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O projeto Macuca o Ano Todo propõe a manutenção contínua das atividades do Boi da Macuca, através de uma programação gratuita e descentralizada ao longo de 24 meses, contemplando seis desfiles populares de frevo (em Olinda-PE e Palmeirina-PE), 20 oficinas formativas de arte e cidadania no agreste pernambucano, além da produção de dois minidocumentário e implementação de medidas de acessibilidade.
Cortejos do Boi da Macuca Espetáculo festivo de artes cênicas e música regional, que articula frevo, forró e a brincadeira de boi. Os cortejos contemplam orquestra de metais, personagens tradicionais, estandartes e alegorias, transformando as ruas em palco. Encena-se de forma lúdica a lenda do boi, afirmando a força da cultura popular nordestina e valorizando tradições reconhecidas como patrimônio imaterial pelo IPHAN. Quantidade: 3 cortejos por ano (6 no total, em 2026 e 2027). Classificação indicativa: Livre.Oficinas de Áreas de Conhecimento Cultural do CortejoAtividades formativas gratuitas de 4 horas, realizadas em 10 cidades pernambucanas. Serão ministradas por integrantes do Boi da Macuca com notório saber em cultura tradicional. Os conteúdos abrangem música regional (frevo), artes cênicas, dança, artes plásticas, produção cultural e empreendedorismo criativo, fomentando a profissionalização de jovens e moradores das comunidades. As oficinas promovem transmissão de saberes, intercâmbio cultural e formação de novos agentes culturais, com cerca de 30 participantes por turma.Quantidade: 10 oficinas por ano (20 no total, em 2026 e 2027).Classificação indicativa: Livre. Minidocumentário Audiovisual Acessível Produção audiovisual de curta (aprox. 5 minutos, cada) que registra oficinas, cortejos e bastidores do projeto. Reúne depoimentos de artistas, brincantes e participantes, ressaltando a quebra da sazonalidade do frevo, a transmissão de saberes e a vitalidade da cultura popular nordestina. O minidocumentário será acessível, com tradução em Libras, legendagem e audiodescrição, e disponibilizado gratuitamente nas plataformas digitais do Boi da Macuca (YouTube, Instagram e Facebook). Quantidade: 1 minidocumentário por ano (2 no total, em 2026 e 2027). Classificação indicativa: Livre.
Objetivo GeralGarantir a manutenção contínua e gratuita de parte das atividades da entidade cultural Boi da Macuca, por meio da realização de cortejos, oficinas, registros audiovisuais e ações de acessibilidade e inclusão. O projeto busca assegurar a permanência de uma manifestação tradicional com mais de 35 anos de história, promovendo a salvaguarda do patrimônio imaterial brasileiro, a interiorização do frevo e a formação de novas gerações ligadas à cultura popular. Objetivos Específicos - Realizar seis desfiles festivos do Boi da Macuca, com formação completa, distribuídos nos períodos de carnaval e São João nos anos de 2026 e 2027, tanto em Olinda quanto na zona rural de Palmeirina;- Desenvolver 20 oficinas formativas em 10 cidades de Pernambuco: Olinda, Recife, Bezerros, Caruaru, Garanhuns, Correntes, Palmeirina, Arcoverde, Belém de São Francisco e Triunfo. As oficinas serão divididas nos seguintes temas:a) 4 de Evolução para Porta-Estandarte, com Emerson Araújo;b) 4 de Dança (passo do frevo), com Anne Costa;c) 4 de Manipulação de Personagens e Bonecos Gigantes, com Washington Ferreira;d) 2 de Percussão, com Paulo Ferreira;e) 2 de Pintura e Artes Plásticas, com Ailton Santana;f) 2 de Produção Cultural, com Rudá Rocha;g) 2 de Empreendedorismo Criativo, com Naiara Cândido.- Produzir dois minidocumentários acessecíveis com foco na salvaguarda do patrimônio imaterial, registrando bastidores, oficinas e cortejos.
