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PRONAC 2510923Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Minha Arte, Minha Vida - Oficinas de desenho e pintura para pessoas com deficiência

NICANDRO LOIOLA DIAS
Solicitado
R$ 195,3 mil
Aprovado
R$ 179,7 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Programa Rouanet Nordeste 2025
Ano
25

Localização e período

UF principal
CE
Município
Fortaleza
Início
2026-03-01
Término
2026-10-31
Locais de realização (10)
Aracoiaba CearáBaturité CearáCapistrano CearáFortaleza CearáGuaramiranga CearáItapiúna CearáMulungu CearáPacoti CearáPalmácia CearáRedenção

Resumo

O projeto Minha Arte, Minha Vida consiste na realização de oficinas de desenho e pintura acessíveis para pessoas com deficiência em 10 cidades do Ceará, ministradas pelo artista Dias Brasil em parceria com a Associação de Apoio à Inclusão Social de Pessoas com Deficiência de Itapiúna/CE. As atividades incluem formação artística, produção de obras, registro audiovisual em mini-documentário, catálogo acessível e uma exposição final em Fortaleza/CE com palestra sobre acessibilidade, garantindo difusão presencial e online.

Sinopse

1. Oficinas de Desenho e Pintura InclusivasOficinas em 10 cidades do Ceará, destinadas a pessoas com deficiência física e intelectual, especialmente com síndrome de Down, autismo e deficiência visual. As atividades serão conduzidas pelo artista visual e arte-educador Dias Brasil, em parceria com a AAISPDI – Associação de Apoio à Inclusão Social de Pessoas com Deficiência de Itapiúna. Inspiradas na obra da Mestra Dona Francisquinha, referência cultural da Ibiapaba, as oficinas unem práticas de desenho e pintura a metodologias inclusivas, promovendo expressão criativa, fortalecimento da autoestima e valorização da cultura popular cearense.Classificação indicativa: Livre.2. Mini-documentário Produção de um documentário de até 30 minutos que acompanha o processo das oficinas e apresenta depoimentos dos participantes e de seus familiares. O filme registra a potência transformadora da arte inclusiva e será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais, como YouTube e redes sociais, ampliando o alcance e a difusão do projeto. Classificação indicativa: Livre.3. Catálogo Acessível Publicação que reúne as obras criadas nas oficinas, acompanhada de textos que contextualizam o processo artístico e a inspiração na Mestra Dona Francisquinha. O catálogo será disponibilizado em versão digital e em tiragem impressa de 100 exemplares físicos, destinados a bibliotecas públicas das cidades participantes. Com recursos de acessibilidade, o material funcionará como registro permanente da experiência cultural e educativa gerada pelo projeto. Classificação indicativa: Livre.4. Exposição Coletiva e PalestraSerá realizada em Fortaleza uma exposição coletiva com as obras produzidas pelos participantes, apresentação do mini-doc e os resultados do projeto. A mostra contará com recursos de acessibilidade (audiodescrição, legendas das obras em braille, obras táteis, Libras e mediação inclusiva) e transmissão online, garantindo que familiares e comunidades do interior também possam acompanhar. A programação inclui ainda uma palestra sobre acessibilidade cultural, voltada a educadores, produtores e ao público em geral, reforçando o compromisso do projeto com a democratização do acesso à arte.Classificação indicativa: Livre.

