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O projeto Cultura Viva Quilombola — Saberes e Práticas de Buenos Aires tem como objetivo salvaguardar, valorizar e difundir os saberes tradicionais das comunidades quilombolas do Sertão de Pernambuco, atuando diretamente nos municípios de Custódia, Carnaíba, Betânia, Iguaracy, Afogados da Ingazeira, Sertânia, Arcoverde, Salgueiro, Flores e Sertalhada. A proposta inclui a realização de oficinas práticas com mestres locais, rodas de memória, formação de jovens multiplicadores, produção de um documentário, criação de um catálogo cultural e a realização de uma Mostra Quilombola com feira de saberes e produtos culturais.
1. Documentário Principal — “Saberes de Buenos Aires”Obra audiovisual com duração entre 20 e 30 minutos, com classificação indicativa livre, que retratará as práticas, memórias e modos de vida de mestres, jovens e lideranças das comunidades atendidas. Abordará temas como trabalho agrícola, oralidade, espiritualidade, festas, alimentação e práticas de resistência cultural. O documentário contará com trilha sonora original, legendagem em português e versão com audiodescrição, sendo disponibilizado para uso educativo, comunitário e institucional. 2. Série de Vídeos Curtos para Redes SociaisSerão produzidos quatro vídeos (entre 2 e 5 minutos cada), com linguagem acessível e foco em práticas culturais específicas — como receitas tradicionais, técnicas artesanais, cantos ancestrais ou práticas agrícolas simbólicas. Os vídeos serão legendados e pensados para circulação em redes sociais, aplicativos de mensagem e plataformas comunitárias, com o objetivo de alcançar sobretudo o público jovem. 3. Kit Pedagógico “Saberes Vivos”Material educativo em versão digital e impressa (50 cópias), contendo:Um manual com orientações didáticas sobre a valorização dos saberes quilombolas;Fichas de oficinas com instruções replicáveis;Oito vídeos educativos (3 a 7 minutos) com demonstrações práticas (alimentos, ervas, cantos, jogos etc.);Versões acessíveis (leitura fácil, compatibilidade com leitores de tela, fonte ampliada).Será distribuído gratuitamente a escolas, associações, pontos de cultura e bibliotecas comunitárias. 4. Oficinas Comunitárias de Saberes TradicionaisSeis oficinas presenciais com temas como culinária ancestral, artesanato, sementes crioulas, oralidade e cuidado coletivo. Cada oficina terá cerca de 4 horas e atenderá pelo menos 20 pessoas (totalizando no mínimo 120 participantes). Serão conduzidas por mestres locais, com estrutura acessível, material didático e emissão de certificados. As oficinas serão avaliadas a partir de indicadores de adesão, apropriação e replicabilidade. 5. Curso de Formação para MultiplicadoresCapacitação de 12 lideranças quilombolas (jovens e educadores populares), com 30 horas de carga horária, em três eixos:Técnicas de registro audiovisual com equipamentos acessíveis;Curadoria de acervos comunitários; Metodologias de ensino popular com base na oralidade e nas vivências. A formação será híbrida, com suporte técnico e materiais adequados à realidade dos participantes. 6. Curso de Formação em Empreendedorismo CulturalCom duração de 20 horas, o curso atenderá 36 lideranças locais (três por município), abordando:Identidade cultural e valorização de produtos tradicionais; Comercialização ética e precificação justa; Estratégias de venda e uso de ferramentas digitais acessíveis. A metodologia será participativa e adaptada aos ritmos e formas organizativas dos territórios. 7. Feira/Mostra Final — “Cultura Quilombola em Movimento”Evento de dois dias com exposições, apresentações culturais, roda de saberes, exibição de vídeos e comercialização de produtos resultantes das oficinas. A feira será aberta ao público e voltada à valorização dos saberes locais, circulação de bens culturais, geração de renda e troca entre comunidades. Contará com estrutura de acessibilidade, áreas de convivência e programação para diversos públicos. 8. Repositório Digital ComunitárioPlataforma digital de acesso público e organizado, que reunirá:Documentário, vídeos curtos e educativos;Fotografias, textos, acervo sonoro e pedagógico;Versões acessíveis dos conteúdos produzidos.A ferramenta funcionará como repositório de memória viva, com controle de acesso, direitos autorais protegidos e possibilidade de uso por escolas, pesquisadores e coletivos culturais. Classificação, Linguagem e Público-AlvoTodos os produtos terão classificação indicativa livre, linguagem acessível e formato compatível com diferentes níveis de escolarização. O conjunto da proposta visa atender escolas públicas, educadores, mestres populares, gestores culturais, pesquisadores e o público geral — com especial atenção à juventude quilombola e à população dos municípios envolvidos.
