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Circulação de espetáculo teatral, intitulado Memórias de uma Manicure, nas capitais da região Sul do Brasil, a saber, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, totalizando 20 apresentações da peça, bem como de suas atividades complementares, como oficinas de teatro (contrapartidas sociais), com carga horária de 5h/aula, em 2026. Todas as atividades têm entrada-franca.
ESPETÁCULO: Marlene trabalha em um salão, cujo dono, S. Pacheco, viaja de férias para Mangaratiba. Ela detesta trabalhar lá, mas não tem opção. Seu único desejo é ganhar o grande prêmio dos Esmaltes Unhazita para poder criar sua própria marca de esmaltes. Na ausência do patrão, chega uma nova manicure auxiliar, Carmem. Com o passar do tempo, elas se tornam mais do que amigas e confidentes, já que o patrão não volta e é dado como desaparecido, para felicidade geral. Um certo dia, porém, conferindo o cupom dos Esmaltes Unhazita no jornal para saber se ganhou o prêmio, Marlene depara-se com uma foto idêntica à de Carmem em uma manchete policial. O texto diz: “Procura-se Zulmira, a manicure assassina – só mata de unhas feitas". Marlene começa a desconfiar que a nova amiga pode estar envolvida no sumiço do patrão. Além disso, a recompensa é a mesma do prêmio. Ela terá, então, que decidir se a entrega ou não, escolhendo entre o tão sonhado empreendimento e a nova vida que descobriu ser possível ao lado de Carmem.OFICINAS: oficina de iniciação teatral, com 5h/aula, baseada em jogos, improvisações, dinâmicas corporais e composições de cena pelas(os) participantes, aberta a manicures e demais públicos interessados. Entrada franca, emdiante inscrição prévia.
Geral: Realizar circulação de espetáculo teatral, intitulado Memórias de uma Manicure, bem como de suas atividades atividades complementares, como oficinas de teatro (contrapartida social), com carga horária de 5h/aula, nas capitais da região Sul do Brasil, em 2026.Específicos:- Reensaiar o espetáculo e realizar ajustes e reparos em cenário e figurinos;- Apresentar o espetáculo Memórias de uma Manicure nas cidades de Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, totalizando 20 sessões;- Oferecer 01 oficina de teatro para o público de cada cidade;- Oferecer gratuidade a todos os públicos em todas as ações do projeto;- Realizar ações de formação de público local, junto a escolas, universidades, salões de beleza, grupos LGBT+, instituições de atendimento a PCDs, entre outros;- Oferecer ferramentas de acessibilidade comunicacional ao público com deficiência visual ou auditiva, como LIBRAS e audiodescrição em uma (01) sessão em cada cidade- Realizar registros em fotos e vídeo de todas as ações e transmitir online o espetáculo na finalização do projeto.
Buscando formar novos públicos para o teatro, e tendo como dispositivos de criação a sororidade e a luta pela autonomia financeira e liberdade sexual de mulheres trabalhadoras brasileiras, representadas em cena pela manicure, o projeto inspira-se em fatos reais e questões até hoje presente nas vidas de muitas mulheres entrevistadas pelas atrizes da peça, que mergulharam por dois anos em pesquisa de campo e historiográfica para a composição de uma dramaturgia original e inédita.As manicures, tão díspares em geografias e sotaques, são trabalhadoras autônomas ou microempresárias individuais em salões, espaços próprios ou a domicílio. Seus serviços custam em média 20/h, em uma diária de 10 a 12h de trabalho, com 15 minutos de almoço e despesas que incluem fornecimento de material e/ou a partilha de até 60% da receita com os salões.São mulheres de pouca escolaridade e discursos recorrentes de meritocracia e empreendedorismo. A maioria é mãe solo e vive nas periferias dos grandes centros urbanos. Com suas particularidades e similitudes, as manicures são para nós um micro retrato da classe trabalhadora brasileira, assim como são retrato da classe trabalhadora portuguesa para Valter Hugo Mãe as mulheres-a-dias e os imigrantes de "O apocalipse dos trabalhadores" (São Paulo: Biblioteca Azul, 2017).Nesse microcosmos ou "mundo minúsculo", as memórias e o artigo indefinido do título são propositais. O que acontece com uma acontece com muitas. Não obstante, suas memórias desafiam a importância dada a grandes feitos _ brancos e masculinos. Criar filho sozinha sem garantia laboral alguma é façanha para poucos. As mulheres pobres brasileiras o fazem. Mas não sem construir redes de apoio para dar conta _ de vulnerabilidades e precarizações.Queremos fazer teatro também para elas, formando novos públicos e trazendo à cena vozes femininas raramente ouvidas, apesar de tão acostumadas à escuta.Nesse quinto espetáculo da BQ Teatro, buscamos criar ressonâncias potentes por meio da arte presencial. Como artistas brancas em uma sociedade racista e classista, desejamos contribuir para a construção de resistências mais alegres e, também, tratar a arte e a beleza como tecnologias capazes de dar suporte a essas lutas.Inovamos formar plateias por meio da parceria com salões de beleza, ao lançar um olhar sensível às demandas das mulheres e ao propor uma reflexão sobre questões femininas importantes na atualidade, como sororidade, empreendedorismo e desejo. Será que a sororidade existe mesmo? Será que ela resiste às necessidades mais prementes da vida? Ou será a única saída viável para muitas mulheres? Por que, hoje, o grande sonho das manicures entrevistadas é empreender? Qual a relação entre sonho e desejo?Com uma atuação de mais de 16 anos em projetos de teatro feminista, a BQ Teatro busca contribuir para a igualdade de gênero no país. O projeto é, por sua temática e ações, uma oportunidade para a concretização desse objetivo, ao visar públicos normalmente negligenciados por produtores e artistas.
