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O projeto oferecerá capacitação intensiva em música, capoeira e balé em três núcleos localizados em Salvador, durante seis meses de formação artística voltada à montagem de espetáculos. A partir dessa vivência, os jovens participantes se tornam protagonistas não apenas no palco, mas também na comunicação das ações por meio das redes sociais, onde suas trajetórias ganham visibilidade, voz e alcance. Na etapa seguinte, será realizado um circuito de 30 apresentações culturais em 10 cidades da Bahia, com um show de capoeira, um concerto musical e uma apresentação de balé em cada localidade, compondo assim os três atos que traduzem esse percurso: formação, expressão e compartilhamento.
Título: Vira Voz – Cultura em Três Atos Classificação indicativa: Livre para todos os públicos Modalidades envolvidas: Espetáculo de Capoeira, Espetáculo de Dança (Balé) e Concerto MusicalDescrição Geral: A obra Vira Voz – Cultura em Três Atos é um circuito artístico-cultural formado por três espetáculos distintos: um de capoeira, um de balé e um de música. Cada um representa uma expressão da juventude periférica, construída a partir da vivência dos participantes dos núcleos de formação cultural da AMPM, em Salvador/BA. O circuito contempla 30 apresentações gratuitas em 10 cidades baianas, valorizando a cultura afro-brasileira, o protagonismo jovem e a democratização do acesso à arte. Ato 1 – Capoeira Dupla Ação (Tema a ser definido)Tipo: Espetáculo de Capoeira (performance cênico-musical) Classificação indicativa: Livre Descrição: Apresentação conduzida por jovens e mestres da capoeira que reúne elementos de capoeira angola, samba de roda e maculelê. É uma performance que valoriza o corpo como linguagem ancestral e instrumento de resistência cultural afro-brasileira. Ato 2 – Balé Sonhar: (Tema a ser definido)Tipo: Espetáculo de Dança (balé infantojuvenil) Classificação indicativa: Livre Descrição: Coreografia interpretada por meninas e meninos do Subúrbio Ferroviário de Salvador, que usam a linguagem do balé como expressão de sonhos, afetos e superações. A trilha sonora mescla música instrumental e brasileira, promovendo um mergulho poético no universo da infância e juventude. Ato 3 – Concerto Musical Letras & Notas (Tema a ser definido)Tipo: Concerto Musical Classificação indicativa: Livre Descrição: Apresentação de jovens músicos com repertório que transita entre o erudito e o popular. Releituras de clássicos da música brasileira e peças instrumentais dialogam com composições contemporâneas, revelando a potência da música como ferramenta de construção de identidade e cidadania.
Objetivo Geral: Promover formação artística continuada em capoeira, música e balé para crianças, adolescentes e jovens, com foco na montagem de espetáculos culturais, ampliando o acesso à cultura em 10 cidades da Bahia e valorizando o protagonismo juvenil nas expressões artísticas e nas redes sociais.Objetivos Específicos:1. Capacitar 180 crianças e adolescentes dos três núcleos de Salvador para a criação de espetáculos de capoeira, música e balé, ao longo de seis meses de formação artística intensiva. 2. Realizar 30 apresentações culturais públicas e gratuitas, uma de cada linguagem artística por cidade, em 10 municípios baianos, promovendo a difusão da cultura em territórios diversos. 3. Estimular o protagonismo de jovens comunicadores e monitores nas atividades formativas e na cobertura digital do projeto, fortalecendo a ideia de que toda arte vivida pode virar voz — nas ruas e nas redes.
