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O III Encontro de Mulheridades do Circo no Nordeste é um evento imersivo protagonizado por artistas circenses dos nove estados da região. Realizado em setembro de 2026, em Sumé, Serra Branca e Monteiro (Cariri Paraibano), reunirá 30 participantes em quatro dias de atividades formativas. A programação externa inclui três apresentações composta de números circenses, gratuitas em espaço público, cada uma precedida de cortejo artístico e show com mestra da cultura popular.
O III Encontro de Mulheridades do Circo no Nordeste é um evento imersivo dedicado ao fortalecimento, articulação e visibilidade das trajetórias de mulheridades circenses da região. Realizado ao longo de quatro dias nos municípios de Sumé, Serra Branca e Monteiro (PB), reunirá 30 artistas selecionadas por edital público, assegurando diversidade de experiências artísticas e representatividade territorial.A programação inclui ações formativas exclusivas para as participantes, em ambiente de trocas horizontais, criação e fortalecimento de redes e atividades externas abertas ao público, na forma de contrapartida social. As apresentações incluem três espetáculos gratuitos em espaços acessíveis, cada um precedido por cortejo artístico e show de mestra da cultura popular, todos com classificação indicativa livre, favorecendo o acesso de públicos variados, incluindo crianças e famílias.O evento reafirma seu compromisso com a inclusão: contará com divulgação acessível, intérpretes de Libras em todas as ações abertas, infraestrutura adaptada para pessoas com deficiência motora ou mobilidade reduzida e espaço de acolhimento com arte-educadoras para garantir a participação de mães artistas.Como ação complementar de registro e difusão, será produzido documentário acessível de 20 minutos, reunindo depoimentos, oficinas, ações públicas e momentos-chave do evento. O material será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais com audiodescrição, legenda descritiva e janela de Libras.Alinhado à formação e à valorização das mulheridades circenses, a terceira edição do Encontro consolida-se como um espaço de resistência e protagonismo para artistas naturais, residentes ou em itinerância pela região nordeste.
OBJETIVO GERAL:Contribuir para a profissionalização de mulheridades circenses da região Nordeste por meio de uma formação imersiva que fortaleça suas trajetórias, amplie competências técnicas e artísticas e estimule redes de colaboração. O projeto reafirma o compromisso de descentralizar e regionalizar o investimento cultural, ao reunir 30 participantes em quatro dias de atividades formativas internas (Sumé - PB) e promover ações externas abertas ao público — espetáculos, cortejos e shows com mestras da cultura popular (Sumé, Serra Branca e zona rural de Monteiro - PB). OBJETIVOS ESPECÍFICOS:Produto: FORMAÇÃO IMERSIVADisponibilizar 30 vagas gratuitas, por meio de edital de convocação, para formação imersiva em Sumé (PB), voltada a mulheridades circenses naturais, residentes ou em itinerância pela região Nordeste. As atividades incluem duas oficinas: Riso como Enfrentamento (Felícia de Castro _ 12h + exibição do vídeo-espetáculo) e Criação de Número Circense (Fran Marinho e Maria Ísis _ 12h). O evento totaliza 24h de formação, sendo que cada participante cursará 12h em uma das oficinas. Artistas e facilitadoras receberão certificados. Será garantida ajuda de custo proporcional à distância em três faixas: até 500 km, até 1000 km e acima de 1000 km, assegurando condições de participação. No mínimo 20 vagas serão destinadas a artistas do interior dos estados da região, além de pelo menos duas de cada um dos nove estados. Caso esse quantitativo não seja atingido, as vagas reservadas serão redistribuídas, preservando o compromisso com a representatividade territorial.Produto Contrapartida: APRESENTAÇÕES ARTÍSTICASRealizar três espetáculos circenses gratuitos e acessíveis em espaços públicos nos municípios de Sumé, Serra Branca e Monteiro (PB), este último na Comunidade Santa Catarina, no Complexo Turístico Zabé da Loca. Cada apresentação será precedida por cortejo artístico com as participantes do encontro e contará com show de uma mestra da cultura popular. Os espetáculos serão formados a partir dos números apresentados pelas artistas selecionadas e contarão com direção artística dedicada a articular essas criações em uma composição coletiva, assegurando coesão dramatúrgica e fluidez cênica. Todos os espetáculos contarão com estrutura para acrobacia aérea, com acompanhamento de técnico e assistente especializados em segurança (NR-35).
