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O projeto visa a realização de uma exposição itinerante de artes visuais em cidades do interior da Paraíba, articulando a tradição da xilogravura nordestina, símbolo do Movimento Armorial idealizado por Ariano Suassuna, com estética pop contemporânea e representatividade afro-brasileira. O projeto será estruturado em três núcleos: tradição, com obras clássicas de xilogravura; ressignificação, com o XiloPop em releituras de cores e texturas; e futuro, com projeções digitais. Ainda inclui oficinas gratuitas de xilogravura em isopor reciclado e stencil pop, destinado a estudantes da rede pública, incentivando a prática criativa e o protagonismo juvenil. Além das oficinas pedagógicas, o projeto prevê a distribuição de catálogo digital acessível, e o registro audiovisual com recursos de acessibilidade para difusão online dos conteúdos e democratização do acesso.
O projeto “XiloPop Armorial – Exposição de Artes Visuais e Oficina” apresenta uma experiência artística e educativa que entrelaça tradição, inovação e inclusão. Trata-se de uma exposição itinerante multimídia acompanhada de oficinas formativas, catálogo digital acessível e um curta documental, que juntos compõem um conjunto integrado de ações culturais.Exposição ItineranteA exposição será realizada em 10 cidades do interior da Paraíba, sempre em espaços públicos como escolas, centros culturais ou auditórios comunitários, com entrada gratuita. A mostra se organiza em três núcleos narrativos:Tradição – apresenta obras clássicas da xilogravura nordestina, destacando sua força estética, simbólica e social como linguagem enraizada no Movimento Armorial, idealizado por Ariano Suassuna, e como expressão das culturas populares. Ressignificação (XiloPop) – exibe obras inéditas da artista Hay Borges, que propõe releituras contemporâneas da xilogravura através da estética pop, explorando cores vibrantes, sobreposições gráficas e diálogo com referências urbanas e midiáticas. Futuro – núcleo imersivo com projeções digitais, em que símbolos armoriais e matrizes xilográficas são reinterpretados em movimento, criando uma experiência acessível e atraente para o público jovem.A exposição terá mediação cultural em todas as cidades, com visitas guiadas adaptadas para diferentes faixas etárias e recursos inclusivos (legendas em vídeos, descrição de imagens e materiais acessíveis).Oficinas FormativasEm cada cidade, será realizada 1 oficina gratuita de xilogravura e stencil pop em escola pública local, voltada prioritariamente a estudantes do ensino médio. Cada oficina terá caráter prático e participativo: os alunos aprenderão técnicas básicas de entalhe, impressão e stencil, produzindo suas próprias peças gráficas. Além da prática, haverá diálogo sobre ancestralidade, representatividade afro-brasileira e memória cultural do Nordeste, incentivando protagonismo juvenil e valorização de identidades locais.Catálogo Digital AcessívelSerá produzido um catálogo digital em PDF acessível, reunindo imagens das obras da exposição, textos críticos e pedagógicos sobre a xilogravura, o Movimento Armorial, a Pop Art e a fusão criativa proposta no XiloPop. O catálogo terá descrição de imagens e será compatível com leitores de tela, garantindo acessibilidade para pessoas com deficiência visual. O material será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais e poderá ser usado como recurso didático por professores e pesquisadores.Registro AudiovisualUm vídeo registrará todo o processo criativo do projeto: preparação das obras, circulação da exposição, oficinas em escolas públicas e depoimentos de estudantes e comunidades locais. O filme será legendado e contará com audiodescrição, sendo disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais como YouTube e Vimeo. Com isso, o impacto do projeto se estende além das cidades contempladas, alcançando um público nacional e até internacional.Classificação IndicativaA exposição, as oficinas e os produtos digitais possuem classificação indicativa livre, apropriada para todos os públicos, sendo especialmente voltada a jovens, educadores, pesquisadores e apreciadores da arte popular e contemporânea.
