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Após anos adormecido, é pela força do seu baque que o Maracatu Cambinda de Oyá ressurge.Através do projeto "O Baque Sagrado de Oyá - Do Templo à Rua", realizaremos um mutirão de oficinas de percussão, para formar um novo baque para o maracatu, formando novos artistas da cultura em 10 cidades do estado.A programação será gratuita, iniciando com aulas show em pontos culturais em 9 cidades pernambucanas, convidando o público a participar da oficina de percussão que será realizada no Ponto de Cultura Galpão do Vira, sede do maracatu em Recife/PE. O ponto alto do projeto culmina na realização da Caminhada Ventos de Oyá. Mais do que um encerramento, um espaço de continuidade e valorização das diferenças, dos amantes da cultura, das pessoas pretas, LGBTQIAPN+, das religiões afro e de todos que representam a pluralidade cultural. O evento terá registro audiovisual e ampla divulgação em redes sociais e imprensa, garantindo visibilidade às expressões tradicionais e contemporâneas.
Sinopse da ObraEste projeto gerará múltiplos produtos culturais, cada um com sua identidade e propósito, voltados à celebração e fortalecimento da cultura de matriz africana.1. Mutirão de Oficinas "O Quebra Louças de Oyá"Sinopse: Um ciclo de oficinas de percussão gratuitas voltado para a formação do novo corpo de percussionistas (baque) do Maracatu Cambinda de Oyá. Sob a guia de mestres da cultura popular, os participantes mergulharão nos toques, ritmos e loas que dão vida ao maracatu de baque virado, em uma jornada de aprendizado musical, fortalecimento comunitário e vivência ancestral.Classificação Indicativa: Atividade formativa direcionada para o público de 18 a 45 anos.2. Circuito de Aulas-Show "Vozes que Ecoam nos Ventos"Sinopse: Uma série de encontros itinerantes que levará a 9 cidades do interior de Pernambuco a força da palavra e do tambor. Em formato de aula-show, mestres e lideranças religiosas compartilharão saberes sobre a história do maracatu, a luta contra o racismo e a intolerância religiosa, e a potência da cultura como ferramenta de transformação social, tudo isso entremeado por performances musicais.Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos.3. Cortejo Cultural "A Caminhada Ventos de Oyá"Sinopse: Grande celebração de culminância do projeto, a Caminhada Ventos de Oyá é um cortejo cultural que marcará a retomada pública do Maracatu Cambinda de Oyá. O novo baque, formado nas oficinas, conduzirá a nação pelas ruas em um ato de fé, arte e afirmação política. O evento é um convite aberto a todos os terreiros, grupos culturais e à sociedade para celebrar a diversidade e a força das tradições de matriz africana.Classificação Indicativa: amantes da cultura popular, pessoas pretas, LGBTQIAPN+, e de religiões afro,todos que representam a pluralidade cultural,com faixa etaria apartir de 18 anos.
Objetivo GeralPromover a retomada e o fortalecimento do Maracatu Nação Cambinda de Oyá como expressão da cultura afro-pernambucana, por meio de ações de formação, intercâmbio e difusão em 10 cidades do estado, culminando na realização da 1ª Caminhada "Ventos de Oyá" como ato público de afirmação da identidade de matriz africana e combate à intolerância religiosa.Objetivos Específicos· Realizar um ciclo formativo descentralizado, composto por um mutirão de oficinas de percussão em Recife e um circuito de aulas-show em 9 outras cidades pernambucanas.· Capacitar técnica e artisticamente um novo corpo percussivo (baque) para o Maracatu Cambinda de Oyá através do "Mutirão de Oficinas de Música e Saberes" em Recife.· Difundir os saberes do maracatu e da cultura de matriz africana em 9 cidades do interior, através de aulas-show que integram música, história e diálogo sobre temas como identidade e combate às intolerâncias.· Produzir e realizar a 1ª Caminhada "Ventos de Oyá" em Recife, consolidando um novo marco no calendário cultural dos povos de terreiro.· Mobilizar a rede de povos de axé, lideranças culturais e a sociedade civil para a valorização das culturas de matriz africana.· Gerar registro audiovisual de todas as etapas, produzindo um documento de memória e difusão do projeto e do maracatu. Metas· 10 cidades de Pernambuco atendidas pelo projeto.· 01 mutirão de oficinas de percussão ("O Quebra Louças de Oyá") realizado em Recife, com 40h/aula, para 50 participantes diretos.· 09 aulas-show ("Vozes que Ecoam nos Ventos") realizadas em 9 cidades do interior, com um público estimado de 180 pessoas (20 por cidade) com Duração de duas horas por encontro. · 01 Caminhada Cultural "Ventos de Oyá" realizada em Recife, com um público estimado de 1000 pessoas. · 15 profissionais da cultura (entre equipe de produção, artistas formadores e equipe técnica) diretamente contratados.