O III Encontro de Mulheridades do Circo no Nordeste é voltado à profissionalização de artistas circenses dessa região, especialmente de localidades descentralizadas. O conceito de "mulheridades", adotado pelo projeto, não se limita à definição biológica de mulher, abrangendo múltiplas expressões identitárias de gênero. A proposta parte do reconhecimento das desigualdades que atravessam o acesso à formação técnica e à permanência no campo das artes circenses.A primeira edição, realizada em 2024, reuniu 28 artistas circenses da região em programação imersiva com 20 horas de formação e apresentações abertas, alcançando mais de mil pessoas. Entre as participantes, metade atuava como artistas de rua — incluindo cicloviajantes — ou integrava circos itinerantes de lona, compondo um panorama diverso das práticas circenses populares. Do ponto de vista racial, metade se autodeclarou parda ou negra, reafirmando a importância de iniciativas que assegurem representatividade e equidade. Essa experiência inaugural evidenciou a urgência de consolidar o Encontro como território de formação, criação e visibilidade para artistas do circo no Nordeste. A segunda edição (prevista para 18 a 21 de setembro de 2025, em Sumé - PB) foi aprovada no Edital de Fomento nº 0013/2025 com recursos da PNAB (Lei nº 14.399/2022) e do FIC (Fundo de Incentivo à Cultura - Augusto dos Anjos), Secretaria da Cultura, Governo do Estado da Paraíba.Em 2026, o projeto amplia sua abrangência e oferece 30 vagas, mediante edital público, para formação imersiva em Sumé (PB), com 24 horas de ações formativas divididas em duas oficinas de 12h cada. Será garantida representatividade territorial, com a reserva de 20 vagas para artistas do interior da região e ao menos duas artistas de cada estado. Caso o número mínimo não seja atingido, as vagas serão redistribuídas, sempre alinhadas ao compromisso com a descentralização e a regionalização da produção cultural e artística (Art. 1º, II). O processo seletivo priorizará a diversidade, com atenção a mulheridades com deficiência, negras, indígenas, mães solo, de circo itinerante, cicloviajantes e artistas de rua (Art. 1º, III e IV).As ações externas compreendem três espetáculos circenses gratuitos e acessíveis em Sumé, Serra Branca e Monteiro (PB), cada um precedido por cortejo artístico e show de mestra da cultura popular paraibana, assegurando o livre acesso à cultura (Art. 1º, I; Art. 3º, IV, a), a valorização das manifestações culturais (Art. 1º, III) e a priorização do produto cultural originário do país (Art. 1º, IX). Todas as apresentações contarão com estrutura de aéreos instalada em praça pública, com acompanhamento de técnico e assistente especializados em segurança (NR-35).A atuação das mulheridades no circo segue marcada por diferentes formas de vulnerabilidade: precarização, falta de acesso à formação continuada, escassez de redes de apoio, atravessamentos pela violência de gênero e também pela escolha de um modo de vida não convencional — como a itinerância e o afastamento de centros urbanos — que dificulta o acesso a políticas públicas, cuidados de saúde, vínculos familiares e oportunidades de inserção em redes de proteção e fomento. Em 2023 e 2024, os feminicídios das artistas circenses Julieta Hernández, no Amazonas, e Carolina López, no Rio de Janeiro, ambas cicloviajantes, escancararam o risco real que recai sobre mulheridades que circulam sozinhas com seus ofícios. No mesmo período, um caso de violência em um circo itinerante no Maranhão, onde uma artista foi estuprada durante um assalto ao local, expôs a fragilidade das estruturas de segurança que cercam o cotidiano de mulheridades do circo. Esses episódios evidenciam a urgência de estruturas que protejam, fortaleçam