Objetivo Geral:Realizar uma exposição itinerante de artes visuais e oficinas pedagógicas em 10 cidades do interior da Paraíba, promovendo o encontro entre a tradição da xilogravura nordestina, o Movimento Armorial e a estética pop contemporânea, buscando valorizar e difundir a ancestralidade, aproximando o público jovem e comunidades locais de linguagens visuais acessíveis e inovadoras. A iniciativa pretende fortalecer a democratização cultural, descentralizar oportunidades de fruição e formação artística, gerar impacto educativo em territórios historicamente afastados das políticas culturais e ampliar a representatividade afro-brasileira no campo das artes visuais.Objetivos Específicos:Produto 1: Exposição Cultural/Artística:1. Montar a exposição organizada em três núcleos narrativos:a) Tradição - obras de xilogravura clássica, destacando a importância histórica e as matrizes afro-indígenas.b) Ressignificação - obras em linguagem XiloPop, com cores vibrantes e sobreposições inspiradas na Pop Art.c) Futuro - instalação de projeções digitais que aproximem o público jovem das linguagens contemporâneas.2. Produzir e disponibilizar 1 catálogo digital acessível, reunindo obras, textos críticos e pedagógicos sobre o Movimento Armorial, a xilogravura, a Pop Art e a herança afro-nordestina na produção visual popular. O catálogo será disponibilizado gratuitamente online, em formato compatível com leitores de tela e com descrição de imagens, servindo também como recurso pedagógico em escolas e universidades, permitindo que a experiência artística se prolongue no tempo.3. Registrar o processo da exposição e sua circulação com legendas e cópia com audiodescrição, que registre o processo criativo, a circulação da exposição, as oficinas e o envolvimento das comunidades locais. O filme apresentará entrevistas, falas de estudantes e educadores e depoimentos que conectem o fazer artístico às memórias culturais afro-nordestinas, ressaltando a relevância de tradições orais, estéticas e musicais de matriz africana no Nordeste.4. Assegurar acessibilidade em todas as atividades da exposição (mediação inclusiva, descrição de imagens, recursos digitais acessíveis).5. Difundir o conteúdo da exposição por meio de campanha de comunicação digital, rádios comunitárias e redes sociais, ampliando o alcance para além das cidades visitadas.6. Contribuir para a descentralização da produção cultural no Nordeste, levando a experiência artística a territórios do interior da Paraíba, atingindo uma audiência de cerca de 500 pessoas por evento presencial, totalizando 5.000 assistências.7. Promover a representatividade afro-brasileira nas artes visuais, destacando a trajetória da artista proponente como mulher negra.Produto 2: Curso/Oficina/Capacitação - Artes Visuais1. Realizar 10 oficinas práticas e experimentais em escolas públicas, priorizando estudantes de escolas públicas, atendendo cerca de 25 alunos em cada cidade visitada, totalizando 250 pessoas.2. Ensinar técnicas acessíveis de xilogravura em isopor reciclado e stencil, adaptadas ao contexto pedagógico.3. Estimular reflexões sobre ancestralidade, oralidade e identidade cultural a partir da xilogravura como linguagem de resistência afro-nordestina.4. Ampliar o repertório criativo dos jovens, incentivando a expressão artística como ferramenta de valorização da memória cultural.5. Implementar medidas de acessibilidade nas oficinas, garantindo participação de estudantes com deficiência visual e auditiva.6. Produzir materiais de apoio pedagógico em formato acessível, vinculados ao catálogo digital.7. Promover a representatividade afro-brasileira nas artes visuais, vinculando a trajetória da proponente, artista negra, às memórias culturais do Nordeste, profundamente marcada por matrizes africanas que se manifestam nas tradições gráficas, musicais, literárias e religiosas da região. A presença de Hay Borges fortalece a visibilidade de mulheres negras no campo artístico. 8. Evidenciar como a negritude estruturou a estética popular nordestina, presente em ritmos, narrativas, religiosidades e visualidades. Essa dimensão histórica será incorporada na curadoria e nas atividades formativas, reforçando a arte como campo de reconhecimento e valorização de identidades afro-nordestinas. Essa representatividade se materializa na interação com jovens estudantes, sobretudo aqueles que, como a artista, compartilham origens periféricas e negras, e que raramente se veem como protagonistas no campo da arte.9. Valorizar a contribuição histórica da negritude para a estética nordestina e abrir espaço para que novas gerações se reconheçam como herdeiras e continuadoras desse legado.