SOBRE O BOI DA MACUCA E SEUS CORTEJOSFundado em 1989 na zona rural de Correntes, o Boi da Macuca é uma entidade cultural pernambucana com sede na Fazenda Macuca e presença em Olinda, atuando entre interior e litoral. Criado por José Oliveira Rocha (Capitão Zé da Macuca), nasceu do reencontro com origens familiares e do desejo de preservar e desenvolver elementos da cultura popular nordestina.Há mais de três décadas ininterruptas, o Boi da Macuca articula três pilares: a brincadeira de boi, o frevo e o forró. A integração entre tradição e inovação gera impacto simbólico, social e econômico. Seus cortejos reúnem personagens como Boi, Mateus, Catirina e Capitão com orquestras de metais e repertório de Luiz Gonzaga e Dominguinhos, combinando frevos tradicionais e versões em frevo de canções do forró.O grupo tem reconhecimento municipal, estadual e federal. É Ponto de Cultura desde 2005 (MinC), Patrimônio Imaterial de Correntes (2021) e premiado em Culturas Populares (2017 MinC) e Economia Criativa (2020 Fundaj).A atuação ultrapassa fronteiras. Em Pernambuco, realiza cortejo no carnaval de Olinda, com público médio superior a 10 mil pessoas, e promove o São João da Macuca. No Brasil, fez cortejos em Salvador, João Pessoa, Maceió, Ouro Preto, São Paulo e Brasília. No exterior, apresentou-se na Alemanha, França e Hungria.Na brincadeira de boi, encena a lenda com personagens típicos, transmitindo saberes em oficinas, alegorias e figurinos. O boi brincante é símbolo do grupo, expressão coletiva que transforma a rua em palco e a brincadeira em afirmação cultural.No frevo, destaca-se a quebra da sazonalidade: com repertório próprio e ensaios regulares, mantém orquestra em atividade remunerada o ano todo, garantindo ocupação a mais de 50 músicos. No forró, preserva matrizes tradicionais. O São João valoriza o forró pé de serra com artistas da região e ambientação típica (salão de sítio, fogueira, candeeiro e comidas juninas), dialogando com a memória das festas nordestinas. Os eventos geram impacto social e econômico: fortalecem comércio, geram empregos e movimentam hospedagem, transporte e alimentação em povoados de Correntes e Palmeirina. Durante as festas, a Fazenda Macuca atrai público que mais do que dobra a população de Poço Comprido (1.000 habitantes) e Baixa Grande (600 habitantes), considerando apenas visitantes hospedados em casas de moradores.Há compromisso com sustentabilidade, diversidade e acessibilidade estrutural e comunicacional, garantindo inclusão em todas as etapas. SOBRE A QUEBRA DA SAZONALIDADE DO FREVOVinculado ao ciclo de Momo, o frevo sofre com sazonalidade, reduzindo oportunidades de trabalho. Músicos de orquestra de rua frequentemente buscam outras ocupações; ensaios se concentram entre setembro e fevereiro. Nesse cenário, o Boi da Macuca é agente de mudança. Programação contínua de cortejos e apresentações, curadoria de repertório e adaptações do forró para o frevo mantêm músicos remunerados o ano inteiro, fortalecendo a cadeia produtiva e dando fôlego a uma prática fragilizada. SOBRE AS AÇÕES FORMATIVASO processo de ensino se organiza em quatro bases:Transmissão de saberes do grupo (brincadeira de boi, frevo e forró);Intercâmbio com outros fazedores de cultura;Capacitação em produção cultural;Capacitação em empreendedorismo criativo.Serão 20 oficinas gratuitas em 10 cidades pernambucanas (sertão, agreste e litoral). Haverá incentivo à participação de alunos de escolas públicas e da comunidade, com escuta de moradores para alinhar saberes às vivências locais. Cada turma terá, em média, 30 participantes. O impacto é continuado: ex-alunos integram hoje a equipe de produção da Macuca.Na base do fazer artístico próprio, as oficinas atendem iniciação e aprimoramento de brincantes, ministradas por fazedores de notório saber: Emerson Araújo (porta-estandarte), Anne Costa (dança/frevo) e Washington Ferreira (manipulação de personagens e bonecos). No eixo de intercâmbio, ampliar