É no rufar dos tambores que nossa ancestralidade desperta e nosso coração pulsa mais forte. O Maracatu de Baque Virado é mais que um ritmo; é a voz potente da nossa gente, um símbolo de resistência que guarda a história dos povos de terreiro. Após um tempo de silêncio, o Maracatu Cambinda de Oyá, guiado pelo axé de seus ancestrais e pela força de Mãe Nete de Oxum (Patrimônio Vivo do Recife), renasce em festa e fé, transbordando do terreiro para a rua, da raiz para o movimento.Este projeto nasce do desejo profundo de manter viva a chama da nossa herança, cuidando do nosso patrimônio imaterial para que os saberes, os toques, as loas e os rituais sagrados continuem a ecoar nas vozes e nas mãos de uma nova geração. Em tempos onde a intolerância tenta silenciar nossa fé, trazer o maracatu de volta à rua é um ato de coragem e amor, um gesto que fortalece nossa comunidade e celebra a diversidade.Para que este projeto se torne uma realidade, o apoio do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais é o alicerce que precisamos. Através dele, não apenas levaremos ações formativas gratuitas a 10 cidades de Pernambuco, mas também fortaleceremos a tradição do baque do Maracatu Cambinda de Oyá, culminando em um cortejo que celebrará sua história e renovação na cidade de Recife. Nosso projeto está em plena sintonia com os objetivos da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet). Ele se conecta diretamente ao Art. 1º, atuando na (f) preservação dos bens de valor cultural e na (h) salvaguarda das manifestações culturais afro-brasileiras. Por meio de ações formativas e da revitalização do novo baque do Maracatu Cambinda de Oyá, contribuímos de forma efetiva para a manutenção e a difusão de um patrimônio cultural de inestimável valor para a identidade brasileira.Da mesma forma, o projeto alinha-se aos propósitos do Art. 3º da Lei. A partir da gratuidade e das ações formativas, buscamos (II) facilitar a democratização da cultura e (IV) valorizar as manifestações culturais das diversas regiões do país, especialmente as de Pernambuco. Por fim, ao prover o apoio necessário para a continuidade do grupo, o projeto contribui para (V) fomentar a produção cultural, garantindo que o Maracatu Cambinda de Oyá continue a pulsar e a enriquecer o cenário cultural brasileiro.Além disso, o projeto garantirá a democratização do acesso à cultura de forma ampla e inclusiva, em total conformidade com o Artigo 28 da Instrução Normativa nº 01/2023 - MINC. As seguintes medidas serão implementadas: 1. Doação de produtos e Acesso ampliado (Inciso I e II): Todas as atividades do projeto, incluindo as Aulas-Show, as Oficinas de Música Percussiva e a participação na Caminhada Ventos de Oyá, serão 100% gratuitas. Além de garantir a gratuidade, a natureza do projeto, que oferece formações e um cortejo aberto ao público, atua diretamente como doação de produtos culturais e artísticos para a sociedade. 2. Ações educativas (Inciso III): Por meio das Aulas-Show e Oficinas de Música Percussiva, o projeto fornecerá acesso a ações educativas, difundindo o conhecimento e a tradição do Maracatu de Baque Virado. Esta ação tem o objetivo de profissionalizar novos artistas, gerar oportunidades de emprego e renda, e, assim, garantir a perpetuação da cultura popular. 3. Tradução em Libras (Inciso IV): Conforme descrito na seção de Acessibilidade, as ações formativas (aulas-show e oficinas percussivas) contarão com a atuação de intérpretes de LIBRAS, garantindo o acesso a pessoas com deficiência auditiva de forma igualitária e inclusiva. 4. Difusão gratuita (Inciso V): A estratégia de comunicação utilizará mídias de alcance local e regional, como rádios comunitárias, carros de som e mídias locais, complementadas pelas redes sociais do projeto, para alcançar diferentes estratos sociais e garantir a difusão gratuita do conteúdo. 