Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O álbum Pelos Olhos do Mar, de Lia de Itamaracá e Daúde, será lançado gratuitamente em 10 cidades do Nordeste. O projeto une duas grandes vozes da música brasileira em apresentações abertas ao público em geral. Como atividade paralela, haverá roda de conversa para mulheres, também gratuitas, com as artistas principais, em cada cidade por onde o espetáculo passar. A iniciativa amplia o acesso à música e ao diálogo direto com o público. É um lançamento que fortalece a cultura e valoriza a presença feminina negra, na música brasileira.
Sinopse da ObraShow de lançamento do álbum Pelos Olhos do MarO espetáculo reúne duas artistas de relevância nacional: Lia de Itamaracá, patrimônio vivo da cultura popular brasileira e maior cirandeira do país, e Daúde, voz representativa da MPB e referência da identidade afro-brasileira. O show é baseado no álbum Pelos Olhos do Mar, lançado pelo Selo Sesc, com direção artística de Marcus Preto e produção musical de Pupillo Oliveira (ex-Nação Zumbi).O repertório equilibra tradição e modernidade, incluindo composições inéditas feitas especialmente para as artistas por nomes como Emicida, Otto e Karina Buhr, além de releituras de clássicos do cancioneiro nacional. Cada artista também apresenta números solos emblemáticos: Lia revisita o bolero Quem é (1961), de Agnaldo Timóteo, enquanto Daúde interpreta Galeria do Amor, igualmente de Agnaldo, reafirmando seu compromisso com diversidade e liberdade.No palco, Lia e Daúde são acompanhadas por uma banda formada por percussão, bateria, baixo, guitarra e teclados, criando uma sonoridade potente que mescla a força rítmica da ciranda com arranjos contemporâneos da música popular brasileira.As apresentações ocorrerão em teatros, conchas acústicas e espaços culturais de médio e grande porte, com capacidade para públicos entre 300 e 2.000 pessoas, de acordo com cada cidade. A entrada será gratuita, com distribuição de ingressos antecipada e reserva de percentual específico para pessoas com deficiência (PcDs), garantindo acesso democrático.Classificação indicativa: Livre Roda de Conversa – Mulheres pelos Olhos do MarComplementando os shows, o projeto realizará em cada cidade uma Roda de Conversa conduzida por Lia de Itamaracá e Daúde, com a participação de até 40 mulheres por encontro. O objetivo é criar um espaço íntimo de escuta, diálogo e troca de experiências entre mulheres em seus diversos perfis: negras, indígenas, brancas, trans, PcDs, jovens, idosas, artistas, trabalhadoras, estudantes e periféricas.O ambiente será acolhedor, acessível e inclusivo, sem distinção de crença, orientação ou condição social, valorizando saberes ancestrais, trajetórias individuais e coletivas, além da centralidade das mulheres na cultura. As conversas abordarão temas como identidade, resistência, ancestralidade, igualdade e a importância da arte como ferramenta de transformação social.A Roda contará com intérprete de Libras e audiodescrição para pessoas cegas ou com baixa visão. O encontro será registrado em vídeo, com legendas descritivas e disponibilizado posteriormente nas redes sociais do projeto, ampliando o alcance e o impacto formativo.As rodas acontecerão em salas adaptadas de centros culturais, teatros ou espaços comunitários, sempre em ambientes adequados à acessibilidade física (banheiros adaptados, rampas, cadeiras reservadas).Classificação indicativa: Livre
Objetivo GeralPromover o lançamento e a circulação do álbum Pelos Olhos do Mar, de Lia de Itamaracá e Daúde, em 10 cidades do Nordeste, de forma gratuita e descentralizada, garantindo o acesso da população a um espetáculo de relevância artística e cultural, aliado a ações formativas voltadas especialmente para mulheres em seus diversos perfis.Objetivos Específicos1. Realizar 10 apresentações musicais gratuitas do álbum Pelos Olhos do Mar, em cinco estados do Nordeste PE, BA, AL, PB, RN e CE, contabilizando 10 apresentações. 2. Garantir a descentralização do acesso à cultura, levando o projeto para capitais e cidades interioranas (Salvador, Juazeiro, Petrolina, Caruaru, Recife, Itamaracá, Campina Grande, Natal, Crato e Maceió). 3. Oferecer 10 Rodas de Conversa gratuitas, abertas ao público, com foco em mulheres de diferentes perfis (negras, brancas, indígenas, trans, PCDs, jovens, idosas, trabalhadoras, estudantes e periféricas). 4. Estimular a formação de público por meio de atividades que dialogam com identidade, ancestralidade e igualdade de gênero. 5. Garantir acessibilidade em todas as atividades do projeto, contemplando recursos de inclusão para pessoas com deficiência. 6. Registrar e divulgar a circulação do álbum, ampliando sua difusão e o alcance do trabalho de Lia de Itamaracá e Daúde. 7. Valorizar a música brasileira ao apresentar um repertório que inclui composições inéditas de artistas contemporâneos (como Emicida, Otto e Karina Buhr) e releituras de clássicos do cancioneiro nacional.