e deem visibilidade a essas trajetórias.Nesse sentido, o Encontro articula formação e intercâmbios coletivos para empoderamento das mulheridades por meio do acesso ao conhecimento e vivências comunitárias. A realização do projeto atende aos objetivos previstos no Art. 3º da Lei nº 8.313/91, ao oferecer formação técnica de caráter imersivo (I, c), fomentar a produção e circulação artística por meio de espetáculos (II, e) e propor ação estratégica de fortalecimento de grupos sociais específicos (V, c).Uma das apresentações acontecerá no Complexo Turístico Zabé da Loca (Comunidade Santa Catarina, Monteiro - PB), território de memória da mestra pifeira Zabé, reforçando os incisos II, III e VIII do Art. 1º e o Art. 3º (IV, a), ao articular patrimônio, memória e fruição pública.Como ação complementar, haverá registro e difusão audiovisual em documentário de 20 minutos, disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais, ampliando o alcance das experiências e contribuindo para a memória cultural e para a formação de novas gerações (Art. 3º, II, a) . A presença das mestras da cultura popular promove encontro intergeracional e valorização dos modos de fazer (Art. 1º, V).Diante disso, o uso do Mecanismo de Incentivo à Cultura é essencial para viabilizar uma ação que descentraliza o acesso, qualifica a formação, fortalece trajetórias e promove circulação artística por meio da arte circense, preservando e difundindo referenciais da cultura popular da região nordeste.
Como estratégia de acessibilidade, será realizado um curso remoto de sensibilização em acessibilidade cultural, com carga horária de 6 horas, voltado à equipe técnica, produtoras e facilitadoras. Ministrado por Andressa Cabral, profissional especializada no contexto de acessibilidade nas artes circenses, o curso combinará exposição dialogada, materiais acessíveis e exercícios práticos, tratando de temas como capacitismo, cultura do acesso, barreiras atitudinais e planejamento de recursos de acessibilidade ao longo das fases do projeto. A formação integra a etapa de pré-produção e tem como objetivo fortalecer práticas inclusivas no atendimento e mediação cultural, contribuindo para um ambiente mais acolhedor e acessível.Será também produzido um documentário de 20 minutos, em resolução Full HD, reunindo registros das oficinas, apresentações e bastidores. O material contará com audiodescrição, legendas e janela de Libras, sendo disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais como YouTube e Vimeo, ampliando a difusão das experiências e a memória do evento.O projeto contará com uma consultoria socioambiental presencial durante o Encontro, que acompanhará toda a execução e orientará equipe e participantes na adoção de práticas sustentáveis. As ações incluem separação de resíduos recicláveis e orgânicos, com destinação adequada por meio de catadores e cooperativas locais; eliminação de plásticos descartáveis nas refeições, priorizando utensílios reutilizáveis; oferta de água em bombonas coletivas; e reaproveitamento de materiais de comunicação visual, como banners, em ações pedagógicas e cenográficas. Também serão realizados alinhamentos coletivos sobre o cuidado com os espaços ocupados, o uso consciente da água — especialmente relevante no contexto do semiárido paraibano — e a valorização da agricultura familiar no fornecimento de alimentos.Essas medidas, embora não componham os produtos principais, reforçam o compromisso do projeto com a inclusão, a sustentabilidade e a democratização cultural, ampliando o impacto territorial e social da proposta.INFORMAÇÕES: Orçamento do ProjetoProduto Principal: EncontroPré-ProduçãoProfissional Designer - Refere-se a Identidade Visual do Projeto - Conforme valor de