Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
SóMaré Chama é um projeto que visa a democratização do acesso à cultura e a descentralização de produções culturais do Grupo Teatral Nau da Liberdade. Estas ações serão realizadas através de um intercâmbio com a cidade e com usuários de equipamentos de saúde mental, ações educativas e apresentações artísticas em espaços não convencionais, versando teatro, carnaval e cinema.
Sinopse do espetáculo SÓMARÉ: O que é a loucura? Dez atores, atrizes, atrozes e também não-atores, não-atrizes, não-atrozes trazem à cena memórias e criações vividas a partir da caminhada da luta antimanicomial. Encontram no teatro a potência da livre expressão para seguir em frente no cuidado em liberdade. Na Idade Média éramos excluídos e jogados ao mar. Hoje somos o próprio mar. SÓMARÉ é um exercício de alteridade, amor, convívio e denúncia. Entre realidade e ficção, remédios e camisas de força, o cinza e o colorido, o pertencimento e a exclusão, o que fica?
OBJETIVO GERALDescentralizar e democratizar o acesso à cultura, nos eixos artísticos abrangidos pela atuação do Grupo Teatral Nau da Liberdade (teatro, carnaval e cinema), levando a arte inclusiva e acessível para diversos públicos. Alinhando-se ao artigo 3º do Decreto nº 11.453/2023, o projeto tem como finalidade ainda: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira;V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; VI - fomentar atividades culturais afirmativas para a promoção da cidadania cultural, da acessibilidade às atividades artísticas e da diversidade cultural;VII - desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivos locais, nos diversos segmentos culturais;XV - apoiar o desenvolvimento de ações que integrem cultura e educação;OBJETIVOS ESPECÍFICOS- Realizar 05 apresentações gratuitas do espetáculo teatral SÓMARÉ, do Grupo Teatral Nau da Liberdade, em diferentes equipamentos de saúde mental do estado do Rio Grande do Sul;- Abranger um público direto, através das apresentações do espetáculo, de 350 pessoas (70 por apresentação);- Promover a democratização do acesso ao fazer artístico através de 05 bate-papos sobre teatro e saúde mental, em equipamentos de saúde mental do RS, após apresentações do espetáculo, abrangendo um público total de 350 pessoas (70 por bate-papo);- Desenvolver 01 oficina continuada, com duração de 04 meses, articulando capacitação e criação em teatro, com 10 usuários de CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) do município de Porto Alegre/RS;- Produzir a montagem e apresentação de 01 espetáculo teatral resultante da oficina continuada, em um teatro da cidade, com público previsto de 90 pessoas;- Promover a realização de 01 cine-debate do documentário "Navegantes", de Emiliano Cunha, Thaís Fernandes e Lívia Pasqual, em um cinema de Porto Alegre/RS, com público previsto de 170 pessoas;- Realizar 01 saída do bloco de carnaval da Nau da Liberdade, pelas ruas de Porto Alegre/RS, em um cortejo com 500 pessoas.- -
A Nau da Liberdade se constituiu enquanto grupo teatral no ano de 2013, através de uma residência artística com o grupo teatral italiano Accademia Della Follia, dentro do Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre/RS. Apesar da constituição oficial em 2013, oficinas artísticas aconteciam no hospital com funcionários e usuários integrantes da Nau desde a década de 90. A Nau da Liberdade começa onde a Saúde Mental e as Artes Cênicas se cruzam em um espaço de circulação entre os dois terrenos.A Nau da Liberdade não é apenas mais um grupo de teatro, também é uma associação antimanicomial e um bloco de carnaval. Ainda, é tudo isso e muito mais: nos reconhecemos enquanto um grupo de teatro de pessoas diagnosticadas e não-diagnosticadas