Objetivos

Objetivo GeralPromover a inclusão cultural e o desenvolvimento artístico de pessoas com deficiência física e intelectual em 10 municípios do Ceará, por meio da realização de oficinas de desenho e pintura acessíveis, culminando em uma exposição coletiva em Fortaleza/CE, acompanhada de catálogo impresso e digital com recursos de acessibilidade e de um mini-documentário audiovisual com audiodescrição e LIBRAS, assegurando a democratização e descentralização do acesso à arte, a valorização da cultura popular e o fortalecimento de redes locais de inclusão.Objetivo específico- Realizar 20 turmas de oficinas de desenho e pintura inclusivas, sendo 2 por município, em 10 cidades do Ceará (Fortaleza, Itapiúna, Baturité, Guaramiranga, Pacoti, Palmácia, Redenção, Aracoiaba, Capistrano e Mulungu), com até 6 participantes por turma, totalizando 120 beneficiários diretos.- Oferecer formação artística acessível, garantindo 100% de acessibilidade comunicacional e metodológica por meio de recursos como materiais táteis, audiodescrição, linguagem simples e intérprete de Libras quando necessário.- Valorizar a cultura popular nordestina ao apresentar, em todas as oficinas, a trajetória e a obra da Mestra Dona Francisquinha como referência pedagógica e cultural.- Produzir um mini-documentário de até 30 minutos registrando o processo do projeto e o desenvolvimento dos participantes, com legendagem, audiodescrição e Libras, disponibilizado gratuitamente no YouTube e cortes em redes sociais, ampliando o acesso ao conteúdo.- Organizar uma exposição coletiva ao final da realização de todas as oficinas, reunindo trabalhos dos participantes e acompanhada de palestra sobre arte e inclusão, garantindo recursos de acessibilidade (audiodescrição, textos em Braille, mediação em Libras e obras em versão tátil). Além do evento presencial, em um local com acessibilidade arquitetônica, a exposição contará com transmissão online, permitindo que os participantes e suas famílias acompanhem de suas casas.- Produzir e publicar um catálogo contendo registros das obras e das oficinas, com tiragem de 100 exemplares impressos que serão disponibilizados durante a exposição e, posteriormente, destinados a bibliotecas públicas das 10 cidades participantes, o catálogo contará com versão digital compatível com softwares de leitura acessível.- Difundir os resultados do projeto por meio de múltiplas ações: através de uma campanha integrada de comunicação e marketing digital, com forte presença em mídias sociais, veículos especializados e influenciadores de arte, cultura e terapia integrativas complementares, assegurando a circulação dos produtos artísticos e a consolidação da imagem do Maciço de Baturité como território criativo.