O projeto Pelos Olhos do Mar representa um encontro inédito e de grande relevância cultural entre duas artistas de trajetórias singulares: Lia de Itamaracá, patrimônio vivo da cultura popular brasileira e a cirandeira mais conhecida do país, e Daúde, uma das vozes negras mais representativas da MPB e pioneira na afirmação da identidade afro-brasileira na música nacional. Este álbum, lançado pelo Selo Sesc, tem direção artística de Marcus Preto e produção musical de Pupillo Oliveira, ex-integrante da Nação Zumbi, e se constitui como uma obra de excelência que equilibra tradição e modernidade, ancestralidade e contemporaneidade.Gravado no estúdio Da Pá Virada, em São Paulo, o disco nasceu a partir do espetáculo que Lia e Daúde vêm apresentando juntas desde 2018. Agora registrado em estúdio, o trabalho reúne canções inéditas e clássicos do cancioneiro nacional, incluindo composições feitas especialmente para as duas por nomes de grande relevância na música brasileira, como Emicida, Otto e Karina Buhr. O repertório também abre espaço para momentos solo: Lia revisita o bolero Quem é (1961), imortalizado por Agnaldo Timóteo, reafirmando seu trânsito entre a ciranda e gêneros diversos, enquanto Daúde interpreta Galeria do Amor, também de Agnaldo, resgatando um símbolo de liberdade e diversidade sob olhar contemporâneo.Este encontro, descrito por Daúde como "potente, cheio de vertentes, magias e música", se mostra orgânico e transformador. Não há dicotomia entre a cantora urbana e a cantora da cultura popular: há emoção, escuta e conexão. É dessa fusão que nasce o álbum Pelos Olhos do Mar, reafirmando que a música brasileira é múltipla, mestiça e profundamente diversa.A circulação do projeto em 10 cidades de cinco estados do Nordeste (Salvador e Juazeiro/BA, Petrolina, Caruaru, Recife e Itamaracá/PE, Campina Grande/PB, Natal/RN, Crato/CE e Maceió/AL) se justifica pela necessidade de descentralizar o acesso à cultura. Levar gratuitamente shows dessa magnitude a capitais e, sobretudo, a cidades do interior significa romper com a lógica concentradora que limita grandes espetáculos aos principais centros urbanos. Assim, populações de municípios interioranos terão acesso a uma obra de altíssimo valor artístico, vivenciando experiências que, em condições normais, não estariam ao seu alcance.Outro ponto fundamental do projeto são as Rodas de Conversa com mulheres, realizadas em paralelo às apresentações. Conduzidas por Lia e Daúde, essas rodas buscam aproximar as artistas do público feminino em seus múltiplos perfis: mulheres negras, brancas, indígenas, trans, PCDs, jovens, idosas, mães, trabalhadoras, artistas, estudantes e periféricas. Em ambiente inclusivo e acessível, sem distinção de religião, crença ou orientação, a proposta é criar um espaço de escuta e partilha de saberes ancestrais e experiências, em diálogo franco sobre cultura, identidade, resistência e igualdade. O fato de serem conduzidas por duas mulheres negras de universos musicais distintos — Lia, símbolo da cultura popular, e Daúde, ícone da world music e da MPB — amplia o impacto, reafirmando a centralidade das mulheres na criação artística e na construção de narrativas coletivas.A relevância do projeto se evidencia em três dimensões:Artística _ pela qualidade estética do álbum, direção artística e musical cuidadosas, e pelo repertório que articula composições inéditas com releituras de clássicos, oferecendo ao público um panorama da riqueza da música brasileira sob novas leituras. Social _ pela circulação gratuita em cidades interioranas e capitais do Nordeste, democratizando o acesso e garantindo que públicos historicamente afastados de grandes espetáculos tenham a oportunidade de viver experiências transformadoras. Formativa _ pelas Rodas de Conversa voltadas às mulheres em seus diversos perfis, que promovem diálogos