulturalMúsico, produtor cultural, arte-educador e realizador audiovisual, Thúlio Xambá coordena desde 2023 a estruturação, ações culturais e inserção na comunidade Xambá do Bongarbit – Laboratório de Tecnologias Digitais da Xambá. Como percussionista, integra os grupos Bongar, Edún Ará Sangô, Abulidu e Ori, com os quais gravou álbuns e circulou em festivais no Brasil, Europa, Caribe e África. Atua na gestão do Centro Cultural Grupo Bongar – Guitinho da Xambá, onde também coordena o coletivo audiovisual Erê Sankofa, e é idealizador da Feira Quilombar de Arte Negra, que fortalece o afroempreendedorismo e amplia narrativas negras na cena cultural.Nome: Iran Silva(homem, negro, cisgênero)Função: Mestre de luteria tradicional de instrumentos de percussãoLuthier, Músico, arte-educador, produtor cultural e Ogã, cresceu em terreiros de Jurema Sagrada e de Candomblé Nação Nagô em Pernambuco, onde herdou do avô as técnicas ancestrais de construção de tambores. Foi fundador e integrante do Grupo Bongar por 14 anos, com o qual gravou diversos álbuns e circulou em festivais no Brasil, Europa, Caribe e África, como o Womex (Reino Unido), Europalia (Bélgica) e o Festival do Caribe (Cuba). É um reconhecido mestre na arte de fazer e ensinar a luteria de instrumentos de percussão como o ilú, a alfaia, o caracaxá, o gonguê, o ganzá e o pandeiro, unindo técnica, ancestralidade e espiritualidade. Atualmente, é Ogã no Ilê Omo Orixá Nanã Buruku e Juremeiro em seu terreiro de família, atuando como guardião das tradições afro-indígenas brasileiras.Nome: Marconi Bispo(homem, negro, cisgênero)Função: Professor de Aspectos Históricos, Políticos e Religiosos das Tradições Artísticas de Matriz Africana.Marconi Bispo (Awofá Ifáwalé Mojìre Omikemi Awololá) é ator, diretor, dramaturgo e sacerdote, é graduado em Educação Artística/Artes Cênicas pela UFPE (1999) e soma quase 30 anos de trajetória profissional nas artes da cena, com mais de 45 produções em seu currículo. Iniciado para Ìyémọjá e Ọbàlùfọ̀n (2004) e Ọrúnmìlà Bàbá Ifá (2023), desenvolve pesquisas sobre relações raciais em Pernambuco, identidades de gênero e religiosidades afro-indígenas. É mestrando no Programa de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (POSAFRO) e criador da Escola do Corpo Negro (Ilé-Ẹ̀kọ́ Ara Dúdú), integra mitologia dos orixás, saberes dos terreiros e práticas cênicas como espaço de formação e resistência. Entre seus trabalhos recentes estão os espetáculos “Luzir é Negro!” e “re_Luzir”, além de uma residência artística em Porto, Portugal (2024) voltada à Revolução Haitiana.Nome: Roberta Maria Valentim de Carvalho(mulher, branca, cisgênero)Função: Consultoria PedagógicaPsicóloga (UFPE, 2004), especialista em Psicologia Clínica nas Instituições (FAFIRE, 2006) e em Políticas Educacionais e Inovação (EIPP/FUNDAJ, 2018). Co-fundadora do Fab Lab Recife, é Diretora de Educação Maker e atua há mais de 10 anos desenvolvendo projetos que integram psicologia, educação, cultura e inovação, como o Projeto Mão na Massa – Mulheres Makers, a Jornada Maker e a Virada Maker.A equipe é formada por 8 profissionais, dos quais 7 são mulheres ou pessoas negras, correspondendo a 87% do quadro técnico, em alinhamento aos critérios de promoção da diversidade, cidadania cultural e protagonismo previstos no edital.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.