mercadoProduçãoConsultoria Técnica - Refere-se a Consultoria Socioambiental Agente Educativa: Instrutora - Referente à oficina de Felícia de Castro "Riso como Enfrentamento" 12hAgente Educativa: Oficineira - Refere-se à oficina de Criação de Números Circenses com Fran Marinho e Maria IsisAgente Comunitário Local de Cultura - Refere-se a Visita Guiada + Almoço no Complexo Turístico Memorial Zabé da Loca - Valor de R$80,00 por pessoa - 50 pessoas Equipamento (Aluguel) - Refere-se a Locação Estrutura Aéreos + Montagem/Desmontagem Artista Performático Circense - Refere-se a Artistas Selecionadas:Ajuda de Custo - Até 500km - R$ 300 p/pessoa - 15 pessoasAjuda de Custo - Até 1000km - R$ 500 p/pessoa - 10 pessoasAjuda de Custo - Mais de 1000km - R$ 800 p/pessoa - 5 pessoasRegistro Videográfico - Coordenação e Montagem audiovisual - VideomakerAssistentes - Refere-se a Assistentes - Registro Audiovisual durante todo o encontro - VideomakerAgente Educativo Arte Educadora - Refere-se a Recreadoras/Arte Educadoras/Cuidadoras de criançasPós-ProduçãoCoordenador do Projeto - Refere-se a Controller/P/ Prestação de ContasProduto: Apresentação CênicaPré-ProduçãoProfissional Designer - Refere-se a Identidade Visual do Projeto - Conforme valor de mercadoProduçãoEquipamento (Aluguel) - Refere-se a Locação Estrutura Aéreos + Montagem/DesmontagemEquipamento de som e operador - Referente a locação de equipamento de som e luz + técnico - Conforme valor de mercadoBanda/Grupo nacional - Refere-se a Show Musical - Mestra da Cultura Popular - Conforme valor de mercadoProfissional de Apoio: Segurança -Refere-se a Coordenação Técnica segurança nas alturas NR35 - ApresentaçãoAssistentes - Refere-se a Assistente Técnico de Segurança - Apresentação DocumentosProponente:Declaração do Poder Executivo Municipal ou Estadual - CND Municipal, Estadual, Criminal, Falência, Certidão Negativa Correcional - Entes Privados (ePAD, CGU-PJ, CEIS, CNEP e CEPIM)Proposta:Cronograma de Execução Programático - Anexo Oficina - Conteúdo ProgramáticoNovo plano de distribuição de produtos culturais - Portfólio Felícia de CastroMemorial descritivo detalhado, assinado pelo autor da proposta - Portfólio I e II edição do Encontro de Mulheridades do Circo no NordesteMateriais diversos que comprovem a atuação do candidato - Portfólio Milena MedeirosListagem dos bens caso a proposta vise identificação, documentação e inventário de bem material - Portfólio Maracult Produções Acessíveis - Andressa CabralLevantamento arquitetônico completo, especificando possiveis danos existentes ao bem tombado. - Portfólio Mariana Velcic e Nyka BarrosJogo completo e detalhado das propostas arquitetônicas e complementares da intervenção - Portfólio Maria ÍsisInventário do acervo e parecer ou laudo técnico sobre o acervo - Portfólio Fran Marinho
Produto: FORMAÇÃO IMERSIVAAs atividades formativas do III Encontro de Mulheridades do Circo no Nordeste reúnem 30 participantes selecionadas por edital de convocação, voltado para artistas naturais, residentes ou em itinerância pela região nordeste. A proposta tem como base a linguagem circense enquanto expressão enraizada nas culturas populares e nas práticas coletivas que preservam e reinventam saberes tradicionais e modos de fazer vinculados à arte do circo.Com carga horária total de 24 horas, a programação combina oficinas, conforme detalhado a seguir.Serão realizadas duas oficinas de 12 horas, divididas em três módulos de 4 horas cada, ao longo de três dias consecutivos. As oficinas acontecerão simultaneamente; cada participante escolherá no ato da inscrição qual oficina integrar, sendo organizadas em dois grupos de 15 pessoas aproximadamente.Todas as atividades formativas são gratuitas e contam com emissão de certificado de participação integral. As informações específicas de cada oficina — beneficiárias, objetivos, metodologia, conteúdo programático, recursos e carga horária — estão descritas detalhadamente em documento anexo.