intergeracionais e interculturais, fortalecendo identidades e estimulando o protagonismo feminino.O título Pelos Olhos do Mar é simbólico: o mar conecta povos, territórios e memórias, assim como este projeto busca conectar comunidades nordestinas em torno da música, da ancestralidade e da partilha de experiências. Trata-se, portanto, de uma obra que transcende o espetáculo musical e se afirma como ação de valorização cultural, de impacto social e de promoção da diversidade.Ao reunir duas artistas que são referências nacionais, com repertório de excelência, direção artística e musical de alto nível, circulação descentralizada e atividades formativas voltadas às mulheres, Pelos Olhos do Mar se justifica plenamente como um projeto de relevância para a Lei Rouanet Nordeste, por seu caráter transformador, inclusivo e profundamente conectado com as necessidades culturais da região.O projeto é uma ação de grande impacto cultural, social e formativo, mas demanda investimento elevado para sua plena realização — gravação de alta qualidade, circulação interestadual em 10 cidades, acessibilidade, logística, pagamento justo da equipe técnica e artística e atividades formativas paralelas. Nesse cenário, a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei Rouanet é fundamental, pois:Viabiliza financeiramente um projeto que, sem esse apoio, dificilmente teria condições de circular em cidades interioranas com acesso gratuito ao público.Garante descentralização, levando cultura de excelência a comunidades fora do eixo Rio-São Paulo, especialmente no Nordeste.Fortalece políticas de inclusão, ao promover rodas de conversa com mulheres de diferentes contextos sociais, valorizando escuta e protagonismo feminino.Valoriza a diversidade cultural, conectando tradição (Lia de Itamaracá) e modernidade (Daúde) em obra inédita.Ou seja: a Lei funciona como ferramenta para transformar uma proposta de alta relevância em realidade, assegurando que seus benefícios alcancem quem mais precisa.Enquadramento no Art. 1º da Lei 8.313/91O projeto se enquadra nos seguintes incisos: Art. 1º, inciso I _ "a produção, difusão e circulação de bens culturais de caráter artístico e cultural" _ envolve produção fonográfica, circulação de shows e atividades formativas. Art. 1º, inciso II _ "a preservação e difusão do patrimônio cultural e artístico material e imaterial" _ valoriza a ciranda de Lia, patrimônio imaterial, e a música afro-brasileira de Daúde. Art. 1º, inciso V _ "o estímulo à produção cultural e artística, ao desenvolvimento da cultura nacional e regional e à preservação da identidade cultural" _ reforça o caráter diverso da música brasileira, com ênfase na identidade nordestina. Art. 1º, inciso IX _ "a realização de estudos e pesquisas e o desenvolvimento de recursos humanos para a cultura" _ presente nas Rodas de Conversa, espaço de troca de saberes e fortalecimento de redes culturais.Objetivos atendidos no Art. 3º da Lei 8.313/91O projeto contribui diretamente para: Art. 3º, I _ "contribuir para facilitar a todos os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais" _ a circulação gratuita garante acesso democrático a bens culturais de alta qualidade. Art. 3º, II _ "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais" _ a descentralização leva grandes espetáculos para cidades interioranas do Nordeste. Art. 3º, III _ "apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores" _ difunde a ciranda (Lia) e a música afro-brasileira e MPB (Daúde). Art. 3º, IV _ "proteger as expressões culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional" _ reafirma a centralidade das mulheres negras na música e promove diálogo com públicos diversos. Art. 3º, V _ "salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira" _ protege e fortalece tradições como a ciranda, em diálogo com a contemporaneidade.