Justificativa

O projeto "Minha Arte, Minha Vida" se enquadra nas finalidades da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), em conformidade com o Art. 1º, ao: I _ ampliar o acesso às fontes da cultura nacional, oferecendo oficinas de desenho e pintura acessíveis a pessoas com deficiência em dez municípios cearenses; II _ regionalizar a produção cultural e artística brasileira, ao promover ações formativas em cidades do interior, descentralizando a oferta cultural; III _ proteger e valorizar expressões culturais dos grupos formadores da sociedade, ao dialogar com referências da cultura popular nordestina, como a obra da Mestra Dona Francisquinha; e IV _ apoiar projetos de caráter educativo e cultural, por meio de atividades pedagógicas inclusivas voltadas à formação artística de crianças, adolescentes e adultos com deficiência.Do mesmo modo, o projeto contribui para os objetivos do Art. 3º, ao: I _ possibilitar a todos os cidadãos meios para o livre acesso às fontes da cultura, assegurando que pessoas historicamente excluídas tenham acesso gratuito à formação em artes visuais; II, alínea "c" _ apoiar a realização de exposições públicas, com mostra acessível em Fortaleza e transmissão online; V _ promover a diversidade cultural e a inclusão social, ao integrar PcDs em atividades coletivas de criação e difusão artística; VIII _ valorizar mestres e mestras da cultura popular, utilizando a trajetória da Mestra Dona Francisquinha como referência pedagógica; e IX _ garantir acessibilidade e democratização no acesso às atividades culturais, ao adotar recursos de audiodescrição, Libras, obras táteis e catálogos acessíveis.No Ceará, especialmente em municípios do interior que compõem a Região do Maciço de Baturité, a oferta de atividades culturais inclusivas é extremamente limitada. Pessoas com deficiência física e intelectual enfrentam barreiras atitudinais, comunicacionais e estruturais que restringem sua plena participação na vida cultural. Em Itapiúna, a Associação de Apoio à Inclusão Social de Pessoas com Deficiência (AAISPDI) já desenvolve oficinas de arte com resultados positivos, mas em escala restrita e sem os recursos técnicos necessários para expansão. A carência de iniciativas estruturadas de formação artística que considerem acessibilidade e inclusão evidencia a importância de ampliar o alcance de projetos culturais nessa região.O proponente Dias Brasil, artista visual e arte-educador, possui trajetória consolidada nas artes visuais, tendo realizado exposições no Brasil e no exterior, além de experiências de produção cultural. Desde 2018, dedica-se à arte inclusiva junto a PcDs em instituições como a SAC (Sociedade de Assistência aos Cegos), a APP (Associação Peter Pan), a AAISPDI (Itapiúna) e o Colégio Regina Pacis. Seu histórico no projeto DB7arte comprovou a eficácia de metodologias artísticas que fortalecem autonomia, autoestima e sociabilidade de pessoas com deficiência. Essa experiência qualifica-o a expandir a iniciativa, com base em metodologias acessíveis e em diálogo com referências culturais locais, como a obra da Mestra Dona Francisquinha, guardiã de saberes tradicionais do Ceará.Estudos internacionais reforçam a relevância dessa proposta. A Organização Mundial da Saúde estima que 15% da população mundial vive com algum tipo de deficiência e recomenda a arte como instrumento de inclusão e bem-estar (World Health Organization, World Report on Disability, 2011). Em revisão de literatura, a mesma instituição concluiu que práticas artísticas contribuem de forma significativa para a saúde mental, a cognição e a integração social (Fancourt & Finn, What is the evidence on the role of the arts in improving health and well-being?, WHO, 2019).A literatura científica contemporânea confirma que atividades artísticas têm impactos psicológicos profundos em PcDs. Intervenções de artes visuais promoveram melhora na autoestima, habilidades motoras e expressão emocional em diferentes populações vulneráveis, inclusive pessoas com deficiências físicas e cognitivas (Cheng, Lee & Chen, Frontiers in Psychology, 2023). Estudos baseados na Teoria da Autodeterminação demonstram que ambientes criativos que favorecem autonomia e pertencimento elevam o bem-estar e a motivação intrínseca de pessoas com deficiência intelectual (Michael Wehmeyer, Karrie Shogren & Robert Schalock, Journal of Applied Research in Intellectual Disabilities, 2019). Revisões recentes sobre arteterapia também mostram que a criação artística fortalece autoestima, promove socialização e oferece um senso de pertencimento comunitário (Gail Thompson, Exploring the Benefits of Art Therapy for Individuals with Disabilities, Chrysalis, 2023).No Brasil, pesquisas acadêmicas reforçam esses achados. Andréia Aparecida Vilela (2017) identificou que a pintura melhora autoestima, coordenação motora e consciência cognitiva em crianças com deficiência intelectual. Rafael Schambeck e Ivone Pereira (2023) analisaram a produção científica sobre arte e inclusão, destacando a expressão artística como ferramenta central de integração educacional e social. Patrícia Santos (2018) ressaltou a importância da arte na vida de pessoas com deficiência intelectual atendidas pela APAE, observando os ganhos em autonomia, criatividade e bem-estar. Por fim, Ana Beatriz Varão (2024), em pesquisa da USP sobre museus inclusivos, defendeu o uso de materiais táteis e experiências sensoriais como recursos eficazes de acessibilidade cultural.Essas evidências nacionais e internacionais confirmam que a arte é não apenas uma experiência estética, mas um recurso fundamental para a saúde mental, a inclusão social e a valorização da identidade das pessoas com deficiência.Dessa forma, o projeto "Minha Arte, Minha Vida" busca ampliar oportunidades de formação artística e expressão criativa para PcDs em municípios cearenses, garantindo que tenham acesso à mesma riqueza cultural que historicamente lhes foi negada. Mais do que ensinar técnicas, a proposta cria espaços de convivência, reconhecimento e visibilidade, onde cada participante pode afirmar sua identidade e seu papel na comunidade.Por fim, o projeto contribui para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, fortalecendo seu impacto social e cultural:ODS 4 _ Educação de Qualidade, ao promover oficinas inclusivas de artes em escolas públicas;ODS 10 _ Redução das Desigualdades, ao garantir acesso de PcDs a espaços de criação e difusão artística;ODS 11 _ Cidades e Comunidades Sustentáveis, ao valorizar mestres da cultura popular e fortalecer tradições regionais;ODS 3 _ Saúde e Bem-Estar, ao estimular saúde mental, autoestima e integração social por meio da prática artística.A utilização da Lei de Incentivo à Cultura é, portanto, essencial para viabilizar uma iniciativa que une inclusão social, valorização cultural e fortalecimento de vínculos comunitários, e territoriais, reafirmando a arte como direito de todos, o senso de identidade, ainda mais sendo alinhada a compromissos globais de desenvolvimento sustentável e ao exercício pleno da cidadania cultural.