que ocupa espaços públicos e equipamentos culturais. Nossa proposta é rizomática, descentrada, performativa! Propomos uma nova concepção de verdade, de participação popular e cuidado em saúde mental, estando de acordo com a reabilitação psicossocial e a reforma psiquiátrica, inventando e construindo diálogos com outras experiências antimanicomiais no Rio Grande do Sul, no Brasil e no exterior.O projeto SóMaré Chama pretende cumprir com 4 eixos de trabalho. "Chamando" a cidade e os usuários de saúde mental para navegar nessa "maré" conosco. No eixo 1, como produto principal do projeto, temos apresentações do espetáculo teatral SÓMARÉ em espaços não convencionais (equipamentos de Saúde Mental como CAPS, CAPSAD, ESMA e Centros de Convivência).A peça teatral SÓMARÉ foi construída como parte da comemoração de 10 anos do Grupo Teatral Nau da Liberdade, sendo um espetáculo que se dá a partir de uma atuação performática baseada nos conceitos de Teatro Documentário. A imagem da nau dos loucos nos persegue. Na Idade Média, as pessoas consideradas loucas eram lançadas em barcos ao mar. Hoje esse barco é constantemente expulso para as margens territoriais da sociedade, mas nós nos resgatamos e nos encontramos uns nos outros.O espetáculo se constitui baseando-se nas vivências do próprio coletivo: desde os tempos em que estávamos dentro do manicômio, com memórias cinzas do enclausuramento, passando pelas primeiras ideias de um cuidado em liberdade, até a consolidação do grupo de teatro e de nosso bloco de carnaval, tendo a arte como aliada potente no cuidado em liberdade. Os performers revezam-se no microfone, ora contando suas histórias, ora clamando por liberdade. Ao ser apresentado em equipamentos de Saúde Mental, o espetáculo SÓMARÉ ganha outros mares, no intercâmbio direto com usuários de saúde mental. Fomentando identificação e troca de experiências: seja na interação palco-platéia, na participação durante o bloco de carnaval, ou na participação posterior, na roda de conversa, onde se trocam dúvidas, vivências, aprendizagens, histórias de resistência e luta na construção de um cuidado coletivo e em liberdade.Já o eixo 2 do projeto SóMaré Chama oferecerá oficinas teatrais semanais, durante 04 meses, para usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), promovendo a arte como ferramenta de cuidado, inclusão e transformação social. Realizado pelo coletivo Nau da Liberdade, a iniciativa busca integrar participantes da Nau com usuários do CAPS, fortalecendo a convivência, a criatividade e a reafirmação do cuidado em liberdade. O projeto culminará em um espetáculo, celebrando a pluralidade subjetiva e ampliando a visibilidade para a causa antimanicomial.A apresentação final do eixo 2 será construída com os usuários a partir do desejo dos mesmos, expressando suas vivências, anseios, opressões e potências. Utilizará de técnicas lúdicas de teatro convencional, teatro do oprimido e teatro documentário, com uma apresentação final em um teatro da cidade de Porto Alegre, transferindo os lugares, onde o Grupo Teatral Nau da Liberdade vai até os equipamentos de Saúde Mental e o equipamento de saúde mental (CAPS) vai até o teatro.O eixo 3 do projeto seguirá com a saída de um bloco de carnaval pelas ruas de Porto Alegre, no intuito de selar essa celebração que é estar com a Nau fora dos muros do hospital, em liberdade. Assim como na peça SÓMARÉ, que termina de forma colorida e com festejos e canções carnavalescas, o bloco de carnaval da Nau anuncia que a cidade deve acordar, e dar ouvidos a voz e aos batuques dos loucos que estão e que devem estar nas ruas.O Bloco de Carnaval pretende sair em maio, próximo ao dia 18, que é a data que se celebra a luta antimanicomial no Brasil, contando com o apoio