acesso a linguagens complementares: percussão (Paulo Ferreira) e pintura e artes plásticas (Ailton Santana). Em produção cultural, a oficina (com Rudá Rocha) introduz práticas profissionais a partir do conhecimento artístico, gerando oportunidades de trabalho. Em empreendedorismo criativo (com Naiara Cândido), moradores rurais são capacitados para aproveitar oportunidades econômicas indiretas dos eventos (aluguel de quartos, alimentação, transporte e comércio). SOBRE PRODUTOS COMPLEMENTARES, DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO E DEMAIS ASPECTOSSerão produzidos dois minidocumentários (um por ano), com cerca de 5 minutos, reunindo bastidores, entrevistas, apresentações e aulas. Linguagem ágil, pensada para circulação digital. O formato compacto favorece engajamento, especialmente entre públicos jovens em Instagram, YouTube e WhatsApp. O material será publicado gratuitamente nas redes do Boi da Macuca e ficará disponível para visualização pública.Os cortejos atraem, em média, 10 mil pessoas. Somados às oficinas e à difusão digital, o alcance é elevado. Haverá cobertura em tempo real e publicações nas redes (mais de 100 mil seguidores), com plano de mídia e influenciadores para ampliar o público.Em acessibilidade, todas as postagens terão audiodescrição e todo o material audiovisual contará com legendagem para surdos e ensurdecidos. Nas oficinas, atendimento de Libras sob demanda via ficha de inscrição. A Fazenda Macuca possui calçadas, rampas e banheiros acessíveis. CONCLUSÃOO projeto contempla ações presenciais em dez cidades de Pernambuco, garantindo pontuação máxima em abrangência geográfica (11.2.1), além de oferecer 100% de gratuidade em todas as atividades e adotar medidas de acessibilidade e mobilização ativa, assegurando a democratização do acesso (11.2.3). A equipe técnica principal é majoritariamente composta por mulheres, pessoas negras e LGBTQIA+, cumprindo o critério de diversidade na coordenação (11.3.1). O público beneficiário prioritário inclui estudantes de escolas públicas da zona rural de Correntes e Palmeirina e moradores da periferia do Sítio Histórico de Olinda, promovendo diversidade sociocultural e territorial (11.3.2). A presença do Maestro Oséas na equipe e a atuação com mestres populares e brincantes tradicionais garantem o estímulo à valorização e salvaguarda das culturas populares (11.3.3).A excelência artística e a consistência histórica do Boi da Macuca se refletem na qualidade de seus desfiles e no enraizamento comunitário. Presente nas zonas rurais de Correntes e Palmeirina, além do Sítio Histórico de Olinda, articula tradição, cidadania e desenvolvimento com ações gratuitas e acessíveis.ENQUADRAMENTO LEGALArt. 1º da Lei 8.313/91 _ incisos aplicáveis: I _ livre acesso às fontes da cultura e exercício dos direitos culturais. II _ regionalização da produção com valorização de recursos humanos e conteúdos locais. III _ apoio, valorização e difusão das manifestações culturais e de seus criadores. IV _ proteção às expressões culturais dos grupos formadores da sociedade. V _ salvaguarda dos modos de criar, fazer e viver. VI _ preservação de bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico. IX _ prioridade ao produto cultural originário do País.Fundamentação: o projeto garante acesso gratuito (I), interioriza ações no Agreste (II), valoriza cultura popular (III), protege tradição do boi e do frevo (IV e V), atua na salvaguarda do patrimônio imaterial (VI) e prioriza produção brasileira (IX).Art. 3º da Lei 8.313/91 _ objetivos atendidos: II, c e e _ realização de festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore. III, d _ proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais. IV, a _ distribuição gratuita e pública de espetáculos culturais e artísticos.Fundamentação: os cortejos são espetáculos de música e folclore (II, c e e); as oficinas protegem e difundem tradições (III, d); todas as atividades são gratuitas (IV, a).