5. Democratização para públicos específicos (Inciso VI): O projeto realizará ações estratégicas de democratização do acesso, focando em públicos como pessoas pretas, LGBTQIAPN+, membros de religiões de matriz africana e a pluralidade cultural em geral. · Descentralização Geográfica: As ações formativas serão realizadas em 10 cidades pernambucanas, garantindo a circulação da cultura popular e o acesso de públicos de diferentes regiões. · Divulgação Direcionada: A comunicação será feita em parceria com coletivos e associações de referência para esses públicos. · Equipe e Conteúdo Diversos: A equipe será composta por profissionais que representam a diversidade cultural, assegurando que o conteúdo e a abordagem sejam autênticos e relevantes.Cada oficina é uma semente de futuro, cultivando novos guardiões para nossa cultura e movimentando uma ciranda de artistas, produtores, técnicos e artesãos. Assim, geramos não apenas trabalho e renda, mas fortalecemos os laços que nos unem. Este é, em sua essência, um movimento de reconstrução comunitária, um reencontro com nossa identidade e um ato de amor e educação por meio da arte que pulsa em nós. Assim, este projeto não é apenas uma iniciativa cultural, mas um catalisador de transformação social e um legado de esperança para as futuras gerações.
Etapas de TrabalhoETAPA 1: AÇÕES FORMATIVAS (Recife e 9 Cidades)Mutirão de Oficinas "O Quebra Louças de Oyá" (Recife)Descrição:É no toque que Oyá dança. E quando ela dança, gira, quebra e renova tudo ao seu redor. Com esse espírito indomável, nasce a oficina de percussão "O Quebra Louças de Oyá", um espaço de formação artística e vivência ancestral, que compõe o coração do projeto.As oficinas serão conduzidas por mestres percussionistas com vivência na tradição do maracatu.As aulas serão integradas, ou seja, diferentes instrumentos serão reunidos em determinados encontros para promover a escuta mútua e a sincronia entre os sons, como acontece no baque real. A proposta é ensinar as técnicas musicais e também a compreensão da percussão como força coletiva e espiritual.Além da técnica, os participantes aprenderão o repertório tradicional do Maracatu Cambinda de Oyá, por meio das loas, canções que conduzem o cortejo e traduzem, em versos e melodias, a história e a fé de um povo.Essa oficina não é apenas um espaço de formação. É, também, um gesto de reconstrução da identidade, de fortalecimento das raízes culturais e de plantio de novos caminhos para a juventude da periferia.Local: Ponto de Cultura Galpão do Vira - Sede do Maracatu Cambinda de Oyá - Recife/PE.Instrutor: Alex PedrosaPúblico-alvo: 50 jovens e adultos, de 18-45 anos, focando em públicos como pessoas pretas, LGBTQIAPN+, membros de religiões de matriz africana.Instrumentos: Alfaia, Timbau, Caixa, Agogô, Agbê e Ganzá.Circuito de Aulas-Show "Vozes que Ecoam nos Ventos" (9 Cidades pernambucanas)Descrição: Substituindo o formato de "rodas de diálogo", esta etapa levará para 9 cidades pernambucanas um formato dinâmico de aula-show. Mestres da cultura popular e lideranças religiosas conduzirão encontros que mesclam performance musical, explanações históricas e diálogos interativos com o público sobre temas como o combate à intolerância religiosa, o enfrentamento ao racismo, o papel da mulher nas tradições de matriz africana e a cultura como ferramenta de transformação social.Locais: Espaços culturais, pontos de cultura ou praças públicas em 9 cidades a serem definidas.Facilitadores: Mãe Nete de Oxum, Alex Pedrosa e Antony Alleff.Público-alvo: Comunidade local de cada cidade, com estimativa de 20 participantes por encontro, preferencialmente públicos como pessoas pretas, LGBTQIAPN+, membros de religiões de matriz africana.ETAPA 2: EVENTO DE CULMINÂNCIA (Recife)A Caminhada "Ventos de Oyá"Descrição:A Caminhada Ventos de Oyá é o ponto culminante do nosso projeto. Mais do que um encerramento, ela é a própria continuidade do que nos move: fé, memória, identidade e luta. Nas ruas de Dois Unidos, um novo ciclo será iniciado com o rufar dos tambores e a presença vibrante da nossa ancestralidade.No dia 4 de dezembro, data consagrada à força de Oyá, Senhora