de cerca de 15 músicos profissionais. A divulgação será feita de forma ampla para que possam participar todos interessados em festejar e continuar lutando por práticas de cuidado em liberdade, artísticas e humanas sigam acontecendo. E o último eixo a ser contemplado nesse projeto será um cine-debate, que exibirá o documentário "Navegantes", de Emiliano Cunha, Thaís Fernandes e Lívia Pasqual, que retrata a história e memória da Nau da Liberdade. Após a exibição haverá um debate e interação de alguns integrantes da Nau com a plateia, sanando dúvidas, questionamentos e curiosidades sobre o documentário e história geral do grupo, articulando arte e luta antimanicomial.Os 4 eixos se fazem necessários para a continuidade e descentralização das potentes ações do grupo Nau da Liberdade, que vem crescendo e se modificando de forma singular e arrebatadora desde 2013. O projeto vai se complementando e dialogando entre seus eixos, visando realizar as apresentações finais do espetáculo SÓMARÉ em espaços não convencionais, multiplicando saberes e vivências do espetáculo e dos integrantes da Nau (exibição do documentário, saída do bloco), e ampliando a sua força com construção de novas obras artísticas com outros navegantes (projeto de integração com o CAPS). A viabilização do projeto SóMaré Chama visa fortalecer o grupo que, ao se apresentar e contar sua história com apoio financeiro digno, trocando experiências com outros usuários, profissionais de saúde mental e o público em geral, consolidará ainda mais seu "porto" e poderá lançar novas redes no mar, abrindo caminho para para futuros projetos.Para além dos motivos mencionados, o projeto cumpre com as seguintes finalidades previstas no Art. 1° da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;Para cumprir com essas finalidades, ele se enquadra, também, nos seguintes incisos do Art. 3°: II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
Não se aplica
Projeto Integrado com o CAPSO projeto será realizado em parceria com um CAPS da região de Porto Alegre - articulado com profissional de referência do serviço. Totalizaram 4 meses de oficinas no próprio CAPS, encontros semanais de 1h e 30, com a realização de um produto final, que será apresentado em um teatro local. Máximo de 10 participantes.MÊS 1Grupos abertos para que os usuários do CAPS conheçam a proposta e se integrem com o elenco do Grupo Teatral Nau da Liberdade. Serão realizados jogos teatrais que favoreçam a criação de grupalidade e interação e confiança entre os usuários. Também serão propostos jogos de improvisos, para que os participantes se familiarizem com a linguagem teatral de maneira criativa e espontânea. MÊS 2Aqui os ensaios começam a se direcionar às temáticas que o grupo deseja falar em sua montagem final. Jogos e técnicas do teatro documental e do Teatro do Oprimido (método sistematizado por Augusto Boal) podem ser utilizadas para também serem mapeadas as opressões sociais que os usuários já enfrentaram e entender quais os mobilizam para serem abordadas.MÊS 3Início do processo de montagem da cena/espetáculo, momento onde usuários podem trazer textos, poesias e mídia/material jornalístico de acordo com a temática escolhida. A construção da narrativa poderá ser autoficcional e documental, realizada a partir de vivências e desejos dos usuários. Serão trabalhados a construção de personagem e cena, oratória e dramatização.MÊS 4Elaboração da cena final e ensaios com trilha sonora e iluminação. Divulgação da mostra do processo no serviço do CAPS e na comunidade, ensaio geral e apresentação em um teatro da cidade de Porto Alegre.MATERIAIS UTILIZADOS: Caixa de som, bola, cadeiras, cartolina, lápis, canetinha, marcador permanente, figurinos diversos e cenário para a cena a definir.