A proposta "XiloPop Armorial - Exposição de Artes Visuais e Oficina" justifica-se pela relevância cultural, educativa e social de promover uma circulação artística que articula tradição e contemporaneidade, tendo como eixo a xilogravura nordestina, o Movimento Armorial e a estética pop. A iniciativa parte da compreensão de que o Nordeste brasileiro é território de intensa produção simbólica, em que as matrizes afro-brasileiras e populares constituem a base de um patrimônio imaterial que necessita ser constantemente valorizado e atualizado. Nesse sentido, a artista Hay Borges, mulher negra e nordestina, atua como criadora e representante de uma herança cultural que atravessa séculos de resistência e reinvenção.A realização do projeto demanda o uso do Mecanismo de Incentivo Fiscal da Lei Rouanet porque se trata de uma ação cultural de interesse público que dificilmente poderia ser financiada apenas por meios privados ou por recursos locais, dada a complexidade logística e a abrangência da proposta. O formato itinerante, que prevê circulação em 10 cidades do interior da Paraíba, exige planejamento técnico, transporte de obras, montagem de exposições em diferentes espaços e a realização de oficinas e atividades formativas em escolas públicas. Esses custos não poderiam ser integralmente assumidos por comunidades escolares ou pequenos municípios do interior, que em geral possuem baixa disponibilidade orçamentária para iniciativas culturais. O incentivo fiscal, portanto, é indispensável para viabilizar o acesso democrático a uma programação artística de qualidade, garantindo descentralização e equidade regional.O projeto se enquadra diretamente no Art. 1º da Lei 8.313/91, especialmente em seus incisos:Inciso I - ao estimular a produção, difusão e circulação de bens culturais em regiões do país ainda pouco contempladas por políticas públicas;Inciso II - ao promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de conteúdos locais e recursos humanos do Nordeste;Inciso III - ao possibilitar acesso às fontes de cultura e ao pleno exercício dos direitos culturais a comunidades interioranas;Inciso IV - ao apoiar manifestações culturais afro-brasileiras e populares que compõem a identidade nordestina;Inciso V - ao contribuir para o desenvolvimento cultural da sociedade e para a valorização da diversidade.Do mesmo modo, atende aos objetivos do Art. 3º da Lei Rouanet, entre eles:Inciso II, alínea c - ao realizar exposições de artes visuais com relevância artística e educativa;Inciso II, alínea d - ao promover cursos e oficinas de caráter cultural e artístico;Inciso II, alínea e - ao apoiar pesquisas, documentação e publicação de obras culturais (no caso, catálogo digital acessível e curta documental);Inciso IV - ao estimular programas e projetos que promovam a difusão cultural e a integração regional;Inciso V - ao incentivar a formação de novos públicos, especialmente jovens estudantes da rede pública. A justificativa se fortalece ao destacar que o projeto não se limita à exposição, mas envolve uma dimensão formativa e de legado. As 10 oficinas práticas de xilogravura e stencil pop estimulam o protagonismo juvenil, permitindo que estudantes compreendam suas raízes culturais e desenvolvam habilidades criativas. Ao mesmo tempo, o projeto contempla a produção de 1 catálogo digital acessível, que reunirá textos críticos e pedagógicos sobre o Movimento Armorial, a xilogravura e a