Objetivo GeralO objetivo geral do projeto Cultura Viva Quilombola — Saberes e Práticas de Buenos Aires é preservar, valorizar e difundir os saberes, práticas culturais e tecnologias tradicionais das comunidades quilombolas de Buenos Aires (Custódia) e dos demais municípios atendidos — Carnaíba, Betânia, Iguaracy, Afogados da Ingazeira, Sertânia, Arcoverde, Salgueiro, Flores e Sertalhada. A iniciativa busca promover a transmissão intergeracional desses conhecimentos, fortalecer as identidades territoriais e impulsionar a geração de renda por meio de ações culturais integradas, contribuindo para a salvaguarda do patrimônio imaterial do Sertão de Pernambuco.Objetivo específico1. Documentar e catalogar práticas e memórias quilombolas: Registrar no mínimo 8 manifestações culturais, modos de vida e ofícios tradicionais das comunidades quilombolas dos 10 municípios atendidos (Custódia, Carnaíba, Betânia, Iguaracy, Afogados da Ingazeira, Sertânia, Arcoverde, Salgueiro, Flores e Sertalhada). Os registros — em vídeo e fotografia — serão organizados com metadados em um acervo comunitário digital acessível.2. Produzir conteúdo audiovisual educativo e de difusão: Elaborar um documentário principal (20 a 30 minutos) e quatro vídeos curtos para redes sociais, retratando técnicas, histórias e saberes das comunidades. Os materiais contarão com legendas em português e serão distribuídos em formato digital para fins educativos e culturais.3. Criar e distribuir um kit pedagógico acessível: Produzir um kit educativo com 50 cópias impressas e versão digital, contendo fichas de oficinas, manual didático e 8 vídeos de curta duração (3 a 7 minutos). O material será voltado a escolas, bibliotecas, espaços culturais e agentes comunitários, com linguagem acessível e recursos de leitura fácil.4. Realizar oficinas práticas com mestres e mestras do território: Ofertar 6 oficinas temáticas, com temas como culinária ancestral, sementes crioulas, artesanato e saberes tradicionais, atendendo ao menos 120 participantes (média de 20 por oficina). As atividades incluirão emissão de certificados.5. Formar multiplicadores culturais locais: Capacitar 12 lideranças quilombolas — ao menos uma por município — por meio de curso intensivo de 30 horas com foco em registro audiovisual, curadoria de acervos e transmissão intergeracional de saberes.6. Estimular o empreendedorismo cultural e a economia quilombola: Oferecer formação em comercialização e economia criativa para 36 participantes (3 por município), com carga horária de 20 horas, fortalecendo cadeias produtivas culturais alinhadas aos valores e práticas das comunidades.7. Apoiar a produção e comercialização local: Selecionar e apoiar diretamente 20 artesãos, artistas e produtores culturais para exposição e venda de seus produtos na feira/mostra final do projeto. A ação contribuirá para geração de renda e valorização da produção quilombola.