Produto Principal: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICASAcessibilidade física/arquitetônica: O local onde serão realizadas as apresentações teatrais do projeto, assim como seus respectivos ensaios, será dotado de rampas de acesso e banheiros adaptados, para possibilitar o acesso de pessoas com deficiência motora e/ou mobilidade reduzida.Acessibilidade para Deficiência Auditiva:Todas as apresentações teatrais do projeto contarão com tradução simultânea em LIBRAS, realizada através da contratação de profissionais qualificados.Acessibilidade para pessoas que apresentem espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos: Todo o processo de ensaios do espetáculo conta com a presença de profissionais que já atuam com saúde mental e pessoas qualificadas. Nos dias de apresentações, embora não haja a contratação de monitores de acessibilidade (uma vez que os locais de realização das apresentações já contam com profissionais que trabalham nesse sentido), toda a equipe do projeto está qualificada para lidar com pessoas que se enquadram nas citadas características. O espetáculo é construído pensando a inclusão e a acessibilidade em seu cerne.Acessibilidade para Deficiência Visual:Não se faz necessária a contratação para esta etapa do projeto, uma vez que os espaços que receberão as apresentações devem ter profissionais para acompanhamento de pessoas que se enquadram nas características descritas acima.Produto 2: CURSO/OFICINA/ESTÁGIO Acessibilidade física/arquitetônica:O local onde serão realizadas as atividades formativas do projeto, bem como o local onde será realizada a apresentação de finalização das oficinas, será dotado de rampas de acesso e banheiros adaptados, para possibilitar o acesso de pessoas com deficiência motora e/ou mobilidade reduzida. Acessibilidade para Deficiência Auditiva:As oficinas contarão com a presença de intérpretes de LIBRAS para a tradução simultânea, caso constatada necessidade, através da inscrição dos participantes previamente à data de realização das oficinas.Acessibilidade para pessoas que apresentem espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos e para Deficiência Visual: Todas as oficinas serão realizadas e contarão com a presença de profissionais da saúde capacitados, a todo o tempo disponíveis e atuando pelo acompanhamento e auxílio de participantes que se enquadrem em alguma das referidas características.Produto 3: DESFILE DE CARNAVALAcessibilidade física/arquitetônica:O local onde será realizada a saída do bloco de carnaval, assim como o local dos ensaios, será definido tendo em vista encontrar um trajeto por espaços públicos que tenham acessibilidade arquitetônica.Acessibilidade para pessoas que apresentem espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: Toda a equipe que estará presente na ocasião do desfile está qualificada para lidar com pessoas que se enquadram nas citadas características. O bloco é construído pensando na inclusão e na acessibilidade em seu cerne.Produto 4: FESTIVAL/MOSTRA AUDIOVISUALAcessibilidade física/arquitetônica: O local onde será realizada a sessão de cinema será dotado de rampas de acesso e banheiros adaptados, para possibilitar o acesso de pessoas com deficiência motora e/ou mobilidade reduzida.Acessibilidade para Deficiência Auditiva:O filme contará com janela em LIBRAS em sua exibição, além de intérprete presente no dia do cine-debate.Acessibilidade para pessoas que apresentem espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos: Toda a equipe que trabalhará no evento é composta por profissionais que já atuam com saúde mental e pessoas qualificadas. No dia do evento, embora não haja a contratação de monitores de acessibilidade, toda a equipe do projeto está qualificada para lidar com pessoas que se enquadram nas citadas características. O curta-metragem é construído pensando a inclusão e a acessibilidade em seu cerne.Acessibilidade para Deficiência Visual:Não se faz necessária a contratação para esta etapa do projeto, uma vez que os espaços que receberão as apresentações devem ter profissionais para acompanhamento de pessoas que se enquadram nas características descritas acima.
A gratuidade completa de todas as atividades do projeto garantirá que todos os beneficiados possam participar sem barreiras financeiras. Os produtos culturais, além de serem construídos dentro de um contexto onde a inclusão e a acessibilidade fazem parte de sua base, destinam-se, principalmente, a pessoas usuárias e trabalhadoras de equipamentos de saúde mental.Como forma de democratizar o acesso, o presente projeto está alinhado à Instrução Normativa nº 23/2025. De acordo com o Art. 46, Inciso III - “mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino”, está contemplado, uma vez que o projeto prevê gratuidade completa em todas as suas atividades. E também com o Art. 47, Inciso III - “disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição”, também está contemplado, pois o projeto prevê registros fotográficos e videográficos de todas as suas atividades, com fins de divulgação e promoção das ações realizadas, e os registros videográficos contarão com versões acessíveis.Além disso, o projeto está comprometido em atender às necessidades de acessibilidade ao longo de seu desenvolvimento.