dos Ventos, dos Raios e das Transformações, o Maracatu Cambinda de Oyá volta a ocupar seu território. Não como repetição do passado, mas como um renascimento que gira com os pés firmes no chão, guiado pelos oris que se conectam, se escutam e se reconhecem em cada batida.Essa não é apenas uma caminhada festiva, é uma jornada de afirmação, um ato político, espiritual e coletivo contra as intolerâncias religiosas e o racismo. É a presença das nossas tradições de matriz africana se impondo com dignidade, beleza e respeito no espaço público.Nossa corte sagrada seguirá abrindo caminhos, ao lado dos instrumentos consagrados, forjados no aprendizado coletivo das oficinas, convidando toda a linhagem que sustenta o axé desta manifestação para compor a linha de frente desse terreiro em movimento.Terreiros e adeptos de religiões afro-brasileiras de toda a cidade serão convidados essenciais desse cortejo. Porque o chão que pisamos é sagrado, e os ventos que nos guiam sopram de muitos terreiros.A potência das nossas alfaias, ritmadas pelos timbaus, agbês e agogôs não apenas marcam o tempo. Elas abrem portais, invocam os encantados e ressoam as vozes ancestrais que ainda vivem em cada batida.Local: Partida da Praça da Convenção de Beberibe em direção à sede do Maracatu, em Dois Unidos - Recife.Público Alvo: Amantes da cultura popular, das pessoas pretas, LGBTQIAPN+, de religiões afro e de todos que representam a pluralidade cultural.
Especificações Técnicas1. Mutirão de Oficinas "O Quebra Louças de Oyá"Duração: Carga horária total de 40 horas, distribuídas ao longo de 5 meses (julho a novembro de 2026).Projeto Pedagógico: A metodologia é pautada na vivência prática e na transmissão oral de saberes. O conteúdo programático é dividido em módulos mensais: 1) Corpo, som e ancestralidade (introdução e percepção coletiva); 2) Técnica e identidade percussiva (prática de cada instrumento); 3) Repertório e loas do Cambinda de Oyá (aprendizado das canções); 4) Dinâmica de cortejo (prática de movimentação); 5) Consolidação e preparação final. A avaliação é processual, baseada no envolvimento e integração do participante.Material: Serão fornecidos todos os instrumentos necessários (Alfaias, Timbaus, Caixas, Agogôs, Agbês, Ganzás), incluindo acessórios como baquetas e talabartes. Haverá também estrutura de apoio com cadeiras, sistema de som para os mestres, lanches e água para os participantes.2. Circuito de Aulas-Show "Vozes que Ecoam nos Ventos"Duração: Cada aula-show terá duração aproximada de 2 horas.Formato: Encontro dinâmico que combina palestra, performance musical e diálogo aberto com o público. Os facilitadores utilizarão a música como fio condutor para abordar os temas propostos, garantindo um formato acessível e engajador.Estrutura Técnica: Para cada cidade, será montada uma estrutura com sistema de som (microfones, caixas de som), e tradução simultânea em LIBRAS.3. Cortejo Cultural "A Caminhada Ventos de Oyá"Duração: O percurso terá duração estimada de 2 horas.Estrutura Técnica: O cortejo será conduzido por um Mini Trio Elétrico (Frevioca) equipado com sistema de som de alta potência para a amplificação do canto e das loas. A infraestrutura de apoio incluirá: 4 banheiros químicos distribuídos no ponto de concentração, pontos de distribuição de água mineral, equipe de apoio (assistentes) uniformizada, equipe de segurança e sinalização do percurso com banners e cavaletes em parceria com os órgãos de trânsito.4. Vídeos de registro (Curta-Metragem)Formato de Captação: As imagens serão captadas em formato digital com resolução Full HD (1920x1080p) ou superior, garantindo qualidade cinematográfica. Serão utilizadas câmeras profissionais e drone para imagens aéreas do cortejo.Formato de Finalização e Exibição: O produto final será um arquivo digital no formato .MP4, H.264, otimizado para exibição em plataformas de streaming como YouTube e Vimeo.Recursos de Acessibilidade: Os vídeo contará com legendas descritivas em português (Closed Caption).