O projeto atende os seguintes incisos do artigo 1º da Lei nº 8.313/91:Inciso I _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. O projeto propõe a produção e difusão de um documentário, acervo digital, catálogo pedagógico e materiais educativos baseados na memória e nos saberes das comunidades quilombolas do Agreste e Sertão de Alagoas, promovendo o acesso à cultura e à história viva do território.Inciso II _ Estimular a formação artística e cultural. A proposta prevê oficinas práticas conduzidas por mestres e mestras do território, ações formativas para jovens monitores e mediações pedagógicas que promovem a transmissão intergeracional de conhecimentos, fortalecendo a formação artística e cultural comunitária.Inciso III _ Estímulo à preservação do patrimônio cultural material e imaterial brasileiro. O foco do projeto é a salvaguarda de práticas tradicionais como culinária, danças, cantos, ofícios e narrativas orais, consideradas patrimônio imaterial, com registro audiovisual, rodas de memória e atividades em escolas.Inciso VI _ Estimular a produção cultural regional e local. A proposta valoriza mestres e produtores culturais dos 10 municípios atendidos, priorizando contratações e compras locais, além de fomentar redes de economia criativa por meio da Mostra/Feira Cultural com expositores do território.O projeto atende os seguintes objetivos do artigo 3º da Lei nº 8.313/91:Inciso I _ Contribuir para facilitar o acesso da população aos bens culturais. Todas as atividades do projeto são gratuitas e acessíveis, com oficinas abertas, eventos em praças, distribuição de kits culturais e repositório online, ampliando o alcance das ações para públicos diversos.Inciso II _ Priorizar o apoio a projetos culturais concebidos e executados com a participação da comunidade. A proposta é construída a partir de escutas comunitárias e protagonizada por lideranças locais, mestres quilombolas e jovens do território, desde a curadoria até a execução das ações e a gestão dos recursos.Inciso IV _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira. As ações ocorrem em 10 municípios do interior de Alagoas, fortalecendo a produção cultural descentralizada, fora dos grandes centros, e valorizando expressões locais vinculadas ao patrimônio imaterial quilombola.Inciso VI _ Estimular o conhecimento dos bens e valores culturais. O inventário de memórias, o documentário e o catálogo acessível documentam e difundem os bens culturais das comunidades atendidas, contribuindo para sua valorização, registro e uso educativo.Inciso VIII _ Desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais. Ao dar visibilidade à cultura afro-brasileira e quilombola em linguagem acessível e audiovisual, o projeto promove o respeito à diversidade e reforça os valores de identidade e pertencimento como fundamentos para a democracia cultural.
A proposta Cultura Viva Quilombola parte do princípio de que a cultura não é apenas uma expressão artística, mas também uma estratégia de resistência, cuidado coletivo, educação e geração de futuro para comunidades historicamente invisibilizadas. Ao longo da construção desta proposta, buscou-se integrar elementos que vão além das entregas formais exigidas, mas que são essenciais para a qualidade, legitimidade e sustentabilidade da ação.Um dos principais diferenciais do projeto é sua raiz territorial profunda. Ele nasce de dentro da comunidade quilombola de Buenos Aires, em Custódia–PE, e se expande para outras localidades do Sertão do Moxotó e do Pajeú por meio de articulações reais já existentes entre associações, coletivos culturais e escolas rurais. Isso garante que o projeto não será uma ação pontual ou externa, mas parte de um movimento contínuo de valorização e fortalecimento das culturas tradicionais sertanejas e negras.A equipe técnica e os colaboradores propostos possuem histórico de atuação nas áreas de educação popular, agroecologia, produção cultural e políticas públicas, com vivência prática no território e diálogo consolidado com lideranças locais. Isso confere ao projeto não apenas viabilidade técnica, mas sensibilidade intercultural e capacidade de mediação entre diferentes saberes.A proposta também adota um modelo de planejamento participativo e avaliação colaborativa, inspirado em metodologias da educação popular, da pesquisa-ação e da gestão cultural comunitária. Desde o planejamento até a prestação de contas, haverá momentos de escuta, consulta e devolutiva para a comunidade, garantindo que as decisões e os ajustes reflitam o interesse coletivo e não apenas as exigências formais do edital.Outro aspecto relevante é o compromisso com a preservação da propriedade intelectual comunitária. Todo conteúdo gerado será registrado com a anuência das lideranças e protagonistas envolvidos, respeitando princípios de consentimento livre e informado, e buscando evitar a apropriação indevida de saberes ancestrais. O acervo audiovisual e pedagógico será de uso prioritário das comunidades participantes, com regras claras de acesso e compartilhamento.A proposta contempla ainda uma visão de sustentabilidade de longo prazo. A formação