Estratégia de execução

Mestra Dona FrancisquinhaFrancisca Rodrigues Ramos do Nascimento, conhecida como Mestra Dona Francisquinha, é artesã da tradição da cerâmica no Ceará e reconhecida como Mestra da Cultura Popular. Natural do Sítio Tope, em Viçosa do Ceará, aprendeu a modelar o barro ainda na infância com sua tia, produzindo potes, panelas e utensílios que serviam à vida cotidiana da comunidade. Ao longo das décadas, desenvolveu peças autorais como presépios, baianas e figuras religiosas, transmitindo sua arte às filhas e à comunidade. Sua trajetória une trabalho árduo, fé e dedicação à preservação da “loiça”, tradição que evoluiu para a cerâmica contemporânea com apoio da CEART a partir de 1997.Com a construção do galpão comunitário, Dona Francisquinha fortaleceu a coletividade e inovou em modelos de produção, mantendo vivo um ofício transmitido de geração em geração. Reconhecida oficialmente como Mestra da Cultura, representa o elo entre memória, identidade e resistência cultural, sendo referência pedagógica no projeto Minha Arte, Minha Vida. Sua obra simboliza o poder transformador da arte enquanto sobrevivência, expressão e legado comunitário.Plano de Comunicação – Projeto Minha Arte, Minha Vida1. Estratégia CentralO plano de comunicação foi concebido para destacar o protagonismo do público atendido (PcDs), reforçando o compromisso dos patrocinadores com a inclusão, diversidade e responsabilidade social. O objetivo é garantir ampla visibilidade das marcas apoiadoras, conectando-as a um projeto inovador e de alto impacto cultural e social, em consonância com práticas de ESG e com os critérios de regionalização e democratização de acesso previstos no edital.2. Identidade Visual e Materiais de DivulgaçãoCriação de identidade visual própria do projeto, com manual de aplicação de marca que integrará logotipos dos patrocinadores de forma padronizada.Peças gráficas: cartazes, convites digitais, banners físicos, camisetas e crachás para equipe e participantes.Material acessível: todos os conteúdos visuais terão versões em Libras e legendas; impressos conterão informações em braille.3. Mídia Digital e Redes SociaisCampanha digital nas redes sociais de Dias Brasil, da AAISPDI e dos patrocinadores (com autorização), com publicações semanais mostrando o desenvolvimento das oficinas.Mini-documentário publicado no YouTube e redes sociais, com destaque para os apoiadores nos créditos iniciais e finais.Plataforma digital do projeto: página exclusiva (site ou landing page) com informações, notícias, programação e logotipos dos patrocinadores em destaque.Estratégia de hashtags para aumentar engajamento (#MinhaArteMinhaVida #InclusãoComArte #LeiRouanetNordeste).4. Relações com a ImprensaAssessoria de imprensa especializada para produção de releases e contato com veículos locais, regionais e nacionais.Cobertura jornalística das oficinas (televisão, rádio e jornais impressos locais).Destaque em mídias especializadas em cultura e inclusão (portais de arte, associações de PcDs, revistas de responsabilidade social).Entrevistas com o proponente e parceiros em programas culturais e educativos.5. Programação de Divulgação dos ProdutosOficinas: cobertura fotográfica e audiovisual em tempo real, com postagens nas redes sociais.Exposição em Fortaleza: divulgação em cartazes, convites digitais, anúncios nas redes sociais; patrocinadores destacados em banners físicos e digitais.Palestra sobre acessibilidade cultural: divulgação direcionada a universidades, ONGs e coletivos culturais.Catálogo acessível: logotipos dos patrocinadores aplicados em todas as edições (impressa e digital).Mini-documentário: exibição na abertura da exposição com agradecimento público aos patrocinadores; logotipos nas vinhetas iniciais e finais.6. Contrapartidas de Visibilidade aos PatrocinadoresMarca em todo material de comunicação (impresso, digital e audiovisual).Citação em todas as ações de imprensa.Menção em cerimônias de abertura e encerramento.Presença em relatórios de resultados, com indicadores de impacto cultural, social e de mídia.Integração à estratégia ESG das empresas: patrocinadores poderão usar imagens e resultados do projeto em seus relatórios anuais de sustentabilidade.7. Utilização dos selos de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)O projeto “Minha Arte, Minha Vida” contribui diretamente para os seguintes ODS da ONU e serão utilizados nas peças de divulgação do projeto:ODS 4 – Educação de Qualidade: promove oficinas de artes inclusivas em escolas públicas, eliminando barreiras de acesso para PcDs.ODS 10 – Redução das Desigualdades: empodera pessoas com deficiência através da participação cultural e da valorização de suas produções.ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis: valoriza mestres da cultura popular, como Dona Francisquinha, e fortalece tradições regionais.ODS 3 – Saúde e Bem-Estar: promove benefícios psicológicos e sociais comprovados por meio da prática artística.Esse alinhamento amplia o valor institucional do projeto para patrocinadores, permitindo que a iniciativa seja incorporada aos seus relatórios de sustentabilidade e às metas globais de impacto social.8. Mensuração e RelatóriosRelatório de clipping (registro de matérias em veículos de comunicação).Relatório de engajamento digital (alcance, visualizações, interações em redes sociais).Relatório de impacto social: número de oficinas realizadas, participantes atendidos, acessibilidade garantida, público atingido pela exposição, catálogo e documentário.Todos os relatórios serão entregues também aos patrocinadores, permitindo a comprovação da efetividade do investimento cultural.