A Associação de Moradores Paripe em Movimento (AMPM) é uma organização da sociedade civil com atuação enraizada no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Sua trajetória é marcada pela promoção da cidadania e do fortalecimento comunitário por meio da arte, do esporte e da cultura, sempre a partir das vivências e necessidades do território. Ao longo dos anos, consolidou parcerias com escolas, federações e organizações locais, mobilizando crianças e jovens em situação de vulnerabilidade para atividades que resgatam identidades, constroem pertencimento e criam oportunidades.O projeto, Vira Voz! Cultura em Três Atos, nasce como um gesto de continuidade e expansão dessas ações. Seu nome carrega o sentido simbólico do que se propõe: fazer com que a experiência formativa, coletiva e estética da juventude periférica se transforme em expressão, em visibilidade, em voz. "Vira voz" é o que acontece quando a cultura vivida em sala, roda ou ensaio se comunica com o mundo, nos palcos e nas redes, nos gestos e nas falas, no corpo e na escuta.O primeiro ato desse percurso se dá nos três núcleos de Salvador, onde crianças e adolescentes já envolvidos em projetos comunitários de capoeira, música e balé participarão de uma formação artística continuada e direcionada à montagem de espetáculos. Trata-se de uma etapa que valoriza o que já foi construído e amplia horizontes, contemplando diretamente mais de 120 jovens vinculados às iniciativas parceiras.No segundo ato, as criações ganham o mundo: o projeto realizará um circuito de 30 apresentações públicas em 10 cidades baianas, Salvador, Camaçari, Simões Filho, São Sebastião do Passé, Lauro de Freitas, Alagoinhas, Cachoeira, Cruz das Almas, Pojuca e Madre de Deus, levando ao público três expressões culturais distintas em cada localidade: um espetáculo de capoeira, um concerto musical e uma apresentação de balé. É a arte da periferia em movimento, descentralizando o acesso e reafirmando a força criativa dos territórios populares.O terceiro ato acontece nas redes, onde os próprios jovens, a partir de suas vivências, registrarão e compartilharão a trajetória de formação e circulação artística, tornando-se comunicadores do projeto e agentes de inspiração para outros jovens. Com isso, o ciclo se completa: o que foi vivido vira cena, e o que foi encenado vira voz — reverberando cultura, identidade e pertencimento. Diversidade do Público-AlvoO projeto atende prioritariamente crianças, adolescentes e jovens de baixa renda, moradores de bairros com alto índice de vulnerabilidade social em Salvador e cidades do interior da Bahia. As ações visam alcançar públicos historicamente excluídos das políticas culturais, utilizando critérios sociais de matrícula e mapeamento comunitário em articulação com escolas e organizações locais.SustentabilidadeO projeto será articulado a iniciativas já existentes nos territórios, como o CECOP e o Ballet Sonhar, garantindo continuidade e capilaridade. Ao formar jovens comunicadores, monitores e lideranças culturais, busca-se criar um legado formativo e multiplicador que permanecerá ativo mesmo após a execução da proposta.A realização desse projeto só é possível por meio do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei nº 8.313/91, pois trata-se de uma iniciativa gratuita, de abrangência regional e voltada a públicos que não dispõem de meios para custear sua própria formação artística. O enquadramento legal se dá com base nos seguintes dispositivos:Art. 1º, incisos I (acesso universal à cultura), II (regionalização da produção cultural), III (apoio e difusão de manifestações culturais), IV e V (proteção e salvaguarda das expressões culturais); Art. 3º, inciso I, alíneas a (formação artística e cultural por oficinas), c (manutenção de cursos de caráter cultural), d (estímulo à participação de artistas locais e comunitários). Com isso, o projeto não apenas garante acesso à formação e fruição cultural, como também fortalece a rede de organizações de base em Paripe, amplia o protagonismo juvenil e contribui para a valorização da cultura afro-brasileira e popular. Trata-se de uma ação que conecta juventudes e territórios por meio da arte, e reafirma a cultura como um ato coletivo de cidadania. O projeto atende prioritariamente crianças, adolescentes e jovens de baixa renda, moradores de bairros com alto índice de vulnerabilidade social em Salvador e cidades do interior da Bahia. As ações visam alcançar públicos historicamente excluídos das políticas culturais, utilizando critérios sociais de matrícula e mapeamento comunitário em articulação com escolas e organizações locais. Sustentabilidade O projeto será articulado a iniciativas já existentes nos territórios, como o CECOP e o Ballet Sonhar, garantindo continuidade e capilaridade. Ao formar jovens comunicadores, monitores e lideranças culturais, busca-se criar um legado formativo e multiplicador que permanecerá ativo mesmo após a execução da proposta.