(1) “Riso como Enfrentamento” (carga horária de 12h), com Felícia de Castro, que propõe o riso como linguagem poética, política e ritualística. Através de práticas corporais, vocais e simbólicas — como danças brasileiras, cantos, jogos teatrais e expressões do grotesco — a oficina ativa a escuta, a memória e a potência criativa do riso como forma de cuidado. Serão trabalhadas dinâmicas de criação que envolvem a coragem de sustentar a vulnerabilidade como potência cênica, a escuta profunda, a organicidade e o encontro. Voz, canções, dança das emoções e arte-ritual atravessam toda a experiência, além de práticas como a dança butoh e danças brasileiras. A oficina propõe um mergulho sensível na autenticidade de cada corpo-criador e em suas formas de sustentar presença, imaginar e rir como ato de afirmação. A oficina incluirá a exibição comentada do vídeo-espetáculo “Tudo que Você Precisa é Amor” e performance autoral, conectando experiências artísticas que dialogam com os conteúdos trabalhados na oficina.(2) “Direção de Número Circense” (carga horária de 12h), conduzida por duas artistas com ampla experiência nas áreas de palhaçaria (Fran Marinho) e acrobacias aéreas e de solo (Maria Ísis), é voltada à estruturação dramatúrgica e cênica de números em processo ou em fase de reelaboração. Como etapa preparatória, as participantes selecionadas deverão enviar, no momento do edital de convocação, um vídeo com o número em desenvolvimento ou com registros de criações anteriores. Esse material servirá como triagem para garantir a pertinência da proposta à trajetória de cada participante e para permitir a distribuição equilibrada entre os núcleos de linguagem. Durante a oficina, as artistas serão acompanhadas individualmente pelas facilitadoras. O foco será o aprofundamento técnico e cênico dos números apresentados, com sessões de direção individual para cada artista e atividades específicas por linguagem. Ao final, será realizada uma apresentação interna dos números em processo, seguida de uma roda de devolutivas coletiva com foco em aprimoramento dramatúrgico, direção e composição cênica.As oficinas acontecerão em espaços amplos e arejados, com equipamentos de som disponíveis. A oficina de “Direção de Número Circense” contará com estrutura de ancoragem para aparelhos aéreos, colchão e tatames. Produto contrapartida social: APRESENTAÇÕES ARTÍSTICASAs ações abertas ao público incluem três espetáculos gratuitos, com classificação indicativa livre e direção artística responsável por integrar e organizar os números apresentados pelas artistas selecionadas, assegurando unidade estética e fluidez cênica. Serão realizados em espaços públicos: praça central de Sumé, praça central de Serra Branca e na Comunidade Santa Catarina, em Monteiro (PB). Todos os locais contarão com iluminação e sonorização profissional e espaço de apresentação em nível do solo. Cada espetáculo será precedido por cortejo artístico com todas as participantes, configurando uma intervenção performática em espaço aberto, fortalecendo a relação entre arte e território, além de um show com uma mestra da cultura popular. A estrutura para acrobacias aéreas será montada em todas as apresentações, acompanhada por técnico e assistente de segurança (NR-35). Todos os eventos abertos ao público contarão com intérpretes de Libras, áreas reservadas para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, disponibilidade de abafadores sonoros, além de transporte acessível para as artistas participantes até o local da apresentação.
