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O projeto irá mapear - por meio de pesquisa de campo realizada por pesquisadores indígenas - o artesanato produzido por 12 povos que vivem em 18 Terras Indígenas maranhenses, cujos territórios se estendem por 21 municípios. Os resultados da pesquisa de campo (informações, fotos e vídeos) serão tratados e inseridos em sítio de internet de acesso público e gratuito, que beneficiará diferentes públicos, dará visibilidade à produção indígena, facilitará contatos e divulgará culturas indígenas ainda pouco conhecidas.
MAPEAMENTOO mapeamento visa identificar artesãos indígenas em atividade que tenham interesse em divulgar sua produção. Serão percorridas 18 Terras Indígenas, que possuem entre 767 aldeias, que se estendem por 21 municípios. As aldeias têm grande variação quanto ao número de residentes e nem todas têm artesãos entre seus residentes.Universo do mapeamento – Terras Indígenas - VER DOC NOS ANEXOS1. Alto Turiaçu nortepovos: Ka´apor, Awa Guajá, Tembémunicípios: Centro do Guilherme - 2, Centro Novo do Maranhão - 1, Maranhãozinho - 4, Araguanã - 4, Nova Olinda do Maranhão - 5, Zé Doca - 5população: 1.931aldeias: 212. Awa nortepovos: Awa Guajámunicípios: São João do Carú – 1população: 109aldeias: 13. Caru nortepovos: Awa Guajá, Guajajara/ Tenetehara municípios: Bom Jardim – 5 população: 874 aldeias: 54. Rio Pindaré nortepovos: Guajajara/ Tenetehara, Guarani Mbya municípios: Bom Jardim – 8população: 1.509 aldeias: 85. Krikati centropovos:Krikatimunicípios: Montes Altos – 7, Lajeado Novo – 1, Sitio Novo – 1população: 1.401aldeias: 96. Governador centropovos: Gavião Pukobjê, Guajajara/ Tenetehara, Tabajara municípios: Amarante do Maranhão – 18população: 1.559aldeias: 187. Araribóia centropovos: Awa-Guajá, Awa isolados, Guajajaramunicípios: Arame – 89, Amarante do Maranhão – 93, Grajaú – 1, Bom Jesus das Selvas – 16, Buriticupu – 5, Santa Luzia – 7população: 10.600aldeias: 2028. Lagoa Comprida centropovos: Guajajara/ Tenetehara municípios: Barra do Corda – 3, Jenipapo dos Vieira – 20população: 971aldeias: 219. Urucu/ Juruá centropovos: Guajajara/ Teneteharamunicípios: Itaipava do Grajaú – 11, Jenipapo dos Vieiras – 1população: 582aldeias: 1210. Morro Branco centropovos: Guajajara/ Tenetehara municípios: Grajaú – 18população: 1.056aldeias: 1811. Bacurizinho centropovos: Guajá municípios: Barra do Corda – 1, Grajaú – 103, Itaipava do Grajaú – 2, Jenipapo dos Vieiras – 2 população: 4.733aldeias: 108 12. Cana Brava centropovos: Guajajara/ Tenetehara municípios: Grajaú – 2, Barra do Corda – 126, Jenipapo dos Vieiras – 142, Itaipava do Grajaú – 1 população: 9.100 aldeias: 262 13. Porquinhos sulpovos: Kanela municípios: Fernando Falcão – 5 população: 892aldeias: 514. Porquinhos dos Kanela Apãnjekra sulpovos: Kanela Apanyekra municípios: Fernando Falcão – 2 população: 976aldeias: 215. Kanela/ Memortumré sulpovos: Kanela municípios: Fernando Falcão – 11 população: 2.796 aldeias: 11 16. Rodeador centropovos: Guajajara/ Tenetehara municípios: Barra do Corda – 28 população: 764 aldeias: 28 17. Vila Real centropovos: Guajajara/ Tenetehara municípios: Barra do Corda – 12população: 1.058aldeias: 1218. Krenyê sulpovos: Krenyê, Timbira municípios: Barra do Corda – 1 população: 99aldeias: 1 POPULAÇÃO TOTAL DAS 18 T.I.s: 45.118 hab.TOTAL DE ALDEIAS: 744Obs.: O Maranhão possui 21 Terras Indígenas. As T.I.’s Geralda Toco Preto, Kanela e Taquaritiua foram mapeadas no piloto que precedeu o presente projeto. Também foi feito o mapeamento, no mesmo piloto, de algumas aldeias T.I.