O projeto realizará reuniões mensais com a equipe para avaliar o andamento das ações, além de encontros entre os núcleos com rodas de conversa entre professores e alunos. Serão utilizados instrumentos de avaliação formativa (portfólios, registros audiovisuais e questionários) para aferir o processo de aprendizagem e engajamento dos participantes. O projeto Vira Voz – Cultura em Três Atos será potencializado por meio de uma rede de parcerias institucionais que agregam estrutura, expertise e capilaridade territorial à sua execução.A Associação de Esportes e Cultura Sonhar – Ballet Social Sonhar, localizada em Paripe, Salvador (CNPJ: 54.900.800/0001-98), será parceira na realização das oficinas de balé, contribuindo com sua equipe técnica especializada, metodologia de formação infantil e histórico de atuação comunitária voltada à promoção da autoestima e da expressão corporal de meninas em situação de vulnerabilidade social. Sua inserção local fortalecerá o alcance e a qualidade do núcleo de dança do projeto.O Centro Comunitário da Igreja Batista Central de Paripe (CECOP), CNPJ: 07.520.045/0001-36, sediado em Salvador, será responsável por articular o núcleo de música, oferecendo não apenas estrutura física e apoio pedagógico, mas também sua longa experiência em ações educativas com foco na musicalização infantil e juvenil. Com 20 anos de atuação comunitária, o CECOP já desenvolveu diversos projetos voltados à inclusão sociocultural por meio da arte, atuando como referência local em formação musical acessível.O Colégio Estadual Barros Barreto, também situado em Paripe, atuará como parceiro estratégico na disponibilização de espaço físico multifuncional (auditório, salas e áreas abertas) para a realização de ensaios abertos, encontros interculturais, palestras e oficinas integradas entre os núcleos. Essa parceria garante um espaço adequado para eventos de maior porte, com capacidade para acolher as diferentes linguagens artísticas do projeto e promover a aproximação com a comunidade escolar e famílias dos participantes.Adicionalmente, o projeto contará com apoio institucional das prefeituras locais dos 10 municípios contemplados no circuito de apresentações (Salvador, Camaçari, Simões Filho, São Sebastião do Passé, Lauro de Freitas, Alagoinhas, Cachoeira, Cruz das Almas, Pojuca e Madre de Deus). Essa articulação viabilizará a mobilização territorial, a cessão de espaços públicos, suporte logístico e divulgação local, além de fortalecer a inserção do projeto nas políticas culturais e educacionais de cada cidade.Essas parcerias, consolidadas ao longo da trajetória da AMPM em Salvador e no Recôncavo baiano, garantem a funcionalidade, sustentabilidade e impacto do projeto, ao mesmo tempo em que reforçam os princípios da descentralização, intersetorialidade e democratização do acesso à cultura, em consonância com as diretrizes do Edital Rouanet Nordeste.
Cada espetáculo do projeto valoriza expressões da cultura afro-brasileira como samba de roda, maculelê, capoeira e ritmos populares, em diálogo com a vivência estética dos jovens participantes. A construção artística parte de seus repertórios culturais, com orientação de mestres e professores que atuam nos próprios territórios. O programa de formação de jovens “Capoeira Dupla Ação” atua no Subúrbio Ferroviário de Salvador há 23 anos, sob coordenação do Mestre Henrique e do Contra-Mestre Panchito, reconhecidos por sua trajetória na preservação e difusão da capoeira como instrumento de educação, identidade e transformação social. O processo de criação dos espetáculos será colaborativo, com envolvimento direto dos alunos na escolha de temas, nomeações, trilha sonora e construção estética. Essa metodologia valoriza o protagonismo criativo dos jovens, rompendo com modelos autoritários e promovendo uma arte viva, participativa e enraizada na experiência coletiva. 1. Formação Artística – Ato Preparatório Duração: 6 meses Núcleos: 3 -- Todos em Paripe, Bairro do Subúrbio de Salvador Público: 180 crianças e adolescentes Classificação Indicativa: Livre Material Didático e Equipamentos: Instrumentos musicais (violinos, violões, flautas, percussão), tatames, equipamentos de som, figurinos, espelhos de parede, uniformes padrão (capoeira, balé), apostilas de iniciação e folhas de registro individual de progresso. Projeto Pedagógico: A formação será baseada em metodologias ativas e colaborativas, conforme autores como José Moran e Paulo Freire, valorizando os saberes e trajetórias dos próprios jovens. A proposta se estrutura em três eixos: técnica, identidade e comunicação. Durante essa etapa, os alunos não apenas desenvolvem habilidades artísticas nas modalidades de capoeira, balé e música, mas também constroem, junto aos professores e jovens comunicadores, suas narrativas formativas, que serão transmitidas nas redes sociais como parte do projeto de mediação cultural “de jovem para jovem”, promovendo pertencimento, visibilidade e empoderamento digital. 