O III Encontro de Mulheridades do Circo no Nordeste assume um compromisso efetivo com a acessibilidade, garantindo que todas as suas atividades, produtos e espaços sejam inclusivos para pessoas com deficiência. O evento contempla medidas de acessibilidade arquitetônica, comunicacional, atitudinal e cultural, para assegurar ampla participação tanto das artistas, quanto do público.A acessibilidade do evento imersivo será garantida para participantes com deficiência motora e auditiva, começando pela escolha de um local com infraestrutura adaptada, incluindo quartos e espaços comuns acessíveis, rampas de acesso, portas largas e sinalização visual. Todas as oficinas contarão com intérprete de Libras no caso de participantes deficientes auditivas, além de espaços organizados com assentos prioritários e infraestrutura adequada para as atividades. No processo de seleção, no mínimo três vagas serão destinadas a artistas com deficiência. O formulário de inscrição será acessível, com versão em Libras e campo específico para que cada participante possa informar suas necessidades de acessibilidade, tanto na hospedagem quanto nas atividades. Também serão aceitas inscrições em Libras.Para garantir deslocamento seguro e adequado, o evento oferecerá transporte acessível entre o alojamento e os locais das apresentações, de forma que artistas com deficiência tenham mobilidade durante a programação. As apresentações seguirão um padrão de acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva, motora ou mobilidade reduzida, com adequação dos espaços cênicos para garantir autonomia, conforto e segurança às artistas participantes. Todos os espetáculos abertos ao público terão intérprete de Libras, áreas reservadas para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, abafadores sonoros e kits de regulação sensorial disponíveis para neurodivergentes. Os materiais gráficos de divulgação seguirão princípios de acessibilidade comunicacional, com QR Code que direciona a vídeos com interpretação em Libras, além de conteúdos digitais com texto alternativo para leitores de tela e legendas. Os vídeos de divulgação incluirão legendas e janela com interpretação em Libras.Com essas medidas, o III Encontro de Mulheridades do Circo no Nordeste afirma seu compromisso com a democratização do acesso à cultura, assegurando que pessoas com deficiência participem integralmente do evento, tanto artistas quanto o público. O projeto segue as diretrizes de acessibilidade estabelecidas pela Instrução Normativa do MinC nº 23/2025 e pela Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência).
O III Encontro de Mulheridades do Circo no Nordeste garante acesso amplo e diverso às suas ações culturais, em conformidade com os artigos 46 e 47 da Instrução Normativa nº 23/2025 do MinC.A formação imersiva gratuita, eixo central do projeto, atenderá 30 artistas circenses da região Nordeste, priorizando aquelas em situação de vulnerabilidade — como artistas de rua, circos itinerantes de pequeno e médio porte (capacidade de até 200 espectadores) e aquelas em circulação independente, como cicloviajantes (Art. 47, IX). Todas as participantes terão assegurados hospedagem, alimentação e ajuda de custo proporcional à distância de deslocamento, criando condições reais de participação e permanência (Art. 47, II e X). No mínimo três vagas serão destinadas a artistas com deficiência física ou auditiva, e o processo seletivo contará com formulário acessível, incluindo versão em Libras e possibilidade de inscrição em vídeo (para pessoas não letradas) e em língua brasileira de sinais (para deficientes auditivas).As ações externas contemplam três espetáculos gratuitos e acessíveis em espaços públicos, nos municípios de Sumé, Serra Branca e Monteiro (PB). Cada apresentação será antecedida por cortejo artístico em via pública e contará com show de mestra da cultura popular, garantindo fruição cultural espontânea e fortalecendo o vínculo entre arte e território (Art. 47, V). Medidas de democratização de acesso às ações abertas serão garantidas em conformidade com o Art. 46, com estimativa de público presencial de aproximadamente 2 mil pessoasPara ampliar o alcance e a difusão das experiências do evento, como ação complementar, será produzido um documentário de 20 minutos com acessibilidade (janela de Libras, legenda descritiva e audiodescrição), disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais como YouTube e Vimeo (Art. 47, III). Haverá conteúdo impulsionado em redes sociais (antes, durante e após o evento) e apoio da assessoria de imprensa. Estima-se alcançar entre 8 mil e 12 mil visualizações completas do documentário nas plataformas digitais. As visualizações parciais devem ultrapassar 30 mil acessos, considerando públicos engajados com o tema e alcance nacional das ações de comunicação.