Este projeto tem por objeto a manutenção, ao longo de dois anos, de parte das atividades gratuitas da entidade cultural Boi da Macuca, manifestação oriunda da zona rural de Correntes, no Agreste pernambucano, que há mais de 35 anos promove ações contínuas de cultura popular. A proposta é integralmente gratuita e contempla a realização de atividades em todos os meses ao longo do biênio, sendo seis cortejos de rua, vinte oficinas formativas presenciais, dois minidocumentários audiovisuais e a implementação de recursos de acessibilidade física, comunicacional e atitudinal. Todas as ações ocorrerão em espaços públicos e comunitários, como ruas, praças, o Ponto de Cultura da Fazenda Macuca e escolas públicas, com foco na interiorização do frevo, na formação de novas plateias, na inclusão sociocultural por meio da cultura tradicional e na ampliação da presença do frevo no calendário anual. CORTEJOS DO BOI DA MACUCAAo longo do período de execução, serão realizados seis cortejos completos do Boi da Macuca.Em fevereiro de 2027 e fevereiro de 2028, acontecerão os maiores cortejos do projeto, durante os desfiles oficiais de Carnaval em Olinda. Cada um deles contará com a seguinte formação artística:Orquestra do Maestro Oséas com 50 músicosOrquestra Henrique Dias com 50 músicosGrupo de 8 manipuladores do BoiGrupo de 2 porta-estandartesAla de 10 alegorias gigantes da brincadeira de boiAla de 30 personagens da brincadeira de boiAla de 70 passistas de frevoAla de 6 abre-alasNaipe de 10 clarinsEm junho de 2026 e junho de 2027, acontecerão quatro desfiles, sendo dois Cortejos de Pré-São João no Sítio Histórico de Olinda e dois Cortejos do São João da Macuca na zona rural de Palmeirina. Cada um desses cortejos terá a seguinte formação artística:Orquestra do Maestro Oséas com 40 músicosGrupo de 8 manipuladores do BoiGrupo de 2 porta-estandartesAla de 6 abre-alasNaipe de 6 clarinsA direção musical dos cortejos será realizada pelo Maestro Oséas, mestre da cultura popular e referência na condução de orquestras de frevo em Pernambuco. Sua presença na equipe técnica contribui diretamente para o fortalecimento das expressões culturais tradicionais e a valorização de mestres do saber. Para garantir a execução plena das atividades durante dois anos consecutivos, o projeto contará com uma equipe de backoffice robusta, responsável por articular logística, produção executiva, gestão administrativa, comunicação e prestação de contas. Essa estrutura é essencial para sustentar o volume e a continuidade das ações, mantendo a qualidade artística e a responsabilidade de gestão do projeto.Outro ponto fundamental é a confecção de novas fantasias e adereços para todas as alas do cortejo, assim como a produção de novas alegorias, um novo estandarte e roupas para todos os integrantes da equipe. Esses elementos não apenas renovam a estética do espetáculo, como também preservam a identidade visual do grupo e garantem que o público seja impactado por uma experiência cênica vibrante, fiel à tradição, mas constantemente atualizada e qualificada. AÇÕES FORMATIVASSerão realizadas vinte oficinas ao longo dos dois anos de execução, em parceria com escolas públicas de dez cidades pernambucanas: Olinda, Recife, Bezerros, Caruaru, Garanhuns, Correntes, Palmeirina, Arcoverde, Belém de São Francisco e Triunfo. Além dos estudantes, as oficinas estarão abertas à comunidade rural e do entorno em cada município.Os temas das oficinas e os respectivos oficineiros são os seguintes:Quatro oficinas de evolução para porta-estandarte, com Emerson AraújoQuatro oficinas de dança (passo do frevo), com Anne CostaQuatro oficinas de manipulação de personagens e bonecos gigantes (Boi, Mateus, Catirina etc.), com Washington FerreiraDuas oficinas de percussão, com Paulo FerreiraDuas oficinas de pintura e artes plásticas, com Ailton SantanaDuas oficinas de produção cultural, com Naiara CândidoDuas oficinas de empreendedorismo criativo, com Naiara CândidoEssa abrangência territorial, com atividades realizadas em dez municípios diferentes, atende plenamente ao critério de pontuação de abrangência geográfica do edital.As oficinas serão realizadas mensalmente durante todo o período de execução, excetuando-se apenas os meses de fevereiro e