Estratégia de divulgaçãoO projeto contará com uma estratégia de comunicação integrada, voltada à promoção cultural, à valorização da diversidade e à acessibilidade, garantindo ampla visibilidade em cada cidade do circuito. A comunicação abrangerá:Assessoria de imprensa nacional e regional: produção e envio de releases (institucional, cultural, social e acessibilidade), agendamento de entrevistas com Lia e Daúde em TVs, rádios e podcasts, e clipping completo em jornais, portais e emissoras.Campanhas digitais segmentadas: anúncios pagos no Instagram, Facebook, YouTube e TikTok, com segmentação por região, interesses culturais e diversidade.Divulgação acessível: materiais gráficos em braile e fonte ampliada, vídeos com Libras, audiodescrição e legendas descritivas.Mobilização comunitária: parcerias com coletivos locais, associações de PcDs, institutos de cegos, grupos de mulheres negras, indígenas, trans e periféricas em cada cidade. 1. Estratégia Cidade a CidadeItamaracá (PE) – Abertura da CirculaçãoImprensa: TV Tribuna, TV Globo NE, rádios comunitárias locais, blogs culturais da região metropolitana.Digital: campanhas destacando a abertura do projeto na ilha de Lia, conectando tradição e contemporaneidade.Comunitário: mobilização de comunidades tradicionais, pescadoras, grupos de coco e associações de PcDs locais.Recife (PE)Imprensa: Jornal do Commercio, Folha de Pernambuco, TV Globo Nordeste, TV Jornal, TV Universitária, Frei Caneca FM.Digital: anúncios direcionados ao público urbano, universitário e artístico.Comunitário: parceria com o Instituto dos Cegos do Recife, coletivos feministas e grupos de mulheres trans e negras.Caruaru (PE)Imprensa: TV Asa Branca, rádios Cultura e Liberdade, jornais e blogs locais.Digital: campanhas destacando a força da cultura popular no Agreste.Comunitário: articulação com grupos de artesãs, trabalhadoras rurais e associações culturais locais.Petrolina (PE)Imprensa: TV Grande Rio (afiliada Globo), rádios Grande Rio AM/FM e portais regionais.Digital: anúncios voltados a jovens universitários e estudantes.Comunitário: parceria com a Associação Petrolinense de Surdos e grupos de mulheres do Vale do São Francisco.Juazeiro (BA)Imprensa: TV São Francisco, Rádio Juazeiro AM, blogs culturais do Vale.Digital: campanhas voltadas ao público ribeirinho e estudantil.Comunitário: contato com grupos de mulheres sertanejas e associações culturais e de PcDs.Salvador (BA)Imprensa: Correio da Bahia, A Tarde, TV Bahia, TV Aratu, rádios Educadora e Piatã.Digital: anúncios segmentados destacando diversidade cultural e musical.Comunitário: articulação com coletivos de mulheres negras, indígenas, trans e institutos de cegos da capital baiana.Palmeira dos Índios (AL)Imprensa: rádios locais de grande alcance (Sampaio, Caeté), jornais regionais e blogs culturais.Digital: campanhas voltadas a mulheres do Agreste alagoano.Comunitário: articulação com associações culturais, grupos de artesãs e coletivos de PcDs locais.Campina Grande (PB)Imprensa: TV Paraíba (afiliada Globo), Rádio Caturité, jornais locais.Digital: anúncios digitais impulsionados para público universitário e cultural.Comunitário: parcerias com associações de surdos e cegos da Paraíba e grupos de mulheres periféricas.Natal (RN)Imprensa: InterTV Cabugi, TV Ponta Negra, Rádio Universitária, Tribuna do Norte.Digital: anúncios segmentados para jovens, artistas e coletivos culturais.Comunitário: parceria com a Associação de Cegos do RN e coletivos de mulheres indígenas, trans e periféricas.Crato (CE) – Encerramento da CirculaçãoImprensa: TV Verdes Mares Cariri, rádios comunitárias, jornais do Cariri.Digital: campanhas destacando o encerramento do circuito, celebrando o Cariri como território cultural de resistência.Comunitário: articulação com grupos de cultura popular do Cariri, coletivos femininos e associações de PcDs. 2. Ações TransversaisIdentidade Visual Integrada: cartazes, banners, vídeos em Libras, audiodescrição, materiais em braile e fonte ampliada.Campanha Digital Permanente: atualizações semanais com bastidores, depoimentos, teasers e conteúdos acessíveis.Divulgação Popular: distribuição de cartazes em mercados, feiras, terminais rodoviários e pontos de ônibus.Parcerias com Institutos de Cegos e Escolas: articulação para mobilizar PcDs e garantir participação nas visitas táteis e rodas de conversa.Reserva de ingressos: percentual garantido a PcDs em todas as cidades, com transporte acessível oferecido pelo projeto.