´s Alto Turiaçu, Arariboia, Cana Brava, Urucu/ Jurua e Lagoa Comprida, que agora serão mapeadas por completo.SÍTIO DE INTERNET – disponibilização pública dos resultados do mapeamento - VER DOC NOS ANEXOSOs dados e imagens resultantes do mapeamento serão inseridos no portal www.artesanatodomaranhao.com.br que receberá alterações para destacar o ARTESANATO INDÍGENA e novas ferramentas de ACESSIBILIDADE.O sistema do Portal organizará e disponibilizará todo o conteúdo do mapeamento de maneira fácil de usar, oferecendo diversas formas de busca, mapas, gráficos, textos ilustrados e um glossário que explica o sentido de palavras utilizadas pelos artesãos para descrever seu trabalho. O portal foi elaborado para atender diferentes públicos: compradores, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e interessados em geral. Ele também constitui uma excelente ferramenta para a educação patrimonial. Pode ser usado em sala de aula, nas comunidades, na sensibilização de gestores públicos, ajudando a compreender o valor do artesanato e porque ele é patrimônio cultural do país.O portal está organizado por cidade e dentro de cada uma delas estão dispostos seus povoados/ aldeias/ comunidades quilombolas. No portal será possível visualizar a aldeias indígenas em conjunto ou individualmente. O artesanato indígena estará inserido no conjunto da produção maranhense, mas pode ser filtrado e visualizado de forma independente, sendo possível filtrar todos os produtos indígenas registrados e ainda cruzar por produto, material, técnica.Conteúdos e ferramentas do sítio de internetPágina de Artesão: cada artesão tem sua página individualizada, com endereço, contato, descrição dos produtos por material, técnica e tempo de produção, além das imagens. É possível fazer buscas avançadas por nome, tipo de produto, produto, material, povoado, cidade e endereço, bem como cruzar essas informações. Página de Povoado: o contexto de produção é importante para compreender o artesanato, por isso cada aldeia será destacada em página própria que traz informações básicas como distância, caminho para chegar, principais características da paisagem, atividades produtivas e cultura e a indicação de todos os artesãos ali residentes. Um mapa mostra sua localização e um gráfico indica os tipos de artesanato que produz. É possível fazer buscas avançadas por nome, cidade, tipo, tipologias de produto ali encontradas, além de cruzar essas informações. Página de Cidade: reúne informações sobre distância da capital, bioma, região, população, IDH, história local, paisagem, atividades econômicas, cultura e presença de comunidades quilombolas e povos indígenas. É possível fazer buscas avançadas por bioma, tipos de povoados e de produtos presentes. Busca cruzada: o sistema permite acessar as informações de diversas maneiras e fazer o cruzamento delas para diferentes finalidades. Textos ilustrados inéditos: destacam as singularidades da produção maranhense, visam orientar o usuário que está iniciando sua busca e despertar seu interesse para inúmeros produtos e especialidades. Apresentam produto que têm uma presença expressiva no território ou aqueles produzidos a partir de material abundante ou ainda produtos singulares. Trazem também informações complementares extraídas das entrevistas dos artesãos.Glossário de termos regionais: explica o significado local de termos utilizados pelos artesãos para descrever seus produtos, garantindo sua compreensão por um público diversificado. Esse vocabulário refere-se a produtos, técnicas, materiais e medidas, ele evidencia modos de vida e a riqueza cultural que o artesanato permite acessar. Mapas dinâmicos: o mapa presente na homepage disponibiliza a localização exata, georreferenciada, das cidades e dos povoados/ aldeias com imagem de satélite que mostra a paisagem em que estão inseridos e as áreas de maior produção artesanal. A partir dele é possível traçar roteiros e também chegar às páginas de cada povoado em 2 cliques. A página de cada cidade e de cada povoado também apresentam o mapa de sua localização. O portal literalmente coloca no mapa inúmeras localidades até então desconhecidas. Gráficos: permitem a fácil visualização do perfil/ tipos de produto no estado (apresentado na homepage), em cada cidade (apresentado em sua página) e em cada povoado (apresentado em sua página). São automaticamente ajustados quando inseridos novos produtos. Ajudam a planejar comercialização, ajudam gestores públicos a trabalhar especialidades locais, estudantes a conhecer melhor a cultura local...Faça sua Seleção: a ferramenta permite que o usuário vá selecionando lugares e artesãos e baixe uma planilha antes de sair do portal.