fusão com a Pop Art, e de 1 curta documental, que registrará todo o processo e será disponibilizado com legendas e audiodescrição. Esses produtos ampliam o alcance do projeto e garantem que seus resultados ultrapassem os limites temporais da circulação, consolidando memória e material de apoio pedagógico.Outro ponto de relevância é a acessibilidade cultural. O projeto assegura que todas as suas entregas contemplem recursos de acessibilidade, como catálogo em PDF acessível, legendas descritivas, audiodescrição no curta documental e mediação cultural inclusiva nas atividades presenciais. Essa postura reforça o compromisso com a democratização cultural, em consonância com a Lei Brasileira de Inclusão e com as diretrizes atuais do Ministério da Cultura, garantindo que pessoas com deficiência participem plenamente do processo.A representatividade afro-brasileira é um eixo estruturante da justificativa. Além da presença de uma artista negra na liderança, o projeto insere-se na longa trajetória da negritude como base da cultura nordestina. A xilogravura, a oralidade, a literatura de cordel e o Movimento Armorial são atravessados por memórias e símbolos afro-indígenas que compõem a estética popular nordestina. Ao propor a fusão entre tradição e Pop Art, Hay Borges atualiza essas linguagens sem apagá-las, valorizando a ancestralidade e, ao mesmo tempo, projetando novas possibilidades de leitura para a arte nordestina. Dessa forma, a proposta fortalece a diversidade, a equidade racial e de gênero e o reconhecimento do Nordeste como território de inovação cultural.Por se tratar de um projeto itinerante em 10 cidades do interior da Paraíba, a justificativa se ancora também no objetivo de descentralização cultural. Muitas dessas localidades carecem de equipamentos culturais permanentes e têm pouco acesso a exposições, oficinas e atividades artísticas de qualidade. A presença do projeto nesses territórios amplia o direito de cidadania cultural, gera impacto comunitário e estimula redes locais de produção artística. O caráter descentralizado é coerente com a própria política cultural brasileira e com a prioridade estabelecida pela Rouanet Nordeste de ampliar a interiorização das ações financiadas pelo mecanismo de incentivo fiscal.Além do impacto direto nas comunidades atendidas, o projeto terá também impacto difusivo. O catálogo digital e o curta documental, disponibilizados gratuitamente em plataformas abertas, garantem que os conteúdos circulem amplamente, atingindo públicos nacionais e até internacionais. Assim, a justificativa se fortalece pela capacidade de gerar legados tangíveis e intangíveis: a formação de novos públicos, o registro de um processo criativo inovador, a ampliação da representatividade negra no campo das artes visuais e a valorização da tradição nordestina em chave contemporânea.Portanto, a utilização da Lei de Incentivo à Cultura é imprescindível para viabilizar uma iniciativa de tamanha envergadura, que combina circulação artística, formação educativa, acessibilidade cultural, representatividade afro-brasileira e descentralização regional. O projeto "XiloPop Armorial - Exposição de Artes Visuais e Oficina" responde diretamente aos princípios da Lei Rouanet, contribui para os objetivos do Art. 3º, promove inclusão e inovação, e se coloca como um exemplo da potência criativa do Nordeste quando tradição e futuro dialogam de maneira respeitosa e transformadora.