de multiplicadores e de empreendedores culturais busca criar condições reais para que os conhecimentos, metodologias e produtos não se percam com o fim do projeto. As ações são estruturadas para formar redes de apoio entre os municípios envolvidos, criando uma malha de colaboração capaz de manter viva a memória e a prática dos saberes quilombolas.Além disso, o projeto contribui para a implementação de políticas públicas de base comunitária, podendo se tornar referência para outras ações do Ministério da Cultura, das secretarias estaduais e municipais, dos pontos de cultura e dos programas de educação contextualizada do Nordeste. O material pedagógico, por exemplo, poderá ser incorporado a formações de professores, projetos escolares e ações intersetoriais de cultura, educação e direitos humanos.Vale destacar também o potencial simbólico e educativo da proposta. Ao valorizar narrativas negras, sertanejas e populares, o projeto contribui para a construção de novos imaginários sobre o Nordeste e sobre os quilombos contemporâneos. O documentário, os vídeos curtos e o acervo digital são instrumentos para disputar narrativas, combater o racismo estrutural e promover autoestima coletiva entre os jovens quilombolas e seus pares.O cuidado com a acessibilidade e a inclusão não se restringe à dimensão técnica, mas se estende à escolha dos locais, dos formatos e das linguagens. O projeto foi pensado para dialogar com públicos diversos — de idosos a jovens, de pessoas com deficiência a professores, de gestores públicos a moradores urbanos — sem perder a centralidade do protagonismo quilombola.A produção de conteúdos será acompanhada por profissionais com experiência em etnografia audiovisual, mediação cultural e roteirização comunitária, garantindo que a estética e a narrativa respeitem a complexidade dos modos de vida retratados. As trilhas sonoras, as imagens e os textos buscarão refletir o ritmo da terra, o tempo da roça, o valor da palavra falada e o poder das histórias transmitidas no convívio cotidiano.Por fim, o projeto apresenta um elevado grau de viabilidade orçamentária e coerência técnica. O cronograma proposto é compatível com os tempos comunitários e escolares, o orçamento é detalhado com base em cotações reais, e a ficha técnica dos produtos demonstra capacidade de execução com responsabilidade, ética e compromisso cultural.Trata-se, portanto, de uma proposta que une profundidade simbólica, relevância social, viabilidade técnica e potencial de legado. Seu impacto não se mede apenas em números ou produtos, mas em sementes plantadas para o florescimento de uma cultura viva, coletiva e necessária.
1. Documentário Principal — “Saberes de Buenos Aires”Duração: 20 a 30 minutos Formato: Vídeo Full HD (1920x1080), codec H.264, áudio estéreo 48kHz Entrega: Arquivo final em MP4 (distribuição) + arquivos-mestre para acervo Idiomas: Áudio original em português, legendas em português, versão com audiodescrição Acessibilidade: Legendas descritivas, audiodescrição e interpretação em Libras nas exibições presenciais Conteúdo: Relatos, ofícios e expressões culturais das comunidades quilombolas Metodologia: Curadoria coletiva com participantes e organização por eixos temáticos (ex: alimentação, espiritualidade, juventude) 2. Série de Vídeos Curtos para Redes SociaisQuantidade: 4 vídeos Duração: 2 a 5 minutos cada Formatos: Vertical (1080x1920) para mobile e horizontal (1920x1080) para desktop Finalidade: Divulgação via redes sociais, WhatsApp, YouTube e TVs comunitárias Edição: Corte dinâmico, legendas embutidas, ritmo ágil e linguagem acessível Conteúdo: Destaques de saberes práticos (ex: culinária, agricultura, cantos tradicionais) Acessibilidade: Legendas embutidas e áudio limpo 3. Kit Pedagógico “Saberes Vivos”Formato impresso: 50 exemplares (A4, brochura, 4 cores, 80 páginas) Formato digital: PDF acessível, vídeos integrados, fichas de atividades em Word Conteúdo:Manual pedagógico introdutório6 fichas de atividades replicáveis8 vídeos educativos (3 a 7 min) com QR CodeGlossário de termos quilombolas Materiais: Papel reciclado, capa couchê 250g, miolo offset 90g Projeto pedagógico: Educação popular, pedagogia do território e oralidade Acessibilidade: Leitura fácil, pictogramas, compatibilidade com leitores de tela, vídeos com legendas 4. Oficinas Comunitárias de Saberes TradicionaisQuantidade: 6 oficinas presenciais Duração: 4 horas por oficina Temáticas: Culinária ancestral, sementes crioulas, oralidade, plantas medicinais, cuidado coletivo Materiais: Kits individuais, quadro móvel, projetor, fichas impressas Público: 20 pessoas por oficina (mínimo de 120 pessoas no total) Metodologia: Aprendizado prático com mestres locais, rodas de conversa e vivência coletiva Registro: Lista de presença, termo de uso de imagem, avaliação simples Acessibilidade: Espaços adaptados, materiais em linguagem simples, intérprete de Libras nas maiores oficinas 5. Curso de Formação de MultiplicadoresCarga horária: 30 horas presenciais Formato: 3 encontros de 10 horas ou 5 de 6 horas Público: 12 lideranças quilombolas (jovens, educadores, guardiões de saber) Materiais: Apostila digital, caderno de anotações, equipamentos audiovisuais Conteúdo:Registro e documentação culturalCuradoria de acervo comunitário Didática de transmissão popular Certificação: Emitida pela associação proponente, com apoio institucional local Avaliação: Diagnóstico inicial, atividades práticas, depoimentos e portfólio coletivo Metodologia: Participativa, técnica e afetiva 6. Curso de Empreendedorismo Cultural QuilombolaCarga horária: 20 horas Formato: Aulas presenciais e plantões remotos Público: 36 lideranças (3 por município) Materiais: Apostila impressa (40 páginas), fichas de exercício, ferramentas visuais Conteúdo:Identidade cultural como valor de produtoPrecificação justa e redes de comercialização Técnicas de venda e divulgaçãoPlanejamento produtivo simplificado Metodologia: Popular e visual, com simulações, jogos e dinâmicas Avaliação: Participação, plano de ação simples e relato oral 7. Feira/Mostra Final — “Cultura Quilombola em Movimento”Duração: 2 dias Formato: Evento presencial com trechos transmitidos online Infraestrutura: Tendas, som, telão, mesas expositivas, sinalização acessível Programação: Exposição de produtos das oficinas, apresentações culturais, rodas de conversa, exibição de vídeos Acessibilidade: Piso nivelado, banheiros adaptados, sinalização em contraste, intérprete de Libras Objetivo: Fortalecer redes locais, promover circulação cultural e gerar visibilidade pública 8. Repositório Digital ComunitárioFormato: Site responsivo, leve, compatível com celulares e internet lenta Conteúdo: Vídeos, fotografias, documentos, kit pedagógico e catálogo do projeto Acessibilidade: Leitura fácil, contraste ajustável, compatível com leitores de tela, PDF acessíveis, vídeos com legenda e audiodescrição Gerenciamento: Operado por equipe técnica e multiplicadores formados no projeto Objetivo: Preservar o acervo e assegurar seu uso livre e contínuo por educadores, comunidades e parceiros
a. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:Para PcD Físico, idosos ou com mobilidade reduzida:Disponibilização de rampas portáteis em todos os locais das atividades (escolas, associações comunitárias, praças).Barras de apoio em banheiros adaptados (pelo menos 1 banheiro adaptado por local de evento).Cadeiras de rodas para empréstimo (2 unidades) durante a Feira/Mostra Final.Vagas de estacionamento preferenciais sinalizadas e próximas às entradas.Áreas reservadas com assentos prioritários em oficinas, rodas de conversa e apresentações.Circuito livre de obstáculos com piso regular e sinalização visual de alerta para degraus ou desníveis.Para PcD auditivo:Sinalização visual com luz intermitente para indicar início e término de atividades sonoras.Painéis informativos com pictogramas em pontos estratégicos (entrada, banheiros, pontos de água).Monitor com colete identificador para comunicação visual em caso de emergência.Para PcD visual:Faixa tátil de orientação nos acessos principais da Feira/Mostra.Bengalas guia para empréstimo (3 unidades).Maquete tátil simplificada do layout da Feira Cultural.Para PcD intelectual e TEA :Cadeiras reservadas na primeira fileira em ambientes com iluminação suave e som reduzido.Fast pass para acesso prioritário sem filas em todas as atividades.Protetores auriculares disponíveis no balcão de acolhimento sensorial (20 unidades).Óculos de sol com lentes adaptadas para redução de sensibilidade à luz (10 unidades).Espaço sensorial reservado (“Cantinho do Sossego”) com:Iluminação difusa e controladaPoucos estímulos sonoros (som ambiente neutro ou ausente)Almofadas antissensoriais e cobertores de pesoMateriais táteis suaves (tecidos, espumas, objetos de manipulação)Proteção sensorial para atividades ao ar livre: disponibilização de protetores de pele (creme barreira) e meias sensoriais para evitar desconforto com areia, grama ou texturas do chão. b. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:Para PcD visual:Mapa tátil simplificado da Feira Cultural com descrição dos espaços.Gravação em áudio dos percursos e descrição das estações/estações (disponível via QR Code e pen drive).Etiquetas em Braille e fonte ampliada (fonte 16, alto contraste) em todas as obras expostas, placas e materiais informativos.Audiodescrição ao vivo durante as apresentações culturais e visitas mediadas na Mostra.Para PcD auditivo:Intérprete de Libras presente em todas as falas públicas, oficinas, rodas de conversa e apresentações.Atendimento especializado com articulador orofacial no balcão de informações.Sinalização clara (pictograma de Libras) indicando presença de intérprete.Para PcD intelectual e TEA:Monitoria especializada inclusiva com uso de “Linguagem Simples” em todas as mediações, com:Frases curtasEvitação de metáforas e abstraçõesUso de pictogramas e apoio visualRitmo de fala mais lento e pausadoGuias/acompanhantes capacitados em mediação sensorial e inclusiva, para acompanhamento personalizado de pessoas com TEA.Cartilha em linguagem fácil sobre a programação, com pictogramas e agenda visual.Sinalização visual com sequência de passos para atividades (ex.: “1. Chegar – 2. Retirar ingresso – 3. Sentar”).