OBJETIVOS GERAISIdentificar e produzir conhecimento sobre a produção artesanal indígena maranhense e sobre os territórios onde se desenvolve de modo a:1. dar visibilidade a artesãos indígenas e seus produtos;2. despertar o interesse de diferentes públicos pela produção indígena maranhense;3. aprofundar o conhecimento público sobre as culturas indígenas maranhenses;4. dar suporte para ações de fomento ao artesanato que sejam mais eficazes;5. treinar pesquisadores indígenas em pesquisa de campo de modo que possam liderar novos projetos para suas comunidades;6. contribuir para aumentar a aplicação de recursos incentivados nos territórios indígenas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS1 - MAPEAR ARTESÃOS INDÍGENAS E SEUS PRODUTOS - PESQUISA DE CAMPO, REGISTRO FOTOGRÁFICO E AUDIOVISUALA pesquisa de campo será realizada por pesquisadores indígenas em 18 Terras Indígenas (T.I.), situadas em 21 municípios do Maranhão, envolvendo os povos guajajara, kanela, awa, guajá, guarani mbya, krenyê, ka'apor, tembé, krikati, gavião pukobjê, tabajara e timbira. De acordo com o tamanho de sua população, cada T.I. será mapeada por 2 ou 4 pesquisadores.As informações sobre os artesãos e seus produtos serão coletadas utilizando metodologia previamente desenvolvida e testada. As entrevistas dos artesãos serão gravadas em vídeo. Também serão coletadas informações sobre o perfil de cada aldeia (habitantes, atividades, cultura, acesso) e suas coordenadas geográficas para inserção em mapa digital dinâmico. Serão feitos registros fotográficos da paisagem, de cada aldeia, de cada artesã/ão e de seus produtos. Serão adquiridos produtos artesanais dos artesãos entrevistados como forma de contrapartida pela participação no projeto e para deixar recursos no território indígena, ainda que modestos. O acervo adquirido será doado para o Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão (instituição pública estadual) para complementar sua coleção etnológica/ museológica e para dar suporte às pesquisas e eventos sobre as culturas indígenas que desenvolve.2 - DISPONIBILIZAR OS RESULTADOS DO MAPEAMENTO EM SÍTIO DE INTERNET DE ACESSO GRATUITOOs resultados da pesquisa de campo - informações, fotografias, vídeos (trechos das entrevistas editados) e coordenadas geográficas - serão tratados e disponibilizados no sítio www.artesanatodomaranhao.com.br de acesso público e gratuito. VER DETALHES NOS ANEXOSO sítio receberá novas ferramentas para destacar o artesanato indígena e para garantir maior acessibilidade para pessoas com deficiência visual, auditiva e intelectual. Serão criados no portal: 1. uma página para cada aldeia onde forem encontrados artesãos, com informações sobre seu perfil, imagens e georreferenciamento; 2. uma página para cada artesão registrado com dados de contato, descrição e imagens de seus produtos; 3. textos ilustrados sobre os destaques da produção indígena mapeada; 4. glossário explicando termos específicos utilizados pelos artesãos indígenas para descrever seu trabalho; 5. inserção das coordenadas geográficas de todas as aldeias no mapa dinâmico que permite visualizá-las na paisagem e acessá-las facilmente em dois cliques;6. gráficos que mostram o perfil da produção artesanal em cada aldeia (tipos de produto). 3 - DIVULGAR ARTESÃOS INDÍGENAS E SEUS PRODUTOS NAS REDES SOCIAISSerão realizadas ações de divulgação de artesãos, produtos e paisagens nas redes sociais (Instagram/ Facebook) utilizando imagens produzidas pelo mapeamento e contemplando a acessibilidade para público diversificado: linguagem simples, descrição de imagens para cegos e legendas em vídeos.A divulgação é de grande importância para:· modificar a visão de grande parte público de que não há qualidade no artesanato indígena maranhense;· valorizar os produtos e os artesãos e destacar sua diversidade;· estimular o acesso ao sítio de internet que disponibiliza os resultados do mapeamento, ampliando o público beneficiado e a visibilidade dos artesãos.