A xilogravura nordestina, especialmente como manifestação visual dos folhetos de cordel, desempenha um papel central no Movimento Armorial, idealizado por Ariano Suassuna em 1970. Esse movimento artístico propunha a criação de uma arte erudita enraizada na cultura popular nordestina, convergindo música, literatura, teatro, artes plásticas e a xilogravura — presente nas capas de cordel e eternizada por mestres como Gilvan Samico.Apesar dessa herança inestimável, observa-se que tanto nas escolas paraibanas quanto na vida cultural das cidades do interior esse legado é pouco reconhecido. Os currículos escolares raramente aprofundam a importância dos artistas locais que revolucionaram a forma e o pensar artístico de toda uma geração. Do mesmo modo, a população em geral — que é herdeira desse patrimônio cultural — desconhece a riqueza da xilogravura e sua relação com a identidade afro-nordestina. Isso cria um vazio simbólico: a arte que nasceu no Nordeste continua distante de muitos nordestinos.É nesse contexto que surge o trabalho de Hay Borges, que reinventa a xilogravura centenária através do XiloPop Armorial. Sua produção dialoga com a tradição ao recriar matrizes a partir de materiais sustentáveis, promove uma ressignificação estética ao usar paleta pop vibrante e reorganizar texturas, e projeta o futuro por meio de linguagens digitais que aproximam as novas gerações. Para além da estética, sua obra carrega o peso da representatividade afro-brasileira, resgatando matrizes afro-indígenas e questionando as estruturas de invisibilidade que ainda marcam a história da arte no Brasil.O projeto propõe ocupar ruas e praças das cidades do interior da Paraíba, transformando esses espaços em territórios de aprendizado e fruição cultural. Dessa forma, o acesso à herança armorial e afro-nordestina não ficará restrito às salas de aula, mas alcançará famílias inteiras, trabalhadores, comerciantes, crianças e idosos — todos os que compõem a vida comunitária. Para os estudantes, o contato com esse universo é um convite a reconhecer-se como continuadores de um legado estético; para a população em geral, representa o direito de usufruir e se identificar com um patrimônio cultural que é seu por origem e história.Assim, o XiloPop Armorial vai além de uma exposição ou de oficinas: é um gesto político e pedagógico de restituição cultural, que devolve ao povo nordestino o orgulho de sua arte e sua memória. Ao democratizar o acesso e promover a visibilidade da produção de artistas negros e periféricos, o projeto reafirma que a arte é um direito coletivo e um espelho das identidades que moldaram o Nordeste.
1. Exposição Itinerante Multimídia – “XiloPop Armorial” Formato: mostra de artes visuais organizada em três núcleos narrativos (Tradição, Ressignificação e Futuro). Cidades atendidas: 10 municípios do interior da Paraíba. Duração por cidade: 3 dias (1 dia de montagem, 1 dia de exposição aberta ao público e 1 dia de desmontagem). Espaços: auditórios de escolas públicas, centros culturais, bibliotecas e espaços parceiros. Materiais expográficos: painéis em MDF e papelão resistente para montagem leve e itinerante; xilogravuras; molduras de madeira; isopor reciclável; projetores multimídia; telas de projeção; equipamentos de som ambiente. Acessibilidade física: adaptação da montagem em altura adequada para cadeirantes, corredores amplos para circulação, sinalização tátil. Acessibilidade de conteúdo: cartelas com descrição de imagens, QR Codes com acesso a versão em áudio das legendas, vídeos com legendas. Equipe envolvida: artista proponente (Hay Borges), Produtora (Carol Terra), (Gestor) Péricles Sobrinho, (Gestora de Mídias) Sarah Soul, equipe de montagem, mediação cultural, filmmaker e captador de áudio. 2. Oficinas Formativas de Xilogravura e Stencil Pop Quantidade: 10 oficinas (1 em cada cidade).Carga horária: 4 horas/aula por oficina (1 turno).Público-alvo: estudantes de escolas públicas (média de 25 alunos por turma). Metodologia:- Breve introdução sobre o Movimento Armorial e a tradição da xilogravura;- Produção coletiva de estêncil com estética pop;- Exposição de trabalhos individuais em papel;- Reflexão coletiva sobre identidade cultural, negritude e memória nordestina. Materiais fornecidos: tintas, rolos, papel A3, tecidos para impressão, estênceis recortados, aventais, Pincéis, Lápis 6b, Pincel rolo, Papel filme. Produto final: cada participante levará ao menos uma peça gráfica produzida por si. Acessibilidade: acompanhamento de monitor para apoio a estudantes com deficiência; materiais adaptados (pranchas firmes para cadeirantes, goivas adaptadas para motricidade reduzida, apostila digital em PDF acessível). 