2. Espetáculo 1 – Capoeira Dupla Ação Duração: 30 minutos por apresentação Classificação Indicativa: Livre Composição: Roda de capoeira, maculelê, samba de roda, poesia e canto afro-brasileiro. Equipe envolvida: 1 professor, 4 monitores, músicos de percussão. Materiais Técnicos: Instrumentos (berimbau, atabaque, pandeiro), figurinos, sistema de som, placas de identificação em Braille. Projeto Pedagógico: A performance resgata as raízes da cultura afro-brasileira com ênfase na expressão corporal coletiva, na ancestralidade e na musicalidade como ferramentas de resistência e formação cidadã. A metodologia parte do “corpo como território de memória e transformação”. 3. Espetáculo 2 – Balé “Sonhar Duração: 30 minutos por apresentação Classificação Indicativa: Livre Composição: Apresentações em grupo com coreografias autorais, trilhas instrumentais e uso de elementos cênicos (pétalas, véus, luz e sombra). Equipe envolvida: 1 professora, 4 monitores (rotativos), apoio técnico. Materiais Técnicos: Figurinos padrão, sapatilhas, espelhos móveis, piso com tatame. Projeto Pedagógico: O balé é apresentado como linguagem artística e espaço de expressão emocional, corporal e simbólica. O espetáculo articula equilíbrio, disciplina e liberdade estética, conectando o universo infantil a temas como sonhos, superações e empatia. 4. Espetáculo 3 – Concerto Musical Duração: 40 minutos por apresentação Classificação Indicativa: Livre Composição: Repertório que mescla música erudita, canções populares, trilhas de filmes e composições autorais dos jovens. Equipe envolvida: 1 regente, 4 monitores, 10 a 15 músicos jovens. Materiais Técnicos: Violinos, flautas, teclado, violões, microfones, partituras, suportes e uniformes. Projeto Pedagógico: O concerto é estruturado como percurso sonoro entre tradição e contemporaneidade, onde os jovens expressam suas identidades musicais e aprendem a dialogar com o público e entre si. A proposta adota uma abordagem dialógica e transversal, estimulando a autoria musical e o trabalho em conjunto. Como legado da proposta, será produzido um zine digital colaborativo com textos, fotos, bastidores e depoimentos dos participantes, que será divulgado gratuitamente nas redes sociais das organizações parceiras e enviado por e-mail às escolas participantes, ampliando o impacto do projeto para além da sua duração.
A organização compromete-se a garantir acessibilidade nos locais de apresentações e oficinas, com cadeiras sinalizadas, recepcionistas treinados e comunicação visual acessível. Quando identificada demanda específica, serão disponibilizados intérpretes de Libras ou outras estratégias. Todos os espetáculos serão registrados e compartilhados nas redes, com legenda descritiva, alcançando também o público digital. Acessibilidade Física Os espetáculos do circuito acontecerão em locais públicos a serem definidos em cada município participante. A organização se compromete a selecionar espaços que assegurem condições adequadas de acessibilidade e, quando necessário, promover as devidas adaptações para garantir a participação de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Além disso, os eventos contarão com cadeiras especiais reservadas para pessoas com deficiência e recepcionistas preparados para orientar e acolher o público. Nos espaços de formação, um dos núcleos já é plenamente adaptado, dispondo de rampa de acesso, corrimões e banheiro acessível para cadeirantes. Os demais núcleos também serão avaliados e receberão ajustes necessários para promover a inclusão.Acessibilidade de Conteúdo Para ampliar a compreensão e participação, será disponibilizado intérprete de Libras durante as apresentações públicas e oficinas abertas, bem como legendas descritivas em conteúdos audiovisuais e materiais digitais. Serão instalados totens de identificação em Braille nos eventos, assegurando autonomia de leitura para pessoas com deficiência visual. As visitas sensoriais serão oferecidas caso haja espectadores com necessidades específicas, permitindo interação com instrumentos musicais, figurinos e elementos cênicos.