O projeto contempla o espírito da Lei 8313/91 nos incisos abaixo descritos.Artigo 1º - Incisos:I - Contribuir para facilitar a todos os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira.O artesanato indígena maranhense ainda é pouco conhecido e valorizado apesar de produção ser bastante significativa em quantidade, bastante diversa e de grande qualidade estética e de execução. O mapeamento visa documentar, divulgar e valorizar criadores indígenas e sua produção, alargando o conhecimento sobre suas culturas. Também representará um estímulo para a continuidade da produção pelos mais jovens, atuando como ferramenta de salvaguarda. O mapeamento é de grande importância para:• dar visibilidade aos artesãos e valorizar suas culturas; • produzir informações abundantes, seguras e detalhadas para dar suporte a políticas e projetos de fomento mais eficazes;• favorecer a comercialização dos produtos artesanais e a melhoria dos preços alcançados;• estimular a continuidade da atividade artesanal com a transmissão para as novas gerações; • apoiar ações de salvaguarda de conhecimentos, técnicas, produtos e usos que fazem o artesanato ser reconhecido como patrimônio cultural. Artigo 3º - Inciso IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos.O trabalho de mapeamento é constituído por pesquisa de campo, tratamento e disponibilização dos resultados em sítio de internet de acesso gratuito. Produzirá conhecimento detalhado sobre a produção artesanal indígena em termos de tipologias, materiais, técnicas, conhecimentos tradicionais, perfil dos realizadores, usos e demandas locais. Trata-se de contribuição relevante e inédita de documentação do patrimônio cultural brasileiro.
Bens adquiridos1. Equipamentos – serão doados para o Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão, fortalecendo seu setor de pesquisa.2. Peças artesanais – serão doadas para o Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão para complementar seu acervo e sua exposição permanente, dar suporte à pesquisa sobre a cultura material indígena e compor exposições temporárias de caráter artístico ou educativo, contribuindo para ampliar e divulgar conhecimento sobre as culturas indígenas. Passagens aéreas Rio de Janeiro – São Luís – Rio de Janeiro Serão utilizadas pela coordenadora geral do projeto que atualmente reside no Rio de Janeiro e deverá estar no Maranhão para as seguintes atividades: treinamento dos coordenadores de campo, avaliação periódica e identificação de possíveis ajustes na metodologia de mapeamento, verificação em campo do treinamento oferecido aos pesquisadores indígenas e dos procedimento pós-mapeamento, verificação do acervo de peças adquirido e das necessidades de acondicionamento para sua preservação. Deslocamentos por terraCoordenadores da pesquisa de campo São Luís - Terras Indígenas: por meio de veículo alugado (se tiverem habilitação) ou por van contratada ida e volta.Pesquisadores indígenas no interior das T.I.´s: por moto (1 por dupla) Cidades (21) onde estão situadas as 18 Terras IndígenasAmarante do Maranhão,Araguanã, Arame, Barra do Corda, Bom Jardim,Bom Jesus das Selvas,Buriticupu,Centro do Guilherme, Centro Novo do Maranhão,Fernando Falcão,Grajaú,Itaipava do Grajaú,Jenipapo dos Vieiras,Lajeado Novo, Maranhãozinho,Montes Altos, Nova Olinda do Maranhão,Santa Luzia,São João do Carú, Sitio Novo,Zé Doca