3. Catálogo Digital Acessível Formato: catálogo em PDF interativo, distribuído gratuitamente online. Paginação: aproximadamente 50 páginas.Conteúdo:- Introdução crítica sobre o Movimento Armorial;- Registro fotográfico da exposição e das oficinas;- Obras clássicas e releituras em estética pop;- Ensaios críticos sobre identidade afro-brasileira, nordestinidade e inovação artística;- Depoimentos de estudantes e professores participantes. Recursos de acessibilidade:- Texto compatível com leitores de tela;- Descrição de imagens;- Fonte legível (mínimo 12 pt);- Estruturação em capítulos indexados para navegação digital.- Distribuição: disponibilização gratuita em plataformas abertas (redes sociais, bibliotecas digitais). 4. Registro Audiovisual Formato: audiovisual em curta-metragem.Duração: aproximadamente 5 minutos.Conteúdo: registro da circulação da exposição, bastidores de montagem, oficinas em escolas, depoimentos de participantes e reflexões da artista proponente.Equipe: filmmaker (captação), captador de áudio, edição profissional.Recursos de acessibilidade: legendas em português, cópia com audiodescrição.Distribuição: publicação gratuita em YouTube e redes sociais, com ampla divulgação em escolas e universidades parceiras. 5. Ações de Comunicação e Difusão Digital Produtos: campanha digital com identidade visual própria, peças gráficas, teasers audiovisuais, conteúdo para Instagram, Facebook e TikTok.Planejamento: publicações periódicas durante 12 meses, com foco na circulação da exposição e na disponibilização dos produtos digitais.Impulsionamento: investimento em mídia patrocinada para alcançar ao menos 5 mil pessoas em todo o Nordeste.Acessibilidade: vídeos com legendas automáticas revisadas, posts com descrição de imagens. 6. Classificação IndicativaLivre para todos os públicos.
Produto 1 – Exposição Cultural/ArtísticaAspecto Arquitetônico- Garantia de acessibilidade física nos espaços de exposição, com rampas, sanitários adaptados e circulação adequada para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.- Reserva de locais ou assentos e áreas de observação acessíveis para usuários de cadeira de rodas e acompanhantes.Aspecto Comunicacional e de Conteúdo- Disponibilização de audiodescrição para visitantes com deficiência visual, incluindo descrição das obras expostas e dos três núcleos (Tradição, Ressignificação, Futuro).- Produção do catálogo digital em PDF acessível, compatível com leitores de tela e com descrição detalhada das imagens.- Legendas em português e Libras (vídeo em janela) para materiais audiovisuais exibidos na instalação e no registro audiovisual.- Mediação cultural inclusiva com intérprete de Libras em momentos de abertura e atividades especiais.Aspecto de Comunicação e Divulgação- Peças gráficas digitais com descrição de imagens e textos alternativos em redes sociais.- Vídeos promocionais com legendagem oculta (closed caption) e interpretação em Libras. Produto 2 – Curso/Oficina/Capacitação – Artes VisuaisAspecto Arquitetônico- Adequação dos espaços escolares utilizados, com acessibilidade física (rampas e circulação adaptada).- Disponibilização de mobiliário adequado para participantes com mobilidade reduzida.Aspecto Comunicacional e de Conteúdo- Materiais didáticos em formatos acessíveis (arquivos digitais compatíveis com leitores de tela e impressão em fonte ampliada).- Tradução em Libras das explicações teóricas das oficinas.- Adaptação das atividades práticas para estudantes cegos ou com baixa visão, com uso de matrizes em relevo (isopor texturizado) e stencil tátil.- Apoio de monitores preparados para inclusão de estudantes com deficiência intelectual e autistas, com linguagem simplificada e acompanhamento individualizado.Aspecto de Comunicação e Divulgação- Divulgação acessível em redes sociais, com descrição de imagens, legendagem e Libras em vídeos informativos.- Indicação nas chamadas públicas de que as oficinas são inclusivas e com recursos de acessibilidade disponíveis.