Conforme artigo 47 da IN 23/2025, o projeto "Cultura Viva Quilombola – Saberes e Práticas de Buenos Aires" adotará as seguintes medidas de ampliação de acesso:I - Doação de 20% dos produtos com caráter social/educativo:60 exemplares do Kit Pedagógico “Saberes Vivos” (20% dos 300 impressos) serão doados a bibliotecas rurais, escolas indígenas e instituições socioassistenciais de municípios não atendidos pelo projeto.40 cópias do Documentário em DVD acessível (com Libras, legenda e audiodescrição) serão distribuídas para Pontos de Cultura e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da região.III - Disponibilização na internet de registros audiovisuais com acessibilidade:O documentário “Saberes de Buenos Aires” (20–30 min) será disponibilizado no YouTube com:Janela de intérprete de LibrasFaixa de audiodescriçãoLegendas descritivas em portuguêsOs 4 vídeos curtos e os 8 vídeos educativos do Kit Pedagógico também serão publicados com os mesmos recursos de acessibilidade.V - Realização gratuita de atividades paralelas:Ensaios abertos das apresentações culturais da Mostra.Oficinas paralelas de curta duração (2h) abertas à comunidade, sem necessidade de inscrição prévia.Rodas de conversa com mestres em praças públicas.Exposição itinerante dos registros fotográficos em mercados públicos dos municípios.VI - Ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e educadores:Oficinas lúdicas para crianças com temas da cultura quilombola (contação de histórias, pintura com pigmentos naturais).Formação para 30 professores da rede pública sobre uso do Kit Pedagógico em sala de aula.Encontro com jovens quilombolas para troca de experiências sobre identidade e cultura digital.VIII - Parceria para formação de agentes culturais:Parceria com a Secretaria de Cultura de Custódia (PE) para formação e certificação dos 12 multiplicadores culturais capacitados no projeto.Estabelecimento de termo de cooperação para continuidade das ações formativas.
Dirigente ResponsávelMaria Yolanda do Amaral Santos — Presidenta da Associação Quilombola de Buenos Aires Pedagoga (UPE), especialista em Psicopedagogia (FIP), com ampla experiência em educação do campo, mobilização comunitária e agroecologia. Atua há mais de 15 anos na valorização da agricultura tradicional, no protagonismo das mulheres rurais e na articulação com escolas do território. No projeto, atuará voluntariamente como coordenadora geral comunitária, participando da mobilização, das reuniões com lideranças e da avaliação coletiva dos resultados. Currículos Resumidos dos Principais Participantes1. Thiago Raimundo Bezerra — Secretário da Associação Quilombola Bacharel em Enfermagem (UNIFIS), com especialização em Sanitarismo (UNIFESP). Atua com agroecologia, educação ambiental, saúde popular e mudanças climáticas. É liderança jovem e referência em juventude quilombola. No projeto, será articulador técnico em saúde comunitária, sustentabilidade e curador de práticas tradicionais.2. Maercio Lopes da Silva — Educador Musical e Produtor Cultural Graduado em Música e Pedagogia, especialista em Musicoterapia e Canção Popular. Com 35 anos de experiência, atuou em escolas e centros culturais de PE e SP. Trabalha com públicos diversos (PcDs, idosos, indígenas) e será responsável pela musicalização nas oficinas, trilha do documentário e conteúdos sonoros do kit pedagógico.3. Manoel Costa Filho — Gestor Ambiental, Técnico Agrícola e de Enfermagem Natural de Custódia (PE), tem experiência no IPA, INCRA e CAPS. Atuou em capacitações voltadas para reforma agrária, agroecologia e saúde popular. Será responsável pelas oficinas de saberes agroecológicos e ações de fomento produtivo comunitário.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.