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS1. Show de lançamento do álbum Pelos Olhos do MarDuração: aproximadamente 1h30min.Palco e Estrutura:Palco com dimensão mínima de 10m x 8m, altura mínima de 1m.Piso nivelado e seguro para mobilidade de artistas e técnicos.Backdrop ou cenário minimalista que valorize a presença das artistas.Acesso com rampa lateral e espaço reservado para cadeirantes.Camarins com banheiros adaptados.Equipamentos Sonoros:Sistema de PA de alta qualidade, adequado a espaços para até 2.000 pessoas.Mesa digital com no mínimo 32 canais.Microfones: 2 condensadores sem fio para as vozes principais (Lia e Daúde), 3 dinâmicos para backing vocals (quando houver convidados), além de kit de bateria (7 peças), microfones para amplificação de baixo, guitarra, teclado e percussões.Retornos: mínimo de 6 monitores de chão e possibilidade de in-ear quando solicitado.Instrumentação:Bateria acústica completa.Baixo elétrico e amplificador.Guitarra elétrica e amplificador.Teclado digital de 88 teclas.Percussões variadas (zabumba, congas, surdo, ganzá, agogô, entre outros).Iluminação:Mínimo de 24 refletores LED RGB para efeitos de cor e ambientação.12 refletores PC 1000w para iluminação frontal.4 moving heads para efeitos dinâmicos.Mesa de iluminação programável.Spots de recorte para destaque nas artistas.Projeções e Acessibilidade de Conteúdo:Telão lateral ou de fundo, sempre que possível, para exibição de legendagem descritiva em tempo real.Posição de destaque para intérprete de Libras.Audiodescrição transmitida via fones de ouvido individuais, distribuídos a pessoas cegas ou com baixa visão.Espaços reservados próximos ao palco para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.Visitas Táteis:Antes de cada apresentação será organizada uma visita tátil de aproximadamente 30 minutos, exclusiva para pessoas cegas e com baixa visão.Participantes terão contato com figurinos, instrumentos e elementos cênicos, conduzidos por equipe treinada em acessibilidade.Capacidade de Público:Variável de 300 a 2.000 pessoas, dependendo do espaço (teatros, conchas acústicas, centros culturais).Ingressos distribuídos gratuitamente, com reserva mínima de 10% para PcDs. 2. Roda de Conversa – Mulheres pelos Olhos do MarDuração: aproximadamente 1h30min.Formato:Roda de conversa conduzida por Lia de Itamaracá e Daúde, com até 40 participantes por cidade.Espaço em formato circular ou semicircular, garantindo proximidade entre público e artistas.Mediação leve, privilegiando a escuta e a troca de experiências.Local:Preferencialmente em salas de teatros, auditórios de centros culturais ou espaços comunitários adaptados, sempre com acessibilidade garantida.Capacidade de até 60 pessoas (40 participantes + equipe técnica e convidados).Acessibilidade de Conteúdo:Intérprete de Libras durante toda a atividade.Audiodescrição transmitida via fone de ouvido para participantes cegas ou com baixa visão.Registro audiovisual com legendagem descritiva para posterior divulgação em plataformas digitais.Estrutura Física:Sala equipada com cadeiras leves, adaptáveis e com espaço reservado a cadeirantes.Banheiros adaptados.Rampa ou elevador de acesso.Mesa central para apoio de material.Materiais de Apoio:Cartilhas impressas em braile e em fonte ampliada.Versões digitais compatíveis com leitores de tela.Sistema de som simples com microfones sem fio e caixas acústicas, garantindo clareza na escuta.Transporte Acessível:Disponibilização de transporte pontual para participantes PcDs, quando previamente agendado.