O projeto “XiloPop Armorial – Exposição de Artes Visuais e Oficina” tem como premissa central a democratização do acesso à cultura, garantindo que todas as suas ações sejam gratuitas, descentralizadas e inclusivas, tanto no formato presencial quanto no digital. A estratégia é ampliar o alcance da proposta, evitando barreiras econômicas, geográficas ou tecnológicas que possam limitar a participação do público.1. Acesso Presencial GratuitoAs exposições itinerantes serão montadas em 10 cidades do interior da Paraíba, priorizando municípios que não possuem equipamentos culturais permanentes. A entrada será totalmente gratuita, sem cobrança de ingressos, assegurando que toda a população local possa participar, independentemente de sua condição socioeconômica. As oficinas de xilogravura e stencil pop, realizadas em escolas públicas, também terão caráter gratuito, com fornecimento de materiais para todos os estudantes participantes. Essa medida é fundamental para que jovens em situação de vulnerabilidade tenham acesso à formação artística sem custos adicionais.2. Interiorização e DescentralizaçãoUm dos principais mecanismos de democratização do acesso será a interiorização. Ao optar por cidades fora do eixo das capitais, o projeto contribui para reduzir desigualdades históricas no acesso à arte e à cultura. Municípios do interior da Paraíba raramente recebem exposições multimídia ou oficinas estruturadas de artes visuais. Dessa forma, a circulação do “XiloPop Armorial” garante que a população dessas localidades não seja apenas espectadora, mas protagonista da ação cultural, participando das oficinas, interagindo com a exposição e registrando suas próprias produções.3. Ações de Mediação CulturalPara ampliar a compreensão do conteúdo, o projeto contará com ações de mediação cultural em todas as cidades visitadas. Haverá educadores capacitados para conduzir visitas guiadas nas exposições, contextualizando a xilogravura, o Movimento Armorial, a estética pop e a representatividade afro-brasileira. A mediação será adaptada para diferentes faixas etárias e níveis de escolaridade, garantindo que crianças, jovens e adultos possam compreender e se apropriar do conteúdo artístico. Nas oficinas, a mediação será prática e experimental, permitindo que os estudantes produzam suas próprias xilogravuras e releituras em stencil pop, fortalecendo o protagonismo juvenil.4. Democratização DigitalReconhecendo a importância do meio digital como espaço de difusão cultural, o projeto prevê a disponibilização gratuita de seus principais produtos na internet:- Catálogo digital acessível, em PDF, com descrição de imagens e compatibilidade com leitores de tela, disponível em plataformas abertas;- Registro audiovisual, com legendas e cópia com audiodescrição, publicado no YouTube e em redes sociais, garantindo alcance nacional e internacional;- Peças gráficas e audiovisuais para redes sociais, que documentarão o processo criativo, a montagem da exposição e o impacto das oficinas, ampliando o envolvimento do público.Essa estratégia assegura que mesmo aqueles que não puderem participar presencialmente tenham acesso ao conteúdo artístico, consolidando o projeto como referência aberta e gratuita.5. Envolvimento ComunitárioOutro pilar da democratização de acesso será o envolvimento direto das comunidades locais. Durante as oficinas, os trabalhos produzidos pelos estudantes serão expostos em mostras paralelas, integrando a voz da comunidade ao próprio projeto. Dessa forma, não se trata apenas de levar arte para o interior, mas de criar condições para que a população local também se veja representada e participe ativamente do processo criativo.6. Parcerias com Escolas e ColetivosA democratização será fortalecida por meio de parcerias com escolas públicas, secretarias municipais de educação e coletivos culturais locais, que ajudarão na mobilização do público e no uso de espaços adequados. Essa articulação garante capilaridade, proximidade com a realidade das cidades e maior impacto comunitário. Além disso, ao trabalhar diretamente com o ambiente escolar, o projeto promove a inserção da arte no currículo formativo dos estudantes, multiplicando os efeitos para além do tempo de execução.7. Sustentabilidade do AcessoO projeto foi desenhado para deixar legados. O catálogo digital e o curta documental permanecerão disponíveis após a finalização das atividades presenciais, funcionando como ferramentas permanentes de estudo e apreciação. Professores e gestores culturais poderão utilizá-los em sala de aula ou em atividades complementares, ampliando o ciclo de vida da proposta. Assim, a democratização não se esgota no evento presencial, mas se prolonga como material pedagógico e cultural de livre acesso.