Cotidiana Produções Ltda (ME) – Proponente – Coordenação Geral e Controller - Guadalupe Merki: Mulher cis, branca, bissexual, 37 anos.Empresa especializada na elaboração e produção de projetos culturais, com foco nas artes circenses e em iniciativas de inovação e democratização do acesso à cultura. Atua em diferentes regiões do Brasil, com destaque para projetos realizados no interior e em territórios periféricos, abrangendo estados como Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Amazonas, Pará, São Paulo, entre outros.Fundada por Guadalupe Merki, produtora com sólida experiência em gestão de projetos, possui formação em Administração de Empresas, Economia e Gestão das Organizações (Argentina), é graduanda em Ciências Contábeis (Anhanguera) e pós-graduanda em Gestão e Produção Cultural (UEPB).Iniciou sua trajetória na produção cultural em 2017, com a Cia Pé de Cana (SP), participando da criação e execução de projetos artísticos e culturais. Em 2018, coordenou a circulação independente “Mambembes”, que percorreu onze estados do Brasil com apresentações de rua e oficinas de técnicas circenses. De 2019 a 2021, integrou a Cia TrupeÇando (PB), atuando na produção do espetáculo “Perfeitamente ImperfeitoS”. Coordenou o projeto “TrupeÇando nos Cariris” (Funarte) e idealizou eventos como o Festival Pé de Cana (SP), SóRisos – Encontro de Palhaços Nordestinos (PB), Na Rua Tem Arte (PB), o I Encontro de Mulheridades do Circo no Nordeste (LPG-PB) e a II edição, realizada com recursos da PNAB-PB e do FIC – Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos.Nyka Barros – Coordenação PedagógicaMulher cis, branca, heterossexual, 41 anosDoutoranda em Artes Cênicas pela UFBA, mestre em Artes Cênicas pela UFRN e licenciada em Teatro pela UFPB. Iniciou sua carreira artística aos 13 anos em festivais na Paraíba. Aos 15 anos, foi premiada como melhor atriz na Mostra Estadual do Theatro Santa Roza. Desde os 18, atua como arte-educadora em instituições como Teatro Ednaldo do Egypto, Espaço Argonautas e FUNESC, onde lecionou por três anos. Foi professora substituta do Departamento de Artes Cênicas da UFPB, com projetos de pesquisa e extensão, e atuou no Programa Residência Pedagógica. Coordena o Centro Cultural Piollin, é tutora da Licenciatura em Teatro EAD da UFBA e ministra oficinas em palhaçaria, bufonaria, improvisação e teatro físico, para públicos de bebês a idosos. Desenvolve pesquisa prática em bufonaria voltada para mulheres e dirige espetáculos em teatro e audiovisual.Mariana Velcic – Produção Executiva Mulher cis, branca, bissexual, 41 anosProdutora cultural, artista circense e arte-educadora na Paraíba. Trabalha com bambolês, bolas de contato e comicidade desde 2015. Atuou como arte-educadora em escolas públicas de Itumbiara (GO) em 2023 e 2024. De 2018 a 2020, viveu de forma itinerante na Bahia, RN e PB. No RN, integrou a Setorial de Circo e colaborou na escrita de projetos na Lei Aldir Blanc. Na PB, atuou nos projetos Na Rua Tem Arte, Caravana Interatos, I e II Encontro de Mulheridades do Circo no Nordeste. Doutora em Geociências (Unicamp) e licencianda em Artes Visuais (Unifatecie/GO), com formação complementar em produção cultural, acessibilidade, editais e prestação de contas.Felícia de Castro – Facilitadora da Oficina “Riso como Enfrentamento” (12h)Mulher cis, negra, bissexual, 50 anosPalhaça, atriz, diretora e arte-educadora, mestra