Especificação técnica

1. Oficinas de Desenho e Pintura InclusivasQuantidade: 20 turmas em 10 cidades do Ceará.Carga horária: 1 dia de oficina em cada cidade (sábado, período integral), total de 8 horas presenciais por turma.Participantes por turma: até 6 alunos, faixa etária prioritária entre 10 e 16 anos (com exceções para PcDs (Síndrome de down e autistas de até 65 anos).Local de realização: escolas públicas municipais, com acessibilidade mínima garantida (salas no térreo ou com rampas, banheiros adaptados e sinalização).Recursos pedagógicos: papel A3 ecológico (papel semente), tintas guache e acrílica ecológicas, pincéis de diferentes espessuras, carvão, lápis de cor, suportes rígidos; kits individuais para cada participante; pincéis e pranchetas adaptados para PcDs.Metodologia: abordagem prática e inclusiva, inspirada na obra da Mestra Dona Francisquinha; exercícios de observação e criação livre; integração entre técnicas tradicionais e adaptações acessíveis.Equipe: coordenação pedagógica pela presidente da AAISPDI; condução por Dias Brasil; assistentes de oficina; suporte psicológico em Itapiúna para familiares.Acessibilidade: Acompanhamento individualizado para necessidades específicas.Plano Pedagógico das OficinasObjetivo pedagógico geral: desenvolver habilidades expressivas e criativas em pessoas com deficiência, promovendo autonomia, autoestima, socialização e contato com referências culturais locais (Mestra Dona Francisquinha).Objetivos específicos:Estimular a coordenação motora fina e grossa através do desenho e da pintura.Ampliar a percepção visual, tátil e simbólica por meio de exercícios de observação e criação.Proporcionar experiências coletivas que fortaleçam vínculos sociais e senso de pertencimento.Introduzir elementos da cultura popular cearense como inspiração artística.Metodologia:Aulas expositivas curtas com exemplos de obras da Mestra Dona Francisquinha.Exercícios práticos progressivos: traços livres, formas geométricas, desenho de observação, pintura de composição.Atividades adaptadas: pranchas inclinadas, pincéis de cabo grosso, materiais táteis.Incentivo ao processo criativo individual, valorizando resultados singulares.Registro fotográfico das etapas para acompanhamento da evolução de cada participante.Etapas de aprendizagem (1 dia de oficina):Acolhimento (30 min): apresentação da equipe e dos alunos, dinâmica de integração.Exploração inicial (2h): exercícios de traço, textura e cor com materiais adaptados.Referência cultural (1h): breve explanação sobre a Mestra Dona Francisquinha e inspiração em sua obra.Produção principal (3h): criação de desenho ou pintura individual, com acompanhamento.Compartilhamento (1h): roda de conversa sobre os trabalhos, estímulo à autoestima e valorização coletiva.Encerramento (30 min): avaliação da experiência pelos participantes e entrega de certificados simbólicos.Avaliação: qualitativa, baseada na observação do envolvimento, motivação e evolução individual dos participantes, sem caráter competitivo.Apoio complementar: atendimento psicológico para familiares/acompanhantes em Itapiúna; coordenação pedagógica pela presidente da AAISPDI; relatórios das oficinas para acompanhamento institucional.2. Exposição Coletiva e Palestra sobre Acessibilidade CulturalLocal: galeria de arte em Fortaleza (a definir).Duração: 30 dias.Montagem: em torno de 120 obras produzidas nas oficinas, distribuídas em paredes, painéis e cavaletes adaptados à altura de cadeirantes; iluminação difusa e direcionada para realce das cores; sinalização tátil e em braille indicando percurso expositivo.Acessibilidade: audiodescrição gravada para cada obra; legendas descritivas em vídeos; versão tátil de algumas das obras selecionadas; intérprete de Libras no evento de abertura.Atividade complementar: palestra de 2 horas sobre acessibilidade cultural, abordando práticas inclusivas em artes visuais, destinada a educadores, produtores e comunidade.Transmissão: streaming online da abertura e da palestra, garantindo acesso remoto.3. Mini-documentárioFormato: audiovisual em alta definição (Full HD – 1920x1080).Duração: até 30 minutos.Conteúdo: imagens de oficinas, entrevistas com participantes, familiares, oficineiros e coordenação; cenas das obras produzidas e da exposição final.Equipe técnica: Filmmaker e editor contratado; apoio de produção executiva.Acessibilidade: versão com legendas descritivas, audiodescrição e Libras incorporada.Distribuição: hospedagem gratuita no YouTube e redes sociais do proponente e da AAISPDI.4. Catálogo AcessívelFormato impresso: 100 exemplares, 50 páginas, miolo em papel couchê 150g, tamanho A4; impressão colorida em alta resolução.Formato digital: versão em PDF acessível (texto corrido com descrição das imagens, compatível com leitores de tela).Conteúdo: seleção de obras produzidas; textos explicativos sobre as oficinas; contextualização da Mestra Dona Francisquinha como referência cultural; depoimentos de equipe e participantes.Diagramação e tipografia: fonte sem serifa de fácil leitura (Arial ou Verdana, corpo mínimo 12 pt); contraste adequado entre texto e fundo; espaçamento mínimo de 1,5 cm nas margens.Acessibilidade: edição digital com descrição alternativa de todas as imagens; linguagem clara e inclusiva.Distribuição: exemplares destinados a bibliotecas públicas das 10 cidades participantes e à Biblioteca Pública Estadual; versão digital gratuita disponibilizada online.