MAPEAMENTOA metodologia de mapeamento que será utilizada é baseada no rastreamento do território e orientada pelo entendimento do artesanato como patrimônio cultural, que carrega informações sobre conhecimentos, costumes, cotidiano e cultura de seus realizadores. O mapeamento destaca artesãos, detalha os produtos, técnicas, materiais e usos. Também destaca o contexto de produção com páginas individuais para povoados e cidades.A metodologia foi desenvolvida pelo projeto Mapearte, que já mapeou 4.740 artesãos em 91 municípios maranhenses e realizou piloto de mapeamento em 28 aldeias guajajara e kanela. Nessas aldeias a pesquisa foi realizada com apoio de agente local indígena que guiou os pesquisadores e atuou como tradutor. A avaliação dessa experiência levou à presente proposta de realizar o “automapeamento”, ou seja, transmitir a metodologia para que a pesquisa de campo seja realizada por pesquisadores indígenas residentes no território pelas seguintes razões:1. O artesanato indígena maranhense é produzido principalmente por mulheres e em muitas aldeias elas não falam português, ainda que compreendam. Uma entrevista conduzida na sua língua certamente será mais confortável para artesãs e artesãos e permitirá registrar maior riqueza de detalhes na descrição dos usos de cada peça, dos materiais e das técnicas empregadas. Também será importante para traçar o perfil das aldeias por quem conhece sua população, suas atividades produtivas e culturais.2. Fazer o registro correto dos produtos na língua local (o registro será bilingue no caso do nome do produto).3. Formar pesquisadores e agentes que possam criar e liderar projetos de fomento ao artesanato, pois o mapeamento deixa um legado de conhecimento e vivência do território.4. Executar parte significativa do orçamento no território indígena (27%).5. Facilitar posteriores complementações e atualizações de dados e imagens por intermédio dos pesquisadores que permanecem no território, criando uma ponte com a gestão do sítio que será importante para futuras ações de fomento à comercialização.6. Possibilitar a realização do mapeamento mesmo nas T.I.´s onde há tensões e conflitos (que foram um entrave para o acesso a algumas aldeias na etapa piloto).Os pesquisadores indígenas serão treinados na metodologia e no uso dos equipamentos fotográficos pelos coordenadores de campo e pela coordenadora geral, receberão um manual com roteiro da entrevista e indicações sobre o que e como fotografar paisagens, pessoas e produtos. Cada artesão identificado será convidado a participar e gravar entrevista sobre seu trabalho artesanal, receberá o folheto que explica o projeto. Serão realizadas fotos do artesão (se assim o permitir) e de suas peças (quando disponíveis). Os coordenadores de pesquisa de campo irão ao encontro dos pesquisadores em dois momentos (também estarão acompanhando e prestando assistência remota durante todo o mapeamento):1. Para treinamento dos pesquisadores na metodologia e entrega do manual de orientação, folhetos, etiquetas, termos de autorização de uso de imagem e equipamentos.2. Após o mapeamento: para inserir os dados coletados no sítio de internet auxiliados pelos pesquisadores, receber as imagens registradas, os equipamentos e as peças adquiridas. O mapeamento envolve a aquisição de peças dos artesãos entrevistados, como contrapartida pela disponibilidade para atender os pesquisadores. O acervo de peças adquiridas será etiquetado, planilhado e doado ao Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão, que também receberá os equipamentos utilizados e cópia das entrevistas para finalidade tão somente de pesquisa. SÍTIO DE INTERNETAs informações coletadas nas entrevistas e os registros fotográficos realizados em campo serão tratados e inseridos no portal à medida que seja concluído o mapeamento de cada T.I. Também serão editados mini vídeos com extratos das entrevistas dos artesãos quando forem relevantes para o melhor conhecimento