A circulação do espetáculo Pelos Olhos do Mar adotará medidas estruturais, comunicacionais e cognitivas para assegurar acessibilidade plena às pessoas com deficiência, em conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e diretrizes da Lei Rouanet Nordeste.No aspecto arquitetônico, as apresentações ocorrerão exclusivamente em espaços que disponham de infraestrutura acessível, incluindo rampas, elevadores quando necessários, barras de apoio, banheiros adaptados, áreas de circulação adequadas, assentos reservados e espaços destinados a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Será disponibilizada cadeira de rodas para deslocamentos internos quando necessário, além de organização de fluxo prioritário para evitar filas e aglomerações.No aspecto comunicacional e de conteúdo, todas as apresentações contarão com intérprete de Libras durante o espetáculo e atendimento sinalizado na recepção. Haverá recursos de audiodescrição ao vivo, descrição prévia de cenário, figurino e ambientação, além de materiais informativos em fonte ampliada. Os materiais digitais de divulgação conterão legendagem descritiva. Quando disponibilizado pela estrutura do espaço cultural, serão utilizados sinalização em braile e piso tátil.Para pessoas com deficiência intelectual e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), haverá monitoria especializada inclusiva, com uso de Linguagem Simples nos materiais informativos. Serão reservados assentos em áreas com menor incidência sonora e luminosa, disponibilizados protetores auriculares para redução de ruído e óculos escuros para diminuição de estímulos visuais, além de organização de acesso prioritário (fast pass), garantindo conforto sensorial e permanência segura.Dessa forma, a circulação do projeto assegura participação com autonomia, dignidade e equidade, promovendo inclusão cultural e democratização do acesso às artes brasileiras.A circulação do espetáculo Pelos Olhos do Mar adotará medidas estruturais, comunicacionais e cognitivas para assegurar acessibilidade plena às pessoas com deficiência, em conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e diretrizes da Lei Rouanet Nordeste. No aspecto arquitetônico, as apresentações ocorrerão exclusivamente em espaços que disponham de infraestrutura acessível, incluindo rampas, elevadores quando necessários, barras de apoio, banheiros adaptados, áreas de circulação adequadas, assentos reservados e espaços destinados a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Será disponibilizada cadeira de rodas para deslocamentos internos quando necessário, além de organização de fluxo prioritário para evitar filas e aglomerações. No aspecto comunicacional e de conteúdo, todas as apresentações contarão com intérprete de Libras durante o espetáculo e atendimento sinalizado na recepção. Haverá recursos de audiodescrição ao vivo, descrição prévia de cenário, figurino e ambientação, além de materiais informativos em fonte ampliada. Os materiais digitais de divulgação conterão legendagem descritiva. Quando disponibilizado pela estrutura do espaço cultural, serão utilizados sinalização em braile e piso tátil. Para pessoas com deficiência intelectual e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), haverá monitoria especializada inclusiva, com uso de Linguagem Simples nos materiais informativos. Serão reservados assentos em áreas com menor incidência sonora e luminosa, disponibilizados protetores auriculares para redução de ruído e óculos escuros para diminuição de estímulos visuais, além de organização de acesso prioritário (fast pass), garantindo conforto sensorial e permanência segura. Dessa forma, a circulação do projeto assegura participação com autonomia, dignidade e equidade, promovendo inclusão cultural e democratização do acesso às artes brasileiras.
O projeto “Pelos Olhos do Mar”, que lança o álbum de Lia de Itamaracá em parceria com Daúde, assume como premissa central a democratização do acesso à música, ao diálogo e à experiência cultural. Todos os shows e rodas de conversa serão gratuitos, permitindo que pessoas de diferentes contextos sociais, econômicos e geográficos possam participar, sem barreiras financeiras. O caráter gratuito é fundamental em um país marcado por desigualdades de acesso à cultura, especialmente no Nordeste, onde populações interioranas têm menor oferta de grandes espetáculos e atividades formativas com artistas de reconhecimento nacional e internacional.A estratégia de distribuição e acesso aos eventos contempla tanto cidades do interior quanto capitais, buscando descentralizar o circuito cultural e promover encontros significativos entre as artistas e comunidades que, historicamente, ficam à margem de grandes programações. Estão previstas 10 apresentações em Salvador e Juazeiro (BA), Petrolina, Caruaru, Recife e Itamaracá (PE), Campina Grande (PB), Natal (RN), Crato (CE) e Maceió (AL). Essa circulação