Todas as atividades do projeto serão gratuitas e abertas ao público, sem qualquer cobrança de ingresso ou taxa de participação. As apresentações do circuito acontecerão em locais públicos de fácil acesso, como praças, quadras e escolas municipais, em articulação com prefeituras locais, garantindo infraestrutura adequada, segurança e mobilização comunitária. Essa parceria institucional fortalece o enraizamento do projeto nos territórios e assegura que a cultura chegue a comunidades onde a oferta cultural é historicamente escassa.O circuito prevê 30 apresentações públicas em 10 cidades da Bahia (Salvador, Camaçari, Simões Filho, São Sebastião do Passé, Lauro de Freitas, Alagoinhas, Cachoeira, Cruz das Almas, Pojuca e Madre de Deus), ampliando o acesso cultural a um público estimado em mais de 2 mil pessoas. Além dos espetáculos, serão realizadas oficinas de iniciação artística em escolas públicas locais, proporcionando a crianças e adolescentes não matriculados diretamente nos núcleos de formação a oportunidade de um primeiro contato com a música, o balé e a capoeira.Como parte essencial da estratégia de democratização do acesso, o projeto terá o Instagram como seu principal meio de comunicação. Jovens selecionados em cada modalidade atuarão como comunicadores comunitários, narrando suas vivências e compartilhando bastidores do processo formativo e das apresentações. Esses conteúdos serão veiculados em seus perfis pessoais, nas redes sociais da AMPM e das organizações parceiras, alcançando cerca de 3 mil seguidores. Assim, o que se vive nas ruas e nos palcos vira voz também nas redes, em linguagem jovem, acessível e potente.Essa abordagem estabelece um espaço de troca, onde os educadores ensinam, mas também aprendem com as narrativas, olhares e formas de expressão dos jovens. A comunicação, nesse contexto, torna-se parte do ato artístico, ampliando o alcance do projeto para além do público presencial, e fortalecendo a circulação simbólica da cultura periférica.Dessa forma, o projeto não apenas assegura a circulação cultural em diferentes territórios da Bahia, mas também amplia a visibilidade da cultura afro-brasileira e promove uma democratização real do acesso à cultura, presencial, digital e afetiva.
A Associação de Moradores Paripe em Movimento – AMPM será a proponente e executora integral do projeto, assumindo diretamente a gestão técnica, administrativa e financeira, bem como a interlocução com parceiros institucionais, escolas públicas e comunidades locais. A instituição não delegará suas responsabilidades a terceiros, reforçando o compromisso com a transparência, a responsabilidade social e a valorização dos saberes locais.A equipe técnica será composta por profissionais com reconhecida atuação no setor cultural e comunitário, todos com experiência comprovada em iniciativas de base, especialmente no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A composição da equipe é majoritariamente feminina, formada integralmente por pessoas negras e pardas, moradoras do bairro de Paripe. Jovens que já passaram por processos formativos em projetos anteriores atuarão como monitores e comunicadores, fortalecendo o protagonismo juvenil e o ciclo de multiplicação de saberes. Também está prevista uma vaga reservada para pessoa com deficiência (PcD), sendo que um dos monitores de capoeira já se enquadra nesse perfil e atua ativamente nas atividades do projeto. Assim, 100% da equipe técnica e pedagógica se enquadra em grupos minorizados, reafirmando o compromisso com inclusão, representatividade e ações afirmativas.Coordenação Geral – Marta MercesGraduada em Comunicação Social pela Faculdade da Cidade de Salvador e pós-graduada (MBA) em Gestão Pública pelo IBF. Atua há mais de 10 anos na elaboração, gestão e captação de recursos para projetos culturais, esportivos e sociais. Tem forte trajetória junto a organizações da sociedade civil e institutos como Recriar, Instituto Daniel Alves e Federações de Basquete. Acumula experiência em organização de eventos, elaboração de roteiros e cerimoniais, assessoria e gestão para o terceiro setor e domínio das principais plataformas públicas de fomento cultural e social.Produtor Cultural – Gilberto Santos NascimentoLíder comunitário e presidente da AMPM, com mais de 20 anos de atuação no bairro de Paripe. Tem ampla experiência na idealização, coordenação e execução de projetos culturais, esportivos e sociais, especialmente voltados à juventude em situação de vulnerabilidade. Atua como articulador local em redes de mobilização comunitária, conselhos e fóruns participativos, sendo reconhecido como referência em gestão colaborativa de projetos com impacto social direto.Professor de Capoeira – Jeanderson (Jejeu)Educador físico e mestre de capoeira com longa trajetória em projetos de base. Responsável técnico-pedagógico