Acessibilidade

O projeto “Minha Arte, Minha Vida” tem como princípio norteador a democratização do acesso e a inclusão plena das pessoas com deficiência. Todas as etapas foram planejadas em conformidade com o Manual do Proponente e a Instrução Normativa MinC nº 23/2025, contemplando Acessibilidade Física e Acessibilidade de Conteúdo.AÇÃO EDUCATIVA Oficinas de Desenho e Pintura Inclusivasa. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:Para PcD Físico e idosos ou com mobilidade reduzidaDisponibilização de infraestrutura (rampas, elevadores e barras laterais) e adaptação de espaços/equipamentos com o objetivo de priorizar ou facilitar o acesso.Para PcD auditivoSinais viso-motores para Surdos e deficientes auditivos.Para PcD visualPiso tátil para deficientes visuais.Placas de sinalização em brailePara PcD intelectual e TEADisponibilização de cadeiras na primeira fileira para pessoas com TEA e seu acompanhante em locais com iluminação amena, menos barulho ou aglomerações. Disponibilização de protetores auriculares ou fones de ouvido para diminuição de ruído.Disponibilização de óculos escuros para diminuir a exposição à luzb. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:Para PcD visualMaterial de comunicação em letra ampliada para facilitar o uso por pessoas com baixa visão.Audiodescrição para o entendimento pleno em link específico ou aberta: elementos visuais dos exercícios aplicados, descrição física das pessoas.Disponibilização em áudio ou em braile dos materiais impressos que forem usados.Para PcD auditivoProdução de conteúdo em libras digitalTradução do conteúdo falado por um intérprete de LibrasPara PcD intelectual e TEAMaterial didático editado em “Linguagem Simples” (recurso da acessibilidade cognitiva, criado para facilitar a comunicação das pessoas com deficiência intelectual)Monitoria especializada inclusiva ao longo das oficinas com uso de “Linguagem Simples” (recurso da acessibilidade cognitiva, criado para facilitar a comunicação das pessoas com deficiência intelectual)AÇÃO EXPOSITIVA Exposição Coletiva e Palestraa. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:Para PcD Físico e idosos ou com mobilidade reduzidaDisponibilização de infraestrutura (rampas, elevadores e barras laterais) e adaptação de espaços/equipamentos com o objetivo de priorizar ou facilitar o acesso.Reserva de assentos em locais de fácil acesso para facilitar a entrada e saída de pessoas usuárias de cadeiras de rodas ou mobilidade reduzida.Para PcD auditivoSinais viso-motores para Surdos e deficientes auditivos.Para PcD visualPiso tátil para deficientes visuais.Placas de sinalização em brailePara PcD intelectual e TEADisponibilização de cadeiras na primeira fileira para pessoas com TEA e seu acompanhante em locais com iluminação amena, menos barulho ou aglomerações. Fast pass em filas de acesso (acesso pela saída)Disponibilização de protetores auriculares ou fones de ouvido para diminuição de ruído.Disponibilização de óculos escuros para diminuir a exposição à luzDisponibilização de cadeiras na primeira fileira para pessoas com TEA e seu acompanhante em locais com iluminação amena, menos barulho (janelas antirruído) ou aglomerações. Fast pass em filas de acesso (acesso pela saída)b. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:Para PcD visualAudiodescrição do ambiente onde serão realizadas as apresentações (desde o palco até a plateia) que permita o acesso informações importantes para a compreensão do conteúdo, como: elementos do cenário, figurinos e trocas de cenasAudiodescrição das cenas que ocorrerão durante as apresentações (incluindo os diálogos, as movimentações dos atores e as mudanças de cenário) que permita o acesso informações importantes para a compreensão do conteúdo, como: elementos do cenário, figurinos e trocas de cenasVisita ao cenário: 30 minutos antes do início da peça, pessoas cegas e com baixa visão são convidadas para subir no palco e tocar o cenário orientadas por profissional de audiodescrição;Para PcD AuditivoProfissionais Intérpretes e tradutores em Libras capacitados para inclusão de ouvintes nos contextos da Cultura Surda e acesso dos Surdos em produções culturais em linguagem fonética.Legendagem oculta (Closed caption) para pessoas com deficiência auditiva ou Surdas, salvo se beneficiado não alcançar a linguagem da legenda.Para PcD intelectual e TEAMonitoria especializada inclusiva ao longo das oficinas com uso de “Linguagem Simples” (recurso da acessibilidade cognitiva, criado para facilitar a comunicação das pessoas com deficiência intelectual)Monitoria especializada inclusiva. (proteção de sons altos, luzes fortes e multidões para pessoas no caso de pessoas TEA)Além disso, o projeto prevê a presença de profissionais de apoio pedagógico inclusivo com experiência em cada oficina, bem como a oferta de apoio psicológico para familiares e acompanhantes durante a realização das atividades. Essa medida amplia o impacto social, promovendo acolhimento e bem-estar para todo o núcleo familiar envolvido, e reconhecendo o papel fundamental da rede de apoio no processo de inclusão.Com esse conjunto de medidas, o projeto cumpre a legislação e vai além das exigências mínimas, estruturando um ambiente cultural verdadeiramente inclusivo. A acessibilidade deixa de ser tratada como obrigação e passa a ser entendida como princípio norteador do fazer cultural, garantindo que a arte seja vivida, compreendida e celebrada por todas, todes e todos.