equilibra o acesso entre regiões metropolitanas e cidades do interior, fortalecendo a capilaridade cultural e ampliando os públicos impactados.Além da gratuidade, o projeto adota um sistema de distribuição organizada de ingressos, priorizando a diversidade de públicos. Haverá reserva de percentual de ingressos para pessoas com deficiência (PcDs), assegurando que esse segmento esteja contemplado de maneira efetiva. Também será realizada distribuição de ingressos em pontos de acesso popular — centros comunitários, associações culturais, escolas públicas e coletivos de mulheres — de forma a alcançar aqueles que, muitas vezes, não se beneficiam dos canais tradicionais de divulgação e aquisição de entradas.A acessibilidade física e de conteúdo é outro eixo fundamental de democratização. Os eventos ocorrerão, preferencialmente, em teatros, conchas acústicas, espaços culturais e salas adaptadas para rodas de conversa, garantindo infraestrutura adequada, com rampas de acesso, banheiros adaptados e áreas de circulação planejadas para PcDs e pessoas com mobilidade reduzida. Também será disponibilizado transporte pontual para PcDs, ampliando a autonomia e o conforto do deslocamento até os espaços culturais.No campo da acessibilidade de conteúdo, o projeto garante a presença de intérpretes de Libras em todos os shows e rodas de conversa, audiodescrição ao vivo para pessoas cegas e com baixa visão (com uso de fones de ouvido individuais) e legendagem descritiva em todos os materiais audiovisuais produzidos — incluindo teasers, registros dos espetáculos e das rodas de conversa. Materiais gráficos acessíveis, como cartilhas em Braille e versões digitais compatíveis com leitores de tela, também serão desenvolvidos. Em cidades selecionadas, haverá ainda visitas sensoriais, permitindo que pessoas cegas possam ter contato com figurinos, instrumentos musicais e elementos cênicos, enriquecendo sua experiência.Como ação complementar de democratização, cada cidade receberá uma Roda de Conversa exclusiva para mulheres, com Lia de Itamaracá e Daúde. Esses encontros são pensados como espaços de diálogo e escuta ativa, reunindo mulheres em sua pluralidade — negras, brancas, indígenas, cis, trans, PcDs, jovens, adultas e idosas — para uma troca de experiências e saberes. O caráter formativo e inspirador dessas rodas amplia o impacto do projeto, pois conecta o público feminino a duas artistas de trajetórias distintas, mas convergentes na valorização da ancestralidade, da resistência e da representatividade negra e feminina na música. Todas as rodas contarão com intérprete de Libras, audiodescrição e registro audiovisual com legendas descritivas, assegurando sua circulação digital para além do público presente.Outro mecanismo essencial de democratização é o registro e difusão digital. O projeto prevê a produção de conteúdos acessíveis para redes sociais e plataformas de streaming, ampliando o alcance para públicos que não puderem comparecer presencialmente. Trechos de shows, rodas de conversa e depoimentos das artistas serão disponibilizados com legendas e audiodescrição, consolidando a proposta como um projeto exemplar em inclusão cultural.Dessa forma, “Pelos Olhos do Mar” não se limita a levar a música de Lia e Daúde aos palcos. Ele cria uma rede de acesso que articula presença física, acolhimento a públicos diversos, inclusão digital e acessibilidade plena. A democratização se dá tanto pelo cuidado com o público presencial, em sua pluralidade, quanto pela ampliação de alcance via mídias digitais, gerando impactos locais e regionais, mas também reverberando nacionalmente.Com isso, o projeto reafirma a cultura como direito universal, promovendo um ciclo de experiências artísticas e formativas que não excluem ninguém, mas, ao contrário, acolhem todas e todos — de capitais a interiores, de jovens a idosas, de mulheres trans a mulheres cis, de pessoas com deficiência a pessoas sem deficiência. “Pelos Olhos do Mar” torna-se, assim, um exemplo de como democratizar verdadeiramente o acesso à música, ao conhecimento e ao diálogo no Brasil contemporâneo.
Dirigente/Coordenação GeralNome: Josiberto João da Costa Hees 64434290797Beto Hees (Josiberto João da Costa Hees), natural de Olinda/PE, é produtor cultural com mais de 30 anos dedicados à valorização da cultura popular brasileira. Nos anos 1980 viveu na Alemanha, onde produziu eventos autorais como a festa Viva Brasil e ganhou destaque como “DJ Beto de Olinda”. Nesse período iniciou parcerias com mestres da tradição, como Dona Selma do Coco — cujo primeiro CD produziu — e o Maracatu Nação Pernambuco, organizando turnês internacionais.De volta ao Brasil, construiu uma sólida parceria com Lia de Itamaracá, de quem é produtor há mais de 25 anos, à frente de suas apresentações nacionais e internacionais. Também apoiou carreiras de artistas como Aurinha do Coco e Dona Célia do Coco e as Mestras Severina e Dulce Baracho. Em 