Titi Bayarri (nome social de Tiago Albalat Lipp, proponente), (coordenação geral, iluminação, assistente de oficina), é uma pessoa não-binária, cofundadora da produtora Avesso Cultural, arte-educadora e iluminadora cênica. Natural de Montenegro/RS, é graduada em Teatro: Licenciatura pela UERGS (2023) e pós-graduanda em Transtorno do Espectro Autista: Inclusão Social e Escolas pela UNINTER. Atualmente, trabalha com produção de projetos via Lei de Incentivo à Cultura com sua produtora, além de atuar na produção do coletivo Nau da Liberdade e como educadora na EJA de Ensino Médio do SESC. Além de diversos trabalhos com atuação e iluminação cênica, destaca a experiência com a direção de 4 espetáculos teatrais e 4 filmes. Ilubomsè (Eduardo Schmidt), (direção), com formação em Direção Teatral pela UFRGS. Com o Santo Qoletivo, criou os espetáculos Santo Qorpo e Miscelanea Qurioza e foi vencedor do Prêmio Açorianos de Teatro como Melhor Ator em 2014. Em 2021, criou a performance e exposição Cartas para uma Extraterrestre na Sala Aberta em São Paulo. Foi diretor do espetáculo-experiência Bunker e dirige o coletivo teatral Nau da Liberdade. Como arte-educador, trabalhou no Espaço Cuidado que Mancha em Porto Alegre, no Centro de Referência em Assistência Social em Morro Reuter e na ONG Umbuntú em Alvorada. Já ministrou oficinas no Rio Grande do Sul, em Goiás e na Bahia e apresentou em cidades do Brasil e de Portugal com o Grupo Cerco. Regina Ferrari (assistente de direção, assistente de produção e oficineira), é psicóloga e atriz, especialista em Saúde Mental Ênfase Álcool e Drogas pela USP, pós-graduada em Teatro do Oprimido e Processos Grupais. Ganhou o prêmio de Melhor Atriz Revelação no Açorianos 2018. Oficineira atuante em projetos de educação, possui experiência na condução de grupos com adultos e adolescentes em escolas em equipamentos de saúde mental e socioeducativo. Trabalha utilizando da mistura criativa do teatro e da psicologia. Atualmente integra a equipe do Grupo Teatral Nau da Liberdade, além do Coletivo Desmecanika.Maria de Fátima Bueno Fischer (atuação, assistência de produção, palestrante), é atriz, psicóloga, professora, consultora em saúde mental e políticas públicas. Participou da desinstitucionalização do Hospital Psiquiátrico do Paraguai, faz parte da AVICO, recebeu o prêmio destaque em saúde mental na prefeitura de São Lourenço, e na câmara de vereadores de Porto Alegre pela atuação no movimento de saúde mental. Dirigiu o projeto governamental São Pedro Cidadão (1990): uma experiência de desinstitucionalização, projeto que contou com parcerias da música, teatro e dança criando condições para o início do grupo Nau da Liberdade em parceria com a Accademia della Follia.Sandra Mara (atuação), é atriz e durante a infância e juventude foi governanta de casas de família; trabalhou em asilos em serviços gerais, recebendo diagnóstico aos 22 anos e começando seu processo de trabalho e vivência no São Pedro. Trabalhou na reabilitação dentro do hospital, cuidando das pessoas de mais idade. Entre o período de 2006/2012 participava do grupo de rap Black Confusion. É representante da ONU - Movimento Usuário, Conselheira de saúde mental, representante do movimento de luta Antimanicomial. Diogo Rafael (atuação), é ator e começou no início da Nau da Liberdade quando ainda era criança. Foi monitor na Escola Tristão, eleito prefeito Jovem de Porto Alegre, na Conferência Municipal da Saúde, faz parte da horta comunitária da Restinga e foi oficineiro do Gera POA. Sol Gonçalves (atuação, palestrante), é atriz, protagonista da reforma psiquiátrica gaúcha, sobrevivente dos Escombros Manicomiais. Artivista, autora das “Vestes Falantes”, onde borda e pinta em tecidos, ícones do cuidado em liberdade, como Nise da Silveira. Entre o período de 2006/2012 participava do grupo de rap Black Confusion. Compõe, é poeta, canta e interpreta/dramatiza, especialmente nos temas da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial. Maria da