junho, que serão dedicados exclusivamente à realização dos cortejos. Com isso, o projeto garante um calendário contínuo de atividades culturais regulares, espalhadas por todo o ano e por diferentes regiões do estado. AUDIOVISUAL, ACESSIBILIDADE E DIVERSIDADEComo forma de registro e salvaguarda, serão produzidos dois minidocumentários audiovisuais, um ao final de cada ano de execução, com cerca de cinco minutos de duração. Os vídeos irão reunir imagens dos bastidores, cenas das oficinas e dos cortejos, além de entrevistas com participantes. O material será publicado gratuitamente nas redes sociais do Boi da Macuca, incluindo Instagram, YouTube e Facebook.Os cortejos também contarão com cobertura audiovisual em tempo real, com transmissão e publicação nas redes sociais, ampliando o alcance e promovendo o engajamento digital.Todas as peças audiovisuais terão legendagem para surdos e ensurdecidos. Todas as postagens nas redes sociais incluirão audiodescrição textual. Nas oficinas formativas, a presença de intérprete de Libras será oferecida sob demanda, conforme sinalização no formulário de inscrição. A Fazenda Macuca, local de parte das ações, conta com estrutura física adaptada, incluindo calçadas, rampas e banheiros acessíveis, permitindo a fruição plena para pessoas com mobilidade reduzida.O projeto cumpre os critérios de acessibilidade física e comunicacional e adota medidas concretas de inclusão atitudinal, ampliando o acesso de pessoas com deficiência.A equipe técnica principal é composta por seis integrantes, sendo três mulheres e um homem preto, o que assegura o cumprimento do critério de composição majoritária por grupos minorizados. O projeto prioriza ainda, em todas as suas etapas, a participação de mulheres, pessoas negras, LGBTQIAPN+ e moradores de territórios populares, promovendo diversidade tanto na equipe quanto entre os públicos atendidos. PÚBLICO BENEFICIÁRIO E ABRANGÊNCIAAs ações do projeto irão beneficiar principalmente moradores de territórios com baixo acesso a atividades culturais regulares. Em Olinda, o público prioritário está localizado na periferia do Sítio Histórico, com ênfase no bairro do Guadalupe, território tradicionalmente ligado ao frevo e com forte presença de brincantes e músicos populares. Já no Agreste, o foco está nos moradores da zona rural do entorno da Fazenda Macuca, nos municípios de Correntes e Palmeirina, onde o grupo nasceu e mantém atividades formativas regulares há mais de três décadas.A atenção aos territórios rurais e periféricos com baixos indicadores sociais garante o cumprimento dos critérios de diversidade do público beneficiário e de ações voltadas para grupos em situação de vulnerabilidade social.Com ações presenciais distribuídas em dez municípios pernambucanos, o projeto apresenta ampla abrangência geográfica e capacidade de impacto regional consistente, contribuindo diretamente para a descentralização das políticas culturais no estado.
1) Cortejos do Boi da MacucaFormato: Espetáculo festivo de rua, cênico e de música 100% regional (frevo e forró), realizado em espaço público.Periodicidade: 3 cortejos por ano (6 no total, em 2026 e 2027).Duração média: 3 horas cada cortejo.Estrutura artística: Orquestras de metais (40 a 100 músicos, dependendo do cortejo), 8 manipuladores do Boi, 2 porta-estandartes, personagens tradicionais (Mateus, Catirina, Capitão), 10 alegorias gigantes, 70 passistas de frevo, 6 abre-alas e 10 clarins.Estrutura cênica: estandartes, fantasias, alegorias e bonecos gigantes representando o universo da brincadeira de boi.Espaços de realização: Olinda (Carnaval e Pré-São João) e zona rural de Palmeirina (São João da Macuca).Público estimado: até 10 mil pessoas por cortejo.Acessibilidade: rampas e banheiros acessíveis nos locais de concentração, reserva de assentos prioritários, intérprete de Libras nas transmissões digitais, audiodescrição em conteúdos online, linguagem simples em materiais, empréstimo de abafadores para crianças autistas.Classificação indicativa: Livre. 