O projeto contempla ações específicas para garantir a plena participação de todas as pessoas:Acessibilidade Arquitetônica:Os locais escolhidos para as Aulas-Show e a infraestrutura da Caminhada Ventos de Oyá garantirão rotas acessíveis, áreas reservadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.Acessibilidade Comunicacional: - Será oferecida tradução em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) durante as aulas-show e nos atos da Caminhada "Ventos de Oyá". - Os vídeos de divulgação e de registro terão legendas, promovendo o acesso para pessoas com deficiência auditiva e/ou neurodivergências.- Os conteúdos informativos serão desenvolvidos com linguagem simples, de fácil leitura e compreensão.Acessibilidade Atitudinal: Toda a equipe técnica será orientada a atuar com base em posturas acolhedoras, inclusivas e não discriminatórias, assegurando o respeito à diversidade de corpos, saberes e experiências.- O atendimento ao público será realizado com escuta ativa, paciência e empatia.- Serão promovidas atitudes que rompem com estigmas e barreiras culturais sobre as deficiências.Divulgação Acessivel: A estratégia de comunicação do projeto será elaborada com foco na inclusão digital e informacional, garantindo que os conteúdos atinjam o público de maneira acessível, informando que serão adotadas medidas de acessibilidade, que permitirão a participação mais inclusiva para todos.- Publicações em redes sociais com descrições claras e objetivas.- Vídeos com legendas abertas e narração com ritmo moderado.- Materiais gráficos com contraste adequado entre texto e fundo, fontes legíveis e layout que favoreça a navegação visual.- Cartazes, Banners e posts de divulgação informando as ações de acessibilidade que serão realizadas no projeto. Exemplo: Ícones de acessibilidade nas artes de divulgaçãoEssas ações visam garantir a plena participação de todas as pessoas, promovendo uma experiência cultural verdadeiramente plural, diversa e acessível – reforçando o compromisso do festival com os direitos culturais e a equidade social.
Medidas de Democratização do AcessoConforme o artigo 28 da IN nº 01/2023, o projeto garantirá as seguintes medidas de Democratização de acesso, de acordo com os incisos:I e II - Doação de produtos e Acesso ampliado Todas as atividades do projeto, incluindo o acesso às Aulas-Show, a participação nas Oficinas de Música Percussiva e participação na Caminhada Ventos de Oyá, serão 100% gratuitas.III - Através das Aulas-Show e das Oficinas de Música Percussiva estaremos garantindo o acesso à ações educativas, difundindo conhecimento e profissionalizando novos artistas, gerando novas oportunidades de emprego e renda e a perpetuação da cultura popular.IV - Como descrito na seção de Acessibilidade, durante as ações formativas (aulas-show e oficinas percussivas) teremos a atuação de intérpretes de LIBRAS, garantindo o acesso a pessoas com deficiência auditiva de forma igualitária.V - A comunicação do projeto utilizará rádios comunitárias, carros de som e mídias locais, além das redes sociais, para alcançar diferentes estratos sociais, garantindo a realização da difusão gratuita do conteúdo do projeto em plataformas digitais ou mídias tradicionais.VI - o projeto realizará ações estratégicas de democratização do acesso, focando em públicos como pessoas pretas, LGBTQIAPN+, membros de religiões de matriz africana e a pluralidade cultural em geral.Além da gratuidade total do acesso, que já atende ao inciso II, as seguintes ações serão implementadas para remover barreiras de acesso não financeiras:- Divulgação Direcionada: A comunicação será feita em parceria com coletivos, associações e veículos de mídia de referência para esses públicos.- Equipe e Conteúdo Diversos: A equipe será composta por profissionais que representam a diversidade cultural, garantindo que o conteúdo seja autêntico e relevante.- Descentralização Geográfica: As ações formativas serão realizadas em 10 cidades pernambucanas, além das oficinas de música percussiva que serão realizadas no Ponto de Cultura Galpão do Vira, sede do Maracatu, em Recife, e participar do seu novo baque, na Caminhada Ventos de Oyá, garantindo o acesso a públicos diversos e promovendo a circulação da cultura popular.