Hay Bordes – Diretora ArtísticaMulher, Cisgênero, LGBTQIAP+, Negra/Preta, CasadaHaykelma Kalini Conegundes Borges, conhecida artisticamente como Hay Borges, é artista visual, ilustradora, designer de superfície e artesã paraibana. Iniciou sua trajetória em 2005, no Núcleo de Arte e Cultura de Santa Rita/PB, e desde 2020 vem desenvolvendo obras que unem tradição popular e estética contemporânea. Realizou sua primeira exposição individual em 2024, intitulada No Meu Mundo, na Rufo Studios, em João Pessoa/PB, além de participar do evento AFROntamento e de diversas colaborações com marcas e artistas. Suas criações transitam entre a pintura, a xilogravura e a Pop Art, explorando narrativas afro-nordestinas e periféricas. Como mulher negra e artista independente, atua na promoção da representatividade e na valorização das memórias culturais do Nordeste, com destaque para a produção de obras e oficinas que integram ancestralidade e inovação.Carol Terra – ProdutoraMulher, Cisgênero, LGBTQIAP+, Negra/Parda, SolteiraCantora, compositora e produtora cultural, cofundadora do Coletivo Mina Livre e idealizadora do Festival AFROntamento. Possuiexperiência na produção de festivais, feiras e congressos musicais e culturais em Rondônia, Paraíba e São Paulo. Entre seus trabalhos,destacam-se:. Livro “Mãe aos 15 – Maternidade, Música e Resiliência”, aprovado no Programa Rouanet Norte.. Shows “Carol Terra Canta o Afrontamento”, aprovado no Paraná via Política Nacional Aldir Blanc.. Festival AFROntamento, aprovado em Rondônia, valorizando a cultura afro-brasileira.. Produção de eventos de grande porte como o Campus Festival (PB).Será responsável pela produção executiva, logística e comunicação do projeto. Péricles Sobrinho – Coordenador do ProjetoHomem, Cisgênero, Hétero, Negro/Preto, CasadoGestor de projetos culturais, esportivos e sociais, criador do Método GPC (Gerar, Potencializar, Catalisar). Graduado em GestãoPública, já aprovou e coordenou mais de R$ 5 milhões em projetos culturais via Lei Rouanet, Lei Paulo Gustavo e PNAB. Entre seustrabalhos destacam-se:. Plano Anual da Fundação Cultural de Céu Azul/PR (Rouanet 2024), no valor de R$ 1,7 milhão.. 9º Festival Iê Viva a Amazônia – Rondônia, aprovado pela Rouanet.. Coordenação de diversos livros, festivais e álbuns aprovados pela Lei Rouanet em SP, RO e PR.. Produção e consultoria de projetos patrocinados pela CAIXA, BASA, CORREIOS e CCBB.Será responsável pela coordenação administrativa e pelo acompanhamento técnico do projeto. Sarah Soul – Gestão de Mídias DigitaisMulher, Cisgênero, LGBTQIAP+, Negra/Preta, SolteiraCantora, compositora e produtora cultural, com mais de 7 anos de atuação na cena musical do Norte e Nordeste. É artistaindependente com trabalhos autorais disponíveis em plataformas digitais como Spotify, YouTube e Instagram, onde também desenvolveestratégias próprias de divulgação. Cofundadora do Festival AFROntamento, que em 2022 teve edição online patrocinada pela Lei AldirBlanc, adquiriu experiência na difusão digital de conteúdos culturais e no relacionamento com o público em redes sociais. Em suatrajetória, Sarah Soul atua desde a concepção artística até a promoção dos projetos, gerindo a comunicação e a visibilidade em mídiasdigitais. No presente projeto, será responsável pela gestão de mídias digitais, cuidando da criação de conteúdos, cobertura doseventos e difusão online das atividades.
SOLICITAÇÃO DE PRAZO DE EXECUÇÃO ATENDIDA AUTOMATICAMENTE PELO SALIC