2) Oficina de Evolução para Porta-EstandarteFormato: Oficina prática de formação cultural.Duração: 4 horas.Quantidade: 2 turmas ao longo do projeto.Público-alvo: crianças, jovens e adultos.Critério de seleção: inscrições gratuitas, sem pré-requisito.Objetivo geral: capacitar novos brincantes para a evolução de porta-estandartes em cortejos populares.Conteúdo programático: história e importância cultural do estandarte; técnicas de manejo, postura e equilíbrio; giros, condução e reverência; noções de talabarte; prática coletiva em cortejo.Profissional envolvido: Emerson Araújo.Classificação indicativa: Livre. 3) Oficina de Dança – Passo do FrevoFormato: Oficina prática de dança popular.Duração: 4 horas.Quantidade: 2 turmas ao longo do projeto.Público-alvo: crianças, jovens e adultos.Critério de seleção: inscrições gratuitas.Objetivo geral: introduzir e aprimorar a dança do frevo como expressão corporal e cultural.Conteúdo programático: história e fundamentos do frevo; passos básicos e variações; ritmo e energia corporal; dinâmica em grupo; improviso e simulação de cortejo.Profissional envolvida: Anne Costa.Classificação indicativa: Livre. 4) Oficina de Manipulação de Personagens e Bonecos GigantesFormato: Oficina prática de artes cênicas.Duração: 4 horas.Quantidade: 2 turmas ao longo do projeto.Público-alvo: crianças, jovens e adultos.Critério de seleção: inscrições gratuitas.Objetivo geral: ensinar técnicas de manipulação de personagens e bonecos utilizados em cortejos.Conteúdo programático: história dos personagens (Boi, Mateus, Catirina etc.); técnicas de manejo e resistência física; giros e danças com bonecos; expressividade cênica; prática coletiva.Profissional envolvido: Washington Ferreira.Classificação indicativa: Livre. 5) Oficina de PercussãoFormato: Oficina prática de música popular.Duração: 4 horas.Quantidade: 1 turma.Público-alvo: crianças, jovens e adultos.Critério de seleção: inscrições gratuitas.Objetivo geral: introduzir a base rítmica do frevo e sua aplicação em cortejos.Conteúdo programático: ritmos básicos do frevo para caixa, surdo e pandeiro; marcação de tempo e acentuações; técnicas e variações (rudimentos aplicados); diálogo entre percussão e metais; prática em conjunto.Profissional envolvido: Paulo Ferreira.Classificação indicativa: Livre. 6) Oficina de Pintura e Artes PlásticasFormato: Oficina prática de artes visuais.Duração: 4 horas.Quantidade: 1 turma.Público-alvo: crianças, jovens e adultos.Critério de seleção: inscrições gratuitas.Objetivo geral: estimular a criação artística e a produção de adereços para cortejos.Conteúdo programático: pintura criativa; customização de estandartes e adereços; artesanato popular aplicado à brincadeira; produção coletiva de peças plásticas.Profissional envolvido: Ailton Santana.Classificação indicativa: Livre. 7) Oficina de Produção CulturalFormato: Oficina de formação e capacitação.Duração: 4 horas.Quantidade: 1 turma.Público-alvo: jovens e adultos.Critério de seleção: inscrições gratuitas.Objetivo geral: capacitar novos produtores culturais a partir da vivência com a Macuca.Conteúdo programático: conceito de produção cultural; planejamento de eventos; produção executiva e logística; comunicação e divulgação cultural; exercício prático de organização de ação cultural.Profissional envolvido: Rudá Rocha.Classificação indicativa: Livre. 8) Oficina de Empreendedorismo CriativoFormato: Oficina de capacitação comunitária.Duração: 4 horas.Quantidade: 1 turma.Público-alvo: jovens e adultos, especialmente moradores rurais.Critério de seleção: inscrições gratuitas.Objetivo geral: estimular o aproveitamento das oportunidades econômicas geradas pela cultura popular.Conteúdo programático: noções de empreendedorismo cultural; economia criativa aplicada a festas populares; gestão de pequenos negócios; turismo comunitário; exercícios de plano de negócio simplificado.Profissional envolvida: Naiara Cândido.Classificação indicativa: Livre. 9) Minidocumentário Audiovisual AcessívelFormato: Curta-metragem documental cultural.Periodicidade: 1 por ano (2 no total, em 2026 e 2027).Duração: cerca de 5 minutos cada.Conteúdo: registro audiovisual dos bastidores, oficinas e cortejos, com depoimentos de artistas, brincantes e participantes.Distribuição: gratuito nas redes sociais do Boi da Macuca (YouTube, Instagram e Facebook) e em TVs públicas parceiras.Acessibilidade: tradução em Libras, legendagem e audiodescrição.Classificação indicativa: Livre.