Descrição projeto pedagógico da oficina teatral:Ementa: Dinâmicas práticas para a iniciação teatral de adultos.Objetivo Geral: oferecer meios de percepção e expressão corporal e vocal, bem como para o jogo cênico com parceiras(os), objetos, músicas, entre outros estímulos.Objetivos específicos:- promover a experimentação de conceitos tetrais básicos a partir de dinâmicas práticas, lúdicas e improvisacionais;- dar meios para a percepção e expressão corporal e vocal;- proporcionar a troca entre participantes e o jogo cênico com parceiras(os) e demais estímulos textuais e do ambiente;- fomentar o senso crítico e o desejo por conhecer mais sobre o fazer teatral;- oferecer um espaço de confiança para as/os participantes se lançarem em descobertas;- entregar registros em fotos e vídeos, bem como certificados às/aos participantes ao final do evento.Temas e tópicos:Sensibilização: percepção e expressão corporal;Jogos e exercícios para atores e não-atores;Experimentações cênicas por meio de improvisações;Experimentações cênicas por meio de dinâmicas espaço-temporais;Experimentações cênicas por meio da composição teatral a partir de estímulos diversos (textos, relações, músicas, ações e dinâmicas espaço-temporais).Metodologia:Aulas práticas, pontuadas por observações acerca de conceitos básicos do teatro e finalizadas com o compartilhamento de práticas composicionais para apreciação de toda a turma.Detalhamentos:Parte 1: sensibilização por meio de dinâmicas corporais (exploração das possibildiades de movimentação do corpo, dos níveis, de composição com dinâmicas espaço-temporais), e jogos teatrais coletivos (ocupação do espaço, mestre-e-seguidor, espelho, teatro imagem etc.) - 1h;Parte 2: improvisações a partir de temas, situações e fragmentos textuais - 1h e 30';Parte 3: composições a partir de estímulos diversos: 1h e 30';Parte 4: apresentações com registros em fotos e vídeo: 1h.Recursos: sala ampla e arejada, com piso de madeira ou linólio, munida de caixa de som. Objetos, textos, água, café e biscoitos (lanche).Referências:Boal, Augusto. Jogos para atores e não-atores. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.Bogart, Anne; Landau, Tina: O livro dos viewpoints: um guia prático para viewpoints e composição. São Paulo: Perspectiva, 2020.Spolin, Viola: Jogos Teatrais. O fichário de Viola Soplin. São Paulo: Perspectiva, 2008.
ESPETÁCULO (produto principal)Duração: 60' Gênero: Comédia dramática (ou dramédia)Local: teatrosIndicação etária: 14 anos.OFICINAS (Contrapartida social)Duração: 5h/aulaLocal: teatrosIndicação etária: 18+Modo de inscrição: dados básicos de contato para e-mail da produçãoSeleção: ordem de inscriçãoNº de participantes: até 20Materiais: objetos, cadeiras, textos, músicasNecessidades espaciais: sala ampla, piso de madeira ou linólio, aparelho e caixas de som, água, café e biscoitos (lanche)Certficado ao final do evento
Acessibilidade física: apresentações em espaços servidos de rampas e/ou elevadores, corrimões com sinalização tátil, assentos e banheiros adaptados;Acessibilidade de conteúdo: realização de 03 sessões com tradução em LIBRAS e audiodescrição, sendo 01/cidade;Transmissão da peça online (ampliação do acesso) com legedas.
Além das ações obrigatórias previstas em lei (distribuição gratuita a públcios específicos), além de medidas de ampliação do acesso e contrapartidas sociais, o projeto pretende realizar todas as suas atividades de forma gratuita.Na divulgação, o projeto também tem ações específicas para a formação de plateia, uma vez que seu público-alvo (manicures, por exempleo, mas também as classes C e D, especificamente) não costuma frequentar as salas de espetáculos do país.
Texto: Cecília RipollDireção: René GuerraCenário e figurinos: Rocio MoureDesign de Luz: Ana Luzia de SimoniDesign de som: Bernardo GebaraTrilha em vídeo: Renato KruegerVisagismo: Marcus FreireElenco: Júlia Pastore e Luciana MitkiewiczPreparação corporal: Mary KunhaCoreografia: Rafaela AmadoProdução executiva: Wagner UchôaProdução e assessoria de imprensa locais: a contratarCoordenação de Projeto: Bonecas Quebradas Produções ArtísticasContabilidade: RFAcounts
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.