2006, fundou ao lado de Lia o Centro Cultural Estrela de Lia (CCEL), consolidado como espaço de referência para música, arte e cultura.Sua atuação se expandiu para o cinema e o audiovisual: abriu o CCEL para o projeto de Lula Gonzaga, em 2008, co-dirigiu obras para a exposição Lia, a Ilha e a Ciranda (2013) e foi responsável pela concepção do videoclipe Dorme Pretinho (2022). Foi idealizador do Festival O Canto da Sereia (2019, 2021 e 2024).Entre suas principais produções estão discos de Lia de Itamaracá (Eu Sou Lia, 2000; Ciranda de Ritmos, 2010), projetos fomentados pelo Funcultura, turnês internacionais, videoclipes e a fundação da Embaixada da Ciranda Lia de Itamaracá (2021). Com uma trajetória que une música música cultura e outras linguagens, Beto Hees é referência na preservação e difusão da cultura popular pernambucana, projetando artistas tradicionais para o Brasil e o mundo.Artista principalNome: Maria Madalena do Nascimento Correia (Lia de Itamaracá)81 anos, negra, idosa, artista principal do projeto, conduzirá a roda de conversa, ao lado de Daúde Duttileux, evidenciando para o público alvo, suas principais experiências na música, na ciranda e na cultura popular, além de realizar o show para público diverso.Lia de Itamaracá (Maria Madalena Correia do Nascimento, 1944) é a maior voz da ciranda brasileira e Patrimônio Vivo de Pernambuco. Reconhecida como Doutora Honoris Causa pela UFPE, tornou-se uma das principais representantes da cultura popular do Brasil. Nascida na Ilha de Itamaracá, conciliou a música com o trabalho como merendeira até a aposentadoria, sempre determinada a seguir o destino de cantora. Sua trajetória ganhou força a partir dos anos 1970, com vitórias em festivais de ciranda e o lançamento do disco Rainha da Ciranda (1977), que a projetou nacionalmente.Gravou Eu Sou Lia (2000) e realizou sua primeira turnê internacional. Em 2006, fundou o Centro Cultural Estrela de Lia, na praia de Jaguaribe, que se tornou referência em atividades artísticas e culturais, ao lado da Embaixada da Ciranda (2021), espaço de salvaguarda de sua memória.Com álbuns marcantes como Ciranda de Ritmos (2008) e Ciranda sem Fim (2019), Lia reafirmou sua força artística ao transitar entre tradição e contemporaneidade. Aos 82 anos, vive um dos momentos mais vibrantes de sua carreira: brilhou no Rock in Rio 2024, foi convidada pelo músico norte-americano Jon Batiste para cantar ao seu lado no Montreux Jazz Festival, em Miami, e seguiu com uma agenda internacional intensa. Com sua banda, apresentou-se no Festival FeliCidades, em Lisboa, e levou o espetáculo Ciranda no Mundo para a Haus der Kulturen der Welt, em Berlim, além de marcar presença em importantes festivais por todo o Brasil.Símbolo de resistência e inspiração, Lia transcende a música, sendo referência como mulher negra, ilhéu e guardiã de um patrimônio imaterial do Brasil, projetando a ciranda para o mundo.Artista PrincipalNome: Maria de Waldelurdes Costa de Santana Dutilleux (Daúde Duttileux)Cantora afro-brasileira, mulher cis, negra, idosa que, além do show para público diverso ao lado de Lia de Itamaracá, também, ao lado desta, conduzirá a roda de conversa para público alvo, no caso, mulheres, compartilhando experiências e trajetórias de sua atuação na música.Daúde Duttileux é cantora, atriz e uma das vozes mais marcantes da música brasileira contemporânea. Nascida na Bahia, construiu carreira sólida no cenário cultural nacional, sendo reconhecida pela fusão de ritmos afro-brasileiros, MPB e influências da diáspora africana. Com presença cênica vibrante, Daúde é considerada pioneira na valorização da identidade negra na música brasileira, sempre explorando temas de ancestralidade, resistência e feminilidade. Atuou em produções teatrais e musicais, participou de importantes festivais no Brasil e no exterior e gravou discos que se tornaram referência por sua originalidade estética e força interpretativa. Ao longo de sua trajetória, afirma-se como artista engajada, atravessando fronteiras entre a música, a performance e a luta por representatividade, consolidando-se como símbolo da potência feminina e afro-brasileira na arte.Produção ExecutivaNome: Marcos Paulo Ferreira da Silva - 43.882.108/0001-68Produtor Cultural residente na Ilha de Itamaracá, LGBTQIA+, atuante na comunidade e responsável pela produção de diversos projetos de Lia de Itamaracá. Atua com produção há 12 anos, integra a equipe de Lia de Itamaracá e é responsável pela produção da artista em shows e eventos, a exemplo do Rock in Rio, onde Lia cantou em 2024. Produção do Festival O Canto da Sereia desde 2019, tendo sido a terceira edição em 2024. Possui cursos de capacitação da Lei Rouanet pelo Ministério da Cultura, capacitação BNDS e capacitação cultural pelo Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco. Técnico em administração de empresas
Complementação aprovada e publicada no Diário Oficial da União.