Conceição (atuação, palestrante) é atriz, técnica de enfermagem e acompanhante terapêutica. Ativista dos movimentos sociais Hospital São Pedro nos anos 90. Representa desde o início da implantação o Fórum Gaúcho: CES - Comissão Estadual de Saúde, e foi delegada de saúde na conferência Estadual em 2018 e em 2023.Marlon Bastos (atuação, palestrante) é ator, natural de Caxias do Sul, radialista, ator, escritor, mestre de cerimônias, cantor de ópera, assador de churrasco, usuário militante da Luta Antimanicomial. Frequenta o GeraPoa e a Associação Construção. Cultiva a cultura gaúcha, e anda a procura de um grande amor. Tem um filme/documentário que narra sua vida: “Não estou Só”, realizado pelo curso de comunicação da PUCRS. Suzete Signoretti (atuação, produção bloco carnaval), é atriz e musicista. Participa há 12 anos do Clube do Pandeiro de Porto Alegre, ensinando percussão e atuando também como contramestre. Entrou para a Nau da Liberdade através do Bloco da NAU da Liberdade em 2018/2019. Atuou em peças na NAU pelo bloco, dentro de apresentações cênicas e oficinas, e hoje segue no elenco dos espetáculos do grupo, bem como tocando percussão em diversos blocos de carnaval da capital gaúcha.Ronaldo Souza (atuação) começou a fazer teatro junto com a criação da Nau da Liberdade, chegando até o grupo quando a Nau ainda fazia as atividades dentro do São Pedro, antes do grupo ser expulso do espaço. No grupo atua como o Barqueiro, que faz a conexão com o mundo dos mortos.Marcelo Henrique (atuação) entrou na Nau da Liberdade em 2023 através do Geração POA, que incentiva jovens com deficiência a encontrarem profissões e atua como um espaço de cuidado em saúde mental. Também faz oficinas de técnicas vocais na escola Paulo Freire.Ana Leizieli (atuação) é atriz e produtora cultural formada na Qualificação Profissional em Produção Cultural do SESC. Além de participação em atividades sociais do projeto Geração POA, tem experiência com cursos de palhaçaria. Com o Grupo Teatral Nau da Liberdade, já participou de cortejos artísticos, oficinas de teatro e blocos de carnaval, tanto como atriz quanto como contrarregra.Vinicius Burgel (operador de som), é psicólogo e músico. Formado em psicologia pela FADERGS e residente de atenção básica pela ESP/RS, participou e coordenou diversas oficinas de música no campo da saúde mental. Integrante da Nau da Liberdade desde 2018, participou de diversos espetáculos, seja atuando ou construindo a trilha sonora.Rodrigo Grings Silveira (contra-regra), é ator e oficineiro, graduando em Teatro Licenciatura na UFRGS. Tem experiência com teatro, oficinas e espetáculos diversos (Rua, Performances, Circo, Música, públicos, infantil, infanto juvenil, PCD). Também possui experiência no Audiovisual, TV, Cinema e Publicidade. Desde 2024 atua como contra-regra no grupo Nau da Liberdade. Fernanda Al Alam Ribeiro (imprensa) é mestra em Ciências da Comunicação pela UNISINOS, especialista em Pedagogia da Arte pela UFRGS, bacharela em Jornalismo pela UCPel e graduanda em Psicologia. Sua trajetória articula comunicação, arte e psicologia, com foco em ética, subjetividade e práticas sociais. Atuou como jornalista, produtora cultural e facilitadora de oficinas com adolescentes. Premiada nacionalmente na área da comunicação (Expocom 2007), dedica-se hoje à Psicologia Social e Institucional, explorando práticas ético-estéticas e invenções de resistência.Talita Rosa (musicista e monitora) é uma mulher negra, sapatão, educadora social, promotora de saúde da população negra e oficineira. Tem atuação na Rede de Atenção Psicossocial, especialmente no campo da Saúde Mental Álcool e Drogas. Desenvolve oficinas de arte, escrita, música e expressão corporal com foco em cuidado em liberdade, redução de danos e promoção de saúde. É graduanda em Saúde Coletiva pela UFRGS e surdista de diversos blocos no carnaval de rua de Porto Alegre. Atualmente, integra a equipe do CAPS AD IV CÉU ABERTO.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.