em Artes Cênicas pela UFBA. Iniciada na palhaçaria em 1999 no Lume Teatro (Campinas/SP), atua com foco na comicidade feminina, arte-ritual e culturas originárias. Desde 2009 ministra a oficina “Palhaças, Bem-Vindas Sois Vós” e criou cursos como “Estados Criativos – O Canto do Corpo Tragicômico” (2016) e “O Riso que Habita o Ventre da Terra” (2020). Atuou nos espetáculos Rosário, Jardim, Tudo que Você Precisa É Amor e Santa Maravilha Recebe. No cinema, atuou em Central do Brasil (1996) e Fundo do Céu (2019), com o qual recebeu prêmio de melhor atriz coadjuvante. Participa de projetos formativos e ações curatoriais com foco em criação cênica e processos de cura e ancestralidade.Fran Marinho – Facilitadora da Oficina “Direção de Número Circense – Palhaçaria” (12h)Mulher cis, branca, bissexual, 42 anosPalhaça, diretora cênica, acróbata, artista de rua e pedagoga. Atua desde 2007 com foco na comicidade feminina e arte de rua. Estudou com mestres como Léo Bassi, Maku Jarrak e Ricardo Pucetti. Cofundadora do Circo do Asfalto, realizou itinerância por 10 países da América do Sul em motorhome. Criadora do espetáculo Caixa de Pandora (38 edições), é gestora do Espaço Cultural Circo do Asfalto (PB). Produziu festivais como Palco do Asfalto (6 edições) e o Festival de Circo de São Bernardo do Campo (SP). Ministra oficinas em instituições como Sesc, Itaú Cultural e ESLIPA (RJ), onde é mestra desde 2021.Maria Ísis – Facilitadora da Oficina “Direção de Número Circense – Acrobacias e Aéreos” (12h)Mulher trans, heterossexual, branca, 28 anosArtista circense com foco em acrobacias de solo e aparelhos aéreos, formada pela Escola Nacional de Circo (2022–2024). Integrou a seleção paraibana de ginástica artística (2008–2013), foi professora de acrobacia de solo na Escola de Circo Djalma Burahêm (FUNESC), e também deu aulas de pole dance e hatha yoga em estúdios da PB e RJ. Foi selecionada pelo edital Meu Espaço (FUNESC, 2020) com o audiovisual Meu Espaço Paraíba. Premiada no Cabaré Circo Crescer e Viver (RJ, 2023) na modalidade corda indiana, apresentou-se no Circo Flutuante e no programa Circo do Tirulipa (2024).Maracult Produções Acessíveis - Andressa Cabral – Facilitadora da formação interna em acessibilidade (curso remoto, 6h) Mulher cis, heterossexual, preta, 35 anosAndressa Cabral é licenciada em teatro pela UFMA, técnica em produção cultural pelo IEMA, especialista em acessibilidade cultural pela UFRJ, mestra em Artes Cênicas pela UFU, Pós-graduanda em Direitos Humanos, Acessibilidade e Inclusão pela FioCruz-RJ. Atua como gestora, audiodescritora, mediadora cultural, produtora cultural e de acessibilidade na Maracult Produções Acessíveis.Milena Medeiros (MEI) - Coordenação de audiovisual (documentação e montagem do registro em vídeo) Gênero não binário, bissexual, 39 anos, pessoa autista e com fibromialgiaMultiartista paraibana, atua como fotógrafa, videomaker, roteirista e diretora de fotografia documental desde 2013. Integra a Trato Produções e trabalha com registros culturais e direção de documentários, filmes-espetáculo, making of’s e teasers. É formada em Comunicação e Cinema (UFPB), com especializações em Gestão Cultural e Políticas Públicas (FGV) e em Pedagogia do Cinema e Direitos Humanos (FUNESC). Colabora com coletivos, festivais e artistas independentes com foco na cultura popular.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.