Democratização do acesso

O projeto “Minha Arte, Minha Vida” assegura a plena democratização do acesso, tanto na etapa formativa quanto na difusão dos resultados, em alinhamento com os princípios da Lei Rouanet e da Instrução Normativa MinC nº 23/2025.Oficinas gratuitas – Todas as 20 turmas de oficinas de desenho e pintura serão oferecidas gratuitamente em escolas públicas municipais das 10 cidades participantes, com vagas destinadas prioritariamente a pessoas com deficiência intelectual, física, visual e síndromes associadas, sem qualquer custo para os beneficiados.Mini-documentário – O registro audiovisual de até 30 minutos será publicado gratuitamente em plataformas digitais abertas (YouTube e redes sociais), ampliando a difusão e permitindo que o processo seja acessado por comunidades locais, pesquisadores, professores e demais interessados no tema.Catálogo acessível – Será produzido um catálogo com versão digital gratuita (de livre acesso em plataforma online) e versão física com tiragem de 200 exemplares destinados a bibliotecas públicas das cidades participantes, garantindo que os conteúdos permaneçam disponíveis como material de consulta e memória cultural.Exposição final – A mostra coletiva em Fortaleza terá entrada totalmente gratuita e contará com recursos de acessibilidade (audiodescrição, Libras, catálogo acessível). Além da presença física, o evento será transmitido ao vivo pela internet, garantindo o acompanhamento remoto por participantes, familiares e público em geral.Ampliação de acesso – O projeto adotará ainda medidas complementares de democratização, tais como:Mediação inclusiva na exposição, com visitas guiadas gratuitas e recursos sensoriais;Disponibilização do material audiovisual em versões legendadas e com audiodescrição, ampliando a fruição por pessoas com deficiência auditiva e visual.Em conformidade com a legislação, nenhum dos produtos culturais gerados pelo projeto será comercializado. Oficinas, exposição, catálogo e documentário terão acesso universal e gratuito, reafirmando o caráter público do investimento realizado via mecanismo de incentivo fiscal.Ademais, a proposta promove descentralização efetiva do acesso cultural ao levar atividades e produtos artísticos diretamente às comunidades do Maciço de Baturité, as quais muitas vezes não têm acesso à ações como esta, ao reduzir a necessidade de deslocamento à capital. Desta forma, o projeto reconhece as barreiras geográficas impostas, pois o relevo serrano traz dificuldades de locomoção, o que acaba afetando até mesmo a oferta reduzida de profissionais qualificados e serviços culturais nessas localidades. Nesse sentido, as ações adotam estratégias itinerantes adaptadas ao contexto para superar obstáculos logísticos. Prioriza ainda o engajamento de comunidades tradicionais, camponesas e quilombolas presentes nos territórios impactados, podendo até mesmo incorporar seus saberes e processos pedagógicos, de modo a assegurar que produtos culturais possam retornar como memória e recursos para entidades locais de valorização da identidade cultural. Assim, a democratização de acesso é assegurada não apenas pela gratuidade, mas também pela adoção de estratégias digitais, acessibilidade comunicacional, circulação territorial e integração comunitária, garantindo que os resultados do projeto alcancem o maior número possível de pessoas, em diferentes formatos e plataformas.