Laurinete de Moraes Cavalcante de AlbuquerqueIdentidade e trajetória: Mulher negra, oriunda da periferia, camdomblecista (praticante de candomblé), Mestra da cultura popular reconhecida como patrimônio vivo do Recife.Formação artística e cultural: Vocalista e mestra do grupo de coco chinelo de Iaiá; lidera e preserva o patrimônio cultural afro-brasileiro na região.Funções: Presidente do Ponto de Cultura "Galpão do Vira"; artesã no ateliê Art Ancestral.No projeto: Atuará como mediadora das rodas de diálogo e como facilitadora da transmissão de saberes tradicionais, com enfoque em inclusão cultural, memória coletiva e protagonismo da cultura negra.Alex da Silva PedrosaIdentidade e trajetória: Homem negro, babalorixá, mestre de percussão e guardião das tradições afro-brasileiras.Formação acadêmica: Historiador, com pós-graduação em História da África.Atuação artística e cultural: Vice-presidente do Ponto de Cultura Galpão do Vira; Babalorixá da Organização Religiosa Africana Ilê Axé IA lÊ MIM Nação Nagô Ebá, Rei do maracatu Cabinda de Oyá e mestre de Percussão do grupo de coco Chinelo de Iaiá.Reconhecimento: Referência na articulação entre prática musical, espiritualidade afro-brasileira e pesquisa histórica.No projeto: Atuará como Instrutor das Oficinas percussivas , articulando saberes musicais, históricos e comunitários para promover a valorização das tradições afro-periféricas com foco No baque do Maracatui e sua importancia Cultural.Antonio Aleff Albuquerque PedrosaIdentidade e trajetória: Homem negro, camdomblecista e LGBTQIAPN+, comprometido com a preservação e valorização da cultura afro-brasileira.Atuação artística e cultural: Artesão de vestimentas para orixás; decorador de eventos; back vocal do grupo de coco Chinelo de Iaiá; coordenador de eventos no Ponto de Cultura Galpão do Vira; responsável pela estética do maracatu Cabinda de Oyá.No projeto: Atuará como mediador aulas shows , articulando dimensões de diálogo, estética e performance artística, promovendo diversidade e fortalecimento das tradições populares dentro do Maracatu cambinda de oya.Ana Nataly de Oliveira Moura CamposIdentidade e trajetória: Mulher cis, integrante do povo de terreiro, produtora cultural e gestora dedicada ao fortalecimento das expressões populares.Formação acadêmica: Graduada em Artes Visuais, com especializações em Produção Cultural.Atuação artística e cultural: Gestora cultural do Ponto de Cultura Galpão do Vira; gestora da quadrilha junina Zabumba; responsável legal da empresa Acorda Povo Produções.Experiência profissional: Atua na elaboração de projetos culturais e na capacitação de artistas para participação em editais de fomento, em Pernambuco e em âmbito nacional.No projeto: Atuará como Produtora Executiva, conduzindo a gestão administrativa, executiva e organizacional.Rodolpho Sergio Lima CamposIdentidade e trajetória: Homem cis, pardo, camdomblecista, produtor e gestor cultural.Formação acadêmica: Graduado em Design Gráfico, graduando em Marketing Digital; especializações em Comunicação e Elaboração de Projetos Culturais.Atuação artística e cultural: Parte da gestão do Ponto de Cultura Galpão do Vira; produtor do grupo de coco Chinelo de Iaiá; gestor da quadrilha junina Zabumba e da Cia de Dança de A a Z.Experiência profissional: Representante legal da empresa Insight Marketing e Comunicação Digital, com foco em marketing cultural, projetos e comunicação estratégica.No projeto: Atuará na Coordenação de Marketing e Comunicação e na Coordenação Geral, assegurando tanto a gestão global quanto a divulgação e posicionamento