pelo Projeto Dupla Ação Capoeira, que forma jovens e crianças através da capoeira enquanto instrumento de identidade e cidadania. Atua também como articulador em eventos comunitários e ações de fomento à cultura afro-brasileira.Direção Musical – Paulo Henrique Santos de BritoFormado em Letras e Teologia, técnico em Administração e Instrumento Musical. Atua como educador musical há mais de 15 anos, com passagens por projetos comunitários, escolas de música e igrejas. Ex-regente musical da Igreja Batista Central de Paripe, contribui com o desenvolvimento artístico de crianças e adolescentes no território, com foco em práticas musicais acessíveis e inclusivas. Tem atuação destacada na formação de jovens músicos e em processos pedagógicos baseados na escuta sensível e no fortalecimento da identidade cultural.Professor de Música – Alan Barbosa Barreto ReisLicenciado em Música pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com atuação como professor efetivo da rede estadual. Possui experiência na docência, produção musical e atuação cênica, com passagens por projetos interdisciplinares que integram música, dança e teatro. Já coordenou atividades de expressão corporal, canto e coral em escolas públicas e ONGs, com sensibilidade para o trabalho com juventudes e fortalecimento de vínculos comunitários. Desenvolve também ações voltadas à musicalização infantil, criatividade e protagonismo estudantil.Direção de Balé – Josiane Reis de Jesus ArgôloGraduada em Pedagogia pela Universidade Estácio de Sá e com formação em Ballet Infantil pelo método MDT. Atua como professora de balé e gestora de projetos sociais na Associação de Esportes e Cultura Sonhar desde 2018. Possui experiência em coordenação de equipe, planejamento pedagógico e desenvolvimento de atividades com foco em crianças em situação de vulnerabilidade.Professora de Balé – Andreza Araújo MatosProfessora de balé com mais de 15 anos de experiência, iniciou sua trajetória em 2006 na Associação Cultural Esperança. Atua com turmas de diferentes idades, com base na metodologia Royal, com ênfase na criação coreográfica e montagem de espetáculos comunitários. Formação básica concluída pelo ENCCEJA e forte vínculo com o território de Paripe.Assistente Administrativo (PCD)Profissional com atuação voltada ao apoio na organização documental, planilhas de controle, contratos e rotinas administrativas do projeto, com atenção especial às diretrizes de acessibilidade, inclusão e atendimento ao público.Social Media / Comunicação Digital – Bianca Ribeiro dos ReisGraduanda em Marketing Digital pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (UNIASSELVI), com experiências anteriores em grandes organizações como Banco do Brasil e Le Biscuit, atuando em setores administrativos, de comunicação e desenvolvimento interno. Atua no gerenciamento de redes sociais, fotografia, vídeo mobile e edição de conteúdo. Atualmente desenvolve trabalho voluntário no Instituto Social Vivendo Melhor e na Associação Paripe em Movimento, apoiando iniciativas comunitárias com foco em comunicação digital e fortalecimento da imagem institucional. No projeto, será responsável por monitorar e orientar os jovens comunicadores na criação de conteúdo, edição de imagem e texto, produção de peças visuais e estratégias de engajamento digital. Também fará a assessoria de imprensa e a produção de matérias para rádio, jornais locais e canais de notícia online, além de apoiar a divulgação institucional da AMPM.Responsável por Cenografia – (vaga preferencialmente feminina)Profissional responsável pelo desenvolvimento das ambientações e elementos visuais dos espetáculos (capoeira, música e balé), alinhados com os temas, identidades e recursos disponíveis do projeto. Atuará desde a concepção visual dos espetáculos até sua execução nos espaços públicos.Assistente de ProduçãoResponsável pelo apoio logístico, técnico e operacional das ações do projeto, com foco na preparação das apresentações, organização de materiais e acompanhamento dos cronogramas locais. Auxiliará a equipe de produção e os coordenadores em todas as fases do circuito.Jovens Comunicadores / MonitoresParticipantes egressos dos núcleos de formação de música, capoeira e balé, selecionados para atuar como multiplicadores e comunicadores do projeto. Serão responsáveis por relatar suas vivências formativas e os bastidores das apresentações nas redes sociais, fortalecendo o protagonismo juvenil e a linguagem digital acessível ao público jovem. Entre os selecionados estão:Capoeira: Rafaela Leonarda Mattos, Gabriel Portela, Davi Silva e Juliana Dias.Música: Carla Soares, Ezequiel Santos, Priscila Matos e João Paulo Ferreira.Balé: Monitores serão selecionados a partir das novas matrículas e engajamento nas atividades iniciais do projeto.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.