Ficha técnica

Atendendo ao critério de Promoção do protagonismo, cidadania e diversidade cultural, a equipe é composta majoritariamente por mulheres, que ocupam funções de liderança e execução nas áreas de coordenação pedagógica, produção executiva, marketing e comunicação, psicologia e assistência de oficinas. Essa escolha fortalece a representatividade feminina no campo da cultura e reafirma o compromisso do projeto com a equidade de gênero, a valorização de minorias e a construção de uma gestão inclusiva e diversa.Dias Brasil – Proponente /Coordenador Geral / Oficineiro Artista visual, arte-educador e produtor cultural com mais de 15 anos de atuação em desenho, pintura e escultura. Desenvolve projetos de arte inclusiva para PcDs desde 2018, como Cores da Arte e DB7arte, em parceria com instituições como SAC, APP, AAISPDI e Colégio Regina Pacis. No projeto, é responsável pela propositura, gestão executiva e condução das oficinas de desenho e pintura.Egirlania Maria Ferreira Soares – Coordenação Pedagógica Licenciada em Educação pela UECE e UVA, com especialização em Coordenação Pedagógica (UFC). Presidente da Associação de Apoio à Inclusão Social de Pessoas com Deficiência de Itapiúna (AAISPDI). Possui mais de 20 anos de experiência docente e 10 anos em projetos inclusivos para PcDs. No projeto, supervisiona metodologias pedagógicas e acompanha a execução das oficinas.Julia Janay da Silva Lima – Psicóloga Psicóloga formada pelo Centro Universitário Católica de Quixadá, com especializações em Neuropsicopedagogia, Docência do Ensino Superior e Saúde Mental. Atua no CREAS e NAPS em Baturité e Itapiúna, com experiência em CAPS e UBSs. No projeto, oferece suporte psicológico, com atenção especial a familiares e acompanhantes dos participantes PcDs.Agda Hélene Ferreira Soares – Assistente de Produção Executiva Graduanda em Enfermagem pela Universidade do Maciço de Baturité. Professora do Programa Brasil Alfabetizado e voluntária da AAISPDI. Experiência em projetos comunitários e educacionais. No projeto, apoia a execução administrativa, relatórios, registros e logística de atividades.Francisca Claudiana Garcia Cosme – Assistente de Oficina (Itapiúna) Graduanda em Pedagogia pela Universidade do Maciço de Baturité. Voluntária da AAISPDI, atuando em atividades educativas, culturais e de inclusão, com experiência também em conselhos comunitários (criança e adolescente, PcD e mulher). No projeto, auxilia diretamente nas oficinas, apoiando participantes e equipe técnica.Morgana Staskoviak – Coordenação de Marketing e Comunicação Produtora cultural e diretora de marketing da artista Camaleoa. Experiência em comunicação digital, gestão de redes sociais, campanhas culturais e relacionamento com patrocinadores e imprensa. No projeto, coordena a divulgação, a identidade visual e os conteúdos acessíveis (legendas, Libras e audiodescrição).Equipe de Produção Local, Acessibilidade / Intérpretes de Libras / Audiodescritores /Serão selecionados na etapa de pré-produção, profissionais especializados em comunicação inclusiva, com experiência em eventos culturais e educacionais. No projeto, assegura recursos de acessibilidade física e de conteúdo, incluindo Libras, audiodescrição, braille, legendas descritivas e mediação sensorial, garantindo plena democratização do acesso.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

Ceará