institucional do projeto. Bruna BastosIdentidade e trajetória: Mulher cis, parda, camdomblecista, atuando há mais de 3 anos na valorização e difusão da cultura popular no ambiente digital.Experiência profissional: Social Media há cerca de 3 anos; especialista em edição de vídeos, criação de roteiros e estratégias de engajamento digital.Formação e expertise: Atuação em treinamentos e consultorias sobre posicionamento no Instagram, com foco em humanização de marcas e fortalecimento de identidade digital.Atuação cultural: Envolvida em projetos de cultura popular, dedicando-se à projeção das manifestações culturais nas redes sociais.No projeto: Atuará como Coordenadora de Comunicação Digital e Social Media, sendo responsável pela cobertura dos eventos, produção de conteúdo e gestão da presença digital do projeto.Leonardo RamosIdentidade e trajetória: Homem cis, negro, LGBTQIAPN+, intérprete e tradutor de Libras, com trajetória dedicada à acessibilidade cultural e audiovisual.Experiência profissional: Ampla atuação em interpretação de Libras para propagandas eleitorais, filmes, produções audiovisuais e instituições de ensino superior.Atuação artística e cultural: Intérprete de espetáculos teatrais em todo o Brasil, de forma presencial e remota.Expertise técnica: Experiência em plataformas digitais como StreamYard, OBS, Zoom e YouTube, aplicadas em eventos e transmissões online.No projeto: Atuará como Intérprete de Libras e responsável pela acessibilidade comunicacional, garantindo inclusão da comunidade surda em todas as etapas do projeto.Ponto de Cultura Galpão do Vira CNPJ 09.300.623/0001-54 Uma instituição de quadro societario de maioria negra e formada por Mulheres e LGBTQIAPN+.Fundado em 1967 por Grivaldina da Natividade de Melo (Mãe Vadinha de Vira Mundo), o Galpão do Vira consolidou-se como espaço de resistência cultural e comunitária, hoje vinculado à Organização Religiosa Ilê Axé Osun Agemum Iá Lê Mim – Nação Nagô Ebá.Atuação artística e cultural: Reconhecido pela FUNDARPE em 2014 e certificado pelo Ministério da Cidadania em 2018, o Ponto de Cultura desenvolve ações de formação, difusão e acolhimento social, como oficinas gratuitas, rodas de capoeira, cortejo das bandeiras juninas, festival das crianças, o grupo de Coco Chinelo de Iaiá e o bloco LGBTQIA+ Gayrotas do Vira.No projeto: o Galpão do Vira será a instituição anfitriã, responsável por sediar as oficinas percussivas e apoiar a execução das atividades, pois a mesma divide sua sede com o Maracatu cambinda de oya. Nação do Maracatu Cambinda de Oyá – CNPJ 26.191.876/0001-56Uma instituição de quadro societario de maioria negra e formada por Mulheres e LGBTQIAPN+.Fundado em 2015 por Tata Raminho D’Oxóssi, o Cambinda de Oyá é um maracatu de baque virado que une religiosidade, cultura popular e artes plásticas. Hoje presidido por Laurinete de Moraes (Mãe Nete de Oxum, Patrimônio Vivo do Recife), o grupo tem sede no bairro de Dois Unidos, onde atua em parceria com o Ponto de Cultura Galpão do Vira.Atuação artística e cultural: O Cambinda de Oyá tem como missão preservar e difundir a tradição afro-brasileira do maracatu, promovendo oficinas formativas, cortejos e apresentações, além de integrar crianças e jovens da comunidade em ações de educação cultural.No projeto: A Nação do Maracatu Cambinda de Oyá atuará como responsável pela coordenação artística, garantindo a qualidade estética, musical e simbólica das oficinas e atividades a serem realizadas, em diálogo com o Ponto de Cultura Galpão do Vira.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.