#Cortejos do Boi da Macuca:Acessibilidade Arquitetônica / Física:· Banheiros adaptados· Áreas reservadas próximas aos pontos de concentração para pessoas com mobilidade reduzida.Acessibilidade para PcD Visuais:· Monitores treinados para orientação e condução segura durante o evento.· Comunicação verbal clara e informativa sobre as etapas do cortejo.Acessibilidade para PcD Auditivos:· Intérprete de Libras presente na abertura e encerramento dos cortejos.Acessibilidade para PcD Intelectuais:· Monitores preparados para acolhimento e suporte individualizado.· Disponibilização de fones de ouvido antirruído durante o percurso do cortejo #Oficinas Formativas Acessibilidade Arquitetônica / Física:· Realização em locais planos, com fácil acesso e circulação livre de barreiras.· Disponibilização de cadeiras e mesas acessíveis, quando necessário.· Banheiros adaptadosAcessibilidade para PcD Visuais:· Disponibilizar monitores treinados para orientar o deslocamento.· Orientação direta e verbal dos instrutores durante as práticas.Acessibilidade para PcD Auditivos:· Intérprete de Libras durante as oficinas.Acessibilidade para PcD Intelectuais:· Linguagem clara e didática nas explicações.· Apoio de monitores para acompanhamento quando necessário.· Disponibilização de fones de ouvido antirruído durante as oficinas#Minidocumentário AcessívelAcessibilidade Arquitetônica / Física:· Filmagens em locais acessíveis e sem barreiras físicas.Acessibilidade para PcD Visuais:· Versão final com audiodescrição.Acessibilidade para PcD Auditivos:· Tradução em legendagem para surdos e ensurdecidos (LSE).Acessibilidade para PcD Intelectuais:· Linguagem simples na narração e nas legendas.
O projeto Macuca o Ano Todo adota medidas robustas de ampliação e democratização do acesso, assegurando gratuidade total das atividades e alcance ampliado de seus produtos culturais, em conformidade com o art. 47 da IN 23/2025:I – Distribuição gratuita (Inciso I)Todos os produtos audiovisuais (vídeos das oficinas, minidocumentário e registros dos cortejos) serão disponibilizados gratuitamente nas redes sociais do Boi da Macuca, garantindo 100% de acesso gratuito, superando o percentual mínimo de 20% previsto. II – Acessibilidade e transporte (Inciso II)Serão oferecidos transporte gratuito em parceria com escolas públicas para estudantes da zona rural de Correntes e Palmeirina participarem das oficinas, com atenção à acessibilidade de pessoas com deficiência, idosos e seus acompanhantes. III – Registros audiovisuais acessíveis (Inciso III)O projeto disponibilizará na internet minidocumentário e transmissões dos cortejos, com tradução em Libras, legendagem e audiodescrição, assegurando acesso para pessoas surdas, ensurdecidas e com deficiência visual. IV – Veiculação em meios públicos (Inciso IV)As imagens dos cortejos e oficinas serão ofertadas a televisões públicas e rádios comunitárias, ampliando o alcance para populações sem acesso constante à internet. V – Atividades paralelas gratuitas (Inciso V)Realização de 20 oficinas formativas gratuitas em 10 cidades, com turmas abertas a estudantes da rede pública e comunidades locais. VI – Ação cultural voltada a crianças, adolescentes e educadores (Inciso VI)Oficinas destinadas a estudantes e educadores das escolas públicas de Correntes e Palmeirina, priorizando o público jovem em situação de vulnerabilidade. Dessa forma, o projeto garante amplo acesso universal e gratuito às suas ações, integrando medidas presenciais e digitais, em consonância com a legislação e com o compromisso histórico do Boi da Macuca com a democratização da cultura popular nordestina.