do artesanato.Cada aldeia mapeada será georreferenciada e terá uma página no portal a ela dedicada, assim como as cidades em que estão situadas.Cada artesão indígena terá sua página no portal.Cada Terra Indígena estará descrita na página das cidades onde está situada.Serão produzidos textos ilustrados destacando especialidades do artesanato indígena mapeado.Serão inseridos novos termos no glossário (TERMOS E MEDIDAS REGIONAIS).O portal passará a contar com ferramentas de acessibilidade.DIVULGAÇÃOOs resultados do mapeamento também serão divulgados por meio de postagens nas redes sociais de forma a ampliar e chamar o público para o sítio de internet destacando artesãos, produtos e paisagens.O projeto prevê a contratação de profissional para produzir as postagens (incluindo acessibilidade) a partir de destaques selecionados pela coordenadora geral. As postagens serão inseridas principalmente no Instagram/ Facebook @artesanatodomaranhao, havendo possibilidade de criar perfis em outras redes caso aconselhado por profissionais da área. O projeto também disponibilizará conteúdos para as redes do patrocinador e do MinC se assim o desejarem e considera essa possibilidade de grande relevância para visibilidade do artesanato maranhense.O projeto prevê uma pequena verba para impulsionamento de postagens.
SÍTIO DE INTERNET – DISPONIBILIZAÇÃO DOS RESULTADOS DO MAPEAMENTOO sítio www.artesanatodomaranhao.com.br utiliza protocolo básico de acessibilidade, incluindo ferramentas como tags semânticas, navegação por teclado, hierarquia de elementos visuais.Serão inseridas novas ferramentas para aprimorar a acessibilidade: · PARA ATENDER A DEFICIENTES VISUAIS: tamanho de fonte, contraste e revisão dos descritores nas imagens · PARA ATENDER A DEFICIENTES AUDITIVOS: legendas em vídeos, Vlibras · PARA ATENDER A DEFICIENTES INTELECTUAIS: linguagem clara nos conteúdos e nos materiais de divulgação AÇÕES DE COMUNICAÇÃOSerão realizadas ações de divulgação de artesãos, produtos e paisagens nas redes sociais contemplando a acessibilidade para público diversificado: linguagem simples, descrição de imagens para cegos e legendas em vídeos.
O site que disponibilizará todos os resultados do mapeamento tem acesso totalmente gratuito e pode ser utilizado por qualquer pessoa sem nenhum tipo de restrição (www.artesanatodomaranhao.com.br).Não há nenhum tipo de cobrança para que os artesãos tenham sua página no site, ela será criada gratuitamente a partir das informações coletadas na entrevista de campo e das imagens então realizadas. Será produzido conteúdo sobre artesãos e produtos para divulgação nas redes sociais e mídias tradicionais visando dar amplo conhecimento sobre o site e estimular seu uso por diferentes públicos como artesãos, pesquisadores, estudantes, gestores públicos, compradores e outros.PÚBLICO-ALVOMapeamentoArtesãos indígenas, com expressiva maioria de mulheres, residentes nos biomas Amazonia e Cerrado.Sítio de internet1. Artesãos indígenas 2. Gestores públicos passarão a contar com informações relevantes para criar ações de apoio que alcancem resultados mais eficazes em menor tempo.3. Lojistas e compradores passarão a conhecer um universo muito mais amplo de artesãos e produtos. 4. Pesquisadores de diversas áreas encontrarão um imenso repertório de informações.5. Professores encontrarão conteúdo relevante para trabalhar temas como trabalho, conhecimentos tradicionais, paisagens, sustentabilidade e outros.6. Estudantes encontrarão informações abundantes e detalhadas.7. Interessados em temas como: cultura indígena, artesanato, economia verde, economia criativa, conhecimentos tradicionais, design, dentre outros.
Perfil da equipe: Proponente: empresa de pessoa negra – primeira inscrição na Lei RouanetPesquisadores de campo: 100% indígenas, 50% mulheresCoordenadoras: 100% mulheres __________________________________Proponente J Pires Ltda. – Jonas Pires - empresa de pessoa negraFunção: gestão administrativo-financeira, incluindo cotações, compras, contratações e pagamentosCurrículo: a empresa atua há 18 anos:1. na produção de eventos culturais e esportivos com foco nas periferias (cultura de rua, Hip Hop, skate). 2. no audiovisual: captação de imagens (para cinema e publicidade, tendo experiência de trabalho em São Luís e em todo o interior do Maranhão), na direção de arte para cinema e na produção executiva e de set para cinema.___________________________________Pesquisadores de campo 46 pesquisadores indígenas: 23 mulheres, 23 homens residentes nas Terras Indígenas a serem mapeadas Perfil: Serão selecionados em cada T.I. pessoas com facilidade de comunicação e relacionamento na comunidade e pessoas que com facilidade para utilizar os equipamentos de fotografia/ filmagem e GPS. Receberão treinamento na metodologia de pesquisa e no uso dos equipamentos.Função: localizar artesãos em atividade, realizar entrevista, fazer o registro fotográfico, coletar as coordenadas geográficas da aldeia, coletar informações sobre o perfil de cada aldeia, adquirir peças dos artesãos entrevistados. Ao final do mapeamento: entregar o material para o coordenador de campo, auxiliá-lo na inserção das informações no sistema do sítio, na organização das imagens e no planilhamento das peças adquiridas. Cada Terra Indígena será mapeada por uma ou duas duplas de pesquisadores locais de acordo com o tamanho de sua população.___________________________________Coordenadores da pesquisa de campo2 a 4 coordenadores/as a serem selecionados Perfil: profissionais com experiência de trabalho com povos indígenas e pesquisa de campoFunção:• Realizar, com a coordenadora geral, o treinamento dos pesquisadores de campo; • Acompanhar e prestar auxílio remoto aos pesquisadores de campo durante o desenvolvimento do mapeamento;• Inserir as informações coletadas no sistema com apoio dos pesquisadores de campo;• Organizar as imagens e vídeos produzidos e duplicar a informação nos HDs; • Conferir o planilhamento das peças adquiridas e organizar seu transporte para São Luís.___________________________________Coordenadora de ProduçãoGlauciane Faustino dos Santos - mulher negraFunção: • Produção das viagens dos coordenadores de campo e do transporte de acervo adquirido em campo• Gestão do material audiovisual, incluindo a edição dos vídeos das entrevistas.Currículo: Produtora há 19 anos, com larga experiência em produção de eventos, inclusive no interior maranhense. Gestora de projetos culturais e esportivos realizados nas periferias de São Luís com foco na inclusão de jovens e crianças. Produtora executiva de projetos audiovisuais.____________________________________Coordenadora geralPaula Porta Santos Fernandes - mulher brancaFunção:• Coordenação geral das ações e da equipe,• Planejamento das ações,• Elaboração do manual para uso dos pesquisadores indígenas (roteiro de entrevista, orientações para os registros fotográficos), • Treinamento dos coordenadores de campo, • Treinamento dos pesquisadores de campo em conjunto com os coordenadores de campo, • Acompanhamento da pesquisa de campo para eventuais ajustes, • Conferência dos registros feitos pelos coordenadores no sistema, • Seleção de imagens e vídeos a serem inseridos no sistema, • Gestão e produção de novos conteúdos para o portal (textos, glossário), • Coordenação da implantação de novas ferramentas, acréscimos e implantação de acessibilidade no sítio,• Coordenação das ações de comunicação (produção e divulgação de conteúdos). Currículo: Doutora em História Social pela Universidade de S.Paulo (2001), atua há 28 anos na criação e execução de projetos culturais. • Foi assessora especial do Ministro Gilberto Gil: implantou o primeiro programa de Economia da Cultura, o PRODEC (2006-2008), que executou os projetos Promoart (Promoção do Artesanato Tradicional, 2007 em parceria com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/ Iphan) e Feira Música Brasil (feira de negócios da cadeia produtiva da música brasileira, 2007-2008).