Instituto Boi da Macuca | Proponente e Direção Geral/ArtísticaCom mais de 35 anos de atuação, realiza ações culturais em diversas linguagens com forte base na cultura popular nordestina. É responsável por um dos principais desfiles carnavalescos de Pernambuco e promove eventos como o São João da Macuca, o Festival Macuca das Artes e o Baile da Macuca. Reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura e como Patrimônio Imaterial pelo Município de Correntes-PE, o Instituto responde pela coordenação administrativa, financeira e institucional do projeto.Será responsável pela gestão global do projeto e dos processos decisórios, atuando na coordenação institucional, administrativa e técnico-financeira. Caberá ao proponente supervisionar todas as fases, desde a contratação das equipes artísticas e técnicas até a execução logística, comunicação e prestação de contas. Também será responsável por articular parcerias, garantir o cumprimento das normas legais e assegurar a integridade da proposta artística e social. Além disso, o Instituto exercerá a função de direção artística, definindo os rumos conceituais do projeto e assegurando a coerência estética e cultural das ações, com base na trajetória e identidade do Boi da Macuca.Naiara Cândido | Direção de ComunicaçãoPublicitária e produtora cultural com mais de 10 anos de experiência em comunicação estratégica e eventos de grande porte. Coordena a comunicação da Macuca desde 2016. Fundadora da produtora Vai Ser Massa e da marca Contém Glitter, atua também como palestrante em branding, economia criativa e empreendedorismo feminino.Possui especializações pela Miami Ad School e Perestroika. Será responsável pelo planejamento e execução de toda a comunicação do projeto. Suas funções incluem a elaboração da identidade visual da circulação, a gestão de redes sociais, a produção de releases e conteúdos acessíveis, além da articulação com veículos de imprensa regionais e nacionais. Também coordenará ações de relacionamento com o público e registro audiovisual das atividades, assegurando ampla visibilidade e difusão qualificada do projeto.Janaísa Cardoso | Produção ExecutivaProdutora cultural com mais de 15 anos de experiência. Atuou na coordenação de grandes eventos como Porto Musical, MIMO, Festival Sonora Visual e exposições de artistas como Jonathas de Andrade, Lourival Batista e Alceu Valença. É responsável pela produção executiva de projetos financiados por editais como Funcultura, Natura Musical e Iphan, trazendo expertise em gestão de projetos complexos.Será responsável pela produção executiva, englobando a acompanhamento de cronogramas, orçamentos, contratos e equipe. Atuará como ponte entre a direção geral, a direção artística e as coordenações setoriais, garantindo que todas as etapas sejam cumpridas dentro dos prazos e das metas. Também acompanhará a prestação de contas e o diálogo com patrocinadores, mantendo a organização documental e financeira do projeto. Alda Lucileide Medeiros de Oliveira | Produção GeralProdutora cultural com sólida atuação em eventos de médio e grande porte, com foco em cultura popular. Integra a equipe do Boi da Macuca desde 2018, tendo atuado na produção dos cortejos de carnaval em Olinda, cortejos juninos na zona rural de Palmeirina, Festival de Inverno de Garanhuns, Festival Macuca das Artes, Forró da Macuca e Festejo Viva Zé. Também participou da produção da marca Contém Glitter no FIG. Possui formação em Letras e pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade de Pernambuco.Será responsável pela produção geral do projeto, atuando na articulação logística, mobilização das equipes, contratação de prestadores de serviço e acompanhamento da execução nos territórios. Fará a ponte entre produção executiva e as coordenações locais, assegurando que os cronogramas e as metas sejam cumpridos com qualidade. Também será responsável pela comunicação direta com as lideranças comunitárias, artistas e oficineiros.Oséas Leão | Maestro de FrevoMaestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano com mais de 30 anos de carreira. É diretor musical da Orquestra do Maestro Oséas, sendo responsável por sua identidade sonora e pela execução ao vivo dos cortejos.No projeto, será o responsável pela direção musical dos desfiles do Boi da Macuca. Coordenará ensaios, repertório, afinações, naipes e dinâmicas da orquestra, além de reger os músicos durante os desfiles. Sua atuação também representa o compromisso do projeto com a salvaguarda do frevo como linguagem tradicional, reforçando a pontuação nos critérios de valorização das culturas populares.Emerson Araújo | Diretor de AlegoriaBrincante e artista popular com trajetória ligada aos cortejos do Boi da Macuca desde a infância. Atuou em diversas formações da equipe de alegorias, notabilizando-se como porta-estandarte e formador de novos brincantes. É também artista de figurino e performance, com experiências em cortejos do Elefante de Olinda e outras manifestações do carnaval de Olinda.No projeto, será o responsável pela direção das alegorias dos cortejos, incluindo a coordenação dos estandartes, personagens e demais elementos cênicos. Também atuará como oficineiro de evolução para porta-estandarte nas ações formativas, compartilhando sua experiência com jovens e novos brincantes. Seu papel contribui diretamente para a salvaguarda da brincadeira de boi como patrimônio imaterial.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.