• Foi assessora da presidência do BNDES (2005): (1) criou Política de Patrocínios e editais para acervos e cinema (2) implantou o Programa Cidades Polo, preservação de cidades históricas (3) implantou o Funcine (4) iniciou a área de Economia da Cultura. • Concebeu, dirigiu e foi curadora do Centro Cultural Vale Maranhão (2016 -2020) onde implantou os editais Pátio Aberto, Ocupa CCVM, CCVM Apoia e Dança Aqui, os festivais Kebrada (cultura de rua) e Indígenas.Br (produção cultural indígena), o Prêmio de Fotografia Indígenas.Br (o primeiro no país), o projeto Coreografias Maranhenses (documentação audiovisual da dança na cultura popular) e CCVM Circula (oficinas e cinema em pequenas cidades e comunidades quilombolas; circulação de exposições maranhenses). Realizou 13 exposições (cujos catálogos foram distribuídos a professores da rede pública) • Concebeu e coordenou o projeto Mapearte: mapeamento e documentação do artesanato maranhense (2017 - 2021) que mapeou 91 municípios e registrou 4.736 artesãos. • Concebeu e desenvolveu o Portal Artesanato do Maranhão (2021-2024) • Criou e coordenou os projetos editoriais Guia dos documentos históricos na Cidade de S. Paulo, 1554-1954 (1998); Coleção São Paulo (6 vol) 2002-2003, História da Cidade de São Paulo (3 vol).2005; Preservação do Patrimônio Cultural do Brasil (2012)• Filmes (roteiro, direção, montagem): Caboclo de Pena documentário 30 min + 30 vídeos (2019); Negritude Atitude documentário 100 min +11 vídeos (2022) ____________________________________Consultoria e Apoio InstitucionalCentro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão (Setor de Etnologia e Museologia)Função:• Facilitar o contato com as comunidades indígenas, • Auxiliar no planejamento das viagens e na pesquisa prévia sobre as Terras Indígenas,• Auxiliar na seleção de pesquisadores indígenas, • Rever conteúdos sobre cultura indígena produzidos para o sítio.Não receberá remuneração pelo projeto, nem seus integrantes, por serem servidores públicos. Visando fortalecer sua atividade museológica e de pesquisa voltada à cultura indígena serão doados para a instituição, ao final do projeto:- os equipamentos utilizados no mapeamento - o acervo de peças artesanais compradas pelo projeto- cópia das entrevistas realizadas em campoCurrículo: O CPHNA é instituição pública estadual voltada para o estudo, valorização e preservação do patrimônio natural e cultural maranhense. Trabalha na pesquisa, documentação e divulgação dos bens arqueológicos, paleontológicos e etnológicos (cultura material dos povos indígenas do Maranhão). Possui setor de pesquisa, espaço museológico, biblioteca, laboratórios e reserva técnica. Atua ainda na educação patrimonial, promovendo visitas escolares à exposição permanente, eventos culturais (como a Semana dos Povos Indígenas), seminários e palestras para diferentes públicos.Responsáveis técnicos:Deusdedit Carneiro Leite Filho – arqueólogo, gestor do CPHNAJoão Damasceno Gonçalves Figueiredo – antropólogo, coordenador do Setor de Etnologia e Museologia do CPHNAhttps://www.instagram.com/museu.cphnama________________________________________Sistema de informações e Sítio de InternetPlano B Design Ltda.Função: Empresa desenvolvedora do sistema de informações utilizado no sítio de internet que receberá e disponibilizará os resultados do mapeamento. Será responsável por:- realizar as adaptações necessárias para receber e destacar Artesanato Indígena (incluindo design/ layout), - inserir as coordenadas geográficas das aldeias no mapa, - inserir ferramentas de acessibilidade no sítio, - manutenção do sistema- hospedagem do sítio por mais 3 anos.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.